domingo, 29 de novembro de 2015
Irmandade do bem
Inês Teotónio Pereira, Ionline, 28 de Novembro de 2015
O rei vai nu, anunciam os senhores do bem, e por isso o superior interesse nacional é deles, é divinamente deles, porque só deles pode ser
Acabou. Acabou com mágoa mas sem saudade o pesadelo e uma época. Uma época de tirania, de rancor e de austeridade que tinha apenas como fim trágico e sádico o empobrecimento, a miséria; que tinha apenas como glória a humilhação do outro e a exploração do outro por outro qualquer. Acabou, acabou tudo. Ao fim de semanas de luta e de obstáculos vencidos, a irmandade do bem, unida por um anel de acordos forjado em nome desse desígnio maior que é o povo português, ganhou. O caminho foi feito de pedras, mas conseguiu-se resgatar da sombra do protesto e da penumbra, da rua mesmo, os partidos feridos e injustamente excluídos através do voto do direito de governar em nome do povo. Mas quem mais pode governar em nome do povo senão aqueles que sabem qual é a sua vontade? Só eles. Apenas eles.
Respira-se agora uma nova atmosfera, límpida e imaculada, que abraça a única ordem possível das coisas, agora repostas no seu lugar tal como uma moldura que é finalmente endireitada. Nem sequer chove. É de todos e todas o ambiente de esperança e de bondade, de prosperidade e de solidariedade, é nosso um novo desígnio ao virar da esquina do rio. Foram por fim arrancadas e desfeitas as correntes da austeridade. As amarras que subjugaram o país a uma cultura de pobreza, ao vício da caridadezinha que os tiranos do mal, mal-amados e mal-intencionados, enraizados nos escombros do fascismo e do catolicismo bafiento, exploraram, implantaram e que sadicamente, entre um ranger de dentes e um esfregar de mãos, prenderam todos os portugueses. Todos? Não: os ricos, os burgueses, os habitantes do pântano da hipocrisia e dos privilégios não entraram nessa lista negra. Saíram ilesos, com as suas armaduras reluzentes sem vestígios de uma luta feroz que não travaram nem sofreram.
Desprenderam-se finalmente as amarras de uma direita de excel mais preocupada com contas do que com pessoas, com exames do que com alunos, que escolheu a mesquinhez da matemática em detrimento da cidadania e da sexualidade – ou mesmo da Constituição, por Júpiter! Uma direita que gosta mais de banqueiros que dos bancos de jardim onde os pensionistas congelados nas suas reformas se sentam e se entretêm num jogo de cartas que todos os dias acaba da mesma maneira: sem esperança de ganhar.
Mas acabou. Acendeu-se de novo o brilho nos olhos dos velhos por um ou dois euros a mais. Apenas, dirão. Mas é um sinal, e o que é a vida senão um sinal? Hoje e amanhã, a irmandade do anel do bem salva e salvará os portugueses que vivem em Portugal ou no estrangeiro, os estrangeiros, os heterossexuais ou os homossexuais, as crianças ou os bebés. Todos e todas, e até aqueles que recusam o preconceito dos rótulos de género.
Foi ilegítimo, gritam os semidemocratas, enrouquecidos e enfurecidos pelo fel que lhes fere a garganta e desafina a voz. Ressabiados na dor de quem perdeu achando que ganhava, apesar de ter ganhado. Mas não, as vitórias são e serão sempre do bem, da irmandade, por mais equívocas que pareçam à luz de uma interpretação facciosa de quem já não manda apesar de viver num palácio.
O rei vai nu, anunciam os senhores do bem, e por isso o superior interesse nacional é deles, é divinamente deles, porque só deles pode ser. Não é, não voltará a ser dos ultraconservadores ou neoliberais que engordam com a miséria dos que exploram; não é, jamais será, dos que não mandam, eleitos ou não.
Um novo horizonte onde o sol se põe sem deixar de brilhar desvendou-se através do encanto de quem sabe manobrar. De quem sabe interpretar a justiça soltando os perseguidos e prendendo os que perseguem; calar os que transbordam ódio e dar voz aos virtuosos; criar riqueza através da forte convicção de criar riqueza; melhorar a educação do povo porque é dela o reino da administração pública; parar a sangria do coração de Portugal que é irrigado pela rede de transportes terrestres; descongelar tudo o que possa ir ao microondas; morder os calcanhares do monstro europeu com a fúria dos justos porque é lá que se fabrica o aço das amarras da austeridade. «After all, tomorrow is another day!», disse Scarlett O’Hara. Não, Scarlett: o nosso amanhã é hoje e já canta!
sábado, 28 de novembro de 2015
Então «o coordenador» Eanes
não conseguiu proteger?
