terça-feira, 5 de julho de 2016


Reparação histórica e omissão histórica



Suzana Toscano 4R — Quarta República, 2 de Julho de 2016

Basta uma simples consulta à Wikipédia ou às inúmeras notícias biográficas de Salgueiro Maia para saber que recebeu, em 1983, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, e, a título póstumo, o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, em 1992.

A Ordem da Liberdade é uma Ordem honorífica portuguesa, que se destina a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação do Homem e à causa da Liberdade.

A Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito é a mais elevada ordem honorífica de Portugal. Foi-lhe agora conferida nova distinção, desta vez a Grã Cruz da Ordem do Infante, a qual visa reconhecer a prestação de serviços relevantes a Portugal, no País ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, da sua História e dos seus valores.

Entre as muitas e certamente atendíveis razões que podiam justificar este novo agraciamento foi, no entanto, destacada a da necessidade de «reparação histórica» sem qualquer referência às condecorações anteriores, — incluindo na comunicação social — como se cada gesto de renovação de reconhecimento só tivesse brilho se ofuscasse os critérios e homenagens até agora decididas.

A omissão histórica a exigir reparação, a bem da verdade histórica.

Manuel Gomes da Costa
José Mendes Cabeçadas
António Óscar Carmona

















segunda-feira, 4 de julho de 2016


Mistérios das primeiras cartas náuticas

revelados em Lisboa


«Carta Pisana» (século XIII),o mais antigo portulano conhecido, feito num pergaminho.
Os portulanos eram cartas náuticas baseadas nas direcções dadas pelas bússolas
e nas distâncias estimadas pelos pilotos no mar
.

Biblioteca Nacional de França

Maiores especialistas mundiais divulgam descobertas sobre os primeiros mapas de navegação desenhados na Idade Média com base em observações dos homens do mar.


Virgílio Azevedo, Expresso, 2 de Julho de 2016
Jornalista da secção de Sociedade desde 2007. Licenciado em Economia pelo ISEG (Universidade de Lisboa), iniciou a carreira no Expresso em 1982, tendo sido editor das secções de Economia (durante 14 anos) e Europa (durante 4 anos). Coautor do livro «Nuclear: o debate sobre o novo modelo energético em Portugal» (2006, Centro Atlântico).

Emergiram de repente no final do século XIII na região do Mediterrâneo e mostram uma precisão sem precedentes, quando comparados com os mapas actuais. Chamam-se portulanos, termo que tem origem no adjectivo italiano portolano, que significa «relativo a portos» ou «colecção de direcções de navegação». São as primeiras cartas náuticas objectivas, baseadas nas direcções dadas pelas bússolas e nas distâncias estimadas observadas pelos pilotos e marinheiros, e não na imaginação e no simbolismo dos eruditos medievais.

Mas há um mistério que continua por resolver: a sua origem. Foi este o tema que juntou recentemente no Museu da Marinha, em Lisboa, pela primeira vez no mundo, quase todos os maiores especialistas internacionais em cartografia medieval. Joaquim Alves Gaspar, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e um dos organizadores do encontro, sublinha que «o advento dos portulanos tem sido considerado um ponto de viragem maior, não só na História da Cartografia mas também na História da Civilização em geral». Contudo, «pouco se sabe sobre a génese destes espantosos documentos, que têm sido objecto de centenas de estudos desde o século XIX».

No encontro em Lisboa, Ramon Pujades, director de investigação do Museu de História de Barcelona, defendeu que a cartografia náutica medieval nasceu na cidade de Génova (Itália). E que foi a partir deste porto mediterrânico «que se difundiram os padrões cartográficos dos portulanos e a técnica de reprodução destas cartas náuticas, desenvolvida por artesãos profissionais em ateliês especializados não apenas na sua reprodução como no seu marketing». Foi por isso «que os portulanos se tornaram relativamente baratos, muito difundidos por várias camadas sociais e tecnicamente homogéneos no século XIV». E surgiram certamente para apoiar o comércio marítimo.

A famosa «Carta Pisana» do Mediterrâneo (na foto) é considerada o portulano conhecido mais antigo, mas não se sabe ao certo a data em que foi desenhada nem o seu autor. Encontrada na cidade de Pisa (Itália), está guardada na Biblioteca Nacional de França, em Paris, e foi recentemente analisada por uma equipa liderada por Catherine Hofmann, investigadora do departamento de mapas da biblioteca, que também esteve no Museu da Marinha em Lisboa.

