sexta-feira, 27 de maio de 2011

Colóquio na SEDES
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Suposto tema: a competitividade

Heduíno Gomes
Com Medina Carreira, Alexandre Relvas e António Carrapatoso, teve lugar na SEDES um colóquio sobre o suposto tema da competitividade. E se digo suposto tema é porque mal se falou do assunto. Falou-se, sim, da desgraça em que se encontra o País e do futuro negro que nos espera, com a verdade incómoda que Medina Carreira não permite esconder.
Em contrapartida, ouvimos o optimismo ideológico descabelado de Alexandre Relvas, aquele tecnocrata cavaquista habituado a chafurdar no chiqueiro da política, no caso no laranjal, sempre superficial, com ideias sobre tudo mas sobre nada, falando de números e de pobrezinhos que impressiona pela sabedoria e até comove pela bondade do seu coração. E ele cita mesmo a grande referência que é o «filósofo» bloquista e defensor de maus costumes José Gil a justificar o seu optimismo de princípio! Sim, de princípio! O seu leitmotiv é exportar, coisa que o Estado deve financiar. Pudera, ele exporta vinhos. Sistema de ensino? É tu cá, tu lá, com números e tudo. Assim tipo Deus Pinheiro, Roberto Carneiro, Grilo ou Cavaco. Problema demográfico? Com creches e transportes escolares e já está (vê-se bem nos países da Europa onde isso não falta). Enfim, é um crânio do Cavaquistão.
O outro vendedor de optimismo foi o tecnocrata e liberal confesso António Carrapatoso, sem partido mas a ajeitar-se a uma pasta de «independente». Como é seu costume, lá vociferou contra o Estado, pretendendo reduzi-lo a um faz de conta, entregando aos privados tudo o que compete a um estado moderno. E, fazendo história, pretendeu que «as coisas correram bem» entre 1985 e 1995, isto é, durante o cavaquismo, isto é, durante os governos daquele senhor que, dispondo de maioria absoluta para decidir livremente, criou o monstro, liquidou a agricultura e as pescas, e deu continuidade à burla do ensino que temos.
E são estas as alternativas que se apresentam ao fabuloso Sócrates. Se não se arranja solução, estamos feitos.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os sacrifícios de cada um na crise
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A múmia de Belém

Resumido de Daniel Bacelar
45 mil são os euros por dia para a Presidência da República, nas contas do Palácio de Belém.
Assim descobriu o DN que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores, bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros). É apenas ultrapassado pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy e pela Rainha Isabel de Inglaterra, que custa 46,6 milhões de euros anuais.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

João César das Neves:
Mais uma prova de bom gosto e … inteligência!

Heduíno Gomes
Com o título «Sobre-humano», publicou João César das Neves no DESTAK (11.05.2011) um comentário sobre situação nacional e Sócrates.
João César das Neves, como de costume, concentra as culpas da actual miséria em Sócrates, «esquecendo-se» de nomear aqueles co-responsáveis disto tudo que pertencem à sua tribo, e mais concretamente a cavaquista. O mesmo diremos em relação  à honestidade de Sócrates em comparação com a honestidade da restante classe política, nomeadamente a da sua tribo, e mais concretamente a cavaquista.
Já estamos habituados a esse sectarismo não muito cristão.
Mas o homem perde a cabeça e excede-se um tanto, o que certamente deveria ser objecto da sua próxima confissão. Referindo-se a Sócrates, termina ele o seu comentário desta forma sublime, elegante, de bom gosto, inteligente e cristã:
«Nada o afecta e ele segue tão confiante e desafiante como sempre. Ninguém mais conseguiria, após 6 anos de ataques, escândalos e fiascos, manter a pose impoluta do primeiro dia. Isto merecia ser estudado. Quando morrer, o senhor Primeiro-ministro devia doar o corpo à ciência.»
Comentários para quê? É um comentador cristão!


