domingo, 27 de fevereiro de 2011

«Generais sentados» na GNR

Heduíno Gomes
Tivemos hoje conhecimento pelas televisões do chamado «casamento» entre duas fressureiras que estão integradas nas fileiras da GNR, uma delas com o posto de «cabo» e outra com a responsabilidade do comando do destacamento territorial de Santarém da instituição, com o posto de «capitão». Assim, verificamos que a instituição militar de segurança interna de Portugal integra gente deste quilate moral e desta saúde mental. Mais, gente que internamente comanda pessoas normais e exerce autoridade policial sobre a comunidade e as famílias e seus membros, nomeadamente crianças.










Ora, possuindo a GNR um Comandante-Geral, até há pouco o medalhado tenente-general Nélson dos Santos (à esquerda), recentemente substituído pelo igualmente medalhado tenente-general Newton Parreira (à direita), cabe perguntar que atitude tomaram até aqui estes dois guardiões da Grei sobre a permanência dessas fressureiras nas fileiras da instituição.
Que atitude irá tomar o novo Comandante-Geral perante os factos acumulados com a boda?
Por que decência velou o anterior e velará o novo Comandante-Geral dentro da instituição?
Por que decência pública?
Por que ordem moral na sociedade?
Por que segurança das crianças e jovens de Portugal?
Certamente, pelo serviço de informações interno, o senhor tenente-general Nélson dos Santos estaria informado da degradação moral – e disciplinar – das fileiras que comandou. Contudo, assobiou para o lado. Também o senhor tenente-general Newton Parreira, anteriormente Inspector-Geral da GNR, inspeccionou ao lado. Já sabemos, respeitaram a lei… E agiram com a bênção do «progressista» ministro da tutela, Rui Pereira, do entusiasta dos ditos «casamentos» Sócrates e do promulgador Cavaco.
Segundo o Wikileaks, o ex-Embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, no meio de vários disparates, terá, contudo, observado algumas verdades sobre a nossa terra. Por exemplo, teria informado o seu governo de que os nossos generais são «carreiristas que evitam entrar em polémicas», «generais sentados». Estamos entendidos sobre esta estirpe de oficialada abrilista, pos-abrilista e, pelos vistos, também pos-moderna, abundantemente automedalhada, que participa, do seu posto, na palhaçada da III República e arrasta Portugal para o abismo.
Salvo as devidas e honrosas excepções – porque ainda há militares com honra!

P.S. Não venham com a treta de respeitar a lei e regulamentos porque, como é sabido, com a mesma lei e regulamentos, ou idênticos, anteriores comandantes da GNR punham na alheta os invertidos que eram descobertos e assim mantinham a necessária higiene íntima da GNR, que parece desnecessária para os recentes e actuais responsáveis.
 