Datação por Carbono-14

Pela primeira vez foi feita a datação por Carbono-14 da carta náutica, porque está desenhada num pergaminho, material orgânico feito de pele de ovino (cabra, carneiro ou ovelha). A datação por Carbono-14 é um método radiométrico de determinação da idade de objectos que contenham carbono, como o pergaminho. Por outro lado, as tintas de cor verde e vermelha da «Carta Pisana» foram estudadas por microscópio electrónico de varrimento e por raios-X fluorescentes. As conclusões destas análises são paradoxais. O ovino de onde foi extraída a pele terá morrido por volta de 1245, «mas por razões historiográficas não pode ser este ano, porque há uma cidade assinalada na carta, Palamós (Espanha), que não existia nessa altura», argumenta Joaquim Alves Gaspar. E existem outras contradições na toponímia, tanto em Espanha como nas repúblicas italianas, que não batem certo com a datação por Carbono-14. Ramon Pujades admite, por isso, que a «Carta Pisana» tenha sido desenhada sobre um velho pergaminho já usado, o que quer dizer «que as datações do pergaminho e do mapa não podem ser identificadas».

Dois estudos dominam o debate. O primeiro foi feito em 1987 pelo historiador inglês Tony Campbell, investigador e director do Imago Mundi — Jornal Internacional de História da Cartografia. O segundo foi realizado em 2007 por Ramon Pujades. «Há diferenças de opinião entre os cientistas que usam a análise matemática para tentarem identificar a metodologia que está na base da construção destas cartas», explica Tony Campbell.

«E entre os historiadores há igualmente diferentes teorias», acrescenta Campbell. A sua teoria «é baseada na análise comparativa pormenorizada das cartas mais antigas, combinada com a lógica e a analogia». Por exemplo, «comparando um possível mapa mental do Mediterrâneo com o que hoje sabem de cor os taxistas de Londres» sobre o mapa desta grande metrópole. Os portulanos eram, assim, cartas primitivas «que certamente introduziram inovações na cartografia, mas não são matematicamente precisas ou desenhadas com base em princípios científicos». Enfim, são antepassados longínquos da cartografia moderna.

Luís Teixeira: A descoberta do magnetismo da Terra

Cerca de 300 anos depois, com a descoberta do magnetismo terrestre pelos portugueses, tudo mudou na navegação no Mediterrâneo e nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Poucos dias antes do encontro do Museu da Marinha, Joaquim Gaspar e Henrique Leitão revelavam num simpósio internacional na Biblioteca Nacional que a carta náutica mais antiga conhecida com linhas isogónicas — formadas por pontos na superfície da Terra com a mesma declinação magnética (diferença em graus entre o norte magnético e o norte geográfico) — teria sido feita pelo cartógrafo português Luís Teixeira, entre 1572 e 1594.

A carta, guardada no Museu da Marinha, representa a margem oriental do Pacífico (Filipinas, Nova Guiné, Ilhas Salomão) e segundo os dois historiadores de ciência da FCUL, «a comparação com os modelos geomagnéticos modernos revela uma significativa aproximação à distribuição espacial da declinação magnética naquela região nas últimas décadas do século XVI», o que significa que «os valores observados pelos pilotos no mar eram usados para calcular as linhas isogónicas». No simpósio, defenderam que este tipo de representação cartográfica «era um sinal da sistemática acumulação de dados feita pelos pilotos portugueses no século XVI, com o objectivo de melhorar a eficácia das técnicas de navegação», ou seja, «de encontrar um método alternativo para determinar a posição de um navio no mar».





terça-feira, 28 de junho de 2016


Depois da bondade de Bergoglio

com os invertidos,


o Padre Nuno Serras Pereira

compôs esta oração...