As eleições e os defeitos humanos na política

Pedro Afonso, Médico Psiquiatra
Mesmo para quem faz do estudo e tratamento da insanidade humana o seu ofício, não pode deixar de ficar perplexo e espantado com a proliferação do destempero na vida política. Segundo o escritor Juan Manuel de Prada, quando os malvados e os tontos alcançam o poder democraticamente podemos afirmar, sem qualquer dúvida, que a sociedade alcançou o grau máximo de corrupção. Considerando que em breve iremos ter um novo governo, convém fazer uma reflexão sobre os defeitos humanos na política, exortando a escolha de políticos virtuosos.
Um dos defeitos humanos na política é o excesso de amor-próprio. É arriscado permitir que um narcisista alcance o poder, já que este, sobrevalorizando as suas reais capacidades, apenas se irá preocupar com fantasias de sucesso ilimitado. Demasiado ocupado com a admiração pública das suas qualidades singulares e com as suas obras grandiosas, este perfil de governante despreza os outros, tornando-se impaciente e arrogante quando as pessoas falam dos seus próprios problemas e preocupações.
A compulsão para a mentira é outro defeito perigoso. Os homens habituados a mentir publicamente com o tempo acabam por mentir em privado, chegando ao ponto de mentirem a si próprios. É desta forma simples e eficaz que se mantêm no exercício do poder, ainda que os resultados da sua incompetência sejam inequívocos. Trata-se de um mecanismo primário de defesa: em vez da verdade dolorosa, escolhe-se a mentira consolatória.
Os distúrbios de memória, convenientemente selectivos, utilizados para fugir às responsabilidades, correspondem a outra imperfeição humana. Esta situação torna-se evidente quando o político num dia promete uma coisa e no dia seguinte, com naturalidade, faz exactamente o contrário, sem que se dê conta de tamanha incongruência. As promessas costumam ser feitas com a mesma convicção de um vendedor de banha da cobra, surgindo invariavelmente a garantia de resolver todos os problemas de uma vez para sempre com base num plano grandioso, seja ele qual for.
A imaturidade intelectual na vida adulta pode revelar-se um defeito pernicioso. Estas pessoas têm um desejo irreprimível de impor aos outros a ideia errada de que “progredir é regredir”. A crença de que somos todos profundamente carentes de direitos, e que estamos dispensados de responsabilidades, tem consequências nefastas. Desta forma fomenta-se a regressão, desvaloriza-se o esforço e promove-se o ócio; constituindo o mecanismo mais rápido para fragilizar uma economia e empobrecer um povo.
A ignorância (e a falta de consciência da mesma) revela-se uma imperfeição humana terrível na política. Tudo se complica quando se associa o desejo de fazer obra e mudar o mundo, característica que é tanto mais perigosa quando se tem parcos conhecimentos do mesmo. Quando um político ignorante, com um profundo desconhecimento da realidade, alcança o poder e tem uma ideia política o mais provável é acontecer um desastre, abrindo-se um caminho inexorável para a tirania; tendo em conta que a tirania é acima de tudo “uma ideia pessoal sobre a realidade”.
A falta de seriedade intelectual e a dissimulação têm-se tornado frequentes como estratégia de aproximação ao poder. Os aduladores, que constituem uma espécie de corte em torno do líder, representam bem este defeito humano tão antigo. Estes indivíduos, desprovidos habitualmente de qualidades que os distingam dos seus semelhantes, fazem juras de fidelidade eterna a quem está no governo. Mas tudo isto é falso, já que estes nómadas da subserviência serão os primeiros a abandonar o líder mal ele caia em desgraça.
Evite-se, pois, escolher políticos com excesso de amor-próprio, mentirosos, sem palavra, imaturos, ignorantes e aduladores, uma vez que foram estes defeitos humanos que atormentaram os nossos antepassados e que tantas vezes levaram a catástrofes políticas, sociais e económicas.





domingo, 22 de maio de 2011

Mais filmes para os filandeses verem...
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FÁTIMA NO MUNDO»

O cariz universal da mensagem e a devoção a Nossa Senhora de Fátima

No arquivo do Santuário de Fátima há correspondência com uma paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima, perto do Pequim. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima encontra-se no pico do Evarest. Em Sidney, Austrália, existe um belo Santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima. Na fronteira entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, todos os anos, há uma peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Fátima que culmina com uma missa e que já juntou cerca de 100 mil pessoas. São cerca de 10.000 as manifestações dedicadas a Fátima por esse Mundo fora, que vão desde Santuários, cerca de 300, paróquias, igrejas, empresas, escolas, universidades, hospitais, etc… David Carollo, americano e membro do Apostolado Mundial de Fátima diz que o mistério das Aparições de Nossa Senhora em Fátima ultrapassa largamente a diáspora portuguesa. É este fenómeno da Universalidade de Fátima que se pretende dramatizar numa Série Documental de seis episódios, 50 minutos cada, a ser emitida na RTP. Série Documental dividida em 6 episódios: 1º - Fátima e a Europa a História 2º - Fátima e a Europa, Santuários, Procissões e Testemunhos. 3º – Fátima e a América do Sul 4º – Fátima e a América do Norte 5º - Fátima e a África 6º - Fátima e a Ásia e a Oceânia Através de cada episódio seremos envolvidos com as mais fantásticas histórias de como nasceram estes santuários e locais de devoção que tem a sua presença em países como o Líbano e se espalham pelo mundo fora. Também seremos confrontados com testemunhos de peregrinos e devotos de Nossa Senhora de Fátima, das mais diversas origens, que nos vão tocar profundamente. A história deste fenómeno contado por quem o vive de forma simples e autêntica.

