sábado, 5 de junho de 2010

Teatro, música e dança sobre a vida
e obra lírica de Luís de Camões

«FOGO QUE ARDE SEM SE VER»

Espectáculo com texto e encenação de José Neto e guarda roupa e direcção coreográfica de «Danças com História». Os espectáculos de 10, 11 e 12 serão apresentados no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e integram-se nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

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Comemoração do Dia de Portugal


CONVITE

A Comissão Executiva do Encontro Nacional de Combatentes 2010 tem o prazer de convidar V. Exa., família e círculo de amigos a participarem nas comemorações do Dia de Portugal e na homenagem à memória de todos quantos, ao longo da nossa história, chamados um dia a Servir, tombaram no campo da honra, em qualquer época ou ponto do globo.
As cerimónias decorrerão na Igreja dos Jerónimos e junto ao Monumento aos Combatentes, em Belém, Lisboa, e serão marcadas pelo espírito de fraternidade lusófona e pela elevação e dignidade do único propósito que as enforma, que é celebrar a Pátria e honrar os nossos mortos.
                                                                                    O Presidente da Comissão,
                                                                                    Francisco Vidal Abreu
                                                                                    Almirante


PROGRAMA

MONUMENTO AOS COMBATENTES DO ULTRAMAR
IGREJA DOS JERÓNIMOS

10h15: Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria
11h30: Concentração junto ao Monumento
12h00: Abertura: Homenagem aos Combatentes
12h04: Palavras de exaltação ao herói Cte. Oliveira e Carmo proferidas pela sua viúva
             Sra. Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo
12h12: Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana)
12h20: Homenagem aos mortos e deposição de flores
12h40: Hino Nacional (salvas por navio da Marinha Portuguesa)
12h45: Sobrevoo por aeronaves da Força Aérea Portuguesa
12h50: Passagem final pelas lápides
13h10: Salto de Pára-quedistas
13h25: Almoço-convívio (pode ser adquirido no local).




HOMENAGEM AO TENENTE OLIVEIRA E CARMO

HISTÓRIA BREVE DE UM HERÓI

Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo nasceu em Santo Estêvão, Concelho de Alenquer, em Setembro de 1936.
Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido a Guarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, tendo também prestado serviço na Superintendência dos Serviços da Armada e no Comando da Flotilha de Patrulhas. Foi promovido a Segundo-Tenente no último dia daquele ano.
Serviu a bordo dos patrulhas “Boavista” e “Porto Santo” e na fragata “Pêro Escobar”, onde o seu elevado brio, o seu inquestionável sentido das responsabilidades e do dever e o seu exemplar aprumo militar foram alvo dos maiores elogios.
Nomeado comandante da lancha de fiscalização “Vega”, a prestar serviço em Diu, para ali partiu no Verão de 1961.
Naquele território, à semelhança dos restantes que faziam parte da Índia Portuguesa, pairava desde há muito a ameaça de anexação pela poderosa União Indiana. A temida invasão acabaria por se concretizar, de forma esmagadora, na madrugada de 18 de Dezembro de 1961. O combate extremamente desigual que se desenrolou constituiu o ponto culminante da curta carreira de Oliveira e Carmo, que no seu abnegado heroísmo viria a escrever uma das mais gloriosas páginas da nossa História Naval.

