quarta-feira, 1 de junho de 2016


O evolucionismo será ciência?


Heduíno Gomes*


O problema central na abordagem da criação ou evolução das espécies é chegar ao conceito de ciência. É que muita gente chama «ciência» a meras conjecturas...

Acontece que a muitos crentes, alguns até com responsabilidades pastorais, e até alguns da área das ciências, por pressão ideológica da pseudo-ciência do evolucionismo, capitulam... Falta-lhes a coragem para esgrimir contra aquilo a que o politicamente correcto chama ciência mas não passa de simples conjecturas, do mesmo modo que é legítimo conjecturar o contrário.

O evolucionismo pressupõe uma consciência — ou interior da matéria, ou de algum ser exterior a conduzir o processo — para se organizar em seres vivos e aperfeiçoar progressivamente a sua organização. O mesmo poderíamos dizer à organização da matéria a nível atómico.

Perante a pressão ideológica das forças materialistas, apoiadas na sacralização da ciência — e pseudo-ciência —, alguns crentes capitulam e abandonam as escrituras em que dizem acreditar. Refugiam-se então na barricada da segunda hipótese, aceitando o evolucionismo mas realizado pela mão de Deus. Uma espécie de recuo estratégico para salvar a pele. Ora, a verdade científica é que não existe prova nenhuma da evolução das espécies. Tudo não passa de meras conjecturas — e, já agora, com frequentes falsificações... Da evolução que esses crentes dão como adquirida não existem absolutamente provas nenhumas.

Por outro lado, podemos perguntar aos crentes evolucionistas porque seria o Deus omnipotente obrigado a passar pelo evolucionismo para chegar às espécies sobreviventes ou desaparecidas. Deus poderia criar as espécies como quisera. Porquê com a evolução — da qual não existem provas — e não a criação directa? Será que Deus omnipotente estaria condicionado no caminho da criação?

Se entrarmos pelo domínio da física, a história é a mesma. Aquilo que era mistério passa agora a ser «explicado» e reescrito pela deusa-ciência...

Na realidade, todas estas ideias modernas não passam das chamadas «luzes» a tentar ofuscar, a destruir, a concepção cristã do mundo.

O que é lamentável é que pessoas com responsabilidades pastorais capitulem perante a pseudo-ciência, se rendam ao mundo e colaborem na farsa, arrastando muitos crentes para a fantasia — até que seja provada...(???) — da evolução das espécies. E mais lamentável ainda é vermos algumas dessas pessoas a serem galardoadas com «honrosos» prémios por júris maçónicos. E disso ficam todos orgulhosos, os galardoados e os seus amigos... crentes!

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* Ex-lamarckista, nunca darwinista.





terça-feira, 31 de maio de 2016


Conferência em Cuba


No próximo dia 4 de Junho vai ter lugar a conferência «O falso Colombo e o verdadeiro Colon», promovida e apresentada pela Associação Cristóvão Colon.

Organizada pela Câmara Municipal de Cuba, terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal, com início às 16 horas.

Às 15 horas efectua-se também uma visita guiada ao Centro Cristóvão Colon.

Contamos com a vossa presença.





segunda-feira, 30 de maio de 2016


Os padres primeiro


Helena Matos, Observador, 29 de Maio de 2016

Pombal fechou as melhores escolas do País. Afonso Costa fechou-as de novo. Agora voltamos a escolher as piores. Os nossos déspotas esclarecidos caracterizam-se pela promoção iluminada da ignorância.

É dos livros, pelo menos dos nossos livros desde o século XVIII: quando em Portugal o autoritarismo dos que se acreditam iluminados avança, os padres católicos e muito particularmente os seus colégios são um dos primeiros alvos se não mesmo o primeiro.

Foi assim com o Marquês de Pombal e os jesuítas, foi assim com Afonso Costa e os mesmos jesuítas. E está a ser agora com as escolas com contractos de associação, católicas na sua maioria ou na quase totalidade. E só não foi assim durante o PREC porque as escolas privadas em 1975, religiosas ou não, estavam longe, muito longe mesmo, de terem a importância que tinham tido antes e vieram a ter depois: o quadro de professores do Liceu Camões no tempo do reitor Sérvulo Correia rivaliza hoje com o de muitas universidades e é provavelmente irrepetível voltarmos a ver os filhos e netos de grandes empresários, de políticos e das élites nas escolas públicas como sucedia nos anos 60 e 70. Consequentemente no PREC o palco da confrontação com os padres foi não a escola mas sim a Rádio Renascença.

















Mas voltemos aos colégios dos padres. Esse recorrente problema nacional apesar da sua reconhecida qualidade. Ou talvez por causa dela. Sublinho que escrevo padres e não Igreja Católica pela simples razão que o alvo são os padres, fulanizados assim mesmo: padres. Estão a vê-los na caricatura do costume? Reaccionários, atrasados, ignorantes? Enfim, quase um endemismo nacional, tipo a cabra do Gerês, que julgamos extinto para sempre tal é a profusão de bispos vermelhos, obviamente ilustradíssimos em que encarna o nosso clero católico, pelo menos mediaticamente falando. Mas enfim volta e meia e ao contrário do que infelizmente aconteceu com a cabra do Gerês, extinta para sempre, o padre, o reaccionaríssimo padre português, companheiro de estroina e de guerrilha do senhor Dom Miguel, renasce das profundezas desta terra e aí está ele no centro de mais uma polémica com o poder.

