sábado, 9 de abril de 2016


Bento Domingues, o tornadiço


L. Lemos

O alarve tornadiço.

Não constitui novidade qualquer intervenção nas televisões do tornadiço Bento Domingues mas esta (RTP 3, 8.4.2016) merece referência dado inserir-se no chorrilho de elogios que aí vem à «Alegria do Amor» de Bergoglio por parte dos anti-Igreja que pretendem moldá-la a seu jeito.

Com o apoio implícito e explícito da sonsa Ana Lourenço a entrevistá-lo, o tornadiço debitou então uma série de alarvidades.

1 — Grandes elogios à «Alegria do Amor» de Bergoglio.

Atirando para o lixo os princípios de defesa da família, inclusivamente dando alento ao lóbi dos invertidos.

2 — Confessa que Bergoglio não foi mais longe porque não podia, mas que criou «o ambiente».

Já sabíamos que o jogo duplo de Bergoglio consiste nisso.

3 — Citou como referência a seita abortista e apoiante do lóbi dos invertidos «Nós Somos Igreja» (aliás já recebida por Bergoglio), a que o tornadiço está ligado (entre outras ligações).

Seitas dentro da Igreja que vão continuar a exigir «mais abertura» até à destruição total da Igreja.

4 — Afirmou que o Catecismo da Igreja Católica é a «indústria da conserva», por isso não tendo validade.

Isto é, a doutrina da Igreja, no seu conjunto, deveria ir para o lixo. O progresso é que é bom.

5 — Na mesma linha, atacou o que é norma moral, apoiando a conduta de cada um segundo «a sua própria consciência» e que cada um deve «pensar».

O que representa mandar o Antigo e o Novo Testamento para o lixo, substituindo a Palavra de Deus pelo pensamento de cada um. Isto é, a defesa do mais descarado subjectivismo e relativismo — na linha de Bergoglio.

6 — Atacou os movimentos católicos que defendem os valores cristãos, etiquetando-os de «grupos rígidos».

Se alguém defende os valores cristãos, leva com o anátema da rigidez, ou do sectarismo, ou do dogmatismo, ou do fundamentalismo... em contraste com o politicamente correcto do tornadiço e a sua flexibilidade, tolerância, consenso, abertura, modernidade... Tudo à Bergoglio, o que o tornadiço também já vem defendendo há anos.

7 — Referindo-se aos papados posteriores ao de João XXIII, que defenderam os princípios cristãos, classificou-os de «um interregno de Inverno».

Interregno porque depois do amiguinho do progresso João XXIII, vem finalmente trazer a Primavera o amiguinho Bergoglio, que se desclassifica ele próprio a cada dia.

8 — Defendeu o relativismo religioso, colocando todas as religiões como iguais, ao classificar de «interesses mesquinhos» a defesa do cristianismo na relação com as outras religiões.

Tal como o mestre Bergoglio faz com o seu falso ecumenismo.



MAIS SOBRE O TORNADIÇO BENTO DOMINGUES:

https://espectivas.wordpress.com/2016/03/21/o-frei-bento-domingues-nega-os-smbolos-do-cristianismo-substituindo-os-por-sinais/





sexta-feira, 8 de abril de 2016


Uma excelente análise

sobre o «aborto ortográfico»


«Insegurança ortográfica»

«Uma excelente análise, por Acílio Estanqueiro Rocha, Professor Emérito da Universidade do Minho, Departamento de Filosofia, Instituto de Letras e Ciências Humanas, sobre a Insegurança Ortográfica que o AO/90 gerou entre aqueles que aceitaram, sem pestanejar, a imposição ilegal e inconstitucional deste monumental engano

Acílio Estanqueiro Rocha

1 — Já afirmámos que o Acordo Ortográfico veio criar enorme «insegurança ortográfica», onde esta antes não existia; subestimaram-se vários pareceres solicitados que alertavam para isso mesmo. Aliás, no ano passado, o Parlamento recomendou ao Governo a constituição de um grupo de trabalho para acompanhar o processo de aplicação do AO, com elaboração de relatório; que se saiba, nem grupo nem relatório.

