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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Quem é amigo, quem é???
Da Senhora D. Helena Isabel Roque Mendes, o amigo é o Secretário de Estado do Ensino Superior; até mudou o nome aos subsídios de férias e de Natal para que a Senhora os recebesse por inteiro. Tudo depois dos cortes a que estão sujeitos os que recebem do Estado...
sábado, 28 de janeiro de 2012
Conferência
"OS ESPAÇOS ESTRATÉGICOS DE INTERESSE NACIONAL"
por João Brandão Ferreira
Academia de Marinha, dia 31 de Janeiro de2012, às 17:30
São Carvalho da Silva
Heduíno Gomes
Assistimos hoje à despudorada santificação de Carvalho da Silva, o cessante chefe de fila da CGTP-Inter, correia de transmissão do PCP e da União Soviética e de tudo o que isto significa: gulag, invasão de países, terrorismo mundial, PREC, assalto com ou sem o COPCON a empresas, a sindicatos e a meios de comunicação, cerco da Assembleia Constituinte, etc., etc.A santificação passa pela atribuição da qualidade de PCP cordato ao bicho, pela obtenção de um grau académico programado (com isto, o Grande Oriente Lusitano já lhe ofereceu o posto de senhor professor na Universidade Lusófona) e pelo louvor das suas cunhal-brejnevistas e comoventes qualidades humanas.
Como se o bicho não continuasse a defender os mesmos crimes de 1974-1975 e como se não tivesse estado durante todo este tempo a praticar o PREC económico, isto é, a sabotagem da nossa economia.
Quando os despudorados políticos e comentadores desta incorrigível III República participam nesta santificação dão prova da confiança que nos devem merecer.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Os feriados nacionais: Portugal com Alzheimer
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada,
Muitos maridos sabem como é pesada a factura pelo esquecimento do aniversário da mulher. O cardeal Sean O'Malley, arcebispo de Boston, contava, a este propósito, que uma senhora, muito ofendida pelo facto de o cônjuge se ter esquecido do dia dos seus anos, exigiu, como reparação, uma prenda que a levasse dos zero aos cem em três segundos. Mas, em vez do esperado bólide, o desajeitado esposo ofereceu-lhe uma balança...
Talvez os homens subestimem os aniversários, mas as mulheres geralmente não pensam assim e num tal esquecimento lêem desconsideração pela aniversariante, ou pelo casamento. Ora casal que não festeja os anos e a data do casamento está, provavelmente, em crise.
As nações, como as pessoas, também nascem, crescem, definham e morrem. A memória dos povos é a sua história e, como não é possível recordar todas as datas memoráveis, comemoram-se ao menos algumas efemérides mais significativas. Os feriados nacionais não nasceram, portanto, para favorecerem o ócio, mas por imperativo da consciência colectiva, como uma necessidade de afirmação nacional. A preservação da língua, o respeito pelos símbolos nacionais e o culto dos heróis e dos santos não são questões decorativas, nem meros instrumentos de propaganda ideológica, mas meios indispensáveis para a coesão e sobrevivência da nação e para a preservação da sua memória colectiva.
Se em todos os momentos é oportuna a lembrança da história pátria, essa evocação é mais urgente numa crise. Portugal, para além da dificílima situação económico-financeira, também padece as investidas da globalização, que ameaça a nossa idiossincrasia, e sofre a pressão da vizinha Espanha, onde há quem gostasse de ver a nossa nação reduzida a mais uma região do seu problemático Estado plurinacional. Razões de sobra para que, sem hostilizar a Europa nem os outros povos ibéricos, se afirme, pela positiva, a independência e soberania nacional, nomeadamente festejando o seu dia, isto é, o 1.º de Dezembro.
A antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando se viu a braços com a ameaça germânica, apelou ao nacionalismo dos seus cidadãos, promovendo a figura de um seu herói nacional, por sinal um santo cristão. Data de então, com efeito, o magistral Aleksandr Nevski, de Serguei Eisenstein. A figura emblemática do patriótico guerreiro foi, no contexto da crise mundial, uma alavanca que motivou os cidadãos soviéticos para a defesa da independência. As autoridades políticas, não obstante o seu feroz anticlericalismo e o seu internacionalismo proletário, não tiveram pejo em recorrer a um bem-aventurado príncipe, herói da Rússia dos czares, para assim unirem a nação na luta pela sua ameaçada soberania.
Dói ver os feriados nacionais reduzidos a mero assunto económico. Tal como seria lamentável a família que, à conta da crise, desistisse de celebrar aniversários. A razão exige o contrário: precisamente por que há crise, mais necessário é unir a família nessas datas e que o país celebre, com moderação, as principais efemérides da sua história.
Talvez se pudessem vender, em hasta pública, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre dos Clérigos: não faltaria quem quisesse adquirir essas jóias nacionais, para embelezamento dos seus ranchos no Novo Mundo. É verdade que, como diz o provérbio, mais vale perder os anéis do que os dedos, mas estes anéis são os dedos da nossa história, são as mãos que a fizeram e a exaltaram em cantos heróicos.
Sem a sua alma - a nossa língua e a nossa história - Portugal fica reduzido ao défice, ao lixo das agências de rating, a apenas mais um povo ibérico, à cauda da Europa. Sem os seus feriados nacionais, civis e religiosos, o nosso país será como um velho desmemoriado que, por ter perdido a consciência, perdeu também a sua identidade.
PSD tomado pela maçonaria
1 - Há
informações que as pessoas deviam ter, mas que, pela sua própria natureza, são
difíceis de transmitir. É o caso das seitas secretas, em particular, da
Maçonaria.
Justamente porque são secretas, não são
noticiadas na comunicação social, ou melhor, quando os jornais delas falam,
raramente conseguem identificar os seus membros, porque é impossível apresentar
provas inequívocas.
Ler mais em: http://moldaraterra.blogspot.com/2012/01/psd-tomado-pela-maconaria.html
A questão religiosa no Parlamento de 1935 a 1974...
Heduíno Gomes
Segundo a «aberta» Ecclesia, o livro «A questão religiosa no Parlamento: volume III: 1935-1974» (não perdiam nada se aprendessem a escrever correctamente o nome de um livro...), de Paula Borges Santos, membro do «aberto» Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) da «aberta» Universidade Católica Portuguesa, vai ser apresentado a 31 de Janeiro, às 18h00, na Assembleia da República, pelo «aberto» e «rigoroso» «historiador» Fernando Rosas. O programa da sessão inclui a apresentação do segundo volume da colecção, «A questão religiosa no Parlamento: 1910-1926» (voltariam a não perder nada se aprendessem a escrever correctamente o nome de um livro...), de Maria Cândida Proença.
Não conheço o rigor das senhoras historiadoras. Apenas reparo na sua inserção académica e inevitavelmente no chamamento da sumidade Fernando Rosas, certamente para ilustrar ainda mais a sua ciência.
Esta é a ciência das academias da III República, sejam elas à Moderna ou à Católica.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Daniel Serrão
Daniel
Serrão
Por esta designação – mais
adequada que a vulgar «barriga de aluguer» – entende-se a indução de gravidez
numa mulher, pelo processo de transferência de um embrião constituído em
laboratório, com o compromisso, contratualizado, de que a criança que venha a
nascer será entregue a outrem.
Ler mais em: http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2012/01/maternidade-para-substituicao.html
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Quando a pessoa é degradada a objecto de troca
ou de aluguer
P. José Jacinto Ferreira de Farias
Vivemos tempos complexos e hoje especialmente marcados pela crise, que diz respeito directamente aos aspectos mais materiais da nossa vida pessoal e colectiva, as questões da economia, dos mercados, da especulação financeira. Ainda recentemente uma professora universitária brasileira que conheci num Congresso na Roménia em Outubro passado sobre o matrimónio nas grandes religiões monoteístas, e que estava de visita a Portugal, me dizia que os seus familiares que aqui residem vivem muito atribulados e sem esperança, por causa das grandes dificuldades que estão a passar; e muitos brasileiros estão a regressar ao Brasil, considerando que afinal a esperança que tinham depositado nas possibilidades que poderiam encontrar em Portugal foram goradas e por isso tiveram de regressar, agora que a economia brasileira se encontra em pleno florescimento.
