terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Época da Ditadura !!! Não deixa de ser engraçado…


Na época da ditadura...

Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas auto-estradas acima dos 120km/h sem nenhum risco  e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era bom cidadão, quem era bandido e quem era terrorista mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do «guiché» das contas a pagar ou à recepcionista sem correr o risco de sermos processados por «assédio sexual» mas...não podíamos falar mal do Presidente.
 Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei preto!), credos(esse crente aí) ou preferências sexuais (fala sua bicha!) e não éramos processados por «discriminação» por esse motivo mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermos atirados à vala da delinquência, ser presos por estarmos "alcoolizados"mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Hoje, a única coisa que podemos fazer...é falar mal do Presidente!
Que porra...!!! Como os tempos mudaram...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

«Encorrer» os espanhóis

Ainda há homens...

Convocam boicote contra a Benetton por ofensa ao Papa

O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana e Arcebispo de Maracaibo, Dom Ubaldo Santana, chamou os fiéis a não comprarem os produtos da marca italiana Benetton, como protesto pela ofensiva montagem que apresentou o Papa Bento XVI beijando um imã muçulmano.

Este chamado foi feito neste último 17 de Novembro no perfil do Bispo no Twitter. «Indignação ante o desrespeito publicitário da Benetton não fazendo mais propaganda, mas boicotando seus produtos», escreveu Dom Santana.

Por sua parte, o Arcebispo de Lima (Peru), Cardeal Juan Luis Cipriani, criticou a Benetton por chamar à tolerância quando não é capaz de respeitar a imagem de pessoas que representam sectores da sociedade.

«Não pode brincar com a imagem de pessoas que significam um respeito. Um presidente personifica uma nação, o Santo Padre personifica Cristo na Terra. Estes senhores se equivocaram», acrescentou

«Pedem-nos tolerância de não odiar e maltratam de uma maneira grosseira os sentimentos e ideais de milhões de pessoas», expressou no sábado 19 de Novembro em seu programa radial Diálogo de Fé o arcebispo peruano.

No último 16 de Novembro o Vaticano protestou pelo «uso absolutamente inaceitável da imagem do Santo Padre».

No dia seguinte a Secretaria de Estado anunciou que «deu ordem a seus advogados para empreender, na Itália e em outros países, as acções oportunas para impedir a circulação, também através dos meios de comunicação de massas, da montagem fotográfica realizada no âmbito da campanha publicitária da Benetton».

Oposição firme, construtiva e leal

Sem amigos no Próximo Oriente

Daniel Pipes






Ler mais em:
http://pt.danielpipes.org/10329/sem-amigos-no-oriente-medio



Os levantes árabes de 2011 inspiraram respostas tremendamente inconsistentes do Ocidente. Como por exemplo, pode-se justificar a contínua opressão de dissidentes no Bahrein e ao mesmo tempo enaltecer os dissidentes no Egipto? Ou proteger os rebeldes líbios dos ataques do governo e não seus análogos sírios? Opor-se aos ataques dos islamistas no Iêmen mas não na Tunísia?
Tais discriminações usadas especialmente para este fim reflectem algo mais profundo do que simples incompetência: a dificuldade em desenvolver uma política construtiva no que diz respeito a uma região onde, tirando algumas excepções (Chipre, Israel e Irã), as populações são predominantemente hostis ao Ocidente. Os amigos são poucos, impotentes e com fracas perspectivas de assumir o controle. Democracia, por conseguinte, se traduz em relações hostis com governos hostis.
Tanto a primeira onda de eleições em 2005 como a segunda, começaram exactamente na Tunísia, o que confirma que, dada a liberdade de escolha, a maioria das populações do Oriente Médio votam nos islamistas. Dinâmico, culturalmente autêntico e ostensivamente democrático, apresentam um corpo de ideias politicamente vibrantes e únicas, constituindo o único movimento político muçulmano importante.
Mas o islamismo é a terceira ideologia totalitária (atrás do fascismo e do comunismo). Ele afrontosamente propõe um código medieval para lidar com os desafios da vida moderna. Retrógrado e agressivo, denigre os não muçulmanos, oprime as mulheres e justifica o uso da força para expandir o domínio muçulmano. Democracia no Oriente Médio ameaça não apenas a segurança do Ocidente como também a sua civilização.
O que explica a razão pela qual os líderes ocidentais (com a breve excepção de George W. Bush) evitam estimular a democracia no Oriente Médio muçulmano.
Em contrapartida, os presidentes não eleitos da região, Reis e Emires representam uma ameaça menor ao Ocidente. Com Muammar al-Gaddafi há muito tempo punido pelo poder americano e Saddam Hussein afastado pelas forças lideradas pelos Estados Unidos, os egocêntricos se foram por volta de 2003 e os homens fortes sobreviventes, quase que na totalidade, aceitaram o status quo. Não desejavam mais do que a permissão de reprimir seu próprio povo e extravagantemente aproveitar os seus privilégios.

A ESTRELA DE BELÉM

Naquela noite estrelada
uma estrela abençoada
desceu do céu, devagar,
e mansinho foi pousar
sobre uma humilde cabana
onde estava pra nascer
uma simples criancinha
que pra sempre mudaria
os valores da raça humana.

E a estrela, maravilhada,
emitindo intensa luz
viu nascer, toda enlevada,
o Pequenino Jesus.
Viu pastores ajoelhados
e viu olhos marejados
por lágrimas de alegria.
Era noite e fez-se dia!


