domingo, 27 de março de 2011

A crise, a III República e os 900 anos de Portugal

Heduíno Gomes
Crise é agravamento de uma situação. Então viveremos uma «crise». Mas, na realidade, trata-se apenas de crise dentro da crise. De facto, a III República é em si mesma uma crise nos quase 900 anos da história de Portugal e o seu agravamento é apenas um seu episódio e um seu corolário.

Numa míope postura conjunturalista e tacticista, políticos, politólogos, comentadores e jornalistas exercitam-se esmeradamente a espiolhar cada palavra, cada frase, cada gesto de cada um dos actores. Levantam as questões mais pertinentes e subtis que só a altos especialistas ocorrem e a que naturalmente apresentam as respectivas respostas com suprema argúcia e inteligência.
Irá haver eleições? Que data convirá mais a este ou àquele partido? Será que a senhora Merkel concordará com a medida? Para que lado irá dormir Cavaco? O timing da declaração estará certo? Etc., etc.
Mas sobre a crise de fundo que é a III República, nem uma palavra. Eles gastam energias, tempo de antena e parlapié a analisar a crise da crise mas nem uma palavra sobre a verdadeira crise.
Será que o quadro constitucional irá ser mudado para um modelo correcto? O Presidente da III República irá ser diferente do que saiu na rifa dos 23%? A respectiva classe política será despedida? Haverá alguma diferença substancial entre um Cavaco, um Passos Coelho, um Pinto de Sousa ou algum dos que se perfila para os substituir na primeira oportunidade? O que pesará qualquer um deles nos nossos 900 anos de Nação?
Que dizer sobre todo este drama nacional?
Primeiro, devemos continuar aturadamente a apresentar o caminho para reconstruir Portugal. A verdadeira cura para o agravamento da crise é a cura da crise de fundo: o fim da III República.
Segundo, podemos, com boa disposição, comentar as discrições dos actores da III República.

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Imagens: D. Afonso Henriques, o Santo Condestável e D. João II. A Plataforma do Fórum Repensar Portugal Reconstruir Portugal.



terça-feira, 22 de março de 2011

Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes...

Quando:
- OS SÓCRATES FOREM APENAS FILÓSOFOS
- OS ALEGRES APENAS CRIANÇAS
- OS CAVACOS APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS
- OS PASSOS APENAS OS DE DANÇA
- OS LOUÇÃS APENAS ERROS ORTOGRÁFICOS
- OS JERÓNIMOS APENAS MONUMENTOS NACIONAIS
- OS PORTAS SÓ DE ABRIR E FECHAR

Já tenho a garrafa de champanhe no frigorifico....

domingo, 20 de março de 2011

Como o programa «Plano inclinado» foi «inclinado»...


Este é o mais recente programa de televisão censurado pelo sistema. Nesta última emissão do "Plano Inclinado", transmitido na SIC Notícias a 12 de Fevereiro, o fiscalista Henrique Medina Carreira e o ex-dirigente socialista Henrique Neto explicam que os partidos políticos funcionam como máfias e estão a levar Portugal à bancarrota económica pela segunda vez na História de Portugal. Henrique Neto revelou a forma como a maçonaria controla os partidos. Depois deste programa ir para o ar, a SIC cancelou todas as suas repetições.

É claro que Balsemão se revelou «sensível» a essas máfias... não fossem elas fechar-lhe a torneira da publicidade.

Balsemão aceitava o programa em questão apesar de crítico. Crítico, sim, desde que aumente as audiências. Ma non tropo!

 


Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (25)
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Graças ao seu «grande arquitecto», 
o Relvas mete a social-democracia na gaveta
José Cruz
Afinal, graças ao «grande arquitecto», o Relvas não é «social-democrata»… Interpelado à entrada do encerramento do congresso do CDS, em Viseu, o inimitável Miguel Relvas no seu habitual estilo aflautado diz que o PSD e o CDS têm ambos estado empenhados em projectos «não socialistas». Então onde é que ele meteu a sua social-democracia (=socialismo)? Na gaveta? Assim se percebe porque é liberal.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O 15 de Março de 1961 a 50 anos de distância

João José Brandão Ferreira
A data de 15 de Março de 1961 representa para os portugueses, o início do terrorismo em larga escala, que se abateu sobre a então província de Angola, território português onde Diogo Cão pela primeira vez colocou um padrão, em 1483. Este ataque configurou um verdadeiro genocídio, que em nada fica atrás à gravidade do que ocorreu no atentado às torres gémeas em Nova Iorque.
Os responsáveis por (alguns) genocídios passaram a ser julgados em tribunais internacionais e esses crimes não prescrevem…
Vítimas do massacre de 15 de Março de 1961
Este ataque traiçoeiro, engendrado fora de portas e com apoios vários, deu origem a uma luta de guerrilha e de contra guerrilha que durou 14 anos, estendendo-se à Guiné (1963) e Moçambique (1964). Foi, sem dúvida, pela sua grandiosidade e consequências, a ocorrência mais marcante de todo o século XX da nação lusa.
À Liga dos Combatentes, a que se associou o governo, através do Ministro da Defesa, e a Presidência da República, pela figura do mais alto magistrado político, coube organizar os eventos de modo a não deixar passar os 50 anos da efeméride, no olvido.

