sábado, 22 de maio de 2010

Azamboado

Nuno Serras Pereira

Eu não só estou banzado como mesmo azoinado com as declarações do Presidente da Conferência Episcopal, à Rádio Renascença[1], sobre a promulgação da “lei” injusta do pseudo-casamento de varões com varões e de mulheres com mulheres. E estou-o, fundamentalmente, por três razões.

A primeira é pela interpretação sobre o motivo subjectivo (falta de coragem ou cobardia) do presidente da república. Estou em que ao falar como Presidente da Conferência Episcopal não lhe competia tal apreciação. Deveria isso sim explicar porque é que tal promulgação é injusta e as razões pelas quais um católico não a podia (moralmente) fazer, advertindo para as consequências morais que tal acto tem no próprio e poderá ter no seu destino eterno; acresce que importava que esclarece os católicos, e todos quantos quisessem ouvir, sobre a insustentabilidade da tese do dualismo ético que o presidente invocou (ética da convicção versus ética da responsabilidade) para justificar o seu proceder.
A segunda é a afirmação é a de que a Igreja deve respeitar a decisão e adaptar-se de modo a viver com ela. Daqui parece só se poder concluir que o Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal convida os fiéis a respeitar e, portanto, acatar uma “lei” gravemente injusta. Ora isto é exactamente o contrário do que a Sagrada Escritura, a Tradição e a Doutrina do Magistério da Igreja sempre ensinaram. Se há coisa que o cristão não pode respeitar e à qual não se pode adaptar é à iniquidade, à impiedade, à injustiça. Pelo contrário deve combatê-las com todas as suas forças, nunca se conformar com elas, recorrer à objecção de consciência e se necessário à desobediência civil, pois “importa mais obedecer a Deus que aos homens”. Faria melhor o Senhor D. Jorge Ortiga, bem como a Conferência Episcopal, em alertar os fiéis para isso mesmo alumiando em particular aqueles que serão mais expostos a circunstâncias de possibilidade de cooperação com o mal.
A terceira, finalmente, é a asseveração, insistente, com que o Episcopado português proclama aos quatro ventos que a Igreja não discrimina ninguém, agora reiterada pelo seu Presidente.

Eu confesso que nunca esperaria a passagem de um atestado de idiotia ou imbecilidade à Igreja por parte de Bispos da mesma. Enquanto a mim, claro que poderei estar enganado, roça a blasfémia. Ai da Igreja se não discriminasse!, pois isso significaria que não era dotada de razão nem iluminada e guiada pelo Espírito Santo! Discriminar significa diferenciar, distinguir, discernir, coisas que Graças a Deus a Igreja faz e continuará a fazer pelos séculos dos séculos. Também pode significar separar, especificar e ainda apartar-se e tudo isto também faz, sempre fez e fará parte da vida da Igreja. A discriminação é irrenunciável. O que a Igreja não pode é discriminar injustamente. Isso sim seria um pecado inadmissível. Não é por acaso que o documento, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado “Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons”[2] ensina expressamente (II, 11) que “existem âmbitos nos quais não se dá injusta discriminação ao ter em conta a tendência sexual”, dando depois alguns exemplos. Reconhece, assim, que existe uma discriminação mas que ela é justa.

Mais adiante, número 22, adianta que “a Igreja tem a responsabilidade de promover a vida da família e a moralidade pública da inteira sociedade civil baseando-se nos valores morais fundamentais, e não somente a de proteger-se a si mesma da aplicação de leis perniciosas”.

É certo que hoje no linguajar geral se tende a identificar automaticamente discriminação com injustiça, mas essa é a meu ver uma emboscada fatal da qual a Igreja se deve precaver.
21. 05. 2010
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[2] CDF, Alcune considerazioni concernenti la Risposta a proposte di legge sulla non discriminazione delle persone omosessuali (Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons), 23 luglio 1992
DeS 11 (1995)
OR 24.7.1992, 4; EV 13, 992-997; LE 5479; Dokumenty, II, 31
 
 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Rádio Renascença denunciou Cavaco