Fátima e a Europa a História
Neste 1.º episódio da série Fátima e o Mundo, narra-se com ritmo, drama, mistério e fascínio a impressionante ligação de Fátima aos grandes acontecimentos do Sec.XX como: A 2.ª Guerra Mundial; A Guerra-Fria, o atentado ao Papa João Paulo II, a que se segue a queda do Muro de Berlim.
O episódio Fátima e a Europa, a História, testemunha também o nascimento de muitos locais de devoção e Santuários dedicados a Nossa Senhora de Fátima em países em que a palavra de Deus era proibida.

Autoria: Manuel Arouca


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Os candidatos de Passos Coelho
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Francisco José Viegas: intelectual burrinho
ou desonesto?

Heduíno Gomes
Passos Coelho comprou o passe do intelec Francisco José Viegas e colocou-o em cabeça de lista em Bragança. Vejamos as habilidades mentais do artista.
O intelec Francisco José Viegas, no programa da TVI em que é comentador, teve um daqueles raciocínios lógicos que daria para irremediavelmente chumbar em filosofia e em matemática.
O assunto era a pedofilia praticada por uns padres (e supostamente por outros). Então, pretendia o nosso intelec da III República (para quem não saiba, esta qualificação aqui utilizada é duplamente pejorativa) que, por esta razão, a Igreja perdeu a autoridade moral sobre a bandalheira sexual da modernidade.
Vejam-me bem essas premissas e a conclusão do primata! Apesar da moderadora do programa lhe chamar a atenção para a bronca lógica, o tipo insistiu na sua até ao fim.
Burrinho em lógica ou desonesto? Ou juiz em causa própria?
Não há dúvida, está à altura do detentor do seu passe.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Fernando Nogueira:
a explicação porque não teve os «tiques» no sítio

José Cruz
No post anterior, é levantado o problema de Fernando Nogueira não ter tido os «tiques» no sítio quando Cavaco o traiu. A explicação é simples.
Durante os 10 anos de governo cavaquista e presidência cavaquista do PPD, Fernando Nogueira era uma das peças mais influentes do patrão Cavaco, precisamente o seu braço direito.
Fernando Nogueira ainda não era colaborador de Jardim Gonçalves no BCP e não possuía a habilidade dos seus rivais Dias Loureiro, Duarte Lima, Ângelo Correia e outros para ganhar uns cobres fazendo valer as suas influências. Em 1986, tendo necessidade de comprar uma casa e faltando-lhe dinheiro, pediu-o emprestado ao Partido, tendo Cavaco concedido o empréstimo de 3500 contos sem juros e sem prazo.
A dívida era secreta mas o núcleo central cavaquista tinha conhecimento dela. E quando se desenvolvem as rivalidades no seu interior, os seus inimigos de dentro, em 1991, fornecem a informação ao jornal Independente.
Quando, em 1996, Fernando Nogueira pretende pagar o empréstimo, e insiste nisso, o documento tinha desaparecido do cofre do Partido e os seus dirigentes de então diziam que tudo estava saldado apesar da insistência do devedor em pagar.
E assim se percebe como Cavaco tirou a Nogueira os «tiques» do sítio apesar deste ter sido miseravelmente traído pelo sonso de Boliqueime.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os tiques dos caciques

Heduíno Gomes
Fernando Nogueira, que reapareceu em cheio, e a fantástica Paula Teixeira da Cruz, a da campanha abortista, resolveram mandar umas bocas sobre o Paulo Portas, dizendo que este tem um «tiques socráticos».
De facto o Portas tem uns tiques. Mas também é verdade que os dois acusadores de tiques não têm nada de substancial no plano político para acusar o Portas, que os deixa a léguas, apesar dos seus tiques.
E a propósito de tiques.
Dos tiques da abortista não vale a pena falar pois toda a gente os vê na televisão.
E dos «tiques» de Fernando Nogueira, só é pena que não os tenha tido no sítio quando o Cavaco, de quem foi capacho, o traiu indecentemente.


sábado, 14 de maio de 2011

Mais uma de um «antifascista» mentiroso compulsivo

Heduíno Gomes
TVI 24, 13 de Maio de 2011. Num programa supostamente cultural, é entrevistado Vitorino, cantor de Abril, que se nos apresenta com o seu artificialismo e narcisismo do costume.
Olhem só para a categoria
da minha pose!