Chamou-se às cerimónias uma “Evocação do Esforço da Nação Portuguesa e das suas Forças Armadas na guerra do Ultramar (sublinhados nossos), o que parece uma designação feliz. Dividiram-se os eventos entre uma missa nos Jerónimos; uma cerimónia junto ao monumento dos Combatentes, em Pedrouços e uma sessão solene na Sociedade de Geografia de Lisboa que, em boa hora, se associou ao acto.

À parte o escasso público e deficiente cobertura mediática tudo correu bem.

Tudo, com uma excepção: a homilia, deslocada, incongruente, acre e historicamente falsa, do Bispo D. Januário, que presidiu à Eucaristia.

O Sr. Bispo é bem conhecido, pelo que pensa, diz e faz, logo a responsabilidade do insucesso deve ser partilhada por quem o convidou.

Sua Eminência foi convidado para invocar o esforço da Nação e das Forças Armadas (estas fazem parte daquela), se não concordava com tal não devia ter aceite o encargo.

O impagável Januário que envergonha os católicos combatentes
(e também os não combatentes)
Ao invés disso, resolveu agredir a Nação e as FAs, ao condenar subliminarmente o seu esforço; ao fazer um julgamento político do Estado e lançando sobre todos o anátema da guerra injusta.

A ele bem se pode aplicar a célebre frase de Jesus no Gólgota: “Pai, perdoa-lhes que eles não sabem o que fazem”.

Não podemos no espaço de umas linhas, analisar toda a penosa homilia que à excepção, talvez, do ministro Santos Silva, já libertou os presentes das penitências da Quaresma. Mas vamos tentar embaciar o brilho de alguns das mais nacaradas pérolas com que S. Ex.ª nos brindou.

Primeiro e simples ponto: a nação portuguesa, melhor ou pior representada politicamente pelo seu estado, foi atacada interna e externamente por meios políticos, diplomáticos, militares e através de violências várias. Todos os indivíduos e povos têm direito à legítima defesa e foi isso que nós todos fizemos: defendemo-nos. A Igreja, aliás, é a primeira a reconhecer esse direito. E o Concílio Vaticano II sempre tão evocado por S. Ex.ª, é bem claro em defender as forças militares, que disso bem se desempenhem (Gaudium et Spes, 79). E quem está do nosso lado é dos nossos; quem está do lado contrário é inimigo; e quem é da nossa família e se passa para o inimigo é traidor. Isto é linear e não oferece qualquer dúvida.
Por isso não se entendem os trocadilhos que o Sr. Bispo fez sobre esta questão, a não ser pela confusão que lhe habita a mente. E esta confusão não é a única: afirmou, por exemplo, que “foi nas matas de África que o governo de Lisboa caiu”, não foi nada, foi por via da subversão, de origem marxista, que se instalou na Metrópole e que o governo de Marcelo Caetano não soube e, ou, quis combater.
Querendo insinuar que a maioria da população ou dos que serviram nas fileiras, estavam na guerra a contragosto, sempre foi dizendo que uns cumpriram por convicção e outros com rebeldia, uns a gosto e outros menos… Bom, Sr. Bispo, desde D. Afonso Henriques que existe o dever militar e nem sempre ele é cumprido com a melhor mente e ninguém são de espírito gosta de ir para a guerra. Mas, às vezes, sabe Sr. Bispo, é preciso. Aliás, o senhor deve perceber estas coisas bem, como tem o dever de obediência canónica, certamente já fez ou disse muitas coisas com que não concordava. Atrevo-me a dizer isto pois já o vi criticar, em público, Sua Santidade, o Papa.

E nem se entende, à face do que disse, como é que se ofereceu para acompanhar as tropas, como capelão, em 1961…

Por outro lado, D. Januário apelou muito à Paz. Está certo, nós devemos apelar á Paz. Mas lembro ao Sr. Bispo que a paz sem justiça não é paz, é iniquidade; que a paz dos cemitérios só interessa aos mortos e que a cobardia ou a recusa à defesa nos leva para a “paz” dos escravos. O “céu”, Excelência, só existe no céu, não na terra. Se a terra é o inferno ou não, deixo aos teólogos decidir…

Por isso exigir a Paz vale tanto como afirmar na Constituição da República que todos nós temos direito à saúde, ao trabalho, à habitação, etc., olhe temos direito a tudo… mas, de facto, temos muito pouco e temos que lutar por isso.

