quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Interessante reflexão


Publicamos aqui um oportuno artigo de Elias Couto para reflectir. Incluindo em termos de causa e efeito.

(Assinalados nossos)


O Papa Francisco não tem culpa...



Elias Couto


Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa. E, portanto, é normal haver quem se entusiasme com o Papa Francisco e não visse nada de interessante no seu antecessor. Seria conveniente, no entanto, não cair na armadilha, potenciada pelas redes sociais, de, para louvar o Papa Francisco, denegrir Bento XVI. E menos ainda se deveria cair na armadilha de faltar à verdade. Afinal, na Igreja, como também ensinou Bento XVI, a única hermenêutica válida, porque a única capaz de a edificar, é a hermenêutica da continuidade, não a da ruptura.

1. Há coisas para as quais não tenho paciência. Uma delas é a falta de rigor com que tantos jornalistas usam as palavras do Papa Francisco para promover agendas alheias ao Papa. Outra, é o modo como os panegiristas do Papa Francisco cultivam uma espécie de populismo próprio de ditaduras terceiro-mundistas, mas muito pouco adequado a uma Igreja com quase dois mil anos de história e 266 papas, desde S. Pedro. O Papa Francisco não tem culpa, mas...

2. Não tenho paciência para o modo como muitos, mesmo católicos, nas aras de incenso elevadas em louvor do Papa Francisco,denigrem os seus antecessores, sobretudo Bento XVI e João Paulo II. Segundo alguns, dá a sensação de termos saído de um longo inverno eclesial, decadente e triste, para a luminosidade de uma primavera sem sombras nem nuvens. Ora, de facto, saímos de anos, alguns deles terríveis, marcados por um esforço titânico para restaurar os muros derrubados e o rosto sujo da Igreja de Cristo, esforço protagonizado, sobretudo, pelos imediatos antecessores do Papa Francisco. Só assim se tornou possível o ânimo com que, agora, tantos se lançam com alegria a viver de novo a aventura da fé, alentados pelo optimismo e pelas originalidades do Papa.

3. «Eu nunca vi, um Papa... estender a mão e tocar as pessoas; abraçar, em vez de dar a mão a beijar; afagar crianças com ternura sem ser para aparecer na foto; que não fala em pecado; dizer que os mais pobres são os que mais praticam a generosidade; dizer que a acção vale mais do que a palavra; dizer que a medida da grandeza de uma sociedade reside no modo como ela trata os mais pobres; dizer que é preciso ouvir os jovens; falar do humanismo desumano que estamos vivendo; dizer que é preciso defender uma realidade humana, valores éticos... antes do Papa Francisco».

4. Não é possível encontrar uma coisa destas espalhando-se pelas redes sociais sem perder a paciência. Basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar tudo isto e muito mais nos ensinamentos da Igreja e, para não ir mais longe, nos de Bento XVI e João Paulo II. Dito com outro estilo, sem cair nas boas graças da comunicação social, mas dito, escrito, ensinado, vivido. E, afinal, se o Papa Francisco é o primeiro que «afaga crianças com ternura sem ser para aparecer na foto», o que está a dizer-se dos seus antecessores? Que eram uns hipócritas?

5. Dir-se-á, talvez, que este é o tipo de panegírico exagerado, próprio do calor do momento. Eu, nada adepto deste tipo de «entusiasmos», direi que não é bem assim, pois até em artigos e entrevistas encontro com facilidade a mesma estrutura – o Papa «bom» e os anteriores para esquecer – embora com maior elegância na forma e com mais background teológico nos conteúdos.

6. «Enfim, não é uma «outra Igreja» que tem de nascer. É uma «Igreja outra» que (já) está a surgir. No coração de muitas pessoas». Bastaram seis meses de pontificado?... É obra. «Aliás, o povo de Deus ‘quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado’». Bento XVI lá dizia, com aquele seu jeito humilde e descansado, que o sacerdote «não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade, para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer»: pronuncia as palavras da absolvição, as palavras da transubstanciação... «Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente «ofício», mas sacramento». E também, falando de Deus como «pastor» da humanidade: «O sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: «Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me». E explica: «conhecer» significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo». Claro, isto dá que pensar e não se transforma facilmente num slogan simpático, no qual se vê nascer uma «Igreja outra». Mas foi pensado, dito e redito pelo Papa Bento XVI, como antes por João Paulo II. E, no entanto...

7. Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa. E, portanto, é normal haver quem se entusiasme com o Papa Francisco e não visse nada de interessante no seu antecessor. Seria conveniente, no entanto, não cair na armadilha, potenciada pelas redes sociais, de, para louvar o Papa Francisco, denegrir Bento XVI. E menos ainda se deveria cair na armadilha de faltar à verdade. Afinal, na Igreja, como também ensinou Bento XVI, a única hermenêutica válida, porque a única capaz de a edificar, é a hermenêutica da continuidade, não a da ruptura.