 Então tivemos a oportunidade de o ouvir falar mais uma vez do seu heroísmo de resistente «antifascista». Entre as várias que largou, a mais cómica foi dizer que a Comissão Pro-Associação da Escola de Belas-Artes de Lisboa era clandestina (na realidade, as comissões pro-associação de algumas escolas superiores, e liceus, eram na prática as associações de estudantes dessas escolas, actuando perfeitamente às claras, com eleições públicas, sendo reconhecidas pelas autoridades escolares, possuindo sedes cedidas pelas mesmas autoridades, afixando livremente propaganda nas suas escolas – eventualmente com regras ambientais... –  e apenas se distinguindo das associações por não terem os seus estatutos aprovados pelo Ministério da Educação). 
É desta maneira, intoxicando com a mentira, que estes tipos pretendem escrever a história de Portugal na época do Estado Novo…
E como sobremesa lá tivemos num vídeo previamente gravado o artista abrilista, a cantar, desafinando como de costume, a eito, como de costume, e fora do tempo, como de costume. É que este artista abrilista, como não tem a mínima noção do tempo musical, nem um playback decente é capaz de fazer.
Aconteceu uma vez, nos anos 80, que, na gravação de um programa de televisão no Porto, um técnico da régie, comparando o desempenho desastroso do artista abrilista com o de um miúdo da primária que também participou nesse mesmo programa (miúdo que ainda por cima estava sonolento por já se encontrar doente com mononucleose, embora ainda não diagnosticada), comentou: – O gajo devia era aprender com o puto a fazer um playback! 
E vamos gramando estes tipos, artistas de terceira, heróis de opereta e pedras vivas da resistência «antifascista», a cantar mal e a ensinar às novas gerações como se vivia no Estado Novo!



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Olivença
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«Além Guadiana» apresentad​o em Lisboa

No dia 12 de Maio, pelas 11:00 horas, a associação cultural oliventina "Além Guadiana" apresentar-se-á pela primeira vez em Lisboa.
"Além Guadiana, três anos a promover a cultura portuguesa em Olivença" é a síntese de um movimento cultural nascido na primavera de 2008 com o compromisso de contribuir a recuperar, preservar e valorizar a herança linguística, monumental e etnográfica de raiz portuguesa em Olivença, bem como fomentar a aproximação cultural da Lusofonia. O acto, aberto a todos os interessados, celebrar-se-á na Casa do Alentejo (Portas de Santo Antão, 58) de Lisboa.

Acerca do filme sobre Portugal dedicado aos finlandeses

Heduíno Gomes
O filme sobre Portugal e dedicado aos finlandeses é globalmente positivo pois diz várias coisas que muito honram Portugal, puxando os Portugueses para cima. É bom que haja portugueses que tenham a coragem de falar assim de Portugal, coisa que, com a abrilada, caiu em desuso. Contudo, o filme apresenta alguns erros, que devemos assinalar.
A primeira nota é que parece que Cascais é o centro histórico ou a capital de Portugal. Esta visão de Portugal por parte dos meninos (ou senhores, como se queira) da linha não é exactamente a verdadeira. Esta visão cascaiscêntrica reflecte um pouco o que hoje se considera elite portuguesa e vai pela política. O facto de a iniciativa ser da Câmara de Cascais também não justifica a visão localista.
O filme induz em erro sobre o significado de hispânico. Saberá o guionista que D. João II se opôs a que aquele Estado centro-castelhano se chamasse Espanha? E depois o filme alimenta o mito estatístico de que a maioria dos americanos pensa que Portugal é uma província de Espanha, como se fosse ciência provada e, mesmo que fosse, como se a ignorância geográfica tivesse algum valor.
Finalmente, o filme embarca no mito Sousa Mendes (o Aristides, não o seu irmão gémeo César, Ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo de Salazar). Efectivamente, o filme apresenta o Aristides como herói salvador de judeus, quando o verdadeiro salvador dos judeus foi o próprio Salazar. O cônsul não passou de um irresponsável que colocou em perigo não apenas a segurança e independência de Portugal perante uma real ameaça alemã como também a segurança quer dos refugiados que ele supostamente teria salvo, quer das centenas de milhar a quem Portugal permitiu escapar da loucura nacional-socialista. De notar ainda que, segundo informações dos serviços ingleses (está documentado), o «benemérito» Aristides vendia generosamente os passaportes aos judeus. E o filme – que vai na onda das ideias fabricadas pela mitologia anti-salazarista – até promove o «herói» a embaixador quando foi apenas cônsul. Aliás, não foi só dessa vez que Aristides Sousa Mendes se comportou como irresponsável e indisciplinado. Não foi a primeira vez que foi alvo de um processo disciplinar por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Já o fora no tempo da I República. Enfim.
Que se façam muitos filmes patrióticos, mas, por favor, com mais rigor…



