sábado, 1 de fevereiro de 2014

Petição muito importante



Leia a informação. No final tem a ligação para assinar.

Logo após a derrota do Relatório Estrela, os radicais gays e as feministas  do Parlamento Europeu começaram a trabalhar imediatamente na sua próxima iniciativa: o «Relatório Lunacek». Com a sua ajuda, tal como fizemos com o Relatório Estrela, também podemos derrotar este projecto.

No dia 3 de Fevereiro, o Parlamento Europeu votará o Relatório Lunacek, conhecido oficialmente como «o Roteiro da União Europeia contra a homofobia e a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género» (2013/2183).

Adoptado pelo Comité para Liberdades Civis do Parlamento Europeu (LIBE), o Relatório Lunacek representa uma tentativa surpreendentemente descarada, da parte de activistas LGBT, de perverter o sentido real dos direitos fundamentais. Todavia, o comité LIBE não reflecte a opinião dos membros da câmara.

O Relatório Lunacek impõe os Princípios de Yogyakarta para a ordem legal da União Europeia. Nos Princípios de Yogyakarta, afirmam falsamente que «direitos especiais para os gays estão previstos nos direitos humanos universais» e todos os 120 direitos especiais para a comunidade gay devem ser impostos de modo a preencher os direitos humanos internacionalmente reconhecidos. O Relatório Lunacek impõe uma reinterpretação radical e uma manipulação dos direitos humanos.

A parlamentar Ulrike Lunacek, relatora, é uma feminista, esquerdista e activista LGBT, membro do Parlamento Europeu (Áustria – Partido Verde), co-presidente do Intergrupo sobre Direitos LGBT. Em 2013, Lunacek foi co-responsável por uma emenda que tinha como objectivo legitimar a pedofilia ao defender a necessidade da «ausência de tabus e de educação sexual interativa» para crianças.

Quais são as referências para o novo Roteiro da União Europeia? As referências feitas sobre o Roteiro da União Europeia existentes são extremamente enganadoras. O actual Roteiro da União Europeia existe apenas para proteger os direitos das pessoas com deficiências. Mas o lobby LGBT está pervertendo a intenção original do roteiro ao não o utilizar para estabelecer tratamento igualitário, e sim para adquirir privilégios especiais! É desconcertante ver o lobby LGBT valorizar a sua agenda à custa das pessoas portadoras de deficiências.

Qual é o conteúdo da resolução? A intenção do roteiro é «institucionalizar a ruína dos direitos humanos». Se for adoptado, as instituições da União Europeia e os estados membros deverão comprometer-se com a protecção total do activismo homossexual em todos os domínios públicos, incluindo não apenas as competências básicas nacionais da saúde e educação públicas, mas também o emprego e as relações externas. O Relatório Lunacek inclui um amplo mecanismo de veto que favorece a comunidade LGBT. Segundo esse mecanismo, nenhuma legislação futura da União Europeia poderá contradizer os interesses dos activistas gays e lésbicas. O roteiro poderá ser utilizado politicamente para obrigar todos os estados membros a permitirem o «casamento entre pessoas do mesmo sexo», porque interfere em questões ligadas à cidadania, às famílias e à liberdade de movimentos. As duplas homossexuais terão acesso à adopção de filhos e à fertilização in vitro em todos os estados membros. O roteiro garantirá liberdade de associação e expressão para os activistas gays e combaterá todos os  discursos contrários como crimes de ódio para silenciar os críticos do homossexualismo e do activismo LGBT. Ao aprová-lo, o Parlamento Europeu permitirá que a União Europeia e os estados membros utilizem um juízo de valores duplo: liberdade de expressão irrestrita para a comunidade gay, mas limitada para os possíveis críticos. Nenhuma providência é tomada para proteger os direitos dos pais de educarem os seus filhos e protegê-los da propaganda homossexual, ou ainda para proteger o direito à objecção de consciência.

O Relatório Lunacek parece ter o propósito de pressionar os estados membros a legalizarem os «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo. Isso seria feito de modo insidioso e subtil: por meio da solicitação de reconhecimento automático de todos os documentos de estado civil. Na prática, isso significaria que, nos estados membros onde os «casamentos» homossexuais não são reconhecidos pela lei, esse tipo de união teria de ser obrigatoriamente reconhecido mesmo que tivesse sido realizado noutro estado membro.