Não se compreende até, que o senhor, como Bispo das FAs e de Segurança, não exige o imediato regresso dos militares que temos espalhados por esse mundo fora a correrem, como Mouzinho dizia, “perigos, fomes e sedes…”

E queira fazer o favor de notar que nenhum deles está a defender as suas fronteiras físicas ou a segurança da população a que pertence. Como, “de facto”, e “de jure”, estiveram as centenas de milhares de jovens portugueses que lutaram na refrega que ora invocamos – como, aliás, muitos mais o tinham feito nos últimos cinco séculos.

Finalmente o senhor bispo veio invocar os exemplos da Igreja, durante o citado conflito. Foi mais uma vez infeliz e amargo.
Começou por louvar a acção dos Bispos de Nampula, Beira e Luanda na sua oposição ao regime. Concedamos-lhe a graça da boa intenção, isto é, de terem pautado a sua actuação pelo melhor que sentiam para o seu rebanho. Só lhe faltou elogiar os padres da Lixa, Felicidade Alves e Fanhais que, de tão bons católicos que eram, rapidamente deixaram o ministério. Saudou ainda os religiosos que ajudavam as populações gentílicas e ignorou, convenientemente todos aqueles que estando em nossa casa, ajudaram a, e à subversão.
Mas o Sr. Bispo sabe tão bem como eu, que a esmagadora maioria da hierarquia, dos padres e religiosos e ainda os capelães (já agora, foi a I República que acabou com a assistência religiosa às tropas…), se mantiveram firmes na defesa da causa nacional portuguesa. Porque é que nem sequer lhes fez referência?
E, Sr. D. Januário, convenhamos que a Santa Sé, sobretudo durante o ministério de Paulo VI, não se portou bem para com Portugal. Afinal, nós é que somos a “Nação Fidelíssima”, não eram os movimentos marxistas que lutavam contra nós…
A Santa Sé, indo nos mitos dos ventos da História, deixando de acreditar que o governo de Lisboa perseverasse, passou a balancear e a fazer jogo duplo para tentar manter a influência em todos os tabuleiros. Foi pragmático mas não foi bonito nem cristão. Aliás, nada disto era novo para nós: durante muitas décadas, por via da Propaganda Fidei e outras, tentaram retirar-nos o Padroado do Oriente, cujo magistério exercemos, diligentemente, durante séculos.
Por tudo isto, Sr. Bispo D. Januário, tanto nós como o Altíssimo temos muito que lhe perdoar. E estamos dispostos a fazê-lo: Ele porque a sua misericórdia é infinita, e nós por dever de cristandade. O problema é que V.Exª se tem mostrado relapso ao arrependimento.
Parafraseando uma frase assassina com que o Prof. Salazar brindou D. António, Bispo da Invicta e vosso alter ego, “possui demasiada cultura para a inteligência que tem”, também se poderá dizer que V. Ex.ª tem demasiados conceitos na cabeça e demasiado errados, para aquilo que consegue processar.
Respeitosamente,
Seu
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref.)




sábado, 12 de março de 2011

Templo histórico em Espanha profanado
com rito satânico

O Bispado de Almeria (Espanha) iniciou os trabalhos de reabilitação da antiga igreja de Las Salinas de Cabo de Gata, profanada durante o último fim de semana com grafitis simulam um rito satânico.
O templo, construído 1907, permanecia fechado ao culto desde ano 2004 pelo risco de desmoronamentos. O acto de vandalismo ocorreu depois da vitória da diocese em um longo litígio judicial com uma empresa privada que tentou convertê-lo em discoteca e centro turístico enquanto se esperava a permissão oficial das autoridades de Andaluzia para iniciar a reabilitação da igreja como lugar de culto, entretanto concedida.
Na segunda-feira 7 de Março, o interior do templo amanheceu cheio de figuras e grafitis esotéricos satânicos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (24)
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Marcelo felicitou efusivamente o PCP
pelo seu 90.º aniversário
José Cruz

Sobre mais essta marcelice, basta ler:

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (23)
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Cavaquismo, a nova faceta de António Barreto
José Cruz
O intelectual do regime António Barreto, que pretende passar por uma consciência crítica, deu mais uma achega à clarificação da sua posição perante a crise, os lóbis e a corrupção moral do regime.
Entrevistado por Ana Lourenço na SIC Notícias a propósito do discurso de Cavaco na tomada de posse, Barreto revela-se... cavaquista. De facto, ele já tinha sido, a convite de Cavaco, o discursante oficial do regime no dia 10 de Junho, o que selou a transferência da «consciência crítica» para a órbita do cavaquismo. Juntaram-se definitivamente dois sonsos contra Portugal.

Jovens de todos os países, manifestai-vos e rebelai-vos!

Heduíno Gomes
Segundo Cavaco, no seu discurso de posse do segundo mandato, os jovens devem manifestar-se e rebelar-se. Contra quem?
Não sei se ele estava a pensar num gajo que enganou os jovens com a qualidade do ensino, que os tentou corromper com promessas de carreira política, que hipotecou as suas vidas estoirando em jeeps e alcatrão a massa que veio de Bruxelas, estoirando a agricultura e as pescas, lixando as finanças públicas com o monstro das despesas do Estado, etc., etc.
Se Cavaco estava a pensar nessa personagem, a manif não deve ser na Avenida da Liberdade mas sim na Praça Afonso de Albuquerque.
Aí sim!