Da memória
Michael Seufert, Diário Expresso, 26 de Novembro de 2015
25 de Novembro de 1975, Mário Soares não jantou em casa. Nem sequer em Lisboa. Temendo pela vida, cito o site do Partido Socialista, foi com colegas da Comissão Permanente do PS pedir protecção ao brigadeiro Pires Veloso. No Norte, longe das mãos de Otelo Saraiva de Carvalho e de Mário Tomé, respirava-se uma calma que só chegaria à Região Militar de Lisboa depois da dissolução do COPCON e da prisão destes e de outros revolucionários que teimavam em não aceitar o jogo democrático. O Verão Quente terminaria e podia, finalmente, cumprir-se o mais importante desígnio do 25 de Abril: Democracia.
Que 40 anos depois seja o Partido Socialista, que
indicaria o primeiro primeiro-ministro constitucional uns meses depois, a
impedir que o Parlamento português – que exerce o seu mandato graças aos
militares que impediram o golpe a 25 de Novembro de 1975 – assinale esse dia, é
particularmente sintomático dos dias que vivemos. O país está de pernas para o
ar e são o Partido Comunista e o Bloco a ditar o que o PS pode e o que o PS não
pode fazer. Parece que está de facto instituído que são os menos votados a
impor-se aos mais votados.
O que fica por saber é até onde aceitará o PS ir para não
incomodar os seus novos parceiros. Renegou hoje um momento fundador da
democracia e fundamental na história do PS (que dias depois, em 1975, deu uma
violentíssima conferência de imprensa atacando Cunhal e o seu partido). Que
renegará amanhã?
Mas será assim tão importante, tão fundamental, tão
decisivo assinalar o 25 de Novembro? Provavelmente não. Mas é simbólico e
talvez por ser pouco decisivo mostre ainda mais o labirinto em que Costa meteu
o PS. Se a 25 de Novembro de 2015 o PS dá cobertura a Otelo por causa do PC e
ao Major Tomé por causa do Bloco, o que fará nos próximos meses?
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Bergogliada do dia:
uma situação embaraçosa.
Um bispo de Roma totalmente inadequado.
Antonio Socci | Tradução: FratresInUnum.com
O discurso bergogliano de Florença destruiu, de uma só vez, todo o pontificado de João Paulo II e Bento XVI, jogando de novo a Igreja italiana no devastante marasmo clérico-progressista dos anos setenta, justo nos anos em que Paulo VI – isolado e ignorado – denunciava a «fumaça de satanás», que entrara no templo de Deus, e a fúria autodemolidora desencadeada na Igreja. Aqueles foram os anos mais tétricos da Igreja italiana [ndt, (nota do tradutor) e também da Igreja no Brasil], e estamos voltando a estes.
Bergoglio, além disso, é de tal modo raquítico de referenciais culturais e privado de sólidas bases teológicas que, naquele discurso florentino, cometeu imprecisões inacreditáveis. Eu já assinalei aquela sobre «don Camilo» de Guareschi, um desastrado autogolo.
O professor Pietro De Marco (publicado por Sandro Magister com uma breve introdução), mostra, também, como as suas referências polémicas à gnose e ao pelagianismo foram não apenas erradas, mas o exacto contrário da realidade.
Passam alguns dias, e acontece o atentado em Paris…
Depois da embaraçosa entrevistinha telefónica sobre o massacre parisiense que Bergoglio fez à TV2000 (disponibilizaram-lhe um péssimo serviço… Mas, quando é que um papa já se prestou ao papel de um «achista» no telefone?), na qual disse que «estas coisas são difíceis de entender» (na realidade, bastaria perguntar a qualquer cidadão comum, e este lhe poderia explicar, mas talvez o problema seja quem NÃO QUER ENTENDER), tornou a dizer, depois, que «não é necessário construir muros», ligando esta ideia ao atentado de Paris.
É evidente para qualquer pessoa que o problema de Paris e da França (que tem seis milhões de muçulmanos em casa), como também da Europa, deriva, pelo contrário, de ter abolido os muros, deriva da dramática dificuldade de integrar o Islão nas sociedades democráticas e da falência do multiculturalismo.
Mas, Bergoglio não escuta as razões de ninguém e continua com a sua ideia de derrubar de modo indiscriminado e generalizado todas as fronteiras da Europa (foi também por isso que ele repreendeu os bispos eslovacos que alegavam a necessidade de defender a identidade do seu País das ondas migratórias dos muçulmanos).
Qualquer um pode ver, nestes dias, o que isso significa.
Não contente com isso, horas depois, Bergoglio foi ao encontro dos Luteranos e – como explica Sandro Magister – fez uma outra confusão… E sobre uma questão central da verdade católica: a Eucaristia, que é o coração da vida da Igreja, e com a qual o papa argentino tem uma atitude que nos deixa, para dizer pouco, inquietos (vejam, também, o que aconteceu no Sínodo, mas não apenas)…
Não sei se e quanto Bergoglio conhece Lutero, que definia a Igreja como «a cloaca na qual o Espírito Santo está encarcerado». Evito comentários sobre o que disse Bergoglio aos luteranos porque são coisas inauditas e, por agora, bastam as palavras de Magister… Mas, pergunto-me: já não é evidente para todos a incompetência deste «bispo de Roma»?