Nota de abertura da RR sobre a promulgação da lei do casamento entre invertidos por Cavaco.
Se o Presidente da República considera irrelevante o poder de veto que a Constituição lhe confere, mais valia dele prescindir, porque o risco de uma maioria confirmar uma lei que o Presidente vetou existe sempre. Cabe perguntar: a partir de agora não teremos vetos presidenciais ou o Presidente Cavaco Silva só vetará um diploma quando tiver a certeza de não ser contrariado?
Quanto à situação económica, o Presidente sugere que um veto sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria pretexto para não combater a crise; e chega a invocar a ética da responsabilidade política para justificar a sua decisão.
Mas dos argumentos presidenciais, resulta exactamente o contrário: a crise é que surge como um triste pretexto para não vetar o casamento de pessoas do mesmo sexo. Alguém acredita que agora, com esta promulgação, a crise será melhor combatida? E o que fará o Presidente se a crise piorar, apesar da promulgação desta lei? Até onde irá, nessa circunstância, a sua ética da responsabilidade?
Como toda a gente sabe, e o Presidente melhor que ninguém, a crise é antiga, estrutural; e se não foi melhor combatida a outros motivos se deve; muitos, aliás, o têm dito: antes de ser económica, é uma profundíssima crise de valores e de convicções que chega às elites e fragiliza as lideranças.
Sem mudar estilos de vida e de liderança, Portugal não sairá da situação em que se encontra neste momento.
O mero calculismo político nunca resolve crises; pelo contrário, só as agrava.






O Papa que não sorria

Fernando Madrinha, Expresso, 15 de Maio de 2010








 



Frase do dia


Diz-se que Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças, disse:
«Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV quando poderiam perfeitamente oferecer um Porsche a cada português"».
Ficava mais barato.







Preocupações dos angolanos


[Texto recebido não identificado]

Caros amigos,
Os angolanos devem começar a reflectir sobre o que se diz na Europa e noutras paragens do mundo dos governantes angolanos.
As questões que se levantam são: de onde provém a tal cleptocracia mundial? Quem protege os cleptocratas? E quem alimenta a cleptocracia?
Reflictamos todos. Os meus amigos europeus a quem envio esta mensagem ajudem-me a compreender:
Será isso um problema da África ou de consciência dos africanos?
Como os europeus encaram estes factos?
A minha preocupação não se coloca em relação à realidade ou não dos factos, porque a realidade pode ser muito mais assustadora. A minha preocupação tem a ver com o tipo de relações internacionais que se estabelecem entre os Estados, entre as pessoas dos diferentes Estados, a moral destas quando os governantes dos seus países são acusados de corrupção, e de outras acções ilícitas eivadas de promiscuidade com a conivência deste ou daquele país ou daquele governante locupletador. Será possível falar-se em política e moral no mesmo sentido realístico da palavra? Será que existem palavras que por mais ofensivas que sejam não ferem o bom nome das pessoas? Ou será que nem sempre quem cala consente? E quando é que nós saberemos que calar não é consentir?
Abraço a todos.
Para teu conhecimento, saiba que está a circular pela internet essa informação. A mensagem que me foi enviada não continha a fonte nem o período da ocorrência.


Suíça ameaça cleptocracia mundial
Bloqueados 100 milhões de dólares do presidente angolano

Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais. O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo. Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire; maisrecentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares. É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sedeados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.
No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10.º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)? Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares?
Usou-se o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade? Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético? Que autoridade terá, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados?
Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo antidemocrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?





Mourinho além futebol


[ Nas partes de pequenos caracteres em que não consiga ler,
clique na imagem para ampliar. ]











Cavaco, O Promulgador

Miguel Alvim, O Inimputável



Até ao homicídio maçónico do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe no Terreiro do Paço, crime horroroso de que nasceu a República que agora faz os 100 anos de má memória que os descendentes dos assassinos festejam, os Reis de Portugal tinham cognome.
Alguns inesquecíveis, como por exemplo O Venturoso (D. Manuel I), O de boa Memória (D. João I), o Príncipe Perfeito (D. João II).
Agora, pelos vistos os putativos sucessores dos Reis de Portugal, presidentes mal eleitos, parece que também merecem ser cognomizados pelo povo.
Cavaco Silva, de certeza, com a desastrada comunicação do dia de ontem.
Fica o Promulgador.
E não é por bem.
É por mal.
Do crime do aborto, ao divórcio “à façon”, a rematar com o dito e miserável “casamento” homossexual, ele promulga tudo.
Promulga quanto houver para promulgar, como as ventoinhas, sempre a dar às pás.
Um verdadeiro desastre, a somar ao desastre governativo.
Estamos a precisar urgentemente de um novo D. Pedro.
O Cru.
Para que faça urgentemente justiça.

sábado, 15 de maio de 2010







Obrigado, Bento XVI !