Mostrámos já que a obsessão pela unificação ortográfica criou, em vez das duas, três grafias, patente em exemplos simples (portuguesa/brasileira):

aspeto/aspecto,
detetar/detectar,
receção/recepção,
conceção/concepção,
deceção/decepção,
perceção/percepção,
espetador/espectador,
perentório/peremptório,
tática/táctica,
espetro/espectro,
cato/cacto,
perspetiva/perspectiva,
interceção/intercepção, etc.

Assim se pretende que se escreva agora (em Portugal) «aspeto», «conceção», «perspetiva», que antes se escrevia (Portugal e Brasil) «aspecto», «concepção», «perspectiva», e que continua a ser «aspecto», «concepção», «perspectiva» (Brasil).

Não entendo tamanha estultícia! Se eu escrever, por ex., a «receção do texto» em vez de «recepção do texto», como evitar que o leitor não pense em «recessão», se é isso que ouve a toda a hora e sofre no seu vencimento ou pensão? Um brasileiro, ao ler «receção», não entende…

Como sabemos, a aprendizagem da ortografia não se faz só na escola: é um processo quotidiano, multímodo, que envolve a memória visual; escrever «Egito» causa calafrios: é um triste espectáculo, que já não tem espectadores mas «espetadores» (a primeira vez que li, pensei em «espeto»). Aliás, como é sabido, as grandes diferenças que separam as variantes portuguesa e brasileira da língua não são ortográficas, mas são lexicais, semânticas e morfossintácticas.

2 — Sobre as consoantes não pronunciadas, importaria evitar a homografia, por ex., «acto»/«ato» (verbo), «corrector»/«corretor» (da bolsa), «óptico» (relativo à vista)/«ótico» (relativo ao ouvido), sendo que, no Brasil, continua a escrever-se «óptico»; seria também imprescindível evitar a homofonia (por ex., «intersecção» e «intercessão»), como é necessário ainda evitar o fechamento vocálico («acção», «aspecto», «baptismo», «lectivo», etc.). Note-se que o português europeu está a tornar-se, por vezes, dificilmente inteligível na oralidade, dada a tendência para fechar as vogais. Já um linguista advertiu que «adoção» (de «adoptar») poderia conduzir à pronúncia de «adução» (de «aduzir»); este é um problema grave: as próximas gerações tenderão a ler «setor», «receção», «deceção», etc., sem abrirem as vogais.

As consequências gravosas do AO saltam à vista: ao contrário de outras alterações ortográficas do século XX, este AO atinge aspectos estruturais da Língua Portuguesa. Todo este processo tem sido, pois, arrogante e autoritário.

3 — A sanha em simplificar (complicando) o português europeu, acaba por o desfigurar como património que opera a comunhão entre gerações, reduzindo a língua a um mero veículo de comunicação, a um artefacto instrumental, não atendendo ao carácter consuetudinário e à estabilidade ortográfica que são dimensões valiosas de identificação. A simplificação a todo o custo, a redução à pura fonética, como se de uma experiência laboratorial se tratasse, é uma das consequências mais nocivas do AO: é assim, por ex., que «acto» se torna «ato»; se, no artigo anterior, demos o exemplo de «directo», veja-se, entre outros, por ex., «acção», do latim «actio», «action» (em inglês), «action» (francês), «Aktion» (alemão), «acción» (espanhol), «actiune» (romeno).

Tal afasta o Português europeu dessas línguas europeias românicas e germânicas (incluindo o inglês). Por isso, o AO vai dificultar que alunos portugueses aprendam (sem erros) línguas estrangeiras e que estudantes de países europeus aprendam (sem erros) o Português.

Note-se que na língua inglesa abundam palavras com consoantes e vogais não pronunciadas, as «silent letters» – «dou(b)t», «forei(g)n», «ni(gh), «thou(gh)t», etc.

Ao pretender-se que a grafia coincida com a «pronúncia», esquece-se que esta é contingencial, variando de país para país, de região para região, de pessoa para pessoa. Aliás, se nos orientássemos apenas por critérios fonéticos, deveríamos escrever, por ex., «úmido» (como no Brasil), o que seria por demais ridículo.

