sexta-feira, 2 de julho de 2010

Caso PT: não têm pátria


Heduíno Gomes


Que falta nesta cidade? ................................. Verdade
Que mais por sua desonra ................ ............ Honra
Falta mais que se lhe ponha .......................... Vergonha.
                          O demo a viver se exponha,
                          por mais que a fama a exalta,
                          numa cidade, onde falta
                          Verdade, Honra, Vergonha.
Quem a pôs neste socrócio? ........................ Negócio.
Quem causa tal perdição? ........................... Ambição
E o maior desta loucura? ............................. Usura.
                                        Gregório de Matos (1636-1695), Epílogos



Não são portugueses nem espanhóis, nem italianos nem abexins.

Uns são ideologistas liberalóides, perfeitos alienados de manuais abstractos onde o mercado é um deus.

Outros são tecnocratistas imbecis, passo o pleonasmo, que não vislumbram além do teclado da máquina de calcular.
Outros estão cegos do lucro especulativo, vendendo-se por um punhado de euros.
E outros estão a soldo.

Invocam o espectro do proteccionismo – que todos os outros estados, camuflada ou abertamente, praticam.
Invocam a liberdade do mercado – que nenhum outro estado realmente pratica, que nenhum estado moderno e nacional pode praticar perante a concorrência global.
Invocam as regras da União Europeia – que nem a Espanha nem nenhum outro respeita nos concursos públicos.
Invocam que negócio não é política, não é defesa nacional, não é interesse nacional – pois claro, por isso mesmo é que certas áreas devem ser reserva exclusiva do Estado e noutras, não sendo reserva exclusiva, o Estado tem de estar fortemente presente.
Invocam «alternativas» «geniais» à aplicação do direito e obrigação do Estado português – ridículas, demagogia, areia para os olhos.
Invocam que as empresas públicas são albergue de gente de mau porte – e acham que a solução para esse problema está em atirar fora o bebé com a água do banho.

Afinal, quando uns banqueiros, no momento da primeira oferta castelhana, falavam ou insinuavam «patriotismo», era só para Castela subir o preço da traição. A complementar, temos uma direcção de um PSD – que conta com a participação desses banqueiros nas despesas da próxima campanha eleitoral – a tomar uma «inteligente» posição de fundo: na pessoa do Coelho e do Relvas, eventualmente os seus elementos mais desajeitados (adjectivo extremamente benévolo), a dizer que não, que sim, antes pelo contrário. Um Coelho que, perante todas estas evidências, tudo pretende privatizar, incluindo a Caixa Geral de Depósitos, o único instrumento que resta ao Estado para apoiar a economia nacional.

Eles não têm pátria.

Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável



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De pirosis profundis

António Borges de Carvalho

Ao abrir a net, ontem de manhã, dou de caras com a morte do Saramago.
Paz à sua alma.
Condolências à dona Pilar.