8. O Papa Francisco não tem culpa. Tem um estilo muito próprio – como cada papa antes dele. E com o seu modo de ser, com as suas palavras e os seus gestos está a fazer muito bem a imensos fiéis, à Igreja e a tanta gente há muito afastada da Igreja. O problema não é o Papa Francisco, mas aqueles que, «à boleia» do Papa Francisco, procuram a ruptura na Igreja. Podem até fazê-lo por amor à Igreja e ao Papa, mas é um amor equivocado. E, deste modo, em vez de potenciarem a acção do Santo Padre, acabam por reduzi-la a uma caricatura populista que o Santo Padre certamente não deseja e apenas serve para abrir novas feridas na já de si tão abalada unidade da Igreja.





Estados Unidos estão a deixar de ser
um país de maioria protestante



Os Estados Unidos deixarão de contar dentro de alguns anos com uma maioria absoluta de protestantes, segundo revela um estudo do Centro de Pesquisa de Opinião Nacional da Universidade de Chicago.

A instituição constata no seu relatório, publicado em 20 de Julho, que este fenómeno deve-se principalmente à queda do número de fiéis em muitas religiões cristãs, sobretudo entre adolescentes e adultos, e ao aumento de imigrantes de outras religiões.

De acordo com a pesquisa, entre 1993 e 2002 os americanos que se consideravam protestantes caíram de 63% para 52%, depois de durante anos este número se ter mantido estável.

Ao mesmo tempo, os norte-americanos que disseram não pertencer a nenhuma religião aumentaram de 9% para quase 14%. Segundo o estudo, muitas destas pessoas tinham sido protestantes.

A população católica manteve-se estável nos Estados Unidos nos últimos anos. Actualmente, constitui cerca de 25% dos habitantes do país, segundo esta fonte.

Por outro lado, as pessoas que disseram pertencer a outras religiões, incluindo o islão, igrejas ortodoxas ou religiões orientais, passaram de 3% para 7% entre 1993 e 2002. Os judeus constituem menos de 2% sem que houvesse alterações.





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

João Paulo II sobre a «obsessão»
de defender a vida


João Paulo II uma vez concedeu uma entrevista ao respeitado jornalista Vittorio Messori, que lhe perguntou se ele não seria porventura «obsessivo» na sua pregação contra o aborto. O Santo Padre retorquiu-lhe:

«A legalização da terminação da gravidez é apenas a autorização dada a um adulto, com a aprovação de uma lei estabelecida, de tirar a vida a crianças ainda não nascidas e por isso incapazes de se defenderem. É difícil conceber uma situação mais injusta, e é muito difícil falar de obsessão nesta matéria, pois trata-se de um imperativo fundamental de toda a consciência recta – a defesa do direito à vida de um ser humano inocente e indefeso».

(Em Atravessando o Limiar da Esperança, 1994, livro-entrevista baseado nas perguntas de Vittorio Messori)





terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quem é o Governo? Quem é a oposição?
(incluindo a oposição interna oficial dos partidos)








Dra. Damares Alves aborda a perversão
das crianças no Brasil


Dra. Damares Alves
O vídeo da Dra. Damares descreve com provas indiscutíveis, a perversão que o Governo de Lula aplicou e o de Dilma que impõe hoje às nossas inocentes crianças escolares, com o objectivo frio e premeditado de destruir os valores que lhes são incutidos pelos pais, e de confundi-las para assim induzi-las a aceitar desde já, as formas de sexo que oferecem e determinadas aberrações sexuais que existem na sociedade. Destaca também a naturalidade e complacência com que o Governo trata a figura execrável do pedófilo. Ataca por fim com veemência o actual Governo na sua tendência infame de procurar, a todo custo, aprovar o aborto.


Ver vídeo em
http://www.youtube.com/watch?v=r_2uktcM3cI&noredirect=1





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Relatório à direcção da Confederação Nacional
das Associações de Família
sobre o visionamento prévio de dois filmes
a emitir pela RTP2


(Apresentado por Heduíno Gomes à Direcção da CNAF
em Maio de 2005,
na sequência do visionamento prévio pela CNAF de 2 filmes
sobre a suposta «educação sexual» de crianças e jovens
na RTP2.

Refere-se à operação lesiva do equilíbrio moral e psíquico
de crianças e jovens
montada por Manuel Falcão, então director do referido
canal do Estado,
e Teresa Paixão, produtora)


1 – O convite à CNAF para o visionamento dos filmes

1.1 – Através de carta datada de Abril de 2005, a direcção da RTP2 dirigiu à CNAF um convite para visionar dois filmes, supostamente de «educação sexual de crianças e jovens».

1.2 – Tal convite por parte de uma estação de televisão à Confederação Nacional das Associações de Família é, em si mesmo, louvável. A CNAF, não tendo o exclusivo de representação das famílias portuguesas e dos seus valores, não deixa de representar associações de família e os valores perenes da célula fundamental da sociedade. Neste sentido, a CNAF teria de estar à altura de exprimir a opinião das famílias por si representadas e de defender os valores que justificam a sua existência como instituição.

1.3 – Por decisão da sua Comissão Executiva, reunida em Abril de 2005, foram designados em representação da CNAF para aceder ao convite da RTP2 a sua Presidente, D.ra Maria Teresa da Costa Macedo e Heduíno Gomes.

1.4 – Assistiram ao visionamento, além dos representantes da CNAF, pessoas da RTP (Manuel Falcão, Director da RTP2; Teresa Paixão, da RTP2, produtora, se não me falha a memória; uma psicóloga de um programa da RTP; e uma médica pediatra da RTP) e uma senhora, também convidada, representando uma associação relacionada com crianças.