A Fé, como um longo véu,
cobriu de amor todo o mundo.
E com um brilho mais profundo
a estrela voltou pro céu,


Maria de Lourdes Borges de Castro                 
Natal de 2011

Eleição fraudada no Egito

Daniel Pipes e Cynthia Farahat






Ler mais em:
http://pt.danielpipes.org/10396/eleicao-fraudada-no-egito

Segundo a comissão eleitoral do Egito, a Irmandade Muçulmana conquistou 37 porcento na primeira rodada de votações e os salafistas, que fomentam um programa islamista ainda mais extremista, 24 porcento, recebendo juntos impressionantes 61 porcento dos votos.


Esse assombroso resultado desperta duas questões: Trata-se de um resultado legítimo ou manipulado? Os islamistas estão prestes a controlar o Egito?
Legítimo ou Manipulado? Ninguém levava a sério as eleições soviéticas com os seus 99 porcento de eleitores votando a favor dos comunistas, enquanto o processo e o resultado das eleições egípcias sejam menos flagrantes, merecem ceticismo semelhante. O jogo é mais sutil, ainda assim um jogo, a seguir, como ele é praticado:
A Irmandade Muçulmana (fundada em 1928) e a ditadura militar (que governa o Egito desde 1952) têm uma ideologia paralela e uma longa história que faz deles simultaneamente rivais e aliados. Durante décadas, cooperaram intermitentemente em um sistema autocrático ligados pela lei islâmica (Sharia) e na opressão dos elementos liberais e seculares.
Nesse espírito, Anwar El-Sadat, Hosni Mubarak e agora Mohamed Tantawi conferiram poderes, taticamente, aos islamistas, como manobra para obter apoio do Ocidente, armas e dinheiro. Por exemplo, quando George W. Bush pressionou Mubarak a permitir maior participação política, ele (Mubarak), respondeu que o parlamento tinha 88 membros da Irmandade Muçulmana eleitos, advertindo assim Washington que democracia = tomada de poder pelos islamistas. A aparente fraqueza dos não islamistas amedrontou o Ocidente a continuar insistindo em uma transição para a participação política. Contudo, um olhar minucioso nas eleições de 2005 mostra que o regime ajudou os islamistas a obterem 20 porcento das cadeiras.
Hoje, Tantawi e o Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF) ainda apostam nesse antigo jogo já desgastado. Veja os diferentes métodos: (1) Notícias sobre o aparecimento de fraude eleitoral, por exemplo em Helwan. (2) O SCAF, de acordo com o destacado islamista Safwat Hijazi, ofereceu um "acordo" aos islamistas: compartilhar o poder com eles contanto que façam vista grossa a sua corrupção.
(3) Os militares subsidiaram tanto a Irmandade Muçulmana quanto os partidos salafistas durante as recentes eleições parlamentares. Marc Ginsburg faz menção de um caixa dois do SCAF acumulando milhões de dólares "em dinheiro para a compra de votos, doações de alimentos e roupas", que possibilitou a centenas de sucursais de organizações políticas islamistas a comprarem votos. Ginsburg fala de um emissário do SCAF que "se encontrou secretamente com representantes da Irmandade Muçulmana e de outros movimentos de orientação política islamista no último mês de abril, para criar contas bancárias para os "comitês de ação" de política local para canalizar uma cadeia clandestina de suprimentos de apoio financeiro e de commodities".
Outros ditadores no Oriente Médio, como o presidente iemenita e o presidente da Autoridade Palestina, também fazem esse jogo duplo, fingindo que são anti-islamistas moderados e aliados do Ocidente, quando na realidade são violentos, cooperam com os islamistas e reprimem os verdadeiros moderados. Até mesmo tiranos contrários ao Ocidente como o presidente Assad da Síria e Kadafi da Líbia fazem esse jogo oportunista quando há necessidade, ao retratarem gigantescos levantes contrários a eles como movimentos islamistas. (Recorde de como Kadafi culpou a Al-Qaeda pela insurreição líbia por terem misturado o café dos adolescentes com drogas alucinógenas).
Controlar o Egito? Se os militares conspiraram com os islamistas para se manterem no poder, obviamente eles e não os islamistas é que irão, em última análise, manter o controle. O que significa que o ponto-chave que os analistas convencionais não percebem é o seguinte: os resultados da última eleição permitirão que os militares continuem no poder. Conforme observa corretamente o ambicioso político egípcio Mohamed ElBaradei, «agora está tudo nas mãos do SCAF».
Verdade, se os islamistas controlarem o parlamento (o que ainda não é certo, os militares poderiam ainda decidir reduzir a porcentagem deles em futuras rodadas de um procedimento de votação excepcionalmente complexo aberto a irregularidades), eles adquirem certos privilégios e movem o país mais em direção à Sharia – até onde, de qualquer jeito, o SCAF permitir. O que continua a tendência de longo prazo de islamização em andamento, desde que os militares tomaram o poder em 1952.
E a política ocidental? Primeiro, pressionar o SCAF a construir a sociedade civil que deve preceder a verdadeira democracia, de modo que os civis moderados e modernos no Egito tenham a oportunidade de se expressarem.
Segundo, cessar instantaneamente toda ajuda econômica ao Cairo. É inaceitável que os contribuintes ocidentais paguem, mesmo que indiretamente, pela islamização do Egito. Voltar com a ajuda somente quando o governo permitir que muçulmanos seculares, liberais e coptas, entre outros, se expressem com liberdade e se organizem.
Terceiro, opor-se tanto à Irmandade Muçulmana como aos salafistas. Menos ou mais extremistas, qualquer tipo de islamistas são nossos piores inimigos.

Boas Festas da Lusitânia

Olhem a cara safada de dois...

E DIZ O PASSOS AO GASPAR:

«QUE TAL ENVIARMOS AS BOAS FESTAS A TODOS OS CONTRIBUINTES DESEJANDO UM PRÓSPERO ANO DE 2012?»