 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O eurolusocídio

José Ribeiro e Castro
O Parlamento Europeu não nos defendeu e o Governo entregou-nos, traiçoeiramente, no Conselho.
Insisto há anos para conhecermos o valor económico da língua portuguesa. Vivemos tempos materialistas - vale pouco o que não pesa em percentagens do PIB. Às tantas, o Governo pareceu agarrá-lo e desencadeou uns estudos. É o caminho certo e novas iniciativas vão-no levando mais fundo.
Agora, a contracorrente, o Governo acaba de dar uma dentada valente precisamente no valor económico da nossa língua: consumou-se a primeira etapa de um "lusocídio" - a exclusão do Português do regime europeu de patentes. O Parlamento Europeu não nos defendeu e o Governo entregou-nos, traiçoeiramente, no Conselho, pela calada da manhã.
O debate parlamentar foi elucidativo. O alemão Lehne, relator, mostrou ao que vêm os entusiastas do regime trilingue de Munique (inglês, francês e alemão): "Se algum Estado - ditou ele - se acha tão importante para querer a tradução das patentes na língua nacional, pague-a!"
Do alto da sua arrogância, nem se apercebeu que o mesmo pode dizer-se para a Alemanha, numa frase que é uma barbaridade para a construção europeia, seus princípios e valores. Mostra a nova ideologia trilingue, que pode vir a ter vastíssimas consequências. Mas nem isso impressiona o Governo português na sua deserção, nem os eurodeputados, que se esquecem de defender o interesse nacional.
Este atentado a valores básicos da União Europeia vem convenientemente embrulhado em mistificações quanto aos "custos" a poupar, no meio de chavões sobre "competitividade", para impressionar quem quer ignorar a realidade. Em Estrasburgo, depois de loas à "competitividade europeia", a ministra Enikö Györi, pela presidência húngara, debitou o argumento conhecido: "Nos EUA, um inventor pode adquirir uma patente para todo o território pelo equivalente a 1850 euros. Na UE, o mesmo custa 20.000 euros para apenas 13 estados."
As coisas não são exactamente assim, mas deixemos os pormenores. Os espanhóis provaram, sem serem contraditados, que todos os custos registais não pesam mais de um a dois por cento dos gastos em I&D no desenvolvimento de qualquer patente. E, desde logo, se a Europa quisesse regime igual ao americano, optaria pela solução do English only, que poderia ser aceitável e que a Comissão e o Conselho abandonaram, com a cumplicidade de Portugal. Por outro lado, falando de competitividade europeia, é evidente que ela já não é uniforme; e ficará pior, se o mercado interno não proteger devidamente a igualdade e a não discriminação. Ora, com o regime de Munique nas patentes, os alemães ficarão ainda mais competitivos e nós, portugueses, ainda menos.
Se pensasse à comunitária, a Comissão deveria assumir para a UE a totalidade dos custos de tradução, como acontece em todos os domínios, em decorrência do multilinguismo dos tratados.
Mas a mistificação é maior. O custo médio de traduzir uma patente para português é de 1000 a 1500 euros, o que não é exorbitante para o trabalho que remunera e a segurança jurídica que proporciona. Aliás, esses "custos" de tradução não são burocracia, mas economia - correspondem a um sector de actividade profissional, altamente qualificado, que irá para o desemprego. E esta actividade económica tem real utilidade cultural e social, proporcionando a rodagem e actualização permanente da nossa língua como língua de ciência e tecnologia. Para Portugal, este sector significa exportações de serviços de 30 a 40 milhões de euros anuais, correspondendo metade às traduções - com o regime de Munique, isto irá perder-se e, em parte, ser substituído por importação.
Mais sintomática é a distorção mental: alemães e Comissão clamam contra "custos" de tradução, mas nada se importam com os custos da burocracia. O Instituto Europeu de Patentes carrega seis mil funcionários e paga-se caro. Se uma tradução custa 1000 a 1500 euros, um pedido de patente europeia custa tipicamente, só em taxas administrativas, cerca de 4000 euros! Com mais alguns requintes: se o requerente se atrasa um dia, apanha uma penalidade de 50 por cento do valor em falta; além do pedido, tem de pagar mais cerca de 1000 euros das primeiras anuidades; há actos muito caros, como, por exemplo, uma busca ou um exame (1800 euros cada) ou uma opinião técnica (mais de 3500 euros). E todas estas taxas para "mangas de alpaca" são principescamente actualizadas: subiram cinco por cento em 2010, um ano em que a inflação na zona euro não chegou a um por cento.
A garantia do Português é que incomoda, desprezando o facto de os "custos" corresponderem a economia, emprego, produção cultural, exportação de serviços. Mas o peso da burocracia de Munique, esse, não tem importância nenhuma! Há melhor evidência da má fé subjacente ao debate? E dos interesses reais que se jogam e impõem?
O Governo desrespeitou a Constituição e a lei de acompanhamento parlamentar. E, a nível europeu, pode arguir-se violação do Tratado de Lisboa. Por isso, a nossa esperança só pode ficar em os espanhóis honrarem a promessa e não darem tréguas no Tribunal de Justiça. Em Bruxelas e Estrasburgo, poucos são os portugueses em que podemos confiar nestas lutas. O Governo traiu. O presidente da Comissão Europeia age, às vezes, como português não praticante. E, no Parlamento Europeu, o retrato foi este: a favor do interesse nacional, só CDS (Nuno Melo e Diogo Feio), PCP (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e dois PSD (Carlos Coelho e Graça Carvalho); contra o interesse nacional, todo o PS e a maioria do PSD.
Foi assim o eurolusocídio.