Nuno Serras Pereira


Oração para Implorar o Perdão dos «Gays»

    Senhores «gays», tende piedade de nós
    Senhores «gays», ouvi-nos
    Senhores «gays», atendei-nos
    Da homofobia, livrai-nos senhores
    Da discordância dos vossos comportamentos, perdoai-nos senhores

Por todos aqueles que, pela Graça de Deus, convertemos e vivem em castidade, perdoai-nos senhores

Por todos os que auxiliámos a redescobrirem a sua condição natural e que hoje vivem casados e felizes, perdoai-nos senhores

Por todos aqueles que morreram vítimas da sida e de outras infecções venéreas, originadas pelos vossos comportamentos, perdoai-nos senhores

Por todos aqueles que socorremos nos nossos hospitais, hospícios e unidades paliativas, vítimas dessas enfermidades, perdoai-nos senhores

Por todos aqueles que foram vítimas de justas discriminações, perdoai-nos senhores

Por todos aqueles que absolvemos nos confessionários, das culpas que não tinham, perdoai-nos senhores

Por todos as vezes que em vez de remetermos abstractamente para o Catecismo, que ninguém lê, dissemos claramente o que lá vem, perdoai-nos senhores

Por todos os vossos desfiles do «gay pride» que considerámos obscenos, pornográficos e inconvenientes, perdoai-nos senhores

Por todas as vossas infiltrações e influência massiva no ensinamento da vossa ideologia nas escolas, com que discordámos, perdoai-nos senhores

Por todas as crianças que se afligiram e escandalizaram, perdoai-nos senhores

Pela nossa indignação com os multimilionários e políticos poderosos que financiam e impõem os vossos objectivos, perdoai-nos senhores

Por estranharmos a perseguição que fazeis aos cristãos, perdoai-nos senhores

Por discordarmos dos incêndios de Igrejas, manifestações e procissões blasfemas que cada vez com maior frequência praticais, perdoai-nos senhores

Por nos preocuparmos com a máfia eclesial que ao longo destas décadas formastes, perdoai-nos senhores

Por celebrarmos a matança sádica e crudelíssima dos 45 mártires do Uganda pelo rei gay de então, por eles se terem recusados às suas solicitações, perdoai-nos senhores

Pela multidão de outros mártires que celebramos, assassinados por esses mesmos motivos, perdoai-nos senhores

Por todas as vezes que vos ofendemos, e são todas sempre que nos pronunciamos, perdoai-nos senhores

Por nos sentirmos da censura férrea que impondes sobre nós, perdoai-nos senhores

Por recear-mos a vossa dominância e ditadura mundial, perdoai-nos senhores

Como sois vós a decidir subjectivamente em cada momento o que é ofensa e não o é, só nos resta louvar-vos, elogiar-vos, lisonjear-vos, adular-vos sempre e em cada instante porque o silêncio, não poucas vezes, é por vós considerado extremamente ofensivo.

Infinitas serão certamente muitas outras ofensas que aqui faltam e das quais deveríamos pedir perdão, mas embora isto seja totalmente incompreensível, talvez a consideração da minha pouquidade mental encontre benevolência aos olhos de Francisco.


À Glória e Honra de Cristo. Ámen.





Francisco descobre a heresía

(enquanto a pronuncia...)


Christopher A. Ferrara

Desde hace ya tres años Francisco se ha dedicado a torturar los sentidos de los católicos y a perturbar sus mentes con una inacabable serie de sermones heterodoxos y «meditaciones» perversas de las Escrituras, la mayoría de ellos impartidos desde la capilla de su chabola en el hotel de cinco estrellas de la Casa Santa Marta. El espectáculo diario raya ya en lo cómico:
  • Los sacerdotes deberían dar absolución incluso a personas que «temen» revelar sus pecados porque el «lenguaje de los gestos» es suficiente (alentando así las absoluciones inválidas).
  • El milagro de la multiplicación de los panes y los peces «es más que» una multiplicación, es más bien un compartir animado por la fe y la oración».
Y continúa ad infinitum; estos son tan sólo algunos ejemplos que me vienen a la mente y no siguen ningún orden cronológico. El hecho de que Francisco es adicto a decir lo que se le ocurre y no lo que la Iglesia enseña lo ha convertido no sólo en el primer Papa que es, literalmente, una fuente de error pero también en una ejemplo vivo y continuo de la razón por la cual la infalibilidad papal fue tan  cuidadosamente emplazada  por el Primer Concilio Vaticano delimitándola con el objeto de constreñirla al limitado ámbito de las definiciones dogmáticas.

Mas esta semana nos ha caído algo novedoso, incluso para Francisco. Helo aquí, el sermón desde Casa Santa Marta del 9 de junio (la traducción del italiano es bastante exacta):

«Este es el realismo saludable de la Iglesia católica, la Iglesia jamás nos enseña «o esto o aquello». Eso no es católico. La Iglesia nos dice «esto y aquello». Dice «busca la perfección, reconcíliate con tu hermano. No lo insultes. Ámalo. Si acaso existe algún problema cuanto menos resuelvan las diferencias para así evitar que se desate la guerra».

