domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os Templários em Portugal

José Colaço, Revista Focus 13.6.2006

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.
Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.
De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.
Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.
Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.
E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.


Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.
Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.
Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).
Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavaleiros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.
A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes – muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.
Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de recusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.
Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.
Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.
Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.
Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários – nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.
É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.
Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.
Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar – já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.
Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.
A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente – muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne – de onde vieram os templários originais – ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.
Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.
Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.
Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.
Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria – que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.
Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.
Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano. Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário…


 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Petição contra o lóbi dos invertidos

Não queremos o nome Carlos Castro
homenageado com nome de rua !

Não queremos Portugal dominado
pelo lóbi dos invertidos!

Não queremos Portugal dominado
pelo lóbi homonazi!

Assina a petição:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6530

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O segredo
[do Ministro Rui Pereira]

Raquel Abecasis, RR on-line
Rui Pereira é um ministro que vale a pena seguir, para perceber até onde pode chegar a desfaçatez na política. Tudo na sua carreira política é estranho. A escolha para ocupar a pasta da Administração Interna foi desde logo muito contestada, porque o novo ministro não hesitou em abandonar o lugar de juiz do Tribunal Constitucional, para o qual tinha acabado de ser nomeado. A ambição de ser ministro falou mais alto.
Assim que tomou posse, as primeiras decisões foram no sentido de contrariar tudo aquilo que o seu antecessor, e número dois do PS, tinha decidido para o sector das polícias. Obrigado a recuar, recuou, mas manteve o lugar.
Já mais recentemente, o ministro entrou para o "Guiness da incompetência", com a encomenda, tarde e a más horas, de blindados considerados indispensáveis para a segurança da cimeira da NATO, a cimeira começou e acabou e... blindados, nem vê-los!...
Mas o ministro, indiferente à própria incompetência, manteve-se confortavelmente sentado na cadeira de ministro.
Nas últimas eleições presidenciais, pela primeira vez desde o 25 de Abril, milhares de pessoas viram-se impedidas de votar. O ministro mandou fazer um inquérito. Para quê? Para dizer que a culpa toda é de um seu subalterno, que já foi devidamente despedido.
Perante estes e outros factos que me dispenso de enumerar, resta perguntar: que segredo faz com que este personagem se mantenha, inabalável, como ministro da Administração Interna de Portugal?

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Sim, que segredo faz com que este personagem se mantenha, inabalável, como ministro da Administração Interna de Portugal?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pois é...

Carmindo Mascarenhas Bordalo *
A horrorosa morte do cronista social Carlos Castro devia ser aproveitada para a sociedade portuguesa reflectir sobre um dos fenómenos em que assenta o chamado casting couch.
O casting couch é a expressão que traduz o fenómeno da prestação de favores sexuais em troca de benefícios profissionais.
Castro acabou por sofrer as consequências de se ter envolvido numa situação extrema de casting couch.
É evidente que o rapaz que o matou queria usar o seu corpo para ascender na carreira artística. Castro aproveitou isso para conseguir aquilo que, obviamente, não conseguiria de outra forma: companhia sexual de alguém 44 anos mais jovem.
A situação não é nova, bem pelo contrário: desde tempos imemoriais que rapazes da província afluem a Lisboa e tornam-se amantes de homens muito mais velhos. Muitas vezes, com o passar dos anos, essas situações até evoluem para algo próximo de relações familiares. O actual presidente de um importante instituto público, privado de condições materiais desde tenra idade, esteve envolvido num esquema dessa natureza. O ex-presidente de um importante clube de futebol também. Quem não se quiser fazer de parvo tem de admitir que estes casos pululam.
Nos anos 50, Carlos Burnay apareceu morto, ao que tudo indica pelas mãos de um empregado com quem mantinha uma relação do género. Devido a esse caso, na época, o termo «peixinho do mar» significava homossexual.
Até nas consequências, portanto, o caso não é novo.
O casting couch está enraizado em Portugal, como beber vinho ou ver futebol. A política, o meio artístico e até o mundo universitário estão pejados disso.
Conto duas histórias a propósito do casting couch universitário.
Era eu um jovem assistente a começar carreira quando uma aluna, de forma anormal para a época, apareceu com um decote verdadeiramente despropositado. Acabou por passar com um miserável 10, não pela exibição mamária mas porque, apesar de tudo, não fora das piores. Algumas semanas depois, apareceu-me antes de uma tarde de exames, vestida de forma ainda mais ousada, com uma rapariguita envergonhada ao lado. Depois de meio minuto de insinuação reles, apresentou-me a amiga. Verifiquei depois que era uma das alunas que ia a exame. Reprovou, pois não dava uma para a caixa. A outra nunca mais me cumprimentou, certamente ofendida pela desfeita e interrogando-se se os seus dotes só funcionariam algumas vezes... Sei, contudo, que com outros docentes funcionava e que em dias de exame oral a moça não dispensava a indumentária escassa.
Recordo-me de outro episódio, posterior e bem mais grave: uma assistente, conhecida pela forma escandalosa como se apresentava (o que incluia mostrar as cuecas ao sentar-se, enquanto se ria descontroladamente), conseguira sempre belíssimas notas e, logo no início da carreira, era presença assídua em cursos, conferências, grupos de trabalho, etc.. Felizmente nunca lhe dei aulas, mas admirava-me como é que uma pessoa, em tão pouco tempo, ascendera tão depressa, promovida por exigentes colegas meus como se de uma estrela internacional se tratasse. Para mais porque era sabido que, quando abria a boca sem um papel à frente só dizia banalidades. A resposta não tardou: uma vez vi um conhecido académico deste País deixá-la de noite junto a casa dela, ajudando-a a tirar a mala de viagem da bagageira do carro. Era um Domingo à noite.
Se isto é assim nas Universidades, imagine-se nos estúdios de televisão e nos camarins dos modelos.
Não acham estranho que haja tanta incompetência no nosso País?
Não acham estranho que haja sempre tudo para os mesmos?
A explicação é tantas vezes igual e assim será enquanto não houver Justiça que funcione.
Carlos Castro foi apenas um caso com desfecho extremo.