Goste-se ou não do homem, compreende-se que a sua morte é notícia que merece destaque.
Mas, em vez de tal destaque, o país assistiu à mais pirosa e inimaginável manifestação de primitivismo intelectual e ‘informativo’.
Aceso o aparelho, eis que todo o dia não se falou noutra coisa. O Saramago para a esquerda, o Saramago para a direita, o Saramago para cima, o Saramago para baixo, o Saramago bebé, menino, jovem, homem feito, maduro, meia-idade, velho, em pé, sentado, a aldeia do Saramago, a casa do Saramago – que já não existe mas voltou a existir - o prémio Nobel, as condecorações, o diabo a quatro.
Tive que desligar aquilo, para não ficar completamente saramagalhado.
O nacional-pirismo consubstancia-se numa frase dos panegiristas da SIC Notícias, que devia ficar célebre:
“Ao nascer, Saramago tornou-se no mais novo habitante de Azinhaga”.
Tem piada. Eu próprio, quando nasci, era o mais novo habitante das avenidas novas. A não ser que tenha havido alguém a nascer exactamente no mesmo segundo. Esse alguém participaria, ex-aequo comigo, da invejável circunstância de ser o mais novo, circunstância aliás comum ao resto da humanidade, e até aos cães, quando ousam nascer.
À noite, aberta a televisão, foi um nunca acabar em todos os canais.
Até me apareceu, calcule-se, a prima do Saramago a dizer coisas.
Antes de desligar definitivamente as “comemorações”, detive-me uns cinco minutos a ver e ouvir o sermão da dona Clara Alves. Opinava a ilustríssima criatura que quem se atreve a não gostar do Saramago, para além de sofrer de preconceitos ideológicos agudos, é analfabeto. A filosofia é simples: quem não gosta do homem por ser comunista e ter feito o que fez enquanto tal, é um ordinário e um preconceituoso com duvidoso direito a exprimir-se; quem não leu os escritos do homem, não merece, sequer, ser considerado como sabendo ler. A filosofia é simples: ler Saramago é obrigatório.
No meio da pirosada, das primas do Saramago e do memorialismo totalitário da informação única, revela-se a mentalidade da senhora.
O nosso mundo intelectual é isto: a submissão própria ao politicamente correcto que, como tudo o que é obrigatório, é sempre de esquerda, e a imposição do politicamente correcto aos demais, sob pena de ‘preconceituosidade’ ou de analfabetismo.
O governo, ansioso por coisas que distraiam as pessoas do que interessa, decreta dois dias de luto nacional, o que não podia ser mais piroso. Vai daí, os lanzarotenses, compatriotas fiscais do falecido, decretam três! Fuerzia!, como diria o primeiro-ministro em castelhano técnico.
Do seu humilde púlpito – nada de parecido com os da dona Clara – o IRRITADO informa a prendada senhora: leu vários livros do Saramago. Leu, mas teve a desgraça de não encontrar neles, nem a contribuição inestimável dada à língua portuguesa, nem o interesse filosófico das obras em causa, coisas encomiasticamente defendidas pela senhora. Uma escrita prolixa, entediante, cheia de “palha” para dar peso e preço. Lembro-me de, ao fim de várias e penosas horas passadas a ler o “Ensaio Sobre a Cegueira”, me ocorreu pensar por que carga de água era aquilo um ensaio, bem como qual era a “mensagem” que, com tão inusitada “cegueira”, o escritor queria comunicar. Pensei, pensei, e cheguei à conclusão que, primeiro, o escrito nada tinha a ver com um ensaio, segundo, que estando, no livro, toda a humanidade cega, e havendo só uma senhora que via e conduzia os cegos, se tratava de uma parábola marxista, isto é, a humanidade - as “massas” - precisa de “vanguardas” que saibam a verdade e que as “guiem”.
Dirá a dona Clara, com certeza acompanhada por um exército de intelectuais, que esta interpretação se deve, ou a algum “preconceito ideológico”, ou a puro analfabetismo.
Cá fico, com o analfabetismo e os preconceitos que a Clara loira, já um tanto gasta, não deixaria de me atribuir, caso lesse esta prosa.
Acabo como comecei: paz à alma do Saramago, português, imigrante fiscal em terras espanholas, escritor de alguma valia, prémio Nobel sabe-se lá porquê; condolências à dona Pilar e felicidades na gestão da Casa dos Bicos, que já pertenceu à minha cidade e que a minha cidade vai pagar para dar à dona Pilar.
De profundis…






Cheira a esgoto no Terreiro do Paço


Segundo uma repórter de uma televisão no festival do invertidos que recentemente teve lugar no Terreiro do Paço, «cheira a esgoto no Terreiro do Paço».

Normal, não?!

Então fique a saber mais,

os patrocinadores que as pessoas decentes devem boicotar:

Lufthansa
Colour Travel
Embaixada dos Países Baixos (produtos holandeses, por exemplo: flores)
TQ Eventos
Brussels Airlines
Berra Design



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O tango da tanga e o orogotango

Crónica moral em jeito de comentário político

N.A.
Quando «nuestro» Primeiro-Ministro (PM) tentou assassinar a língua de Cervantes dizendo que, finalmente, tinha encontrado um parceiro para o tango, os comentadores políticos pensaram que se referia ao novo líder da oposição. Mas não é com Passos Coelho que José Sócrates quer ensaiar passos de dança, porque tem um muito melhor comparsa para o seu tango da tanga a que nos reduziu: o Presidente da República (PR). PM e PR fazem um casalinho perfeito: um diz mata e o outro esfola; um quer uma nova lei e o outro logo a promulga; um lança uma nova medida fracturante e o outro logo a sanciona com a sua suprema autoridade.