2 – Os filmes visionados

2.1 – Trata-se de duas curtas metragens, de banda desenhada, de origem dinamarquesa, dobradas em português a partir de uma versão canadiana. A origem dos filmes foi inicialmente indicada como sendo canadiana, o que afinal não correspondia à verdade.
Manuel Falcão, o então director-geral
das operações de corrupção
de crianças e jovens
através da chamada
«educação sexual»,
utilizando os meios do Estado.
Teresa Paixão, a operacional
da corrupção de crianças e jovens
através da chamada
«educação sexual»,
no que é profissional
à custa do dinheiro dos contribuintes.
2.2 – Os filmes foram apresentados por Manuel Falcão como sendo destinados à «educação sexual» de crianças e jovens e merecendo uma apreciação por eventualmente poderem levantar «alguns problemas». Esses eventuais problemas seriam causados pela «falta de evolução dos portugueses». Determinar se, nestas circunstâncias, os filmes deveriam ou não ser transmitidos seria o objecto do visionamento.

2.3 – Observando ambos os filmes, podem fazer-se deles as observações que se seguem.

2.3.1 – Nos filmes, é usada a máscara da «ciência» e da «pedagogia» para encobrir uma visão amoral do mundo. Com efeito, trata-se de uma ciência de trazer por casa e de uma pedagogia permissiva, onde temas íntimos são colocados fora do tempo certo, fora do local certo, fora do modo certo, fora da moral e até fora da sanidade mental e física.

2.3.2 – Os filmes colocam os impulsos sexuais acima da razão e da moral. Citando o insuspeito Lenin – supõe-se que não vaticanista, nem metropolista, nem reaccionário –, numa carta sobre a matéria dirigida a uma conhecida feminista, ele acusa as feministas de encararem o acto sexual como quem bebe um copo de água. Os filmes em questão estão na linha da sinistra e decadente teoria do copo de água.

2.3.3 – Os filmes sobrepõem a espontaneidade dos instintos à razão e à moral. A mensagem é clara. Faz o que mandam os teus instintos, não penses, não ligues aos valores morais... Apetece-te ter relações sexuais... não te reprimas, não cries traumatismos psicológicos com a repressão sexual...

2.3.4 – Os filmes reduzem o sexo entre humanos a um conjunto de técnicas visando a satisfação dos instintos. A exemplificação é clara. Relações sexuais... olha, é assim... a penetração é desta maneira... apetece-te masturbares-te... olha, os rapazes é assim e as raparigas é assado...

2.3.5 – Os filmes incentivam as raparigas à autodestruição do hímen. Sugerem assim que esta mutilação consiste apenas numa simples questão técnica, numa simples questão de correcção anatómica. E até ensinam como o processo pode ser tecnicamente controlado através de um espelho colocado no chão.

2.3.6 – Os filmes colocam a actividade sexual humana no mesmo plano da actividade sexual animal. Mostram inclusivamente o acto sexual entre cães, donde resulta o óbvio estabelecimento de um paralelismo. A parte positiva da história é que não ousaram, por enquanto, sugerir a zoofilia. Talvez num próximo episódio.

2.3.7 – Os filmes são instrumento de destruição de pudor nas raparigas e rapazes. A comparação é clara. Tudo se passa sem inibições como entre os cães e as cadelas, onde tais sentimentos não existem...

2.3.8 – Os filmes promovem o experimentalismo, o aventureirismo e a irresponsabilidade sexuais, dando origem a situações irreversíveis de saúde física e mental. A sugestão é clara. Vá lá, experimentar é natural... é tudo natural... vê lá se gostas assim deste modo...

2.3.9 – Os filmes, sob o pretexto de «preparar para a vida» e «precaver acidentes» e «agressões», incentivam de facto a prática precoce e inconsciente da actividade sexual.

2.3.10 – Os filmes fazem a apologia de uma modernidade descabelada, contra a natureza humana e contra a moral natural. A lição é clara. Sê moderno, sê moderna, não sejas bota de elástico, os valores morais estão antiquados, são coisas do passado...

2.3.11 – Os filmes incitam explicitamente a práticas homossexuais entre rapazes e entre raparigas. Desenvolvem a teoria das «opções sexuais» e colocam cenas de homossexualidade como naturais. A desdramatização é clara. Para mais, aqui, os cineastas já não se limitam a sugerir seguir os instintos naturais, que são os da heterossexualidade. Aqui, eles já vão ao ponto de tentar desviá-los para actos contra natura, contra os próprios instintos.

2.3.12 – Os filmes, utilizando ainda uma estratégia indirecta, procuram mais uma vez fomentar a homossexualidade masculina. Com efeito, à semelhança da publicidade sobre produtos de higiene íntima, manipulada por homossexuais nos grandes meios de comunicação, é exibido o sangue menstrual mas aqui ainda mais explicitamente. Sabendo-se de que género de pessoas isto vem, os propósitos não são inocentes: o nítido objectivo é criar nojo nos rapazes em relação às raparigas.