O relatório também pretende exercer influência política dentro da Organização Mundial de Saúde para remover o homossexualismo da lista de desordens comportamentais e mentais. Representa uma surpreendente interferência na liberdade da ciência por uma instituição política.

Crimes de ódio são cometidos pelos próprios activistas gays. Em toda a União Europeia há um aumento bem documentado de «crimes de ódio» cometidos por activistas homossexuais contra os seus oponentes.


Ver em






Adivinhem quem é este jovem a xutar...


Barack Obama

Nem mais nem menos do que Obama.

Assim se explica o que ele está a fazer para a destruição dos jovens, da família e da Civilização.





sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Kiev recua nas ameaças à Igreja Greco-Católica


Na memória da Igreja Greco-Católica estão os cerca de 50 anos em que teve de operar na clandestinidade, tendo sido declarada extinta pelo regime soviético.

O Governo da Ucrânia recuou nas ameaças que tinha feito à Igreja Greco-Católica daquele país, garantindo que não pretende exercer qualquer pressão sobre ela.

No início da semana a Igreja, que é a maior de rito oriental em comunhão com Roma, tinha revelado uma carta recebida do Ministério da Cultura a ameaçar tornar ilegais as suas actividades devido à presença de alguns padres na praça onde têm decorrido as manifestações pró-europeias e contra o Governo.

As manifestações começaram há cerca de dois meses quando o Governo anunciou uma reviravolta na política de aproximação à União Europeia, preferindo uma aliança com Moscovo.

A questão não é apenas política, mas revela grandes divisões geográficas e sociais entre a população ucraniana. O sector da população mais favorável à Rússia tende a falar russo e pertencer à Igreja Ortodoxa Russa. Já os fiéis da Igreja Ortodoxa da Ucrânia e os da Igreja Greco-Católica, tendem a falar ucraniano e a ser pró-europeus.

Não é de estranhar, por isso, que muitos padres da Igreja Greco-Católica tenham sido vistos e tenham mesmo liderado orações entre os manifestantes. Também a Universidade Greco-Católica tomou uma posição firme contra o Governo.

Mas as ameaças do Ministério da Cultura foram recebidas com particular preocupação uma vez que está bem fresca na memória da Igreja Greco-Católica os cerca de 50 anos em que teve de operar na clandestinidade, tendo sido declarada extinta pelo regime soviético.

Na reunião que decorreu esta manhã de Sexta-Feira entre o Ministro da Cultura e o Patriarca Sviatoslav Shevchuk, houve garantias por parte do Governo de que as actividades da Igreja Greco-Católica não seriam impedidas de qualquer maneira e que a liberdade religiosa não seria limitada no país.





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A terceira desconstrução de Portugal:
O 25 de Abril de 1974


João J. Brandão Ferreira

«É um povo paradoxal e difícil de governar, os seus
defeitos podem ser as suas virtudes e as suas virtudes,
os seus defeitos, conforme a égide do momento».
Prof. Jorge Dias
«in Elementos Essenciais da Cultura Portuguesa»

E o golpe deu-se, agora apoiado por forças internacionalistas, marxistas e comunistas e, também do capitalismo apátrida.

Desta feita, corremos mesmo o sério risco de desaparecermos não direi, de vez, mas ficarmos reduzidos assim como que, a uma lembrança do passado…

A consequência imediata foi a perda, por alienação traumática, num curto espaço de tempo, de cerca de 95% do território e 60% da população nacional, e o que restou na Europa, ficou à beira de uma guerra civil.

Esta última situação foi ultrapassada em 25/11/75, com a derrota parcial das forças de extrema-esquerda. Digo parcial, porque todas elas ficaram por aí activas e com um estatuto de respeitabilidade democrática…

As lojas maçónicas voltaram a «levantar colunas» (lembra-se que as sociedades secretas tinham sido proibidas, por lei de 1935), novamente com obediências diversas, mas sem o fulgor e a importância, que tiveram em todo o século XIX. Estão até, segundo consta, muito «abandalhadas» em termos de rituais, tradições e objectivos.