Português excluído com a cumplicidade do Governo

António Justo
A gora que o Parlamento Europeu pôs na ordem do dia a votação das línguas a empregar no regime europeu de patentes muitos dos nossos deputados comportaram-se como mercenários de legiões estrangeiras.
O Português foi excluído com a cumplicidade do nosso governo. Ficou só a ser em inglês, francês e alemão.
Esta iniciativa desrespeita a igualdade e discrimina a capacidade de concorrência no mercado interno. Assim, os mais fortes ficam ainda mais competitivos. Facto é que o Instituto Europeu de Patentes tem seis mil funcionários… Os portugueses que paguem o serviço.
Fonte competente revela que votaram “a favor do interesse nacional, só CDS (Nuno Melo e Diogo Feio), PCP (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e dois PSD (Carlos Coelho e Graça Carvalho). Contra o interesse nacional, votou todo o PS e a maioria do PSD”.
Os nossos boys são bem comportados. Depois os países fortes dão-lhes alguns tachos que os compensam do que roubam a Portugal. Depois queixam-se que Portugal vai mal. A democracia diminui em benefício da partidocracia.
Esperemos que os espanhóis levem a coisa a tribunal!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Católicos defendem a Catedral de Lima
contra provocação de invertidos

No sábado, 19 de Fevereiro, centenas de católicos reuniram-se no átrio da catedral de Lima (Peru) para rezar um terço pela paz, perante a provocação "Beijos contra a homofobia", na qual um reduzido grupo de invertidos e invertidas se beijaram na Praça Maior, localizada em frente ao principal templo católico do Peru.
Os invertidos tinham convocado este evento, realizado originalmente no sábado, 12 de Fevereiro, tendo sido desalojados pela polícia por beijar-se nas escadarias da catedral.
Para esta segunda edição, contaram com o apoio explícito da prefeita de Lima, Susana Villarán, que em diversas ocasiões expressou o seu apoio às uniões de invertidos.
Os invertidos e invertidas fizeram uma intensa campanha mediática para a convocação do evento do último sábado, 19, mas só conseguiram reunir 8 pessoas dispostas a beijar-se na Praça Maior.
Um recente inquérito da empresa CPI, realizada entre 1 e 6 de Fevereiro, assinala que 75 % dos peruanos se opõem ao chamado "matrimónio" de invertidos.

Aumenta o número de católicos nos Estados Unidos


Nem de propósito, acerca das estatísticas de Francisco Teixeira da Mota (ver post anterior), veja-se a seguinte notícia.
O Conselho Nacional de Igrejas dos Estados Unidos e do Canadá informou que o número de paroquianos católicos nos EUA aumentou no último ano, enquanto que o número de seguidores de igrejas protestantes – de maior tradição no país – sofreu uma significativa queda.
Segundo o 79.º Relatório Anual do Conselho, no ano 2010 o número total de cristãos na América do Norte atingiu 145,8 milhões de pessoas.
O relatório, difundido pela Rádio Vaticano, detalha que a Igreja Católica é a que conta com o maior número de fiéis no país, com 68,5 milhões de pessoas e um crescimento de 0.57 por cento.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (21)
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Francisco Teixeira da Mota a torto

Heduíno Gomes

No programa «A torto e a direito» (TVI 24, 19.2.2011), assistimos a mais uma triste figura do residente Francisco Teixeira da Mota. Sistematicamente preocupado com a ideia de defesa dos mitos da esquerda, o dito intelectual descobriu completamente a sua pobreza. Vejamos uns simples exemplos.
Discutindo-se a matriiz cristã da Civilização ocidental e a situação do islamismo, FTM, agnóstico ajuramentado, achou por bem largar esta: não se preocupa «que seja o cristianismo ou que seja o islão», «que haja mais cristãos ou que haja mais muçulmanos». Lá teve o cónego João Seabra de lhe explicar que os direitos civis e outros de que usufrui derivam da cultura...cristã...
Estando a ser criticado o relativismo, FTM, revelando total ignorância filosófica, sai-se com esta: «Não vamos diabolizar o relativismo!» É que ele não sabe o que é o relativismo e o papel que este desempenha como obstáculo à verdade e como factor de obscurantismo! Para este nosso intelectual, relativismo seria sinónimo de tolerância...
Falando-se de acréscimo e decréscimo de crentes, o nosso intelectual informa-nos que, nos Estados Unidos, são os evangélicos que estão a crescer mais. Quando afinal são os católicos...
Refira-se ainda que o nosso intelectual defendeu o multiculturalismo, o que já é habitual nesta esquerda oca.




Os Templários em Portugal

José Colaço, Revista Focus 13.6.2006

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.
Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.
De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.
Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.
Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.
E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.


Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.
Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.
Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).
Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavaleiros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.
A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes – muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.
Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de recusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.
Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.
Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.
Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.
Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários – nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.
É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.
Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.
Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar – já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.
Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.
A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente – muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne – de onde vieram os templários originais – ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.
Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.
Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.
Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.
Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria – que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.
Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.
Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano. Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário…


 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Petição contra o lóbi dos invertidos

Não queremos o nome Carlos Castro
homenageado com nome de rua !

Não queremos Portugal dominado
pelo lóbi dos invertidos!

Não queremos Portugal dominado
pelo lóbi homonazi!

Assina a petição:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6530

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O segredo
[do Ministro Rui Pereira]

Raquel Abecasis, RR on-line
Rui Pereira é um ministro que vale a pena seguir, para perceber até onde pode chegar a desfaçatez na política. Tudo na sua carreira política é estranho. A escolha para ocupar a pasta da Administração Interna foi desde logo muito contestada, porque o novo ministro não hesitou em abandonar o lugar de juiz do Tribunal Constitucional, para o qual tinha acabado de ser nomeado. A ambição de ser ministro falou mais alto.
Assim que tomou posse, as primeiras decisões foram no sentido de contrariar tudo aquilo que o seu antecessor, e número dois do PS, tinha decidido para o sector das polícias. Obrigado a recuar, recuou, mas manteve o lugar.
Já mais recentemente, o ministro entrou para o "Guiness da incompetência", com a encomenda, tarde e a más horas, de blindados considerados indispensáveis para a segurança da cimeira da NATO, a cimeira começou e acabou e... blindados, nem vê-los!...
Mas o ministro, indiferente à própria incompetência, manteve-se confortavelmente sentado na cadeira de ministro.
Nas últimas eleições presidenciais, pela primeira vez desde o 25 de Abril, milhares de pessoas viram-se impedidas de votar. O ministro mandou fazer um inquérito. Para quê? Para dizer que a culpa toda é de um seu subalterno, que já foi devidamente despedido.
Perante estes e outros factos que me dispenso de enumerar, resta perguntar: que segredo faz com que este personagem se mantenha, inabalável, como ministro da Administração Interna de Portugal?

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Sim, que segredo faz com que este personagem se mantenha, inabalável, como ministro da Administração Interna de Portugal?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pois é...

Carmindo Mascarenhas Bordalo *
A horrorosa morte do cronista social Carlos Castro devia ser aproveitada para a sociedade portuguesa reflectir sobre um dos fenómenos em que assenta o chamado casting couch.
O casting couch é a expressão que traduz o fenómeno da prestação de favores sexuais em troca de benefícios profissionais.
Castro acabou por sofrer as consequências de se ter envolvido numa situação extrema de casting couch.
É evidente que o rapaz que o matou queria usar o seu corpo para ascender na carreira artística. Castro aproveitou isso para conseguir aquilo que, obviamente, não conseguiria de outra forma: companhia sexual de alguém 44 anos mais jovem.
A situação não é nova, bem pelo contrário: desde tempos imemoriais que rapazes da província afluem a Lisboa e tornam-se amantes de homens muito mais velhos. Muitas vezes, com o passar dos anos, essas situações até evoluem para algo próximo de relações familiares. O actual presidente de um importante instituto público, privado de condições materiais desde tenra idade, esteve envolvido num esquema dessa natureza. O ex-presidente de um importante clube de futebol também. Quem não se quiser fazer de parvo tem de admitir que estes casos pululam.
Nos anos 50, Carlos Burnay apareceu morto, ao que tudo indica pelas mãos de um empregado com quem mantinha uma relação do género. Devido a esse caso, na época, o termo «peixinho do mar» significava homossexual.
Até nas consequências, portanto, o caso não é novo.
O casting couch está enraizado em Portugal, como beber vinho ou ver futebol. A política, o meio artístico e até o mundo universitário estão pejados disso.
Conto duas histórias a propósito do casting couch universitário.
Era eu um jovem assistente a começar carreira quando uma aluna, de forma anormal para a época, apareceu com um decote verdadeiramente despropositado. Acabou por passar com um miserável 10, não pela exibição mamária mas porque, apesar de tudo, não fora das piores. Algumas semanas depois, apareceu-me antes de uma tarde de exames, vestida de forma ainda mais ousada, com uma rapariguita envergonhada ao lado. Depois de meio minuto de insinuação reles, apresentou-me a amiga. Verifiquei depois que era uma das alunas que ia a exame. Reprovou, pois não dava uma para a caixa. A outra nunca mais me cumprimentou, certamente ofendida pela desfeita e interrogando-se se os seus dotes só funcionariam algumas vezes... Sei, contudo, que com outros docentes funcionava e que em dias de exame oral a moça não dispensava a indumentária escassa.
Recordo-me de outro episódio, posterior e bem mais grave: uma assistente, conhecida pela forma escandalosa como se apresentava (o que incluia mostrar as cuecas ao sentar-se, enquanto se ria descontroladamente), conseguira sempre belíssimas notas e, logo no início da carreira, era presença assídua em cursos, conferências, grupos de trabalho, etc.. Felizmente nunca lhe dei aulas, mas admirava-me como é que uma pessoa, em tão pouco tempo, ascendera tão depressa, promovida por exigentes colegas meus como se de uma estrela internacional se tratasse. Para mais porque era sabido que, quando abria a boca sem um papel à frente só dizia banalidades. A resposta não tardou: uma vez vi um conhecido académico deste País deixá-la de noite junto a casa dela, ajudando-a a tirar a mala de viagem da bagageira do carro. Era um Domingo à noite.
Se isto é assim nas Universidades, imagine-se nos estúdios de televisão e nos camarins dos modelos.
Não acham estranho que haja tanta incompetência no nosso País?
Não acham estranho que haja sempre tudo para os mesmos?
A explicação é tantas vezes igual e assim será enquanto não houver Justiça que funcione.
Carlos Castro foi apenas um caso com desfecho extremo.