A barca de Pedro está navegando em trevas densas e a água está entrando por todos os lados, arriscando o afundamento…
Perdeu-se totalmente a rota, tanto no plano doutrinal como no plano pastoral (Bergoglio desarmou e amordaçou a Igreja ante a pesada agressão ideológica do laicismo), inclusive no plano diplomático, no qual a Igreja quase desapareceu no que diz respeito à defesa de igrejas inteiras, perseguidas e ameaçadas de serem fisicamente eliminadas.
A única coisa que funciona é a máquina de propaganda pessoal do «Bergoglio-Star», um astro moderno, aplaudido e exaltado, não sem motivo, pelos inimigos de sempre, inimigos de Cristo e da Igreja, que estão muito felizes com o trabalho papal.
A última «sacada» do Bergoglionismo de hoje foi o «jubileu aberto aos muçulmanos». Que ideia! Aliás, ideia cujo significado não se entende… Esperemos que isso não signifique uma peregrinação bergogliana a Meca, depois do seu «momento de adoração», voltado para Meca, na mesquita-azul de Istambul.
A gente não sabe se ri ou se chora!
Já está claro a todos aqueles que são bastante livres para reconhecer a realidade que Bergoglio é dramaticamente incompetente para este ministério, e causa danos enormes (entre aplausos dos inimigos de Jesus Cristo e da Igreja, que finalmente podem rir triunfalmente dos católicos).
Seria o caso de que os cristãos, os sacerdotes, os bispos e os cardeais que abriram os olhos comecem a dizer a verdade, a dizer em consciência aquilo que vêem e que pensam de verdade. Antes que Bergoglio, prosseguindo com nomeações episcopais à sua imagem e semelhança, e também com novas nomeações cardinalícias, comprometa até o futuro da Igreja.
Creio que Deus pedirá contas a cada um de nós de como assumimos as nossas responsabilidades neste momento terrível da história da Igreja. E julgará se vendemos a verdade à conveniência e ao oportunismo.
sábado, 14 de novembro de 2015
Begonha: «especialista em terrorismo»?
Luís Lemos
O general Rodolfo Begonha, dito «especialista em
terrorismo», foi um dos comentadores da SIC na noite dos ataques terroristas de
Paris.
Na linha politicamente correcta, diz o
«especialista em terrorismo» que não se trata do islão mas de um certo islão.
Este general, pelos vistos, além de ser
«especialista em terrorismo», é especialista em islamismo.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Diz-me com quem andas...
José António Saraiva, Sol, 9 de Novembro de 2015
Há vários Partidos Socialistas – como há vários Partidos Sociais Democratas e vários Cê-Dê-Esse...
O PS de Soares era um, o de Sampaio era outro, o de Guterres outro ainda, o de Sócrates também – e o de António Costa idem.
No tempo de Guterres, o PS – que se reclamava da «terceira via» – era um partido situado ao centro, rejeitando quaisquer entendimentos com o PCP.
Lembro-me de conversar com Guterres sobre este assunto na Versalhes, quando ele ainda estava na oposição; à minha pergunta sobre por que não fazia uma frente de esquerda com o PCP para ganhar as eleições, ele rejeitou vigorosamente a ideia, dizendo que isso seria fatal para o PS.
Nessa altura o PS era dirigido por pessoas dialogantes ao centro, que consideravam o Partido Comunista um partido antidemocrático.
No tempo de Sócrates as coisas mudaram.
Não ideologicamente, pois o PS continuou rigorosamente ao centro.
Aliás, Sócrates sempre elogiou Guterres, chegando a dizer-me que era «a pessoa mais inteligente» que ele conhecia.
A grande mudança no PS foi ao nível das pessoas que passaram a rodear o líder.
Armando Vara, José e Paulo Penedos, Rui Pedro Soares, Vítor Escária, etc., criaram um núcleo à volta de Sócrates que rapidamente estabeleceu relações de cumplicidade com empresários e banqueiros, facilitando os negócios.
Havia também uns ideólogos, como Augusto Santos Silva e Silva Pereira, mas o núcleo que verdadeiramente decidia era o outro, como é possível constatar pelas conversas telefónicas.
Aliás, Santos Silva ou Silva Pereira não deviam saber metade do que era discutido no círculo próximo do líder.
Agora, com a subida de António Costa ao poder, as pessoas voltaram a mudar no PS.
Já não são os moderados e dialogantes do tempo de Guterres.
Já não são os negociantes duvidosos do tempo de Sócrates.
São uns trauliteiros que não respeitam algumas regras elementares.
É inadmissível que António Costa não tenha estado na posse do novo Governo.
Para lá da guerra das palavras, há uma coisa que se chama «urbanidade» e regular relacionamento institucional.