Não conheço nenhum AO em nenhuma outra língua. Quem se preocupa com a unificação do inglês? E há, pelo menos, dezassete variantes do inglês, meia dúzia do alemão, quinze do francês e vinte do espanhol.

Trata-se de mais uma originalidade da política portuguesa, própria de políticos modernaços mas ignaros, pós-modernos, que não sabem o que é um livro; se citam versos de um poema, é só ao jeito de tique decorativo.

Naturalmente são indiferentes à estabilidade ortográfica – essencial na Língua –, como a qualquer estabilidade (legislativa, fiscal, etc.), quando esta é apanágio de um povo desenvolvido.





quarta-feira, 6 de abril de 2016


Da polémica com um apoiante de Rui Rio


Heduíno Gomes

Porto primeiro ou Portugal primeiro?

As coisas são claras e cada um faz as suas opções...

1 —  Rui Rio poderia limpar os ficheiros dos mortos e desavindos sem semear a anarquia da refiliação. Limpar ficheiros é uma tarefa permanente. Teremos de fazer refiliações permanentes?

2 —  Rui Rio mudou mesmo de posição sobre a regionalização. Ele próprio declarou que «depois» é que percebeu... Factos são factos. Antes, na presidência do Marcelo, foi contra.

3 —  Rui Rio já demonstrou ser um doentinho regionalista. Basta estar atento ao que ele diz. Demagogo, populista e oportunista —  como são os politiqueiros regionalistas, entre outros, sejam do PPD-PSD, do PS, do PCP, do CDS ou outro.

4 —  Rui Rio ser contra o desastre antinacional chamado Pinto da Costa não lhe confere o estatuto de não-regionalista e não-incendiário. A guerra entre eles é a guerra entre dois regionalistas. Cada um no seu estilo. Um parolo mais boçal, outro parolo mais contido.

5 —  Rui Rio é um ignorante que não percebe patavina da política externa de Portugal no contexto ibérico. O problema dos gastos desmesurados com os elefantes brancos e não só deveria ser resolvido correctamente e não com o disparate político de subordinação à Espanha.

6 — Uma asneira não se resolve com outra asneira —  aliás, ainda mais grave do que a dos elefantes brancos por afectar directamente a identidade nacional, mais importante do que as finanças, coisa que, para esse cérebro, parece não existir. Mentalidadezinha tecnocrata, que, se não foi de nascença, aprendeu com o mestre Cavaco.

7 —  Rui Rio tem de facto tanta visão geo-estratégica como o Cavaco. Quando, em plena guerra fria, apoiou o aliado soviético no Atlântico Sul (a troco de outros apoios...), criando um eventual e grave problema de segurança para todo o Ocidente ao poder ficar bloqueada a rota do Cabo, o Cavaco revelou logo aí a sua capacidade na matéria. Estão bem um para o outro.

Aliás, a propósito de elefantes brancos, o Cavaco criou um muito maior, o «monstro» do funcionalismo público, que continuamos a pagar —  foi o seu próprio ministro das finanças, o Cadilhe, que o acusou de ser «o pai do monstro».

8 —  Rui Rio é de facto o sucessor de Cavaco na nebulosa cavaquista. De facto o grupo cavaquista, que perdeu o poder no PPD-PSD, tenta recuperar os tachos. E ele é o ponta-de-lança desse grupo. Grupo que ficou furioso por lhe terem ido às reformas milionárias e outras mordomias, e por isso passou todo o tempo nas televisões e jornais a morder nos calcanhares do PPC.

9 — Rui Rio apoiou precisamente o lóbi dos invertidos. Invertidos! Isso mesmo! E isso não lhe perdoo. Nem a ele nem a nenhum político.

Preconceito? Não, lei natural, família natural, defesa intransigente dos valores da Civilização, recusa liminar do oportunismo de apoiar esses lóbis. Tendo em conta a situação das pessoas com problema de identidade sexual, que merecem respeito, declaro guerra ao lóbi e aos seus apoiantes. Só isso.

Quer mais nomes de gente cá dentro do PSD alinhada com o lóbi? Há mais, mas aqui estão os que são agora deputados. Pode juntar o Rangel e o José Eduardo Martins.