* Professor Catedrático jubilado

O quêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê?????????
Dar o nome «Carlos Castro» a uma rua?????????

[Circula na net. Resumo]
Mas quem foi esta aventesma para ser reconhecida desta forma???
A isto chamo eu o "assalto dos gays" CHEGA!!!!
... as bichonas andam loucas.... só pode...!!!
Segundo o Correio da Manhã, um grupo de amigos de Carlos Castro, em que se inclui La Féria, propõe ao presidente da Câmara de Lisboa que o nome do cronista seja incluído na toponímia da cidade.
Não me vou ficar pelo óbvio que seria dizer apenas e só: quem foi Carlos Castro para dar o nome a rua, esquina, rotunda ou beco? Tem falecido muita gente de grande valor nos últimos tempos… Eu sugiro antes uma ladeira ou rampa. Não era ele que servia de rampa de lançamento para tudo o que é pára-quedista social?
Se querem eternizar a vida de Carlos Castro sugiro um show travesti. Algo que ele adorava, faz mais sentido. Até dou umas dicas ao encenador La Féria: "As bichas de Nova Iorque" se for musical ou "E tudo o vento do túnel de metro levou" se for drama. Agora deixem-se é de ideias bacocas.
Chamaram de tudo à população de Cantanhede por fazerem a missa e a vigília de solidariedade e agora querem dar o nome de uma rua da capital ao Carlos Castro? Antes dele estariam milhares de pessoas. Milhares.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um documento para reflectir...

Gosta de touradas?

Quer aprecie as touradas, quer seja contra elas, por favor, abra o diaporama e reflicta sobre ele.
Garanto que algo mudará dentro de si!
Depois disso, aja em conformidade com o que o seu coração disser...
Também pode e deve fazer alguma coisa a respeito disto !

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os lemas de Portugal

No Estado Novo (1933-1974), o lema era :
"Deus, Pátria e Família!" 
Nesta democracia pós 25 de Abril,  o lema tem sido praticamente igual, apenas aumentando uma letra:
"Adeus Pátria e Família!"

Entre sexo e género

Pedro Vaz Patto

O que está em causa não é um aspecto secundário,
mas referências culturais fundamentais
relativas à dualidade sexual