O COMBATE
Tendo saído de Diu em 17 de Dezembro, a “Vega” fundeou frente a Nagoá às 22H00 desse dia. Na madrugada do dia 18, por volta das 01H40, foram ouvidos tiros em terra pela praça de serviço. Alertado, o Comandante manda ocupar postos de combate e suspender*.
Dirigiu-se então a lancha na direcção de um contacto radar não identificado que navegava a cerca de 12 milhas da costa. Por volta das 04H00, esse navio, visualmente identificado como um cruzador, lançou granadas iluminantes e abriu fogo de metralhadora pesada sobre a “Vega”, que retirou para Diu e fundeou.
Ás 06H15 suspendeu e aproximou-se novamente do cruzador, onde foi vista, içada no mastro, a bandeira da União Indiana. A lancha regressou ao fundeadouro e Oliveira e Carmo fardou-se de branco para, segundo afirmou, morrer com mais honra.
Às 07H00 foram avistados aviões a jacto efectuando bombardeamento sobre terra. O Comandante reuniu a guarnição e leu-lhes as ordens do Estado-Maior da Armada, segundo as quais a lancha deveria combater até ao último cartucho.
Cerca das 07H30 aproximaram-se dois aviões para bombardear a Fortaleza e Oliveira e Carmo mandou abrir fogo sobre eles com a peça de 20 mm (um dos aparelhos acabaria por ser atingido e obrigado a aterrar). Estes, na turalmente, ripostaram. Agilmente manobrada pelo seu comandante, a “Vega” esquivou-se às primeiras rajadas.
No entanto, um novo ataque, desta vez com fogo cruzado, matou o marinheiro artilheiro António Ferreira e cortou pelas coxas as pernas de Oliveira e Carmo que, ainda com vida, retirou do bolso e beijou as fotografias da mulher e do filho pequeno. Deflagrara entretanto um violento incêndio, que rapidamente se propagou à casa da máquina e à ponte.
A peça foi abandonada, em virtude do seu reduto se ter tornado intransitável devido aos buracos causados pelos projécteis inimigos e pelo incêndio, que já grassava no convés.
A guarnição tentou então arriar o bote para evacuar o Comandante, mas um novo ataque aéreo feriu mortalmente Oliveira e Carmo, tendo também sido atingidos três marinheiros (um deles, marinheiro artilheiro Fernandes Jardino, com a perna esquerda cortada pela canela, viria a falecer no trânsito para terra).
Com o bote inutilizado e a lancha completamente tomada pelas chamas, viram-se os sobreviventes obrigados a nadar em direcção a terra, agarrando-se os feridos a uma balsa. Sacudida pelas explosões das suas próprias munições, a “Vega” acabaria por se afundar, arrastando consigo o corpo do seu heróico Comandante.
Oliveira e Carmo foi, a título póstumo, condecorado com a Medalha de Valor Militar com Palma, agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada e promovido por distinção ao posto de Capitão-Tenente.
Foi patrono do curso 1962/1967 da Escola Naval.
* Levantar o ferro


CONDECORAÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO
O. D. A. Nº172 de 3-2-1962

Ordem Militar da Torre e Espada

Considerando os excepcionais dotes de nobreza, de carácter e de bravura revelados pelo segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo no comando da lancha de fiscalização Vega nas águas de Diu, no dia 18 de Dezembro de 1961;
Considerando o exemplo que deu aos seus homens, mantendo a mais lúcida coragem, mesmo depois de ter as pernas cortadas por uma rajada inimiga, após uma acção brilhante nas proximidades do Castelo de Diu;
Considerando que a sua conduta honra as tradições heróicas da nossa história e é um exemplo para quantos têm por missão sagrada a defesa da nossa pátria;
Usando da faculdade que me confere o Decreto nº 16449, de 30 de Janeiro de 1929, nos termos do artigo nº 44 do Regulamento das Ordens Portuguesas e do artigo 1º do Decreto nº 21220, de 22 de Abril de 1932:
Hei por bem conceder, a título póstumo, o grau de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito, ao segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.


PROMOÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO

Decreto-Lei nº 44972, de 11 de Abril O/A. Nº 9, de 17-4-1963
O segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, em 18 de Dezembro de 1961, nas águas do Estado da Índia Portuguesa, revelando acrisolado amor pátrio, alta consciência do dever e elevadas virtudes militares, crificou gloriosa e heroicamente a sua vida em defesa da pátria.
O Decreto-Lei nº 28210, de 23 de Novembro de 1937, apenas prevê que seja feita de grau em grau hierárquico a promoção por distinção dos oficiais da Armada; no entanto, a extraordinária e exemplar acção do segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo contra o inimigo externo, premiada com a comenda da Ordem Militar da Torre e Espada e a medalha de ouro de valor militar com palma, situa-se entre os mais edificantes feitos de armas que a nossa história regista e justifica, por isso, que a Nação o reconheça de forma excepcional. Nestes termos:
Usando da faculdade conferida pela 1ª parte do nº 2º do artigo 109º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo único. É promovido, por distinção, a título póstumo, ao posto de capitão-tenente o segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.