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2015/12/os-deputados-e-ex-deputados-do-psd-e.html





segunda-feira, 4 de abril de 2016


Afinal, quem é que ganhou as presidendiais?


Luís Lemos

A TVI foi buscar para comentadora aquela gaja do Bloco de sorrisinho a apelar aos afectos e que teve 10% dos votos nas eleições presidenciais. Então põe-se agora a dar conselhos de política a quem ganhou com 52% na primeira volta.

Não é só a gaja que está em causa. Está igualmente o director de informação do canal, em engenheiro político: Sérgio Figueiredo.






quarta-feira, 30 de março de 2016


Rei por alma de quem?


Heduíno Gomes

Ainda a propósito da visita indesejada do Filipe aqui do lado a Portugal, convém relembrar a peça que publicámos em 2014:


http://maislusitania.blogspot.pt/2014/07/rei-por-alma-de-quem.html







sexta-feira, 25 de março de 2016


O padre do Porsche apenas seguiu

certos exemplos...


Luís Lemos


Um padre gama para possuir um Porsche! A Igreja está um caos.

(1) Por um lado, temos a Igreja dos Policarpos e dos Melícias, exemplos que certamente inspiraram o padre do Porsche ao gostar do fausto. E para o fausto gamou para comprar o Porsche.

É fartar, vilanagem!

(2) Por outro lado, noutro estilo, temos a Igreja dos Carlos Azevedo, dos Fredericos Cunha e dos Charamsa.

Consta que foi por causa deste lóbi dentro do próprio Vaticano que Bento XVI resignou.

(3) Temos ainda a Igreja dos Ravasi e outros da maçonaria eclesiástica.

Dizia Paulo VI que cheirava a enxofre nos corredores do Vaticano...

(4) Temos ainda  a Igreja dos Januários, dos Boff, dos Edgares e de outros kamaradas.

É a Igreja do paraíso na terra, à imagem de Karl Marx.

(5) E, finalmente, temos os Bergoglios, os Antónios Marto  e os Bentos Domingues a abençoar todo esse pessoal. Para a tal Igreja «plural», «ecuménica», «tolerante», «progressista»...

É para isto, para estragar, que serve o liberalismo e o relativismo.

Mas no meio de toda a apostasia ainda há padres decentes. São estes — e apenas estes —  que têm de ser respeitados e apoiados!

Bento XVI já tinha avisado: http://maislusitania.blogspot.pt/2016/03/papa-emerito-bento-xvi-rompe-o-silencio.html.





domingo, 20 de março de 2016


Perestrello, Salazar e o padre



Lição de história contada por um ilustre historiador da Marinha.

O pai de António Oliveira Salazar era feitor numa grande propriedade do velhote Perestrello, situada lá para os lados de Santa Comba Dão. Perestrello teve dois filhos, um rapaz e uma rapariga. A menina ainda foi namorada de Salazar e o rapaz, mais conhecido pelo Perestrello Vasconcellos, que cursou engenharia, quando Salazar chegou ao poder colocou-o como administrador da Casa da Moeda e posteriormente, em 1939, assumiu a gestão do Arsenal do Alfeite.

Perestrello Vasconcellos morreu em 1962 e deixou seis ou sete filhos, dos quais um deles foi engenheiro naval, na Lisnave, e outro, sentiu vocação para sacerdote e veio a ser capelão da Marinha. Em 1959, o capelão Perestrello Vasconcellos fez parte da célebre conspiração «Caso da Sé», na qual participaram vários opositores ao regime, como Manuel Serra. Na eminência do capelão também ser preso, o presidente do governo, Oliveira Salazar, chamou a S. Bento o pai do capelão Perestrello Vasconcellos e aconselhou-o a mandar o filho para o Brasil, para que não tivesse o desgosto de ver um filho na prisão. Tudo em consideração ao velhote Perestrello de quem o pai de Salazar tinha sido feitor.

E foi assim que o padre Perestrello Vasconcellos debandou para o Brasil. Nos anos 70, com a Primavera marcelista do primeiro-ministro Marcelo Caetano, o padre Perestrello Vasconcellos regressou a Portugal e foi exercer o sacerdócio na paróquia de Loures.