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Excelente programa sobre corrupção

com Paulo Morais e Medina Carreira

«Olhos nos Olhos» apresentou no passado dia 21 de Novembro o olhar de Henrique Medina Carreira e Paulo Morais, antigo vereador da Câmara Municipal do Porto. Pode ver este programa em:

http://www.tvi24.iol.pt/programa/4407/11.

Sabe que cidade é esta?

[Clique na imagem para descarregar o diaporama]

Mudanças no Ministério de Defesa

[Clique na imagem para visualizar o vídeo]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Petição Contra a extinção do feriado do 1.º de Dezembro


Ler a petição e assinar em:

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N17387

«Barrigas de Aluguer»

Pedro Vaz Patto

Foi anunciada a apresentação, pelo Bloco de Esquerda, de um projecto de lei que altera a regulação da procriação medicamente assistida, designadamente no que se refere à chamada «maternidade de substituição» (vulgarmente conhecida como «barriga de aluguer»), isto é, a situação em que a mulher se dispõe a suportar uma gravidez por conta de outrem e a entregar a criança após o parto, renunciando aos poderes e deveres próprios da maternidade. Pretende-se tornar lícita tal prática quando não lucrativa, indo, assim, de encontro aos desejos de casais inférteis devido a patologias não superáveis de outro modo, e evitando, através de um regime transparente, os abusos da exploração lucrativa.

Há que salientar, porém, que os malefícios da maternidade de substituição não decorrem apenas, nem principalmente, da sua eventual exploração lucrativa e que a experiência de outros países tem revelado a extrema dificuldade em impedir a comercialização encapotada por detrás da suposta não onerosidade dos contratos.

O filho nunca deixa de sentir o abandono da «mãe de substituição». Cada vez se conhece melhor os intercâmbios entre a mãe gestante e o feto e a importância desse intercâmbio para o salutar desenvolvimento físico, psicológico e afectivo deste. Esse intercâmbio ajuda a construir a própria identidade da criança. Esta não poderá experimentar a segurança de reconhecer, depois do nascimento, o corpo onde habitou durante vários meses.

A «mãe de substituição» também sofre graves danos porque uma qualquer mulher não fica indiferente ao que lhe acontece quando está grávida. Este estado não é uma actividade como qualquer outra; transforma a vida da mulher física, psicológica e moralmente. Esta não pode deixar de viver a gravidez como sua e de sofrer com o abandono do filho. É, por isso, compreensível que, mais tarde, queira ter o direito de visitar o seu filho (e o que lhe responder, então, quando a lei lhe nega esse direito?). O útero é inseparável do corpo e da pessoa, não é um alojamento temporário, ou um instrumento técnico.

Dir-se-á que tudo isto já sucede quando uma criança é abandonada ou «dada» para adopção. Mas essa é uma situação que não pode ser evitada (se tal fosse possível, seria evitada). Aqui, estamos perante um abandono deliberadamente programado, institucionalizado pela lei, que veda a obrigação mais natural que existe: a de assumir a vida que se gerou.

A investigação empírica vem demonstrando que, quase sempre, só situações de grande carência económica (não o altruísmo) levem mulheres a sujeitar-se a tão traumatizante experiência (não é por caso que a prática se vem difundindo na Índia). A «compensação de despesas» acaba por ter efeitos idênticos aos do pagamento. E será sempre difícil o controlo judicial de compensações indirectas ou não monetárias.

Na instrução da Congregação para a Doutrina da Fé Domum Vitae, de 1987, afirma-se (II, A, 3), a respeito da «maternidade de substituição», que «representa falta objectiva contra as obrigações do amor materno, da fidelidade conjugal e da maternidade responsável; ofende a dignidade e o direito do filho a ser concebido, levado no seio, posto ao mundo e educado pelos próprios pais; em detrimento da família, instaura divisão entre os elementos físicos, psíquicos e morais que a constituem». Mais genericamente, também aí se afirma (II, B, 8), a respeito do pretenso «direito ao filho» frequentemente invocado para justificar esta prática: «Um verdadeiro e próprio direito ao filho seria contrário e sua dignidade e à sua natureza. O filho não é algo devido e não pode ser considerado como objecto de propriedade; é um dom, ''o maior'' e o mais gratuito dom do matrimónio, e é testemunho vivo da doação recíproca dos seus pais.»

Mas a oposição à legalização desta prática vem também de sectores ditos «progressistas» e «de esquerda», que a consideram um grave retrocesso social. É o que faz, de forma muito categórica, o documento Mères Porteuses; Extension du Domaine de l´Aliénation elaborado no âmbito da fundação Terra Nova – La Fondation Progressiste. Nele se afirma que a maternidade de substituição representa «a mais recente e a mais chocante das extensões do domínio da alienação», ou seja, da coisificação e instrumentalização da pessoa, assim ferida na sua iminente dignidade. E de que são principais vítimas as mulheres mais pobres.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Estripador a Presidente!...

