sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Lusitânia dos Pequeninos

Perante a revelação das escutas pelo semanário O Sol,
Cavaco toma uma atitude severa

Na sequência da revelação das escutas pelo semanário O Sol, Cavaco, que tudo ignorava, tomou finalmente uma atitude na esfera de competências que lhe são atribuídas. Efectivamente, ele chamou Sócrates a Belém e interrogou-o severamente:
--- Então, José, fiquei a saber que pretendias colocar nas mãos do meu genro e filha, e dos meus netinhos, as rádios da Média Capital e falhaste a operação! Que tens a dizer sobre este grave falhanço?!

A podridão no Partido Conservador britânico


Para conhecer a posição do líder conservador David Cameron sobre a questão dos pederastas, é obrigatório ler as suas últimas declarações:
1. Asilo político para homos estrangeiros.
2. Persuadir a igreja anglicana a modificar a sua atitude negativa.
3. Permitir a educação sexual nas escolas no sentido favorável à homosexualidade.

4. Cameron também prometeu a proibição de entrada na Inglaterra de cantores rap cujas canções dizem mal dos 'gays'.
Será que ele quer perder quer perder as póximas eleições?

Ele quer mais pederastas na Grã-Bretanha.
Não seria mais fácil ele ir para ao pé deles?

A defesa coxa de Iris Robinson

A. Rocha
Sob o título «O caso (nos dois sentidos) da sra. Robinson», publicou o comentador Alberto Gonçalves no DN do passado dia 12 de Janeiro um nota que constitui uma defesa coxa da senhora. Coxa porque é liberal. Coxa porque é incoerente. Coxa porque é sectária.
Eis o texto integral.
«A consciência moral de meio mundo despertou para a história de Iris Robinson, a deputada e mulher do primeiro-ministro da Irlanda do Norte que, aos 59 anos, deu umas cambalhotas extraconjugais com um rapaz de 19 e, ao que consta, se serviu da posição (política, nada de segundas intenções) para financiar o bar do amante. A justiça local pegou no lado corrupto da questão. A justiça popular de toda a parte preferiu naturalmente o lado pícaro e, além de elaborar vistosos trocadilhos com a adúltera homónima do filme A Primeira Noite (e a canção de Paul Simon feita para o filme), desatou a condenar a sra. Robinson pela aventura sexual.
«A condenação merece um ou dois comentários. Há uma quantidade notável de políticos infiéis que se safaram sem mácula, ainda que as consequências da infidelidade fossem ligeiramente mais graves que a abertura de um bar. Um exemplo moderado é o de Bill Clinton. Um exemplo extremo é o de Edward Kennedy, que, em Julho de 1969, conduziu não demasiado sóbrio o seu carro para o fundo de um lago. No carro seguia, e lá ficou até morrer, uma "amiga" do senador. O senador fugiu. O escândalo não impediu que Kennedy sobrevivesse biológica e politicamente ao acidente e que, 40 anos decorridos, as elegias fúnebres de Agosto passado o pintassem como um santo. Já a carreira da sra. Robinson (e, talvez, a do marido) terminou dias após a divulgação do seu pecado. O que explica a diferença de tratamento?
«O problema, se bem percebo, passa pelas convicções, sinceras ou simuladas, da sra. Robinson. Antes do deslize amoroso, ela cometeu o deslize de confessar fé cristã e simpatia pelos "valores familiares". Pior ainda, em 2008 produzira umas afirmações desagradáveis acerca da homossexualidade. Isto, somado ao affaire, chega e sobra para transformar a senhora numa "hipócrita". Na América, embora obviamente não só na América, a detecção da "hipocrisia" em políticos conservadores é um dos desportos preferidos da esquerda, sob o argumento de que a vida privada deve corresponder escrupulosamente aos ideais professados na vida pública. Podia-se inferir daqui que, em nome da coerência, os ideais públicos de Clinton incluíam o abuso de funcionárias e os de "Ted'' Kennedy a embriaguez, o homicídio e a fuga. Mas é melhor dar um desconto, e apenas notar que atrás de imensos progressistas se esconde um inquisidor e uma fogueira acesa.»
Análise coxa porque liberal.
A crítica moral constituiria um acto de «justiça popular». E essa «justiça popular» cometeu a injustiça de «condenar a sra. Robinson pela aventura sexual» (gosto sobretudo do aventura sexual!). A infidelidade da senhora Robinson ter-se-ia resumido a qualquer coisa sem importância, a «umas cambalhotas extraconjugais» (gosto sobretudo do umas!). O facto de o ter feito com um miúdo com idade para ser neto dela deve ser encarado com naturalidade. Eis porque os cato-liberais aderem a análises como esta.
Análise coxa porque incoerente.
Diz o comentador: «A justiça local pegou no lado corrupto da questão.» Qual será então o lado honroso da questão? A infidelidade da senhora teria acontecido com «um rapaz». Ora, à data do comentário, já se sabia que os casos não ficavam por «um rapaz». Abundavam. Aliás, basta olhar para a falta de decoro no vestir desta cristã (na verdade, ninguém lhe pode negar a fé, lá por ser uma mulher de mau porte) para não ficar surpreso com o rol. Com tudo isto, o comentador pretende moldar as regras cristãs à prática cristã não conforme. À prática não conforme às leis chama-se pecado. Conciliar o pecado de cristãos com as regras cristãs chama-se incoerência.
Análise coxa porque sectária.
O comentador entende que não se poderia falar desta adúltera porque outros, do outro lado, também não estão inocentes, como, por exemplo, Bill Clinton e Edward Kennedy. E que todo este julgamento «popular» se deve à sujeitinha se ter declarado cristã, com simpatia pelos valores familiares e crítica em relação à maneira como é colocada a questão da homossexualidade. O comentador, em vez de encarar as questões segundo critérios éticos, está mais preocupado com a camisola. Com a seita.
Se Alberto Gonçalves pretendeu defender os valores familiares, cristãos, foi pior a emenda do que o soneto. Se pretendeu defender o campo cristão, então deu tiros nos pés.
Admiro-lhe o esforço de reagir contra o domínio mediático pela esquerda mas a sua análise não chega. E mais de admirar é que pessoas com obrigações intelectuais e religiosas se identifiquem com o que foi dito por Alberto Gonçalves e o reproduzam sem comentários.
Para ouvir no Youtube a canção de Simon & Garfunkel, clique em