* Professor Catedrático jubilado

O quêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê?????????
Dar o nome «Carlos Castro» a uma rua?????????

[Circula na net. Resumo]
Mas quem foi esta aventesma para ser reconhecida desta forma???
A isto chamo eu o "assalto dos gays" CHEGA!!!!
... as bichonas andam loucas.... só pode...!!!
Segundo o Correio da Manhã, um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade.
Não me vou ficar pelo óbvio que seria dizer apenas e só: quem foi Carlos Castro para dar o nome a rua, esquina, rotunda ou beco? Tem falecido muita gente de grande valor nos últimos tempos… Eu sugiro antes uma ladeira ou rampa. Não era ele que servia de rampa de lançamento para tudo o que é pára-quedista social?
Se querem eternizar a vida de Carlos Castro sugiro um show travesti. Algo que ele adorava, faz mais sentido. Até dou umas dicas ao encenador La Féria: "As bichas de Nova Iorque" se for musical ou "E tudo o vento do túnel de metro levou" se for drama. Agora deixem-se é de ideias bacocas.
Chamaram de tudo à população de Cantanhede por fazerem a missa e a vigília de solidariedade e agora querem dar o nome de uma rua da capital ao Carlos Castro? Antes dele estariam milhares de pessoas. Milhares.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um documento para reflectir...

Gosta de touradas?

Quer aprecie as touradas, quer seja contra elas, por favor, abra o diaporama e reflicta sobre ele.
Garanto que algo mudará dentro de si!
Depois disso, aja em conformidade com o que o seu coração disser...
Também pode e deve fazer alguma coisa a respeito disto !

[Clique na imagem para visualizar o diaporama]

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os lemas de Portugal

No Estado Novo (1933-1974), o lema era :
"Deus, Pátria e Família!" 
Nesta democracia pós 25 de Abril,  o lema tem sido praticamente igual, apenas aumentando uma letra:
"Adeus Pátria e Família!"

Entre sexo e género

Pedro Vaz Patto

O que está em causa não é um aspecto secundário,
mas referências culturais fundamentais
relativas à dualidade sexual