E, sobretudo, por terem sido ultrapassadas por outras «maçonarias» bem mais poderosas. Já lá iremos.

A solução encontrada pela maioria das «elites» que despontaram na sequência do golpe de estado fracassado, florido a cravos – fracassado pois não conseguiu realizar nada do que tinha estipulado no seu manifesto – foi o de meter o País na CEE, o mais rapidamente possível e de qualquer maneira.

Tal pode resumir-se numa frase: a CEE (com a qual já havia um acordo muito vantajoso para nós, desde 1973) foi encarada como um objectivo nacional permanente histórico – que ela não é e jamais será – em vez de se entender como um objectivo nacional importante e, por isso, conjuntural, que seria a maneira correcta de como a nossa adesão devia ter sido encarada.

Ora a diferença de postura e actuação, entre um postulado e o outro, é abissal.

Em resumo os sucessivos governos portugueses desde o 25/A colocaram o País em perigosas aventuras de carácter internacionalista, sem usarem de quaisquer cuidados e prudência, e que se destacam:
  • Os totalitarismos comunistas/marxistas/anarquistas;
  • O iberismo;
  • O federalismo europeu;
  • A globalização materialista.
E têm embarcado na maior perfídia social de sempre, que toma o nome de «relativismo moral».

Navega-se à vista, sem personalidade própria e sem estratégia, no meio de todos eles. Até os malfadados partidos que, supostamente nos representam no parlamento, pertencem todos a uma «internacional» qualquer!


*****

Vamos então ao mais perigoso de tudo o que se passa.

As verdadeiras forças que, aparentemente lideram os destinos do mundo ocidental (Japão e alguns outros países da Ásia, incluídos) e tentam influenciar tudo o resto, não foram eleitos por ninguém, e ninguém lhes conhece o rosto.

E ultrapassaram, há muito, as maçonarias de que falei – que passarei a designar por «clássicas».

Vou apenas aflorar o tema pois isto carece de um curso com muitos tempos lectivos, não compaginável com Bolonha…

A origem destas organizações tem origem no último quartel do século XVIII, tendo ganho forma e capacidades, cerca de um século depois. Vieram a concentrar a sede do seu poder, em Inglaterra, tendo a mesma sido transferida para a Costa Leste dos EUA, no decorrer da 1.ª metade do século XX.

São organizações que se desenvolveram a partir da acumulação de capital financeiro, têm uma forte componente judaico/sionista e visam, aparentemente também, um governo único mundial, no mínimo, um controlo único global.

Tudo isto fazendo fé na informação disponível, dado que estes assuntos não constam dos «curricula» escolares, raramente são tratados nos «média» – os grandes defensores da liberdade de expressão – não se afloram sequer, nos programas dos partidos e os cidadãos só falam deles «à boca pequena», como soi dizer-se.

Estas organizações, que apelidarei de «maçonarias financeiras de poder», estabeleceram uma teia gigantesca de organismos com as mais díspares funções e até, com nomes politicamente neutros, muitos deles com objectivos e modos de actuação oclusos, difusos e translúcidos…

No slide seguinte darei uma pequena visão (incompleta) do que acabo de descrever.

Não pretendo tranquilizá-los com esta panorâmica, mas antes desassossegar-vos no sentido de tomarem consciência do imbróglio em que, muito provavelmente, estamos metidos.





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A pensão do sobrevivente Constâncio


Jorge Fiel no Jornal de Notícias

O Zé António Saraiva passou a ter Constâncio na conta de pessoa de carácter duvidoso mal soube que ele andava a espalhar por todos os cantos da Lisboa política que os ataques que lhe faziam no «Expresso» eram tão-só uma pérfida vingança do seu director por ele o ter derrotado em partidas de ténis e de xadrez, disputadas quando ambos se encontraram nas férias.

Não conheço Vítor Constâncio ao ponto de poder emitir uma opinião abalizada sobre o seu carácter. Todavia, creio estar na posse de informação suficiente para o caracterizar como um sobrevivente.