Tem sido noticiada a proposta dos partidos de esquerda para que na redacção do artigo 13.º da Constituição da República, onde se consagra o princípio da igualdade e não discriminação e se faz referência ao sexo como um dos motivos de discriminação arbitrária, essa palavra seja substituída por género. Tornou-se corrente, na verdade, a expressão igualdade de género para designar algo que anteriormente era designado como igualdade entre sexos ou igualdade entre homem e mulher. Não se trata, no entanto, de uma simples e anódina actualização linguística. É bom alertar para o alcance ideológico da modificação: exigem-no a honestidade e transparência próprias de uma democracia autêntica. Uma questão fracturante está longe de merecer o consenso alargado próprio de um texto constitucional.
Estamos perante uma agenda de afirmação ideológica. Está em causa a afirmação da chamada ideologia do género (gender theory) e a sua tradução no plano legislativo. Parte esta teoria da distinção entre sexo e género. O sexo representa a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género representa uma construção histórico-cultural. Há apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Há cinco géneros (ou até mais, de acordo com outras versões): o heterossexual masculino e feminino, o homossexual masculino e feminino e o bissexual. O sexo é um facto empírico, real e objectivo que se nos impõe desde o nascimento. A identidade de género constrói-se através de escolhas psicológicas individuais, expectativas sociais e hábitos culturais, e independentemente dos dados naturais. Para estas teorias, o género assim concebido deve sobrepor-se ao sexo assim concebido. E como o género é uma construção social, este pode ser desconstruído e reconstruído. As gender theories sustentam a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade de género e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença na relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. Daqui surge a equiparação entre uniões heterossexuais e uniões homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de "família", tantos quantas as preferências individuais e para além de qualquer "modelo" de referência.
É um novo paradigma antropológico, uma verdadeira "revolução cultural" que representa a ruptura com a matriz judaico-cristã da nossa cultura ("Homem e mulher os criou" - afirma o Génesis), mas também com um dado intuitivo da razão universal (A espécie humana não se divide entre heterossexual e homossexual, mas entre homens e mulheres - afirmou a propósito o político socialista francês Lionel Jospin).
Pretende-se impor esta ruptura desde cima, desde as instâncias do poder. Ela não surge espontaneamente da sociedade civil e da mentalidade corrente. Pretende-se transformar através da política e do direito essa mentalidade. E o que está em causa não é um aspecto secundário, mas referências culturais fundamentais relativas à relevância da dualidade sexual. Admitir que a Lei sirva propósitos destes, numa pretensa engenharia social, revela tendências mais próprias de um Estado totalitário do que de um Estado respeitador da autonomia da sociedade civil.





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os ciganos comemoram
o Centenário da República em Massamá

Impregnados de «ética republicana», no dia 5 de Outubro, os ciganos comemoram o Centenário da República numa farmácia em Massamá. Não há dúvida, Sarkozy é um fascista! Veja o registo das câmaras de vídeo da farmácia.

[Clique na imagem para visualizar o vídeo]

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação sexual:
«Estas normas puseram-me a alma num inferno... »

Joel Costa, autor do programa «Questões de Moral», da Antena 2 da rádio, resolveu ler as normas provenientes do Ministério da Educação que legitimam a Educação sexual como objecto de educação escolar, desde o primeiro ano do Ensino Básico. O resultado dessa análise acutilante, que, como é estilo do radialista, se revereste de um humor fino, pode ser ouvido aqui ou lido a seguir. O texto, que tomámos a liberdade de transcrever, será longo, mas a sua essência valerá o esforço do leitor.

Do cavaquismo à falência iminente dos laboratórios
de antidepressivos no Brasil

Heduíno Gomes
Graças à eleição da «Presidenta», o Brasil enveredou definitivamente nas originalidades das minorias activas e estranhas como são as feministas radicais e os invertidos. Pois então, a última desta escória é a inscrição do «direito à felicidade» na Constituição brasileira. Com tal medida, já estamos a prever a falência iminente dos laboratórios brasileiros de antidepressivos. E os psiquiatras e «analistas» (como lá chamam aos psicanalistas) que vão pondo as barbas de molho!
Mas não se pense que o «direito à felicidade» é exclusivo ou originalidade da «Presidenta» do Brasil. Também já foi aposta do actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses! Verdade! Passo a contar.
O actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses era então Presidente do PSD. Pressionado a rever o Programa do partido, o Cavaco nomeou para a missão um grupo de ideólogos sábios. Nesse grupo pontificavam alguns marxistas-leninistas de 4.ª categoria (extrema-esquerda descabelada) de quem o PSD tinha comprado o passe, entre os quais Dias Loureiro e Durão Barroso. Dado que estes tinham lido, por alto, algumas citações do livro vermelho do Presidente Mao, para o analfabeto tecnocrático Cavaco os tipos eram assim uma espécie de catedráticos da ideologia. Eram portanto os mais habilitados para rever o Programa…
Pertencia também a esse grupo o frágil mental Carlos Coelho. Pois, segundo a informação que me foi confiada por um outro membro do grupo, foi o Coelho que insistiu na inclusão do tal «direito à felicidade» e outras do género no documento-guia para a revisão do Programa e no novo Programa. E certamente com a aprovação do chefe, isto é, do Cavaco, esse documento foi publicado no Povo Livre!
Estão a perceber agora porque é que o tecnocrata e actual Presidente de 23% (ou lá quanto é!) dos portugueses, que já naquele tempo era tão tolerante, assinou («contrariado»!…) as leis do aborto e dos «casamentos» de invertidos? Isto está tudo ligado…