QUANDO O GOVERNO DE PORTUGAL
HOMENAGIAVA OS SEUS HERÓIS
E NÃO OS SEUS TRAIDORES






sexta-feira, 4 de junho de 2010

Corrida de Canoa - O retrato do Regime

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conserve o seu emprego

560
Decore este número.
Não mande gente para o desemprego.


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terça-feira, 1 de junho de 2010

Carlos Cruz compara-se a Paulo Pedroso. Afinal...


Se Carlos Cruz se diz tão inocente como Paulo Poderoso e o Tribunal da Relação considera que os rapazes falaram verdade, pela boca morre o peixe...
(ver peça anterior)


Que saudades de Carlos Cruz!

Heduíno Gomes
Que saudades de ver Carlos Cruz na televisão!
Que saudades de tê-lo como director de programas bandalhos!
Que saudades de tê-lo a ele próprio como apresentador de alguns desses programas bandalhos!
Entrevistado por Henrique Garcia, eis que apareceu agora na TVI com a sua já conhecida vozinha pos-processo, cheia de tremeliques a inspirar piedade. Mas desta vez não chorou.
Henrique Garcia portou-se à altura. Apesar de ser comum entre jornalistas e pessoal das televisões o espírito corporativista (não se pode tocar em nenhuma dessas donzelas), Henrique Garcia, com perguntas fulminantes, arrumou o ex-colega (salvo-seja!) a um canto. Aquele tipo que, nesta terra sem ordem, fazia do serviço público o que lhe apetecia, como rei e senhor, revelou aí toda a sua fragilidade. Até se ficou a saber que se tentou agarrar a Eanes para se safar. No decurso da sua conversa fiada, ficámos igualmente a saber outras coisas interessantes. Vejamos algumas.
«Eu era uma pessoa credível.» Talvez. Mas no conceito de quem? Que credibilidade moral merecia realmente um director de programas bandalhos?
Aprecia os «valores». Que valores? Aqueles que Sócrates agora concretizou em lei, «casando» os invertidos? Este e outros tais, a propósito, também falam em «valores» e «civilização». Pois foi o senhor Carlos Cruz -- entre outros, como Soares Louro, Maria Elisa, Júlio Isidro ou Manuel Falcão -- que preparou o terreno ideológico para se chegar onde se chegou quanto a valores.
«O processo Casa Pia é uma grande mentira.» Ficamos sem saber se diz isso por ter réus a mais ou a menos. Será que alguns outros também deveriam lá estar sentados no banquinho? Parece que sim...
Teresa Costa Macedo «é uma mulher perigosa.» Pois é, para os pedófilos. Tendo o pelouro da Casa Pia enquanto Secretária de Estado, tratou de pespegar tudo na Polícia Judiciária. Mas, coitada, teve de esperar mais de 20 anos para ver alguns resultados (por acaso,eu, sabendo de alguns episódios desde 1984, esperei menos anos: só 19).
«O Paulo Pedroso não foi pronunciado e eu fui, acusado pelos mesmos rapazes.» Pois é, Carlinhos esperto, o Paulo Poderoso não foi incriminado não pela negação dos factos mas por erros técnicos processuais... Se assim é, é pena! Azar o nosso!
E a ex-mulher do gajo, Marluce, essa peça que tinha um negócio especial e fugiu para o Brasil por causa da injustiça portuguesa?!
E o secretário do gajo, Carlos Mota, «um senhor» segundo as suas próprias palavras, essa peça que também fugiu?!
Conclusão: o processo Casa Pia é uma tramóia, os polícias são todos uns incompetentes e mentirosos, os juizes uns sádicos e patetas, e a vítima é o gajo!
Enfim, apenas a assinalar, depois da indecente sabotagem do julgamento com a apresentação de milhares de testemunhas de nada, para empatar, a indecente pressão que os advogados de defesa têm vindo a exercer sobre o tribunal à medida que se aproxima o dia da leitura da sentença.
Pode ver toda a entrevista em:



Sócrates almoça em família

Heduíno Gomes


Sócrates almoçou em S. Bento com bichonas de vários países para festejar a publicação da sua e cavaquista lei.
Foi um almoço em família. O almoço foi servido pelo mesmo cuzinheiro do casamento do Zezinho com o Manel, descrito por Quim Barreiros em










segunda-feira, 31 de maio de 2010

Homem e mulher segundo Sócrates
Cavaco promulga = ordena que seja cumprido

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Olivença é território de Portugal

A Espanha deve tirar as patas de Portugal.
Nobre e adequada Intervenção do deputado Prof. Bacelar Gouveia
na Assembleia da República quanto à questão de Olivença
José Maria Martins
Esta semana o Deputado Prof. Dr. Bacelar Gouveia levou a questão de Olivença, da ocupação ilegal e criminosa de Olivença, à Assembleia da República.
Olivença foi ocupada ilegalmente por Espanha, a soldo de Napoleão, em 1801. Numa invasão cobarde , protegido pelos exércitos de Napoleão.
Olivença foi mandada entregar a Portugal depois da derrota de Napoleão , derrota em 1815.
Portugal ficou obrigado a entregar a França a Guiana Francesa - situada ao Norte do Brasil e que D. João VI conquistou logo que chegou ao Brasil - e entregar territórios a Espanha.
Portugal cumpriu mas Espanha não.
Espanha continua com a patas em terra Portuguesa, em Olivença e seu termo.
Os cobardes espanhóis de 1801 a 1812 depois viram o seu Rei ser destituído pelos franceses e colocado com o Rei de Espanha um irmão de Napoleão.
Ao mesmo tempo que o seu Rei era preso pelos franceses, quando ia a fugir através do porto de Cadiz em direcção à Argentina!!!
Os políticos portugueses sempre tiveram medo de exigir, de forma persistente, a entrega de Olivença, mas já Espanha - mesmo Zapatero foi logo a Londres depois de eleito exigir a entrega de Gibraltar - tem exigido a entrega de Gibraltar, perdida para o Reino Unido muito antes de 1801.
Em Espanha há unidade nacional em torno da questão de Gibraltar.
Já os portugueses inventam sempre histórias da carochinha para não afrontarem Espanha.
Mas eis que na Assembleia da República o deputado do PSD, Prof. Dr. Bacelar Gouveia exigiu ao Governo resposta sobre a questão de Olivença.
Veja-se aqui o excelente , responsável e patriótico requerimento do Prof. Bacelar Gouveia: http://www.psd.parlamento.pt/libraria/images/perguntasereq/olivenca-%20bacelar%20gouveia.pdf
Aconselho vivamente a leitura do requerimento, feito por um prestigiadissimo Prof. de Direito Constitucional , com vasta obra publicada e que é , sem dúvida, um académico de enorme prestígio. Um deputado que honra o cargo.
Já toda uma quantidade de amorfos prefere antes calar, ir antes caçar a Espanha, curvar-se perante Espanha.
Ao mesmo tempo que deixam Espanha dominar toda a nossa economia, a comunicação social e actuar na União Europeia contra os interesses estratégicos de Portugal.
Daqui endereço ao Prof. Dr. Bacelar Gouveia todo o meu apreço, eu que tenho lutado - outros têm lutado muitissimo mais, como os Amigos de Olivença, o Prof. Luna e Outros - em defesa dos nossos direitos históricos sobre Olivença.

OLIVENÇAPORTUGAL




 

A Associação Cultural Além-Guadiana
prossegue na defesa da cultura oliventina


Olivença recupera as suas ruas
A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de Olivença um projeto pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com unânime aceitação.
O projeto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos atuais, mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de um simbólico ato inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.
A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra, da Carreira, etc.
Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da “Vila”, como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção popular ou à fisionomia das ruas, entre outros aspetos. A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de João da Gama” são alguns exemplos.
Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia, contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar visível em cada recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença. Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam as pessoas mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o presente uma parte do passado oliventino.

OLIVENÇAPORTUGAL



Cavaco Silva «ganhava as eleições»
se tivesse vetado a lei do casamento homossexual»

D. José Policarpo

  
«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», defende Cardeal Patriarca.
O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.