A Lusitânia reconhecida.
O Ocidente reconhecido.
A Civilização reconhecida.







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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ora cá vão uns salariozitos de remediados...

(PODE NÃO PARECER, MAS SÃO VALORES MENSAIS!!!!....)


Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200 200 Euros

Carlos Tavares: CMVM, 245 552 Euros

Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507 Euros

Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000 Euros

Fernanda Meneses: STCP, 58 859 Euros

José Manuel Rodrigues: Carris 58 865 Euros

Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536 Euros

Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249 448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)

Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros

Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224 000 Euros

Faria de Oliveira: CGD, 371 000 Euros

Pedro Serra: AdP, 126 686 Euros

José Plácido Reis: Parpública, 134 197 Euros

Cardoso dos Reis: CP, 69 110 Euros

Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros

Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola!)

Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros

Afonso Camões: Lusa, 89 299 Euros

Fernando Pinto: TAP, 420 000 Euros

Henrique Granadeiro: PT, 365 000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem! É um fartar! E pedem contenção!

Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores: ''Tome lá meu caro amigo 350 000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.

E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.




(NOTA: O Pacheco Pereira vai dizer que denunciar isto é populismo.)



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terça-feira, 11 de maio de 2010



Bemvindo a Portugal!



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sexta-feira, 7 de maio de 2010

No 25.º Aniversário da morte de Carlos da Mota Pinto

O  QUE  É  DITO  E  O  QUE  É  OMITIDO
Heduíno Gomes


Passam hoje vinte e cinco anos sobre a morte de Carlos da Mota Pinto.
Grande professor – reconhecem uns. É obra ser reconhecido como competente, alguém que veio do nada e, apenas com a sua cabeça, se impôs aos fortes baronatos da sua área profissional.
Homem sério – reconhecem outros. Excepção entre políticos, todos sabemos!
Político com sentido de Estado – reconhecem ainda outros. Numa época onde o Estado serve amiúde para o negócio privado!
Já não é mau ser reconhecido com estas qualidades! E principalmente se estes reconhecimentos vêm até daqueles que, por razões menos nobres, combateram Carlos da Mota Pinto no campo político, tal é a força dessas verdades. Refiro-me, obviamente, aos seus opositores internos. Alguns desses até lhe fizeram esse elogio fúnebre – bem o previ e bem me lembro.
No entanto, as virtudes políticas de Carlos da Mota Pinto são normalmente omitidas. Até o 25.º aniversário da morte prematura de alguém que foi Presidente do PPD-PSD e ainda muito tinha para dar a Portugal e ao PPD-PSD passa completamente ao lado da atenção dos actuais dirigentes do PPD-PSD – como noutros aniversários com outros dirigentes – que se limitam, como convidados, a participar como jarrões numa iniciativa local.
Percebe-se porquê: são o seu inverso em toda a linha.
A questão é simplesmente esta. Carlos da Mota Pinto, para além das suas qualidades morais, possuía a consciência do domínio ideológico marxista ou marxizante na sociedade portuguesa da época, incluindo no interior do próprio PPD-PSD, assim como o plano para resolver este problema crucial. O plano de desmarxização passava pela formação política dos militantes. Ora isso chocava com os interesses obscurantistas dos barões e jovens barões de então, que, tal como hoje, desejavam um partido de cegos para poderem reinar.
E aí continuam eles.

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Mais Lusitânia publicará uma série de textos evocativos da efeméride, com o que contribuirá para a melhor compreensão da época histórica e do papel de Carlos da Mota Pinto.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alegre: eu é que sou o verdadeiro Semi-Presidente!

Heduíno Gomes
 
Esta coisa do semi-presidencialismo tem a sua piada. Manuel Alegre, a propósito da crise financeira e medidas a tomar, acusa Cavaco de interferir na política do Governo. Então para que quererá o Alegre ser Presidente? Para cortar fitas e alimentar o seu enorme ego?

Os abrilistas deixaram de parte da Constituição de 1933 aquilo que deveriam ter copiado e copiaram aquilo que já não se aplicava. O resultado é a permanente confusão que se vê em torno dos poderes do Presidente. Por isso se torna tão discutível se o Presidente pode opinar ou não. Por isso o Alegre pode dizer que ele é que é o verdadeiro Semi-Presidente!


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domingo, 2 de maio de 2010

TV – Levas com elas!