Porque o Egipto de imediato não se tornará democrático

Daniel Pipes, The Economist

A revista Economist convidou Daniel Pipes a abordar a afirrmação "Dentro de um ano, o Egipto irá tornar-se uma democracia". Eis a resposta de Daniel Pipes.
Duas razões levam-me a afirmar que a República Árabe do Egipto não de irá vangloriar dentro de um ano por possuir um sistema político democrático.
Conforme o logotipo indica, a Irmandade Muçulmana do Egipto não é exactamente uma organização democrática.
Primeiro, democracia é mais do que realizar eleições; supõe o desenvolvimento da sociedade civil, denotando instituições tais como o estado de direito, judiciário independente, partidos políticos, direitos das minorias, associações voluntárias, liberdade de deslocação e de reunião. Democracia é um hábito aprendido, não instintivo, que requer mudanças profundas de atitudes tais como cultura de comedimento, valores, respeito pela diferença de opinião, conceito de oposição leal e sentido de responsabilidade cívica.
Além disso, a necessidade da prática de eleições para que seja aperfeiçoada. Em condições ideais, o país elege ao nível municipal, passando para o nacional, começa com o poder legislativo passando para o executivo. Simultaneamente, a imprensa precisa ter liberdade total, os partidos políticos deverão amadurecer, o parlamento deverá conquistar independência em relação ao executivo e os juízes deverão escolher-se entre si.
Não é possível que tal transformação da sociedade aconteça em meses ou até anos; registos históricos mostram que leva décadas para que seja implementada na sua plenitude. Está fora de questão que um Egipto, com experiência mínima em democracia, possa reunir o número suficiente desses componentes em doze meses a ponto de estabelecer uma ordem democrática completa.
Segundo, qualquer cenário que venha a ocorrer, a democracia não está prestes a ser implementada.
Se Hosni Mubarak continuar no poder, o que é improvável mas possível, ele será mais tirano que nunca. Pelo que demonstram as suas acções nos últimos dias, ele não sairá tranquilamente.
Se as forças armadas se estabelecerem no poder de maneira mais directa do que o faziam nos bastidores desde o golpe de Estado de 1952, Omar Suleiman, o recem-nomeado vice-presidente, aparentemente tornar-se-á presidente. Ele fará mudanças no sistema, eliminando os abusos mais evidentes da era Mubarak, mas fundamentalmente sem oferecer aos egípcios uma voz no regime que os governa. Argélia 1992, onde o governo apoiado pelas forças armadas que reprimem os islamistas, apresenta um precedente.
Se os islamistas chegarem ao poder, irão fomentar a revolução em consonância com a doutrina do Irão de 1979, segundo a qual a crença na soberania de Deus prevalece sobre a participação política das massas. A natureza inerentemente antidemocrática do movimento islamista não deve ser obscurecida pela disposição dos islamistas em usar as eleições para chegar ao poder. Nas palavras prescientes de uma autoridade americana em 1992, os islamistas apresentam um programa de "uma pessoa, um voto, uma vez".
Qualquer que seja o ângulo – abstracto ou específico – os egípcios estão perante uma situação complicada, sem a esperança imediata de escolher seus líderes.



Governo português contra a defesa dos cristãos

Aura Miguel, RR
Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.
Entre nós – no Ocidente – não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anticristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Porque é que as Forças Armadas
deixaram cair a Monarquia?

João José Brandão Ferreira
Tcor Pilav (Ref)
Cmd Linha Aérea



PORQUE É QUE AS FORÇAS ARMADAS DEIXARAM CAIR A MONARQUIA?
17NOV2010

                                          "A obra liberal de 1834 foi inteiramente
                                          semelhante à obra republicana de 1910. Nos
                                          homens dessas duas invasões é idêntico o
                                          espírito de violência, de anarquismo e de
                                          extorsão".