As pessoas que hoje rodeiam Costa transmitem uma imagem que não se coaduna com a de um partido moderado.
Vejam-se as recorrentes tiradas de Carlos César, o presidente do partido, e comparem-se com o que dizia Almeida Santos ou mesmo Maria de Belém.
Veja-se a linguagem terrorista usada por João Galamba ou Capoulas Santos, e compare-se com a dos dirigentes do tempo de Guterres.
Vejam-se as intervenções de Ferro Rodrigues, que mesmo na posse como segunda figura do Estado não foi capaz de evitar uma postura agressiva e rezingona, totalmente contrária ao espírito da função, com indiretas ao Presidente da República.
Vejam-se as caras de todos à saída das reuniões com o Presidente da República: as expressões de António Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes, Ferro Rodrigues…
Friso mais soturno era impossível.
Não foi por acaso que um certo tipo de pessoas rodeou Guterres, outro tipo rodeou Sócrates e outro ainda rodeia Costa.
António Costa é o espelho daquelas pessoas que o rodeiam – ou vice-versa.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
O grupo que acompanha Costa não engana ninguém.
domingo, 8 de novembro de 2015
Rui Marques
— o maior demagogo e mercenário de cá
na questão dos chamados «refugiados»
L. Lemos
Fixem as trombas deste traidor e oportunista, mercenário do plano de infiltração muçulmana e de destruição da Civilização ocidental. É convidado de vários programas de televisão, onde vai ladrar a favor do negócio montado. E até cita o Bergoglio como aliado. Não admira.
sábado, 7 de novembro de 2015
O casamento gay
matou a amizade masculina?
Henrique Raposo, Expresso Diário, 5 de Novembro de 2015
Um grande amigo considera que o casamento gay matou a velha pureza da fraternidade masculina, nunca mais haverá bandos de irmãos como antigamente, nunca mais entraremos num balneário ou caserna da mesma forma, alguma coisa se quebrou, diz. Confesso-me dividido. Por um lado, uma certa agenda gay convocou uma absurda carga de cinismo para as proximidades de qualquer relação entre homens. Por exemplo, não é possível pesquisar artigos sobre «Moby Dick» sem encontrarmos lixo homoerótico que transforma Ishmael num amante de Queequeg. Então não era óbvio que eram gays? Em recônditos departamentos de menos recônditas universidades e jornais, encontramos este revisionismo gay que deturpa todas as personagens da Literatura ou da História. Tudo passa a ter uma leitura baseada no recalcamento gay. É como se não pudesse existir uma franca amizade sem a recompensa do sexo. Esta camada de cinismo pós-moderno coloca-nos a milhas da fórmula de Shakespeare. Hoje nenhum escritor colocaria Henrique V a dizer de forma sincera «we, band of brothers».
A amizade masculina quebrou ainda noutro ponto, menos teórico. Aposto que muitos já viveram a seguinte situação: marca-se um almoço ou jantar com um amigo em particular, mas ele não aparece sozinho, traz consigo outra malta; onde se esperava encontrar intimidade individual, encontra-se apenas pagode colectivo. Dois homens sozinhos à mesa é um cenário que deixa margem para dúvidas, logo muitos accionam mecanismos de controlo de reputação – até porque há sempre o empregado marialva que lança aquele olharzinho reprovador. Um mano a mano à mesa só mesmo para falar de negócios. Se não for para tratar do vil metal, não pode ser. Para resolver o assunto, ando a pensar num protocolo para impor a estes receosos amigos, a saber: entrar no restaurante acompanhado com as tailandesas das massagens (classe alta), passar por casa e trazer a empregada tailandesa que está clandestina (classe média), pedir um escarrador à saloon de cowboy, que deve ser colocado mesmo ao lado da mesa (classe baixa). Não podemos correr riscos, não é verdade?
Quer isto dizer que concordo com a tese? Sim e não. O clima, de facto, não é o mesmo. A sociedade que vê sexo entre Ishmael e Queequeg já está corrompida. A velha pureza já não é possível. Mas, por outro lado, tenho de dizer que tenho amigos gays – o que por si só invalida a tese. As conversas que mantenho com amigos gays são em tudo idênticas às conversas hetero, com uma óbvia excepção: mulheres. De resto, falamos de filmes, de livros, da vidinha, da pátria, da família que eu tenho e da família que eles querem construir. Moral da história? O problema mais uma vez está nos extremos. De um lado, temos uma ideologia gay que procura reescrever a História do mundo pelo ângulo do homoerotismo (com um pouco de esforço, ainda descobrem que Eva era afinal um homem). Do outro lado, temos a cautela defensiva da agenda que recusa encarar o gay como qualquer outro filho de Deus. Se calhar, tenho de combinar almoço a três.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Resistir à javardice
Inês Teotónio Pereira, ionline,
31 de Outubro de 2015
Não tinha eu começado a jantar e já a minha página
de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio,
insultos e javardices.