«Salvem o Museu de Marinha»

  

Petição Pública «Salvem o Museu de Marinha»

Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2153  e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado.
MUSEU DA MARINHA
Esta mensagem é do MUSEU DA MARINHA ( museudamarinha@gmail.com ), através do serviço http://www.peticaopublica.com/  em relação à Petição http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2153




O superior interesse de Portugal. A eleição

Nuno Serras Pereira

 
Hoje, ou terá sido ontem?, ficámos a saber, por alguém que se diz católico praticante, que a liberalização do homicídio/aborto, o genocídio de pessoas na sua etapa embrionária, a clonagem, o divórcio sem culpa (unilateral), a perversão sexual de crianças nas escolas e o pseudo-casamento entre pessoas homossexuais são do superior interesse de Portugal. De facto, todas estas determinações/promulgações são da responsabilidade do presidente cujas decisões, segundo o próprio, são feitas sempre nesse sentido.

O inteligente

Heduíno Gomes



Tendo o Cardeal-Patriarca lamentado e não compreendido a promulgação da lei que permite o casamento entre pederastas e fressureiras em nome dos superiores interesses da Nação, diz o inteligente Cavaco – espumando como sempre que é contrariado – que basta ler o seu site, que está lá clarinho, que quem quer perceber percebe.
O que o inteligente não percebe é que, quando as pessoas dizem que não percebem, não é propriamente por não perceberem, por serem mais burras do que ele mas por discordarem do seu gesto. O inteligente não percebe que se trata de uma maneira soft de falar. Maneira que eu não uso para qualificar um certo tipo que, há 25 anos, foi à Figueira fazer a rodagem do carro, um tecnocrata, amoral e eleitoralista tosco como foi denotando ao longo do seu governo.
E, a propósito de inteligência, como disse o Cardeal-Patriarca, se o inteligente tivesse vetado a lei, seria reeleito à primeira volta para Belém. Simples questão de inteligência. E também de hipocrisia.

Parabéns pela declaração, D. José Policarpo!







O grande lorpa

Nuno Serras Pereira

[ Escrito em 12 de Abril de 2010 mas actual!]

O presidente Cavaco Silva que promulgou a liberalização do aborto, a experimentação letal em pessoas na sua etapa embrionária e a sua clonagem, a “lei” do divórcio e, provavelmente, promulgará a do pseudocasamento de pessoas do mesmo sexo, proclamou-se, aquando da sua visita à Santa Sé, católico praticante. Agora prepara-se, como o seu antecessor Mário Soares, para acompanhar o Papa continuamente nesta visita pastoral que sua Santidade fará a Portugal. A proximidade das eleições presidenciais, como é claro para todos, nada tem a ver com isso. O presidente, como se verifica pelo exercício do seu cargo, é um genuíno católico que contribuiu exemplarmente para o extermínio de várias dezenas de milhares de pessoas nascituras.

O médico Miguel Oliveira e Silva, como bom católico praticante, não se limitou a cooperar formalmente como o homicídio/aborto. Sendo ainda mais praticante de que o presidente ele próprio afirmou orgulhosamente na televisão que fazia abortamentos. Esta gloriosa obra de misericórdia valeu-lhe o reconhecimento de um Bispo que se prestou a apresentar um livro em que o cirurgião arremetia ferozmente contra a doutrina anquilosada e decrépita que foi confiada à Igreja.

Maria de Belém, com o seu sorriso mavioso contribuiu com uma determinação verdadeiramente evangélica para todos os bondosos crimes e esplêndidas perversidades que o catolicíssimo presidente promulgou. O mesmo se passa com o católico militante e muito empenhado na nova evangelização Pedro Silva Pereira.

Marcelo Rebelo de Sousa, embora ainda não tenha superado a influência magisterial de que Mário Soares goza junto de grande parte do Episcopado, é reconhecidamente, pelos seus méritos em apoiar o pseudocasamento de pessoas do mesmo sexo e advogar a contracepção, inclusive a abortiva, e o homicídio/aborto cirúrgico, nas circunstâncias previstas na “lei” 6/84, o mais indicado pregador para seminaristas, Sacerdotes e talvez mesmo para Bispos.