Joaquim António de Aguiar, o Mata-Frades

Entendamo-nos portanto que o assunto é longo e a confusão muita: nada nestas polémicas se prende com a qualidade do ensino ministrado nessas escolas. Aliás de todas as vezes que o Estado e os seus aprendizes de Robespierre entenderam em Portugal reformar o ensino – decisão que logo à partida naquelas cabeças implica atacar os colégios católicos – fizeram-no sempre em nome da qualidade do ensino. De todas as vezes acabámos com pior ensino. Muito pior mesmo. Ou até sem ensino algum por falta de professores e de alunos como aconteceu aquando da celebrada reforma do Marquês de Pombal. Os efeitos devastadores da perseguição aos jesuítas levada a cabo por Pombal traduziram-se, no ensino, numa catástrofe que estaria ao nível do terramoto de 1755, não fosse a paixão que a Maçonaria devota à figura de Pombal. É claro que o marquês contratava excelentes professores no estrangeiro e também é verdade que tratou de mandar equipar os gabinetes e laboratórios com excelentes equipamentos. Mas infelizmente não havia alunos para ouvir os primeiros nem para frequentar os segundos pois, como se percebe ao ler o ensaio de Jorge Buescu “Matemática em Portugal, Uma questão de educação (edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos) expulsos os jesuítas e encerrados os respectivos colégios, deixou de existir quem preparasse os alunos de modo a que estes conseguissem frequentar a universidade: em 1759, nas vésperas da expulsão dos jesuítas, o número estimado de alunos nos colégios secundários destes padres andaria pelos 20 000. Com a expulsão dos jesuítas, estes alunos ficaram anos sem mestres nem escolas, a não ser claro aqueles que tinham nascido numa família abastada que podia contratar tutores privados. Pois se fechar os colégios dos jesuítas fora fácil o mesmo não se pode dizer da decisão de criar uma rede de ensino público. Mas ainda mais difícil que abrir salas de aula era arranjar professores que substituíssem os jesuítas expulsos. Jorge Buescu recupera a descrição feita por Bento de Sousa Farinha, um contemporâneo dessa tentativa pombalina de criar um corpo de docentes a partir do quase nada: os «muito benignos exames» a par dos «benignissimos» avaliadores foram tendo de ser cada vez mais benignos dadas as insuficiências dos «barbeiros, sapateiros, alcaides, escrivães» que pretendiam ser «professores e Mestres» e que acabaram a sê-lo pois não tinham concorrência superior. Conclui Jorge Buescu neste livro que o título diz ser sobre a Matemática em Portugal mas que na verdade é também uma desmontagem sobre os mitos do ensino no nosso país: «Muito dificilmente qualquer destes ‘mestres’ conheceria uma só das duzentas proposições de Euclides representadas nos azulejos com que, meio século antes, os jesuítas ensinavam Matemática no Colégio das Artes.» Com a expulsão dos jesuítas no século XVII, o ensino e o país viveram «um colapso de proporções impressionantes» – foram precisos 150 anos para que o número de alunos inscritos no ensino secundário público atingisse um valor idêntico ao apresentado pelos colégios dos jesuítas em 1759. No ensino universitário o descalabro não foi menor: para lá do encerramento da Universidade de Évora, o número médio de alunos na Universidade de Coimbra caiu a pique, para 5 a 6 vezes menos após a Reforma pombalina.

De todo este processo – todo ele feito em nome da qualidade e do progresso do ensino e ainda hoje incensado enquanto tal – não se retirou lição alguma. E em 1910 os mesmos argumentos voltaram a legitimar os mesmos erros. Mais uma vez se expulsaram os melhores professores do país e se fecharam os seus colégios. Só o mais puro fanatismo pode explicar que se feche, como fechou a I República, um estabelecimento de ensino com a qualidade e a inovação de um estabelecimento como era o Colégio de Campolide, para mais num país onde tanto faltava em matéria de escola.

Afonso Costa, o novo Mata-Frades 80 anos depois

Ao prescindir por razões religiosas de boa parte dos professores portugueses quer em número quer em qualidade a I República condenou ao fracasso um dos seus grandes objectivos: o combate ao analfabetismo. Afinal e apesar de esta crença estar largamente enraizada em Portugal, os slogans não põem as escolas a funcionar. E é esta mesma crença que agora se abate de novo sobre o ensino em Portugal. Agora já não em nome da necessidade de expurgar o ensino das sotainas mas sim da gestão dos recursos, igualdade, laicidade… Mas mais uma vez um Governo prepara-se para, por razões ideológicas, manter abertas piores escolas e fechar outras reconhecidamente melhores.

É preciso que se tenha em conta que impondo o Estado português, através da escolaridade obrigatória, uma despesa obrigatória e prolongada às famílias, é não só absolutamente justo que esse mesmo Estado custeie essa despesa (tal como custeava o serviço militar obrigatório quando ele existia), como também seria de esperar que incentivasse a escolha das melhores escolas. Mas como bem sabemos não foi isso que aconteceu no passado e não é isso que está a acontecer agora. Acresce para nossa desgraça que ao jacobinismo do costume se juntou agora a questão corporativa: a escola da rede pública é neste momento o palco de uma reocupação de posições pelas corporações da esquerda radical. E portanto não há qualquer vontade de tornar racional a discussão em torno do financiamento e custos das escolas. Apenas existem decisões tomadas antecipadamente que há que embrulhar e justificar.

Desconheço como terminará a presente polémica entre os colégios com contratos de associação e o Governo mas tal como no passado ela ultrapassa em muito a questão dos colégios propriamente ditos: se no passado estivemos perante uma questão de liberdade religiosa agora estamos perante a própria concepção da escola. Estas famílias que agora lutam para manter os filhos naqueles colégios representam algo em que muitos já desistiram de acreditar: a escola enquanto factor de integração e elevador social. Eles sabem que, para o futuro dos seus filhos, a qualidade da escola é determinante. Ora o modelo que actualmente vigora e os interesses das corporações reforçam é um modelo em que a escola acentua as vantagens e as fragilidades do meio em que se nasceu e vive: os mais privilegiados frequentam os colégios sem contracto de associação, os outros vão para a rede pública que arruma os alunos como Darwin as espécies: alguém já alguma percebeu os ghettos sociais gerados pelos critérios utilizados nas escolas públicas da idade/morada?

Em resumo e como sempre acontece quando o fanatismo se impõe: o ensino piora; os filhos das élites cada vez irão para colégios mais inacessíveis, muitos deles religiosos, claro… até que um dia, nunca se podendo assumir os erros cometidos, se tenta repará-los de alguma forma. Por isso mais importante que o nome do actual ministro da Educação é o nome de quem lhe vai suceder. Acreditem, se for para fazer diferente vai ter o trabalho mais difícil de Portugal: a 5 de Outubro é território conquistado no mapa das corporações, grémios e lojas. E vai continuar a sê-lo porque, não o esqueçamos, em Portugal, país em que não se consegue encerrar serviço algum, têm-se fechado sistematicamente as melhores escolas. Sempre em nome do ensino, claro. Os padres obviamente são apenas um apontamento nesta História de promoção iluminada da ignorância.