Tem sido noticiada a proposta dos partidos de esquerda para que na redacção do artigo 13.º da Constituição da República, onde se consagra o princípio da igualdade e não discriminação e se faz referência ao sexo como um dos motivos de discriminação arbitrária, essa palavra seja substituída por género. Tornou-se corrente, na verdade, a expressão igualdade de género para designar algo que anteriormente era designado como igualdade entre sexos ou igualdade entre homem e mulher. Não se trata, no entanto, de uma simples e anódina actualização linguística. É bom alertar para o alcance ideológico da modificação: exigem-no a honestidade e transparência próprias de uma democracia autêntica. Uma questão fracturante está longe de merecer o consenso alargado próprio de um texto constitucional.
Estamos perante uma agenda de afirmação ideológica. Está em causa a afirmação da chamada ideologia do género (gender theory) e a sua tradução no plano legislativo. Parte esta teoria da distinção entre sexo e género. O sexo representa a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género representa uma construção histórico-cultural. Há apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Há cinco géneros (ou até mais, de acordo com outras versões): o heterossexual masculino e feminino, o homossexual masculino e feminino e o bissexual. O sexo é um facto empírico, real e objectivo que se nos impõe desde o nascimento. A identidade de género constrói-se através de escolhas psicológicas individuais, expectativas sociais e hábitos culturais, e independentemente dos dados naturais. Para estas teorias, o género assim concebido deve sobrepor-se ao sexo assim concebido. E como o género é uma construção social, este pode ser desconstruído e reconstruído. As gender theories sustentam a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade de género e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença na relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. Daqui surge a equiparação entre uniões heterossexuais e uniões homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de "família", tantos quantas as preferências individuais e para além de qualquer "modelo" de referência.
É um novo paradigma antropológico, uma verdadeira "revolução cultural" que representa a ruptura com a matriz judaico-cristã da nossa cultura ("Homem e mulher os criou" - afirma o Génesis), mas também com um dado intuitivo da razão universal (A espécie humana não se divide entre heterossexual e homossexual, mas entre homens e mulheres - afirmou a propósito o político socialista francês Lionel Jospin).
Pretende-se impor esta ruptura desde cima, desde as instâncias do poder. Ela não surge espontaneamente da sociedade civil e da mentalidade corrente. Pretende-se transformar através da política e do direito essa mentalidade. E o que está em causa não é um aspecto secundário, mas referências culturais fundamentais relativas à relevância da dualidade sexual. Admitir que a Lei sirva propósitos destes, numa pretensa engenharia social, revela tendências mais próprias de um Estado totalitário do que de um Estado respeitador da autonomia da sociedade civil.





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os ciganos comemoram
o Centenário da República em Massamá

Impregnados de «ética republicana», no dia 5 de Outubro, os ciganos comemoram o Centenário da República numa farmácia em Massamá. Não há dúvida, Sarkozy é um fascista! Veja o registo das câmaras de vídeo da farmácia.

[Clique na imagem para visualizar o vídeo]

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação sexual:
«Estas normas puseram-me a alma num inferno... »

Joel Costa, autor do programa «Questões de Moral», da Antena 2 da rádio, resolveu ler as normas provenientes do Ministério da Educação que legitimam a Educação sexual como objecto de educação escolar, desde o primeiro ano do Ensino Básico. O resultado dessa análise acutilante, que, como é estilo do radialista, se revereste de um humor fino, pode ser ouvido aqui ou lido a seguir. O texto, que tomámos a liberdade de transcrever, será longo, mas a sua essência valerá o esforço do leitor.

Do cavaquismo à falência iminente dos laboratórios
de antidepressivos no Brasil

Heduíno Gomes
Graças à eleição da «Presidenta», o Brasil enveredou definitivamente nas originalidades das minorias activas e estranhas como são as feministas radicais e os invertidos. Pois então, a última desta escória é a inscrição do «direito à felicidade» na Constituição brasileira. Com tal medida, já estamos a prever a falência iminente dos laboratórios brasileiros de antidepressivos. E os psiquiatras e «analistas» (como lá chamam aos psicanalistas) que vão pondo as barbas de molho!
Mas não se pense que o «direito à felicidade» é exclusivo ou originalidade da «Presidenta» do Brasil. Também já foi aposta do actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses! Verdade! Passo a contar.
O actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses era então Presidente do PSD. Pressionado a rever o Programa do partido, o Cavaco nomeou para a missão um grupo de ideólogos sábios. Nesse grupo pontificavam alguns marxistas-leninistas de 4.ª categoria (extrema-esquerda descabelada) de quem o PSD tinha comprado o passe, entre os quais Dias Loureiro e Durão Barroso. Dado que estes tinham lido, por alto, algumas citações do livro vermelho do Presidente Mao, para o analfabeto tecnocrático Cavaco os tipos eram assim uma espécie de catedráticos da ideologia. Eram portanto os mais habilitados para rever o Programa…
Pertencia também a esse grupo o frágil mental Carlos Coelho. Pois, segundo a informação que me foi confiada por um outro membro do grupo, foi o Coelho que insistiu na inclusão do tal «direito à felicidade» e outras do género no documento-guia para a revisão do Programa e no novo Programa. E certamente com a aprovação do chefe, isto é, do Cavaco, esse documento foi publicado no Povo Livre!
Estão a perceber agora porque é que o tecnocrata e actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses, que já naquele tempo era tão tolerante, assinou («contrariado»!…) as leis do aborto e dos «casamentos» de invertidos? Isto está tudo ligado…