Nuno Serras Pereira

O semanário Sol traz hoje a primeira parte de uma reportagem-entrevista com o estripador de mulheres de má-vida. Nela podemos ler horrorizados a descrição pormenorizada e macabra que o mesmo faz, de «consciência tranquila», dos crimes cometidos, a que ele chama limpezas da sujeira, «culpabilizando» simultaneamente, numa flagrante racionalização, a sua mãe. Não se compreende que assassínios tão hediondos, perpetrados por um homicida confesso, cujas declarações são em tudo coincidentes com as investigações da polícia, possa prescrever…
Mas o que mais espanta não é isso. A estupefacção maior advém de que os relatos de matadores de crianças nascituras, tão ou mais tenebrosos do que este, realizados com frieza e distância psicopáticas muito semelhantes (facilmente se encontra na Inter-rede relatos de médicos abortadores que testemunharam perante tribunais, nos U. S., os «procedimentos» dessa «arte»), nunca, mas mesmo nunca, sejam notícia ou objecto de reportagem e de escândalo. Pelo contrário, esses homicidas péssimos e os seus fautores são entrevistados - não na qualidade de criminosos mas como pessoas credíveis e merecedoras de atenção e seguimento -, por tudo quanto é comunicação social inclusive católica, e promovidos a lugares de destaque. É totalmente absurdo, por exemplo, que um estripador confesso de crianças nascituras, isto é, um assassino violento de pessoas, no seu estado de maior vulnerabilidade e de total inocência, como Miguel Oliveira da Silva tenha sido nomeado presidente do conselho nacional de ética para as ciências da vida (CNECV) e seja convidado da Rádio Renascença perorar sobre a defesa da vida. Propiciador desta besta-fera (a expressão é do P. António Vieira, para designar pessoas cruéis, bárbaras ou selvagens) é, entre outros, o presidente da república que ao promulgar a «lei» iníqua e injusta proporcionou os meios para que mais de sessenta mil crianças tenham sido «legalmente» esquartejadas com o patrocínio do estado, desde 2007. Pelo que não me admiraria nada que um dia um estripador prescrito venha a ser nomeado presidente do CNECV ou mesmo eleito Presidente da República, que já foi Portugal.
Creio que foi no mesmo jornal que vi uma adversão contra a violência doméstica com a fotografia, a toda a página, de um mulher ferozmente espancada e ferida até à morte. Fomos nos últimos tempos avisados de que viria aí uma campanha chocante para ajudar a pôr um ponto final, de vez, na violência doméstica de modo a que não mais aconteça a morte matada de 14 mulheres, como sucedeu no ano transacto. Muito bem. Mas é caso para perguntar, se é tão eficaz e necessária uma publicitação desse género porque não se faz o mesmo para proteger as, não já 14, mas vinte mil crianças nascentes, a maioria delas do sexo feminino, que são raivosamente escangalhadas e despedaçadas todos os anos. Esta fereza doméstica é bem mais intensa e furibunda.
Acresce que a iracúndia doméstica sobre crianças, já nascidas, por parte das mulheres, e também a exercida sobre os anciãos é mais vasta e grave, bem como o furor «doméstico» entre pessoas do mesmo sexo, que vivem sodomiticamente juntos. Mas destas coisas, é claro, o melhor é ignorar, não se venha a conhecer a essa coisa horrível que é a verdade…

NOTA BENE: No texto anterior, intitulado «Mas que Inferno!» houve quem, para minha grande surpresa, supusesse que eu advogava que quem não gostasse de Bach iria para o Inferno. Ora o ponto não era evidentemente esse, mas sim que uma mesma causa pode provocar efeitos opostos, dependendo estes das disposições sobre quem é exercida. Santa Catarina de Génova é muito clara quando diz que o Amor ardente de Deus, ou o Amor ardente que Deus é, para uns é Céu, para outros Purgatório e para outros Inferno.

Nota da Redacção:
Já lá dizia o Mao Zedong que «as causas externas operam através das internas» (em Da Contradição). Até ele via estas coisas!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

S.O.S. PELA FAMÍLIA

Homoparentalidade versus filiação
A ideologia do género, na sua escalada contra a família natural, obteve no ano passado uma importante vitória, com a aprovação parlamentar do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma tal reforma subverteu, em termos legais, o matrimónio civil, agora equiparado à união de duas pessoas do mesmo sexo. Mas, como a lei em vigor não permite que estas uniões possam adoptar, está em curso uma tentativa de substituir o conceito de filiação pela volátil noção de «homoparentalidade».
A homoparentalidade significa, em termos práticos, que é pai ou mãe não apenas quem gera biologicamente, mas também – e esta é a novidade – o seu cônjuge. Assim sendo, nada obsta a que uma infeliz criança possa ter duas mães ou dois pais e, a bem dizer, até alguns mais.
São recorrentes o uso e o abuso do princípio da igualdade, como fundamento jurídico desta pretensão. Mas o casal natural – homem e mulher – está legitimado para adoptar não só por estar casado mas, sobretudo, por ser realmente um potencial pai e uma possível mãe. Ora tal não acontece quando são duas pessoas do mesmo sexo. Por isso, é lógico que não se lhes permita a adopção, que frustraria a legítima expectativa do menor, o qual não precisa de vários tutores, mas de uma verdadeira família, ou seja, de um pai e de uma mãe.
As uniões do mesmo sexo querem o privilégio de um estatuto parental não fundado na geração biológica, mas na sua relação conjugal. Como se o facto de ser casado com o pai, ou a mãe, concedesse a alguém o direito de ser mãe, ou pai, dos seus filhos!
Mas se, por absurdo, se viesse a concretizar esta ameaça contra a família e se concedesse esta aberrante benesse às uniões de pessoas do mesmo sexo, seria então necessário, por razão do dito princípio da igualdade, dar esse mesmo direito aos casais de pessoas de diferente sexo. Com efeito, se o marido do pai também é pai, com mais razão o deveria ser o marido da mãe. E se a mulher da mãe é mãe, também o deve ser a mulher do pai.
Mais: se o filho do progenitor é também, juridicamente, filho do cônjuge deste, tem de ser igualmente herdeiro dos ascendentes da pessoa que casou com seu pai ou mãe. Portanto, se o príncipe herdeiro do Reino Unido tivesse a infelicidade de «casar» com Elton John, o filho deste passaria a ser filho do príncipe e, como tal, herdeiro do trono britânico, apesar de não ter nenhuma relação de parentesco com os referidos monarcas! Seria cómico, se não fosse dramático.
Na realidade, a homoparentalidade, ao substituir a filiação natural, destrói as noções de paternidade e maternidade. Porque ou a filiação legal está fundada na geração, ou então as palavras «pai» e «mãe» deixam de fazer sentido e nem sequer se distinguem. De facto, por que razão o marido do pai, ou a mulher da mãe, têm que ser, respectivamente, pai e mãe do filho do marido ou da mulher? Se pode ser pai, ou mãe, quem de facto não gerou tal filho, o marido do pai poderia ser mãe – na realidade, não sendo progenitor, não é mais pai do que mãe … – como a mulher da mãe deveria poder ser pai. No limite, o filho de dois indivíduos do mesmo sexo poderia ser legalmente filho de dois pais, de duas mães ou até – quem diria! – de um pai e de uma mãe! 
«Se se põe de parte o Direito, que distingue o Estado de um grande bando de salteadores?», perguntava Santo Agostinho (De civitate Dei, IV, 4, 1), recentemente citado por Bento XVI. Se se ignora a ecologia familiar, se se falsifica a noção de casamento, equiparando-o às uniões entre pessoas do mesmo sexo, e se se substitui a filiação pela «homoparentalidade», que resta senão uma fraude e uma mentira?! Se à família se nega o seu fundamento natural, é a sua identidade que é negada e, na realidade, nada mais seria do que a factualidade de uma qualquer aventura em comum.
E não é preciso ser bruxo para adivinhar que as principais vítimas da destruição da família natural, em que tanto se empenha a ideologia do género, são, como sempre, as mais vulneráveis: as crianças.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Um estudo sobre os maus tratos na família questiona as teses da ideologia do género