Ponto da situação relativamente ao «processo»

Manuel Alegre vs Brandão Ferreira


João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador

No dia 17 de Maio fui surpreendido pela notícia de um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, com a data de 12 do mesmo mês, em que me condena a pagar uma multa de 1 800 euros ao Estado, e 25 000 euros de indeminização ao cidadão Manuel Alegre (assistente no processo crime contra a minha pessoa) por, na versão dos venerandos juízes Antero Luís e João Abrunhosa de Carvalho, o ter difamado.

A origem da queixa de difamação recorda-se, baseia-se na imputação de que no artigo intitulado «Manuel Alegre, combatente por quem?», publicado no Jornal «O Diabo», em 3/5/2010, o ter apelidado de traidor à Pátria.

Nesse mesmo dia (17/5), saiu um artigo no jornal «O Público», eivado de alguns erros e incorrecções, que dava conta do sucedido ao mesmo tempo que entrevistava o aparente ganhador da causa.

Acontece, porém, que este não foi o 1.º acórdão do mesmo Tribunal da Relação, sobre o mesmo caso, e sem que qualquer alteração tenha ocorrido relativamente ao processo já apreciado.

A coisa conta-se em poucas palavras e compreenderão que haja «pormenores» que ainda não devam ser revelados.

Por douta sentença do Tribunal de 1.ª instância, datada de 12 de Setembro de 2014, a meritíssima juíza Ana Paula Figueiredo, absolveu-me do crime de difamação e do pagamento de qualquer indeminização cível (por improcedente), em processo instaurado pelo supracitado vate e acompanhado pelo Ministério Público.

Não conformado com tal decisão o queixoso, naturalmente, recorreu.

O processo subiu ao Tribunal da Relação de Lisboa (15/12/2014), tendo calhado por sorteio, aos juízes desembargadores Carlos Benido (relator) e Francisco Caramelo (adjunto), da 9.ª secção, cujo chefe é o venerando juiz Trigo Mesquita.

O processo seguiu os seus trâmites e, em pouco tempo, conheceu decisão. Deste modo a 26/02/2015, os venerandos acima referidos, confirmavam o acerto da sentença da 1ª instância e negaram o provimento dos recursos interpostos pelo assistente e Ministério Público.

Desta decisão foi dado conhecimento ao arguido.

A questão estaria definitivamente encerrada, dado a moldura penal do eventual crime em questão não permitir recurso para instância superior, restando apenas levar o caso, eventualmente, ao Tribunal dos Direitos do Homem, em Bruxelas.

No entretanto, porém, o assistente mudou de advogado e para o lugar do Dr. Nuno Godinho de Matos foi o Dr. Afonso Duarte, por acaso filho do assistente, que já tinha patrocinado o pai antes do processo ter chegado à fase de julgamento.

Ora por aparente erro burocrático (a que, juro, sou alheio) um parecer do procurador-geral da República, junto ao Tribunal da Relação de Lisboa, em vez de ir parar ao novel advogado, foi parar ao anterior, o que deu origem a que aquele reclamasse do facto.

Havendo esta «irregularidade» (que não nulidade), o processo não transitou em julgado tendo voltado às mãos do desembargador Benido, o qual por alturas de Maio/Junho, revogou o seu despacho; sendo que o normal nestas circunstâncias é corrigir-se a irregularidade e prosseguir-se com as formalidades.

Acontece que, entretanto, o juiz C. Benido entrou de férias e quando regressou em Setembro, jubilou-se.

Em data não apurada o processo foi redistribuído (não por sorteio) a dois novos desembargadores, os já referidos, venerandos Antero Luís e João Abrunhosa de Carvalho, tendo sido afastado do processo o desembargador Francisco Caramelo, que era o juiz natural do processo e mais antigo do que os escolhidos!

Destas substituições não foi o arguido (eu) informado.

Mesmo assim – dizem-me profissionais do mesmo ofício – o habitual é a nova equipa confirmar tudo o que vem do anterior, não só por razões do foro deontológico, mas sobretudo por se tratar de juízes da mesma secção e não ter havido nada que pudesse ter carreado algo de novo para o processo, além do que já foi apontado atrás.

Ora não foi nada disto o que o novel desembargador Dr. Antero Luís fez. O que fez foi, numa espécie de passe de mágica virar, 16 meses depois, o primitivo acórdão do avesso.

Com a curiosidade acrescida do advogado do assistente Manuel Alegre continuar a não ter sido informado do tal parecer do Procurador, que deu origem a esta «trapalhada» toda…

(E eu juro, que não tenho culpa nenhuma nisso!).

Face a este, algo «kafkiano» acontecimento, o Dr. Alexandre Lafayette – que como militar honrou os seus deveres para com a Pátria, e estando na reserva territorial há muitos anos, nunca deixou de combater o bom combate – interpôs tempestivamente (apesar de ter um prazo de apenas três dias para o fazer…) um «requerimento de nulidade» para o Tribunal da Relação de Lisboa, representando-me.

Este requerimento tem efeitos suspensivos da pena.

E, como dizem os espanhóis, «assy estamos».[1]


[1] Para quem quiser perceber porque é que as coisas se passaram da maneira como se passaram, aconselho a pesquisa nos «curriculum vitae» de alguns dos intervenientes no processo.

O Alegre que se queixava da censura no Estado Novo, 
apanhando-se em Secretário de Estado da Comunicação Social, 
armou-se ele próprio em censor.






quarta-feira, 25 de maio de 2016


As manobras maçónicas para a «religião universal»


Luís Lemos


Em Berlim, a maçonaria pretende construir um edifício a que chama a primeira sinagoga-mesquita-igreja do mundo. Por detrás do palavreado de «paz» e «harmonia» entre as religiões esconde-se o plano mundialista de diluição do cristianismo numa religião pagã mundial, isto obedecendo ao plano geral maçónico de domínio do mundo.