F. Nunes
Aquele programa da RTP-N «Fala com elas» é uma delícia: um frango que não canta de poleiro, três galinhas residentes e uma galinha convidada, onde o feminismo, entre outros disparates, é omnipresente.
Um destes dias, para apresentar o seu novo romance, a galinha convidada foi uma escritora de olhos larocas, sorriso larocas (embora estudado e sonso: a mim não me enganas tu!) e uma frescura ainda dentro do prazo de validade.
Pois enquanto a fresquinha cacarejava, era de apreciar o ar de ódio e inveja das galinhas residentes, como que a questionar o «espelho meu»! Tudo isto foi visto, claro, com a preciosa ajuda do malandro do realizador do programa, que deveria igualmente estar a partir o coco com a cena.
(Para que não haja confusões, esclarece-se que as três galinhas residentes são a Isabel Stilwell, a Bárbara Coutinho e a Estela Barbot.)




Do blog LATITUDE 40:

GALINHAS PARA CANJA

Publicado por António Luís
Marcas Ironia , Televisão
Publicado em 10.1.10



A televisão da sala está ligada na RTP-N. Pedro Rolo Duarte "Fala com elas"... Rolo Duarte, não fazendo propriamente de galo, está rodeado de quatro senhoras "galinhas". Cacarejam, dão bicadas, esgravatam, mas... Não põem ovos... Numa capoeira a sério, acabariam rapidamente em canja!

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Petição sobre a deputada Inês de Medeiros

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Ao Presidente da Assembleia da República Portuguesa,
Grupo Parlamentar do Partido Socialista
Deputada Inês de Medeiros



Considerando que:

1. A eleição dos/as deputados/as por círculos eleitorais não deve ser apenas nominal, mas pode e deve revestir-se de alguma forma de representatividade dos eleitores de cada um dos distritos portugueses;

2. A deputada Inês de Medeiros foi eleita pelo Círculo Eleitoral de Lisboa, o mesmo onde se localiza a Assembleia da República, mas onde, pelos vistos, a mesma senhora não reside parte do seu tempo, deslocando-se com frequência a Paris por motivos meramente pessoais;

3. Os dinheiros públicos devem ser usados responsavelmente, de preferência para o benefício da generalidade dos portugueses e não para o usufruto particular de alguns que se tomam por privilegiados;

4. O Estado pode subsidiar as deslocações dos/as deputado/as, mas apenas e só quando estas disserem respeito ao exercício das suas funções parlamentares;

5. É imoral que uma senhora como a deputada Inês de Medeiros, que certamente não passará as mesmas dificuldades financeiras que muitos portugueses, queira esbanjar dinheiro pago pelos (muitos) impostos dos contribuintes nas suas viagens pessoais a Paris;

6. É imoral que, numa altura em que se pedem sacrifícios aos cidadãos portugueses, a senhora deputada Inês de Medeiros não seja capaz de pagar os seus desejos cosmopolitas do seu próprio bolso e espere que sejam os contribuintes a fazê-lo;

7. É imoral que, na actual conjuntura ou em qualquer outra, alguém integre listas de candidatos à Assembleia da República na condição de viagens pessoais ao estrangeiro serem pagas com o dinheiro dos impostos de todos os portugueses.

Nós, abaixo-assinados, cidadãos da República Portuguesa, vimos, por este meio, exigir que a senhora Inês de Medeiros renuncie ao cargo de deputada o mais depressa possível!

Estamos fartos de representantes parlamentares que se comportam como se não tivessem que prestar contas! Estamos cansados de deputados/as que se tomam por privilegiados acima dos sacrifícios a que condenam o país! E estamos fartos, mas mesmo muito fartos de políticos que dão os piores exemplos sem que isso tenha qualquer consequência de maior. Basta! Não queremos pedidos de desculpas nem remendos como passar a senhora Inês de Medeiros para o círculo da emigração para travestir as suas viagens pessoais de trabalho parlamentar.

A irresponsabilidade dos detentores de cargos públicos tem que ter consequências! Queremos que a senhora Inês de Medeiros renuncie o quanto antes ao cargo de deputada da Assembleia da República Portuguesa!A

Assinar aqui:





As perguntas de Paulo VI a Salazar e de Bento XVI a Sócrates



Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal, o Presidente do Conselho era Salazar.

O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos Ministros, obtendo a seguinte resposta:


-- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos e eu tenho 12 ministros!








Agora, quando o Papa Bento XVI visita Portugal, pergunta ao Primeiro-Ministro para quê 40 Ministros e Secretários de Estado???......