domingo, 31 de janeiro de 2010

Para que serve a República?

100 ANOS DE MAU, DE BOM, DE MAU...
Heduíno Gomes
Cá para mim, está para demonstrar a superioridade da república sobre a monarquia e vice-versa. Tudo depende do presidente e do monarca em questão e respectivos governantes. É assim que penso, excepto no caso do Estado espanhol, onde desejo ardentemente a reimplantação da República como meio de desintegração daquela coisa (já faltou mais tempo). E também na Dinamarca, onde reina uma família que não defende os valores morais da Civilização: se uma família real nem para referência moral serve, porquê mantê-la? E o mesmo digo em relação àquelas monarquias que se apresentem com modernices.
Se olharmos para estes 100 anos de República Portuguesa, o que vemos?
A I República, filha da maçonaria, por mais que se esforcem os «historiadores» a lavá-la, foi uma palhaçada trágica para Portugal e para as vítimas que à sua mão sucumbiram, começando logo pelo «herói da Rotunda», Machado dos Santos, a quem ela deveria a sua existência. Afonso Costa foi o principal actor do circo republicano. Desordem, bombas, insegurança, atentados à vida das pessoas, perseguições religiosas e bancarrota.
O único Presidente da I República que efectivamente tentou pôr fim à palhaçada trágica, Sidónio Pais, foi assassinado (1918), igualmente pela maçonaria.
Perante o caos da I República, surge o Movimento Nacional do 28 de Maio (1926). Com Gomes da Costa à frente, e ladeado por Carmona e Cabeçadas, maçãos moderados, este movimento instaurou a Ditadura Nacional e teve o mérito abrir o caminho à recuperação e regeneração de Portugal. Contudo, as ideias sobre o que fazer não estavam claras na cabeça do principal chefe militar e foi preciso outro movimento dentro do movimento para acertar as agulhas e abrir o caminho à paz, segurança e estabilidade. Porque senão a «república» (isto é, a bagunçada, de que ficou como sinónimo) continuaria. Correcção feita graças a Carmona (Julho de 1926).
Carmona acabaria por entregar o executivo a Salazar (1932) e, em conjunto, fundaram a II República (1933), da qual foi o único Presidente com poder real. Sendo Salazar a segunda figura da II República e falecido Carmona (1951), a partir daí, enquanto Salazar viveu, os presidentes viveram à sua sombra. Craveiro Lopes (1951-1958) foi um colaborador de Salazar que, em determinado momento, pretendeu saber mais do que o mestre. E Américo Tomás, na sua simplicidade, ao contrário de Craveiro Lopes, teve o mérito de não estorvar, permitindo assim um período de enorme desenvolvimento de Portugal e a defesa sábia da estratégia do Ocidente em África perante a cobiça e o expansionismo soviético.
Chega o 25 de Abril de 1974. Para Presidente vai Spínola, um fanfarrão, ambicioso e ignorante que, para alcançar a «Suprema Vaidade da Nação», não hesitou em trair a sua palavra (consultar Marcelo Caetano, O Meu Depoimento) e incendiar Portugal. Como se isso não bastasse, vai de asneira em asneira, de casca de banana em casca de banana, entregando o poder ao Partido Comunista e seus aliados. Segue-se-lhe o Costa Gomes (Setembro de 1974), que dá ainda mais abertura ao Partido Comunista, e que, já fora da Presidência, revelará a sua verdadeira face ao perder a vergonha e integrar abertamente o «movimento da paz» sovietista.
A III República (1976) faz eleger para seu primeiro Presidente Eanes, aquele que começou por ser eleito contra o Partido Comunista e acabou reeleito com os votos do Partido Comunista e aos abraços a Brejnev. E hoje temos o cérebro de Boliqueime a presidi-la. Querem melhor?
Sabe-se como foi a I República e todos sabemos como esta III República pôs Portugal.
Para que serve afinal a República? Começou por afundar ainda mais Portugal, reergueu-o e voltou a transformá-lo nesta choldra. Eis a República.