Estou em crer que, quem percorrer os jardins do palácio presidencial, certamente encontrará modernas inscrições rupestres, feitas à navalha, no tronco das árvores, com dizeres do género «Aníbal ama Zé», ou talvez apenas a primeira e a última letras do alfabeto, envolvidas por um coração trespassado pela inflamada seta de Cupido. E outro tanto se poderá certamente ver nos jardins da residência oficial de São Bento, onde o canivete do actual inquilino seguramente já imortalizou a sua romântica relação com o PR, com expressões como «Sócrates loves Silva», ou coisa que o valha, mas certamente em inglês técnico, em mau inglês técnico.É verdade que, às vezes, há tensões entre Belém e São Bento, mas mais não são do que arrufos de namorados, tempestades de verão ou nuvens passageiras que toldam por instantes a amorosa relação, mas que nunca a comprometem, até porque o PR e o PM estão unidos, há já quase um lustro, por um casamento político em regime de comunhão de males. Não separe a consciência o que a conveniência uniu.
Por isso, não estranha que, à revelia das suas invisíveis convicções, o PR se tenha disponibilizado tão prontamente para conceder ao seu querido PM o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ainda que, para tal, em vez da bênção nupcial, tenha incorrido na muito justa maldição patriarcal. É certa, porém, a lua-de-mel nas paradisíacas paragens madeirenses, onde o califa local, esquecido já das suas verrinosas críticas ao Senhor Silva e ao Senhor Pinto de Sousa, já se ofereceu para abençoar a casta união política que tanto favorece o seu atlântico feudo. Diga-se de passagem que, quem conta com a bênção do tal omnipotente magarefe insular, não precisa para nada da graça do omnipotente Criador.
Se por detrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, por detrás de um homem pequenino, como é, sem dúvida, o nosso PM, há sempre um homenzinho minúsculo, como é cada vez mais o nosso quase inexistente PR. É por isso que, no nosso Portugal dos pequeninos, a dupla PR-PM está para durar, mesmo apesar dos muitos escândalos deste último e as indignidades do primeiro, de que a menor certamente não terá sido a descortesia de, dois dias depois de despedir o Santo Padre, o contradizer com a promulgação da lei do dito «casamento homossexual».
E o orangotango? – oiço bradar o leitor indignado, com carradas de razão. Bem, o orangotango é o eleitor, se porventura insistir em dar o seu aval a esta macacada, digna por sinal da mais selvagem república das bananas, pois português que se preze e de novo insista nesta dupla de sucesso, mais do que um mero macaquinho de imitação é um autêntico orangotango.

sábado, 26 de junho de 2010

O impagável Januário

Heduíno Gomes

O impagável Januário -- ouvi dizer que o gajo é bispo. Não é possível! Não acredito! Deve ser outro travestido do Bairro Alto em bispo!
Então não querem ver (entrevista ao jornal i) que o gajo é a favor da porcaria dos invertidos e etc.?! Como é possível ser bispo?! Não acredito!


Quem acha isso muito bem é o jornalista Joaquim Fidalgo, pois essas zurradas do Januário representariam as «vozes plurais» numa Igreja com «variedade de vozes». Tudo plural, tudo em amor, todos na mesma cama...

(Recado aos politicamente correctos: não me venham com respeito a quem utiliza o seu posto e autoridade numa instituição respeitável para desrespeitar os seus compromissos perante ela e promover a corrupção moral!)


O comportamento de Márcia Rodrigues

Anónimo

O comportamento de Márcia Rodrigues foi inegavelmente leviano. Contudo, devemos não esquecer que mais perigosa é a Fátima Campos Ferreira. Esta, semanalmente, com as suas falinhas mansas, vai destilando veneno no seu programa "Prós e contra", que é um verdadeiro atentado público e um claro exemplo de péssimo jornalismo e de pura propaganda de certas ideias que pretendem acabar com a liberdade dos portugueses.


Comentário de Afonso Perdigão

É verdade que a Fátima Campos Ferreira não lhe fica atrás, pois que se esconde entretanto atrás das falinhas mansas. Aliás, a acção da Márcia estava combinada com a Fátima, que se encontrava a dirigir a reportagem. Tudo combinado entre essas duas peças.



sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sugestão:
Promover uma petição para a demissão dessa Márcia Rodrigues

A Mais Lusitânia denunciou muito correctamente os abusos da Márcia Rodrigues.
Do que é que se está à espera para promover uma petição à direcção da RTP para afastar essa gaja com um processo disciplinar? A Mais Lusitânia é a entidade mais indicada para levar a iniciativa em frente.

L.C.




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cavaco é corresponsável pela situação económica

Afonso Aguiar
O candidato presidencial Manuel Alegre lembrou que nas últimas eleições se fez constar que Cavaco poderia resolver problemas por ser professor de economia.
É óbvio que sim...
Não só Cavaco é um dos responsáveis como foi o principal responsável por no tempo das vacas gordas, em que Portugal recebeu chorudos subsídios da UE para organizar a economia portuguesa, não teve visão nem competência para fazê-lo durante os 10 anos de cavaquismo, quando não havia como hoje a crise global do mundo ocidental e ocidentalizado.
Só que quem acompanhou a politica portuguesa em posições políticas decisivas como o Manuel Alegre e não deu por isso, e, só agora, quando é um reformado de luxo por este sistema, é que se apercebeu e atira pedras.