Porque o Egipto de imediato não se tornará democrático

Daniel Pipes, The Economist

A revista Economist convidou Daniel Pipes a abordar a afirrmação "Dentro de um ano, o Egipto irá tornar-se uma democracia". Eis a resposta de Daniel Pipes.
Duas razões levam-me a afirmar que a República Árabe do Egipto não de irá vangloriar dentro de um ano por possuir um sistema político democrático.
Conforme o logotipo indica, a Irmandade Muçulmana do Egipto não é exactamente uma organização democrática.
Primeiro, democracia é mais do que realizar eleições; supõe o desenvolvimento da sociedade civil, denotando instituições tais como o estado de direito, judiciário independente, partidos políticos, direitos das minorias, associações voluntárias, liberdade de deslocação e de reunião. Democracia é um hábito aprendido, não instintivo, que requer mudanças profundas de atitudes tais como cultura de comedimento, valores, respeito pela diferença de opinião, conceito de oposição leal e sentido de responsabilidade cívica.
Além disso, a necessidade da prática de eleições para que seja aperfeiçoada. Em condições ideais, o país elege ao nível municipal, passando para o nacional, começa com o poder legislativo passando para o executivo. Simultaneamente, a imprensa precisa ter liberdade total, os partidos políticos deverão amadurecer, o parlamento deverá conquistar independência em relação ao executivo e os juízes deverão escolher-se entre si.
Não é possível que tal transformação da sociedade aconteça em meses ou até anos; registos históricos mostram que leva décadas para que seja implementada na sua plenitude. Está fora de questão que um Egipto, com experiência mínima em democracia, possa reunir o número suficiente desses componentes em doze meses a ponto de estabelecer uma ordem democrática completa.
Segundo, qualquer cenário que venha a ocorrer, a democracia não está prestes a ser implementada.
Se Hosni Mubarak continuar no poder, o que é improvável mas possível, ele será mais tirano que nunca. Pelo que demonstram as suas acções nos últimos dias, ele não sairá tranquilamente.
Se as forças armadas se estabelecerem no poder de maneira mais directa do que o faziam nos bastidores desde o golpe de Estado de 1952, Omar Suleiman, o recem-nomeado vice-presidente, aparentemente tornar-se-á presidente. Ele fará mudanças no sistema, eliminando os abusos mais evidentes da era Mubarak, mas fundamentalmente sem oferecer aos egípcios uma voz no regime que os governa. Argélia 1992, onde o governo apoiado pelas forças armadas que reprimem os islamistas, apresenta um precedente.
Se os islamistas chegarem ao poder, irão fomentar a revolução em consonância com a doutrina do Irão de 1979, segundo a qual a crença na soberania de Deus prevalece sobre a participação política das massas. A natureza inerentemente antidemocrática do movimento islamista não deve ser obscurecida pela disposição dos islamistas em usar as eleições para chegar ao poder. Nas palavras prescientes de uma autoridade americana em 1992, os islamistas apresentam um programa de "uma pessoa, um voto, uma vez".
Qualquer que seja o ângulo – abstracto ou específico – os egípcios estão perante uma situação complicada, sem a esperança imediata de escolher seus líderes.



Governo português contra a defesa dos cristãos

Aura Miguel, RR
Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.
Entre nós – no Ocidente – não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anticristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Porque é que as Forças Armadas
deixaram cair a Monarquia?

João José Brandão Ferreira
Tcor Pilav (Ref)
Cmd Linha Aérea



PORQUE É QUE AS FORÇAS ARMADAS DEIXARAM CAIR A MONARQUIA?
17NOV2010

                                          "A obra liberal de 1834 foi inteiramente
                                          semelhante à obra republicana de 1910. Nos
                                          homens dessas duas invasões é idêntico o
                                          espírito de violência, de anarquismo e de
                                          extorsão".