Sentimos todos que a crise é global, e as agências de notação financeira como que se divertem neste jogo de altos e de baixos, de classificações, determinando o lugar que cada país está a ocupar, sendo que no nosso caso já estamos quase no lixo. No caso das agências de notação financeira foi-me dito que elas são financiadas pelos próprios países que analisam e classificam. Não percebo muito destas coisas, devo dizer. Mas se assim é e se declaram que Portugal está nesta condição de não poder honrar os seus compromissos, então o que devia fazer era mesmo deixar de lhes pagar.
Mas eu próprio penso que é muito mais grave a crise que estamos a viver; é uma crise de sentido, de valores, é uma crise de humanidade. Parece que se perdeu a noção da dignidade e que tudo se pode comprar ou vender, tudo, mesmo a pessoa, pode ser objecto de troca e de negócio. É o caso entre nós da questão em torno das barrigas de aluguer. Então a mulher já pode vender-se ou alugar-se, em parte ou no todo? Surpreendeu-me até certo ponto, quando soube o resultado do inquérito que foi feito – sabe-se já com que critérios de objectividade – sobre este tema a adolescentes e a estudantes universitárias, a preparar o ambiente para a proposta legislativa sobre este tema, que uma percentagem muito elevada das entrevistadas concordava com este aluguer de barrigas e que estaria mesmo disposta a entrar neste negócio. Além disso, fiquei verdadeiramente admirado com o silêncio (pelo menos não ouvi nada sobre este tema) de quem, em nome do seu patriótico catolicismo, deu a cara pela supressão dos feriados religiosos - uma causa de tal grandeza que justifica um lugar parlamentar!... -, e nada tenha feito ou declarado sobre este tema das barrigas de aluguer, um tema verdadeiramente merecedor, porque fracturante da dignidade da mulher, que é degradada a objecto de troca ou de aluguer, numa época de asfixia do espírito, na qual a crise financeira tudo justifica.
Como é urgente que se recorde o tema da tentação de Adão e de Eva que a Escritura narra, de quererem apoderar-se do fruto da árvore da vida e que por isso mesmo foram expulsos do paraíso, e as portas guardadas por querubins. Este relato bíblico tem uma potencialidade simbólica enorme para os nossos dias. E aquela outra palavra que o Senhor cita respondendo à tentação satânica: nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Ou a palavra de S. Paulo que exorta os cristãos a não profanarem o próprio corpo, porque é o templo do Espírito Santo.
Há limites que não podem ser ultrapassados. Estas medidas fracturantes, fracturam não a sociedade, mas os próprios que as propõem, defendem ou aprovam e sobretudo quem as pratica. É urgente que as nossas consciências meio adormecidas despertem para a nossa responsabilidade e para as contas que havemos de dar não só diante do tribunal da história, mas sobretudo diante do tribunal de Deus, sob cujo juízo nos encontramos.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
CHEFIAS MILITARES E O QUE SE PASSA POR AÍ...
João J. Brandão Ferreira
«…mas havemos de nos
acomodar às situações que existem»
General
CEMGFA
(noticia da Lusa, de
31/12/11)
A Força Aérea vai começar o ano a perder cerca de 260 oficiais e sargentos, que pediram para abandonar o serviço activo, ou por terem atingido o limite de idade.
A Força Aérea vai começar o ano a perder cerca de 260 oficiais e sargentos, que pediram para abandonar o serviço activo, ou por terem atingido o limite de idade.
É uma perda
brutal.
Não conhecemos ainda os
números da Armada e do Exército, mas estes servem para ilustrar o
ponto.
Estes números vieram a público
por causa da saída inesperada do 2º Comandante do Comando Aéreo (CA). Esta saída
deve-se a um «desaguisado» interno que não é relevante para o grande
público.
Esta saída tem, todavia,
origem na decisão do anterior comandante do CA, há cerca de dois meses, em
retirar-se da vida militar e para o substituir ter sido indigitado um Major
General (duas estrelas), quando o cargo vence um Tenente General (três
estrelas).
Cabe aqui referir, que as
saídas previstas de generais e o inconcebível congelamento das promoções em
vigor, faz com que a FA tenha, neste momento, quatro generais: o chefe, o
vice-chefe e o Comandante do Pessoal. O quarto está fora do Ramo e há pouco
tempo na função.
Ora por alturas do Natal S.
Exª o Ministro da Defesa fez saber ao Chefe de Estado Maior que pretendia um
general de três estrelas no CA, restando saber as razões do senhor ministro ou,
o que é mais curial, quem tal lhe foi sussurrar ao ouvido e porquê.
Daqui decorreu a indigitação
de um general de três estrelas...
Para o lugar agora vago pelo
número dois do CA, marchou o Major General que o senhor ministro (ou alguém por
ele) não tinha querido como nº um. Já regressaremos a isto.
Especulou-se, entretanto,
porque é que tanta gente quer abandonar as fileiras e aventaram-se umas poucas
de hipóteses que podemos sintetizar na seguinte frase: já ninguém consegue
aturar o que se passa!
E o que se passa dava para
encher páginas, que vamos reduzir a meia dúzia de ideias, nenhuma delas aduzida,
aliás, na citada notícia da Lusa, baseada numa entrevista ao
CEMGFA.
Em primeiro lugar já não se
consegue suportar a continuada má relação político - militar de décadas e o
enfado, a acrimónia, a deslealdade e as ilegalidades com que os políticos, em
geral, têm tratado as FAs e os militares; depois o continuado ataque à condição
militar em todas as suas vertentes, que intentam destruir, por não lhes convir,
não entenderem, ou não acharem necessária; em seguida, porque os militares não
têm, há muito, hierarquia que os defenda; finalmente por não haver aviões para
voar, navios para navegar e homens para comandar!
Hoje em dia, só quem não sabe
ou gosta de fazer mais nada; não arranja emprego, ou ainda julga que pode
desviar o eixo da terra a fazer flexões de braços, é que permanece na
Instituição Militar. Quem tem condições pira-se (é o termo), num
fósforo!
As intenções governamentais –
e nisto o PSD/CDS têm-se revelado mais perniciosos e perigosos para a IM, porque
são mais metódicos e cínicos a fazer as coisas, ao contrário dos socialistas que
são desastrados a lidarem com fardas – devem ser, para já, como
segue:
Meter o Exército inteiro, a
três batalhões (menos), em Santa Margarida; a Marinha fica circunscrita ao
Alfeite (onde já está), com alguns pontos de atracagem espalhados pela costa,
ficando à espera que os navios encostem todos, à excepção de dois patrulhas para
a busca e salvamento; e reduzirem a FA a duas bases, provavelmente Monte Real
(que diabo a Nato até gastou lá uma palete de massa), e Beja, digo Montijo, já
que não dá jeito andar para a frente e para trás com o Falcon. E, claro, fazendo
migrar o comando da Defesa Aérea para Madrid…
Isto numa primeira fase;
imaginem o que será a segunda.
Voltemos agora ao CA para
analisarmos o facto – de gravidade inaudita – do MDN ter interferido
directamente nas atribuições de um chefe militar, neste caso, nas de gestão do
seu pessoal.
Não está em causa se a decisão
de nomear um determinado oficial para uma função, foi boa ou má – a função em
causa obriga, até, que a nomeação seja ratificada pelo Conselho Superior de
Defesa Nacional, o que ultrapassa o próprio ministro – mas sim a ingerência em
âmbito que não lhe compete. Ainda por cima com o desaforo das implicações que a
não autorização de promoções acarreta.
Tudo isto representou uma
desautorização do CEMFA e sobre isto mais não digo.
O passo lógico seguinte, a ser
dado pelo senhor ministro, será o de passar a colocar todos os comandantes de
unidades e por aí abaixo. Não, não corro o risco de ser acusado de lhes estar a
dar ideias, já há muito que estão mortinhos por fazer isso e só não põem um
«boy», ou uma «girl» lá deles, a comandar o Regimento de Infantaria de Viseu (em
tempo de paz, claro), porque é manifestamente difícil – embora não impossível.
Mas lá que gostavam…
Não contentes em terem
transformado os chefes militares, na prática, em figuras decorativas – por terem
vindo, paulatinamente, a esvaziá-los de todas as competências - ainda os querem
transformar em «quartos secretários» do Presidente da Comissão Liquidatária (da
tropa). E sabem que mais? Tenho esperanças de que se hão - de mostrar contentes
com isso.