 
 
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Estado civil


Respeitando as opiniões e modos de vida de cada um, a minha consciência dita-me que, a partir de agora, ao preencher qualquer questionário ou ficha, ao ser inquirido sobre o meu estado civil, vou passar a acrescentar:
Estado civil : Casado com uma mulher.
Para que tudo fique bem esclarecido...




Excerto de um artigo em La Gaceta

De esta vieja reivindicación de la unión de todos los pueblos, perdón, nacionalidades, de la Península Ibérica que ha reclamado Saramago, destaco la lección de patriotismo de los portugueses. Su himno es un ejemplo a imitar:
“Héroes del mar, noble pueblo, Nación valiente e inmortal, ¡Levantad hoy de nuevo el esplendor de Portugal! Entre las brumas de la memoria, ¡Oh Patria, se siente la voz de tus nobles antepasados, que ha de guiarte a la victoria! ¡A las armas, a las armas! Sobre la tierra, sobre el mar, ¡A las armas, a las armas! ¡Por la patria a luchar! ¡Contra los cañones marchar, marchar!”.
Como un texto similar al A Portuguesa es totalmente impensable para el himno de España. Quizá habrá que proponer a nuestros vecinos del país del fado, que lo canten en portuñol.



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Não se criou vida com as "células sintéticas"

O jornal vaticano L'Osservatore Romano publicou recentemente um artigo no qual explica que, com as chamadas "células sintéticas" que foram criadas em um laboratório dos Estados Unidos, não se gerou vida. Perante estas investigações, o Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, o P. Federico Lombardi, afirmou que é preciso actuar com cautela e "esperar a ter mais informação".

No artigo titulado "um motor óptimo mas não é vida", o médico italiano Carlo Bellieni assinala que o trabalho de Craig Venter que gerou um genoma "sintético" é "um trabalho de engenharia genética de alto nível, um passo à substituição de parte do ADN. Mas em realidade não se criou vida, mas suplantaram um de seus motores".

O médico cita o geneticista David Baltimore do Califórnia Institute of Technology, que escreve no New York Times: "eles não criaram vida, apenas a copiaram" e acrescenta logo o bio-engenheiro Jim Collins: "isto não representa a criação da vida a partir do zero".

Seguidamente assinala que esta descoberta é algo que deve ser considerada pelas suas possíveis aplicações, mas adverte que é necessário "unir à coragem a cautela: as acções sobre o genoma podem – espera-se – curar, mas vão tocar um terreno fragilíssimo no qual o ambiente e a manipulação têm um papel que não deve ser menosprezado".

O ADN – explicou Bellieni– não é o motor do qual se substitui o pistão, mas sim uma parte de um ser vivo sobre o qual estímulos inoportunos, inclusive feitos com boa intenção, podem 'apagar' os genes de maneira inesperada, segundo as regras da epigenética (estudo das interacções entre genes e ambiente que se produzem nos organismos). Muitos estão de facto preocupados com os possíveis desenvolvimentos futuros de organismos geneticamente modificados".

Depois de recordar que "é possível reconstruir o ADN e isso não assombra, é necessário recordar que este não é mais que um dos 'motores' da vida". O Dr. Bellieni conclui precisando que o peso do ADN "é grande e grandes são as expectativas da ciência genética. Entretanto, o ADN sendo um 'óptimo motor', não é a vida".

Cautela
Por outro lado, diversas vozes se levantaram para expressar a necessidade de cautela perante estas investigações. Em declarações ao jornal La Stampa, o Presidente da Comissão para os Assuntos Jurídicos da Conferência Episcopal Italiana, D. Domenico Mogavero, assinalou que "em mãos equivocadas, a novidade de hoje pode supor amanhã um devastador salto para o desconhecido". "O homem vem de Deus mas não é Deus: é humano e tem a possibilidade de dar a vida procriando e não construindo-a artificialmente".
"É a natureza humana que dá sua dignidade ao genoma humano, não o contrário. O pesadelo contra o qual deverá lutar-se é a manipulação da vida, a eugenia", advertiu D. Mogavero.
Por sua parte, o Arcebispo de Chieti-Vasto, D. Bruno Forte, comentou em declarações ao jornal Corriere della Sera que "a preocupação pode ser resumida em uma pergunta: o que é cientificamente possível também é justo desde um ponto de vista ético?". A resposta está "num parâmetro que une todos, não apenas os cristãos: a dignidade da pessoa humana".
Por sua aprte, o P. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé chamou à cautela e afirmou que é necessário "esperar a ter mais informação" sobre o descobrimento.