«Nogenta» (o gê não é gralha), «fascista»,
«imbecil», «vómito», «cabra», «anormal», «gaja que devia estar na cozinha», «vê
lá onde andas com os teus filhos...», «alguém devia tirar os filhos a esta
gaja», «esta devia ser esmurrada no meio da rua», «dePUTAda», etc. E assim vai
a extrema-esquerda.
Mas comecemos pelo princípio. Fui à Voz do Operário
ao lançamento da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e quando cheguei a casa
resolvi escrever a seguinte piadinha na minha página de Facebook: «Só o Prof.
Marcelo para me levar a um sítio com operário no nome». Ou seja, e passo a
explicar a piadinha, operário é um termo usado e abusado pela esquerda radical
autoproclamada dona e defensora da classe operária.
Ora, sendo o prof. Marcelo de direita (digo eu),
foi engraçado ter escolhido esta prestigiada instituição – com «operário» no
nome – para lançar a candidatura. Fazendo uma interpretação alargada da minha
ida, também é engraçado, sendo eu de direita, ter ido a um sítio com «operário»
no nome – ligado à esquerda, portanto. Uma piadinha inocente – pois não ataco
nem desprezo ninguém; no máximo sem graça, confesso – por ser inteligível a
muitos, nomeadamente aos autoproclamados defensores da classe operária.
Ora, não tinha eu começado a jantar e já a minha
página de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio,
insultos e javardices. Até deputados da nação da extrema-esquerda, como Miguel
Tiago, do PCP, alinharam e alimentaram no Facebook o massacre a um direito
constitucional que me assiste, que é o do bom nome. Alguns atreveram-se até a
publicar fotografias dos meus filhos e a divagar sobre a minha família.
A javardice e a ordinarice chegou a tal ponto que
até o representante da nação resolveu exercer autocensura e eliminar a
javardice que provocou na sua própria página. Em nome da democracia, da
decência? Tenho dúvidas.
Vai daí, dediquei várias horas do meu sábado a
bloquear pessoas no Facebook, a denunciar insultos na internet e fiquei,
confesso, sem vontade de voltar a escrever. «Tu vê lá... Tens filhos e esta
gente é maluca,» avisaram-me amigos. «Não podes sujeitar os teus filhos a lerem
coisas destas sobre a mãe, tens de ter cuidado.» A intimidação resultou.
Retirei a piadinha do Facebook, bloqueei maníacos e fiquei na dúvida se
voltaria a escrever mais uma linha onde quer que fosse.
Portugal é um país de brandos
costumes, dizem. Mas não é.
Basta ver as caixas de comentários de qualquer
colunista para se perceber que não é. Como diz Henrique Raposo, as caixas de
comentários são as novas portas dos urinóis públicos: ali tudo é permitido, do
vómito ao palavrão, das ameaças à intimidação. Mas não é só aí: em todo o lado,
esta gente insulta, intimida e ameaça, e não precisa de uma razão, basta-lhes
um nome. O insulto é um direito equivalente à liberdade de expressão e não
precisam de uma ideia para despertar.
No meu caso, a coisa agrava-se e é flagrante. E não
é pela minha influência (duvido que a tenha); o meu problema é fútil, tem a ver
com um cliché que a extrema-esquerda odeia. E a ela basta-lhe o cliché. Ou
seja, esta gente tolerava-me se eu fosse de direita mas ateia; permitiam a
minha existência se eu renunciasse ao apelido do meu paizinho ou do meu marido;
não me insultavam tanto se eu fosse, apesar de tudo, a favor da adopção por
casais homossexuais, por exemplo. Mas não sou, desculpem. É tudo mau, portanto:
católica, de direita, «parideira fascista» (outro mimo pelo número de filhos
que tenho) e, ainda por cima, não renuncio a apelidos. Ou seja, o ódio que
desperto tem fundamento na estupidez.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
Opiniões de vários «direitistas»
contra um governo Costa-Jerónimo
Álvaro Beleza, membro da Comissão Política do PS:
«O Bloco e o PCP não aceitam a Europa em que nós estamos. São dois partidos que não defendem a economia de mercado. Nós somos sociais-democratas e aí há uma linha vermelha.»
Ana Gomes, eurodeputada do PS:
«Mais do que uma vitória da coligação há uma derrota do PS. O partido, mais do que nunca, tem que fazer uma análise nos órgãos próprios.»
António Galamba, ex-deputado e membro da Comissão Política do PS:
«Depois de quatro anos de vale-tudo à direita, a tentação de um vale-tudo à esquerda. Uma solução sem respeito pela vontade popular, ao arrepio dos valores republicanos e democráticos.»