Da parte dita cristã, o colaboracionista, o palhaço dito cristão ao serviço do plano, é o pastor protestante Hohberg.

Muita pena deve ter Bergoglio de as coisas ainda não estarem suficientemente maduras para ser ele próprio a participar na palhaçada!

Pastor Hohberg, rabino Ben Chorin e imame Sanci.

Pormenores podem ser vistos em: http://www.fastcoexist.com/3054043/berlin-is-trying-to-build-the-worlds-first-combined-mosque-synagogue-church/2




sexta-feira, 13 de maio de 2016


Escola pública e privada ou...

...o novo «Principezinho»...


Heduíno Gomes

Fala-se muito e elogia-se o facto de um príncipe da Dinamarca frequentar uma escola pública.

Partamos do princípio de que qualquer personalidade de topo do Estado deve ter segurança e protecção especial — princípio com que estou de acordo. E um príncipe está nesse rol...

Agora aqui começa o problema ou problemas...

>>> Primeiro. Se os responsáveis do Estado monárquico não protegem devidamente e não cuidam da segurança de um seu príncipe, são irresponsáveis, demagogos e populistas. Incoerentes.

>>> Segundo. A educação de um príncipe, para que este o venha a ser verdadeiramente, segundo os princípios monárquicos, terá de ter uma educação especial. Os monárquicos — bem ou mal — justificam a monarquia dizendo que o príncipe «é preparado» para a função real... Não basta nascer... É preciso ser «preparado»... Ora bem... Será que as escolas normais preparam príncipes para a função?... Se não, os responsáveis do Estado monárquico são incoerentes.

>>> Terceiro. E aqui falo como alguém que coloca os valores da Civilização, nomeadamente a família natural, acima da questão de regime republicano ou monárquico...

Que género de pessoas constituem a família real dinamarquesa? É realmente famíla real ou família banal, no mau sentido? É gente que defende os valores da Civilização, nomeadamente a família natural? Nada disso. Alinha na decadência do modernismo. Como aliás a generalidade das famílias reais que ainda subsistem.

Por isso, os membros dessa família decadente dinamarquesa merecerão alguma protecção especial?

Por isso, a preparação de um príncipe por essa família decadente terá algum valor?


VER:

http://maislusitania.blogspot.pt/2014/04/republica-inglesa.html



segunda-feira, 9 de maio de 2016


Professor Martelo


João Pereira Coutinho, Correio da Manhã, 8 de Maio de 2016

Entendo as razões dos defensores do acordo ortográfico. Também entendo as razões pelas quais uma criatura acredita que é Napoleão Bonaparte. Mais difícil de compreender é o motivo que leva uma classe política inteira a seguir com respeito Napoleão Bonaparte. O problema do acordo nem sequer é técnico ou jurídico. Isso é óbvio: qualquer um sabe que aquilo é uma aberração linguística (a grafia como mera transcrição fonética?) e uma ilegalidade completa (lembrar as acrobacias jurídicas que se fizeram sobre o texto original). Sem falar da ambição autoritária de submeter 300 milhões de falantes a um capricho racionalista. O problema do acordo é termos tido vários governos que, reverentes e analfabetos, foram ratificando, modificando e legislando como se o acordo fosse mesmo para levar a sério. Se Marcelo ajudar a acabar com esta farsa, a sua Presidência já terá valido a pena.






domingo, 8 de maio de 2016


Quem era realmente «o papa bom» João XXIII

João XXIII — Os seus escândalos e heresias


Ir. Miguel Dimond, O.S.B., e Ir. Pedro Dimond, O.S.B.

(Extractos)


Yves Marsaudon, maçom de grau 33 do Rito Escocês:

«O senso de universalidade que predomina em Roma nestes dias é muito próximo ao nosso propósito de existência… de todo o coração auguramos que a revolução de João XXIII continue.»[1]


Angelo Roncalli (João XXIII) nasceu em 1881 e ocupou cargos diplomáticos na Bulgária, Turquia e França. Roncalli foi também «patriarca» de Veneza.


ALGUMAS DAS ACTIVIDADES DE JOÃO XXIII

ANTES DE SUA «ELEIÇÃO AO PAPADO» EM 1958

Durante anos, o Santo Ofício manteve um arquivo sobre Angelo Roncalli (João XXIII) que dizia: «suspeito de modernismo.» O arquivo remonta ao ano de 1925, quando Roncalli, que era conhecido pelos seus ensinamentos heterodoxos, foi removido da sua cátedra no Seminário de Latrão a meio do semestre (foi acusado de modernismo) e enviado para a Bulgária.

Esta transferência para a Bulgária deu inicio à sua carreira diplomática. De particular preocupação para Roma foi a permanente e próxima relação de Roncalli com o destituído sacerdote Ernesto Buonaiuti, que foi excomungado por heresia em 1926.[2] 

Em 1935, Angelo Roncalli viajou à Turquia. Aí, Roncalli afirmou: «Vós, irlandeses, sois impossíveis. No momento em que vindes ao mundo, até antes de serdes baptizados, começais a condenar todos os que não pertencem à Igreja, especialmente os protestantes!»[6] 

Aqui há outra citação que demonstra a visão herética de Roncalli: «A facção extrema anticatólica da Igreja Ortodoxa Grega anunciou com júbilo um acordo com a Igreja de Inglaterra pela qual cada uma reconhece a validez das sagradas ordens da outra. Mas Roncalli estava genuinamente contente. Aos gregos, que sorrateiramente lhe perguntaram sobre o que pensava do acordo, ele respondeu com sinceridade, ‘Não tenho nada senão elogios aos nossos irmãos separados pelo seu zelo em dar um passo em direcção à união de todos os cristãos.’»[7] 


Desmond O’Grady, ex-correspondente do Washington Post no Vaticano, relatou que, durante a sua permanência em Istanbul em 1944, Roncalli «deu um sermão sobre um concílio que se celebraria no período pós-guerra.»[
8]


