sábado, 25 de janeiro de 2014

A segunda desconstrução de Portugal:
O liberalismo


João J. Brandão Ferreira

Deve começar por dizer-se que não foi propriamente a doutrina liberal que desconstruiu o País, mas sim as ideologias e o desentendimento das forças que o enformaram e dominaram. E, também, porque o País não estava preparado para o aceitar.

É necessário elaborar um pouco sobre isto.

A organização que está na base da implantação do liberalismo (e, mais tarde, da República), é a maçonaria.

A maçonaria, conhecida como «especulativa» surge, oficialmente, com a criação da grande loja de Londres, em 1717. Rapidamente se expande por toda a Europa ocidental e, logo de seguida, para o «novo mundo», as américas.

Aparentemente, em Portugal, a 1.ª loja é estabelecida, em Lisboa, em 1734, mas apenas constituída por estrangeiros.

A acção e ideais da maçonaria entraram, rapidamente, em rota de colisão com a Igreja, tendo o Papa Clemente XII, através da encíclica «In Eminentis», de 1738, tornado incompatível o ser católico e mação, sob pena de excomunhão. Esta norma mantem-se em vigor.

Um dos grandes defensores da maçonaria, entre nós, foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o todo-poderoso ministro de El-Rei D. José I, que terá sido iniciado, enquanto embaixador na Corte austríaca.

Não é, seguramente, por acaso que o marquês tem a estátua mais imponente, existente em todo o País, que encima a avenida chamada da «Liberdade», encarnando ele a figura do «déspota esclarecido»….

Por via da influência que a Igreja tinha, em Portugal, nessa época, a maçonaria não teve grande expressão, sendo duramente combatida durante a «Viradeira» movimento que se seguiu à coroação de D. Maria I.

São as invasões francesas que implantam, definitivamente, as ideias maçónicas em Portugal, não só porque elas estavam ligadas à revolução francesa e eram transportadas na ponta das baionetas dos exércitos napoleónicos, mas também, por via dos oficiais ingleses que por cá foram ficando.

Foi o general Gomes Freire de Andrade, que combatera ao serviço do imperador francês, como 2.º comandante da Legião Portuguesa e, mais tarde grão-mestre da maçonaria, que foi tido como o cabecilha de um golpe de estado, em 1817, destinado a expulsar a «regência inglesa» de Beresford e obrigar ao regresso da família real, que se retirara para o Rio de Janeiro, em 1807, a fim de não ser capturada por Junot.

Esta tentativa de golpe de estado marca a 1.ª intervenção dos militares na vida política nacional que se prolongou até à última, com o fim do Conselho da Revolução, em 1982.

Contudo, a revolução rebentou novamente no Porto, em 1820, e desta vez teve êxito.

Esta revolução marca a contemporaneidade portuguesa e foi com ela que a maçonaria, na prática, até 1926, tomou conta e marcou os destinos do nosso País.

Da Revolução de 1820, ou Vintista resultou:

— O regresso da Corte a Lisboa;

— A implantação do liberalismo durante 90 anos;

— A independência brasileira – também ela fundada na acção da maçonaria (onde pontuava o notável José Bonifácio de Andrade e Silva);

— A primeira constituição, em 1822;

— A divisão da família real, do exército e armada real e de toda a sociedade, entre adeptos do novo regime e do anterior.

Tudo isto veio a originar uma tremenda agitação política e social que fez o País passar mais de 100 anos em guerra civil, a «quente e a frio», que só estabilizou com a institucionalização do Estado Novo, em 1933.

De facto após a pior guerra civil que em Portugal já houve, e que terminou com a Convenção de Évora-Monte, de 1834, o País estava literalmente destruído e dilacerado.

Sem embargo a agitação continuou: o País partiu-se em «partidos» e a maçonaria dividiu-se em grupos e duas orientações distintas: a francesa e a inglesa.

Estes «Orientes» eram consubstanciados por pessoas de carne e osso, que foram deixando «descendentes».

A maçonaria «francesa» teve um dos seus pilares em Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real, 1.º Conde de Subserra e, depois, no Marechal Duque de Saldanha, João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun; na parte «inglesa brilhava D. Pedro de Sousa Holstein, 1.º Duque de Palmela.