Ascenso Simões, ex-membro do Secretariado Nacional do PS e ex-director de campanha de António Costa:
«Deve o PS assumir os riscos de uma gestão dificílima em que, sem qualquer linha de contacto à direita, se confrontaria, logo no primeiro orçamento, com o inevitável aumento da despesa e a circunstância previsível de incumprir as obrigações europeias? Que condições encontraria na concertação social perante uma UGT fragilizada e uma CGTP mais robustecida?»
Augusto Santos Silva, ex-ministro da Defesa, da Educação e dos Assuntos Parlamentares:
«A Constituição dá uma margem grande ao Presidente para interpretar os resultados eleitorais. O critério relevante deve ser o do grupo parlamentar mais numeroso. É este que deve assumir as responsabilidades de formar governo.»
Carlos Silva, secretário-geral da UGT:
«Não me parece que as forças à esquerda do Partido Socialista dêem garantias de estabilidade em relação ao futuro.»
Carlos Zorrinho, ex-líder parlamentar e eurodeputado do PS:
«Os eleitores que confiaram no PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder. Esperarão, antes, o uso desses votos para concretizar melhorias concretas na vida do País e nas suas vidas.»
Eduardo Marçal Grilo, ex-ministro da Educação do governo Guterres:
«O País está entalado. Governo à esquerda será um enorme desastre.»
Eurico Brilhante Dias, deputado e ex-membro do Secretariado Nacional do PS:
«Quem perde as eleições deve ir para a oposição. Um governo minoritário do PS que substitua um governo minoritário da coligação, tendo esta ganho as eleições, é politicamente pouco sustentável e é um governo que começa politicamente fragilizado – se assim for. O mais razoável é que a coligação e o PS cheguem a um entendimento.»
Francisco Assis, ex-líder parlamentar e eurodeputado do PS:
«Quanto à perspectiva de se constituir uma maioria assente num apoio parlamentar dos partidos de esquerda, mantenho o cepticismo que sempre tive. Entendo que subsistem divergências de tal modo insanáveis que não vislumbro a possibilidade de se constituir um Governo de coligação – o que me parece absolutamente impensável.»
Francisco Seixas da Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus:
«Não tenho a menor confiança – e reivindico essa liberdade – de que seja possível garantir que o PCP e o BE sustentem, ao longo da legislatura, um apoio contínuo que, por exemplo, permita aprovar eventuais medidas, de natureza institucional ou em matéria de política financeira, que possam vir a ser indispensáveis para garantir a continuidade da nossa presença no euro.»
Helena Freitas, deputada e cabeça de lista do PS por Coimbra:
«Passos Coelho ganhou as eleições e tem todo o direito a governar. (...) Uma maioria que não se apresentou aos eleitores e portanto, para efeitos de governo, não existe, não é legítima.»
João Proença, ex-secretário-geral da UGT:
«O PS está a subverter os resultados eleitorais e isso é perigoso.»
José Lello, ex-ministro e deputado do PS:
«Esses indivíduos do BE e do PCP não estão a ser sérios. Há 15 dias diziam uma coisa totalmente diferente. Não vão aceitar o euro nem o Tratado Orçamental nem coisa nenhuma. Eles mudaram assim tanto?»
José Luís Carneiro, líder do PS/Porto, a maior distrital socialista:
«Quem ganha as eleições deve ter condições para governar.»
José Vera Jardim, ex-ministro da Justiça e membro da Comissão Política do PS:
«Vejo o diálogo com a coligação PSD/CDS. Com a esquerda não vejo capacidade nenhuma de diálogo.»
Luís Bernardo, ex-assessor de António Guterres e ex-director de comunicação de José Sócrates:
«O PS tem de virar a página. Terminar este seu ciclo santanista com uma liderança sustentada por uma elite que a todo o custo se quer perpetuar na política.»
Manuela Arcanjo, ex-ministra da Saúde e ex-secretária de Estado do Orçamento nos executivos de Guterres:
«O PR deverá começar por indigitar Passos Coelho mesmo que venha a existir uma moção de censura que chumbe o seu programa de governo. Alguns argumentam que tal seria uma perda de tempo. Pois que seja. Outros defendem que existe uma maioria absoluta à esquerda. Lamento, mas o que existe é uma maioria aritmética de deputados dos partidos que representam as diversas esquerdas.»
Rui Paulo Figueiredo, deputado do PS:
«Não acredito numa solução de entendimentos pontuais do PS com os partidos de esquerda.»
Sérgio Sousa Pinto, ex-líder da JS e membro do Secretariado Nacional do PS:
«Os comunistas não querem ir para o governo. Como também não o quer o Bloco. Não lhes interessa partilhar o fardo de governar. Querem um governo fraco do PS, para derrubarem quando for oportuno.»
Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças dos executivos Sócrates:
«Pelo maior alinhamento que existe nas questões europeias entre a coligação [Portugal à Frente] e o PS, diria que à partida um acordo que envolvesse estas forças políticas teria maior probabilidade de garantir estabilidade.»