                                          Ramalho Ortigão
                                          (carta de um velho a um novo)


1.      Introdução

        No fim do dia 25 de Setembro de 1910, o jovem Rei D. Manuel II estava contentíssimo.
        Acabava de regressar do Buçaco onde assistira às comemorações da memorável batalha que travámos contra os franceses naquele local, em 1810. Cem anos antes.
        O seu contentamento quis partilhá-lo com os seus íntimos e confidenciou-lhes que, naquele dia, tinha conquistado o Exército! A que se devia este julgamento? Pois ao brilhantismo da cerimónia; àqueles milhares de homens perfilados nos seus melhores uniformes, engalanados de todas as condecorações, aos discursos, às saudações, enfim, àquela memorável revista em que todos em uníssono gritaram, "Viva o Rei!".
        A alegria do rei poderia ter sido justificada se a interpretação que deu aos factos fosse a correcta. Naquela conturbada época a agitação política e social era infrene e a monarquia portuguesa estava abalada nos seus alicerces. O jovem monarca não estava tão bem preparado para reinar, ao contrário do seu irmão Luís Filipe, barbaramente abatido a tiro com seu pai, às mãos do Costa e do Buiça, dois anos antes.
        Ter uma força como o Exército a seu lado seria, indubitavelmente, importante. Mas a ingenuidade da família real, o faz de conta dos cortesãos, a fraqueza suicidária do governo, as dissensões e traições entre os monárquicos e o "não me comprometas" dos restantes, ditaram a sorte neste lance da História.(...)

Ler conferência na íntegra aqui.

A fábula do Estado Social

[Clique na imagem para visualizar o diaporama]

Senado francês pronuncia-se
contra a legalização da eutanásia

O Senado francês pronunciou-se contra a legalização da eutanásia após um debate intenso sobre uma proposta de lei para instaurar “uma assistência médica para morrer”.
A maioria dos senadores suprimiu o conjunto dos artigos do texto, apresentado por três dos seus colegas Jean-Pierre Godefroy (socialista), Alain Fouché (maioria governamental) e Guy Fischer (comunista).
Na véspera do debate, segunda-feira, o Primeiro-ministro François Fillon opôs-se à eutanásia, convidando a sua maioria no Senado a fazer o mesmo.
O essencial da proposta de lei estava no seu artigo primeiro,entretanto suprimido. “Qualquer pessoa capaz maior, em fase avançada ou terminal de uma doença acidental ou patológica grave e incurável, que lhe inflige um sofrimento físico ou psíquico, que não pode ser aliviado ou que julga insuportável, pode pedir para beneficiar (...) de uma assistência médica que permita, por um acto deliberado, uma morte rápida e sem dor”, referia o texto.
No hemiciclo, o ministro da Saúde falou “de eutanásia”, que “vai contra os nossos fundamentos jurídicos”.
Xavier Bertrand invocou “os doentes de Alzheimer, que não podem manifestar a sua livre e espontânea vontade”.
O mesmo ministro defendeu o desenvolvimento dos cuidados paliativos.
Durante o longo debate, os oradores referiram-se a Vincent Humbert, um jovem tetraplégico que a sua mãe ajudou a morrer em 2003.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Salários na RTP

(Circula na net)

Judite de Sousa: 15 000,00 EUR / mês x 14 meses
Catarina Furtado: 25 000,00 EUR / mês x 14 meses
Malato: 20 000,00 EUR / mês x 14 meses (fora por trás...)
O escritor: 16 000,00 EUR / Mês x 14 meses
O chefe de programação: 17 000,00 EUR / mês x 14 meses

etc., etc., etc.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França diz não ao "matrimónio" homossexual

O Conselho Constitucional francês decidiu que a proibição do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição do país, e só o Parlamento pode decidir uma mudança na legislação, segundo a resolução publicada na sua página Web.
Os nove "Sábios" que o compõem recordaram que segundo os artigos 75 e 144 do Código Civil, "o matrimónio é a união de um homem e uma mulher". Além disso, o órgão francês indicou que o legislador, "no exercício de sua competência, estimou que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos por um homem e uma mulher poderia justificar uma diferença de tratamento quanto às regras de direito da família".
"Não corresponde ao Conselho Constitucional substituir a sua apreciação (do legislador) na hora de ter em conta esta diferença de situação", explicou o Conselho referindo-se ao Parlamento.
A resolução vem pelo recurso de inconstitucionalidade interposto por duas lésbicas contra esses dois artigos.



Cavaco: o homem que fala verdade…

Factos são factos.

http://www.youtube.com/watch?v=PU7Aajs3sTQ




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Já sei em quem votar

Heduíno Gomes
Àqueles que ainda tinham algumas ilusões sobre o sistema da III República e os seus actores, a campanha eleitoral e as suas revelações -- sobre a capacidade política e honestidade dos candidatos mais cotados -- vieram fazer luz. Por isso, já lá vai o tempo em que se limitavam a pregavam aos peixinhos aqueles que denunciavam a podridão do sistema e dos seus figurões. 
Que respeito deve merecer então o sistema da III República? Que respeito devem merecer os seus actores?
Dada a miséria de candidatos do sistema, confesso, pois, a minha dificuldade em encontrar o meu candidato.
Depois de muito hesitar, aquele que se colocou abertamente contra o sistema, o Tiririca da Madeira, acabou por seduziu-me. Mas, às tantas, armou-se em «anti-imperialista». Lá fiquei sem candidato!
Então decidi fazer o que já fiz no passado: votar em todos. Mas com as apropriadas declarações de voto em cada um deles.
Lá estarei no domingo a cumprir o meu direito -- que não dever (esta é para os partidários do voto obrigatório)!
(Que fazer na segunda-feira também sei.)