Este es el realismo saludable del catolicismo.No es católico decir «o esto o nada». Eso no es catolicismo, es herejía. Jesús sabe siempre como acompañarnos, nos da el ideal, nos acompaña hacia el ideal. Nos libera de la rigidez de las cadenas de la ley y nos dice: Cumple con eso, pero sólo en la medida que te sea posible. Y nos entiende perfectamente bien. Es Nuestro Señor y eso es lo que nos enseña».

Estas son, por supuesto, sandeces. Mas, lo peor es que esas declaraciones: a) que es «herejía» que un católico diga «o esto o nada» con respecto a la ley moral; b) que la Iglesia es «realista» en lo que concierne a la aplicación de los preceptos morales; c) que Jesús nos da únicamente «un ideal» hacia el cual Él meramente nos acompaña y requiere la obediencia tan «sólo en la medida en que sea posible» y d) que esta es la enseñanza de Dios, son —tomándolas individualmente o en su conjunto—  en sí mismas obviamente heréticas.

Como lo hace notar Rorate-Caeli., en Veritatis Splendor Juan Pablo II declaró, muy a pesar de Francisco, que:

«Sería un error gravísimo concluir… que la norma enseñada por la Iglesia es en sí misma un «ideal» que ha de ser luego adaptado, proporcionado, graduado a las —se dice— posibilidades concretas del hombre: según un «equilibrio de los varios bienes en cuestión»… en cambio es inaceptable la actitud de quien hace de su propia debilidad el criterio de la verdad sobre el bien, de manera que se puede sentir justificado por sí mismo, incluso sin necesidad de recurrir a Dios y a su misericordia.

Semejante actitud corrompe la moralidad de la sociedad entera, porque enseña a dudar de la objetividad de la ley moral en general y a rechazar las prohibiciones morales absolutas sobre determinados actos humanos, y termina por confundir todos los juicios de valor».

Es de notar que en Amoris Laetitia el escritor fantasma de Francisco —el pirado arzobispo Víctor «Sáname con tu boca» Fernández— parece tener una querencia por la palabra «concreto» en el contexto de la ley moral: «condiciones concretas» (26, 31), «realidades concretas» (31), «preocupaciones concretas» (36), «circunstancias concretas» (175), «las realidades concretas de la vida familiar» (203), «preocupaciones concretas de las familias» (204), «las exigencias concretas de la vida» (223), «los asuntos concretos con los que se enfrentan las familias» (229), «la situación concreta» (301), «la vida concreta de un ser humano» (304) y, en el mismo ritmo del sermón heterodoxo de esta semana, «la complejidad concreta de nuestros límites» (303).

Es así mismo significativo que Amoris adopta precisamente el criterio que Juan Pablo II rechazó, en acuerdo con la tradición: utilizar «la debilidad propia» en la aplicación de la ley moral. Hay que recordar igualmente que el infame octavo capítulo de aquel vergonzoso documento está descaradamente intitulado «Acompañar, discernir e incorporar la fragilidad».

Sin embargo, hay que buscar el lado bueno de las cosas: cuando menos Francisco aún reconoce el concepto de herejía. Lo único que hace falta es que aprenda a aplicarlo a la herejía auténtica. Su sermón del 9 de junio podría ser un buen inicio.

Me disculpo por mi falta de seriedad, pero ¿merece acaso otro tono este asunto a estas alturas? Nos encontramos más que adentrados en lo estrafalario, hemos cruzado ya al territorio de lo absurdo. No puedo creer que existan católicos honestos que aún tomen este pontificado en serio en ningún de sus aspecto, que no sea el del peligro que su incongruencia representa para la integridad de la misión de la Iglesia.


(http://adelantelafe.com/francisco-descubre-la-herejia-la-afirma/)


Em Inglês:

http://remnantnewspaper.com/web/index.php/fetzen-fliegen/item/2578-francis-discovers-heresy-while-uttering-it







Quando anda de avião,

Bergoglio sai do armário


Já aquela de «Quem sou eu para julgar?» foi num avião. Agora, também no avião, diz que a Igreja tem de pedir desculpa aos invertidos.