Sócrates responde:

-- Bem, Santidade.... Ali Babá tinha 40 ladrões !!!



Aqui, Sócrates apenas com as do «género» feminino. 23. 
Isto é, aqui ele não está acompanhado dos homens nem das outras.


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O Conselho da Europa lava o crime soviético do Golodomor
contra os ucranianos

Nelson Pereira

A Assembleia Plenária do Conselho da Europa decidiu que a Grande Fome na Ucrânia no início dos anos 30 não se tratou de genocídio. Limitou-se a considerar, na resolução aprovada, que houve uma "fome maciça" ... na URSS.

A Grande Fome aconteceu num dos países mais férteis da Europa em tempo de paz, quando a URSS exportava continuamente enormes quantidades de cereal. Tudo porque primeiro foram confiscadas na Ucrânia as reservas de cereal e depois tudo o que era alimento. Os historiadores consideram que a fome que liquidou os camponeses enquanto grupo social tinha por objectivo quebrar a resistência contra a colectivização, que na Ucrânia era muito forte.

(Ler sobre este assunto, o Golodomor ou Holocausto de 1932-1933, a nossa peça http://maislusitania.blogspot.com/2009/11/ucranianos-em-portugal-lembram-vitimas.html)



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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Especialistas reunidos em Espanha:
Aumento da violência nas escolas reflecte crise
de autoridade familiar

http://forumrprp.blogspot.com/2010/04/especialistas-reunidos-em-espanha.html



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Participação disciplinar de professora de Ermezinde

http://forumrprp.blogspot.com/2010/04/participacao-disciplinar-de-professora.html


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Afinal quem manda no PPD-PSD?
Os militantes ou a Mota-Engil?


Heduíno Gomes

Era o rapaz candidato à presidência do PPD-PSD e falava como se fosse o genuíno e sábio opositor ao PS e, uma vez chefe, o fosse esfolar. Ao mesmo tempo, o rapaz e os amigos do rapaz criticavam asperamente a «complacente» Manuela Ferreira Leite por «não saber fazer oposição»! (Fórmula mágica e de grande conteúdo político, esta de «não saber fazer oposição»!)

O rapaz é eleito Presidente do PPD-PSD e que vemos nós? Vemos o rapaz a ajudar o PS. Por Portugal, diz ele.

Mas que aliança esta e tão abençoada! Quem a abençoa não vai ser Bento XVI mas... a Mota-Engil. De facto, neste período de contenção de despesas, tema tão presente no discurso do rapaz e amigos do rapaz, acaba de ser entregue a esta empresa a construção de mais uma auto-estrada pela módica quantia de 1429 milhões de euros. E tudo feito com o acordo da nova e «rigorosa» direcção do PPD-PSD, a tal do discurso da «contenção de despesas».

A Mota-Engil abençoa a aliança e o rapaz abençoa a entrega da obra à Mota-Engil.

É caso para perguntar: afinal quem manda no PPD-PSD, os seus militantes ou a Mota-Engil? (idem para o PS!)

Tudo bons rapazes, os que dominam esta III República!

Este é o verdadeiro Pedro Passos Coelho e o seu verdadeiro Mudar. Quem não viu ao elegê-lo, que abra os olhos.



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terça-feira, 27 de abril de 2010

Petição Nacional para alterar
o Código de Execução de Penas




Petição Nacional para alterar os artigos
do Código de Execução de Penas
que permitem a saída das prisões
de condenados por crimes violentos

 

Subscreve a petição on line «Parem esta Lei» e divulga-a pelos teus contactos.








Antes e depois da tomada de posse




ANTES DA POSSE:

O nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar os nossos ideais

Mostraremos que é uma grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo da nossa acção.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

as nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que

os recursos económicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA


domingo, 25 de abril de 2010

De mãe para mãe...