As eurocratas de Bruxelas
exigem mais mulheres em cargos de chefia

No âmbito das comemorações do Dia da Mulher, Viviane Reding lança um ultimato às empresas e ameaça estabelecer sistema de quotas em 2012. Para ela, a presença do sexo feminino nas administrações «traz mais benefícios» (por exemplo, na estiva).
A vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, deu um ano às empresas europeias para que coloquem mais mulheres em cargos de poder, sob pena de Bruxelas estabelecer um sistema de quotas em 2012 (é a democracia de Bruxelas).
No âmbito das comemorações do Dia da Mulher, Viviane Reding fez um ultimato às companhias para que autoregulem a incorporação das mulheres nos conselhos de direcção. Para Reding, a presença do sexo feminino nas administrações "traz mais benefícios" às empresas (e a gaja é muito amiga das empresas!).
Segundo Viviane Reding, a comissão europeia vai "vigiar o que se passa nas cúpulas das empresas no próximo ano" e, caso a situação se mantenha igual, serão tomadas medidas.
Segundo os últimos números do Eurostat, só 12 por cento dos membros dos conselhos de administração são mulheres.
Também o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, aproveitou o dia para assinalar, em conferência de imprensa, "a importância da integração da mulher para alcançar os objectivos económicos da UE" (ele devia era tomar conta d...).
 

terça-feira, 8 de março de 2011

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (22)
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As excelências pedagógicas
do grupo de Pedro Passos Coelho
e do seu expert Pedro Duarte
Heduíno Gomes
É só tratar-se de educação e aparece a representar o PSD o grande quadro de Pedro Passos Coelho em ensino: Pedro Duarte. Ouvi-o uma vez na antiga Secção A de Lisboa do PSD a explanar as suas mezinhas para a maleita do sistema de ensino, com as quais este ficaria um mimo. Medidas de gestão, e mais gestão, e mais gestão. Uma espécie de António Barreto mas em menos intelectual. Sobre as questões fundamentais, zero. É a superficialidade a que nos habituaram os nossos actuais políticos, por dever de ofício obrigados a falar do que não sabem e que, por arrogância ou alienação, se recusam a aprender.
Nessa sua memorável (não me sai da memória!) intervenção, o expert Pedro Duarte chegou até a ser cómico: tudo se resolveria com a administração das escolas pelas forças vivas locais: comerciantes, industriais, associações, bombeiros, etc. Fiquei sem saber se as associações columbófilas também teriam assento no alto comité pedagógico do burgo.
Quê de novo do expert?
Levantou-se há dias a questão de eliminar um dos dois professores da já de si ambígua disciplina Educação Visual e Tecnológica, originalidade das pedagajas da 5 de Outubro, originalidade quer pela salganhada do conteúdo da disciplina, quer pelo facto de ser ministrada por dois professores simultaneamente na mesma sala, isto é, com duas autoridades na mesma sala (supor-se-ia haver autoridade numa sala de aula, desculpem-me as pedagajas…).
E que diz o nosso génio pedagógico Pedro Duarte? Com a sua oportunista e primária política de oposição, e de um eleitoralismo sabujo, pretendendo agradar aos interesses corporativos de alguns, diz que deve ser mantida a situação para não enviar para o desemprego um certo número de professores. Que se mantenha pois a aberração. O sistema de ensino propriamente dito, desastroso, como sabemos, e as respectivas vítimas – os alunos – que se lixem.
É este o nível da abordagem dos problemas do ensino pelo grupo de Pedro Passos Coelho e deputadozecos que o representam em S. Bento. Com experts (espertos) destes podem bem os comunistas, socialistas, fenprofes e pedagajas. Enquanto o PSD não se emancipar das ideologias pedagogistas e tecnocratistas nunca poderá ser a solução para os problemas do ensino.

Nota
Eu quero aqui declarar que os direitos de autor do conceito de pedagaja não me pertencem. Pertencem de facto a um professor de Coimbra que não conheço e ao qual rendo mais uma vez a minha homenagem. Traduzindo tão bem a particular realidade, o conceito entrou no meu vocabulário pedagógico, que assim ficou enriquecido. Apenas acrescento que há uns gajos que parecem pedagajas.


Angola: «Esta terra há-de sorrir»

«ESTA TERRA HÁ-DE SORRIR»
QUIS voltar a esta terra
que a guerra entristeceu,
mas onde o céu tem estrelas
e já minha mãe nasceu.

ONDE muitos dos meninos
têm fome, têm medo,
e que do fundo dos olhos
me contaram em segredo:

«ESTA terra há-de sorrir.»
Esse dia chegará.
Da floresta de cabinda
às quedas do Ruacaná,
cantaremos velhos cantos,
dançaremos velhas danças,
com vestidos de alegria
e missangas de esperança.