A iniquidade miserável do
último despacho conjunto dos Ministros das Finanças e da Defesa, de 30/12 (que
faz regredir os militares à tabela salarial de 31/12/09), só encontra paralelo
na patética reacção (ou falta dela), da alta hierarquia militar, perfeitamente
incompatível com aquilo que se ensina aos cadetes, na escola!
Fomos todos postos de castigo,
voltados para a parede e com orelhas de burro.
Sem querer tirar a frase
citada, do CEMGFA, do contexto em que foi dita, mas extrapolando-a, pode-se
entendê-la como a síntese quase perfeita da atitude da generalidade da
hierarquia militar, desde 1982 [1] (depois de se terem zangado no dia 26 de
Abril de 1974): «havemos de nos acomodar às situações que
existam».
Nem imagina o senhor general o
alcance da verdade que agora lhe escapou.
Resta apenas saber o que
acontecerá quando houver alguém que não se queira «acomodar».
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Não há dúvida!
Pacheco Carvalho e Pereira da Silva em total sintonia!
Heduíno Gomes
Pacheco Pereira anda imparável. Era ouvi-lo mais uma vez na «Quadratura do Círculo» de 29.12.2012.
| Ainda não me curei mas talvez um dia isso venha a acontecer! |
Pacheco Pereira anda imparável. Era ouvi-lo mais uma vez na «Quadratura do Círculo» de 29.12.2012.
Primeira pérola.
A greve selvagem (no verdadeiro sentido da palavra) feita pela aristocracia operária da CP durante a quadra do Natal, a lesar os portugueses com menos posses e impedi-los de visitar as suas famílias e organizar as suas festas familiares, segundo o «progressista» Pacheco, seria legítima...
Abaixo o Natal, abaixo a família e abaixo todas as hipocrisias! Viva o progressismo operário e a sua sinceridade!
Segunda pérola.
Abaixo o Natal, abaixo a família e abaixo todas as hipocrisias! Viva o progressismo operário e a sua sinceridade!
![]() |
| Quem me diria a mim que teria no tipo um apoiante sindical e anticapitalista tão entusiasta! |
A greve selvagem seria legítima porque, segundo o «progressista» Pacheco, contestaria legitimamente os processos disciplinares postos pela CP à tal aristocracia operária por esta ter furado o serviço mínimo em greve anterior!
Abaixo o fascismo! Abaixo a ditadura do capital! Viva a liberdade!
Abaixo o fascismo! Abaixo a ditadura do capital! Viva a liberdade!
Terceira pérola.
Baralhando e voltando a baralhar a baralhada da igualmente «progressista» Assunção Cristas sobre o mercado de arrendamento, o «progressista» Pacheco deixa entender nas entrelinhas da sua douta prosápia que afinal não pode haver direito à propriedade privada na área da habitação.
Abaixo o capitalismo! Viva o socialismo!
Eis porque os media do sistema tanto dele gostam.
Ó Passos, dá-lhe lá um tacho senão o «ideólogo» ainda vai parar ao Bloco!
Baralhando e voltando a baralhar a baralhada da igualmente «progressista» Assunção Cristas sobre o mercado de arrendamento, o «progressista» Pacheco deixa entender nas entrelinhas da sua douta prosápia que afinal não pode haver direito à propriedade privada na área da habitação.
Abaixo o capitalismo! Viva o socialismo!
Eis porque os media do sistema tanto dele gostam.
Ó Passos, dá-lhe lá um tacho senão o «ideólogo» ainda vai parar ao Bloco!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A fantástica avaliação de Mário Nogueira
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios
Mário Nogueira tem 31 anos de carreira. Onze deles passou-os a ensinar. O resto foi dedicado a esse extraordinário sindicato (ou será "think tank"?) da Educação que dá pelo nome de Fenprof.
Mário Nogueira, efectivo na escola da Pedrulha desde 2006, mediante o regime de "ponderação curricular" (aplicável a docentes destacados em sindicatos e outros organismos e que não leccionam), foi avaliado. Com "Bom". Ao "Correio da Manhã", Nogueira explicou assim o processo: "Fui avaliado com base num relatório de toda a actividade desempenhada na Fenprof, acções de formação que realizei, conferências e congressos em que participei, artigos que escrevi na comunicação social, tudo". Tudo menos ensinar. Afinal é para isso que os professores servem, não é?
O processo é irregular? Não. A lei permite coisas destas: ao abrigo deste regime, as funções de dirigente sindical são consideradas "de relevante interesse social" ("whatever that means") e pesam 15% na avaliação. O resto vem das habilitações (10%), experiência profissional (30%) e valorização curricular (30%). Experiência de ensino? Nicles.
Dir-me-ão que a lei quer evitar que um sindicalista seja prejudicado na carreira. Compreendo. Mas, então, a lei está obsoleta: devia criar uma nova carreira, que não de docente, que se aplicaria a Nogueira e a alguns "dinossauros" que fazem do sindicalismo um modo de vida. Ou então obrigar os sindicalistas a voltarem, periodicamente, ao ensino. Para poderem ser avaliados como docentes. Porque não acredito que quem passa 20 anos naquela vida saiba muita coisa sobre o que deve ser a Escola moderna.
Mário Nogueira tem 31 anos de carreira. Onze deles passou-os a ensinar. O resto foi dedicado a esse extraordinário sindicato (ou será "think tank"?) da Educação que dá pelo nome de Fenprof.Mário Nogueira, efectivo na escola da Pedrulha desde 2006, mediante o regime de "ponderação curricular" (aplicável a docentes destacados em sindicatos e outros organismos e que não leccionam), foi avaliado. Com "Bom". Ao "Correio da Manhã", Nogueira explicou assim o processo: "Fui avaliado com base num relatório de toda a actividade desempenhada na Fenprof, acções de formação que realizei, conferências e congressos em que participei, artigos que escrevi na comunicação social, tudo". Tudo menos ensinar. Afinal é para isso que os professores servem, não é?
O processo é irregular? Não. A lei permite coisas destas: ao abrigo deste regime, as funções de dirigente sindical são consideradas "de relevante interesse social" ("whatever that means") e pesam 15% na avaliação. O resto vem das habilitações (10%), experiência profissional (30%) e valorização curricular (30%). Experiência de ensino? Nicles.
Dir-me-ão que a lei quer evitar que um sindicalista seja prejudicado na carreira. Compreendo. Mas, então, a lei está obsoleta: devia criar uma nova carreira, que não de docente, que se aplicaria a Nogueira e a alguns "dinossauros" que fazem do sindicalismo um modo de vida. Ou então obrigar os sindicalistas a voltarem, periodicamente, ao ensino. Para poderem ser avaliados como docentes. Porque não acredito que quem passa 20 anos naquela vida saiba muita coisa sobre o que deve ser a Escola moderna.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Feriados inconvenientes
João Louro
O executivo liderado pelo Dr. Passos Coelho resolveu propor a extinção de 4 feriados, dois ditos civis e dois ditos religiosos, supostamente com o objectivo de aumentar a produtividade. Não vou neste texto abordar a questão económica e as supostas vantagens da supressão dos feriados mas sim a escolha efectuada pelo nosso ilustre executivo.
Quanto aos feriados ditos religiosos, a Igreja já deu o seu parecer e como leigo não tenho muito a acrescentar para além do reconhecimento de que nenhum dos feriados suprimidos é dos que considero mais importantes.
Quanto aos feriados ditos civis, ou, se preferirem, políticos, já a questão é diferente. Independentemente de alguma táctica negocial adoptada pelo executivo no sentido de obter concessões dos sindicatos noutras áreas, a simples proposta de supressão, a escolha efectuada e até a combinação de feriados escolhida é passível de leitura política e reveladora de que temos mais um executivo que nunca chegará a ser Governo.