E se houver aqui alguma mentira (ou inverdade, como se diz agora em português «politicamente correcto»), que me desmintam.
Que me perdoe o meu bisavô Joaquim (partidário de Brito Camacho), o meu avô João (partidário de Afonso Costa) e o meu tio-avô José (partidário de António José de Almeida). Aliás, certamente perdoam pois tiveram ocasião de perceber o logro em que haviam caído, acontecendo que o meu avô, para dizer desordem, dizia sempre república.
E já que se trata de República como facto consumado sem que nunca os Portugueses para tal tenham votado (que grandes democratas que os republicanos são!), para quando a Quarta, livre de toda esta actual mediocridade?





A imprensa e os Estados Unidos no Haiti

Cláudio Mafra

Não adianta. A lavagem cerebral anti-americana é a força mais actuante, mais influente dos nossos tempos, a mais importante de todas. Não adianta os Estados Unidos enviarem ajuda para o Haiti numa escala excepcional, nunca vista. Os jornais preferem criticá-la e insinuam de uma forma ridícula o perigo de uma ocupação permanente. Seria um insulto à inteligência crítica se essa inteligência não estivesse adormecida, ao que parece em carater perpétuo. E a desonestidade é flagrante. As manchetes não correspondem ao que está na matéria. Na quarta-feira, dia 20, o Estadão publicou em letras garrafais um primor de má fé: «FORÇAS AMERICANAS AMPLIAM ACÇÕES E OCUPAM SEDE DO GOVERNO». Não é óptimo? Parece uma guerra, a descrição de um ataque americano. Mas, que governo é esse a que se referem? Ainda não perceberam que não existe um Estado no Haiti? Não perceberam que o último governo para valer foi o da ditadura de Baby Doc, o ladrão que fugiu para a França em 1986.

O especialista em armamentos do Estadão começa assim: «Os Estados Unidos estão a fazer no Haiti o que sabem fazer de melhor: ocupar, assumir, controlar». Que coisa, hein? Conquistaram outro país. E o mais esquisito vem depois, quando ele cita a Doutrina Powell «aplicada em tempo de paz». Mas, o que é isso? Por conta própria resolveu adaptar o inadaptável, apenas para os leitores ficarem impressionados com sua cultura ao citar o general*. Diz o especialista: «Ela prevê que os EUA não devem entrar em acção a não ser com superioridade arrasadora». Mas como, diabos, é que esse vocabulário guerreiro se aplica à situação no Haiti? A gente pensa que ele vai descrever uma competição entre os Estados Unidos e outros países para ver quem ajuda mais -- um approach idiota -- mas dessa nós escapamos. Aliás, o Brasil ressentiu-se com a presença formidável dos americanos e andou trilhando o seu caminho preferido: o da falta de compostura nas relações internacionais. Achou que estava perdendo prestígio (e estava mesmo, como é possivel igualar-se à primeira potência mundial?) e passou logo para a difamação. Êta Amorim!

Virando a página temos outra manchete: «Acção agressiva dos EUA causa atrito com a ONU». Quer dizer, os EUA estão metendo os pés pelas mãos. E na reportagem: «A operação americana no Haiti causa mal-estar na ONU e a entidade é obrigada a declarar que o país ainda é ‘um Estado soberano’». «Obrigada a declarar »… Mas que advertência mais absurda! Parece que os Estados Unidos estão truculentamente investindo contra os poderes constituídos. E por falar nisso, o Presidente da República, René Préval, já saiu de debaixo da ponte? Bem, sabemos que a ONU é mais do que esquerdista, mais do que anti-americana, embora um terço do salário dos seus funcionários-marajás venha dos Estados Unidos.