Num belo dia, o admirado e venerado padre Perestrello Vasconcellos, em plena missa dominical, deixou os paroquianos atónitos e lavados em lágrimas. Anunciou que iria deixar o sacerdócio porque se apaixonara por uma senhora da família Lorena. O padre passou à sua condição de cidadão com matrimónio e dessa união nasceu Marcos Perestrello Vasconcellos, o ex-vereador socialista da Câmara de Oeiras e actual secretário de Estado da Defesa do governo do Partido Socialista.


————


COMPLEMENTO

A Madame Perestrello e o filho do caseiro

Mais uma história da família Perestrello e do Dr. Salazar (retirada da biografia de Salazar escrita pelo Embaixador Franco Nogueira...)

Realmente (e tal como se refere no texto acima) o jovem Salazar (que pelos vistos era um mulherengo e não um misógino) gostava da jovem Perestrello e ela retribuía esse amor com paixão.

Até que a mãe se apercebeu e terminou com o namoro, não sem antes dizer de viva voz ao jovem prof. universitário (imaginem, de Finanças Públicas!!!!) que tinha muita consideração pela inteligência dele, mas, sinceramente, namorar com a filha dela, uma Perestrello, era demais. Ele não se podia esquecer, que era e seria sempre o filho do caseiro.

Terminou assim o namoro.

Anos passados, já ele era primeiro-ministro, a senhora Perestrello telefonou-lhe para lhe pedir um favor. O telefonista passou a chamada e ela anunciou-se: «Daqui fala Perestrello». Salazar respondeu: «Daqui fala o filho da caseiro».





sábado, 19 de março de 2016


Afinal, a culpa do terrorismo é dos europeus...


Luís Lemos

Seixas da Costa, o namoradinho do PS, quinta-feira, numa das televisões, a comentar o terrorismo islâmico.

Diz a sumidade que a Europa acolhe bem os muçulmanos mas depois falha porque — calcule-se! — não lhes dá razões para os infelizes se integrarem!!!!!!!!!!

Esta Europa é mesmo incompetente!







Papa emérito Bento XVI rompe o silêncio

e fala de «profunda crise» atingindo a Igreja

após o Vaticano II.


LifeSiteNews.com, 16 de Março de 2016 | Tradução: Gercione Lima

No dia 16 de Março, ao falar publicamente numa rara aparição, o Papa Bento XVI deu uma entrevista ao Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, abordando uma «dupla e profunda crise» que a Igreja está enfrentando na esteira do Concílio Vaticano II. A notícia já chegou até à Alemanha como cortesia do vaticanista Giuseppe Nardi, do site de notícias católicas da Alemanha vinculado a Katholisches.info.

O Papa Bento XVI recorda-nos a antiga e indispensável convicção católica da possibilidade da perda de Salvação Eterna, ou que as pessoas vão para o Inferno:

Os missionários do século XVI estavam convencidos de que uma pessoa não baptizada está condenada para sempre. Após o Concílio [Vaticano II], essa convicção foi definitivamente abandonada. O resultado foi uma dupla e profunda crise. Sem essa atenção para com a Salvação, a Fé perde o seu fundamento.

Além disso, fala de uma «profunda evolução do dogma» em relação ao dogma «fora da Igreja não existe salvação». Esta mudança proposital do dogma levou, aos olhos do Papa, a uma perda do zelo missionário na Igreja – «Qualquer motivação para um futuro compromisso missionário foi removido».

O Papa Bento XVI faz uma pergunta penetrante suscitada por essa mudança palpável de atitude da Igreja: «Porque deveria tentar convencer as pessoas a aceitar a Fé cristã, se elas podem ser salvas sem ela?»

No tocante a outras consequências dessa nova atitude na Igreja, os próprios católicos, aos olhos de Bento XVI, estão menos comprometidos com a sua Fé: se há quem possa salvar-se por outros meios, «por que então deveria o cristão estar obrigado à necessidade da Fé cristã e da sua moral?», perguntou o papa. E conclui: «Mas se a Fé e a Salvação não são mais interdependentes, a própria Fé torna-se menos motivante».

O Papa Bento XVI também refuta tanto a ideia do «cristão anónimo» desenvolvida por Karl Rahner, como aquela ideia indiferentista segundo a qual todas as religiões são igualmente valiosas e úteis para alcançar a vida eterna.