O feriado do 1.º de Dezembro celebra a reconquista da Independência Nacional, o triunfo do crer e do querer contra probabilidades esmagadoras, o recuperar da confiança no nosso futuro enquanto nação, o reencontro da confiança nas nossas capacidades e na nossa liderança, o reafirmar da nossa identidade (até no que diz respeito ao uso da língua, já que as trevas felipinas se encarregaram de promover o castelhano). Esta data surge nos antípodas daqueles malfadados dias de 1580 em que ruinosos delírios de alguns, falsas promessas de outros, apatia ou cumplicidade de elites alienadas ou mesmo corruptas, promoveram a noção de que estrangeiros poderiam resolver ou ajudar-nos a resolver os nossos problemas, como se houvesse uma total comunhão de valores, objectivos, missões e interesses. Se tal acontecesse, Portugal teria desaparecido há muito, esgotada que estaria a sua «utilidade» para os portugueses. Acontece que as nossas fronteiras são reais, estão marcadas a sangue, suor e lágrimas, e não são um problema mas sim o reflexo de pelo menos um problema: o imperialismo castelhano. Não definem limites às capacidades dos portugueses mas sim limites às capacidades dos inimigos da nossa liberdade.
A catástrofe de 1580 teve um preço: 60 anos de escravatura na nossa própria terra e 28 anos de guerra (o dobro do tempo daquela guerra que igualmente nos foi imposta mais recentemente e do «prolongamento» da qual o MFA se queixou… ). A celebração do 1.º de Dezembro tem também esse propósito de lembrar os erros de 1580 e não admira que cause tanto incómodo à nossa alienada classe política, que sintomaticamente prima pela ausência nas cerimónias na Praça dos Restauradores, empenhada que está em novos delírios, golpadas e mesmo traições a Portugal.
A simples proposta de supressão do feriado do 1º de Dezembro, ainda por cima na situação actual de enxovalho para a qual a III República arrastou o País pela terceira vez, revela quão falsas são as bandeiras na lapela, as menções a independência nacional e soberania portuguesa nos discursos dos membros deste executivo e respectivos partidos. Tenho dificuldades em determinar um feriado mais importante e no entanto foi logo este que o executivo escolheu.
O feriado do 5 de Outubro, que oficialmente celebra o golpe republicano da Carbonária e monarquicamente comemora o Tratado de Zamora, não tem a mesma importância. Não encontro nada a comemorar no golpe levado a cabo pela escória bombista e regicida, até porque, como se veio a revelar, o problema da Monarquia Constitucional não era a chefia do Estado, antes pelo contrário: removido o «travão» real ao devorismo partidário, este último floresceu para benefício de alguns e prejuízo de uma imensa maioria.
Quanto ao tratado de Zamora, sabemos quão volúvel é o reconhecimento vindo do outro lado da fronteira e o realmente importante é a nossa Independência não o reconhecimento tácito alheio, pelo que a data é 25 de Julho de 1139 e não 5 de Outubro de 1143. Por si só, a supressão do 5 de Outubro não implicaria nenhuma leitura política negativa da minha parte, aliás até seria um dos feriados que sugeriria para supressão em caso de necessidade.
O problema surge desta combinação de feriados e do pendor claramente não-nacional -- e assim dando o flanco ao iberismo -- que este executivo exibe, revelando mais uma continuidade em relação aos executivos do PS do que uma necessária ruptura. Da lista de feriados que mais obstáculos levantam à castelhanização de Portugal, também conhecida por «integração ibérica», os dois propostos estão de certeza no topo da lista. Escapou (por enquanto) o 10 de Junho (Dia de Portugal) e mais remotamente o 8 de Dezembro (Nossa Senha da Conceição, Padroeira de Portugal desde 1646).
O motivo da antipatia castelhana pelo 1.º de Dezembro tem a ver com fundamentos e creio que dispensa grandes explicações. Já o 5 de Outubro tem a ver com questões operacionais. Aparentemente, a república seria o regime que mais facilitaria a anexação e em Portugal este regime, na sua primeira e na actual iteração, tem de facto promovido iberistas e cripto-iberistas a postos de responsabilidade, além da propaganda internacionalista que promove ou deixa promover nas linhas da «fraternidade» maçónica ou da «solidariedade» marxista. O «problema» reside no risco para a viabilidade do Estado vizinho e a capacidade de sobreviver à almejada anexação de Portugal. O império castelhano, vulgo Espanha, nunca sobreviverá a uma república, como demonstraram os acontecimentos dos anos 30 do século XX, pelo menos não a uma república sem pendor ditatorial ou tão descentralizada que Madrid perderia poder em vez de o aumentar. Mesmo estas variantes seriam no entanto insustentáveis para além do curto prazo já que a Geografia e a natureza dos povos não perdoa.
A única «solução» passa então por manter a monarquia do outro lado da fronteira e ir promovendo uma mudança do actual regime de forma a facilitar a absorção ( por exemplo, reforçando a vertente parlamentar e esvaziando a Presidência ou então até promover a Monarquia desde que previamente acautelados certos casamentos que a sabedoria popular desaconselha).
De notar que esta supressão de feriados não é ponto de partida nem será ponto de chegada dessa «integração ibérica». A influência de Madrid no processo de decisão política em Portugal é já grande, como o demonstram os problemas em cancelar aquele desastre que é a linha férrea para Madrid, os crescentemente desfavoráveis acordos sobre os rios transfronteiriços, o silêncio dos responsáveis portugueses sobre a questão de Olivença, entre outros sinais preocupantes. O actual regime continua alegremente «empenhado na construção/integração europeia», sem aparentemente notar que a única integração que está a conseguir é a «ibérica» (notar por exemplo a convergência de taxas de desemprego), e a defender as «parcerias» luso-castelhanas em que nós ficamos com promessas vagas (como a tal linha por Vilar Formoso directa aos Pirenéus, a única que nos interessa) e eles ficam com vantagens concretas já no presente (Madrid no centro de uma topologia em estrela potenciadora do centralismo castelhano).
Se suprimir feriados é parte da solução, poder-se-ia começar por esse fatídico 25 de Abril que celebra o trágico fim do Portugal pluricontinental, senhor de uma posição geopolítica confortável, e que colocou o nosso país (e teima em mantê-lo) num plano inclinado que o vem reduzindo ao estatuto de mera província castelhana tal como oportunamente havia avisado o embaixador Franco Nogueira («As crises e os Homens», 1971).
O executivo liderado pelo Dr. Passos Coelho resolveu propor a extinção de 4 feriados, dois ditos civis e dois ditos religiosos, supostamente com o objectivo de aumentar a produtividade. Não vou neste texto abordar a questão económica e as supostas vantagens da supressão dos feriados mas sim a escolha efectuada pelo nosso ilustre executivo.
Quanto aos feriados ditos religiosos, a Igreja já deu o seu parecer e como leigo não tenho muito a acrescentar para além do reconhecimento de que nenhum dos feriados suprimidos é dos que considero mais importantes.
Quanto aos feriados ditos civis, ou, se preferirem, políticos, já a questão é diferente. Independentemente de alguma táctica negocial adoptada pelo executivo no sentido de obter concessões dos sindicatos noutras áreas, a simples proposta de supressão, a escolha efectuada e até a combinação de feriados escolhida é passível de leitura política e reveladora de que temos mais um executivo que nunca chegará a ser Governo.
O feriado do 1.º de Dezembro celebra a reconquista da Independência Nacional, o triunfo do crer e do querer contra probabilidades esmagadoras, o recuperar da confiança no nosso futuro enquanto nação, o reencontro da confiança nas nossas capacidades e na nossa liderança, o reafirmar da nossa identidade (até no que diz respeito ao uso da língua, já que as trevas felipinas se encarregaram de promover o castelhano). Esta data surge nos antípodas daqueles malfadados dias de 1580 em que ruinosos delírios de alguns, falsas promessas de outros, apatia ou cumplicidade de elites alienadas ou mesmo corruptas, promoveram a noção de que estrangeiros poderiam resolver ou ajudar-nos a resolver os nossos problemas, como se houvesse uma total comunhão de valores, objectivos, missões e interesses. Se tal acontecesse, Portugal teria desaparecido há muito, esgotada que estaria a sua «utilidade» para os portugueses. Acontece que as nossas fronteiras são reais, estão marcadas a sangue, suor e lágrimas, e não são um problema mas sim o reflexo de pelo menos um problema: o imperialismo castelhano. Não definem limites às capacidades dos portugueses mas sim limites às capacidades dos inimigos da nossa liberdade.
A catástrofe de 1580 teve um preço: 60 anos de escravatura na nossa própria terra e 28 anos de guerra (o dobro do tempo daquela guerra que igualmente nos foi imposta mais recentemente e do «prolongamento» da qual o MFA se queixou… ). A celebração do 1.º de Dezembro tem também esse propósito de lembrar os erros de 1580 e não admira que cause tanto incómodo à nossa alienada classe política, que sintomaticamente prima pela ausência nas cerimónias na Praça dos Restauradores, empenhada que está em novos delírios, golpadas e mesmo traições a Portugal.