Voltando à reportagem, vemos que depois do estrago feito, o repórter filo-comuna resolve fingir isenção: «Quase 70%do orçamento da ONU para o Haiti vêm de Washington». Mas ele não resiste a esse ataque de quase honestidade e ataca outra vez: «É a bandeira americana que está hasteada no aeroporto de Porto Príncipe». Malditos americanos! Já tomaram o aeroporto! E o restante da matéria é uma barbaridade. Critica o que seria uma ocupação: «A ONU está irritada, já que os americanos estão actuando como se estivessem num local de guerra» e «a ONU protestou porque os alimentos estão sendo distribuidos usando paraquedas». Dá para acreditar? Implicam até com os paraquedas. O completo nonsense. E o cabide de empregos usa tudo para criticar os Estados Unidos, ainda que seja sustentado por eles. O repórter segue com suas bobagens monumentais, mas sempre procurando disfarçar o seu sentimento de ódio. Para isso usa o mecanismo de alguém afirmando alguma coisa agradável sobre a ajuda extraordinária dos Estados Unidos. Dessa maneira finge que está sendo neutro, mas o peso da matéria, o seu direccionamento geral, o que se instala na cabeça do leitor, é a repulsa aos famosos imperialistas que são a desgraça do mundo, mesmo quando os factos mostram uma clareza imbatível, com os americanos trazendo alimentos, remédios, soldados e organização numa quantidade que só mesmo eles, com seu imenso poder, podem fazer. E por falar nisso, onde é que está a China? Comportando-se de maneira a justificar o sonho da esquerda de que amanhã será o maior país do mundo, tomando o lugar dos Estados Unidos? Impressionando pela quantidade de ajuda ou enviando suas quinquilharias falsificadas?

Um correspondente fala na «mania dos generais americanos de colocar os generais europeus na sua insignificância». Nossa Senhora, mas é exatamente o contrário! Desde a 2.ª Guerra Mundial, e na Guerra Fria, os militares americanos aprenderam a tomar o maior cuidado para não humilhar os seus aliados. Em determinados momentos chegaram a ser patéticos. O exemplo histórico foi deixarem De Gaulle entrar à frente em Paris com a sua tropinha francesa, negando aos soldados que realmente libertaram a cidade o orgulho, o direito, de fazê-lo. (De Gaulle deu logo um pontapé na História e começou o seu discurso dizendo: «A França! A França que se libertou com suas próprias forças!»). E, além do mais, todos sabemos que os generais europeus são mesmo insignificantes. Não conseguiram colocar ordem na própria cozinha, nos episódios da Bósnia e no Kosovo. Morreram de medo dos sérvios. Dependem dos americanos para tudo.

O porta-voz da diplomacia de Washington enviado ao Haiti deu uma entrevista e vocês viram a manchete que o Estadão colocou? Foi assim: «Americanos não vão se retirar tão cedo». Não é demais?

O Globo também segue na mesma linha e nem vale a pena citá-lo. Agora me lembrei do Dave Letterman fazendo uma piada: «Amanhã estaremos transmitindo a entrega do Oscar para 137 países que nos odeiam».

Tudo que coloquei no artigo é apenas do dia 20 de Janeiro de 2010, quarta-feira. Se eu pegasse toda a semana seria material para uma tese.

Nós precisamos educar os nossos filhos EM CASA, já que do lado de fora tudo é esquerdismo, tudo é anti-americanismo. É falta de amor, respeito, é indignidade permitir que eles façam parte da boiada.

* Essa doutrina atribuida a Powell de fato não é dele. Já havia sido formulada por MacArthur em declarações sobre a guerra da Coreia, e por outros generais com referência à guerra do Vietnam. Kissinger também escreveu a mesma coisa. A grande característica de Collin Powell é a falta de caráter.

Publicado em Reflexões Radicais

A desonestidade da comemoração republicana
com Antero do Quental



Nuno Castelo-Branco
Nesta azáfama propagandística das capitosas delícias da implantação da república, tem sido frequente o recurso aos grandes nomes do pensamento e da literatura do Portugal oitocentista. Se o descaramento não atinge Camilo, Herculano e Garrett, a ostensiva manipulação de outros como Oliveira Martins -- ministro de um governo de D. Carlos I --, Eça -- representante diplomático da Monarquia --, Ortigão -- abnegado amigo do rei --, ou Fialho, procura amalgamar estas personalidades na massa informe onde pontificaram Bernardino, Teófilo [Braga], Almeida, Junqueiro, Leão e uma infinidade de Costas, uns mais conhecidos que outros.

De uma total e deliberada desonestidade é a persistente usura de Antero de Quental, alternando o aproveitamento em benefício de uma certa ideia de «socialismo», com a da república. (...)

A uma Comissão que pretende fazer História, recomendar-se-ia, no mínimo, um pouco de discernimento, honestidade e, sobretudo, de pesquisa desapaixonada dos factos.