Carta enviada de uma mãe para outra mãe,
no Porto, após um telejornal da RTP1


Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
 
Ler mais: http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/04/de-mae-para-mae.html




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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Memórias de Portugal respeitado

Luís Soares de Oliveira

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: – não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado – ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: – "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.
Estoril, 18 de Abril de 2010



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Outro especialista dá razão ao Cardeal Bertone
ao relacionar pedofilia com a homossexualidade

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O Jornal do Chile publicou na sua edição da sexta-feira, 16 de Abril, um artigo do especialista psicólogo espanhol José María Amenós Vidal com o título "O Cardeal Tarcisio Bertone e a evidência científica que corrobora a relação entre homossexualidade e pedofilia", no qual o perito dá razão ao Cardeal, que afirmou durante a sua visita ao Chile a existência deste vínculo.
Amenós Vidal é licenciado em Psicologia Clínica e Social, está dedicado desde 1984 à docência e investigação na Faculdade de Filosofia e Ciências da Educação da Universidade Central de Barcelona (Espanha), e é Director de Seminários nos Departamentos de Psicologia Geral e Social da Faculdade de Psicologia da mesma.
O artigo foi enviado aos meios de comunicação do Chile, em resposta às desmesuradas críticas e manifestações que se produziram como conseqüência das declarações feitas pelo Secretário de estado em Santiago, e que somente pretendiam constatar uma realidade, explicada por outros peritos como o psiquiatra americano Richard Fitzgibbons, especialista no tratamento de sacerdotes que cometeram abusos contra menores.
O artigo de Amenós explica o reconhecido médico e psiquiatra espanhol, o professor e doutor Aquilino Polaino,considera a homossexualidade como uma patologia mental, do âmbito da psiquiatria, em consonância com um modelo já proposto para a ciência psicológica por Gerard J. M. van den Aardweg, catedrático e psicólogo holandês, que há anos atrás decifrou as chaves desta enfermidade .




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O Presidente da Conferência Episcopal do Chile
expressa firme condenação dos abusos sexuais

O Presidente da Conferência Episcopal do Chile, Dom Alejandro Goic, deu a conhecer esta manhã uma mensagem que os bispos do país do sul emitiram ao finalizar sua 99.° assembleia plenária. No texto animam a todos os sectores do país a trabalhar pela reconstrução e reiteram que "não há lugar no sacerdócio para quem abusa de menores, e não há pretexto algum que possa justificar este delito".
Os bispos do Chile expressam sua adesão à disciplina mostrada ante este complexo tema pelo Papa Bento XVI, a quem ademais expressam seu apoio e solidariedade perante a campanha mediática que pretende apresentá-lo como encobridor quando nunca o foi.



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quinta-feira, 22 de abril de 2010

As tretas dos nossos intelectuais: Lobo Antunes


A TODOS OS HOMENS QUE ESTIVERAM NO ULTRAMAR
(Principalmente em Angola),
E A TODAS AS PESSOAS QUE AINDA ACREDITAM
QUE OS ESCRITORES SÓ ESCREVEM COISAS VERDADEIRAS
E SÃO IMPUNES NA VIDA E NA HISTÓRIA DO PAÍS.

 
António Lobo Antunes e a escrita mentirosa

Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para envergonhar os portugueses. Talvez este início de crónica escandalize quem costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não gosto de atirar a pedra e esconder a mão.
Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais recente livro:
João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices -- sim as aldrabices -- são de Lobo Antunes. Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391:
«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».
Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras.
É um severo ataque à Instituição Militar e uma infâmia aos comandantes de qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem, sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política, ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na vida real nos finais do século XX.
Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade, atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível.
Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade não teve ponta por onde se lhe pegue.
Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes, tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter um décimo das baixas que Lobo Antunes atribui àquele de que ele próprio fez parte . É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra, dignidade e humanismo.
Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa Epopeia Nacional.
Barroso da Fonte

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P.S. de Cor. Manuel Bernardo
Não li o livro em causa. No entanto, dada a consideração que me merece este Combatente, fundador da Associação dos Combatentes do Ultramar, ousei realçar algumas frases e difundir para maior audiência na net, afim de tentar recolher opiniões de alguns dos 600 militares que este escritor refere... Assim, os "negritos" foram por mim aplicados e são da minha responsabilidade.*
* Lamentavelmente, ao copiar para o blog, as formatações, entre as quais os negritos, desaparecem... Entretanto, por nossa iniciativa, destacámos algumas passagens (N.R.).

Do PortugalClub:
Não li , nem vou perder tempo em ler nenhum livro de autoria desse "Cobardolas Traidor" de nome "antónio lobo antunes"; a entrevista dele á RTP por ocasião do lançamento do 1.º livro dele, meu deu ansias de vómito. Eu Lutei por... , e doei meu suor a minha Pátria Portugal com muita satisfação e orgulho. Escutar ou ler algo que venha de antiportugueses, a mim me dá nojo.

(Textos enviados por Maria de Lourdes Borges de Castro)