A simples proposta de supressão do feriado do 1º de Dezembro, ainda por cima na situação actual de enxovalho para a qual a III República arrastou o País pela terceira vez, revela quão falsas são as bandeiras na lapela, as menções a independência nacional e soberania portuguesa nos discursos dos membros deste executivo e respectivos partidos. Tenho dificuldades em determinar um feriado mais importante e no entanto foi logo este que o executivo escolheu.
O feriado do 5 de Outubro, que oficialmente celebra o golpe republicano da Carbonária e monarquicamente comemora o Tratado de Zamora, não tem a mesma importância. Não encontro nada a comemorar no golpe levado a cabo pela escória bombista e regicida, até porque, como se veio a revelar, o problema da Monarquia Constitucional não era a chefia do Estado, antes pelo contrário: removido o «travão» real ao devorismo partidário, este último floresceu para benefício de alguns e prejuízo de uma imensa maioria.
Quanto ao tratado de Zamora, sabemos quão volúvel é o reconhecimento vindo do outro lado da fronteira e o realmente importante é a nossa Independência não o reconhecimento tácito alheio, pelo que a data é 25 de Julho de 1139 e não 5 de Outubro de 1143. Por si só, a supressão do 5 de Outubro não implicaria nenhuma leitura política negativa da minha parte, aliás até seria um dos feriados que sugeriria para supressão em caso de necessidade.
O problema surge desta combinação de feriados e do pendor claramente não-nacional -- e assim dando o flanco ao iberismo -- que este executivo exibe, revelando mais uma continuidade em relação aos executivos do PS do que uma necessária ruptura. Da lista de feriados que mais obstáculos levantam à castelhanização de Portugal, também conhecida por «integração ibérica», os dois propostos estão de certeza no topo da lista. Escapou (por enquanto) o 10 de Junho (Dia de Portugal) e mais remotamente o 8 de Dezembro (Nossa Senha da Conceição, Padroeira de Portugal desde 1646).
O motivo da antipatia castelhana pelo 1.º de Dezembro tem a ver com fundamentos e creio que dispensa grandes explicações. Já o 5 de Outubro tem a ver com questões operacionais. Aparentemente, a república seria o regime que mais facilitaria a anexação e em Portugal este regime, na sua primeira e na actual iteração, tem de facto promovido iberistas e cripto-iberistas a postos de responsabilidade, além da propaganda internacionalista que promove ou deixa promover nas linhas da «fraternidade» maçónica ou da «solidariedade» marxista. O «problema» reside no risco para a viabilidade do Estado vizinho e a capacidade de sobreviver à almejada anexação de Portugal. O império castelhano, vulgo Espanha, nunca sobreviverá a uma república, como demonstraram os acontecimentos dos anos 30 do século XX, pelo menos não a uma república sem pendor ditatorial ou tão descentralizada que Madrid perderia poder em vez de o aumentar. Mesmo estas variantes seriam no entanto insustentáveis para além do curto prazo já que a Geografia e a natureza dos povos não perdoa.
A única «solução» passa então por manter a monarquia do outro lado da fronteira e ir promovendo uma mudança do actual regime de forma a facilitar a absorção ( por exemplo, reforçando a vertente parlamentar e esvaziando a Presidência ou então até promover a Monarquia desde que previamente acautelados certos casamentos que a sabedoria popular desaconselha).
De notar que esta supressão de feriados não é ponto de partida nem será ponto de chegada dessa «integração ibérica». A influência de Madrid no processo de decisão política em Portugal é já grande, como o demonstram os problemas em cancelar aquele desastre que é a linha férrea para Madrid, os crescentemente desfavoráveis acordos sobre os rios transfronteiriços, o silêncio dos responsáveis portugueses sobre a questão de Olivença, entre outros sinais preocupantes. O actual regime continua alegremente «empenhado na construção/integração europeia», sem aparentemente notar que a única integração que está a conseguir é a «ibérica» (notar por exemplo a convergência de taxas de desemprego), e a defender as «parcerias» luso-castelhanas em que nós ficamos com promessas vagas (como a tal linha por Vilar Formoso directa aos Pirenéus, a única que nos interessa) e eles ficam com vantagens concretas já no presente (Madrid no centro de uma topologia em estrela potenciadora do centralismo castelhano).
Se suprimir feriados é parte da solução, poder-se-ia começar por esse fatídico 25 de Abril que celebra o trágico fim do Portugal pluricontinental, senhor de uma posição geopolítica confortável, e que colocou o nosso país (e teima em mantê-lo) num plano inclinado que o vem reduzindo ao estatuto de mera província castelhana tal como oportunamente havia avisado o embaixador Franco Nogueira («As crises e os Homens», 1971).
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo
Muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. O banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do BC Europeu, Mario Monti, presidente do Conselho Italiano, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs. O artigo é de Eduardo Febbro.
Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris
Data: 19/11/2011
A história poderia satisfazer a todas as expectativas dos adeptos das teorias da conspiração: onde está o poder mundial? A resposta cabe num nome e num lugar: na sede do banco de investimentos Goldman Sachs. O banco estadunidense conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti, o presidente do Conselho Italiano que substituiu a Silvio Berlusconi, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs.
Desses três responsáveis, dois, Monti e Papademos, formam o anexo avançado da política pela tecnocracia econômica, pertencem à rede que o Goldman Sachs teceu no Velho Continente e, em graus diversos, participaram nas mais truculentas operações ilícitas orquestradas pela instituição estadunidense. Além do mais, não são os únicos. Pode-se também mencionar Petros Christodoulos, hoje à frente do organismo que administra a dívida pública grega e que no passado recente foi presidente do Banco Nacional da Grécia, a quem o Goldman Sachs vendeu o produto financeiro hoje conhecido como "swap" e com o qual as autoridades gregas e o Goldman Sachs orquestraram a maquiagem das contas gregas.
O dragão que protege os interesses de Wall Street conta com homens chave nos postos mais decisivos, e não só na Europa. Henry Paulson, ex presidente do Goldman Sachs, foi em seguida nomeado Secretário do Tesouro estadunidense, ao passo que William C. Dudley, outro alto funcionário do Goldman Sachs, é o atual presidente do Federal Reserve de Nova York. Mas o caso dos responsáveis europeus é mais paradigmático. A palma de ouro quem leva é Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, que foi vice presidente do Goldmann Sachs para a Europa entre os anos 2002 e 2005.
Neste posto, Draghi teve um desempenho mais do que ambíguo. O título de seu cargo era "empresas e dívidas soberanas". Precisamente nesse cargo Draghi teve como missão vender o produto incendiário "swap". Este instrumento financeiro é um elemento determinante no ocultamento das dívidas soberanas, quer dizer, na maquiagem das contas gregas. Esse engodo foi a astúcia que permitiu que a Grécia se qualificasse para fazer parte da zona do euro. Tecnicamente e com o Goldmann Sachs como operador, tratou-se de então de transformar a dívida externa da Grécia numa dívida em euros. Com isso, a dívida grega desapareceu dos balanços negativos e o Goldmann Sachs ganhou uma vultuosa comissão.
Depois, em 2006, o banco vendeu parte desse pacote de swaps ao principal banco comercial do país, o Banco Nacional da Grécia, dirigido por outro homem do Goldmann Sachs, Petros Christodoulos, ex trader do Goldmann Sachs e...atualmente diretor do organismo de gestão da dívida da Grécia, que o mesmo e os já mencionados contribuíram para primeiro mascarar e depois, incrementar. Mario Draghi tem um histórico pesado. O ex presidente da República italiana Francesco Cossiga acusou Draghi de ter favorecido o Goldmann Sachs em contratos importantes, quando Draghi era diretor do Tesouro e a Itália estava em pleno processo privatizador.
O certo é que o agora presidente do Banco Central Europeu aparece massivamente indicado como o grande vendedor de swaps em toda a Europa.
Nesse entrevero de falsificações surge o chefe do executivo grego, Lukas Papademos. O primeiro ministro foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Esse é precisamente o período em que o Sachs foi cúmplice de ocultamento da realidade econômica grega e, enquanto responsável pela entidade bancária nacional, Papademos não podia ignorar o engodo que estava montando. As datas em que o cargo coincidem com a operação da montagem. Na lista de notáveis Mario Monti o segue. O atual presidente do Conselho Italiano foi conselheiro internacional do Goldmann Sachs desde 2005.