MENINOS de toda Angola,
poderemos dar a mão.
Vamos esquecer o som
da espingarda e do canhão.
Não haverá quem nos teça
um destino ainda mais duro
e queira escolher por nós
o caminho do futuro.

OS meninos de Benguela
com cantigas viajantes
e os meninos da Lunda
com sorrisos de diamantes.
E os meninos do Huambo,
olhos cheios de mistério,
aprendendo a liberdade,
só que desta vez a sério.

CANTA, eufórico, um tambor,
dança, louca, uma viola
envolvendo num só hino
toda esta terra de Angola.
E então muitos mais meninos
desse e de outros continentes
terão a alma mais solta
e o coração mais quente.

Do CD «Brisa do Sul», de Ana Faria, gravado em 1988
com a participação do coro angolano Boa Esperança.
Para ouvir

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (21)
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Telmo Correia e a democracia do PCP
Heduíno Gomes
Telmo Correia, mais uma vez, deu provas da lucidez política a que nos habituou. Efectivamente, numa mesa redonda na SIC Notícias (7.3.2011), este quadro de Paulo Portas, declarou, em relação ao PCP e ao CDS-PP: «ponto de convergência é a democracia».
Boa, Telmo!
Será que a esmagadora maioria dos membros do CDS-PP e o seu eleitorado subscrevem esta pérola politicamente correcta?
Claro que não! Isto é apenas mais uma manifestação do grupo liberal que se apoderou da direcção do CDS-PP e alberga «tolerantes» politicamente correctos, progressistas, apoiantes do aborto e mesmo do chamado «casamento» entre invertidos. Isto anda tudo ligado...

Os festejos dos 90 anos do PCP

Heduíno Gomes
Passam 90 anos sobre a fundação do PCP. A efeméride deu direito ao dinossauro Domingos Abrantes a dizer das suas na RTP. Este senhor resumiu as características do PCP. Vejamos quais.

I – «Partido da resistência.»
Pois foi, foi o partido da resistência à resistência. Passo a explicar.
Independentemente dos propósitos e opiniões subjectivas dos seus membros, principalmente os mais ingénuos, o PCP foi uma quinta-coluna da União Soviética. Como quinta-coluna foi tratado por governos republicanos e, mais conscientemente, pelo Estado Novo, que realmente resistiu com lucidez a essa quinta-coluna.
Afinal, com o que se sabe hoje, historicamente, quem tinha razão? Os liberais e comunistas ou o Estado Novo, que teve de fazer frente à Comuna da Marinha Grande, à ameaça comunista espanhola e à guerra fria?
Repare-se que, se alguma crítica há a fazer o Estado Novo, é a sua tolerância em relação às formas legais que o PCP utilizou para fazer o seu trabalho de quinta-coluna, como associações-capote, revistas-capote, editoras-capote, etc.
Repare-se também que a correcta intolerância do Estado Novo a esta quinta-coluna soviética foi a mesma que teve em relação à quinta-coluna alemã nazi.
Repare-se ainda que, em relação às forças não-comunistas, o Estado Novo não teve a mesma intolerância. Esse mito do Estado Novo repressor universal caíu.

II – «Partido da implantação da democracia.»
Partido da implantação da democracia… como se implantar a democracia fosse alguma vez um objectivo do seu programa! Como se a «ditadura do proletariado» não fosse o contrário da democracia! Como se não fossem mundialmente conhecidos os gulagues, onde foram exterminadas pessoas em números incomparavelmente superiores aos das vítimas do nazismo! Como se todos nós não tivéssemos o prec na memória! Como se não soubéssemos da oposição do PCP à realização de eleições de 1975!
Não fosse Pires Veloso no Norte e Jaime Neves nos Comandos da Amadora e teríamos hoje em Portugal a completa implantação dessa tal «democracia» à PCP.

III – «Partido da defesa dos trabalhadores.»
Mas que defesa dos trabalhadores?! Aquela do sindicalismo que conduz à falência das empresas e consequente desemprego dos trabalhadores? Aquela que conduziu os trabalhadores à fome em todos os países onde foi implementado o programa do PCP?
Não têm vergonha. Nem coragem tem quem, com o que se sabe hoje do comunismo, para ser politicamente correcto, ainda dá troco à propaganda comunista e aos seus «heróis» «resistentes».