terça-feira, 10 de maio de 2011

Até o Otelo já reconhece!

Otelo: precisamos de um homem com a inteligência e a honestidade do Salazar para resolver a crise que Portugal atravessa.

O Catroga em directo

Heduíno Gomes
O Catroga em directo nos «Prós e Contras» (9.5.2011).
O Catroga do cavaquismo, co-responsável por aquilo a que chegámos, inclusivamente pelo célebre monstro, passava por ser o inteligente visível do grupo por que Passos Coelho dá a cara. Mas será verdadeiramente inteligente quem mente tão descaradamente e deixa transparecer tão infantilmente as suas aldrabices?
A história do diz e desdiz acerca da privatização ou não da CGD é o exemplo acabado das aldrabicezinhas deste cavaquista, académico de meia tigela e criado de certos interesses antinacionais.
Outra brilhante dele.
«Eu até não sou membro do PSD» -- diz ele. Então já não é? Mas era, não?... Então o que fazia na primeira fila em reuniões do PSD (!!!), exclusivas de militantes (!!!) a fazer campanha, em pleno cavaquismo, a favor de outro cavaquista para as eleições da Distrital de Lisboa? (só não me lembro se era na campanha do Duarte Lima, se na do Pacheco; só me lembro que lhe dei nas orelhas)
É gente desta que compõe a «elite» do Passos Coelho.

Catroga:
Olha o exemplo de virtude!

Francisco Pereira da Silva
Catroga recebe 9693 euros de pensão -- Correio da Manhã datado de 20-03-2007.
 
Antigo ministro das Finanças e professor catedrático convidado do ISEG, Eduardo Catroga vai aposentar-se no mês de Abril com uma pensão mensal de 9693,54 euros, de acordo com a listagem publicada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) para o próximo mês. Em conversa com o Correio da Manhã, o economista explicou que o valor é a soma das pensões a que tem direito pelos seus descontos como funcionário público e como trabalhador privado.
“Tenho uma carreira de vinte anos como funcionário público e de quarenta como funcionário privado”, explicou o ex-ministro, que prometeu e cumpriu a retoma económica portuguesa nos anos de 1990, adiantando que contribuiu tanto para o regime geral da Segurança Social como para a CGA.“Fiz em paralelo as duas carreiras e agora, por questões de simplicidade e por ser mais prático, as duas pensões são unificadas numa única prestação”, revelou o antigo ministro das Finanças. A pensão é paga pela CGA que “posteriormente é ressarcida da componente privada” pelo regime geral. Professor catedrático no ISEG e administrador de várias empresas, Catroga escusou-se porém a revelar se se vai retirar da vida activa no próximo mês. Apesar de ser o valor mais alto da lista dos aposentados e reformados cuja pensão é paga pela CGA a partir do mês de Abril, a reforma de Catroga não é a única a ultrapassar o limite dos 12 salários mínimos nacionais (4836 euros) impostos no sector privado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Luas nos olhos de João César das Neves

Heduíno Gomes
A propósito da onda de contestação que percorre o mundo muçulmano, João César das Neves não podia deixar de escrever qualquer coisa sobre isso na sua habitual rubrica no DN. Além das coisas ditas e reditas, João César das Neves desenvolve sobre a relação entre religião e política e faz um paralelismo histórico:
«Aquilo que Constantino fez ao cristianismo nasceu no islão com o próprio Maomé, que foi chefe militar.»
Ficamos assim a saber pelo teólogo, sociólogo, político, economista, esteta, humorista e também historiador João César das Neves que a adopção do cristianismo como religião de Estado por Roma (aliás, como mais tarde a católica França, o católico Portugal, etc.) é comparável ao facto do assaltante de caravanas Maomé ter submetido pela espada – no sentido mais literal – os povos que encontrava pelo caminho, impondo-lhes a adesão à religião por si fabricada.
Opiniões. O que espanta é o destaque que alguns dão a estas patacoadas que se inserem, ainda que involuntariamente, num conjunto de ideias relativistas e historicistas sobre a religião e o cristianismo.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