Em resumo, muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. Não cabe dúvida de que existe o que os analistas chamam de "um governo Sachs europeu".
O português Antonio Borges dirigiu até há pouco - acaba de renunciar - o Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. Até 2008, Antonio Borges foi vice presidente do Goldmann Sachs. O desaparecido Karel Van Miert - Bélgica - foi Comissário Europeu da Competição e também um quadro do Goldmann Sachs. O alemão Ottmar Issing foi sucessivamente presidente do Bundesbank europeu, conselheiro internacional do Sachs e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu. Peter O'Neill é outro homem do esquema: presidente do Goldmann Sachs Asset Management, O'Neill, apelidado de "o guru" do Goldmann Sachs, é o inventor do conceito de BRICS, o grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O'Neill é acompanhado por outro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente do Goldmann Sachs Internacional, membro da seção "Europa" da Comissão Trilateral - o mesmo que Lukas Papademos - ex integrante da Comissão de Competição na União Europeia, Procurador Geral da Irlanda e mediador influente no plano que culminou com o resgate da Irlanda.
Alessio Rastani tem toda razão. Este personagem que se apresentou perante o BC como um trader disse há algumas semanas: "os políticos não governam o mundo. O Goldmann Sachs governa o mundo". Sua história é exemplar, de jogo duplo, como as das personalidades e carreiras dos braços mundiais do Goldmann Sachs. Alessio Rastani disse que ele era um trader londrino, mas que depois se descobriu que trader não era e poderia ser parte do Yes Men, um grupo de ativistas que, através da caricatura e da infiltração na mídia, denunciam o liberalismo.
Entrará para as páginas da história mundial da impunidade a figura desses personagens. Empregados por uma firma estadunidense, eles orquestraram um dos maiores calotes já conhecidos, cujas consequências hoje estão sendo pagas. Foram premiados com o timão da crise que eles produziram.
(Tradução: Katarina Peixoto)
Eduardo Febbro - Correspondente da Carta Maior em Paris
Data: 19/11/2011
A história poderia satisfazer a todas as expectativas dos adeptos das teorias da conspiração: onde está o poder mundial? A resposta cabe num nome e num lugar: na sede do banco de investimentos Goldman Sachs. O banco estadunidense conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti, o presidente do Conselho Italiano que substituiu a Silvio Berlusconi, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs.
Desses três responsáveis, dois, Monti e Papademos, formam o anexo avançado da política pela tecnocracia econômica, pertencem à rede que o Goldman Sachs teceu no Velho Continente e, em graus diversos, participaram nas mais truculentas operações ilícitas orquestradas pela instituição estadunidense. Além do mais, não são os únicos. Pode-se também mencionar Petros Christodoulos, hoje à frente do organismo que administra a dívida pública grega e que no passado recente foi presidente do Banco Nacional da Grécia, a quem o Goldman Sachs vendeu o produto financeiro hoje conhecido como "swap" e com o qual as autoridades gregas e o Goldman Sachs orquestraram a maquiagem das contas gregas.
O dragão que protege os interesses de Wall Street conta com homens chave nos postos mais decisivos, e não só na Europa. Henry Paulson, ex presidente do Goldman Sachs, foi em seguida nomeado Secretário do Tesouro estadunidense, ao passo que William C. Dudley, outro alto funcionário do Goldman Sachs, é o atual presidente do Federal Reserve de Nova York. Mas o caso dos responsáveis europeus é mais paradigmático. A palma de ouro quem leva é Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, que foi vice presidente do Goldmann Sachs para a Europa entre os anos 2002 e 2005.
Neste posto, Draghi teve um desempenho mais do que ambíguo. O título de seu cargo era "empresas e dívidas soberanas". Precisamente nesse cargo Draghi teve como missão vender o produto incendiário "swap". Este instrumento financeiro é um elemento determinante no ocultamento das dívidas soberanas, quer dizer, na maquiagem das contas gregas. Esse engodo foi a astúcia que permitiu que a Grécia se qualificasse para fazer parte da zona do euro. Tecnicamente e com o Goldmann Sachs como operador, tratou-se de então de transformar a dívida externa da Grécia numa dívida em euros. Com isso, a dívida grega desapareceu dos balanços negativos e o Goldmann Sachs ganhou uma vultuosa comissão.
Depois, em 2006, o banco vendeu parte desse pacote de swaps ao principal banco comercial do país, o Banco Nacional da Grécia, dirigido por outro homem do Goldmann Sachs, Petros Christodoulos, ex trader do Goldmann Sachs e...atualmente diretor do organismo de gestão da dívida da Grécia, que o mesmo e os já mencionados contribuíram para primeiro mascarar e depois, incrementar. Mario Draghi tem um histórico pesado. O ex presidente da República italiana Francesco Cossiga acusou Draghi de ter favorecido o Goldmann Sachs em contratos importantes, quando Draghi era diretor do Tesouro e a Itália estava em pleno processo privatizador.
O certo é que o agora presidente do Banco Central Europeu aparece massivamente indicado como o grande vendedor de swaps em toda a Europa.
Nesse entrevero de falsificações surge o chefe do executivo grego, Lukas Papademos. O primeiro ministro foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Esse é precisamente o período em que o Sachs foi cúmplice de ocultamento da realidade econômica grega e, enquanto responsável pela entidade bancária nacional, Papademos não podia ignorar o engodo que estava montando. As datas em que o cargo coincidem com a operação da montagem. Na lista de notáveis Mario Monti o segue. O atual presidente do Conselho Italiano foi conselheiro internacional do Goldmann Sachs desde 2005.
Em resumo, muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. Não cabe dúvida de que existe o que os analistas chamam de "um governo Sachs europeu".
O português Antonio Borges dirigiu até há pouco - acaba de renunciar - o Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. Até 2008, Antonio Borges foi vice presidente do Goldmann Sachs. O desaparecido Karel Van Miert - Bélgica - foi Comissário Europeu da Competição e também um quadro do Goldmann Sachs. O alemão Ottmar Issing foi sucessivamente presidente do Bundesbank europeu, conselheiro internacional do Sachs e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu. Peter O'Neill é outro homem do esquema: presidente do Goldmann Sachs Asset Management, O'Neill, apelidado de "o guru" do Goldmann Sachs, é o inventor do conceito de BRICS, o grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O'Neill é acompanhado por outro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente do Goldmann Sachs Internacional, membro da seção "Europa" da Comissão Trilateral - o mesmo que Lukas Papademos - ex integrante da Comissão de Competição na União Europeia, Procurador Geral da Irlanda e mediador influente no plano que culminou com o resgate da Irlanda.
Alessio Rastani tem toda razão. Este personagem que se apresentou perante o BC como um trader disse há algumas semanas: "os políticos não governam o mundo. O Goldmann Sachs governa o mundo". Sua história é exemplar, de jogo duplo, como as das personalidades e carreiras dos braços mundiais do Goldmann Sachs. Alessio Rastani disse que ele era um trader londrino, mas que depois se descobriu que trader não era e poderia ser parte do Yes Men, um grupo de ativistas que, através da caricatura e da infiltração na mídia, denunciam o liberalismo.
Entrará para as páginas da história mundial da impunidade a figura desses personagens. Empregados por uma firma estadunidense, eles orquestraram um dos maiores calotes já conhecidos, cujas consequências hoje estão sendo pagas. Foram premiados com o timão da crise que eles produziram.
(Tradução: Katarina Peixoto)
A produtividade e a matemática
do economista-professor João César das Neves
Heduíno Gomes
Num dos canais de televisão (22.12.2011), o economista João César das Neves pronunciou-se sobre a questão do aumento de meia hora de trabalho decidido pelo Governo. Como sempre, falou como um professor sábio e muito «social».
Definamos os conceitos. Diz quem sabe: «A produtividade é a relação entre o resultado útil dum processo produtivo e a utilização dos factores de produção, ou seja, a quantidade de produto por unidade de factor produtivo, geralmente o factor trabalho». Diz ainda quem sabe que «a elevação geral da produtividade do trabalho» corresponde à «diminuição do tempo absorvido na produção da maior parte dos bens e serviços».