Desde quando é que a Igreja tem de pedir desculpa por ter defendido as Sagradas Escrituras?

http://ncronline.org/news/vatican/francis-christians-must-apologize-gay-people-marginalizing-them








Conferência comemorativa


Olivença e o Tratado de Viena de 1815


Convite

A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença tem a honra de o convidar a estar presente na Conferência Comemorativa Tratado de Viena de 1815, que organizará no próximo dia 5 de JULHO pelas 17h30 no auditório do novo edifício da Assembleia da República.

O evento assinalará os 200 anos do Tratado de Viena e contará com as intervenções da senhora professora Ana Leal de Faria e do senhor professor Braga da Cruz. Simultaneamente estará visitável uma exposição documental e bibliográfica com a mesma temática.

A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença solicita-lhe o privilégio de nos conceder a sua presença, agradecendo antecipadamente confirmação até às 18h00 do próximo dia 3 de Julho.


A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

Grupo dos Amigos de Olivença
Rua Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo)
1150-268 LISBOA

Tlm. 914 172 525






sexta-feira, 24 de junho de 2016


Ainda há bispos como deve ser...


«Podem encarcerar-nos, aplicar-nos sanções,

mas não nos calarão!»



O bispado de Alcalá de Henares denuncia o ataque à liberdade religiosa em Espanha: «sistemático, organizado, planificado e financiado».

El obispado de Alcalá de Henares, dirigido por Juan Antonio Reig Pla, ha hecho un llamamiento a la unión «en defensa de nuestros hijos» ante el acoso de los que pretenden imponer la ideología de género y el pensamiento único en los ámbitos social, político y educativo.

En los últimos meses, se han aprobado en distintas comunidades autónomas leyes que imponen la ideología de género y que han sido aprobadas en la mayoría de los casos con el beneplácito de todos los grupos políticos sin excepción.

Ante esta situación y ante los ataques a la libertad religiosa acontecidos en las últimas semanas en Valencia, el obispado de Alcalá de Henares ha emitido un comunicado en el que denuncia que el «ataque a la libertad religiosa es en España sistemático, organizado, planificado y financiado».

El obispado denuncia «la agresión promovida, jaleada, organizada contra los católicos» que tuvo una de sus manifestaciones más violentas en la profanación de la imagen de la Virgen difundida para convocar al «orgullo gay» en Valencia y en las denuncias, críticas y ataques que ha recibido el arzobispo de Valencia, Antonio Cañizares, en las últimas semanas.

«No nos callarán, no tenemos miedo».

«Pueden encarcelarnos, ponernos sanciones administrativas, reducirnos a guetos, pero no nos callarán ni dejaremos que nos roben el corazón de nuestros hijos», es el mensaje del obispado que termina afirmando: «¡No tenemos miedo!»

El obispo de Alcalá de Henares, al igual que Cañizares, ha sido víctima del acoso del lobby gay y la izquierda radical a causa de su carta sobre la ley de transexualidad aprobada en la Asamblea de Madrid. Reig Pla, junto al obispo de Getafe, condenaba en esta carta la ley de transexualidad madrileña al considerarla «injusta» y fruto de un «pensamiento totalitario» que trata de imponer la ideología de género en los ámbitos sanitario y educativo.

En el comunicado emitido tras la avalancha de críticas vertidas contra Cañizares y la aprobación de diversas leyes de transexualidad, el obispado de Alcalá recuerda que la familia es una «sociedad natural» que existe «antes que el Estado» y posee unos derechos propios inalienables que han sido ignorados o minados «no raras veces» por leyes e instituciones.

El obispado pide, asimismo, defender a la familia fundada sobre el matrimonio entre un hombre y una mujer y respetar el derecho a la libertad religiosa y a profesar públicamente la propia fe.

EN DEFENSA DE NUESTROS HIJOS

«El sensato actúa con reflexión,
el necio exhibe su ignorancia»
(Proverbios 13, 16)

Nota de la Delegación Diocesana de Pastoral Familiar (Alcalá de Henares) ante los ataques a la libertad religiosa ocurridos en Valencia y la promoción de leyes contra la familia.

De nuevo, ante la agresión promovida, jaleada, organizada contra los católicos, Nosotros, como esposos y padres, conscientes de que el bien de la persona, de la sociedad y de la Iglesia misma pasa por la familia, estamos obligados a proclamar a todos el plan de Dios intrínseco a la naturaleza humana sobre el matrimonio y la familia; promover estas dos instituciones y defenderlas de todo ataque dirigido contra ellas.