Como opor-se à agenda escolar da União Europeia

Para unir-se a esta iniciativa, entre em:
http://www.agendaeurope.fr/




 
 
 
 
 
 
 
 



Durão Barroso convidado por loja maçónica do GOL
Maçonaria anuncia presença do presidente da Comissão Europeia em Lisboa,
a confirmar.
Assessoria de Durão diz que não está nada na agenda
O Grande Oriente Lusitano (GOL), a mais importante corrente maçónica portuguesa, está a anunciar internamente a presença, ainda que sujeita a confirmação, do presidente da Comissão Europeia num ciclo de conferências sobre o futuro da União Europeia. À SÁBADO, a assessoria de Durão Barroso diz que nada está marcado na agenda do presidente da Comissão Europeia. “Ou não aceitou ou ainda não aceitou”, referiu a assessora Leonor Ribeiro da Silva.
Um Documento interno da Loja Europa a que a SÁBADO teve acesso refere que Durão Barroso deverá encerrar, em Junho, ainda sem data exacta designada, um ciclo de sete conferências sobre a União Europeia.
A sessão deverá decorrer entre as 19h e as 20h30 na sala Magalhães Lima, na sede do GOL, no Bairro Alto, em Lisboa. As inscrições estão ainda a fazer-se para o próprio endereço electrónico da Loja Europa (europa.gol [at] gmail.com), anunciando-se também a participação de António Reis, grão-mestre do GOL, que falará sobre o tema Os valores europeus.
[...]
Este mês já se realizou urna sessão, no dia 2, com a presença de Ernâni Lopes, director do Instituto de Estudos Europeus, prevendo-se que nesta quinta-feira, dia 25, seja o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, o convidado principal no evento realizado pela maçonaria.
Com ou sem Durão Barroso, ainda irão passar pelo GOL, em Abril, Carlos Santos Ferreira, presidente do Millenium BCP, e, Em Maio, o antigo Presidente da Republica Mário Soares.
In Revista Sábado

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Agenda Europa

Aura Miguel, RR online
Gastaram cinco milhões de euros para fazer e distribuir esta agenda. Colorida e de aspecto simpático, já chegou a 3200 escolas secundárias, ONGs e instituições variadas, espalhadas por todo o espaço da UE, incluindo Portugal.
Folheamos a dita agenda e encontramos indicações consideradas úteis sobre sexo seguro, como deixar de fumar, ser tolerante e combater a xenofobia. Há sete anos que existe esta agenda, mas desta vez resolveram incluir referências às principais festas religiosas.
Assim, a “Agenda Europa” assinala as festas dos judeus, dos muçulmanos, dos hindus, fala do ano chinês… mas, sobre as festas do cristianismo nem uma só palavra. A maior religião da Europa não merece qualquer referência… por exemplo, abrimos a agenda no dia 25 de Dezembro e ficamos a saber que a primeira árvore de Natal surgiu na Estónia no século XV… e se formos ver o que diz a agenda no Domingo de Páscoa, encontramos umas breves linhas sobre a deusa Europa.
Choveram protestos da França, Polónia, Itália, Irlanda e Espanha. Durão Barroso mandou dizer que vai fazer três milhões e duzentas mil erratas para juntar às agendas já distribuídas.
É a Europa que temos!