Vasco Cordeiro, líder do PS-Açores e presidente do Governo Regional açoriano:
«Mais importante do que os resultados das construções técnico-jurídicas de transformação de votos em mandatos, é o respeito pela vontade popular. E a vontade do povo, da mesma forma que foi clara nos Açores, foi clara a nível nacional.»
Vital Moreira, constitucionalista e ex-deputado do PS:
«Trazer o PCP e o BE para a esfera do governo pode ser uma receita para o desastre.»
Vitalino Canas, deputado do PS:
«Não ouvi do BE ou do PCP uma única palavra da linha europeia. Esse é uma parte essencial do programa do PS. Vale a pena estabelecer linhas de actuação: o PS estabeleceu as suas, outros partidos não o fizeram.»
Vítor Ramalho, membro da Comissão Política do PS:
«A direita, tendo tido mais votos que o PS, deve governar.»
Da batota à chantagem política
Dinis de Abreu, Sol, 27 de Outubro de 2015
Na comédia de enganos, estreada a 4 de Outubro, António Costa decidiu vestir o fato de vencedor sabendo-se vencido, e teve uma frase enigmática à boca de cena (após o prólogo com as esquerdas) que os jornais puxaram para título, como se fosse um fait divers sonante: «É como se estivéssemos a deitar abaixo o resto do muro de Berlim».
Nos bastidores, o PCP deve ter perguntado ao Bloco se a piada era com eles, porque nada do que têm dito ou publicado no Avante! legitimaria tal despautério. E o Bloco, recomposto graças à inépcia dos seus dissidentes, terá achado provavelmente o dito irrelevante, entretido como tem andado a mostrar-se disponível para tudo.
Para quem esbracejava o antes inconfessado desejo de um governo de esquerda, com comunistas inconvertíveis, o absurdo é bem revelador da propensão de Costa para a utopia, que faz desconfiar qualquer pessoa com um módico de lucidez. Ora, não se brinca com coisas sérias.
A queda do Muro de Berlim foi um dos mais formidáveis acontecimentos da história do século XX, ao reunificar um país, devolvendo a liberdade a milhões de cidadãos separados por quilómetros de arame farpado.
Quem hoje visite Berlim encontra ainda, em vários pontos do percurso do antigo Muro, os resquícios dessa afronta civilizacional, que custou a vida a muitos desesperados.
Um Muro que o PCP sempre defendeu, quando os seus dirigentes se passeavam com os antigos líderes da RDA, convidados habituais da Festa do Avante!
Num virtuoso passe de mágica, Costa quis passar um certificado de bom comportamento a Jerónimo e a Catarina, como se ambos tivessem renunciado aos dogmas que trazem colados à pele, onde a democracia não passa de fachada útil para alcançar o poder, fieis à ditadura do proletariado.
Disse-o, e bem, Jaime Gama, antigo dirigente socialista, num painel do Observador, onde explicou o «manual do PCP», no qual «tudo se justifica no terreno da táctica, mesmo o disfarce».
António Barreto, outro socialista, lembrou num pedagógico artigo no DN que «o PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo os não democratas».
Barreto não tem dúvidas de que, «a ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre».
O colapso do comunismo no Leste europeu, embora tenha varrido de cena os principais partidos que dele se reclamavam – em Espanha, Itália ou França – não beliscou o PCP, nem os seus satélites. Recobraram ânimo e arrogância.
O PCP não mudou, salvo no estilo, mais sofisticado. E o Bloco, descontados os sorrisos postiços, é tão trotskista e maoísta como no tempo de Louçã, que continua de batina a orientar a missa a partir da sacristia.
Ora, como pode António Costa invocar, com a ligeireza de um prestidigitador, o derrube do «resto do Muro de Berlim» ao negociar um governo – ou uma plataforma –, com quem não se desviou um milímetro da sua ortodoxia rígida?
Até
Manuela Ferreira Leite, ao despertar de um sono estranho, percebeu o logro em
que caíra e declarou no seu espaço televisivo que o que António Costa «está a
fazer é um verdadeiro golpe de Estado» sem «nenhum mandato para se aliar à
esquerda». Ou seja, é uma «fraude para os eleitores».
A
antiga líder do PSD tem estado bem acompanhada nos seus receios. Francisco
Assis veio de propósito a Lisboa dizer quase o mesmo, num discurso de filigrana
fina. E Sérgio Sousa Pinto não hesitou em bater com a porta no secretariado
socialista, em aberta discordância com a deriva de Costa.
A fractura
no interior do PS parece irreversível, caso se verifique o cenário da «maioria
de esquerda», uma impostura após o simulacro negocial com o PSD e CDS.
Não se
acredita que Cavaco caia na esparrela de viabilizar um enredo contranatura.
Todavia, à saída de Belém, concertados, Costa e Catarina brandiram a «perda de
tempo» se o Presidente indigitar Passos Coelho. E Jerónimo acolitou. Depois da
batota, é a chantagem política.