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tribunal inglês recusa adopção a casal cristão

Numa sentença que poderia fixar precedentes legais na justiça britânica, em 28 de Fevereiro dois juízes de Nottingham resolveram que um casal de esposos cristãos não poderia adoptar uma criança por estes acharem que o estilo de vida homossexual é inaceitável.
Eunice e Owen Johns, de 62 e 65 anos de idade respectivamente, são cristãos da cidade de Derby e já cuidaram de 15 crianças como pais substitutos no passado. Eles não os adoptavam, mas criavam-nos temporariamente como se fossem filhos seus. Foram agora levados perante um tribunal por um assistente social por ambos condenarem o estilo de vida homossexual. "Os juízes sugerem que a nossa perspectiva pode prejudicar as crianças.“ A sentença também assinala que as autoridades podem exigir aos indivíduos uma "atitude positiva" para as inclinações e o estilo de vida homossexual.
A controvertida norma sobre a orientação sexual em Grã-Bretanha forçou o fecho das agências de adopção católicas, depois da comissão encarregada de velar por seu cumprimento ter estabelecido que estas instituições não podiam rejeitar casais homossexuais como futuros pais adoptivos.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

O embaixador António Monteiro
contra a «matança do povo» e a «corrupção».
Quem diria?!

Heduíno Gomes
O impagável António Monteiro, embaixador do cavaquismo em Luanda durante a guerra fria e então apoiante do regime aliado de Moscovo por razões que ele bem saberá, aparece agora na televisão a botar as suas opiniões sobre a situação mundial. Nos últimos dias o tema tem sido a situação no Magrebe.
No dia 26 aparece na TVI24 com o seu elegante lencinho no bolso do casaco, à distinto, e dois (2) botões da camisa desabotoados (2), à Paulo Portas. Um negligé chique. Giríssimo… Só é pena o senhor embaixador dizer «palestinianos» em vez de palestinos.
Bem, vamos ao tema principal.
O sujeito referiu-se à «corrupção» na Tunísia. Muito bem! Curiosamente, nunca se referiu anteriormente ao regime cleptómano de Luanda, que apoiou por todos os meios ao seu dispor. Porquê?
O sujeito referiu-se à «matança do povo» pelos regimes agora contestados no Magrebe. Muito bem! Curiosamente, nunca se referiu às matanças de Luanda, que apoiou por todos os meios ao seu dispor. Porquê?



«Generais sentados» na GNR

Heduíno Gomes
Tivemos hoje conhecimento pelas televisões do chamado «casamento» entre duas fressureiras que estão integradas nas fileiras da GNR, uma delas com o posto de «cabo» e outra com a responsabilidade do comando do destacamento territorial de Santarém da instituição, com o posto de «capitão». Assim, verificamos que a instituição militar de segurança interna de Portugal integra gente deste quilate moral e desta saúde mental. Mais, gente que internamente comanda pessoas normais e exerce autoridade policial sobre a comunidade e as famílias e seus membros, nomeadamente crianças.










Ora, possuindo a GNR um Comandante-Geral, até há pouco o medalhado tenente-general Nélson dos Santos (à esquerda), recentemente substituído pelo igualmente medalhado tenente-general Newton Parreira (à direita), cabe perguntar que atitude tomaram até aqui estes dois guardiões da Grei sobre a permanência dessas fressureiras nas fileiras da instituição.
Que atitude irá tomar o novo Comandante-Geral perante os factos acumulados com a boda?
Por que decência velou o anterior e velará o novo Comandante-Geral dentro da instituição?
Por que decência pública?
Por que ordem moral na sociedade?
Por que segurança das crianças e jovens de Portugal?
Certamente, pelo serviço de informações interno, o senhor tenente-general Nélson dos Santos estaria informado da degradação moral – e disciplinar – das fileiras que comandou. Contudo, assobiou para o lado. Também o senhor tenente-general Newton Parreira, anteriormente Inspector-Geral da GNR, inspeccionou ao lado. Já sabemos, respeitaram a lei… E agiram com a bênção do «progressista» ministro da tutela, Rui Pereira, do entusiasta dos ditos «casamentos» Sócrates e do promulgador Cavaco.
Segundo o Wikileaks, o ex-Embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, no meio de vários disparates, terá, contudo, observado algumas verdades sobre a nossa terra. Por exemplo, teria informado o seu governo de que os nossos generais são «carreiristas que evitam entrar em polémicas», «generais sentados». Estamos entendidos sobre esta estirpe de oficialada abrilista, pos-abrilista e, pelos vistos, também pos-moderna, abundantemente automedalhada, que participa, do seu posto, na palhaçada da III República e arrasta Portugal para o abismo.
Salvo as devidas e honrosas excepções – porque ainda há militares com honra!

P.S. Não venham com a treta de respeitar a lei e regulamentos porque, como é sabido, com a mesma lei e regulamentos, ou idênticos, anteriores comandantes da GNR punham na alheta os invertidos que eram descobertos e assim mantinham a necessária higiene íntima da GNR, que parece desnecessária para os recentes e actuais responsáveis.
 