Antecederam-lhes pela parte francesa, o 1.º Conde da Barca, António de Araújo e Azevedo e D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 1.º Conde de Linhares, pela inglesa.

Os sucessivos desentendimentos vieram a resultar em mais duas guerras civis, a Maria da Fonte, em 1846 e a Patuleia, no ano seguinte.

O País estava a saque!

Nem a relativa estabilidade política e social, e alguma recuperação económica fizeram serenar os ânimos.

Seguiu-se a questão do regime, e não se descansou enquanto não se deitou a monarquia abaixo. Tal ocorreu a 5 de Outubro de 1910.

Com a República o desnorte e os ódios político-sociais atingiram o cúmulo do estupor. Em tudo isto esteve subjacente a agitação vivida nas lojas maçónicas, entretanto ampliadas pela acção bombista da Carbonária.

A situação só começou a serenar depois de 1926, não pelo golpe de estado ocorrido a 28 de Maio – o qual pelo caminho que trilhava iria reverter tudo à antiga, mas porque «por inclinação das rodas celestes», como diria Zurara – foi trazido para a ribalta um homem que conseguiu pôr ordem nas finanças e no caos, e senso nas mentes.

Chamava-se António de Oliveira Salazar.

No cômputo geral desse terrível século, Portugal viu-se despojado da sua parcela territorial e económica mais importante, o Brasil; perdeu a coesão política e social; arranjou uma questão religiosa gravíssima; falhou a revolução industrial e chegou ao 1.º quartel do século XX em banca rota financeira, em desespero moral, com bombas nas ruas e completamente colonizado em termos culturais pela França, e economicamente, pela Inglaterra.

Portugal era um país desqualificado tanto interna como internacionalmente.

Estas as consequências da 2.ª desconstrução história levada a cabo por elites desnacionalizadas num povo crente e impreparado.


*****

A institucionalização do Estado Novo constituiu um interlúdio de quase 50 anos, em que se conseguiu descolonizar a Nação dos ingleses e franceses; se combateu vitoriosamente a criminosa ideologia comunista e se manteve fascismos vários e o capital apátrida em respeito e contido, nas fronteiras.

O País foi sendo governado sem pressas, em termos de sustentabilidade e mais-valias futuras. Devolveu-se ao povo o orgulho de ser português e voltou-se a ter arrimo de carácter de antanho e a recuperar matrizes e esteios fundamentais da Nação.

Pode-se até considerar que o corporativismo e a representação das chamadas «corporações», na Câmara Corporativa, constituíu uma espécie de regresso à representatividade das populações e ofícios, nas antigas Cortes Gerais.

Mas tudo se esfumou no depois de 25 de Abril de 1974, quando a Nação minada por uma guerra subversiva, que se estendeu à Metrópole e ao Terreiro do Paço, deixou de querer lutar na defesa do seu património e das suas gentes espalhadas por quatro continentes e outros tantos oceanos.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

IPC: Vice-Presidente contrata Presidente


Notícias de Coimbra Agosto 25, 2013


Paulo Sanches
Informação oficial. Paulo Sanches, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, acaba de contratar Rui Antunes, que é o presidente daquela escola pública, o que acontece um mês depois do líder do IPC lhe delegar competências….para o poder contratar.

Vem no Diário da República: Por despacho de 05.08.2013 do Senhor Vice Presidente do Instituto  Politécnico de Coimbra, no uso de competência delegada pelo Despacho  n.º 9674/2013, publicado no DR, 2.ª série, n.º 140, de 23 de julho de  2013, foi autorizada a contratação do Professor Doutor Rui Jorge da  Silva Antunes, em regime de contrato de trabalho  em funções públicas  por tempo indeterminado, na categoria de Professor Coordenador,  Sector de Psicologia e Ciências da Educação, área disciplinar de Psicologia Social, Sondagens e Estudos de Opinião, da Escola Superior  de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra, com a remuneração  correspondente ao escalão 2, índice 230, da tabela remuneratória do  pessoal docente do ensino superior politécnico, com efeitos a partir da data do despacho.