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Bento XVI: «O cristianismo permitiu que a Europa compreendesse
a liberdade, a responsabilidade e a ética».

Ao receber aos participantes da reunião do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, o Papa Bento XVI insistiu na importância do cristianismo e assegurou que marginá-lo "contribuirá para amputar o nosso continente do manancial fundamental que o nutre incansavelmente e que contribui para a sua verdadeira identidade".
O Santo Padre explicou aos funcionários que, em si mesmo, economia e finanças, não existem porque são apenas meios úteis.
"O seu único fim é a pessoa humana e a realização plena de sua dignidade. Este é o único capital que deverá ser salvo" nas crises, indicou e recordou que este capital humano, encontra-se na dimensão espiritual das pessoas.
"O cristianismo permitiu que a Europa compreendesse o que é a liberdade, a responsabilidade e a ética."
Bento XVI indicou que o cristianismo é a fonte dos valores espirituais e morais que são o património comum dos povos europeus, valores aos quais os Estados-membros do Conselho da Europa manifestaram a sua adesão inquebrável no Preâmbulo ao Estatuto do Conselho da Europa.


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Punição exemplar para Márcia Rodrigues

Afonso de Aguiar Perdigão em Moldar a Terra



 
É uma vergonha e desrespeito pelos normais princípios de cidadania a forma manipuladora que Márcia Rodrigues utilizou para denegrir a Igreja e Bento XVI.
Márcia Rodrigues utilizou os meios da RTP, serviço público, para fazer comícios anti-Igreja e anti-Bento XVI. O caso é gravíssimo, pelo que a sua autora deve ser punida e sobretudo punida de forma exemplar para fazer diminuir as veleidades dessa gente sem escrúpulos . É um caso muito grave que deve ser punido de forma evidente para servir de exemplo.



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segunda-feira, 21 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nem na bola acerta, esta gente do 25 de Abril!

N. Martins

Nem a feijões Portugal deve perder! A bola é feijão e também aí Portugal não deve perder ou, pelo menos, não fazer triste figura.
Triste figura é o que Portugal está a fazer na África do Sul através da sua Federação de Futebol, cheia de Sócrates da bola que, no meio de uns copos, escolheram outro incompetente de ar doutoral para dirigir a selecção: Carlos Queirós, vulgo «o professor», ou seja o Cavaco da bola, sendo o original, o de Belém, também «o professor». E assim se vão delapidando recursos nacionais em ordenados chorudos, viagens e estadias.


Madail, com o seu Restaurador Olex cenourinha,
no seu papel de lacaiozinho da Federação espanhola,
a colocar Portugal como uma província de Espanha.





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terça-feira, 15 de junho de 2010

Carta do Nuno Morgado a Bagão Félix

13.6.2010
Dr. Bagão Félix,
Na presente situação política, em que encontramos um parlamento e um presidente da república indiferentes ou impassíveis no que concerne à defesa dos bons costumes, e concludentemente às questões éticas essenciais, nas quais deve assentar a construção da nação, se queremos um futuro interessante para os nossos filhos precisamos de reagir com todo o vigor e empenho.
Tenho assistido com interesse ao elevar do seu nome em múltiplos sectores da sociedade como alguém que se poderia apresentar como alternativa a esta apatia e falta de visão que caracteriza muitos dos nossos políticos, em particular muitos dos líderes em funções.
Conhecemos as limitações e poderes do Presidente da República, mas também sabemos que é o mais alto magistrado da nação e ter um Presidente consistente, com uma visão para Portugal e de elevada estatura moral, é por si só um contributo da maior relevância para um Portugal melhor.
Interrogo-me qual a medida da sua insatisfação e inconformismo. Sei que tem um profundo espírito serviço ao Portugal que amamos e que temos a responsabilidade de deixar melhor do que encontrámos mas que, como vão as coisas, estamos a deixar em matéria de costumes, bem pior do que o encontrámos. Por estas razões venho-lhe solicitar que se candidate, sem temor, a Presidente da República. Precisamos de líderes que se diferenciam pela ausência de cálculo político, que agem pelas suas convicções independentemente do resultado. Se a história de Portugal não estivesse cheia de homens destes, hoje não pensaríamos em português.
Espero sinceramente poder votar Bagão Félix nas próximas presidenciais.
Com os meus melhores cumprimentos,
Nuno Gonçalves Morgado
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Nuno Gonçalves Morgado foi um dos organizadores da manifestação contra os chamados «casamentos» entre invertidos (Nota e destaques da Redacção).


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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como devem os católicos responder a Cavaco?


    Terá Cavaco realmente surpreendido?