 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O eurolusocídio

José Ribeiro e Castro
O Parlamento Europeu não nos defendeu e o Governo entregou-nos, traiçoeiramente, no Conselho.
Insisto há anos para conhecermos o valor económico da língua portuguesa. Vivemos tempos materialistas - vale pouco o que não pesa em percentagens do PIB. Às tantas, o Governo pareceu agarrá-lo e desencadeou uns estudos. É o caminho certo e novas iniciativas vão-no levando mais fundo.
Agora, a contracorrente, o Governo acaba de dar uma dentada valente precisamente no valor económico da nossa língua: consumou-se a primeira etapa de um "lusocídio" - a exclusão do Português do regime europeu de patentes. O Parlamento Europeu não nos defendeu e o Governo entregou-nos, traiçoeiramente, no Conselho, pela calada da manhã.
O debate parlamentar foi elucidativo. O alemão Lehne, relator, mostrou ao que vêm os entusiastas do regime trilingue de Munique (inglês, francês e alemão): "Se algum Estado - ditou ele - se acha tão importante para querer a tradução das patentes na língua nacional, pague-a!"
Do alto da sua arrogância, nem se apercebeu que o mesmo pode dizer-se para a Alemanha, numa frase que é uma barbaridade para a construção europeia, seus princípios e valores. Mostra a nova ideologia trilingue, que pode vir a ter vastíssimas consequências. Mas nem isso impressiona o Governo português na sua deserção, nem os eurodeputados, que se esquecem de defender o interesse nacional.
Este atentado a valores básicos da União Europeia vem convenientemente embrulhado em mistificações quanto aos "custos" a poupar, no meio de chavões sobre "competitividade", para impressionar quem quer ignorar a realidade. Em Estrasburgo, depois de loas à "competitividade europeia", a ministra Enikö Györi, pela presidência húngara, debitou o argumento conhecido: "Nos EUA, um inventor pode adquirir uma patente para todo o território pelo equivalente a 1850 euros. Na UE, o mesmo custa 20.000 euros para apenas 13 estados."
As coisas não são exactamente assim, mas deixemos os pormenores. Os espanhóis provaram, sem serem contraditados, que todos os custos registais não pesam mais de um a dois por cento dos gastos em I&D no desenvolvimento de qualquer patente. E, desde logo, se a Europa quisesse regime igual ao americano, optaria pela solução do English only, que poderia ser aceitável e que a Comissão e o Conselho abandonaram, com a cumplicidade de Portugal. Por outro lado, falando de competitividade europeia, é evidente que ela já não é uniforme; e ficará pior, se o mercado interno não proteger devidamente a igualdade e a não discriminação. Ora, com o regime de Munique nas patentes, os alemães ficarão ainda mais competitivos e nós, portugueses, ainda menos.
Se pensasse à comunitária, a Comissão deveria assumir para a UE a totalidade dos custos de tradução, como acontece em todos os domínios, em decorrência do multilinguismo dos tratados.
Mas a mistificação é maior. O custo médio de traduzir uma patente para português é de 1000 a 1500 euros, o que não é exorbitante para o trabalho que remunera e a segurança jurídica que proporciona. Aliás, esses "custos" de tradução não são burocracia, mas economia - correspondem a um sector de actividade profissional, altamente qualificado, que irá para o desemprego. E esta actividade económica tem real utilidade cultural e social, proporcionando a rodagem e actualização permanente da nossa língua como língua de ciência e tecnologia. Para Portugal, este sector significa exportações de serviços de 30 a 40 milhões de euros anuais, correspondendo metade às traduções - com o regime de Munique, isto irá perder-se e, em parte, ser substituído por importação.
Mais sintomática é a distorção mental: alemães e Comissão clamam contra "custos" de tradução, mas nada se importam com os custos da burocracia. O Instituto Europeu de Patentes carrega seis mil funcionários e paga-se caro. Se uma tradução custa 1000 a 1500 euros, um pedido de patente europeia custa tipicamente, só em taxas administrativas, cerca de 4000 euros! Com mais alguns requintes: se o requerente se atrasa um dia, apanha uma penalidade de 50 por cento do valor em falta; além do pedido, tem de pagar mais cerca de 1000 euros das primeiras anuidades; há actos muito caros, como, por exemplo, uma busca ou um exame (1800 euros cada) ou uma opinião técnica (mais de 3500 euros). E todas estas taxas para "mangas de alpaca" são principescamente actualizadas: subiram cinco por cento em 2010, um ano em que a inflação na zona euro não chegou a um por cento.
A garantia do Português é que incomoda, desprezando o facto de os "custos" corresponderem a economia, emprego, produção cultural, exportação de serviços. Mas o peso da burocracia de Munique, esse, não tem importância nenhuma! Há melhor evidência da má fé subjacente ao debate? E dos interesses reais que se jogam e impõem?
O Governo desrespeitou a Constituição e a lei de acompanhamento parlamentar. E, a nível europeu, pode arguir-se violação do Tratado de Lisboa. Por isso, a nossa esperança só pode ficar em os espanhóis honrarem a promessa e não darem tréguas no Tribunal de Justiça. Em Bruxelas e Estrasburgo, poucos são os portugueses em que podemos confiar nestas lutas. O Governo traiu. O presidente da Comissão Europeia age, às vezes, como português não praticante. E, no Parlamento Europeu, o retrato foi este: a favor do interesse nacional, só CDS (Nuno Melo e Diogo Feio), PCP (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e dois PSD (Carlos Coelho e Graça Carvalho); contra o interesse nacional, todo o PS e a maioria do PSD.
Foi assim o eurolusocídio.