Estes são alguns dos mais eminentes católicos praticantes venerados e incensados pela clerezia e prelazia em Portugal e, por arrasto, da multidão dos fiéis.

Ontem, porém, ficámos a saber, pela revista do jornal Público, que existem outros grupos igualmente praticantes muito acarinhados por alguns Sacerdotes. Este admirável conjunto de fiéis não vê nenhuma incompatibilidade entre as suas práticas sodomitas “estáveis” (para usar o termo deles; dantes dizia-se obstinadas) e a Comunhão Eucarística. Afinal foi Deus que os fez e quis assim. Somente a intolerância maquiavélica dessa megera milenária que é a Igreja, que, ao longo de dois mil anos, a única coisa que fez foi perverter os desígnios de Jesus Cristo é que lhes exige mudança de vida e arrependimento para poderem Comungar com o Seu Senhor.

Felizmente que há Padres compreensivos que os acolhem incondicionalmente, com o conhecimento, segundo a reportagem, do Senhor Cardeal Patriarca. Esperemos que o acolhimento Eucarístico incondicional seja para todos: ladrões profissionais, chulos convictos, proxenetas fervorosos, pederastas predadores, pedófilos obcecados, adúlteros contumazes, torturadores pertinazes, antropófagos gulosos, terroristas fanáticos, etc. Pois se Deus os fez e os quis assim, quem somos nós para contrariar a Sua vontade. Pecado só é aquilo para que não se é tentado. A tentação, o impulso, o desejo para determinada prática é um indicativo claríssimo de que ela é boa!, óptima!. Excelente!!!

Essas tretas de chamar ao arrependimento e à conversão, está completamente ultrapassado!, não tem pés nem cabeça!

O grande lorpa, está-se a ver, sou eu que, por mais que me esforce, não consigo alcançar a clarividência de muitos Pastores, que assistem a tudo isto com grande complacência.



domingo, 23 de maio de 2010

Mourinho e Deus


L. Marques
Gostaria de fazer um comentário acerca do post sobre o Mourinho.


Está patente o relacionamento de Mourinho com Deus (ver peça colocada antes).
Acredita. Compra trinta terços. Reza. Óptimo. Mas quer é obter de Deus dinheiro e glória. E depois comporta-se como um javardo. Vejam-se as suas inconveniências desmoralizantes sobre a selecção nacional. Não sabe ficar calado quando deve ou faz de propósito? Que português é este? É um narcisista e egoísta crente. Pensa que está acima de tudo.
Deus e ele é que terão de gerir este problema e acertar contas quando chegar a hora.
Por mim, confesso, não gosto dele. Se sempre torci por ele no estrangeiro foi porque ele representava Portugal. E não me arrependo disso. Mas é tudo.



O progresso «civilizacional» do Canas

Heduíno Gomes

Vitalino Canas. Mais uma das peças que nos governa. Esta anedota de facies quadrangular ouviu falar de civilização e então aplica a palavra a seu bel-prazer. Acha, e repete mesmo até à exaustão, que o «casamento» entre invertidos é um «progresso civilizacional».



O conceito de «civilização» desta anedota deve ser o da «civilização» de Sodoma.

O lado positivo de Quim Barreiros...

Heduíno Gomes
QUIM BARREIROS DEDICA UMA CANÇÃO AO «CASAMENTO»
ENTRE INVERTIDOS E AOS POLÍTICOS QUE O APROVARAM

Êxito de verão assegurado


Todos sabemos que Quim Barreiros não desempenha propriamente na cultura portuguesa um papel muito educativo. É tão educativo como o de certos realizadores de cinema. Mas com uma grande diferença. Ele vive à custa dos discos brejeiros que vende e dos espectáculos que faz, enquanto os realizadores vivem à custa do Orçamento do Estado pelos filmes porno que fazem, utilizando a capa da cultura.
Dito isto, apreciemos o «hino» de Quim Barreiros ao «Casamento Gay».
Trata-se, nada mais, nada menos, da maneira como, a nível popular, é comummente abordado o chamado «casamento» entre invertidos, aprovado e promulgado pela miserável e pior que brejeira classe política que nos desgoverna – uns por cobardia, outros por conveniente calendário eleitoral, outros por abraçarem o vício. Todos sem vergonha.
Toda esta gente não poderá invocar falta de educação do autor e intérprete. Ela tem menos ainda. Na sua brejeirice, Quim Barreiros trata simplesmente políticos e pederastas ao nível que é o deles. Só que é em linguagem popular.
Vá lá, processem-no por «homofobia»... Até dava vontade de rir!