Recordamos a todas las familias españolas y personas de buena voluntad, la Carta de los derechos de la familia publicada el 22 de octubre de 1983 que establece:

1. La familia está fundada sobre el matrimonio, esa unión íntima de vida, complemento entre un hombre y una mujer, que está constituida por el vínculo indisoluble del matrimonio, libremente contraído, públicamente afirmado, y que está abierta a la transmisión de la vida;

2. Que el matrimonio es la institución natural a la que está exclusivamente confiada la misión de transmitir la vida;

3. Que la familia, sociedad natural, existe antes que el Estado o cualquier otra comunidad, y posee unos derechos propios que son inalienables;

4. Que la familia (fundada en la unión fiel, exclusiva, para siempre, fecunda de un varón y una mujer) constituye, más que una unidad jurídica, social y económica, una comunidad de amor y de solidaridad, insustituible para la enseñanza y transmisión de los valores culturales, éticos, sociales, espirituales y religiosos, esenciales para el desarrollo y bienestar de sus propios miembros y de la sociedad;

5. Que la familia es el lugar donde se encuentran diferentes generaciones y donde se ayudan mutuamente a crecer en sabiduría humana y a armonizar los derechos individuales con las demás exigencias de la vida social;

6. Que la familia y la sociedad, vinculadas mutuamente por lazos vitales y orgánicos, tienen una función complementaria en la defensa y promoción del bien de la humanidad y de cada persona;

7. Que la experiencia de diferentes culturas a través de la historia ha mostrado la necesidad que tiene la sociedad de reconocer y defender la institución de la familia;

8. Que la sociedad, y de modo particular el Estado y las Organizaciones Internacionales, deben proteger la familia con medidas de carácter político, económico, social y jurídico, que contribuyan a consolidar la unidad y la estabilidad de la familia para que pueda cumplir su función específica;

9. Que los derechos, las necesidades fundamentales, el bienestar y los valores de la familia, por más que se han ido salvaguardando progresivamente en muchos casos, con frecuencia son ignorados y no raras veces minados por leyes, instituciones y programas socio-económicos.

10. Que muchas familias se ven obligadas a vivir en situaciones de pobreza que les impiden cumplir su propia misión con dignidad.

La situación de ataque la libertad religiosa es, en España sistemática, organizada, planificada y financiada. Por ello, recordamos que el Artículo 7 de la citada carta establece: Cada familia tiene el derecho de vivir libremente su propia vida religiosa en el hogar, bajo la dirección de los padres, así como el derecho de profesar públicamente su fe y propagarla, participar en los actos de culto en público y en los programas de instrucción religiosa libremente elegidos, sin sufrir alguna discriminación.

Por tanto, Hacemos de nuevo un llamamiento para que nos unamos en defensa de nuestros hijos porque la familia tiene el derecho de ejercer su función social y política en la construcción de la sociedad.

Recordamos que:

a) Las familias tienen el derecho de formar asociaciones con otras familias e instituciones, con el fin de cumplir la tarea familiar de manera apropiada y eficaz, así como defender los derechos, fomentar el bien y representar los intereses de la familia.

b) En el orden económico, social, jurídico y cultural, las familias y las asociaciones familiares deben ver reconocido su propio papel en la planificación y el desarrollo de programas que afectan a la vida familiar. (Artículo 8)

c) La «fuente y síntesis de estos derechos es, en cierto sentido, la libertad religiosa, entendida como derecho a vivir en la verdad de la propia fe y en conformidad con la dignidad trascendente de la propia persona» (San Juan Pablo II,Centesimus annus, n. 47).

Asimismo, el «derecho a la libertad religiosa» es el derecho de «Todos los hombres deben estar inmunes de coacción, tanto por parte de personas particulares como de grupos sociales y de cualquier potestad humana, y ello de tal manera, que en materia religiosa ni se obligue a nadie a obrar contra su conciencia ni se le impida que actúe».

¡No tenemos miedo! Sabemos de Quien nos hemos fiado. Pueden encarcelarnos, ponernos sanciones administrativas, reducirnos a guetos, pero no nos callarán ni dejaremos que nos roben el corazón de nuestros hijos.