Rui Antunes

Resumindo: Rui Jorge da Silva Antunes delegou poderes em Paulo Alexandre Monteiro Gouveia Sanches para o mesmo Paulo Alexandre Monteiro Gouveia Sanches contratar o referido Rui  Jorge da Silva Antunes.





quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A primeira desconstrução de Portugal:
D. João III


João J. Brandão Ferreira

Consideramos que a 1.ª «desconstrução» desta matriz histórica de Portugal se deu no reinado de D. João III. Vamos apenas apontar uns tópicos e deixar umas pistas, já que cada «item» daria uma tese de doutoramento.

De facto o «Piedoso» continuou a concentração do poder Régio e mudou radicalmente a matriz religiosa nacional.

Até que ponto a mágoa com seu pai, por este lhe ter «roubado» a noiva (sua 3.ª esposa) e ter vindo a casar, em 1525, com a irmã de Carlos V, Catarina, de fortes convicções católicas, influenciou este desfecho, é objecto de controvérsia.

O seu reinado, onde Portugal atingiu a sua máxima expansão, foi marcado pelo estabelecimento da Inquisição, pelo ambiente da Contra-Reforma e pela reforma das ordens militares, sendo este último facto, ignorado pela quase totalidade da historiografia nacional.

A Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício foram introduzidos em Portugal, em 1536, por iniciativa do Rei (não da Igreja) e após ter vencido a oposição do próprio Papa – que estava preocupado com os excessos havidos em Espanha, com Torquemada. (Bula «Cum ad nihil magis», de 23 de Maio de 1536).

A Inquisição, que só foi extinta em 1821, esteve baseada em quatro cidades: Lisboa, Coimbra, Évora e Goa, sendo dominada pelos «dominicanos» (não os franciscanos…), de carácter mais fundamentalista.

A Inquisição tinha sido criada no fim do século XII, com o objectivo de combater as heresias dos Cátaros e ainda subsiste hoje com o nome de «Congregação para a Doutrina da Fé».

Em Portugal a sua face mais visível, destinou-se a combater o judaísmo. Arrastou, porém, na sua voragem o Culto do Espírito Santo que, como já se disse não obedecia a todos os cânones do catolicismo romano (lembra-se ainda, que os cristãos Coptas, do Prestes João das Índias e os do Rito S. Tomé, ou Nestorianos, que fomos procurar no Indostão, também não eram…).

É certo que a Inquisição manteve a unidade espiritual da Nação e evitou que o flagelo das guerras religiosas ocorridas por toda a Europa nos atingisse mas, a prazo (sobretudo no Século XVII), matou toda a florescente investigação científica e a explosão cultural do humanismo português, dos séculos XV e XVI, ao passo que eliminou ou expulsou do País numerosos cristãos-novos, que constituíam a classe empresarial e financeira mais dinâmica do País. E instituiu o flagelo moral do medo e da delação.

Por seu lado a Contra-Reforma, destinada a combater a revolta de Lutero, Calvino e outros – motivadas mais por questões de corrupção de costumes no Vaticano, do que por razões teológicas, dividiu a cristandade irremediavelmente, até hoje – foi conduzida, sobretudo, por teólogos portugueses e espanhóis.

Em Espanha surgiu a Companhia de Jesus, destinada a ser o «ariete» da Igreja neste combate.

A sua primeira «província» foi, justamente, Portugal, onde se estabeleceram, em 1540. A sua sede situava-se no Convento do Coleginho, na Mouraria, onde hoje se encontra novamente, após as duas expulsões de que foram alvo (em 1759 e 1910).

Os jesuítas tornaram-se a principal ordem religiosa no País e passaram a ser preponderantes na evangelização ultramarina.

Para tal actuaram fundamentalmente em dois âmbitos: no ensino, ao criarem colégios de que se destaca o de Santo Antão, em Lisboa – hoje Hospital de S. José – e uma nova universidade em Évora; e campo da influência espiritual (e nas «informações») ao tornarem-se os confessores da casa Real e das mais importantes casas Nobres.

D. João III também reformou a Universidade de Coimbra, em 1537, em função das ideias vigentes na época.

A reforma das ordens militares – as mais importantes das quais eram por ordem crescente, as de Avis, Santiago e Cristo – começou em 1529 e não se sabe exactamente o que levou o Rei a fazê-la. Não se andará, todavia, longe da verdade se a relacionarmos com a centralização do poder Real e a conformidade com a ortodoxia católica.