2.3.13 – Os filmes, sob a aparência de protegerem as crianças em relação a abusos sexuais de adultos, favorecem de facto a pedofilia. Na realidade, os filmes iniciam prematuramente as crianças e jovens na actividade sexual, o que «abre o mercado» aos pedófilos. Mais, deixam a porta aberta para uma relatividade de idades permitidas. A conclusão é clara. Os filmes, à primeira vista, aparentam substituir a aberração da pedofilia pela «simples» aberração da promiscuidade. Mas, na realidade, acumulam ambas as aberrações.

2.3.14 – Os filmes contribuem para a desorientação moral e sexual das crianças e jovens e para a sua futura infelicidade. O drama é evidente. Os filmes empurram essas crianças e jovens, assim como as famílias que venham a constituir no futuro, para situações irreversíveis, com fardos que vão ter de carregar durante todas as suas vidas.

2.3.15 – Os filmes incentivam a irresponsabilidade e a insanidade sexual. Com a promiscuidade que geram, contribuem para o alastramento do SIDA, hepatites e outras doenças sexualmente transmissíveis.

2.3.16 – Os filmes apresentam como modelos, no papel de narradores, crianças e jovens sexualmente «avançados», «ousados», auto-educados e auto-educadores, e sem terem de prestar contas aos pais. É assim colocado de cabeça para baixo o processo de educação e controlo familiar das crianças e jovens: além de perderem completamente a autoridade, passam os pais e educadores a aprender com os clarividentes outrora educandos.

2.3.17 – E ainda, já não no plano sexual mas no do relacionamento familiar, os filmes, através de referências insolentes de crianças em relação a familiares adultos, incentivam ao desrespeito, desobediência e condutas erradas. Também este aspecto não é inocente, pois integra-se igualmente na estratégia de destruição dos laços afectivos e de autoridade no seio da família. É isso que lhes permite manipular e utilizar mais facilmente as crianças e adolescentes.

2.3.18 – Em conclusão, os filmes inserem-se completamente, sem a mínima dúvida, no grande plano perverso e decadente de conspiração global contra a Civilização, a moral e a família.


3 – A discussão em torno dos filmes

3.1 – Passando-se à exposição das opiniões sobre o que acabara de ser visto, com excepção das manifestadas pelos delegados da CNAF, todas as opiniões foram inteiramente favoráveis, ou favoráveis com algumas reservas pontuais (como, por exemplo, se, no filme para as crianças, se deveria dizer vagina ou pipi, pela simples razão de que as crianças podem não saber o que é vagina, enquanto pipi sabem o que é; ou, por exemplo, se deveriam aparecer os cães).

O pessoal ligado à RTP (empregado da RTP às ordens do Manuel Falcão) não tinha quaisquer reservas. Defendeu em bloco e afincadamente a transmissão dos filmes assim como os seus conteúdos (com vagina ou pipi), argumentando dentro dos parâmetros morais e sanitários da realização cinematográfica, que parecem ser igualmente os seus. Fizeram os mais rasgados elogios aos supostos dotes didácticos, científicos e artísticos dos filmes, assim como o facto de terem sido premiados (certamente por um júri formado por congéneres).

3.2 – Os delegados da CNAF opuseram-se à transmissão dos filmes com argumentos baseados nos valores da moral, da família e da sanidade mental e física das crianças e jovens, conforme na descrição dos filmes já acima apresentada.

3.3 – Contra as opiniões dos delegados da CNAF advogando a não transmissão dos filmes, foram usados os habituais argumentos decadentes anarco-liberais, amoralistas, das pedagogias modernas, da modernidade e da pseudociência que pretende que «a homossexualidade não é doença».

3.4 – O coro RTP dirigido pelo maestro Manuel Falcão também ousou puxar dos galões para «provar» a suposta superioridade e prevalência da opinião dos «especialistas» presentes e ausentes. Invocaram a sua enorme «competência técnica», a sua formação profissional e um suposto superior conhecimento das matérias em causa (a psicóloga e a pediatra). Foi assim colocada a técnica (?) versus natureza humana, versus moral e versus bom senso. Tais pretensões tecnocráticas, que apenas revelam ignorância doutoral, insensibilidade primária e amoraliade que ultrapassa mesmo a dita politicamente correcta – e também ignorância técnica –, foram naturalmente refutadas.

3.5 – Mesmo depois de ouvirem as opiniões sobre os filmes visionados, os responsáveis presentes da RTP persistiram na sua argumentação e na sua determinação em prosseguir com a transmissão dos filmes.

Isto prova inequivocamente que o seu propósito não era propriamente ouvir o parecer de bom senso da CNAF e reponderar a questão, devendo concluir que os filmes não deveriam ser transmitidos e reconhecendo que a sua compra consistiu numa má aplicação do dinheiro dos contribuintes.

O propósito dos responsáveis presentes da RTP era de facto outro.

Contando intimidar os representantes da CNAF perante um ambiente orquestrado e dominante tão «desinibido», tão «progressista» e tão «cientificamente fundamentado», o seu propósito era apenas obter da instituição ali presente como representante das famílias, por omissão de uma oposição frontal, um alibi. Amanhã confrontados por este grave atentado moral e sanitário às crianças e adolescentes portugueses, eles pretenderiam invocar o agrément da CNAF... por falta de oposição frontal.

Se assim calcularam, enganaram-se.