As teses dos defensores da ideologia do género sobre a violência que se produz no âmbito familiar, situando o eixo «agressor - vitima» dos maus tratos na caracterização «homem – mulher», colidem cada dia que passa com novos estudos que questionam. as suas afirmações.
Um exemplo disso eram os três relatórios, da «Generalitat» da Catalunha, do Centro Rainha Sofia e do Instituto Andaluz da Mulher, que deitam por terra os argumentos de que a violência contra a mulher é um acto estrutural inerente à condição de homem e às sociedades patriarcais, ao constatar que crescem as agressões entre os casais adolescentes.   
Agora, o Instituto de Estudios del Capital Social (INCAS) da Universidad Abat Oliba CEU, apresenta o estudo «Jovens, mulheres, adultos: os maus-tratos na família», cujas conclusões, «contradizem a abordagem da ideologia do género no seio da família».
Entre outras questões, o relatório mostra que «no mau trato a menores prevalece a condição feminina do agressor e, sobretudo, as famílias monoparentais como as causadoras em maior proporção do seu universo deste tipo de violência».
Também ressalta neste estudo que a violência contra os idosos «é a mais difundida, muito mais do que a acontece contra a mulher», e esta violência «cresce com a idade da vítima e o seu grau de dependência, numa clara relação forte – fraco».
Ler mais em:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Convite

No próximo 1.º de Dezembro comemoram-se 371 anos da Restauração da Independência


Olivença foi das primeiras povoações a aclamar D. João IV como seu legítimo soberano,logo em 5 de Dezembro de 1640, identificando-se com a divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal: Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença.
A usurpação de Olivença, em violação do Direito, da História, da Cultura e da Moral, constitui alerta eloquente para todos os portugueses que querem um Portugal livre e independente.
Apelando à participação cívica de todos na exigência da sua retrocessão, o Grupo dos Amigos de Olivença participará como habitualmente nas comemorações nacionais do Dia da Restauração.
Convidam-se todos os associados e apoiantes a integrarem a Comitiva do Grupo dos Amigos de Olivença que se concentrará, no dia 1.º de Dezembro, às 15:30 horas, frente à sua sede, na Casa do Alentejo, dali saindo para comparecer nas cerimónias públicas que terão lugar às 16:00 horas, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.
Contamos consigo!
A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Carvalho da Silva ultrapassado pela esquerda
pelo Pacheco!!!

Heduíno Gomes
SIC Notícias, 24.11.2011, Quadratura do Círculo.
Convidados: o Proença da UGT-PS e o Carvalho da Silva da CGTP-Inter-PCP.
Tema: a greve suposta geral.
Pasme-se!!! O Carvalho da Silva ultrapassado pela esquerda pelo Pacheco!!!
Foi mesmo assim! O Pacheco Pereira falou como um autêntico social-democrata, isto é, como um socialista, a defender as greves.
Nota. Este social-democrata às direitas, isto é, às esquerdas, quando estava no poleiro laranja nos seus bons tempos do cavaquismo no Governo, não tinha exactamente a mesma sábia opinião política e científica.
Mas como agora o Passos Coelho não lhe deu tacho...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As necessária resposta às provocações
do bando de corruptores da Benetton
e aos retransmissores de cá

Heduíno Gomes

1 – Não são de hoje as provocações dos corruptores da Benetton contra os valores morais da Civilização e as instituições que os sustentam.
Já nos anos 80 e 90 do século passado esses energúmenos se dedicavam a essas provocações, o que suscitou uma onda de protestos e boicotes em vários países. Pela minha parte, perante essas provocações, sendo nessa altura cliente da marca numas centenas de contos por ano, com a vantagem adicional para ela de os produtos serem regularmente exibidos em televisão, tomei a decisão – individual, é certo – de cortar com tal fornecedor.
Hoje, com a campanha provocatória que tal bando desencadeou, pelos vistos, torna-se necessário, pelas pessoas decentes, organizar um movimento de boicote à marca.
É que os bandidos só conhecem os argumentos da força e aqueles que lhes tocam na algibeira.