Quando Roncalli foi núncio em França, foi nomeado observador da Santa Sé na agência cultural das Nações Unidas, UNESCO. Em Julho de 1951, ele fez um discurso «elogiando prodigamente a UNESCO…»[
9]


Roncalli tratou a UNESCO de «grande organização internacional...»[10]


Quando Angelo Roncalli foi núncio em França, nomeou um maçom de grau 33 e amigo íntimo, o barão Yves Marsaudon, como chefe da divisão francesa dos Cavaleiros da Malta, uma ordem laica católica.[11] 


TESTEMUNHOS QUE INDICAM QUE JOÃO XXIII ERA MAÇOM

Yves Marsaudon, o maçom e autor francês anteriormente mencionado, também afirma que Roncalli (João XXIII) tornou-se um maçom de grau 33 quando era núncio em França. Mary Ball Martínez escreveu que guardas republicanos franceses observaram dos seus postos: «… o núncio [Roncali] vestido à civil, saindo de sua residência para assistir às reuniões noturnas de quinta-feira do Grande Oriente de França [loja maçónica]. Ao passo que a exposição a tal dramático conflito de lealdades poria o homem comum em estado de nervos, fosse ele católico ou maçom, Angelo Roncalli parece tê-la encarado com naturalidade.»[12]

A revista 30 Dias (30 Giorni) também realizou uma entrevista há vários anos com o líder da maçonaria italiana. O Grão-Mestre do Grande Oriente de Itália declarou: «Quanto a isso, parece que João XXIII foi iniciado [numa loja maçónica] em Paris, e participou nos trabalhos das Lojas em Istambul.»[13]


Quando João XXIII foi elevado a «Cardeal», ele insistiu em receber o seu chapéu de cardeal do ateu socialista e manifesto anticlerical Vincent Auriol, Presidente da República de França, o qual Roncalli descreveu como «um socialista honesto.»[15]


Roncalli ajoelhou-se perante Auriol, e Auriol colocou o barrete de cardeal sobre a cabeça de Roncalli. Auriol pendurou uma «extensa fita vermelha ao redor do pescoço do cardeal, abraçando-o com um pequeno apertão que imprimiu uma intimidade calorosa ao protocolo formal.»[16]  Auriol teve de enxugar as suas lágrimas com um lenço quando Roncalli se retirou para assumir a sua nova dignidade de «cardeal.»[17] 

João XXIII também era conhecido como um «bom amigo e confidente» de Edouard Herriot, secretário dos radicais socialistas anticatólicos de França.[18] «Talvez o melhor amigo de Roncalli tenha sido o velho e afamado socialista e anticlerical Edouard Herriot.»[19]


Antes de ter deixado Paris, Roncalli organizou um jantar de despedida para os seus amigos. Entre os convidados incluiam-se políticos de direita, de esquerda e de centro, unidos nesta ocasião pelo seu afecto para com o genial anfitrião.[20]

Quando Roncalli foi «cardeal» de Veneza, não deu motivos para que os comunistas o criticassem. Os habituais insultos anti-clericais deram lugar a um silêncio que transparecia respeito.21 Durante a sua estadia em Veneza, Roncalli «exortou os fiéis a acolher os socialistas de toda Itália, que celebravam a sua trigésima segunda reunião» em Veneza.[22]
O patriarca (João XXIII) mandou que se colocassem nas paredes de Veneza inteira avisos sobre a abertura da trigésima segunda reunião do Congresso do Partido Socialista de Itália (PSI) em Fevereiro de 1957. Os anúncios diziam: «Acolho a excepcional magnitude deste evento, que é tão importante para o futuro do nosso país.»[23]

Papa Pio XI, Quadragesimo ano, #120, 15 de Maio de 1931: «Ninguém pode ser ao mesmo tempo um bom católico e um verdadeiro socialista.»[24] 

Falando certa vez na Câmara Municipal de Veneza, Roncalli disse:

«… alegro-me de aqui estar, embora talvez havendo alguns aqui presentes que não se consideram cristãos, mas que podem ser reconhecidos como tais pelas suas boas obras.»[25] 


AS ACTIVIDADES DE JOÃO XXIII

E AS DECLARAÇÕES APÓS TER SIDO ELEITO «PAPA» EM 1958

Pouco tempo após ter sido eleito e mudado para o Vaticano, João XXIII encontrou uma antiga estátua de Hipólito, um antipapa do século III. Ele mandou restaurá-la e colocá-la na entrada da Biblioteca do Vaticano.[26]


Rostos decepcionados surgiram por toda parte na Praça de São Pedro quando João XXIII deu a sua primeira bênção papal pois ele mal levantou os braços. O seu sinal da cruz se afigurou aos romanos como um gesto deplorável, pois pareceu que movia os pulsos a nível da cintura.[27] 

«João XXIII disse que se sentia inibido quando era tratado por ‘Sua Santidade’ [ou] ‘Santo Padre’…»
[28]

«Durante muito tempo, João XXIII disse ‘eu’ ao invés de ‘nós’ nas suas conversações oficiais. É suposto que os papas usem ‘nós’ e ‘nos’ pelo menos nas ocasiões oficiais.»[29]

Quando João XXIII publicou uma encíclica acerca da penitência, nenhum jejum foi proclamado, nem mesmo um dia de abstinência obrigatória de comida ou prazeres seculares.[30]

João XXIII disse de si mesmo: «Sou o Papa que tem o pé sempre no acelerador.»[31]

O pai de João XXIII era um viticultor. Falando de seu pai, João XXIII disse:

«Há apenas três maneiras de um homem arruinar a sua vida: mulheres, jogo a dinheiro, e... agricultura. O meu pai escolheu o mais aborrecido dos três.»[
32] 

JOÃO XXIII SOBRE OS HEREGES, CISMÁTICOS E NÃO-CATÓLICOS

João XXIII descreveu com estas palavras o que ele considerava que deveria ser a atitude do Segundo Concílio do Vaticano em relação às seitas não-católicas: «Não temos a intenção de realizar um julgamento do passado. Nós não queremos mostrar quem estava certo e quem estava errado. Tudo o que queremos dizer é, ‘Unamo-nos; ponhamos termo às nossas divisões.’»[33] As suas instruções ao «cardeal» Bea, chefe do Secretariado do Concílio para a União dos Cristãos, foram as seguintes: «Temos que pôr de lado, por agora, aqueles elementos que nos diferenciam.»[34]