4 – O suposto enquadramento educativo da transmissão dos filmes

4.1 – Supostamente, a transmissão dos filmes seria feita a umas horas sabiamente escolhidas para serem vistos pelas crianças e adolescentes com os pais ao lado. Trata-se apenas de mais uma falácia destinada a mascarar de «pedagogia» a pornografia. Na realidade, os responsáveis por este atentado às crianças e adolescentes não têm nenhuma garantia da presença dos pais ao lado dos filhos durante a transmissão.

4.2 – E para que serviriam os pais ao lado dos filhos? Só se fosse para, a cada cena, uma pior do que a outra, lhes irem dizendo que o que estavam a ver era uma perversão. Será que a RTP2 aposta em transmitir matéria «interessante» e «esclarecedora» pela negativa para suscitar o papel educativo dos pais? Será esta a nova (?) técnica educativa da RTP? Mais uma falácia desculpabilizante de quem sabe muito bem o mal que está a fazer.

4.3 – Suponhamos o cenário em que os filmes são vistos por crianças e adolescentes em companhia dos pais. Quais serão os pais normais e filhos normais que não se sentirão naturalmente incomodados e feridos no seu pudor perante tais porcarias? Obviamente que estamos a pensar em pais e filhos normais, isto é, pessoas normais, como o são a esmagadora maioria. Não estamos a pensar nos anormais que são os obcecados por sexo, os decadentes, os perversos, os indivíduos sem tabús, como se apresentou afinal o grupo encabeçado por Manuel Falcão e parece dominar a televisão pública.

4.4 – Como mais uma forma de dourar a pílula, foi anunciado que, posteriormente à emissão dos filmes, estaria previsto um «debate». Se por acaso houvesse alguma incompreensão dos filmes, então, com o «debate», tudo ficaria esclarecido. Na realidade, tratar-se-ia de um pseudodebate, entre jovens, com certeza sem maturidade nem preparação intelectual para procederem a uma abordagem séria dos problemas. Tal pseudodebate só poderia ser útil aos conspiradores anti-sociais e agradar a gente de superficialidade mental e preparação intelectual idênticas às dos garotos participantes.

4.5 – O «debate» teria a agravante de ser dirigido por Júlio Machado Vaz, um indivíduo que, com a sua postura doutoral, na televisão e em todo o lado, é um dos maiores propagandistas da decadência, do amoralismo, da homossexualidade. À partida, seria um debate triplamente manipulado: pela imaturidade dos participantes em geral, pela escolha massiva e certamente criteriosa de jovens participantes «avançados» feita pelos responsáveis da RTP2 e, por fim, pela «autoridade científica» do já tristemente conhecido «moderador».


5 – O enquadramento ideológico e conspirativo dos filmes
e as óbvias conclusões sobre a pretensão da sua transmissão

5.1 – Tais transmissões televisivas, por constituírem uma agressão aos portugueses, deveriam pura e simplesmente ser proibidas em qualquer estação. A transmissão pela televisão do Estado, que é paga com o dinheiro dos contribuintes, torna-se um abuso de poder do loby da perversão em interesse próprio, um desvio dos fins da televisão do Estado e uma utilização indevida de fundos públicos.

5.2 – Tendo sido referido que os filmes em questão haviam recebido prémios, só pode concluir-se que os júris que lhos atribuíram se identificam com os seus autores quanto à ausência de valores e propósitos. É sabido que os concursos com júris que atribuem prémios a filmes deste quilate são simples montagens promovidas pelos apaniguados dessas causas perversas. Os nossos critérios morais e sanitários não são, definitiva e inequivocamente, os dos júris dos Hollywoods.

5.3 – O facto de, na RTP, responsáveis pela compra de programas terem adquirido estes filmes – e outros também! –, vem mais uma vez provar que esta instituição, que foi fundada para participar na educação dos portugueses, está, na melhor das hipóteses, nas mãos de pessoas «distraídas», e portanto incompetentes para a função. A outra hipótese é de quem adquiriu estes filmes e persiste na atitude ser da mesma índole moral dos autores desses filmes. Acresce que alguns desses funcionários têm dado provas de insistente e feroz militância a favor da apresentação de filmes e produção própria idêntica, tal e qual os filmes visionados, conduzindo à degradação moral das crianças, jovens e sociedade em geral.

5.4 – Do ponto de vista policial e judicial, a promoção televisiva de tal decadência pode não ser encarada como simples «distracção», «tolerância», permissividade, laxismo, ideologia... Pode igualmente ser encarada como eventual actividade promocional de indústrias paralelas, tendendo ao desenvolvimento do comércio sexual, nomeadamente de pedofilia. Pode, portanto, eventualmente, fornecer pistas que permitam a identificação de autores desses delitos. Assunto a seguir pelas polícias.

5.5 – Estes filmes e outros que tais, assim como a sua divulgação, inserem-se na orientação anarco-liberal, hedonista e amoral, que serve a estratégia, nuns casos, ou tácticas, noutros casos, de vários grupos de interesses, e que, organizada ou espontaneamente, a promovem, e que abaixo são referidos.