2 – Mas por cá há igual. A organização Balsemão alberga gente da mesma laia e serve de base de operações contra a Civilização.
Efectivamente, no dia 17.11.2011, a partir de cerca das 9:25 na SIC Notícias, assistimos a uma indecente e obstinada defesa desses provocadores, com um descaramento que só pode ter origem em algum lóbi secreto empenhado na destruição da Civilização. Pedro Cordeiro, jornalista do Expresso, no papel de comentador na SIC Notícias, a propósito da fotomontagem com o Papa a beijar um muçulmano, diz «aplaudir a ousadia e originalidade da Benetton». Enquanto isto, ia o pivot da SIC Notícias João Moleira, com o seu sorriso de seguidista palerma do costume, a dar achegas ao comentador. Será que tal comentador e tal pivot aplaudiriam «a ousadia e originalidade da Benetton» se esta fizesse uma fotomontagem em que os seus pais fossem colocados a beijar na boca o Carlos Cruz ou as suas mães a beijar a Ana Zanatti? Vá, digam lá…
Pelos vistos, torna-se necessário organizar por cá um movimento de boicote aos produtos da organização Balsemão, até que deixe de albergar gente desta laia e de servir de base de operações contra a Civilização.

3 – Mas por cá há ainda pior.
Pior por virem de dentro da própria Igreja. Em declarações ao DN (18.11.2011), o energúmeno que se apresenta como ministro da Igreja, que até ouve confissões e consagra o pão e o vinho no corpo e sangue de Cristo, e que responde por José Luís Borga, produziu declarações no mesmo sentido, não hesitando mesmo em vomitar algumas provocações da sua própria lavra com insultos à Santa Sé e a Bento XVI. Até se despede do entrevistador dizendo-lhe que está disposto a dar-lhe um beijo «em qualquer parte». Ele lá conhece os seus costumes morais e de higiene oral.
(É este indivíduo assistente do Corpo Nacional de Escutas no Entroncamento. Se em público diz estas coisas, imagine-se o que dirá em privado aos jovens a que «assiste».)
Pelos vistos, torna-se necessário que o seu bispo lhe mova um processo. Aguardemos.

Memória do comunismo -- Convite



sábado, 19 de novembro de 2011

Mais tretas do «historiador» Pacheco:
Alain Oulman «maoísta»…

Heduíno Gomes
No programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, dedicado ao fado (17.11.2011), o «historiador» Pacheco brindou-nos com mais uma «verdade histórica»: o compositor Alain Oulman teria sido maoísta e da FAP (Frente de Acção Popular).
De facto, Alain Oulman foi detido pela PIDE em 1966 e, como cidadão estrangeiro, expulso de Portugal.
Por que razão foi detido Alain Oulman?
Conheci o Alain Oulman em Paris, em 1970. Ele dirigia na Place de l’Opéra a editora Calmann Lévy, herdada do avô, segundo me contou. Uma vez, numa esplanada ali ao lado, almoçando nós um croque monsieur, descreveu-me ele a razão pela qual fora detido, razão essa que aliás eu já conhecia. Até tínhamos uma coisa em comum: fôramos denunciados à PIDE pelo mesmo indivíduo, embora com acusações diferentes. Eis os factos.
O Alain, de uma família abastada e chique estabelecida em Portugal, era amigo do João Pulido Valente, igualmente desse meio social mas com a faceta libertina. O Pulido Valente, tal como Francisco Martins Rodrigues, encontrava-se na clandestinidade em 1965 a dirigir a tal louca FAP e o Comité Marxista-Leninista Português, ao qual eu pertencia. O Pulido Valente contactou o amigo Alain e pediu-lhe emprestada uma casa que este tinha nos arredores de Lisboa, e isto apenas para o Martins Rodrigues se encontrar com a mulher, que não estava na clandestinidade com ele. Tendo sido preso e bufado na PIDE, o Martins Rodrigues denunciou tudo quanto sabia e todos que conhecia. Então contou à PIDE onde se encontrava com a mulher e que a casa era do Alain. E assim simplesmente o inocente Alain – e simpático para o amigo João – se vê envolvido numa história de «maoístas», da louca FAP e até de terrorismo…
Alain Oulman de esquerda? Sim, caviar – isto dito com amizade. Maoísta, mesmo caviar? Nem em sonhos!
O «historiador» coloca-se assim na onda daquela esquerda hábil em criar mitos «heróicos» contra o chamado «fascismo». Da Marmeleira do Pacheco a Baleizão do Ruben de Carvalho (igualmente especialista na invenção de heróis, nomeadamente do Alain) vai apenas o transiberiano.
Por mais esta se vê como o Pacheco fabrica a história e se fabricam «resistentes» ao «fascismo».
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Quem votou nele deve estar feliz!!!


Dr. Passos & Mr. Coelho

Da net

Este fim-de-semana ficou demonstrado que Passos Coelho sofre de um severo distúrbio de dupla personalidade.

Quando fala a partir de Portugal, em língua portuguesa e para os Portugueses, ele é o Dr. Passos, um político preocupado com os mais desfavorecidos, que chumbou o PEC porque continha um conjunto de "novas medidas gravosas e extremamente injustas."

Mas quando fala no estrangeiro ou para órgãos de comunicação social estrangeiros, em língua inglesa, ele transforma-se (quer dizer, revela-se) e é então que surge Mr. Coelho, um político da linha dura, que chumbou o PEC porque as medidas de austeridade aí previstas eram "not sufficient and not efficient enough" ou, noutra formulação: "We voted down the austerity package not because it went too far but because it didn't go far enough to deliver results on public debt". Também em inglês, o PSD emitiu um comunicado em que admite a necessidade de levar a cabo reformas que ponham em causa o "state financed employment", ou seja, o emprego na função pública e no sector empresarial do Estado. Tudo coisas que o Dr. Passos, em português e no seu tom delicodoce, não nos diz.