O buda sindical João Proença é cego, surdo, mudo e...
esquecido

José Cruz

Neste 1.º de Maio, dia da demagogia em defesa «dos trabalhadores», repetiram-se as habituais promessas de utopias, não vão os sindicalizados deixar de pagar quotas e de justificar a «representativa» chulice dos delegados sindicais.
Vindas da parte do Carvalho da Silva da CGTP, já nem merecem comentários. Mas vindas de uma central sindical supostamente «ponderada», dirigida pelo «ponderado» João Proença, temos de fazer um reparo.


Na crise que vivemos, de irremediável apertar do cinto, vem o buda sindical Proença com o seu cardápio de «conquistas dos trabalhadores», «direitos adquiridos»,etc., precisamente aquelas maravilhas que bloqueiam a economia. Pois que diga, que o FMI lhe vai fazer a vontade.
Mas o Proença não ficou por aqui. Ele decide fazer referências «históricas» negativas àqueles que mais desenvolveram a economia portuguesa, com ela sempre a subir ao longo de décadas, os economistas do Estado Novo.
Conversa da treta de um buda sindical.

 .

domingo, 1 de maio de 2011

Perita em neurociências
assegura que oração
ajuda a desenvolver o cérebro


A neurorradiologista italiana Adriana Gini afirmou que a prece é benéfica para o desenvolvimento do cérebro, ao participar num fórum sobre os jovens e a comunicação na era digital celebrado em Roma.

sábado, 30 de abril de 2011

Apenas factos... de Álvaro Santos Pereira

José Cruz
Álvaro Santos Pereira, professor da Universidade de Vancouver, Canadá, colocou no seu blogue "Desmitos" um post que revela bem a sua falta de objectividade, ou, melhor, de verdade dos seus factos.
 
Ele apresenta uma série de factos que conduziram à actual crise nacional ou que a caracterizam. Tudo bem, são factos. Mas a verdade é que ele os escolhe e os apresenta de tal modo que deles resulta a culpa exclusiva dos socialistas ou até apenas de Sócrates. E até chega a apresentar alguns factos a acusar Sócrates só porque, com ele, esses factos são apenas piores...
Isto não é próprio de alguém que pretende fazer valer os seus galões universitários. Só isto. Em vez de estar enredado com a nódoa do Passos Coelho, a fazer-lhe o frete da propaganda rasca, devia era ser objectivo, verdadeiro, verdadeiramente universitário. E mostrar com os factos a desgraça que, desde a economia à educação, passando pela ordem moral, chegou a Portugal com a abrilada.

Geração à rasca ou mal habituada?

José Sampaio
A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.
Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.
Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.
Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.
Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.
Porque recusaram ser uma geração à rasca, fizeram uma coisa muito simples.
Foram trabalhar.
Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.
Foram taberneiros.
Foram carvoeiros.
Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcaão.
Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.
E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.
Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.
E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.
E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.
Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Preciso de mim.
Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.
O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.
E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.
Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções.
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.
Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.
Mexam-se.
Trabalhem.
Ganhem dinheiro.
Na loja do Shopping.
Porque não ?
Aaaahhh porque é Doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não.
Mas dá algum dinheiro.
E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".
O tal que dá status.
O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.
Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc.
E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.
Geração à rasca ?
Vão trabalhar que isso passa.
À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou à casa de banho e passa-me.