sábado, 22 de maio de 2010

Azamboado

Nuno Serras Pereira

Eu não só estou banzado como mesmo azoinado com as declarações do Presidente da Conferência Episcopal, à Rádio Renascença[1], sobre a promulgação da “lei” injusta do pseudo-casamento de varões com varões e de mulheres com mulheres. E estou-o, fundamentalmente, por três razões.

A primeira é pela interpretação sobre o motivo subjectivo (falta de coragem ou cobardia) do presidente da república. Estou em que ao falar como Presidente da Conferência Episcopal não lhe competia tal apreciação. Deveria isso sim explicar porque é que tal promulgação é injusta e as razões pelas quais um católico não a podia (moralmente) fazer, advertindo para as consequências morais que tal acto tem no próprio e poderá ter no seu destino eterno; acresce que importava que esclarece os católicos, e todos quantos quisessem ouvir, sobre a insustentabilidade da tese do dualismo ético que o presidente invocou (ética da convicção versus ética da responsabilidade) para justificar o seu proceder.
A segunda é a afirmação é a de que a Igreja deve respeitar a decisão e adaptar-se de modo a viver com ela. Daqui parece só se poder concluir que o Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal convida os fiéis a respeitar e, portanto, acatar uma “lei” gravemente injusta. Ora isto é exactamente o contrário do que a Sagrada Escritura, a Tradição e a Doutrina do Magistério da Igreja sempre ensinaram. Se há coisa que o cristão não pode respeitar e à qual não se pode adaptar é à iniquidade, à impiedade, à injustiça. Pelo contrário deve combatê-las com todas as suas forças, nunca se conformar com elas, recorrer à objecção de consciência e se necessário à desobediência civil, pois “importa mais obedecer a Deus que aos homens”. Faria melhor o Senhor D. Jorge Ortiga, bem como a Conferência Episcopal, em alertar os fiéis para isso mesmo alumiando em particular aqueles que serão mais expostos a circunstâncias de possibilidade de cooperação com o mal.
A terceira, finalmente, é a asseveração, insistente, com que o Episcopado português proclama aos quatro ventos que a Igreja não discrimina ninguém, agora reiterada pelo seu Presidente.

Eu confesso que nunca esperaria a passagem de um atestado de idiotia ou imbecilidade à Igreja por parte de Bispos da mesma. Enquanto a mim, claro que poderei estar enganado, roça a blasfémia. Ai da Igreja se não discriminasse!, pois isso significaria que não era dotada de razão nem iluminada e guiada pelo Espírito Santo! Discriminar significa diferenciar, distinguir, discernir, coisas que Graças a Deus a Igreja faz e continuará a fazer pelos séculos dos séculos. Também pode significar separar, especificar e ainda apartar-se e tudo isto também faz, sempre fez e fará parte da vida da Igreja. A discriminação é irrenunciável. O que a Igreja não pode é discriminar injustamente. Isso sim seria um pecado inadmissível. Não é por acaso que o documento, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado “Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons”[2] ensina expressamente (II, 11) que “existem âmbitos nos quais não se dá injusta discriminação ao ter em conta a tendência sexual”, dando depois alguns exemplos. Reconhece, assim, que existe uma discriminação mas que ela é justa.

Mais adiante, número 22, adianta que “a Igreja tem a responsabilidade de promover a vida da família e a moralidade pública da inteira sociedade civil baseando-se nos valores morais fundamentais, e não somente a de proteger-se a si mesma da aplicação de leis perniciosas”.