Deve recordar-se que as principais elites nacionais saíam destas Ordens.

Da reforma foi encarregue um frade jeromita conhecido por Frei António de Lisboa, o qual enclausurou as Ordens, tornando-as monacais. Para se assegurar que tal se tornaria efectivo (nenhum dos membros queria acatar a reforma), passou a viver no Convento de Cristo, em Tomar…

A decadência do País acentuou-se e quando D. Sebastião intentou reverter a situação, já não encontrou meios para o conseguir. O seu desaparecimento prematuro, em Alcácer-Quibir, deitou tudo a perder.

Daqui resultaram 60 longos anos de cativeiro ibérico, de onde saímos algo «purificados» pela dor e sofrimento.

O País, porém, nunca mais foi o mesmo e as «capelas imperfeitas» do Mosteiro da Batalha – cuja construção foi suspensa por D. João III, por razões ditas, financeiras – aí estão, como as deixaram, a atestar o que digo.

Ficou-nos ainda, o sebastianismo e a saudade do V Império. Que não é mais do que a «saudade do futuro» que nos foi tirado…


*****

«Eu não sirvo a El-Rei D. António por interesse…
Mas sirvo-o com a pureza da minha obrigação de
que resulta não me moverem mercês prometidas,
que foy o laço em que cahio Portugal; porque fora
do que devo, nenhuma couza me poderá mover
a troco de vender a honra e lealdade que não
tem preço nem que eu tanto estimo; lição que a
muitos fidalgos esqueceu».

Cyprião de Figueiredo de Vasconcelos
Governador da Ilha Terceira
In «Carta a El-Rei Filipe I»

Até ao momento da segunda desconstrução histórica, não podemos deixar de assinalar um facto, que consideramos um erro maior, e foi a base que a justificou: o fim das Cortes Gerais e subsequente concentração e afunilamento do Poder na figura do soberano e, ou, de um dos seus ministros, até o tornar «absoluto». O absolutismo: outra ideia importada.

Foi no reinado de D. Pedro II, o 3.º Rei da nova Dinastia de Bragança, que se reuniram as Cortes do Reino – que tão importantes tinham sido na aclamação de D. João IV – pela última vez. Estávamos em 1698.

Consideramos este facto como erro trágico, pois abriu brechas na coesão da sociedade, na ligação da coroa com os seus súbditos, sobretudo o Povo que deixava de ter representantes que pudessem fazer chegar os seus anseios e preocupações e a ter uma palavra a dizer no seu futuro.

Não deixa de ser curioso notar, como este erro foi percepcionado por D. Miguel I, quando intentou reunir Cortes «à moda antiga», a fim de se legitimar como Rei, em 1828.





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Vídeo sobre a homossexualidade e práticas associadas


Um vídeo sobre o tema da homossexualidade e práticas associadas.

Este vídeo contem informação que os media não divulgam e que poucos terão conhecimento.

Apesar deste vídeo colocar como referências pessoas que estão longe de o ser (Malcom X e Luther King), contém excelente informação e deve ser visto.


Ver em http://www.youtube.com/watch?v=e2Vj-3M5bxg





segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quarenta anos de «ditadura»...
sem co-adopções e outras baldas...


Heduíno Gomes

Desta vez vestida à motard, de blusão de cabedal (mas com a tatuagem do braço tapada), e de piercings à Bairro Alto, a mais indignada e furiosa adepta das causas dos invertidos & fufas, a Isabel Moreira, falou para as televisões.


A III-constitucionalista em blusão motard, a envergonhar os motards.
Aconteceu a propósito da votação na AR do referendo sobre a adopção de crianças por esses deficientes psico-somáticos (segundo os cientistas, a deficiência respectiva situa-se no hipotálamo, estrutura do encéfalo que se localiza abaixo do tálamo). A indignada III-constitucionalista Isabel fez uma série de considerações comparando esta maldade da Assembleia da República (que, como se sabe, não é nacional) com a da Assembleia Nacional. E, com aquelas suas boquinhas muito características, a sujeita referiu os chamados «anos de ditadura», comparando o que aconteceu na votação a esses horríveis tempos...