Nos unimos a las familias de la Archidiócesis de Valencia y sus pastores en la oración y en el corazón de la Santísima Trinidad.

Pastoral Familia y Vida de Alcalá de Henares





sábado, 18 de junho de 2016


Hereges segundo Bergoglio

ou ladrão que grita «Lá vai ladrão!»



A introdução da transmissão oficial da Rádio Vaticano sobre a homilia de Bergoglio de 9 de Junho de 2016 diz o seguinte: «Papa Francisco, na quinta-feira, advertiu contra uma rigidez excessiva, dizendo que aqueles que na Igreja nos dizem: «é isso ou nada» são hereges e não-católicos. Ele fez estes comentários durante a missa da manhã de quinta-feira, celebrada na casa Santa Marta».

«Esse realismo saudável da Igreja Católica, a Igreja Católica jamais ensinou «ou isto ou aquilo». Isso não é católicoA Igreja diz: «isto e isto». Faça a perfeição: reconcilie com o seu irmão. Não insultá-lo. Amá-lo. Mas se houver qualquer problema, pelo menos, coloquem-se de acordo, para que não exploda uma guerra. Esse é o realismo saudável do catolicismo. Não é católico esse «ou isso ou nada»: isso não é católico. É herético. Jesus sempre sabe caminhar connosco, dá-nos um ideal, acompanha-nos em direcção ao ideal, liberta-nos da rigidez da lei e diz-nos: «Mas, faça até o ponto que você consegue fazer» . E ele nos entende bem. É este o nosso Senhor, e é isso que nos ensina.»

ORA BEM.
O pequeno São Domingos Sávio, que exclamava «antes morrer do que pecar», se fosse vivo hoje, seria um HEREGE para Bergoglio?

Pio Xl, ao afirmar que a Igreja Católica, detentora da verdade revelada, não pode de modo algum aprovar, contribuir ou admitir transações com seitas protestantes, seria um HEREGE para Bergoglio?

Leão XIII, ao afirmar que tolerar igualmente todas as religiões é o mesmo que ateísmo, seria um HEREGE para Bergoglio?

São Pio X, quando disse profeticamente que querer conciliar a fé católica com o espírito moderno não só conduziria à debilidade da fé mas a sua perda total, seria um HEREGE para Bergoglio?

E São Paulo, quando afirma que os inveterados praticantes das obras da carne, como fornicação, adultérios, sodomias, idolatrias, orgias…, não herdarão o Reino de Deus, é um HEREGE ou um LUNÁTICO para Bergoglio?






segunda-feira, 13 de junho de 2016


«Hereje».

O veredicto do cardeal Müller

sobre o conselheiro número um

de Bergoglio


Escrito por Adelante la Fe

En una entrevista en el último número de «Herder Korrespondenz» el cardenal Gerhard L. Müller ha llamado nada menos que «hereje» a un tipo que pasa por ser «uno de los más estrechos consejeros del papa».

He aquí lo que ha dicho el prefecto de la congregación para la doctrina de la fe:


«La enseñanza sobre el papado como institución divina no puede ser relativizada por nadie, porque esto querría decir querer corregir a Dios mismo. […] Hace tiempo ha aparecido quien es presentado por ciertos medios de comunicación como uno de los más estrechos consejeros del papa, según el cual se puede muy bien trasladar la sede del papa a Medellín o dispersar las oficinas de la curia en distintas Iglesias locales. Esto es fundamentalmente equivocado y también herético [sogar häretisch]. De esta manera, basta leer la constitución dogmática ‘Lumen gentium’ del Concilio Vaticano II para reconocer la absurdidad eclesiológica de estos juegos mentales. La sede del Papa es la Iglesia de san Pedro en Roma».

Müller ha añadido que la explícita misión de san Pedro, de «guiar a toda la Iglesia como su supremo pastor», ha sido transmitida «a la Iglesia de Roma y, con ella, a su obispo, el papa». Y esto «no es un juego organizativo, sino que es para preservar la unidad dada por Dios» y se refiere también «al papel del alto clero de la Iglesia romana, los cardenales, que ayudan al papa en el ejercicio de su primado».