«Ainda menos aceitável é a solução proposta pelas teorias pluralistas de religião, segundo a qual, todas as religiões, cada uma à sua maneira, seriam meios de salvação e, nesse sentido, deveriam ser consideradas equivalentes nos seus efeitos», disse. Neste contexto, aborda também as ideias exploratórias do já falecido cardeal jesuíta Henri de Lubac, acerca das consideradas «substituições vicariais de Cristo» que têm que ser agora novamente «reflectidas com mais profundidade».

No que toca à relação do homem com a tecnologia e o amor, o Papa Bento XVI lembra-nos da importância do afecto humano, dizendo que o homem ainda anseia no seu coração «que o bom samaritano venha em seu auxílio».

E continua: «Na dureza do mundo da tecnologia – no qual os sentimentos não contam mais – a esperança de um amor salvífico cresce, um amor que gostaria de ser dado livremente e generosamente».

Também Bento XVI lembra à sua audiência  que: «a Igreja não é feita sozinha, foi criada por Deus e é continuamente formada por Ele. Esta encontra expressão nos sacramentos, sobretudo no do baptismo: entro na Igreja não por um acto burocrático, mas pelo auxílio deste sacramento. «Bento insiste também que sempre», necessitamos da graça e do perdão».





sexta-feira, 18 de março de 2016


Activistas dos invertidos pretendem proibir

o filme «Pink» que descreve o sofrimento

das crianças por eles adoptadas



México, 11 de Março, de 2016 (LifeSiteNews) – Uma nova imagem exibida nos cinemas mexicanos está revelando pela primeira vez ao público para uma representação implacavelmente realista dos perigos e danos sofridos por crianças adoptadas por casais homossexuais.

Pink: Não é o que eles dizem que é, que se estreou no Duzentas Telas neste fim-de-semana na cadeia Cinemex de teatros, é a história de um casal homossexual que adoptou um menino expondo-o inevitavelmente ao caos e confusão gerada pelo seu estilo de vida promíscuo.

Retrato intransigente do filme da subcultura gay tem provocado protestos dos activistas homossexuais no México, que pediram às autoridades governamentais para proibir a exibição do filme nos cinemas do país.

O Conselho Nacional para a Prevenção da Discriminação (Copred) do governo federal, inicialmente, recusou-se a agir, mas agora o seu secretário pediu para aumentar a classificação do filme para outro mais restritivo (que é actualmente acessível para aqueles que tenham idade igual ou superior aos 15 anos). Pediu também para que a indústria do cinema elimine os «estereótipos, preconceitos e estigmas» associados às «famílias» homossexuais.

O «casamento» homossexual e a adopção são legais na capital do país, Cidade do México, há vários anos, e o Supremo Tribunal está gradualmente a tentar impor a redefinição do casamento em todo o país, apesar dos protestos das pessoas e a resistência dos legisladores estaduais. A grande maioria dos mexicanos continua a opor-se à adopção por homossexuais.

Confusão e tristeza

Pink oferece um sincero exame das consequências sociais, psicológicos e espirituais da exposição de uma criança para a homossexualidade.

«Porque é que todas as crianças têm um pai e uma mãe, e eu tenho dois pais?» o menino adoptado, em lágrimas, interroga o seu «pai»  homossexual numa cena de uma passagem do filme.

A criança adoptada começa a sentir confusão sobre a sua identidade sexual e como ele é repetidamente exposto à influência lasciva e perigosa de uma grande variedade de personagens bizarras típicas da subcultura homossexual. Ele encoraja um amigo para abraçar as suas próprias formas cada vez mais afeminadas desse comportamento. Ele também sofre de chacota e rejeição social dos seus colegas de escola.

O casal homossexual encontra vários cristãos que intransigentemente se opõem à sua relação e procuram convertê-los.

«Como é terrível que as crianças cresçam com os homossexuais. Elas vão crescer com tendências [homossexuais]», observa uma. Outra diz a um membro do par que os seus actos sexuais com o seu namorado são «não-naturais» e pergunta se ele está realmente feliz.