Carlos
César – um carreirista açoriano sem emprego fora da politica que se lhe conheça
– veio dizer na TVI que os termos do acordo com o PCP e o Bloco só serão
mostrados após a indigitação de Costa. Um jogo escondido.
Entretanto,
às escâncaras, os eurodeputados do PCP anunciaram que pretendem levar a debate
no Parlamento Europeu a saída de Portugal do euro e a «renegociação da dívida».
É o
jogo escondido… com o rabo de fora, numa novela de maus costumes.
Pedidos de esclarecimento
aos gabinetes do PSD e CDS
na Câmara Municipal de Lisboa
HEDUÍNO DOS SANTOS GOMES
Membro n.º 7210 do PSD
Ao Gabinete do PSD na Câmara Municipal de Lisboa
Assunto: Pedido de esclarecimento sobre votação na CML
Perante a notícia de aprovação da construção de mais uma mesquita em Lisboa, decisão que terá sido tomada por unanimidade no executivo da Câmara, solicito o esclarecimento sobre a presença ou ausência nessa votação dos três eleitos pelo PSD, especificamente Fernando Seara, Teresa Leal Coelho e António Prôa.
Mais, tendo cada um estado presente, solicito o esclarecimento sobre se tal sentido de voto foi decisão sua ou se foi directiva de órgão superior do PSD, especificamente da Comissão Política de Lisboa, Distrital ou Secretário-Geral.
Este meu pedido de esclarecimento tem como objectivo informar-me sobre a postura do PPD-PSD e seus representantes sobre a defesa da identidade nacional, da Civilização europeia e da segurança dentro das nossas fronteiras, da Europa e do Ocidente.
Atentamente,
Heduíno Gomes
—————————————————
HEDUÍNO DOS SANTOS GOMES
Membro n.º 7210 do PSD
Ao Gabinete do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa
Assunto: Pedido de esclarecimento sobre votação na CML
Perante a notícia de aprovação da construção de mais uma mesquita em Lisboa, decisão que terá sido tomada por unanimidade no executivo da Câmara, solicito o esclarecimento sobre a presença ou ausência nessa votação do membro da coligação Sentir Lisboa João Gonçalves Pereira.
Este meu pedido de esclarecimento tem como objectivo informar-me sobre a natureza política dos partidos com os quais o partido no qual estou filiado estabelece alianças, especialmente no que diz respeito à defesa da identidade nacional, da Civilização europeia e da segurança dentro das nossas fronteiras, da Europa e do Ocidente.
Atentamente,
Heduíno Gomes
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Sínodo
Acabou a festa dos disfarces
dos «progressistas» de Bergoglio
P. Miguel Ángel Fuentes
En las últimas semanas hemos venido escuchando y leyendo propuestas doctrinales y morales que se oponen directamente a la enseñanza bíblica, o al magisterio, o a la tradición católica, o a los sanos principios filosóficos que la Iglesia católica ha hecho suyos en sus documentos oficiales, algunos de valor definitivo y otros, incluso, dogmáticos. Nada de extraño, salvo el hecho de haber sido pronunciados por “pastores católicos” de alto rango, algunos incluso príncipes de la Iglesia.
http://familiarisconsortio.ive.org/se-termina-la-fiesta-de-disfraces-p-miguel-angel-fuentes-ive/
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Palestra sobre Cristóvão Colon
O Clube da Associação da Força Aérea (AFAP)
organiza na próxima quinta-feira, dia 29 com início às 11,15h uma palestra
sobre a Vida e a Pátria de Cristóvão Colon, na qual intervém a Direcção da
Associação Cristóvão Colon, seguida de debate.
Convidamo-los a participar.
Entrada livre.
Clube AFAP - Av. Almirante Gago Coutinho 129,
Lisboa
Cumprimentos
Carlos Calado
(Presidente da direcção
ACC)terça-feira, 27 de outubro de 2015
Sínodo
A Conferência Episcopal Alemã,
aliada de Bergoglio,
manipula declarações do cardeal Müller
Lo que ocultaba la publicación de la Conferencia Episcopal Alemana, tal como han destapado Kath.net y Jeanne Smits es que los casos y el documento a que se refería Müller ya se conocen y así lo había hecho saber el Cardenal remitiendo a la Familiaris Consortio, n 84, un detalle, que como señala Jeanne es difícil creer que se deba a un «inocente error». El Cardenal Müller había citado expresamente el texto y las condiciones, igual que hizo el Cardenal Ërdo como relator al inicio del Sínodo: ‘Casos excepcionales’ en los que debe haber ‘compromiso de cumplir las condiciones de arrepentimiento y separación (o vida no marital)’, y eso no gustó a la web dependiente de los obispos alemanes.
http://infocatolica.com/blog/delapsis.php/1510190638-inavajeo-en-el-sinodo-web-de
Subscrever:
Mensagens (Atom)