Já no que diz respeito ao IVA, não é sequer necessário adoptar a língua inglesa para as personalidades se começarem a desmultiplicar. Num dia, em pleno Parlamento português, o PSD chumba o PEC porque este "mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos". No dia seguinte, o próprio Passos Coelho, em Bruxelas, admite a subida do IVA. Para, logo a seguir, em entrevista à SIC (ou seja, novamente em Portugal), desconversar sem se comprometer seja com o que for.

Mas é no que diz respeito à privatização da Caixa Geral de Depósitos que a esquizofrenia atinge o seu pico máximo. Há dois anos atrás, Passos Coelho propôs com pompa e circunstância a privatização do banco do Estado. Entretanto, sobreveio a maior crise de sempre no sector financeiro e Passos Coelho "meteu a viola no saco", recuando nesta sua intenção: "Julgo não ter avaliado bem a reacção das pessoas, que mostraram intranquilidade perante a minha ideia". Em 2010, apareceu a dizer que a Caixa deveria ficar "livre de negócios como seguros e saúde e a funcionar como banco de desenvolvimento". Esta semana, porém, em entrevista à Reuters, voltou a recuperar uma ideia que de que nunca mais tinha falado: a privatização (agora parcial) da Caixa Geral de Depósitos. Em suma, este Senhor tem várias caras. Quem é que confia alguém que diz uma coisa cá dentro e outra lá fora? Quem é que acredita em alguém que muda de opinião ao sabor do vento? E ainda tem ele o descaramento de dizer que derrubou o Governo por uma questão de credibilidade...








terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coelho e as suas tropelias

(O necessário «contraditório», como diz o outro…)
Heduíno Gomes
Mais do Coelho. Não se trata daquele da Madeira, o deputado local. Não se trata daquele do PS, o do betão. Não se trata daquele do tratado de política Mudar, o que agora está a salvar Portugal. Trata-se daquele que há décadas está lá para o Parlamento Europeu a sacar, o Carlinhos, aquele que aqui atrasado se pôs à fisgada contra os aviões da CIA que andavam a tratar da saúde aos turras islâmicos, esses que mandaram aviões contra as Torres Gémeas e o Pentágono, isto é, contra o Ocidente, e assassinaram milhares de americanos, isto é, milhares de ocidentais.
Pois foi esta sinistra, politicamente minúscula e frágil figura laranja de esquerda, a quem Cavaco deu um megafone na Europa, que no dia 13 de Outubro, em Lisboa, palrou sobre a Europa dele e as suas virtudes numa conferência em que estive presente. E como não houve «contraditório», como diz o outro, aqui está o relato da coisa.
Que disse o indivíduo?
1 – Utilizou o óbvio e inelutável fenómeno da globalização para justificar tudo o que pretende, isto é, a Europa à sua maneira. (O que é a Europa à sua maneira? É a Europa dos eurocratas, aquela Europa concebida e decidida por uns tipos que não representam os europeus e que andam lá pelos corredores de Bruxelas a mando de umas conhecidas centrais anticivilização, antifamília e antinações a ditar directivas impondo às nações europeias as suas modernices e jogadas especulativas.)
Ora o fenómeno da globalização, que os Portugueses iniciaram no século XV, não pode justificar políticas contra as nações, contra a família, contra a Civilização europeia. A globalização existe, exige que Portugal se movimente no contexto existente, mas… não significa que se aceite o projecto verdadeiramente anti-europeu, porque anticivilização europeia, dessas centrais.
Quando chamei a atenção para isto, tal típico político aldrabãozito de assembleias partidárias, o Coelho recorreu ao truque do costume: pôs na minha boca palavras com as quais eu não aceitaria o próprio fenómeno da globalização e respondeu-me ao lado do que eu tinha dito.
2 – A União Europeia, para Portugal, teria sido boa em tudo e continua a ser boa em tudo.
Ora, todos sabemos que a União Europeia nos impôs a liquidação da nossa agricultura e das nossas pescas, o que foi feito com a cumplicidade do sábio Cavaco, aquele que agora, hipocritamente – a não ser que sofra de um grave problema de memória –, recomenda a exploração da agricultura e do mar sem o mínimo reconhecimento da sua responsabilidade no abandono da agricultura e no abate da frota pesqueira e consequente desastre que agora sofremos. Ser pela Europa e a ela aderir é uma coisa e aceitar a liquidação da nossa agricultura e das nossas pescas é outra coisa.
Quando chamei a atenção para isto, tal típico político aldrabãozito, o Coelho recorreu ao truque do costume: pôs na minha boca palavras com as quais eu não aceitaria o facto de ter havido ajuda da Europa a Portugal e respondeu-me ao lado do que eu tinha dito.
3 – A natureza da União Europeia não seria burocrática.
Ora, todos sabemos que a União Europeia tem lá em Bruxelas uns burocratas de carreira investidos de poder pelas tais centrais e que montaram a sua indústria do europeísmo segundo o modelo dessas centrais. Enquanto vivem à grande e à francesa, a sua actividade é produzir directivas impondo às nações os seus pontos de vista, não apenas técnicos – umas vezes acertados, outras vezes desastrosos – como também civilizacionais, melhor dito anticivilizacionais. (É o caso da tentativa de impor à Itália a proibição de crucifixos nas escolas, é o caso de apoiar as máfias de invertidos contra a família natural).
Quando referi o poder dos eurocratas, tal típico político aldrabãozito, o Coelho recorreu ao truque do costume: fingiu ignorar os factos e respondeu-me «inocentemente» ao lado do que eu tinha dito. E até acrescentou que é «católico», a corroborar a sua adesão aos valores morais naturais. Pois, pois, «católicos» também dizem que o são o José Manuel Pureza do Bloco de Esquerda e o José Ribeiro da Associação Rumos Novos, que congrega «católicos» invertidos. Pensará ele que, ao dizer-se «católico», pode de seguida defender as maiores barbaridades sem ser contestado? Engana-se.
4 – Durante o Estado Novo, Portugal estaria internacionalmente isolado; teria sido admitido na União Europeia apenas graças à III República. A política de Salazar seria a de «orgulhosamente sós».
Ora, a verdade é que, para começar, a frase em que Salazar, em 1965, utiliza a expressão «orgulhosamente sós» nada tem a ver com qualquer isolamento diplomático de Portugal mas com o facto de Portugal, só, conseguir combater o bloco soviético em África. Efectivamente, a verdade é que Portugal não estava nada isolado no plano diplomático. Portugal participava em vários organismos europeus, chegando mesmo a presidi-los. Portugal iniciou em 1962 negociações com a Comunidade Europeia para a ela aderir, processo interrompido devido à obstrução de De Gaule ao alargamento para impedir a entrada da Inglaterra. Portugal, país fundador da NATO, na sua acção militar de contenção da União Soviética em África, tinha o apoio dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha Federal, isto é, das principais potências ocidentais, e ainda de várias potências regionais. Será este o «isolamento» de Portugal durante a II República de que o Coelho pretende convencer-nos?
Mais, em brochura distribuída no colóquio pelo Coelho, obra de Alfredo Sousa de Jesus, outro comensal do europeísmo do seu grupo, assistimos a mais uma manobra de total desonestidade na linha da tese do «isolamento internacional» da II República. Vejamos. Essa brochura consiste numa cronologia de factos envolvendo países europeus e outros. Para cada facto, é apresentado o ano e os países nele envolvidos. Porém, quanto à fundação da NATO, em 1949, a narrativa muda e diz apenas: «Assinatura do Tratado do Atlântico Norte em Washington que dá origem à NATO». Mesmo abstraindo-nos da analfabética pontuação do texto, digna da mediocridade geral da nossa classe política afecta ao «acordo ortográfico», dá para ver que, ao contrário da regra nos outros factos da cronologia, o nome dos países fundadores da NATO, onde teria de constar o de Portugal, se sumiram... E assim a participação de Portugal num dos principais acontecimentos do pos-guerra é apagado da história.
Pois quanto à sua «inocente» «ignorância histórica» das negociações da adesão de Portugal à União Europeia durante a II República, o Coelho meteu-se discretamente na toca.
Conclusão (mais uma vez): foram estes indivíduos que conduziram Portugal à desgraça e não é certamente com eles que sairemos dela.