    Que tem a propor em alternativa
           a suposta elite política católica?

    Que pretendem realmente os seus membros?

Heduíno Gomes

Estamos cansados de saber e repetir que somos presididos e governados por gente sem ética e sem vergonha. Por uma «canalhocracia», como sabiamente diria D. Pedro V. Pobre Portugal.

São muitas as manifestações de indignação com tudo o que se passa. Mas esta do «católico» Cavaco promulgar a lei dos «casamentos» entre invertidos provocou uma especial onda de indignação entre os católicos. É bom que manifestem indignação.

Indignação, sim. Surpresa, não. Ler mais em:

http://moldaraterra.blogspot.com/2010/06/tera-cavaco-realmente-surpreendido-que.html




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domingo, 13 de junho de 2010

A grave situação na Turquia, país da NATO

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A Turquia islamista foi longe demais

Daniel Pipes, National Review Online, 8 de Junho de 2010

Tal como o típico teatro islamista esquerdista com o intuito de retirar a legitimidade a Israel, a frota "Free Gaza" patrocinada pela Turquia no final de Maio foi aborrecidamente repetitiva. Como ilustração de que os israelitas não se dão conta do tipo de guerra que eles têm que travar, o resultado era tristemente previsível. Contudo, como exposição da política da Turquia e um presságio do futuro do movimento islamista, está repleta de novidades e de significado.

Alguns antecedentes: Após uns 150 anos de vacilantes esforços para a modernização, em 1923 o Império Otomano entrou finalmente em colapso, sendo substituído pela República da Turquia, dinâmica, com orientação pro-ocidental, fundada e governada pelo ex-general otomano Kemal Atatürk. No decorrer dos quinze anos seguintes, até à sua morte em 1938, Atatürk impôs um programa de ocidentalização tão rigoroso que em dado momento mandou substituir os tapetes nas mesquitas por assentos parecidos com os das igrejas. Embora a Turquia seja cem porcento muçulmana, ele insistiu num estado secular puro.

Os melhores amigos? Erdoğan (à esquerda) com Ahmadinejad.

Atatürk nunca conseguiu trazer para o seu lado a totalidade da população turca e, com o passar do tempo, a sua república laica teve de agradar a um número crescente de devotos muçulmanos. No entanto, o preceito de Atatürk persistiu pelos anos de 1990 protegido pelo oficialato das forças armadas, que tomou como prioridade manter viva a sua memória e o secularismo arraigado.

Os islamistas alcançaram a representação parlamentar pela primeira vez no início dos anos de 1970 quando seu líder, Necmettin Erbakan, já tinha servido três vezes como vice-primeiro-ministro. Enquanto os partidos políticos turcos inseridos na corrente predominante desperdiçavam a sua legitimidade com uma deplorável mistura de egoísmo e corrupção, Erbakan persistiu até se tornar primeiro ministro por um ano (1996-1997), até que as forças armadas o puseram para fora.

Alguns dos tenentes mais ágeis e ambiciosos de Erbakan, liderados por Recep Tayyip Erdoğan, formaram um novo partido político islamista em Agosto de 2001, o Adalet ve Kalkınma Partisi ou AKP. Cerca de um ano mais tarde, conquistou a impressionante percentagem de 34 porcento de maioria relativa e, devido às excentricidades do sistema eleitoral turco, passou a controlar o parlamento com 66 porcento dos lugares.

Erdoğan tornou-se primeiro-ministro e, em consequência de um bom governo, o AKP ganhou um aumento substancial de votos e a reeleição em 2007. Com o mandato renovado e com as forças armadas cada vez mais marginalizadas, ele prosseguiu de forma agressiva na elaboração de teorias conspiratórias falsas, multou um comentador político em 2,5 mil milhões de dólares, gravou em vídeo o líder da oposição numa situação sexual comprometedora e agora planeia alterar a constituição.

A política externa, nas mãos do ministro Ahmet Davutoğlu, que aspira que a Turquia recupere a antiga liderança no Proximo-Oriente, exagerou de modo ainda mais grosseiro. Ankara não só adoptou uma abordagem mais beligerante em relação a Chipre como também, de forma imprudente, se introduziu em assuntos delicados como a escalada nuclear iraniana e o conflito israelo-árabe. Mais surpreendente de tudo tem sido o seu apoio a IHH, uma "sociedade beneficente" turca com relações documentadas com a Al-Qaeda.