Assim sendo, está matematicamente claro que uma dada produtividade vezes o tempo de trabalho dá a produção. O que significa ainda que, conservando o factor produtividade e aumentando o factor tempo de trabalho, aumenta a produção. Ou seja, com a produtividade que temos, acrescentando meia hora a oito horas de trabalho, vamos ter mais 6,25% de produção.
A lógica do Governo é apenas esta. Mas o abominável professor das Neves faz outras contas. Acha ele que, aumentando o tempo de trabalho, a produtividade diminui…
Alguém entende tal matemática?
Porque será que as televisões procuram tanto este senhor professor como «representante» de um certo sector da sociedade e não alguém mais -- digamos -- razoável e lógico?
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Governo dos EUA promoverá defesa mundial
da homossexualidade por meio de concertos
de Lady Gaga
Ben Johnson
Como parte de uma campanha mundial visando promover a aceitação internacional da homossexualidade, o governo de Obama estabeleceu o «Fundo Global de Igualdade», orçado em 3 milhões de dólares, para financiar a defesa política da homossexualidade no mundo inteiro com o dinheiro dos cidadãos americanos que pagam impostos. As diretrizes do Departamento de Estado indicam que essa defesa poderia incluir de tudo, desde financiar ativistas políticos gays em outros países que fazem campanhas contra leis que definem o casamento como a união entre um homem e uma mulher até a organização de paradas do orgulho gay e concertos de Lady Gaga em países remotos.
A secretária de Estado Hillary Clinton proclamou a formação do fundo num discurso que deu em Genebra na terça-feira. «Tenho também o prazer de anunciar que estamos lançando um novo Fundo de Igualdade Global que sustentará o trabalho das organizações da sociedade civil que atuam nessas questões no mundo inteiro», disse Clinton.
«Esse fundo os ajudará a registrar fatos de modo que eles possam apontar seu trabalho de defender a homossexualidade, aprender como usar as leis como ferramentas, administrar seus orçamentos, treinar suas equipes e forjar parcerias com organizações de mulheres e outros grupos de direitos humanos», disse Clinton.
Ela comentou que o governo dos EUA «empenhou mais de 3 milhões de dólares» de verbas oriundas de contribuições de impostos de renda para iniciar essa organização. O site do Departamento de Estado descreve o fundo como uma «parceria público-privada» que «buscará compromissos de parceria de governos, empresas e fundações que fazem doações».Um formulário do Departamento de Estado revela que sua Agência de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (ADDHT) “apoiará programações por meio do Fundo de Igualdade Global”. Isso incluirá impulsionar “ONGs a fazerem defesas diante de governos de outros países e em fóruns multilaterais” em favor das causas LGBT. A ADDHT pede que as organizações homossexuais os ajudem a documentar casos de discriminação.
O fundo também financiará «campanhas internacionais que aumentem a conscientização do público e ampliem os diálogos positivos» sobre a homossexualidade, «tais como educação cívica inclusiva e atividades culturais, e construam coalizões diversas de direitos humanos nos serviços de mensagens ao público».
O formulário sugere que essas medidas poderiam incluir eventos como as paradas de orgulho gay e concertos de Lady Gaga — a polémica cantora pop que deixou os cristãos indignados no começo deste ano quando ela lançou um vídeo para sua música «Judas» que a retrata em determinada altura como Maria Madalena, mordiscando sensualmente a orelha de Jesus Cristo.
O Departamento de Estado se gaba de que «ajudou a convencer a cantora pop e promotora LGBT Lady Gaga a fazer uma apresentação no evento homossexual EuroPride de Roma em junho de 2011».
Valerie Jarrett, a assessora mais íntima de Obama, escreveu na terça-feira que ela havia ficado «profundamente comovida» com o ativismo da cantora pop.
O Fundo de Igualdade Global é apenas uma pequena parte de uma agenda ambiciosa de remodelar todas as políticas externas dos EUA para apoiarem a causa LGBT no mundo inteiro. Na terça-feira, Barack Obama decretou um memorando instruindo as embaixadas americanas em outros países a «expandir iniciativas para combater a discriminação, a homofobia e a intolerância na base da condição ou conduta LGBT» nos países em que estão.
Militares: Comparação de desempenho
Manuel Ferreira dos Santos
1. Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos.
Assim, chegaram à conclusão que em todo a Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo: a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9300 km, de 1948 a 1960), no Quénia (a 5700 km, de 1952 a 1956) e em Chipre (a 3000 km, de 1954 a 1959) e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3400 km), Angola (a 7300 km ) e Moçambique (a 10 300 km, de 1961 a 1974) 13 anos seguidos. Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve.
Consideraram por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo á capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga exigida a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Armadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica. Isto são observadores internacionais a afirmá-lo.
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietname. Só que ambos com 3 meses em cada comissão, intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Havai.
Todos os que serviram a Pátria e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto deaguentarem este esforço sobre-humano que se reflectiu necessariamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado.
2. Em todo o Mundo civilizado, e não só, em Países ricos, cidadãos protagonistas dos grandes conflitos e catástrofes com eles relacionados, vencedores ou vencidos, receberam e recebem por parte dos seus Governos, tratamentos diferenciados do comum dos cidadãos, sobretudo nos capítulos sociais da assistência na doença, na educação, na velhice e na morte, como preito de homenagem da Nação àqueles que lutaram pela Pátria, com exposição da própria vida.
Todos os que vestiram a farda da Grã-Bretanha, França, Rússia, Alemanha, Itália e Japão têm tratamento diferenciado; idem para a Polónia e Europa de Leste, bem como para os Brasileiros que constituíram o Corpo Expedicionário destacado na Europa.
Idem para os Malaios, Australianos, Filipinos, Neo-zelandeses e soldados profissionais indianos.
Nos EUA a sua poderosíssima «Veterans War» não depende de nenhum Secretário de Estado, nem do Congresso, depende directamente do Presidente dos EUA, com quem despacha quinzenalmente. Esta prerrogativa referendada por toda uma Nação, permite que todos aqueles que deram a vida pela Pátria repousem em cemitérios espalhados por todo o Mundo, duma grandiosidade, beleza e arranjo ímpares, ou todos aqueles que a serviram, tenham assistência médica e medicamentosa para eles e família, condições especiais de acesso às Universidades, bolsas de estudo, e outros benefícios sociais durante toda a vida.
Esta excepção que o povo americano concedeu a este tipo de cidadãos é motivo de orgulho de todos os americanos.
O tratamento privilegiado que todo o Mundo concedeu aos cidadãos que serviram a Pátria em combates onde a mesma esteve representada, é sufragado por leis normalmente votadas por unanimidade.
Também os civis que ficaram sujeitos aos bombardeamentos, quer em Inglaterra, quer em Dresden, quer em Hiroshima e Nagasaki, têm tratamento diferenciado.
Conheço de perto o Irão. Até o Irão dá tratamento autónomo e especifico aos cidadãos que combateram na recente Guerra Irão-Iraque, onde morreram 1 milhão de iranianos.
Até Países da África terceiro-mundista e subdesenvolvida, como o Quénia, atribuiu aos ex-maus-maus, esquemas de protecção social diferentes dos outros cidadãos.
Em todo o Mundo, menos em Portugal.
No meu País, os Talhões de Combatentes dos vários cemitérios, estão abandonados, as centenas de cemitérios espalhados pela Guiné, Angola, Moçambique, Índia e Timor, abandonados estão, quando não, profanados. É simplesmente confrangedor ver o estado de degradação onde se chegou. Parece que a única coisa que está apresentável é o monumento do Bom Sucesso -Torre de Belém, possivelmente porque está à vista e porque é limpo uma vez por ano para a cerimónia publica que lá se realiza. Até grande parte dos
monumentos municipais aos Mortos da Guerra do Ultramar vão ficando abandonados.
monumentos municipais aos Mortos da Guerra do Ultramar vão ficando abandonados.
No meu País, a pouco e pouco, foi-se retirando a dignidade devida aos que combateram pela Pátria, abandonando os seus mortos, e retirando as poucas «migalhas» que ainda tinham diferentes do comum dos cidadãos, a assistência médica e medicamentosa, para ele e cônjuge, alinhando-os «devidamente» por baixo.
ATÉ NISTO CONSEGUIMOS SER DIFERENTES DE TODOS OS OUTROS.