5.5.1 – O complexo social-industrial. A essência da lógica interna do complexo social-industrial é fomentar a existência de chagas sociais para ter mercado. Ele apresenta os seus sacerdotes como «especialistas» dos problemas humanos e detentores únicos da verdade científica e recusando o bom senso não só das pessoas comuns como dos especialistas não corrompidos. Encontramos assim um calculismo perverso entre alguns psicólogos, psiquiatras e sociólogos freudianos e aparentados, pedagogos «modernos» e permissivos, assistentes sociais sem sentido social mas com sentido carreirista e comercial, terapeutas permissivos da toxicodependência, sexólogos reichianos, etc. O mesmo calculismo perverso existe ainda da parte de alguns laboratórios de antidepressivos e outras drogas da psiquiatria, da toxicodependência e das suas consequentes doenças do foro estritamente físico, resultantes dos distúrbios primários.

5.5.2 – A indústria da droga. Às indústrias das drogas naturais, semi-sintéticas e sintéticas interessa a existência de uma juventude desorientada e hedonista, que lhe proporcione um extenso mercado. A indústria da droga é um dos buldozzers do complexo social-industrial.

5.5.3 – As indústrias da noite, do álcool e do tabaco. Pelas mesmas razões.

5.5.4 – As indústrias do cinema e da música rascas. Pelas mesmas razões.

5.5.5 – As indústrias e os lobies do sexo. Pelas mesmas razões.

5.5.6 – Os lobies homossexuais e feministas. Tanto aos homossexuais como às feministas, radicais ou soft, interessa o triunfo da depravação, pois em tal situação consideram ter alcançado estatisticamente a sua «normalidade».

5.5.7 – As seitas satânicas. Elas visam o triunfo do mal, promovem-no e prestam culto a Satanás. Para atingirem o seu fim, servem-se de todos os expedientes enumerados, nomeadamente filmes como os referidos.

5.6 – Todas estas actividades contra a Civilização são orquestradas por indivíduos com interesses e motivações diversas. Muitos fazem dessas actividades, no seu dia-a-dia, uma permanente militância. Eles recebem depois o apoio de pessoas que influenciam mentalmente, que subornam pelos mais variados meios, ou que simplesmente são confusas e frouxas, pessoas que, embora não defendam explicitamente essas doutrinas e práticas com o mesmo empenho, constroem uma argumentação eventualmente filosófica relativista, «ponderada», permissiva, cúmplice, que, na prática, apoia as maquinações dos conspiradores contra a Civilização.

5.7 – A situação exige medidas urgentes e firmes por parte dos responsáveis pela RTP.

Lisboa, 4 de Maio de 2005

Heduíno Gomes





sábado, 26 de outubro de 2013

Sócrates confirma plenamente
o seu perfil psíquico e somático patológico


Heduíno Gomes

Sócrates, agora armado em doutor, regressou para se vingar. Não regressou, depois de ter reflectido, para se autocriticar da borrada que fez quer no aspecto moral quer no aspecto económico e financeiro, já para não falar da pobreza que diz ter.

É típico do perfil psíquico e somático patológico deles: narcisismo e espírito de vingança em alto grau.

Pela sua impertinência e descrédito nem merece mais do que estas singelas linhas.





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A origem da burka

Deusa Astarte
Babilónia
Mesopotânia
A burka, traje islâmico que cobre o rosto e corpo da mulher, tem a sua origem num culto à divindade Astarte, deusa do amor, da fertilidade e da sexualidade, na antiga Mesopotâmia.

Em homenagem à deusa do amor físico, todas as mulheres, sem excepção, tinham de se prostituir uma vez por ano, nos bosques sagrados em redor do templo da deusa.

Para cumprirem o preceito divino sem serem reconhecidas, as mulheres da alta sociedade acostumaram-se a usar um longo véu para protecção da sua identidade.

Com base nessa origem histórica, Mustapha Kemal Atatürk, fundador da moderna Turquia (1923-1938), no quadro das profundas e revolucionárias reformas políticas, económica e culturais, que introduziu no país, desejoso de acabar definitivamente com a burka, serviu-se de uma brilhante astúcia para calar a boca dos fundamentalistas da época.

Pôs definitivamente fim à burka na Turquia com uma simples lei que determinava o seguinte:

«Com efeito imediato, todas as mulheres turcas têm o direito de se vestir como quiserem, no entanto todas as prostitutas devem usar a burka».

No dia seguinte, ninguém mais viu a burka na Turquia.

Essa lei ainda se mantém em vigor.





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Aprende, Cavaco!


Luís Lemos

Definindo-se a ele próprio como uma pessoa de esquerda, humanista e católico, o Presidente do Equador, Rafael Correa, declarou resignar se a Assembleia Nacional legalizar o aborto.
É a diferença entre alguém coerente e alguém que apenas olhou e olha para a sua carreira (e para as modestas reformas sua e da sua Maria...). Promulgar leis contra a Civilização cristã, o direito natural, a decência, não faz mal desde que no domingo seguinte vá à missa.





terça-feira, 22 de outubro de 2013

O segredo dos privilégios
dos políticos já é lei


(De autor que não identificámos)

Já tem a forma de lei n.º 64/2013, de 27 de Agosto, o sigilo dos privilégios dos políticos e foi (hoje) publicado no Diário da República.