Embora o comportamento irresponsável de Ankara tenha implicações inquietantes em relação ao Proximo-Oriente e ao Islão, também tem um aspecto tranquilizador. Os turcos têm estado na vanguarda do desenvolvimento do que eu chamo de Islamismo 2.0, a versão popular, legítima e não violenta do que o Aiatolá Khomeini e Osama bin Laden tentaram alcançar de forma violenta através do Islamismo 1.0. Eu previ que a forma traiçoeira do islamismo de Erdoğan "poderia ameaçar mais ainda do que a brutalidade do 1.0 a vida civilizada".

Fethullah Gülen desaprova. Contudo, a sua desistência no que diz respeito à modéstia e à cautela anterior sugere que os islamistas não conseguem resistir, que a criminalização inerente ao islamismo necessita afinal emergir, que a variante 2.0 necessita de reverter às suas origens do 1.0. Conforme afirma Martin Kramer, "quanto mais afastados os islamistas estiverem do poder, mais comedidos serão, e o mesmo vale no sentido inverso". Isso significa que é possível que o islamismo é um inimigo menos assustador, por duas razões.

Primeira, a Turquia hospeda o movimento islamista mais sofisticado do mundo, que inclui não apenas o AKP, mas também o movimento popular Fethullah Gülen, a máquina de propaganda Adnan Oktar, e muito mais. A nova belicosidade do AKP causou dissensão; Gülen, por exemplo, condenou publicamente a farça "Free Gaza", indicando que poderia ocorrer uma luta interna debilitante relativamente a tácticas.

Segundo, embora anteriormente apenas um pequeno grupo de analistas reconhecesse a abordagem islamista de Erdoğan, agora esse facto tornou-se claro e evidente para que o mundo inteiro pudesse ver. Erdoğan descartou gratuitamente a sua imagem cuidadosamente produzida de um "democrata muçulmano" pro-ocidental, tornando muito mais fácil tratá-lo como o aliado de Teerão-Damasco, o que realmente ele é.

Como quer Davutoğlu, a Turquia voltou ao centro do Proximo-Oriente e da uma nação no sentido árabe. Assim sendo, a Turquia já não merece ser membro integral da NATO e os partidos de oposição merecem apoio.


Original em inglês: Islamist Turkey Overreaches



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Asfixia sexual

Inês Teotónio Pereira, i-online, 12 de Junho de 2010

O Estado insiste em entrar por minha casa a dentro. E já nem bate à porta: tem chave. Qualquer dia instala-se, põe os pés em cima da mesa, monopoliza o comando, manda vir uma piza e dá ordens ao meu cão.

O Estado insiste em dar educação sexual aos meus filhos e encomendou o serviço a uma associação qualquer sem me perguntar se quero. Devem achar que não dou conta do recado, que não sei. Cheira-lhes. Ler mais:



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sábado, 12 de junho de 2010

A Associação Cultural Além-Guadiana
prossegue na defesa da cultura oliventina


Nascem as "Lusofonias" em Olivença

Hoje, sábado, 12 de Junho, levar-se-á a cabo em Olivença a primeira edição das "Lusofonias", espaço dedicado à cultura do âmbito dos países de língua portuguesa.

As "Lusofonias" nascem com a vocação de ser um ponto de encontro e difusão das mais diversas manifestações culturais das quais poder fruir, vitalizando as raízes portuguesas de Olivença e fomentando a aproximação a Portugal e aos países de herança lusa.

Organizado pela associação cultural "Além Guadiana" com a colaboração da Câmara Municipal de Olivença, a Aderco (Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença) e a Junta da Estremadura, terá lugar no Passeio Grande (antigo Terreiro do Chão Salgado) e contará com actividades de teatro, música, literatura e animação de rua, entre outras, que se desenvolverão durante todo o dia e até a meia-noite.

Paralelamente e ao longo de toda a jornada, haverá uma zona expositiva reservada a artesãos, à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem como trabalhos ao vivo e animação por parte de agrupações musicais de Portel.

Às 10:30 h proceder-se-á à inauguração das "Lusofonias" e a um simbólico acto de apresentação das placas em português das ruas mais antigas da localidade, cujos nomes ancestrais acabam de ser recuperados, um acto que vai contar com a presença do presidente das câmaras municipais de Olivença e Tálega, Manuel Cayado e Inmaculada Bonilla, de representantes políticos locais e do presidente da Junta de Extremadura Guillermo Fernández Vara.

A seguir, os gigantes e cabeçudos dos "Gigabombos do Imaginário" animarão as ruas da cidade antes de passar a um dos actos mais importantes da jornada, a Leitura Pública Contínua em Português, na qual participarão oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões.

A manhã será encerrada com o folclore de La Encina de Olivenca e das Cantadeiras de Granja.

À tarde, às 17:30 h, será projetada no Espacio para la Creación Joven o filme O Leão da Estrela, e haverá actividades de animação nas ruas, e às 19:30 h. uma actuação dos alunos de português da escola pública Francisco Ortiz.