Como é giro ver gente fina e docente universitária
com tatuagens e piercings, tal hóspede de San Quentin!
Olha, querida (o?), vai-te queixar dessas antigas maldades da Assembleia Nacional, que achas que fez escola, do Estado Novo e da actual reacção sexual ao teu paizinho!

Àquele senhor que diz hoje que tinha consciência das maldades do Salazar «ditador» mas que foi servindo essa malvada «ditadura» enquanto aceitava os vários tachos que esta lhe facultava, incluindo o de ministro.


Repare-se na expressão do democrata Adriano, ministro de Salazar.
Repare-se como ele, coitado, a centímetros do tirano,
está tão incomodado com a «opressão» salazarista!
Àquele senhor que vive agora em lua-de-mel com os teus abrilistas e é mesmo uma vaca sagrada do sistema desta miserável III República (desculpa lá esta minha leiga incursão constitucional).

Àquele senhor que, dizendo-se católico, certamente contribui para a vitória da reacção em matéria sexual – que tanto te preocupa.

Vai-te queixar ao teu paizinho!





sábado, 18 de janeiro de 2014

Vaticano confirma que Bento XVI
expulsou 400 padres por abusos a menores



A notícia foi avançada pela agência Associated Press. Dados dizem respeito aos anos de 2011 e 2012.

A Santa Sé veio esta sexta-feira à noite confirmar que Bento XVI expulsou 400 padres do sacerdócio em 2011 e 2012 por abusos a menores.

Os dados que a agência Associated Press revelou dizem respeito aos anos de 2011 e 2012 e terão sido coligidos no âmbito da sessão de quinta-feira, em Genebra, em que um representante da Santa Sé teve de responder perante uma comissão das Nações Unidas dando conta do que a Igreja tem feito para combater os abusos sexuais sobre menores no seio da Igreja.

Durante a sessão, o arcebispo maltês Charles Scicluna defendeu que a Santa Sé não pode ser responsabilizada por más práticas nas dioceses e paróquias individuais, explicou o que tem sido feito para melhorar a conduta quando existem suspeitas de abusos e reafirmou que houve erros e que é preciso melhorar a resposta a estas situações.

Bento XVI tomou muitas medidas neste sentido, incluindo alterações na forma como os processos de laicização de sacerdotes abusadores são tratados, permitindo a sua aceleração. Segundo a teologia católica, um sacerdote nunca deixa de o ser, mas a laicização impede-o de exercer qualquer função de padre.

Esta é a primeira vez que são conhecidos números reais a este respeito e confirmam o esforço feito durante o pontificado de Bento XVI para reformar a actuação da Igreja nesta área.





sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

José Luís Arnaut e o bando que nos governa


José Luís Arnaut foi nomeado para o conselho consultivo internacional do Goldman Sachs.

Foi Secretário Geral do PSD, como Dias Loureiro... e Relvas. E ministro adjunto, como Relvas, o gémeo!



Tem dado uma mãozinha nas privatizações.

Na privatização dos CTT, que foi parar à Goldman Sachs... E ele ao seu Conselho Consultivo...

Na privatização da REN... para os chineses. Foi parar ao Conselho de Administração...

Privatização da EDP... chineses. A presidência da Mesa da Assembleia Geral ... foi para o seu sócio, Rui Pena...

Privatização da ANA... Representou a Vinci ... E preside à Mesa da Assembleia Geral...





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Assim, até eu defendo o Cavaco!


Heduíno Gomes

O prequista Manuel Carvalho da Silva, da CGTP-Inter (lembram-se como se chamava esta correia de transmissão do PCP no prec?) diz no DN: «Um dos piores desastres que aconteceram ao País foi ter este Presidente da República».

Sem tirar qualquer desmérito ao Cavaco – note-se bem! –, não deixo de recordar o prequista que, antes de Cavaco, os seus amigos Costa Gomes e Eanes foram presidentes da sua república popular.
Manuel Carvalho da Silva














segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

«Malta de Hollywood» fala da «malta de Hollywood»


(Filipe La Féria fala de Passos Coelho)

Filipe La Féria é o que é. Não é melhor do que o visado. Mas, apesar de algumas bacoradas, a sua narrativa ajuda a compreender o mundo. Leiamos.