No es difícil adivinar a quién es al que apunta Müller. Es el arzobispo Víctor Manuel Fernández, rector de la Universidad Católica Argentina de Buenos Aires y confidente desde hace mucho tiempo de Jorge Mario Bergoglio, además de, efectivamente, su teólogo de confianza y principal redactor de sus mayores documentos, desde la «Evangelii gaudium» hasta la «Amoris laetitia», este último incluso robando fragmentos de artículos escritos por el mismo Fernández hace diez años:
Víctor Manuel Fernández
«Amoris laetitia» tiene un autor en la sombra. Se llama Víctor Manuel Fernández

Lo que el cardenal Müller precisamente no ha tragado, de Fernández, es lo que éste dijo en una entrevista en el «Corriere della Sera
» del 10 de mayo de 2015:

«La curia vaticana no es una estructura esencial. El papa podría incluso irse a vivir fuera de Roma, tener un dicasterio en Roma y otro en Bogotá, y quizá conectarse por teleconferencia con los expertos en liturgia que residen en Alemania. En torno al papa lo que hay, en un sentido teológico, es el colegio de los obispos para servir al pueblo. […] Los mismos cardenales pueden desaparecer, en el sentido de que no son esenciales».

Y todavía Fernández dijo, tomándosela precisamente con el cardenal prefecto, que en una entrevista en «La Croix» del 29 de marzo había asignado a la congregación para la doctrina de la fe la «misión de estructuración teológica» de un pontificado eminentemente «pastoral» como el de Francisco:

«He leído que algunos dicen que la curia romana hace parte esencial de la misión de la Iglesia, o que un prefecto del Vaticano es la brújula segura que impide a la Iglesia caer en el pensamiento light; o incluso que dicho prefecto asegura la unidad de la fe y garantiza al pontífice una teología seria. Pero los católicos, leyendo el Evangelio, saben que Cristo ha asegurado una guía y una iluminación especial al papa y al conjunto de los obispos y no a un prefecto o a otra estructura. Cuando se oyen decir cosas de este género parecería casi que el papa fuera un representante suyo, o incluso uno que ha venido a molestar y que debe ser controlado».

Más de un año ha pasado de estos disparos del supuesto teólogo argentino, de las cuales el Papa Francisco no se dolió en absoluto, visto que lo ha tenido todavía más estrechamente unido a él.

Y ahora que Müller ha emitido contra Fernández el veredicto de «herejía», es seguro que será el cardenal el que caiga todavía más bajo en la puntuación del papa. El cual no cuenta ya nada como prefecto de la congregación para la doctrina de la fe, menos aún para la «estructuración teológica» de este pontificado.

A cuyo propósito no está excluido que, sobre todo con Müller, se la tomara el papa Francisco cuando, en su tercer sermón a los sacerdotes en el retiro espiritual, el 2 de junio pasado, ha dicho comentando el encuentro de Jesús y la adúltera:

«A veces me da un poco de pena y de indignación cuando alguno se da prisa en explicar la última recomendación, el ‘no peques más’. Y utiliza esta frase para ‘defender’ a Jesús y que no quede el hecho de que se ha saltado la ley».

El cardenal Müller había en efecto escrito, al tomar posición en 2013 en vista del sínodo sobre la familia:

«Una ulterior tendencia a favor de la admisión de los divorciados vueltos a casar a los sacramentos es la que invoca el argumento de la misericordia. Porque Jesús mismo se ha solidarizado con las personas que sufren dándoles su amor misericordioso, la misericordia sería por tanto un signo especial de la auténtica secuela. Esto es verdadero, pero es un argumento débil en materia teológico-sacramental, también porque todo el orden sacramental es exactamente obra de la misericordia divina y no puede ser revocado remitiéndose al mismo principio que lo sostiene.

«A través de lo que objetivamente suena como una falsa referencia a la misericordia se incurre en el riesgo de la banalización de la imagen misma de Dios, según la cual Dios no podría hacer otra cosa que perdonar. Al misterio de Dios pertenecen, además de la misericordia, también la santidad y la justicia; si se ocultan estos atributos de Dios y no se toma en serio la realidad del pecado, no se puede ni siquiera mediar a las personas su misericordia.

«Jesús ha tratado a la mujer adúltera con gran compasión, pero también le ha dicho: ‘Vete y no peques más’ (Jn 8,11). La misericordia de Dios no es una dispensa de los mandamientos de Dios y de las instrucciones de la Iglesia; más bien, para volverse a levantar tras la caída y para una vida de perfección a imagen del Padre celeste».

Y lo mismo ha escrito Müller en un libro-entrevista de 2014 y en otro de 2016.