Um membro do par, em última análise arrepende-se depois de ler a Bíblia e rejeita o homossexualismo, enquanto que o outro não ficando contagiado com HIV (SIDA).

Produtor responde às críticas

O filme tem sido criticado por baixos padrões cinemáticos e representações exageradas de homossexuais ultra-afeminados. Foi produzido com um orçamento de cerca de meio milhão de dólares por um cineasta evangélico Francisco del Toro, um ex-actor e evangélico protestante que já fez filmes sobre uma variedade de temas, incluindo a toxicodependência, os danos causados ​​por práticas ocultas e dedicação à família.

Del Toro tem rebatido acusações de «homofobia» feitas contra ele por activistas homossexuais.

«As crianças não devem ser troféus para o movimento gay. Os interesses da criança devem prevalecer na adopção», disse o cineasta numa entrevista recente.

A respeito da sua representação de uma criança seguindo os seus «pais» homossexuais no seu estilo de vida gay, Del Toro observou que «uma criança absorve o comportamento e costumes da casa como uma esponja, e se não acredita nisso, explique-me porque há famílias que durante gerações têm sido sequestradores ou ladrões de bancos».

Ele negou que o filme é «homofóbico» e incentivou o público a vê-lo por si mesmo, em vez de prestar atenção aos seus detractores.

O retrato do estilo de vida gay em Pink ​​reflete-se em numerosos estudos que estabeleceram altas taxas de promiscuidade e instabilidade nas relações entre homossexuais, que também sofrem uma frequência substancialmente elevada de infecção por HIV, bem como muitos outros distúrbios fisiológicos e psicológicos. Os estudos também indicam que as crianças adoptadas por homossexuais sofrem taxas significativamente mais elevadas de problemas emocionais e de desenvolvimento e têm uma maior taxa de tratamento para problemas de saúde mental.

Pablo Cheng, um famoso actor mexicano e homossexual que interpreta um dos dois homens que adoptam, disse à publicação TV Notas que se opõe à adopção homossexual.

«Acho que estas crianças vão sofrer muitíssimas consequências. Acho que o bullying para as crianças que têm duas mães ou dois pais – terá consequências muito graves. Não interessa como se educa no México ou no mundo nós iremos ser sempre muito criticados por sermos homossexuais», disse ele, e mais tarde acrescentou que as crianças «precisam da presença de um pai e de uma mãe





quarta-feira, 9 de março de 2016


De que falamos quando falamos de eutanásia?


Filipe d'Avillez

O que é eutanásia voluntária? E involuntária? Qual é a diferença entre esta e outras práticas médicas como a ortotanásia, a distanásia e os cuidados paliativos? Explicamos estes e outros conceitos na semana em que se instalou o debate sobre a eutanásia.

A palavra eutanásia vem do grego e significa «boa morte». Em termos médicos, contudo, significa pôr termo intencionalmente à vida de uma pessoa, normalmente de alguém que sofre de uma doença incurável ou que está em grave sofrimento.

Há diferentes tipos de eutanásia, conforme envolvem a manifestação de uma vontade da pessoa doente ou em sofrimento, ou não, mas envolve sempre uma segunda pessoa que toma parte no acto, sendo isso que a distingue do suicídio.

A eutanásia é voluntária quando existe um pedido expresso por parte da pessoa para ser morta. É não voluntária quando essa decisão é tomada por outra, normalmente um familiar, porque o doente não tem capacidade para o fazer. Este último tipo não deve ser confundido com eutanásia involuntária, que é o acto de matar alguém doente, que tem capacidade para manifestar a sua vontade mas não o faz, ou porque a opinião não lhe foi solicitada, ou porque não quer morrer.

Há outras situações em que é a própria pessoa que toma a medida que põe fim à sua própria vida, mas fá-lo com a ajuda de outra que, por exemplo, lhe fornece uma dose letal de medicação. Nestes casos não se fala de eutanásia, mas sim de suicídio assistido.