No meu País, os políticos confundem dum modo ignorante ou acintoso, militares com polícias e funcionários públicos (sem desprimor para as profissões de polícias e funcionários públicos, bem entendido).
Por ignorância ou leviandade os políticos permanentemente esquecem que o estatuto dos militares não lhes permite, nem o direito de manifestação, nem de associação sindical, além de ser o único que obriga o cidadão a dar a vida pela Pátria.
Até na 1a República, onde grassava a indisciplina generalizada, a falta de autoridade, o parlamentarismo balofo, as permanentes dificuldades financeiras e as constantes crises económicas, não foram esquecidos todos aqueles que foram mandados combater pela Pátria na 1a Guerra Mundial (1914-18), decisão política muito difícil, mas patriótica, pois tinha a ver com a defesa estratégica das possessões ultramarinas.
Foram escassos 18 meses o tempo que durou a Guerra para os portugueses, mas todos aqueles que foram mobilizados e honraram Portugal, tiveram medidas de apoio social suplementares diferentes de todos os outros cidadãos portugueses, além duma recepção ímpar por todo o Governo da Nação em ambiente de Grande Festividade Nacional.
Naquela altura os políticos portugueses dignificaram a sua função e daqueles que combateram pela Pária.
Foram criados Talhões de Combatentes em vários cemitérios públicos, à custa e manutenção do Estado, foram construídos monumentos grandiosos em memória dos que deram a vida pela Pátria, foi concebido um Panteão Nacional para o Soldado Desconhecido na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, com Guarda de Honra permanente, 24 sobre 24 horas, foram criadas pensões especiais para os mutilados, doentes e gaseados, foram criadas condições especiais de assistência médica e medicamentosa para os militares e famílias, nos Hospitais Militares, numa altura em que ainda não havia assistência social generalizada como há hoje, foi criado um Lar especifico para acolher a terceira idade destes militares em Runa (é importante relembrar que, em 1918, se decidiu receber e tratar os jovens com 20 anos em 1918, quando estes tivessem mais de 65 anos de idade) e, por último foi criada a Liga dos Combatentes que, de certo modo, corporizava todo este apoio especial aos combatentes, diferente de todos os outros cidadãos, e era o seu porta-voz junto das instâncias governamentais. (Uma espécie de «Veteran's War» à portuguesa.)
Foi toda uma Nação, com os políticos à frente, que deu tudo o que tinha àqueles que combateram pela Pátria, apesar da situação económica desesperada e de quase bancarrota.
Na altura seguimos naturalmente o exemplo das demais nações.
Agora somos os cínicos que não seguem os exemplos generalizados do tratamento diferenciado aos que serviram a Pátria em combate.
É SIMPLESMENTE UMA VERGONHA!
Haveria muito mais para dizer para chamar a atenção deste Ministro da Defesa e deste Primeiro-Ministro, ambos possivelmente com carências de referências desta índole nos meios onde se costumam movimentar, sobretudo no que respeita à comparação dos vencimentos, regalias e mordomias dos que expuseram ou deram a vida pela Pátria e aqueles, que antes pelo contrário, sempre fugiram a essa obrigação.
Vítor Santos
Coronel Reformado
4 Comissões de Serviço no Ultramar
10 anos de Trópicos
Deficiente das Forças Armadas por doença adquirida e agravada em Campanha
Quase 70 anos de idade
Sem acumulação de cargos
Sem Seguro de Saúde pago pelo Estado ou EP
Sem direito a Subsidio de Reinserção
Sem cartão de crédito dourado sem limite de despesas a expensas do Estado
Sem filhos empregados no Estado por conhecimentos pessoais
Sem filhos empregados no Estado por conhecimentos pessoais
Sem o direito a reformas precoces de deputado ou autarca
Sem reformas precoces e escandalosas estilo Banco de Portugal ou CGD
Sem contratos que prevêem indemnizações chorudas
Sem direito a ficar, de borla, com os carros que o Estado pagou em Leasing
Sem fazer contratos chorudos de avenças como os que se fazem com Gabinetes
de Advogados e Economistas
de Advogados e Economistas
Sem Pensão de Reforma acima do ordenado do Presidente da República
Com Filhos desempregados
Estudo relaciona conteúdo sexual de TV
com gravidezes adolescentes
Um estudo da RAND Corporation, publicado na edição de Novembro da revista Pediatrics, revelou que existe uma forte relação entre as gravidezes adolescentes e o conteúdo sexual dos programas de televisão.
Segundo o estudo, difundido este domingo pela cadeia CNN, adolescentes com alto nível de exposição a programas com conteúdo sexual estiveram duas vezes mais propensas a ficar grávidas que as que viram menos programas desse tipo em um período de três anos.
«Sabemos que se uma criança está a ver mais de uma hora de televisão por dia, e sabemos que há uma cena sexual no conteúdo a cada 10 minutos, então está a receber uma quantidade considerável de conteúdo sexual», disse Anita Chandra, autora principal do estudo e científica condutual no RAND.
A investigação analisou os resultados de três pesquisas entre 2000 adolescentes de idades entre 12 e 17 anos durante os anos de 2001 a 2004. O estudo focou-se nos resultados dos mais de 700 participantes em todos os Estados Unidos que já tinham tido relações sexuais para o momento da terceira sondagem.
Para a professora de pediatria clínica da Escola de Medicina Morehouse e Directora médica do Centro de Excelência em Saúde Sexual, Wimberly Yolanda, a relação não é surpreendente.
Nesse sentido, a professora aconselhou os pais a falarem com seus filhos sobre estes temas e ensinem valores morais, porque poderão limitar sua exposição ao conteúdo sexual nos meios, já que também está a influência dos amigos e da Internet.
Conforme informou a CNN, os peritos assinalam que os programas de televisão quase nunca retratam os riscos do sexo. Indicou que anteriores investigações também mostraram que os adolescentes com maior exposição a estes conteúdos são mais propensos a terem relações sexuais pela primeira vez no ano seguinte.
Suicídio de politico corrupto em directo !!!----CHOCANTE
Ver mais em:
POR FAVOR, MANDEM A TODOS OS POLÍTICOS. PORTUGUESES E BRASILEIROS...PODE SER QUE SE INSPIREM A FAZER ALGUMA COISA DIGNA NA VIDA..
Suicídio de político corrupto em directo!!!
O filme mostra um político norte-americano que, após ter sido descoberto numa corrupção em seu nome de (somente) US$ 15.000,00, chama a imprensa, lê sua carta de renúncia, pede desculpas à família, e suicida-se em frente às câmaras e aos estupefactos jornalistas...
Se esta moda pegasse em Portugal ficávamos em auto-gestão... sem governos...sem políticos. Viveríamos em luto permanente com a bandeira «a meia haste»!
Eli Pariser: Atenção a "bolhas de filtro" online
Eli Pariser

Ver o vídeo em:
http://www.ted.com/talks/lang/pt/eli_pariser_beware_online_filter_bubbles.html

Ver o vídeo em:
http://www.ted.com/talks/lang/pt/eli_pariser_beware_online_filter_bubbles.html
À medida que as companhias cibernéticas se esforçam para adaptar os seus serviços (incluindo notícias e resultados de pesquisas) às nossas preferências, cria-se uma perigosa consequência não intencional: ficamos presos dentro duma «bolha de filtros» de maneira a que não somos expostos à informação que poderia desafiar ou alargar a nossa visão global. Eli Pariser faz um argumento poderoso de que, no final, esta bolha de filtro vai provar ser má para nós e para a democracia.
Época da Ditadura !!! Não deixa de ser engraçado…
Na época da ditadura...
Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas auto-estradas acima dos 120km/h sem nenhum risco e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era bom cidadão, quem era bandido e quem era terrorista mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do «guiché» das contas a pagar ou à recepcionista sem correr o risco de sermos processados por «assédio sexual» mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei preto!), credos(esse crente aí) ou preferências sexuais (fala sua bicha!) e não éramos processados por «discriminação» por esse motivo mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e conduzir o carro para casa, sem o risco de sermos atirados à vala da delinquência, ser presos por estarmos "alcoolizados"mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados mas...não podíamos falar mal do Presidente.
Hoje, a única coisa que podemos fazer...é falar mal do Presidente!
Que porra...!!! Como os tempos mudaram...
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