terça-feira, 26 de abril de 2011

As comemorações na Praça da III República, 25A

Heduíno Gomes
1 – Os resultados da abrilada estão à vista. O bando de inconscientes e irresponsáveis que se deixou manipular pelo núcleo organizador do MFA deu também provas de oportunismo corporativo e de comodismo impróprio de militares e deu cabo não apenas de um país mas de vários. É caso para dizer que, «desde o Minho a Timor», todos estamos a pagar essas taras apresentadas como actos heróicos.
2 – Decididamente, os abrilistas não querem reconhecer o óbito do amor das suas vidas e andam por aí fazer boca-a-boca na esperança de perpetuá-lo. Desde o Cavaco ao Vasco Lourenço, todos os zes-ninguém de um Portugal a sério o louvam e o lavam. Sim, o que seriam esses tipos na vida, que carreiras políticas e profissionais teriam feito, quantos tostõezinhos teriam arrecadado, quem teria ouvido falar deles se não fora a abrilada?
3 – A SIC Notícias esmerou-se na lavagem do evento. A dita estação apresentou na tarde do heróico dia, em enjoativa repetição, umas carpideiras a falar das torturas que sofreram na PIDE, de vez em quando com a historiadora do actual regime  Irene Pimentel a dar umas achegas documentais, igualmente com ar de sofredora. Mesmo descontando o romanceamento das suas aventuras, não há dúvida de que a PIDE os terá tratado mal. Até aí vamos. Mas o grande descaramento dessas carpideiras e da historiadora Pimentel é apresentarem-se como vítimas, a lutar pela liberdade, quando afinal estavam a lutar por instituir em Portugal uma polícia política muito mais torturadora do que a PIDE, com gulag e tudo. É mentira? Não seria pela ditadura «do proletariado» que lutavam? Então, falando dessas lágrimas dos tabefes que levaram, são parvos ou estão a tomar-nos por parvos? Onde está a honestidade desta gente? Se eram comunistas, apologistas da tal ditadura «do proletariado», como esperavam que a sociedaade se defendesse deles? Com beijinhos?
4 – A SIC Notícias apresentou igualmente umas entrevistas a alguns capitães do 25A. E aí aparece um a dizer que os capitães estavam fartos de fazer a guerra. Pela boca morre o peixe. Então o que dizer desses meninos que foram para oficiais de carreira e depois quando chega o momento de dar o corpo ao manifesto (para isso foram pagos, incluindo na sua formação), arranjam divergências políticas para fugir com o dito à seringa? Para que servirá uma nação gastar dinheiro com a tropa se ela só quer viver em paz, com sopas e descanso? Sim, que chamar-lhes? Bando de oportunistas? Chulos da Nação? Ou pretenderão ser democratas e patriotas?
5 – Neste dia de festa, até não faltou o inteligente Passos Coelho a fazer uma referência contra a União Nacional para justificar a sua cegueira política de herói… que nem chega a ser. Pobre Portugal.
(Do Cavaco, com o seu ar decadente, nem vale a pena falar. Do Sampaio, tinha saudades das suas lições de moral. E do Eanes, apenas que me relembrou a sua enorme capacidade em formar advérbios de modo a partir do adjectivo. Eu já estava esquecido dessa sua rara virtude.)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Diz-me com quem andas, ó Boaventura…

Segundo um despacho da Lusa de 28 de Maio de 2009, alguns intelectuais entre os quais o sociólogo Boaventura Sousa Santos apoiam um movimento que defende o casamento entre homossexuais.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

«Um Compromisso Nacional» ou uma salada nacional?