domingo, 16 de janeiro de 2011

RR -- Uma pervertida insaciável

Nuno Serras Pereira
Hoje, ainda não eram 13h, quando sintonizei a Rádio Renascença – “emissora católica portuguesa” --, fiquei aturdido ao escutar uma veemente defesa do positivismo jurídico, radicalmente relativista, em total contraste quer com o Direito Natural quer com a Doutrina da Igreja. Tratava-se de um programa, transmitido aos Sábados, que tem como comentador residente o juiz desembargador Eurico Reis. Este jurista, cuja posição pública favorável ao aborto era notória, escrevia, em 2007, esta coisa extraordinária: “Todos instintivamente sabemos que responder SIM em 11 de Fevereiro é a solução mais humana, mais fraterna e mais justa.[1] … Nós que votamos SIM somos partidários da dignidade da Vida Humana … E, portanto, voto SIM e peço a todos que em 11 de Fevereiro façam o mesmo.”
Em 2009, assina, como membro da comissão promotora, uma inacreditável e inqualificável petição do “Movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo”.[2]
Esta estação emissora, e os seus proprietários, tem demonstrado, ao longo de aproximadamente uma década a esta parte, uma tendência maníaca irresistível para convidar abortófilos e outros espécimes moralmente vergonhosos, enfatuados de ideias infestas, perniciosas, sinistras e aberrantes, para pregações habituais aos seus microfones.
Esta sede insatisfazível de esbandalhar, deformar e apeçonhentar os seus ouvintes revela uma perversão insaciável cuja explicação é inexplicável porque tudo parece indicar que estamos diante do mistério da iniquidade, do fortíssimo poder sedutor do Maligno.

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[1] O sim refere-se à votação favorável à liberalização do aborto, cujo referendo ocorria nessa data.
[2] Ver o texto da petição e os nomes que constituíram a comissão promotora: http://www.petitiononline.com/mpi/  e http://casamentocivil.org/casamentocivil/igualdade.asp . Ver ainda a sua concepção estapafúrdia do Direito no final do seguinte texto: http://casamentocivil.org/casamentocivil/igualdade.asp  .

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (20)
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Enquanto houver um voto para caçar,
a hipocrisia continua...

Heduíno Gomes

Numa de populismo mais descarado e foleiro, o sistemático Cavaco veio-nos agora com a de ser «do povo».
Pois por o fulano ser do povo é que teve acesso às acções a metade do preço. É, não é?
Se não fosse triste Portugal estar dirigido por gente desta, até daria vontade de rir.
Mas não dá.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alteração ao IRS 2010
Atenção à declaração de dependentes

IRS 2010 - Atenção à actualização da relaçãodos seus dependentes!
Actualize a sua lista de dependentes na DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - IRS(Por definição, são seus dependentes, todos aqueles que você é OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)
Assim, são SEUS DEPENDENTES:
- Ciganos;
- Vagabundos;
- Governo e assessores (até mesmo os familiares nomeados por clientelismo político);
- Câmara Municipal e assessores (idem);
- Águas de ... (consumos mínimos e estimado);
- EDP (consumos mínimos e consumo estimado);
- TMN; VODAFONE; OPTIMUS; etc.
- Gás de Portugal (consumos mínimos e estimado);
- Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
- Centros de inspecção de veículos;
- Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório);- BRISA
- Portagens;
- Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
- Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
- Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de cheque etc.;
- Mais de 230 deputados da Assembleia da República, com os respectivos ESQUEMAS de apoio.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mais uma obra do Cavaco e do seu ajudante Santana

E. Sales
O Conselho de Ministros de 9 de Dezembro de 2010 aprovou uma resolução que determina a aplicação do Acordo Ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011-2012. Eis pois mais uma obra na continuidade dos notáveis Cavaco como Primeiro-Ministro (o do Amadeus, obra de Mozart...) e seu ajudante (Secretário de Estado -- da Cultura!!!) Santana (o dos violinos de Chopin...).
A mesma disposição aplica-se, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hitler, a guerra e o Papa

Hitler, a Guerra e o Papa é o título do livro de Ronald J. Rychlak que este mês foi apresentado em Nova Iorque.
Advogado e formado em economia, o autor apresenta documentos e depoimentos que prestam esclarecimentos sobre a acção do Papa Pio XII durante a II Guerra Mundial.
O volume foi oferecido a Bento XVI, no Vaticano, por Gary e Meredith Krupp, fundador da «Pave the Way Foundation» (PTWF).
Foi também apresentada outra obra histórica, dos jesuítas Robert J. Araujo e John Lucal: Diplomacia Pontifícia e Organizações Internacionais.
Esta apresentação foi organizada pela Missão de Observação Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

 


Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (19)
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A cómica e autoproclamada honestidade de Cavaco

Heduíno Gomes

«Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes.» – disse Cavaco, porventura o candidato à Presidência da República mais hipócrita que qualquer das três repúblicas já teve – facto perfeitamente demonstrável –, apenas quase igualado pelo seu apoiante Eanes – facto igualmente demonstrável.

Há na boca cavacal alguns aspectos interessantes a salientar.


Para começar, como a classe política da III República está pejada de aldrabões, não seria difícil encontrar alguém mais honesto do que qualquer deles. A questão está em saber se o candidato Cavaco consegue estar algum furo acima dos colegas de classe.