Filipe La Féria, DN

Muita gente me acusa de ser o culpado do estado de desgraça do nosso País por ter reprovado Pedro Passos Coelho numa audição em que eu procurava um cantor para fazer parte do elenco de My Fair Lady. Até o espertíssimo gato fedorento Ricardo Araújo Pereira já afirmou que eu devia ser chicoteado em público todos os dias até Passos Coelho desistir de ser primeiro-ministro, como insistentemente o aconselha o Dr. Soares.

Na verdade, confesso que em 2002, quando preparava os ensaios para levar à cena My Fair Lady fiz uma série de audições a cantores para procurar o intérprete do galã apaixonado por Elisa Doolittle, a pobre vendedora de flores do Covent Garden, personagem saída da cabeça brincalhona e maniqueísta de Bernard Shaw, genial dramaturgo que no seu tempo se fartou de gozar com políticos. Entre muitos concorrentes à audição, apareceu Pedro Passos Coelho de jeans, voz colocada, educadíssimo e bem-falante. Era aluno de Cristina de Castro, uma excelente cantora dos tempos de glória do São Carlos que tinha sido escolhida por Maria Callas para contracenar com a diva naTraviata quando da sua passagem histórica por Lisboa. As recomendações portanto não podiam ser melhores e a prova foi convincente. Porém, Passos Coelho era barítono e a partitura exigia um tenor. Foi por essa pequena idiossincrasia vocal que Passos Coelho não foi aceite, o que veio a ditar o futuro do jovem aspirante a cantor que, em breve, ascenderia a actor protagonista do perverso musical da política. Se não fosse a sua tessitura de voz de barítono, hoje estaria no palco do Politeama na Grande Revista à Portuguesa a dar à perna com o João Baião, a Marina Mota, a Maria Vieira, e talvez fosse muitíssimo mais feliz. Diria mal da forma como o Estado trata a cultura em Portugal, revoltar-se-ia com os impostos que o teatro é obrigado a pagar, saberia que um bilhete que é vendido ao público a dez euros, sete vão para o Estado, teria um ataque de nervos contra os lobbies da Secretaria de Estado da Cultura, há quarenta anos sempre os mesmos... não saberia sequer o nome do obscuro e discretíssimo secretário da Cultura oficial, não perceberia porque em Portugal não há uma Lei do Mecenato que permita aos produtores de espectáculos cativar os mecenas, tal é a volúpia cega dos impostos, saberia que cada vez mais há artistas no desemprego em condições miserabilistas e degradantes, que fazer teatro, cinema ou arte em Portugal se tornou um acto de loucura e de militância esquizofrénica. Mas a cantar no palco do Politeama estaria bem longe da bomba-relógio do Dr. Paulo Portas, cada vez mais fulgurante como pop-star, da troika, agora terrível e pós-seguramente medonha, das reuniões de quinta-feira com o Senhor Professor, do Gaspar que se pisgou para o Banco de Portugal, dos enredos do partido bem mais enfadonhas do que as animadas tricas dos bastidores do teatro, das reuniões intermináveis com os alucinados ministros, das manifestações dos professores, dos polícias, dos funcionários públicos, dos pescadores, dos estivadores, dos reformados, dos trabalhadores de tudo o que mexe e não mexe em cima deste desgraçado país, ah!, e das sentenças do Palácio Ratton que agora são chamadas para tudo, só para tramarem a cabeça intervencionada do pobre Pedrinho... não bastava já as constantes birrinhas do Tó Zé Seguro, as conversas da tanga do Dr. Durão Barroso, o charme cínico e discreto de Madame Christine Lagarde, as leoninas exigências da mandona da Europa para Bruxelas assinar a porcaria do cheque. Valha-me o Papa Francisco que tudo isto é de mais para um barítono!

Assumo o meu mais profundo remorso. Devia ter proporcionado ao rapaz um futuro mais insignificante mas mais feliz. Mas, tal como Elisa Doolittle, que depois de ser uma grande dama prefere voltar a vender flores no mercado de Covent Garden, talvez o nosso herói renegue todas as vaidades e vicissitudes da política e suba ao palco do Politeama para interpretar a versão pobrezinha mas bem portuguesa de Os Miseráveis!





domingo, 12 de janeiro de 2014

Sócrates e Eusébio


Mário Azevedo
Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
Campo Grande, C6, Gabinete 6.1.7
1749-016 Lisboa

Página Pessoal: <http://educ.fc.ul.pt/docentes/mazevedo>



José Sócrates

Um depoimento de José Sócrates sobre Eusébio no seu espaço de opinião semanal na RTP1 está a provocar um «tsunami» de comentários, quase sempre jocosos, nas redes sociais.