Portanto, por protecção da Lei agora aprovada pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e do PS, passaram a ser secretos os privilégios dos políticos.
Vejam-se, neste caso e segundo esta lei, por exemplo, as chamadas pensões de luxo atribuídas aos ex-políticos (ex-deputados, ex-Presidentes da República, ex-ministros e ex-primeiros-ministros, ex-governadores de Macau, ex-ministros da República das Regiões Autónomas e ex-membros do Conselho de Estado) e os ex-juízes do Tribunal Constitucional, passaram a ser escondidas do povo português.

A partir de agora e na vigência desta lei, os portugueses e contribuintes ficam a desconhecer quem são e quanto recebem financeiramente do erário público e do orçamento geral do estado os ex-políticos e governantes.

O que é o mesmo que dizer que os políticos e governantes passam a poder decidir secretamente entre eles a atribuição a si mesmos dos benefícios, regalias, subsídios ou outras mordomias, sem que os portugueses, o povo português portanto, ou até mesmo os tribunais, tenham direito a saber o que os políticos fazem com o dinheiro que é de todos nós.

De facto e de Lei, passou a haver uma qualidade superior de sujeitos, casualmente os políticos, governantes e juízes do Tribunal Constitucional, que estão isentos do escrutínio público, não se encontram mais obrigados a revelar as fontes, as origens e a natureza dos seus rendimentos de proveniência pública, ou seja, que fazem com o dinheiro público o que muito bem entendem e não estão obrigados a prestar contas públicas do que fazem.

Lida esta nova Lei tive de socorrer-me do Código Penal, onde fui encontrar semelhantes comportamentos e condutas nos dois artigos 308º e 375º do Código Penal, respectivamente o crime de «Traição à Pátria» por abuso de órgão de soberania e o crime de «Peculato».

Triste república esta em que vivemos, onde a delinquência já tem protecção de lei !





domingo, 20 de outubro de 2013

A estrutura moral da pedofilia
(e outros abusos)


Anthony Esolen

Na América contemporânea a condenação da pedofilia tem por base as emoções e não o raciocínio moral. Não há quem consiga explicar porque é que a pedofilia é uma coisa tão vil e, ao mesmo tempo, sustentar o primeiro mandamento da revolução sexual: Satisfazei os vossos desejos.

A estrutura moral da pedofilia é tão simples como isto: o bem-estar das crianças subordina-se à satisfação sexual dos adultos.

Jerry Sandusky, ex-coordenador defensivo da equipa de futebol Americano Penn State, criou uma IPSS chamada The Second Mile, para crianças, a maior parte das quais sem pais, que viviam em lares difíceis. Não se sabe se o fez com a intenção de atrair os rapazes para uma armadilha, mas a realidade acabou por ser essa, de acordo com o testemunho de homens que recordaram, com vergonha e nojo, a forma como foram iniciados à sodomia.


Ver mais em
http://www.uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2013/10/a-estrutura-moral-da-pedofilia-e-outros.html





sábado, 19 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As «comemorações» do 5 de Outubro


João J. Brandão Ferreira Oficial Piloto Aviador


«O Regime (republicano) está, na verdade,
expresso naquele ignóbil trapo que, imposto
por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados
morais, nos serve de bandeira nacional – trapo
contrário à heráldica e à estética, porque duas cores
se justapõem sem intervenção de um metal e porque
é a mais feia coisa que se pode inventar em cor.
Está ali contudo a alma do republicano português –
o encarnado do sangue que derramou e fizeram
derramar, o verde da erva de que, por direito mental,
devem alimentar-se.»
Fernando Pessoa, «Da República».[1]


O dia 5 de Outubro era, desde 1911, feriado nacional.

Era feriado por ser, de facto, uma data incontornável da História Nacional e porque os vencedores dessa contenda política foram os republicanos.

Venceram, não porque as razões e o «modo faciendi» que levaram ao golpe de estado que impôs o novo regime, fossem razoáveis, representassem alguma mais-valia ao governo da cidade, corrigissem injustiças ou tiranias, ou acrescentassem algo à soberania e grandeza da Nação.

Resultou apenas de uma ilusão ideológica e de ter havido umas centenas de republicanos (se é que sabiam o que isso significava) que não se importaram de arriscar conforto, fazenda e até a vida, por uma causa em que acreditavam e não ter havido idêntica vontade do lado monárquico.

É só neste âmbito que os republicanos tiveram mérito e, por isso, ganharam.

É no que dá as questões mesquinhas da luta política e das ambições humanas e não aprender nada com os erros e acertos da História e da evolução das ideias políticas.

Assim se destruiu uma instituição (a realeza) com sete séculos de História e que nos acompanhava desde o início da nacionalidade, fazendo convergir na Família Real os males da Pátria, quando a responsabilidade se encontrava no sistema político que vigorava e nas pessoas que dele se serviam, em vez de servir.

Muito semelhante, aliás, com a actualidade, só que neste momento não há «monarca» onde fazer confluir o descontentamento…

O Professor Salazar, que de republicano não tinha nada – acabou por nunca pensar seriamente em restaurar a Monarquia, não só porque o equilíbrio das forças políticas e sociais não o aconselhava como, sobretudo, porque os monárquicos nunca se entenderam – causa que já tinha sido a principal razão da sua derrocada – e nunca surgiu um líder à altura.