Há ainda uma série de outros termos que frequentemente são confundidos com eutanásia. A palavra ortotanásia significa morte natural e por vezes é utilizada para situações em que são desligados ou retirados os meios extraordinários para manter a vida. O que é coloquialmente designado como «desligar as máquinas», ou o recusar tratamentos que podem curar uma doença ou eventualmente prolongar a vida, não são formas de eutanásia, nem são moralmente equiparáveis.

distanásia é precisamente o contrário da eutanásia. A palavra significa «má morte» e é entendida como o prolongamento de uma vida, por meios artificiais, mesmo quando isso implica sofrimento para o doente. A distanásia é considerada universalmente uma prática médica inadequada.

Nos últimos anos tem-se falado bastante da expressão testamento vital. Também isto não pode ser confundido com eutanásia. O testamento vital é apenas um instrumento jurídico que permite a uma pessoa, em plena possa das suas capacidades, deixar instruções sobre como gostaria de ser tratada caso venha a encontrar-se incapacitada. O que se pede no testamento vital é que pode, ou não, ser polémico. Mas o pedido de não ser prolongada a vida por meios artificiais, quando não existe esperança médica de uma cura ou recuperação de consciência, por exemplo, mais uma vez, não é eutanásia. Naturalmente, enquanto a eutanásia não for uma prática legal em Portugal, não se pode requisitá-la num testamento vital.

Quando se fala de sofrimento em fim de vida, fala-se ainda de cuidados paliativos, os cuidados de saúde prestados a pessoa com doença incurável, avançada e progressiva, com o objectivo de intervir no sofrimento global (físico, psicológico, emocional), independentemente da doença de que sofre e do prognóstico (que pode ser de anos, meses ou semanas). Não se destinam apenas a moribundos e pretendem intervir globalmente no sofrimento, evitando que ele se torne intolerável, e apoiam também a família.

Uma das ferramentas terapêuticas, que não se utiliza como medida de primeira linha mas sim para sintomas que não podem ser tratados de outra forma, é a sedação paliativa.

O que é pedido a todos os profissionais de saúde, nomeadamente aos que trabalham em cuidados paliativos, é que não prolonguem a qualquer custo, nem encurtem, a vida dos doentes, mas sim respeitam a inevitabilidade da morte.





sábado, 27 de fevereiro de 2016


Contra o cartaz do Bloco de Esquerda

com a imagem de Jesus Cristo



Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República

Mateus 22:21 Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

É um insulto, um partido politico usar o nome de alguém que nunca se misturou com politica, e muito menos ser referenciado por alguém que não conhece absolutamente nada sobre a sua vida e suas doutrinas.

Apoie esta causa e assine a Petição.

Se nada fizer, nada mudará.







sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016


Então um militar prega a desobediência???!!!


Heduíno Gomes

— Ó nosso furriel, vai dar de beber aos cavalos!

— Vá você, meu general!

Onde e quando é que no mundo não é preciso obediência?

Conversa demagógica, politicamente correcta e sociologia barata do doutor pela Universidade Independente — perdão, de Navarra — e apoiante do Sampaio da Nódoa...

Eanes revela-se a cada dia.







As provocações da escumalha bloquista


Heduíno Gomes

Não é novidade para a maioria das pessoas normais que a blocagem é constituída essencialmente pela pior escumalha que anda na política. Os que não são escumalha andam distraídos, até ao dia que se faça luz nos seus espíritos.

Agora a escumalha lançou este cartaz que, além de apologia do deboche, constitui uma provocação a 90% dos portugueses.

Há pessoas que a isto chamam «coisa absolutamente indecorosa», «dum mau gosto só comparável ao cabelo e aspecto geral do Pablo Iglesias», «gente asquerosa», «porcos», «nojentos», etc. (alguns dos comentários que li). Na realidade, não há palavras capazes de classificar isto. Nem «filhos de puta», nem «filhos de cadelas», nem «filhos de paneleiros».

Que palavras pode uma pessoa bem educada utilizar para classificar a escumalha? É nestas ocasiões que se vê como é pobre a língua portuguesa! Falta-lhe qualquer coisa!

E, claro, a escumalha acantonada no Público e no DN dá «objectivamente», «neutralmente», «imparcialmente», a notícia como se de coisa civilizada se tratasse.

Que fazer perante esta situação? Ficar parado à espera de mais provocações? Permitir que os destinos dos Portugueses fiquem nas mãos desta escumalha?