Heduíno Gomes
Várias personalidades mediáticas assinaram um documento pretendendo dar soluções para a crise nacional. O documento é tão vago e abrangente que qualquer responsável por aquilo a que chegámos não hesitaria em assiná-lo. Aí temos 40 a fazê-lo, uns por boas intenções, outros nem por isso. Alguns dos signatários são, eles próprios, responsáveis pela catástrofe. Não incluísse a lista algumas pessoas decentes, embora ingénuas, e poderíamos falar da história de Ali Babá.
No que diz respeito às finanças, vemos alguns membros das federações de interesses que afundaram Portugal, como a cavaquista, co-responsável pelo monstro, a lamentar a situação. Curioso, não é? Quem liquidou a agricultura e as pescas? Quem tem sucessivamente agravado o défice? A verdade é esta: na III República, excepto Mário Soares (quer se goste ou não, quer se seja socialista ou não) e Carlos Mota Pinto, que fizeram de sapadores dos buracos de Vasco Gonçalves e da AD, todos os outros contribuíram para a desgraça. Já alguém ouviu esses signatários ex-desgovernantes ou apoiantes da desgovernação da III República, portanto co-responsáveis, reconhecer os seus erros? Gostaríamos de ouvi-los. E já agora, a talho de foice, falando de fundos e rigor financeiro, gostaríamos também que o signatário Eanes (o tal que foi eleito contra o PCP e reeleito com os votos do PCP e simpatia dos soviéticos em plena guerra fria) esclarecesse o destino do Fundo de Defesa do Ultramar. Para que a sua esfíngica imagem continue imaculada aos olhos do pagode.
«Compromisso Nacional» com este pessoal, não, obrigado! Ruptura.
No que diz respeito aos valores morais, vemos que entre os signatários do documento se encontram acérrimos militantes da sua degradação. Por exemplo, que fará o anarco-liberal e advogado da decadência Boaventura Sousa Santos entre gente que diz pretender salvar Portugal? Ou o «aberto» e sonso António Barreto, autor de programas televisivos e editor de livros modernaços até mesmo defendendo a degradação moral e o actual domínio dos invertidos na vida nacional? Que farão defensores da decadência entre gente que pretende reerguer Portugal? Acreditarão porventura os de boa fé e minimamente lúcidos haver ressurgimento económico e financeiro sem ressurgimento moral? Que fazer então em comum, misturando-se com os militantes da decadência?
«Compromisso Nacional» com este pessoal, não, obrigado! Ruptura.
No que diz respeito à clareza política – essencial a qualquer solução política válida –, como será ela possível com tanta biodiversidade? Será que esses 40 estarão de acordo nas medidas políticas essenciais a tomar para Portugal sair da crise? Que farão entre os salvadores de Portugal os persistentemente adeptos de fórmulas e doutrinas contrárias a Portugal e a qualquer país? É que nem falta no rol biodiverso o camarada «pai da constituição» que enquadra a nossa desgraça, o venerável Canotilho, sempre convidado a opinar cada vez que alguma alternativa política possa, mesmo que timidamente, alvitrar algum desvio aos «ideais de Abril»! É a cereja constitucional no cimo do bolo abrilista!
«Compromisso Nacional» com este pessoal, não, obrigado! Ruptura.
O caminho certo não é este, sem qualquer dúvida. O caminho certo só pode ser o de constituir um núcleo que produza uma doutrina realista e clara para Portugal, de ruptura com a III República, e desenvolva a partir daí uma acção política coerente, contemplando a economia e finanças, a educação, a moral e a família. Fora disso é mais do mesmo, é apenas oportunidade de alguns se promoverem aparecendo em listas de sábios. Para reconstruir Portugal tem de haver alicerces.
Resta referir as boas intenções de alguns dos signatários: esperemos que a sua ingenuidade se transforme rapidamente em consciência. Porque entretanto vão inconscientemente sendo úteis ao adiamento de Portugal.

A solução:



Não será melhor alguém passar lá em casa
a ver se está tudo bem?

(Anónimo)
A crise política começou e Cavaco não disse nada.
O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.
O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.
Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem? Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mira Amaral – um homem sem vergonha

Carlos Fonseca
Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: “a economia portuguesa não aguenta mais impostos”. Ao estilo de sábio membro do ‘Conselho de Anciãos’, a ilustre figura avisa: “é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa…”. O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.
De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90. No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18 000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos. Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.
Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino de Angola. Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250 000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral – e igualmente a vergonha – para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas.
Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!
Mas, na vida pública de Mira Amaral, existem outras passagens funestas para o País.
Como Ministro da Indústria de Cavaco Silva, entre 1987 e 1995, ordenou, por exemplo, o esquartejamento da estrutura industrial portuguesa. O processo de desindustrialização integrou, por exemplo, todo o grupo CUF / Quimigal e foi executado, por um outro homem de mão de Amaral, o célebre António Carrapatoso; homem que, há pouco tempo, esteve na Universidade de Verão do PSD, na qualidade de eminente prelector sobre problemas da economia portuguesa que ele, o seu chefe Mira e o supremo Cavaco tanto fragilizaram com uma política de privatizações, a favor de companhias estrangeiras, criticada publicamente por José Manuel de Mello, Lúcio Tomé Feteira e outros industriais.

A liberdade requerida por Paulo Portas

Heduíno Gomes
Para quem não conhece a história de Portugal do século vinte, fica a conhecê-la por Paulo Portas, a discursar no American Club (5.4.2011):  a I República endividou-se e depois, vejam lá, «perdemos a nossa liberdade». Credo!
É pena não ter especificado em que «perdemos a nossa liberdade». Deve ter sido por Salazar, no Estado Novo, ter activado a intolerante polícia dos costumes e ter mantido no RDM o profiláctico artigo 16. E também por manter proibido o aborto e a pornografia. Isto é, por o Estado Novo não ser liberalóide.
Pobre democracia-cristã portuguesa, que se encontra dominada por uns rapazinhos, rapazinhas, rapariguinhos e rapariguinhas liberalóides!
Para quando a acção concertada dos autênticos democratas-cristãos  portugueses para desalojarem da direcção do CDS-PP este pessoal menor?
Porque não se junta Paulo Portas a Santana e a Passos Coelho para fazerem um partido liberalóide de A a Z e deixar a democracia-cristã em paz?