Numa determinada altura, «um congressista, inesperadamente, disse de forma bruta: ‘Sou baptista.’ João XXIII disse com um sorriso: ‘Bem, eu sou João.’»[35] João XXIII disse ao não-católico Roger Schutz, fundador da comunidade ecuménica de Taizé (um mosteiro ecuménico não-católico): «Vós estais na Igreja, ficai em paz.» Schutz exclamou: «mas então nós somos católicos!» João XXIII disse: «Sim, já não estamos separados.»[36]

João XXIII recebeu pela primeira vez no Vaticano um «arcebispo» de Canterbury, um «prelado» da Igreja episcopal dos E.U.A., e um sumo sacerdote xintoísta.38 João XXIII uma vez comentou: «Se eu tivesse nascido muçulmano, acredito que permaneceria sempre um bom muçulmano, fiel à minha religião.»[39]

Abaixo segue uma foto de uma reunião de João XXIII com os cismáticos orientais no Vaticano II. João XXIII queria que o clero da Igreja «Ortodoxa» russa — muitos dos quais eram agentes da KGB — participasse do Concílio Vaticano II. Os «ortodoxos» disseram que alguns de seus clérigos participariam, com a condição de que não houvesse condenação do comunismo no Vaticano II. Portanto, João XXIII mediou o «grande acordo» que foi o Acordo Vaticano-Moscovo (ou Pacto de Metz). O Vaticano concordou em não condenar o comunismo no Vaticano II, em troca de (veja-me esta) os cismáticos orientais poderem observar os procedimentos do Concílio![47]

João XXIII viu onde se iam sentar os observadores não-católicos no Vaticano II e disse: «Não serve! Ponham os nossos irmãos separados à minha beira.» Um anglicano satisfeito chegou a dizer: «Portanto, ali estávamos — precisamente na primeira fila.»[48]

Em 11 de Outubro de 1962, João XXIII fez o seu discurso de abertura do Concílio, completamente relativista e permissivo:

«Nos tempos actuais, elas não vêem senão prevaricações e ruínas; vão repetindo que a nossa época, em comparação com as passadas, foi piorando; e comportam-se como quem nada aprendeu da história, que é também mestra da vida, e como se no tempo dos Concílios Ecuménicos precedentes tudo fosse triunfo completo da ideia e da vida cristã, e da justa liberdade religiosa. Mas parece-nos que devemos discordar desses profetas da desventura, que anunciam acontecimentos sempre infaustos, como se estivesse iminente o fim do mundo. No presente momento histórico, a Providência está-nos levando para uma nova ordem de relações humanas...»

«...os erros dissipam-se logo ao nascer, como a névoa ao despontar o sol. A Igreja sempre se opôs a estes erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. [A Igreja] Julga satisfazer melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações. (…) Infelizmente, a família cristã, não atingiu ainda, plena e perfeitamente, esta visível unidade na verdade.»[49]

Como vimos acima no seu discurso de abertura, João XXIII declarou que, na história, a Igreja se opôs e condenou os erros, mas que agora não iria renovar tais condenações. Ele também proferiu a heresia de que «a família cristã, não atingiu ainda, plena e perfeitamente, esta visível unidade na verdade.»

Papa Leão XIII, Satis cognitum, #4, 29 de Junho de 1896: «A Igreja, em relação à sua unidade, pertence à categoria das coisas indivisíveis por sua própria natureza, embora os hereges trabalhem para que se divida em diversas partes.»[50]

Papa Leão XIII, Satis cognitum, #5: «Há ― disse São Cipriano ― um só Deus, um só Cristo, uma só Igreja de Cristo, uma só fé, um só povo que, pelo vínculo da concórdia, está fundado na unidade sólida de um mesmo corpo. Esta unidade não pode ser quebrada, nem o corpo uno ser dividido pela separação das suas partes constituintes[51]

João XXIII também alterou as rubricas para o Breviário e o Missal. Ele ordenou a supressão das orações leoninas, que eram as orações prescritas pelo Papa Leão XIII para serem recitadas depois da Missa. Estas orações foram também prescritas pelo Papa São Pio X e o Papa Pio XI.[52] Esta incluía a oração a São Miguel Arcanjo, uma oração que faz uma menção específica da batalha travada pela Igreja contra o Demónio.

João XXIII eliminou da Missa o salmo Judica me.

João XXIII suprimiu o Último Evangelho, o Evangelho de São João. Este Evangelho é também utilizado nos exorcismos.[53]

Depois, João XXIII eliminou o segundo Confiteor na Missa.  depois de todas estas mudanças, ele fez uma mudança no cânon da Missa, introduzindo o nome de São José.[54]   A petição para se colocar o nome de São José no cânon da Missa foi oficialmente rejeitada pelo Papa Pio VII em 16 de Setembro de 1815,[55] e pelo Papa Leão XIII em 15 de Agosto de 1892.[56] As outras mudanças significativas a respeito do Santo Sacrifício da Missa (que precederam à Nova Missa de Paulo VI) entraram em vigor no primeiro Domingo do Advento de 1964.