Além do que, a estrutura do Estado Novo não deixava de ser uma espécie de Monarquia sem o ser, em que o Presidente da República fazia figura de Rei Constitucional e o Presidente do Conselho dispunha de poderes alargados, porém longe de «absolutos» – em que cada órgão se sustentava mutuamente – e em que o Parlamento estava mais próximo das Cortes de antanho do que daquelas forjadas após a Revolução Francesa.

Não se pode dizer que a fórmula não tenha sido engenhosa.

Infelizmente o regime estava demasiado dependente do brilho de um homem que morreu sem descendência…

Deste modo a data de 5 de Outubro foi-se mantendo como feriado, sempre com comemorações discretas até que um governo, sem a mínima noção do que anda a fazer, decidiu que a data deixasse de ser feriado (para se poupar uns cobres à pala da «crise»!), mas em que os órgãos de soberania – estes sim, orgulhosos herdeiros da I República – fizeram gala em continuar a comemorar, embora a custos reduzidos como o estado das finanças públicas impõe (para alguns).

Daí a coisa ter passado quase despercebida, não fora uns apupos exteriores.

O que nos parece estar verdadeiramente em causa, independentemente da data – uma data que divide os portugueses – ser considerada feriado ou não, é o modo como se a vive.

Ora o que não faz sentido algum, é comemorá-la pela simples razão que os erros não devem ser comemorados, muito menos exaltados.

A data não deve ser apagada da História – como algumas pessoas ou governos de matriz totalitária têm tentado fazer ao longo dos tempos, com outras efemérides ou figuras – mas sim lembrada, reflectida e devidamente enquadrada, de modo a ser correctamente interiorizada no todo nacional.

Do mesmo modo que não se comemora o início de qualquer guerra civil (quanto muito o seu termo), antes se deve aprender a evitar que se repita…

Comemorar o 5 de Outubro tem sido o mesmo do que existir uma família em que um dos filhos mata o pai (ainda por cima um bom pai) e todos os anos a mesma se reunir para festejar o evento, não trabalhando e abrindo garrafas de espumante…

Devíamos, porventura passar o dia em recolhimento, em templo, meditando e pedindo perdão pelos pecados que os de agora não cometeram, mas herdaram.

Seria a melhor maneira – diria única – de assinalar tão funesta data.

Veremos qual o fulgor dos poderes públicos (que há 39 anos deixaram de a festejar) relativamente ao 1.º de Dezembro (de 1640), essa sim, uma efeméride luminosa da nossa História que um decreto-lei aleivoso aboliu como feriado.

Pode ser, desta vez, «constitucional», mas não deixa de ser um verdadeiro crime de lesa-Pátria!


[1] Porque será que raramente se transcrevem as frases politicamente incorrectas (e são muitas) de tão incensado poeta?





quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Leia com atenção e partilhe, por favor...
é de extrema importância salvar as nossas
crianças desta barbárie que lhes está sendo
presentemente preparada



Não se esqueça de que essas crianças, podem um dia, vir a ser os seus filhos ou os seus netos... por isso leia e assine.

Veja o documento em PDF (Padrões para a Educação Sexual na Europa) e verifique com os seus próprios olhos:

http://www.citizengo.org/pt-pt/299-remova-o-documento-padrões-para-educação-sexual-na-europa

http://www.madridsalud.es/publicaciones/OtrasPublicaciones/standars_de_calidad_de_la_educacion_sexual_en_europa_traducido_12nov.pdf

O Documento Padrões para a Educação Sexual na Europa, publicado pelo gabinete europeu da Organização Mundial de Saúde, recomenda «masturbação para a primeira infância»... «Brincar de médico» aos 4 anos de idade e explorar as «relações entre o mesmo sexo» aos 6 anos.

Pretende-se que o documento seja usado para ensinar educação sexual às crianças. Porém, parece mais um documento criado para corrompê-las. Por isso queremos que o documento seja removido o mais rápido possível.

Envie a sua solicitação à Dra. Margaret Chan, Directora da Organização Mundial de Saúde.

Veja abaixo mais alguns exemplos do que o documento propõe para diferentes faixas etárias:

0-4 anos: diversão e prazer ao tocar o corpo de alguém; diferentes tipos de amor; tomar consciência da identidade de género e direito a explorar a identidade de género, etc.

4-6 anos: consolidar identidade de género; relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, etc.

6-9 anos: a ideia básica sobre a contracepção; diferentes métodos de contracepção; direitos sexuais das crianças; papéis de género, etc.

9-12 anos: reprodução e planeamento familiar; primeira experiência sexual; orientação de género; direitos sexuais, etc.





terça-feira, 15 de outubro de 2013

Adriano Moreira em entrevista à RTP2


J. Lemos

Em entrevista à RTP2 (10.10.2013), o «sábio» da ciência política e da vida Adriano Moreira iluminou o espectro radioeléctrico (ou do cabo, ou da fibra óptica).  O costume.

A novidade principal foi a sua manifestação de ternura pela independência de espírito daquela filha que anda para aí a defender as maiores porcarias que conhecemos.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Portugal vence a Espanha por 4-1
e sagra-se Campeão do Mundo
de Hóquei em Patins de Sub-20


Portugal acabou de se tornar Campeão do Mundo de Hóquei em Patins, na Colômbia, ao derrotar a Espanha por 4-1.