Nessa declaração, que já circula em vídeo a uma velocidade supersónica, o ex-primeiro-ministro confessa-se benfiquista e «grande admirador» do falecido futebolista «desde tenra idade» e conta um episódio marcante vivido na sua infância, teria ele 8 anos – precisamente a grande vitória de Portugal (5-3) no jogo contra a Coreia do Norte, no Mundial de 1966, com quatro golos de Eusébio.

Narrativa de Sócrates:

«Lembro-me que tinha saído de casa com Portugal a perder por 3-0 e fui ouvindo pelas ruas da Covilhã, enquanto ia para a escola, gritos de alegria, através das janelas (…), pelos golos de Portugal. E cheguei à escola e já Portugal ganhava – e foi uma explosão de alegria na escola.»

Tudo teria ficado por aqui, se um observador mais atento não tivesse ido consultar o calendário.

Surpresa das surpresas, esse investigador «picuinhas» descobriu duas coisas: que o jogo Portugal-Coreia foi disputado a meio da tarde de 23 de Julho de 1966, um sábado, e que não podia haver escolas primárias abertas nesse dia, até porque as chamadas «férias grandes» começavam habitualmente em Junho…

Esta simples revelação movimentou de imediato as hostes anti-socráticas nas redes sociais, que estão a rebolar-se de gozo.

«Pois é, o que nós precisamos mesmo para levantar este País é de homens como Sócrates – gente aplicada e estudiosa que não se recusa a ir para a escola primária aos sábados à tarde, em plenas férias, e que, muitos anos mais tarde, sacrifica os domingos para fazer exames universitários», escreveu um dos comentadores.




sábado, 11 de janeiro de 2014

Ana Benavente vira o disco


Luís Lemos

Ana Benavente está desiludida com o PS e diz que este não tem «alternativa séria». Já sabíamos, n’é?

Depois desta sua descoberta, eis que adere à grande solução nacional do bloquista igualmente desiludido Rui Tavares, aquele que  foi eleito para o Parlamento Europeu à boleia do Bloco, saíu de «independente» do Bloco, gostou do lugar e chamou-lhe  seu.

Ana Benavente vira o disco e toca o mesmo.

















terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Convite


Promovida pelo Clube Militar de Oficiais de Mafra vai ter lugar,
no dia 18 de Janeiro com início às 15:00 horas uma tertúlia sobre o tema

«Cristóvão Colon na História: incongruências e factualidade»


Representando a Associação Cristóvão Colon participam,
o Eng.º Carlos Calado (Presidente), o Ten.-Cor. Brandão Ferreira
(Vice-Presidente) e o Coronel Carlos Paiva Neves (Secretário).

A sessão é aberta ao público e decorre na sede do Clube Militar:





CMEFD (Edifício D. Maria),
Largo General Conde São Januário,
Mafra (ao lado do Palácio).









Pedro Abrunhosa confessa


Heduíno Gomes

Declarou Pedro Abrunhosa, no Notícias Magazine, que, depois do 25A, a gestão de Portugal tem sido péssima.

Novidade não é mas vindo de quem vem...


















domingo, 5 de janeiro de 2014

O verdadeiro Obama



Saiba como o Obamacare ameaça
a acção social católica na América

Filipe Avillez

Desde o dia 1 de Janeiro milhares de instituições católicas estão sujeitas a pagar multas astronómicas por se recusarem a fornecer seguros de saúde aos seus funcionários que cubram também serviços abortivos ou contraceptivos.

O Centro Médico da Universidade de Pittsburgh (CMUP) é um hospital católico que emprega mais de 60 mil pessoas. O hospital presta cuidados indispensáveis à população de Pittsburgh, mas se fosse feita a vontade da administração de Barack Obama, só nestes primeiros três dias do ano, o CMUP deveria já cerca de 13 mil milhões de euros em multas ao Estado. Em causa está a recusa em fornecer seguros de saúde aos seus funcionários que cubram serviços contraceptivos e abortivos. O valor da multa aumentaria em 4,4 mil milhões por dia, cerca de 73 euros por funcionário, por dia, o que é naturalmente incomportável para qualquer instituição.