Aqui ficam em breves linhas, alguns desbafos de Antero:
I - in Carta a João Lobo de Moura, possivelmente de finais de 1873.
«Creio que teremos a república em Portugal, mais ano menos ano: mas, francamente, não a desejo, a não ser num ponto de vista pessoal, como espectáculo e ensino. Então é que havemos de ver o que é atufar-se uma nação em lama e asneira. Falam da Espanha com desdém -- e há de quê -- mas eles, os briosos portugueses, estão destinados a dar ao mundo um espectáculo republicano ainda mais curioso; se a república espanhola [a efémera, caótica e desastrada I república espanhola, de Fev. de 1873 a Dez. de 1874] é de doidos, a nossa será de garotos. A grande revolução, meu caro, só pode ser uma revolução moral, e essa não se faz de um dia para o outro, nem se decreta nas espeluncas fumosas das conspirações, e sobretudo não se prepara com publicações rancorosas, de espírito estreitíssimo e ermas da menor ideia prática.»
II- In Carta a João Lobo de Moura, Lisboa 18 de Março de 1875.
«Há já república em França. Isto não altera muito sensivelmente o estado das coisas: entretanto os nossos jacobinos criaram com isso grande ânimo, e andam alvoroçados. Querem também uma República. Talvez a tenham; mas, se assim for, duvido que gostem dela. Imagine uma República em Portugal! Entretanto pensam nisso com grande confiança, e é certo que o partido republicano engrossa a olhos vistos. Quando os republicanos forem maioria, tratarei de me fazer anti-republicano, porque fui sempre amigo de me achar em minoria».
III - In Carta a Oliveira Martins, Lisboa 10 de Outubro de 1878.
«Aqui pretendem uns centros republicanos, soi-disant socialistas, apresentar a minha candidatura por Alcântara. Respondi que achava equívoca a expressão republicano-socialista e como este equívoco praticamente me parece perigoso, só aceitaria a dita candidatura com o carácter exclusivamente socialista, com toda a reserva de questão política e em completa isenção do movimento republicano actual».



sábado, 30 de janeiro de 2010

Há certezas se já houver votos internos contados

Afonso Perdigão

Seria esclarecedor, regenerador e revitalizante para o PPD-PSD os candidatos a lideres (por mais votos contados que tenham) terem a humildade de expor as suas ideias e o seu verdadeiro carácter num congresso do Partido, cara a cara com os outros militantes representativos do Partido e perante o País, com transparência e verticalidade.
As eleições directas sem um congresso prévio permitem apenas que, de forma pouco transparente, seja eleito quem tiver mais votos arregimentados e tenha feito mais encenações, como a apresentação de livros, minutos de televisão e forças subterrâneas a trabalhar para si. Não quer dizer que todos os partidários do congresso prévio pretendam transparência mas a verdade é que, sem ele, não há certamente transparência. O congresso prévio, como elemento de debate interno, é uma condição necessária mas não suficiente para haver transparência, pois, também ele pode ser adulterado.


A seita sodomita do PS
censura o socialista Carlos Anaia




Por motivos «inexplicados» e sem ser previamente avisado, a entrevista programada para a revista Focus ao socialista Carlos Anaia foi «suspensa». Está na cara o que se passou. Depois das cenas eventualmente chocantes de censura na TVI e noutros órgãos de informação para serem caladas as vozes críticas ao Governo de Sócrates, chegou agora a vez da Focus «suspender» a entrevista a este militante socialista que se tem empenhado na luta dentro do seu partido contra os chamados «casamentos» entre invertidos.

A Focus colabora assim com a seita sodomita. Por isso deve ser boicotada e não deve ser comprada pelos portugueses normais. Nem mais um cêntimo para a Focus sem que publique a prometida entrevista!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Um golpe no tráfico de influências em1935:
A Lei Cabral proibindo filiação em associações secretas

Enviado por A. F.

E se se voltasse a tentar impor uma lei similar? Os detentores de cargos públicos, politicos, e funcionários públicos, sob compromisso de honra declararem que não pertencem a nenhuma sociedade ou associação secreta?...
Será que os tráficos de influências, os compadrios se manteriam? Mas menos...



[ Citação não referenciada: ]

«Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional do Estado Novo, o deputado José Cabral apresentou um projecto de lei proibindo aos cidadãos portugueses fazerem parte de associações secretas, sob penas várias que incluíam sempre prisão, multa e, em casos de reincidência, desterro.

«Os estudantes de 16 anos para cima, os candidatos ao funcionalismo público e os funcionários públicos em exercício seriam obrigados a declarar, por sua honra, que não pertenciam nem jamais pertenceriam a qualquer associação secreta, ou que haviam deixado de a ela pertencer. Todos os bens das referidas associações seriam arrolados e vendidos em praça, revertendo o seu produto para a assistência pública. para a assistência pública. para a assistência pública.


«Ainda que o não especificasse, o projecto dirigia-se unicamente contra a Maçonaria. Isso mesmo foi desde logo compreendido por ela, motivando a carta de respeitoso protesto que o Grão-Mestre Norton de Matos resolveu escrever ao presidente da Assembleia Nacional, Dr. José Alberto dos Reis, ironicamente maçon este também. Mas nem a carta, nem o contundente artigo que Fernando Pessoa conseguiu publicar no Diário de Lisboa em 4 de Fevereiro - um segundo artigo foi cortado pela censura -, nem todas as diligências junto dos parlamentares e de outras autoridades lograram travar a marcha dos acontecimentos. Após um extenso e bem documentado "Parecer" da Câmara Corporativa - porventura o primeiro a que foi chamada a elaborar - assinado por Fezas Vital, Afonso de Melo, Gustavo Cordeiro Ramos, José Gabriel Pinto Coelho e Abel de Andrade em 27 de Março, o projecto nº 2 entrou em discussão nas sessões da Assembleia de 5 e 6 de Abril, onde se ouviram mais censuras à Ordem Maçónica. Foi votado nominalmente por unanimidade nesse mesmo dia 6, apressando-se muitos outros deputados ausentes, em declarações de voto expressas nos dias seguintes, a juntar-se à corrente condenatória. E enfim, em 21 de Maio, saía no Diário do Governo nº 115, 1ª série, a lei nº 1901, que obrigava as associações e institutos exercendo a sua actividade em território português a fornecerem aos governadores civis dos distritos cópia dos seus estatutos e regulamentos, relação dos sócios e quaisquer outras informações complementares que lhes fossem solicitadas. No mais, a lei obedecia às cláusulas de base do projecto, incluindo as penalidades nele consignadas, declarações de funcionários públicos - mas não de estudantes - e venda de bens.»