É certo que hoje no linguajar geral se tende a identificar automaticamente discriminação com injustiça, mas essa é a meu ver uma emboscada fatal da qual a Igreja se deve precaver.
21. 05. 2010
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[2] CDF, Alcune considerazioni concernenti la Risposta a proposte di legge sulla non discriminazione delle persone omosessuali (Some Considerations Concerning the Response to Legislative Proposals on Non-discrimination of Homosexual Persons), 23 luglio 1992
DeS 11 (1995)
OR 24.7.1992, 4; EV 13, 992-997; LE 5479; Dokumenty, II, 31
 
 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Rádio Renascença denunciou Cavaco

Nota de abertura da RR sobre a promulgação da lei do casamento entre invertidos por Cavaco.
Se o Presidente da República considera irrelevante o poder de veto que a Constituição lhe confere, mais valia dele prescindir, porque o risco de uma maioria confirmar uma lei que o Presidente vetou existe sempre. Cabe perguntar: a partir de agora não teremos vetos presidenciais ou o Presidente Cavaco Silva só vetará um diploma quando tiver a certeza de não ser contrariado?
Quanto à situação económica, o Presidente sugere que um veto sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria pretexto para não combater a crise; e chega a invocar a ética da responsabilidade política para justificar a sua decisão.
Mas dos argumentos presidenciais, resulta exactamente o contrário: a crise é que surge como um triste pretexto para não vetar o casamento de pessoas do mesmo sexo. Alguém acredita que agora, com esta promulgação, a crise será melhor combatida? E o que fará o Presidente se a crise piorar, apesar da promulgação desta lei? Até onde irá, nessa circunstância, a sua ética da responsabilidade?
Como toda a gente sabe, e o Presidente melhor que ninguém, a crise é antiga, estrutural; e se não foi melhor combatida a outros motivos se deve; muitos, aliás, o têm dito: antes de ser económica, é uma profundíssima crise de valores e de convicções que chega às elites e fragiliza as lideranças.
Sem mudar estilos de vida e de liderança, Portugal não sairá da situação em que se encontra neste momento.
O mero calculismo político nunca resolve crises; pelo contrário, só as agrava.






O Papa que não sorria

Fernando Madrinha, Expresso, 15 de Maio de 2010








 



Frase do dia


Diz-se que Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças, disse:
«Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV quando poderiam perfeitamente oferecer um Porsche a cada português"».
Ficava mais barato.







Preocupações dos angolanos


[Texto recebido não identificado]

Caros amigos,
Os angolanos devem começar a reflectir sobre o que se diz na Europa e noutras paragens do mundo dos governantes angolanos.
As questões que se levantam são: de onde provém a tal cleptocracia mundial? Quem protege os cleptocratas? E quem alimenta a cleptocracia?
Reflictamos todos. Os meus amigos europeus a quem envio esta mensagem ajudem-me a compreender:
Será isso um problema da África ou de consciência dos africanos?
Como os europeus encaram estes factos?
A minha preocupação não se coloca em relação à realidade ou não dos factos, porque a realidade pode ser muito mais assustadora. A minha preocupação tem a ver com o tipo de relações internacionais que se estabelecem entre os Estados, entre as pessoas dos diferentes Estados, a moral destas quando os governantes dos seus países são acusados de corrupção, e de outras acções ilícitas eivadas de promiscuidade com a conivência deste ou daquele país ou daquele governante locupletador. Será possível falar-se em política e moral no mesmo sentido realístico da palavra? Será que existem palavras que por mais ofensivas que sejam não ferem o bom nome das pessoas? Ou será que nem sempre quem cala consente? E quando é que nós saberemos que calar não é consentir?
Abraço a todos.
Para teu conhecimento, saiba que está a circular pela internet essa informação. A mensagem que me foi enviada não continha a fonte nem o período da ocorrência.


Suíça ameaça cleptocracia mundial
Bloqueados 100 milhões de dólares do presidente angolano

Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais. O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo. Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire; maisrecentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares. É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sedeados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.
No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10.º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)? Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares?
Usou-se o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade? Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético? Que autoridade terá, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados?
Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo antidemocrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?





Mourinho além futebol


[ Nas partes de pequenos caracteres em que não consiga ler,
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