As actividades continuarão com o conta-contos "Estória da Galinha e do Ovo" e, como encerramento, o concerto "O Canto dos Poetas", ambos interpretados pela associação eborense "Do Imaginário".

Criada há mais de dois anos para promover a cultura portuguesa em Olivença, nas suas aldeias e em Táliga, a associação Além Guadiana foi impulsionadora de diversas iniciativas no campo da língua, das tradições e, enfim, da cultura imaterial duma terra de rica história partilhada.

Realizadas só dois dias depois do Dia de Camões em Portugal, as Lusofonias, que apresentam na sua imagem promocional referências a ícones como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama, pretendem reivindicar que Olivença também pertence ao espaço cultural lusófono.

Associação Além Guadiana
Antigo Largo de Sto. António, 13
Olivença





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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Palavras da Senhora Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo
nas comemorações do Dia de Portugal



 
Esta foi a narrativa breve de um acto de sacrifício e coragem de um português que morreu, conscientemente, pelos seus valores.

Um homem que, além de fiel aos valores transcendentes que justificam desde tempos imemoriais «morrer pela pátria», era também filho, pai e marido.

É nesta perspectiva que quero aqui, com a memória da minha história, dirigir-me às Famílias, sobretudo às Mães e Mulheres que, como eu, vêem a vida bruscamente, brutal e definitivamente mudada.

Somos as mulheres e as famílias dos que escolhem o ofício de servir o País pelas armas; as que temos que viver uma angústia diária, silenciosa e discreta quando eles partem para missões de risco. Eles contam connosco, pensam em nós, e também servem por nós.

Foi o exemplo de fidelidade e coerência aos valores espirituais, vividos até ao limite da vida a grande Herança que a nossa família aqui presente recebeu de um desses homens.

Esta é a nossa herança: crença nos valores espirituais, difícil e duradoura experiência, partilha tranquila de um sacrifício muito nosso e muito rico.

Uma herança que só faz sentido porque são os valores espirituais que fazem a diferença e a dignidade dos homens; e, porque acreditamos no futuro destes valores, sabemos que feitos como o do Jorge Oliveira e Carmo orgulham todos os portugueses e já fazem parte das páginas que honram a História de Portugal.

E é esta herança que queremos – a minha Família e eu aqui presentes – oferecer hoje à Nação, neste dia de Portugal, partilhando-a com todos os nossos compatriotas, especialmente com todas as Mulheres Portuguesas.

Que Deus nos abençoe a todos.

10 de Junho de 2010



Grande discurso no 10 de Junho!

Heduíno Gomes

Não, não foi o do Cavaco nem o do seu gochô contratado António Barreto. 



Grande discurso no 10 de Junho, nas genuínas comemorações do Dia de Portugal, em frente ao monumento aos combatentes do Ultramar, junto à Torre de Belém, foi o da viúva do herói Tenente Oliveira e Carmo, Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo. Uma livre e simples lição de respeito pelos valores patrióticos e morais, lição de responsabilidade, de dignidade e de consciência nacional, sobretudo vinda de quem sofreu na carne o preço da coerência.

Lição que merece ser lida por todas as mulheres de actuais militares e também por todas as flores de estufa, «do género» masculino e feminino, que por aí há a dominar os meios de comunicação ou que a eles têm acesso para debitar irresponsabilidades «humanistas» sobre defesa nacional. Só ouvimos essa gente evocar com lamechices os naturais horrores das guerras e pregar a capitulação da Civilização ocidental e da Nação portuguesa perante o inimigo. Essa gente nunca fala da defesa nacional sem sobrepor-lhe os dramas individuais ocorridos. O indivíduo acima da Nação, a comodidade acima do dever.

Reproduzimos aqui o texto na íntegra.





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Para que servirão as mulheres na tropa?

Afonso de Aguiar Perdigão

Nas verdadeiras comemorações do 10 de Junho, que foram em frente do monumento aos combatentes, junto à Torre de Belém, e não por onde anda o Cavaco a fazer campanha eleitoral, tivemos uma senhora tropa a cantar o Hino Nacional. Não quero dizer que a senhora estivesse particularmente desafinada. Mas canta mal. Muito mal. Pior ainda, não sabe o Hino – principalmente naquela parte ...nobre po-o-ovo ..., em que, aliás, muita gente descarrila. Para interpretação oficial, é grave.

E isto faz reflectir, se é que é preciso reflectir mais ainda, como se não fosse já óbvio: afinal, para que servem as mulheres na tropa, se nem para cantar servem?





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