JOÃO XXIII SOBRE O SOCIALISMO E O COMUNISMO

João XXIII escreveu uma carta elogiando Marc Sangnier, o fundador de O Sillon. O Sillon foi uma organização condenada pelo Papa São Pio X. João XXIII escreveu acerca de Sangnier: «A poderosa fascinação de suas palavras (de Sangnier), da sua alma, encantou-me, e as mais vivas recordações de minha juventude como sacerdote devem-se a essa pessoa e à sua actividade política e social…»[57]

Na sua encíclica Mater et Magistra (sobre o cristianismo e o progresso social), João XXIII promove os ideais socialistas e não condena uma vez sequer a contracepção e o comunismo. Quando lhe foi perguntado o porquê de ter respondido à saudação de um ditador comunista (Khruchtchov), João XXIII respondeu: «Sou o Papa João, não por causa de algum mérito pessoal, mas por um acto de Deus, e Deus está em cada um de nós.»[58]

João XXIII divertia-se muito com os comunistas; poderia-se pensar que eram os seus próprios irmãos.[59]  O comunismo foi condenado 35 vezes pelo Papa Pio XI e 123 vezes pelo Papa Pio XII.[60]

No dia 6 de Março de 1963, João XXIII recebeu Aleksei Adzhubei e a sua esposa, Rada, numa audiência especial. Rada era a filha do Primeiro-Ministro da URSS, Khrushchov. Rada disse o seguinte sobre o seu encontro com João XXIII: «… ele entregou a Aleksei e a mim um par de prendas simbólicas, que também se destinavam ao meu pai, e disse-me: ‘… isto é para o teu Papa.’»[61]

O secretário-geral do Partido Comunista Britânico, John Gollan, frente às câmeras de televisão no dia 21 de Abril de 1963, disse que «a encíclica [Pacem in terris, de João XXIII] o surpreendeu e alegrou» e, portanto, ele havia exteriorizado a sua «mais sincera satisfação no recente 28.° congresso do partido.»[63]

Um dos bons amigos de João XXIII foi o comunista e vencedor do Prémio Lenin da Paz Giacomo Manzu.64 João XXIII disse: «Não vejo razão alguma para que um cristão não possa votar num marxista se julgar que este é mais apto para seguir uma determinada linha política e destino histórico.»[65]

JOÃO XXIII ELOGIADO POR MAÇONS E COMUNISTAS

DURANTE O SEU «PONTIFICADO»

A encíclica Pacem in Terris de João XXIII foi admirada pelos próprios líderes maçónicos como um documento maçónico. Estes são apenas alguns exemplos.

Eis uma citação do Boletim Maçónico, o órgão oficial do Supremo Conselho do 33.º e Último Grau do Rito Escocês Antigo e Aceite da Maçonaria, para o distrito maçónico dos Estados Unidos Mexicanos, endereçado em Rua Lucerna, n.º 56, no D. F. do México (ano 18, n.° 220, Maio de 1963):

«A LUZ DO GRANDE ARQUITECTO DO UNIVERSO ILUMINA O VATICANO

«Em termos gerais, a encíclica Pacem in terris, dirigida a todos os homens de boa vontade, inspirou consolo e esperança. Tanto em países democráticos como comunistas, Pacem in Terris foi elogiada universalmente. Apenas as ditaduras católicas franziram o sobrolho e distorceram o seu espírito.

«Muitos dos seus conceitos e doutrinas são-nos familiares. Ouvimo-las de ilustres racionalistas, liberais e irmãos socialistas. Depois de considerado cuidadosamente o significado de cada palavra, poderíamos dizer que, apesar da proverbial e típica baboseira literária do Vaticano, a encíclica Pacem in Terris é uma rigorosa exposição de doutrina maçónica. (…) nós não hesitamos em recomendar uma leitura atenciosa dessa encíclica.»[68] 

No livro Resurgence du Temple, publicado e editado pelos Cavaleiros Templários (maçons), 1975:149, a seguinte citação é de interesse: «A direcção da nossa acção: a continuação do trabalho de João XXIII, e de todos os que o seguiram no caminho do universalismo templário[69]

DECLARAÇÕES DE COMUNISTAS, MAÇONS E NÃO-CATÓLICOS

EM LOUVOR DE JOÃO XXIII DEPOIS DA SUA MORTE

Após a morte de João XXIII, numerosos documentos de comunistas, maçons e judeus foram enviados ao Vaticano, exprimindo as suas mágoas pela morte de João XXIII. Pessoas como Fidel Castro e Nikida Khrushchev, enviaram mensagens de louvor e tristeza.[82]

Edição de El Informador, de 4 de Junho de 1963:

«A Grande Loja Ocidental Mexicana dos Livres e Aceites Maçons, por motivo do falecimento do Papa João XXIII, manifesta publicamente o seu pesar pela desaparição deste grande homem que revolucionou as ideias, pensamentos, e formas da liturgia católica romana. As encíclicas Mãe e Mestra [Mater et Magistra] e Paz na Terra [Pacem in terris] revolucionaram os conceitos a favor dos direitos do homem e sua liberdade. A humanidade perdeu um grande homem, e nós maçons, reconhecemos seus elevados princípios, seu humanitarismo, e sua condição de grande liberal.

Charles Riandey, um soberano Grão-Mestre das sociedades secretas, no seu prefácio para um livro de Yves Marsaudon (Ministro de Estado do Conselho Supremo das sociedades secretas francesas), declarou:

«Em memória de Angelo Roncalli, sacerdote, Arcebispo de Messamaris, Núncio Apostólico em Paris, Cardeal da Igreja romana, Patriarca de Veneza, Papa de nome de João XXIII, que condescendeu a dar-nos a sua bênção, a sua compreensão, e a sua protecção.»[84] 

UM HEREGE NÃO PODE SER UM PAPA VÁLIDO

Como já vimos, a Igreja Católica ensina que um herege não pode ser validamente eleito papa, porque um herege não é membro da Igreja Católica. Os factos aqui apresentados demonstram que João XXIII, o homem que convocou o Vaticano II e deu início à apóstata Igreja conciliar, era claramente um herege. Ele não era um papa válido. Angelo Roncalli (João XXIII) era um não-católico, um antipapa conspirador que começou a apostasia do Vaticano II.

OS SURPREENDENTES PARALELOS ENTRE O ANTIPAPA JOÃO XXIII

DO GRANDE CISMA DO OCIDENTE

 E O ANTIPAPA JOÃO XXIII DO VATICANO II

O nome «João» tem sido propositadamente evitado por papas durante 500 anos, porque o último homem a usá-lo foi o infame João XXIII (Baltazar Cossa) do Grande Cisma do Ocidente. Existem paralelos incríveis entre o recente antipapa João XXIII (Angelo Roncalli) e o antipapa João XXIII (Baltazar Cossa) que reinou durante o Grande Cisma do Ocidente.

O reinado do primeiro antipapa João XXIII abarcou cinco anos, desde 1410 até 1415, tal como o reinado do segundo antipapa João XXIII, que abarcou cinco anos, de 1958 a 1963.