[  Manifestaram o seu desacordo com a lei Agostinho da Silva, Fernando Pessoa e Norton de Matos. ]

sábado, 23 de janeiro de 2010

Génesis


Enviado por R. D. C.

Quando Deus fez o mundo, para que os homens pudessem evoluir livremente, decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Mandou o seu anjo-secretário anotar quais seriam os dons.
-- Aos Suíços, vou fazê-los estudiosos e respei- tadores da lei.
-- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
-- Aos Castelhanos, orgulhosos e extravagan- tes.
-- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
-- Aos Italianos, alegres e românticos.
-- Aos Franceses, cultos e requintados.
-- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e socialistas.
O anjo foi anotando mas no fim, cheio de respeito e humildade, perguntou:
-- Senhor, a todos os povos do mundo Vós destes duas virtudes, porém aos portugueses, destes três! Isto não os fará demasiado soberbos em relação aos restantes povos da terra?
-- Muito bem observado, bom anjo! -- exclamou o Senhor. -- Isso é verdade ! Façamos então uma correcção: de agora em diante, os Portugueses, povo do meu coração, manterão esses três dons, mas nenhum deles poderá utilizar simultaneamente mais de dois, tal como os outros povos. Assim, os que forem socialistas e honestos não podem ser inteligentes; os que forem socialistas e inteligentes não podem ser honestos; e os que forem inteligentes e honestos não podem ser socialistas!
Palavra do Senhor!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Raciocínio simplex



1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens o façam.

2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres o façam.

3. Deixem que todos os que queiram abortar abortem sem limitações.

4. Em duas gerações, não haverá mais socialistas e bloquistas. (Será o truque do Jerónimo para derrotar a concorrência à esquerda e à direita?)

(Ilustração de autor não identificado. Aparentemente, pelo traço, será de José Vilhena.)

O Zé faz falta ao António Barreto

Heduíno Gomes

José Sá Fernandes, um esperto xuxo-bloquista,

vereador de esquerda na Câmara Municipal de Lisboa,
quanto custará por mês em ordenado, assessores, automóveis e motoristas?
Aceitam-se informações devidamente documentadas.



O que é mais engraçado é este esperto ter tido o apoio eleitoral
de cabecinhas bem-pensantes como a do intelectual de esquerda António Barreto,
que se diz muito rigoroso e crítico do sistema.
Na realidade, todos são fraudes intelectuais e morais e comem todos do orçamento.
E quando toca a unir, «o Zé faz falta»...
E amanhã, será a vez do Zé zurrar «O António faz falta»!






quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pequena lição de economia política


Recessão é quando o vizinho perde o seu emprego.

Depressão é quando perdes o teu.

E recuperação é quando Sócrates perder o dele

sábado, 16 de janeiro de 2010

À atenção da esquerda hipócrita que defende
ao mesmo tempo o feminismo e os árabes

[Para descarregar o filme clique na imagem]

O filho do Lula é um talentoso empreendedor...

[Para visualizar o diaporama clique na imagem]

Para onde as deveríamos despachar em tgv

Era para um desses países muçulmanos que deveríamos despachar as tipas de esquerda, anti-Ocidente, sempre a defender esses países contra «as agressões» ocidentais, feministas, e muitas delas com brutos e escandalosos decotes. Burka, burka!

[para ver o diaporama, clicar ... ]

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Alfredo Bruto da Costa:
«uma leitura pouco exigente do Evangelho»

Terá sido Jesus Cristo o primeiro comunista?
Heduíno Gomes
Alfredo Bruto da Costa (à esquerda) é Presidente daquela instituição política e teologicamente nada recomendável chamada «Comissão Nacional Justiça e Paz», onde pontificam católicos vermeluscos e onde esteve já, até recentemente, o José Manuel Pureza, agora chefe do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, esse mesmo cujo primeiro acto nesta qualidade foi apresentar a proposta de «casamento» entre sodomitas.