Depois, ai de nós se os N aldrabões da classe política da III República, não considerando o candidato Cavaco, nascessem duas vezes! Teríamos então 2(N-1)+1 aldrabões na classe política da III República! Se assim já é como é, imagine-se como seria este pobre país com a aplicação da fórmula matemática ao caso!

E, depois, o candidato Cavaco, a dizer que é honesto, sabendo as pessoas atentas como ele é, não deixa de fazer lembrar aquelas marafonas que batem com a mão no peito a jurar pureza.

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco, há cinco anos, a prometer aos seus crédulos eleitores que, com a sua «cooperação estratégica», ia pôr Portugal na linha, para afinal vir agora dizer que não tem poderes (grande novidade que o gajo só agora descobriu!)?

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco, apesar dos poucos poderes que tinha, não mexer uma palha e promulgar de cruz as leis do aborto e do chamado «casamento» entre invertidos, traindo assim o seu próprio eleitorado?

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco ao dar o seu agrément aos seus homens de mão no Congresso do Coliseu dos Recreios boicotando uma lista opositora ao Conselho Nacional e a baptizando a sua de «Lista A»?

Cavaco com o seu querido Secretário-Geral Dias Loureiro,
o homem-chave da golpaça do Coliseu dos Recreios.
Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco a dizer que a recusa de visto a Savimbi não era com ele mas com o Ministro dos Negócios Estrangeiros?

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco a lavar as mãos da expulsão de Carlos Macedo pela sua cáfila?

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco a dizer que foi à Figueira da Foz apenas com o propósito de fazer a rodagem ao seu carro?

Lembram-se da «honestidade» do candidato Cavaco com suas manobras para afundar Fernando Nogueira, Presidente do PSD, nas eleições legislativas?

Chega de exemplos de «honestidade» cavacal?

Este típico exemplar da classe política da III República, apesar da sua altura, não passa de uma rasteirinha pessoa, ao mesmo nível dos seus pares da classe política. Sem projecto político decente para Portugal, apenas com projecto pessoal. Sem preocupação com o bem comum, apenas com agenda política pessoal. Sem valores morais e políticos interiores, apenas com valores formais para eleitor ver. É esta a «honestidade» do candidato Cavaco e dos seus colegas de classe desta miserável III República.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Se a homossexualidade fosse natural...

(Dos blogues)

«Se a homossexualidade fosse natural, Deus teria criado Adão e Ivo.»




Acordo ortográfico

Ao que isto chegou
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Em Espanha, professor acusado de xenofobia
por falado de presunto numa aula

Foi durante uma aula de Geografia, numa escola, da Andaluzia, que o professor José Reyes Fernández procurou ilustrar a importância dos diferentes climas, recorrendo a um exemplo que os seus alunos poderiam compreender bem.
“Por exemplo, o clima frio da zona montanhosa de Trévelez, em Granada, é propícia à cura de presuntos”, explicou aos seus 30 alunos.
Na altura, um dos alunos levantou a mão e pediu que não voltasse a falar de presunto, uma vez que tal ofendia a sua sensibilidade islâmica.


“Fiquei perplexo. Então, disse, literalmente, ‘repara, miúdo, em primeiro lugar, não és tu que vens dizer do que posso ou não posso falar nas minhas aulas. Segundo, o que tu comes, ou o que comem os outros, não me interessa nada. Em terceiro lugar, a religião que professas, também não me interessa nada. Em quarto lugar, vocês são 30 alunos e és tu que te deves adequar aos 29, e não ao contrário. Finalmente, se não estás satisfeito com o que aqui se ensina, estás livre de escolher outra escola’”.


Em declarações ao jornal Diario de Cadiz, o professor diz ter fi cado ainda mais perplexo com o desenvolvimento da situação, uma vez que os pais do aluno decidiram fazer queixa, acusando José Reyes de xenofobia.
Um agente policial chegou a deslocar-se à escola para recolher o depoimento do professor, a propósito de uma denúncia que o próprio classifica como “ridícula, insustentável e grotesca”, tanto mais que, “para a sustentar, foi necessário recorrer à difamação, à mentira e à calúnia”, afirmou, referindo-se ao facto de, segundo os pais, o professor ter mandado o aluno “ir para outro país”, algo que nega ter feito, tendo apenas indicado a sua liberdade em escolher outra escola.
O caso está a levantar alguma polémica em Espanha, especialmente por se ter passado na Andaluzia, zona que alguns muçulmanos radicais reivindicam enquanto território islâmico.