Em causa está um mandato da plano Obamacare, do actual presidente, como explica à Renascença Kim Daniels, a porta-voz do presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos: «O mandato HHS obriga-nos a fornecer seguros que cubram serviços abortivos, contraceptivos e de esterilização, contra as nossas crenças. Viola a nossa liberdade religiosa e impõe multas incapacitantes a quem opta por não fornecer essa cobertura. Apenas estamos a pedir uma isenção.» Ou seja, as instituição não tem nada contra os seguros, simplesmente não aceita esta cláusula em particular.

A discussão não é nova. Apesar de o Obamacare ter sido aprovado em Março de 2010, sempre com o apoio dos bispos católicos, o mandato HHS apenas se tornou parte da lei em Fevereiro de 2012. O governo anunciou uma isenção para instituições religiosas mas definiu-as de tal forma que todas as organizações católicas que prestam serviços que não são estritamente religiosos ficam de fora, como hospitais, serviços sociais, escolas e universidades.

Os bispos católicos, juntamente com algumas outras organizações religiosas e seculares, contestaram imediatamente, mas tudo o que conseguiram foi um adiamento até 1 de Janeiro de 2014. Nos últimos dias do ano algumas ordens, instituições ou dioceses, como a de Pittsburgh, conseguiram providências cautelares. As outras estão actualmente sem saber qual será o seu futuro e Kim Daniels realça que os bispos estão todos unidos neste esforço.

«O mais impressionante é que os bispos mantiveram-se unidos durante toda esta controvérsia, na sua qualidade de pastores encarregados de proclamar um Evangelho na sua inteireza. Estão unidos também na sua decisão de resistir a este fardo pesado que estão a impor aos nossos ministérios e a proteger a nossa liberdade religiosa. Enquanto cada bispo procura resolver a questão na sua diocese, estão todos, juntos, a procurar desenvolver alternativas de resposta a esta situação difícil. Os bispos, as dioceses e os serviços sociais católicos estão a tentar perceber como responder».

Uma questão de liberdade religiosa

No limite, a Igreja admite encerrar os seus serviços em vez de comprometer as suas crenças: «Certamente alguns grupos poderão ter de fechar, outros terão de diminuir os serviços prestados e quem mais vai sofrer são os que dependem desses serviços. Se tivermos de cortar com serviços por causa de multas incapacitantes impostas pelo Governo, então deixa-se de poder servir a mesma quantidade de pessoas.»

Algumas decisões recentes dos tribunais dão alento à Igreja, mas a não ser que o Governo ceda, a questão apenas será decidida no Supremo Tribunal, e não antes de Junho. Até lá ninguém sabe muito bem o que se vai passar, mas Obama já se mostrou inflexível em relação a mais diálogo: «Ainda esta semana o arcebispo Kurtz, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, escreveu ao presidente, pedindo-lhe que isente temporariamente as instituições atingidas por estas multas [enquanto os tribunais não decidem o assunto]. Mas ele diz que acredita que a sua política está certa. Por isso o presidente Obama poderia resolver a situação, mas optou por não o fazer».

Para a Conferência Episcopal, esta questão é sobre muito mais que o direito à vida e a oposição à contracepção. Está em causa a liberdade religiosa: «A liberdade religiosa é uma prioridade para os bispos. Isto faz parte de um ataque a uma visão apartidária da liberdade religiosa nos Estados Unidos baseada no bom senso, de que as pessoas têm o direito a viver e a testemunhar a sua fé sem que o Governo coloque entraves significativos.»

Com os bispos a prometer não desarmar e a administração pouco disposta a ceder, mantém-se um braço de ferro entre o Governo e a Igreja nos Estados Unidos sobre a questão do Obamacare.





sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vasco Lourenço fala verdade.
Só se esqueceu da data!


Luís Lemos

Vasco Lourenço, segundo o DN, terá dito que «o poder foi assaltado por um bando de mentirosos e corruptos».

Exacto!

Só lhe faltou colocar a data: 25 de Abril de 1974.

Vasco Lourenço