A Agência Ecclesia, do cónego António Rego (em baixo), dava grande destaque ao Pureza e continua a dar grande destaque às actividades e declarações destes vermelhuscos. No seu boletim de 13 de Janeiro, a Agência publica mais umas declarações de Bruto da Costa sobre a pobreza, que é o seu prato forte. Tal Carvalho da Silva, Bruto da Costa desempenha o papel de Secretário-Geral da CGTP-Intersindical especial para o povo católico.
Nota curiosa, por grave «falta conspirativa» (era assim que, no meu tempo de PCP, se chamava a uma bronca dessas), lhe foge a boca para a denúncia de funções e utiliza exactamente as palavras do cardápio actual dos camaradas: «consequências gravosas» (estejam os caros leitores atentos quando um camarada fala na televisão e reparem neste coincidente e conspirativamente gravoso pormenor).

E então lamenta-se Bruto da Costa de que os cristãos em Portugal fazem «uma leitura pouco exigente do Evangelho».

Que falta de exigência será essa em relação ao Evangelho?

A de alguns de se calarem perante a actual grande ofensiva sodomita ou outros objectivos «progressistas» da esquerda?
A de pactuarem com o feminismo e outros fenómenos dissolventes da família?

A de abraçarem um «Evangelho» socialista e marxizado?

Nada disso. O que Bruto da Costa pretende na sua retórica «social» em nome do Evangelho é que os católicos sejam mais progressistas, mais socialistas, mais marxistas.
Afinal, quem fará «uma leitura pouco exigente do Evangelho», os outros ou ele?
Bruto da Costa é o perfeito protótipo daqueles confusos que acham que Jesus Cristo foi o primeiro comunista. Nem sabem o que é o comunismo nem sabem o que é o cristianismo. Quem é que lhe explica? Deixo essa árdua tarefa ao senhor Bispo do respectivo pelouro.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Casamento mesmo!

[ para ler, clicar na miniatura ]


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pelo menos sete cristãos foram assassinados no Egipto


Pelo menos sete pessoas morreram e nove ficaram feridas num tiroteio, no sul do Egipto.

Um homem armado disparou contra uma multidão de fiéis que saía de uma missa de Natal dos cristãos coptas.
O atacante disparou a partir de um veículo, onde seguia com mais duas pessoas. Entre as vítimas mortais estão seis fiéis e um agente de segurança.
O tiroteio aconteceu na cidade de Nag Hamadi, na província de Quena, a cerca de 700 quilómetros do Cairo.
A justificação do Ministério do Interior egípcio é, desta vez, que o episódio estaria relacionado com o sequestro e a violação de uma adolescente muçulmana por um jovem cristão.
Esta manhã, mais de dois mil manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia, junto ao hospital para onde foram transferidas as vítimas.




O Santuário de Fátima vandalizado

Na madrugada de10 de Janeiro, as quatro estátuas que ladeiam a Igreja da Santíssima Trindade (na Praça João Paulo II, as estátuas dos papas Paulo VI e João Paulo II e, na Praça Pio XII, a do papa Pio XII e a do bispo D. José Alves Correia da Silva) e a própria igreja, no exterior, foram vandalizadas com graffitis, a negro, com as palavras "Islão", "Lua", "Sol", "Muçulman" e "Mesquita".

Certamente que as autoridades muçulmanas instaladas em Portugal virão demarcar-se deste acto. A situação histórica, a relação de forças, assim o exige. Mas isto é já um primeiro aviso à demasiada tolerância, comodismo, passividade e mesmo permissividade dos cristãos.


Conservadores dos registos civis admitem recusar
«casamentos» entre sodomitas

Heduíno Gomes



Segundo o DN, vários conservadores dos registos civis do Norte e de Lisboa querem saber se podem recusar a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo alegando objecção de consciência.

Sobre esta matéria, estabelece-se uma discussão jurídica, alheada da essência moral, sobre a legalidade ou ilegalidade da objecção de consciência. Como sempre, no direito, por cada jurista que diga uma coisa, há sempre outro a dizer o contrário. Ou não houvesse Isabeis Moreiras.

De qualquer modo, a conclusão é que a exigência do direito à objecção de consciência abre outra frente de luta das pessoas dignas.




segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A propósito da perseguição ao Juiz Rui Teixeira


Agora que o PS clama tanto pelo sagrado segredo de justiça, é bom lembrar o que se passou realmente no caso de pedofilia na Casa Pia. As «diligências» do Paulo Pedroso e do Ferro Rodrigues, este a dizer (ouviu-se nas escutas) que se estava «cagando para o segredo de justiça»...



É também uma boa altura para recapitular e tentar descobrir onde estará afinal o invocado «erro grosseiro» de que o juiz Rui Teixeira foi acusado para ser punido, afinal pela sua isenção e coragem. Aliás, segundo se diz, por erro processual...

Já agora, façam o favor de passar o endereço deste post aos vossos amigos. Não é para dar sorte, não é para sair o euromilhões, é para que todos saibam e para que também eles saibam que nós sabemos e nos lembramos!!!