sábado, 8 de outubro de 2011

A BBC apaga Cristo da história

O jornal L'Osservatore Romano criticou a decisão da cadeia televisiva britânica BBC de eliminar a referência histórica de Antes e Depois de Cristo, para começar a utilizar o termo "era comum", com o objectivo de não "ofender" aos não-crentes, e qualificou a medida como "uma hipocrisia historicamente insensata".
A BBC propôs começar a utilizar marcadores históricos como "era comum" e "antes da era comum", o que foi fortemente criticado não só por alguns apresentadores da mesma BBC que disseram que não vão aceitar a disposição, mas também por políticos como o prefeito de Londres, Boris Johnson, que qualificou a postura como absurda.
No artigo publicado na edição de 5 de Outubro do L'Osservatore Romano, a jornalista Luceta Scaraffia comenta que vários porta-voz não cristãos também expressaram que "não se sentiam de nenhuma forma ofendidos pela datação tradicional".
Scaraffia assinala que "é bem claro que o respeito pelas outras religiões é apenas um pretexto, porque quem quer cancelar qualquer rasto de cristianismo da cultura ocidental são apenas alguns laicistas ocidentais".
A jornalista recorda que não é a primeira vez que alguém quer mudar a datação tradicional. Já aconteceu com dois eventos historicamente anticristãos: a Revolução Francesa em 1789 e o golpe de estado do Lenin na Rússia em 1917. Em ambos os casos o calendário tinha esses anos como novos inícios da história.
Depois de qualificar estas tentativas como "péssimos antecedentes", o artigo assinala que com a mudança que propõe a BBC "não se pode negar que realizou um gesto hipócrita. A hipocrisia de quem parece não saber por que se começa desde certo momento a contar os anos".
"Negar a função historicamente revolucionária da vinda de Cristo sobre a terra, aceita também por quem não o reconhece como Filho de Deus, é um enorme disparate. E desde o ponto de vista histórico, sabem tanto os judeus como os muçulmanos".
O artigo de Scaraffia recorda que com a vinda de Cristo o homem aprende que todos os seres humanos têm a mesma dignidade e que sobre essa base se "fundam os direitos humanos, em base aos quais se julgam os povos e governantes. Princípio que até este momento nenhum havia sustentado, e sobre o qual se apoia a tradição cristã".

A partir de Cristo o mundo mudou, prossegue, e com o conhecimento de um Deus que transcende a natureza "nasceu a possibilidade para os povos europeus de descobrir o mundo e para os cientistas de iniciar o estudo experimental da natureza que levou a nascimento da ciência moderna".
"Então porque negar as dívidas culturais que a civilização tem com o cristianismo? – conclui. Não há nada mais anti-histórico e insensato, como os judeus e os muçulmanos compreenderam claramente. Não é um assunto de fé, mas de razão. Desta vez também".

Omens sem H

Nuno Pacheco
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen? Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita". Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é garantido.