                                          Ramalho Ortigão
                                          (carta de um velho a um novo)


1.      Introdução

        No fim do dia 25 de Setembro de 1910, o jovem Rei D. Manuel II estava contentíssimo.
        Acabava de regressar do Buçaco onde assistira às comemorações da memorável batalha que travámos contra os franceses naquele local, em 1810. Cem anos antes.
        O seu contentamento quis partilhá-lo com os seus íntimos e confidenciou-lhes que, naquele dia, tinha conquistado o Exército! A que se devia este julgamento? Pois ao brilhantismo da cerimónia; àqueles milhares de homens perfilados nos seus melhores uniformes, engalanados de todas as condecorações, aos discursos, às saudações, enfim, àquela memorável revista em que todos em uníssono gritaram, "Viva o Rei!".
        A alegria do rei poderia ter sido justificada se a interpretação que deu aos factos fosse a correcta. Naquela conturbada época a agitação política e social era infrene e a monarquia portuguesa estava abalada nos seus alicerces. O jovem monarca não estava tão bem preparado para reinar, ao contrário do seu irmão Luís Filipe, barbaramente abatido a tiro com seu pai, às mãos do Costa e do Buiça, dois anos antes.
        Ter uma força como o Exército a seu lado seria, indubitavelmente, importante. Mas a ingenuidade da família real, o faz de conta dos cortesãos, a fraqueza suicidária do governo, as dissensões e traições entre os monárquicos e o "não me comprometas" dos restantes, ditaram a sorte neste lance da História.(...)

Ler conferência na íntegra aqui.

A fábula do Estado Social

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Senado francês pronuncia-se
contra a legalização da eutanásia

O Senado francês pronunciou-se contra a legalização da eutanásia após um debate intenso sobre uma proposta de lei para instaurar “uma assistência médica para morrer”.
A maioria dos senadores suprimiu o conjunto dos artigos do texto, apresentado por três dos seus colegas Jean-Pierre Godefroy (socialista), Alain Fouché (maioria governamental) e Guy Fischer (comunista).
Na véspera do debate, segunda-feira, o Primeiro-ministro François Fillon opôs-se à eutanásia, convidando a sua maioria no Senado a fazer o mesmo.
O essencial da proposta de lei estava no seu artigo primeiro,entretanto suprimido. “Qualquer pessoa capaz maior, em fase avançada ou terminal de uma doença acidental ou patológica grave e incurável, que lhe inflige um sofrimento físico ou psíquico, que não pode ser aliviado ou que julga insuportável, pode pedir para beneficiar (...) de uma assistência médica que permita, por um acto deliberado, uma morte rápida e sem dor”, referia o texto.
No hemiciclo, o ministro da Saúde falou “de eutanásia”, que “vai contra os nossos fundamentos jurídicos”.
Xavier Bertrand invocou “os doentes de Alzheimer, que não podem manifestar a sua livre e espontânea vontade”.
O mesmo ministro defendeu o desenvolvimento dos cuidados paliativos.
Durante o longo debate, os oradores referiram-se a Vincent Humbert, um jovem tetraplégico que a sua mãe ajudou a morrer em 2003.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Salários na RTP

(Circula na net)

Judite de Sousa: 15 000,00 EUR / mês x 14 meses
Catarina Furtado: 25 000,00 EUR / mês x 14 meses
Malato: 20 000,00 EUR / mês x 14 meses (fora por trás...)
O escritor: 16 000,00 EUR / Mês x 14 meses
O chefe de programação: 17 000,00 EUR / mês x 14 meses

etc., etc., etc.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França diz não ao "matrimónio" homossexual

O Conselho Constitucional francês decidiu que a proibição do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição do país, e só o Parlamento pode decidir uma mudança na legislação, segundo a resolução publicada na sua página Web.
Os nove "Sábios" que o compõem recordaram que segundo os artigos 75 e 144 do Código Civil, "o matrimónio é a união de um homem e uma mulher". Além disso, o órgão francês indicou que o legislador, "no exercício de sua competência, estimou que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos por um homem e uma mulher poderia justificar uma diferença de tratamento quanto às regras de direito da família".
"Não corresponde ao Conselho Constitucional substituir a sua apreciação (do legislador) na hora de ter em conta esta diferença de situação", explicou o Conselho referindo-se ao Parlamento.
A resolução vem pelo recurso de inconstitucionalidade interposto por duas lésbicas contra esses dois artigos.