[ Para ver o vídeo com a história, clicar na imagem abaixo ]




Enviado por L. M. C.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Católicos do PS acusam Sócrates de «governar contra o povo»


Filomena Fontes, Público, 10.1.2010



Inconformados com o chumbo do referendo ao casamento entre homossexuais, um grupo de militantes socialistas católicos acusa José Sócrates de ter assumido «uma posição antidemocrática, virando ostensivamente as costas ao povo», ao não acolher o apelo de mais de 92 mil pessoas que assinaram uma petição reclamando a realização de uma consulta popular. «José Sócrates está a governar contra o partido e contra o povo. Há milhares de militantes que são contra o casamento gay e sabemos que há muitos que se preparam para entregar o cartão, porque não aceitam que o líder do PS e os seus pares decidam sobre uma matéria que nunca foi discutida no partido», afirma Cláudio Anaia, porta-voz deste grupo de militantes.

As críticas, duras, ao secretário-geral do PS, mas também aos deputados, ouviram-se ontem numa reunião realizada no Barreiro, na qual participaram mais de 70 socialistas católicos, um dia depois de o Parlamento ter aprovado a legalização do casamento entre homossexuaise ter rejeitado, por maioria, a convocação de um referendo. Esta semana seguirá uma carta endereçada a José Sócrates, na qual, além de protestarem a sua indignação, advertem para o perigo de uma ruptura irreversível com o eleitorado. «Isto é tão grave que pode trazer sérios dissabores ao PS no próximo acto eleitoral. A maioria das sondagens indica que os portugueses estão contra a legalização do casamento homossexual», frisa ainda Cláudio Anaia.

Primeiro grande pensamento em 2010

Autor filósofo anónimo
Enviado por Maria de Lourdes Borges de Castro







A Europa a financiar o islão conquistador

Heduíno Gomes

Em vários países da Europa ocidental, como é sabido, pela via da demografia, avança a infiltração islâmica. Mas temos a particularidade de serem os próprios Europeus a financiar a explosão demográfica islâmica no interior da Europa.

Efectivamente, os serviços de segurança social europeus estão a financiar «as famílias» segundo regras aritméticas abstractas, o que significa, na prática, a financiar as largas proles islâmicas. Mais, esse financiamento alarga-se igualmente às actividades religiosas anti-ocidentais, quer no âmbito do referido «apoio às famílias», quer no âmbito de «apoio cultural para a integração», este dado a organizações pseudoculturais encobrindo actividades islâmicas que doutrinam e preparam activistas islâmicos para a guerra civil cultural e mesmo terroristas.

O vídeo que apresentamos mostra um famoso e escandaloso caso passado em França. O indivíduo acabou por ser expulso de França em 2004, mas enquanto durou a estadia, não foi nada mau... Entretanto, de um modo mais discreto, milhares de outros casos, em maior ou menor grau de parasitismo, continuam.
  [ Clique na imagem para ver o diaporama ]

Socialistas opõem-se a Sócrates na questão
do chamado «casamento» entre invertidos


Declaração de Luís Gestas, Comissário Nacional do Partido Socialista e Secretário Coordenador da Secção PS de Loures.

Infelizmente foi aprovado na Assembleia da República a legalização do Casamento Homossexual sem uma discussão séria sobre este tema.

Estou triste... não só porque discordo de tudo isso e também porque recebi dezenas de telefonemas de camaradas meus, que dizem que 2.ª feira se vão demitir de militantes do PS. Tentei demove-los porque a luta pela verdade continua... mas penso que alguns deles vão mesmo faze-lo.

Partilho convosco uma mensagem de um outro camarada que nem sequer conheço pessoalmente, mas que mostra o sentimento da maioria dos militantes do PS :

«Nada me move, mas temos de ser coerentes (independentemente das posições... Ver mais acções assumidas por cada um), não podemos queixar-nos da falta de participação cívica dos portugueses, lamentarmos a fraca afluência as urnas e quando mais de 90.000 se movimentam em redor de uma causa, fingimos que não é nada connosco. Alias, o que hoje se passou, foi um atentado a Declaração de Princípios do Partido Socialista, que no seu ponto 20, e que passo a transcrever, «O PS é um partido republicano, que emana dos cidadãos. Por isso, concebe a acção política como tarefa colectiva de mobilização de pessoas e grupos para o projecto da plena realização da democracia e da afirmação dos ideais da liberdade, da igualdade e da solidariedade. Por isso, é um partido plural, coeso e fraterno, aberto à comunicação permanente com as diferentes organizações e correntes de opinião que fazem a riqueza da sociedade civil, e assente na intervenção social e cívica dos seus membros, militantes e simpatizantes, cidadãos livres e activos unidos pela ampla plataforma política da democracia e do socialismo democrático.»

Eu ainda vejo este PS como o Partido Socialista fundado por ideais, com lágrimas e dor, com lutas e debates, mas sempre indo ao encontro da vontade de Portugal.»

Luís Gestas 

Recorda-se que também Carlos Teixeira, presidente socialista da Câmara Municipal de Loures, assinou a petição a pedir o referendo.