Português excluído com a cumplicidade do Governo

António Justo
A gora que o Parlamento Europeu pôs na ordem do dia a votação das línguas a empregar no regime europeu de patentes muitos dos nossos deputados comportaram-se como mercenários de legiões estrangeiras.
O Português foi excluído com a cumplicidade do nosso governo. Ficou só a ser em inglês, francês e alemão.
Esta iniciativa desrespeita a igualdade e discrimina a capacidade de concorrência no mercado interno. Assim, os mais fortes ficam ainda mais competitivos. Facto é que o Instituto Europeu de Patentes tem seis mil funcionários… Os portugueses que paguem o serviço.
Fonte competente revela que votaram “a favor do interesse nacional, só CDS (Nuno Melo e Diogo Feio), PCP (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e dois PSD (Carlos Coelho e Graça Carvalho). Contra o interesse nacional, votou todo o PS e a maioria do PSD”.
Os nossos boys são bem comportados. Depois os países fortes dão-lhes alguns tachos que os compensam do que roubam a Portugal. Depois queixam-se que Portugal vai mal. A democracia diminui em benefício da partidocracia.
Esperemos que os espanhóis levem a coisa a tribunal!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Católicos defendem a Catedral de Lima
contra provocação de invertidos

No sábado, 19 de Fevereiro, centenas de católicos reuniram-se no átrio da catedral de Lima (Peru) para rezar um terço pela paz, perante a provocação "Beijos contra a homofobia", na qual um reduzido grupo de invertidos e invertidas se beijaram na Praça Maior, localizada em frente ao principal templo católico do Peru.
Os invertidos tinham convocado este evento, realizado originalmente no sábado, 12 de Fevereiro, tendo sido desalojados pela polícia por beijar-se nas escadarias da catedral.
Para esta segunda edição, contaram com o apoio explícito da prefeita de Lima, Susana Villarán, que em diversas ocasiões expressou o seu apoio às uniões de invertidos.
Os invertidos e invertidas fizeram uma intensa campanha mediática para a convocação do evento do último sábado, 19, mas só conseguiram reunir 8 pessoas dispostas a beijar-se na Praça Maior.
Um recente inquérito da empresa CPI, realizada entre 1 e 6 de Fevereiro, assinala que 75 % dos peruanos se opõem ao chamado "matrimónio" de invertidos.

Aumenta o número de católicos nos Estados Unidos


Nem de propósito, acerca das estatísticas de Francisco Teixeira da Mota (ver post anterior), veja-se a seguinte notícia.
O Conselho Nacional de Igrejas dos Estados Unidos e do Canadá informou que o número de paroquianos católicos nos EUA aumentou no último ano, enquanto que o número de seguidores de igrejas protestantes – de maior tradição no país – sofreu uma significativa queda.
Segundo o 79.º Relatório Anual do Conselho, no ano 2010 o número total de cristãos na América do Norte atingiu 145,8 milhões de pessoas.
O relatório, difundido pela Rádio Vaticano, detalha que a Igreja Católica é a que conta com o maior número de fiéis no país, com 68,5 milhões de pessoas e um crescimento de 0.57 por cento.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pérolas dos nossos políticos e intelectuais (21)
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Francisco Teixeira da Mota a torto

Heduíno Gomes

No programa «A torto e a direito» (TVI 24, 19.2.2011), assistimos a mais uma triste figura do residente Francisco Teixeira da Mota. Sistematicamente preocupado com a ideia de defesa dos mitos da esquerda, o dito intelectual descobriu completamente a sua pobreza. Vejamos uns simples exemplos.
Discutindo-se a matriiz cristã da Civilização ocidental e a situação do islamismo, FTM, agnóstico ajuramentado, achou por bem largar esta: não se preocupa «que seja o cristianismo ou que seja o islão», «que haja mais cristãos ou que haja mais muçulmanos». Lá teve o cónego João Seabra de lhe explicar que os direitos civis e outros de que usufrui derivam da cultura...cristã...
Estando a ser criticado o relativismo, FTM, revelando total ignorância filosófica, sai-se com esta: «Não vamos diabolizar o relativismo!» É que ele não sabe o que é o relativismo e o papel que este desempenha como obstáculo à verdade e como factor de obscurantismo! Para este nosso intelectual, relativismo seria sinónimo de tolerância...
Falando-se de acréscimo e decréscimo de crentes, o nosso intelectual informa-nos que, nos Estados Unidos, são os evangélicos que estão a crescer mais. Quando afinal são os católicos...
Refira-se ainda que o nosso intelectual defendeu o multiculturalismo, o que já é habitual nesta esquerda oca.