O primeiro antipapa João XXIII convocou um falso concílio, o Concílio de Constança (o Concílio de Constança tornou-se posteriormente num verdadeiro concílio ecuménico, com algumas sessões aprovadas pelo verdadeiro papa; mas, na altura em que o antipapa João XXIII o abriu, era um falso concílio). Da mesma maneira, o recente antipapa João XXIII (Angelo Roncalli) também convocou um falso concílio, o Vaticano II!

O primeiro antipapa João XXIII abriu o seu falso concílio em Constança no quarto ano do seu reinado, em 1414. O recente antipapa João XXIII abriu o Vaticano II no quarto ano do seu reinado, 1962.

O reinado do primeiro antipapa João XXIII, terminou pouco antes da terceira sessão do seu falso concílio, em 1415. O recente antipapa João XXIII morreu pouco antes da terceira sessão do Vaticano II, em 1963, pondo um fim ao seu reinado.

Cremos que as similaridades entre o primeiro antipapa João XXIII e o segundo não são meras coincidências. O primeiro antipapa João XXIII foi também o último antipapa a reinar em Roma. Estava Angelo Roncalli, o mais recente antipapa João XXIII, ao escolher este nome, indicando de forma simbólica (na forma esotérica que os maçons costumam fazer as coisas) que ele estava a continuar a linha de antipapas que reinam em Roma?

NOTAS FINAIS:

[1] Yves Marsaudon em seu livro L’Œcuménisme vu par um franc-maçon de tradition, Paris: Ed. Vitiano; citado por Dr. Rama Coomaraswamy, The Destruction of the Christian Tradition, pág. 247.

[2] Lawrence Elliott, I Will Be Called John, 1973, pp. 90-92.

[6] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 96.

[7] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 98.

[8] St. Anthony’s Messenger, Nov. de 1996.

[9] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 117.

[10] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 118.

[11] Paul I. Murphy e R. Rene Arlington, La Popessa, 1983, pp. 332-333.

[12] Mary Ball Martinez, The Undermining of the Catholic Church, Hillmac, México, 1999, pág. 117.

[13] Giovanni Cubeddu, 30 Days, No. 2-1994., pág. 25.

[15] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 121.


[16] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 123.


[17] Kurt Klinger, A Pope Laughs, pág. 99.


[18] Rev. Francis Murphy, John XXIII Comes To The Vatican, 1959, pág. 139.


[19] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 114.


[20] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 125.


[21] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 104.


[22] Mark Fellows, Fatima in Twilight, Niagra Falls, NY: Marmion Publications, 2003, pág. 159.


[23] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 105.

[24] The Papal Encyclicals, por Claudia Carlen, edição inglesa, Raleigh: The Pieriam Press, 1990,

vol. 4 (1903-1939), pág. 434.

[25] Peter Hebblethwaite, John XXIII, The Pope of the Council, Doubleday, ed. Le Centurion,

1988, pág. 27.

[26] Paul Johnson, Pope John XXIII, pp. 37, 114-115, 130.


[27] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 24.


[28] Time Magazine, «1962 Man of the Year: Pope John XXIII,» 4 de Janeiro de 1963.


[29] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 49.


[30] Romano Amerio, Iota Unum, Angelus Press, 1998, pág. 241.


[31] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 134.


[32] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 110.


[33] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 192.


[34] Alden Hatch, A Man Named John, pág. 192.


[35]
 Alden Hatch, A Man Named John, pág. 194.


[36] Luigi Accattoli, Quando o Papa Pede Perdão, pág. 29.


[39] Allegri, Il Papa che ha cambiato il mondo, ed., Reverdito, 1998, pág. 120. Também citado emSacerdotium, exemplar #11, 2899 East Big Beaver Rd., Suite 308, Troy, MI., pág. 58.


[47] Mark Fellows, Fatima in Twilight, Niagra Falls, NY: Marmion Publications, 2003, pág. 180.


[48] Alden Hatch, A Man Named John, NY, pág. 14.


[49] Walter Abbott, The Documents of Vatican II, The America Press, 1966, pp. 712; 716; 717; http://www.vatican.va/holy_father/john_xxiii/speeches/1962/documents/hf_j-xxiii_spe_19621011_opening-council_po.html


[50] The Papal Encyclicals, vol. 2 (1878-1903), pág. 389.


[51] The Papal Encyclicals, vol. 2 (1878-1903), pág. 390.


[52] The Reign of Mary, Spokane, WA., Spring, 1986, pág. 10.


[53]
 The Reign of Mary, vol. XXIX, No. 93, pág. 16.

[54] The Reign of Mary, vol. XXIX, No. 93, pág. 16.

[55] The Reign of Mary, vol. XXII, No. 64, pág. 8.


[56] The Reign of Mary, edição da primavera, 1986, pp. 9-10.


[57] Angelo Giuseppe Roncalli, John XXIII, Mission to France, 1944-1953, pp. 124-125.


[58] The Reign of Mary, edição de primavera, 1986, pág. 9.


[59] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 57.


[60] Piers Compton, The Broken Cross, Cranbrook, Western Australia: Veritas Pub. Co., 1984, pág. 45.


[61] Kurt Klinger, A Pope Laughs, Stories of John XXIII, pág. 24.


[63] Pe. Joaquin Arriaga, The New Montinian Church, Brea, CA., pág. 170.


[64] Curtis Bill Pepper, An Artist and the Pope, London, England: Grosset & Dunlap, Inc.
Capa frontal & interior da capa removível do livro; ver também pág. 5.


[65] Pe. Joaquin Arriaga, The New Montinian Church, Brea, Ca., pág. 570.


[68] Pe. Joaquin Arriaga, The New Montinian Church, pp. 147-148.


[69] A.D.O. Datus, «Ab Initio,» pág. 60.


[82] Alden Hatch, A Man Named John, depois da pág. 238 (7.ª página do suplemento).


[84] Piers Compton, The Broken Cross, Cranbrook, Western Australia: Veritas Pub. Co. Ptd Ltd, 1984,pág. 50.