Constâncio, que amanhã deixa a casa dos sexagenários (ficam desde já aqui os meus parabéns antecipados), sobreviveu a três anos de desastrada e cinzenta liderança do PS, cargo em que sucedeu a Mário Soares e abandonou em 1989, na sequência da sua impotência em arranjar um candidato às eleições para a Câmara de Lisboa – e após ter sido derrotado nas legislativas por Cavaco, a quem proporcionou uma inédita maioria absoluta.


Só um sobrevivente como Constâncio, depois de sair da política pela porta das traseiras, poderia construir uma brilhante carreira académica, onde cometeu a proeza de chegar a catedrático sem ter concluído o doutoramento, a par de um lucrativo périplo pelas empresas, como administrador da EDP e BPI.

Só um sobrevivente lograria, no dealbar do novo século, regressar ao cargo de governador do Banco de Portugal, que ocupou durante dez anos auferindo o bonito salário mensal de 17 372 euros, um pouco mais do que o dobro do vencimento do presidente da Reserva Federal norte-americana.

Só um sobrevivente conseguiria ser promovido a vice-presidente do Banco Central Europeu, com um salário anual de 320 mil euros e o pelouro da supervisão bancária, depois de ter sido incapaz de detectar as fraudes, aldrabices e patifarias do BPN e Banco Privado que custaram mais de cinco mil milhões de euros aos contribuintes – e de fazer orelhas moucas aos alertas feitos em devido tempo pela Imprensa.

Constâncio também sobreviveu à sua mulher, Maria José, que nos deixou a 29 de Agosto. E apesar de ganhar 26 724 euros por mês, o viúvo Vítor Manuel Ribeiro Constâncio tem automaticamente direito a uma pensão de sobrevivência no valor de 2 400 euros/mês, o equivalente a 60% da pensão da falecida.

Não sei se naquele momento de dor, no meio da papelada que a agência funerária lhe passou para as mãos – onde constam os impressos solicitando o subsídio de funeral e a pensão de sobrevivência – , o viúvo Constâncio assinou este último.

Sei que ele não precisa da pensão de sobrevivência para sobreviver. Sei ainda que para sobrevivermos temos de acabar com a possibilidade de ele – bem como todas as pessoas que ganham num mês o que 90% dos portugueses não ganham num ano – receber uma pensão de sobrevivência.

Sei também que seria avisado perceber primeiro o teor das alterações ao regime das pensões de sobrevivência antes de armar um banzé e ameaçar recorrer a essa nova espécie de filial de Deus na Terra que dá pelo nome de Tribunal Constitucional.





segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cuidado com ela!


Heduíno Gomes

Ana Vasconcelos é pedopsiquiatra. A propósito do tema da adopção de crianças por parelhas de invertidos, apareceu na Sic Notícias (16.1.2014) a defender os esquemas de manipulação da opinião sobre a questão.

Se precisar de um médico pedopsiquiatra para assistir alguma criança, imagine o que a sujeita vai ensinar no divã à sua criança.

Fuja desta.


(Se por infelicidade precisar de contacto de um pedopsiquiatra de confiança, pode contactar-nos.)





sábado, 25 de janeiro de 2014

Ucranianos em Portugal pedem orações pela paz


A Capelania dos Imigrantes Ucranianos Católicos de Rito Bizantino em Portugal emitiu um comunicado, enviado esta quinta-feira à Agência Ecclesia, no qual pede orações pela paz na Ucrânia, que há dois meses vive um clima de manifestações.

O padre Ivan Hudz, coordenador nacional da capelania, apela a «uma corrente de oração que reflicta uma verdadeira comunhão entre a Igreja de Portugal e da Ucrânia» para que assim, «unidos pela oração, seja feita a denúncia desta situação opressiva e injusta que fustiga o povo ucraniano».

«Desde há dois meses que o povo ucraniano se tem vindo a manifestar no sentido de reivindicar a paz e o respeito pelos direitos humanos, sociais, culturais e religiosos, que permitam a promoção de uma vida melhor na Ucrânia»», mas «a única coisa que o governo tem feito, até ao presente, foi ordenar uma repressão violenta das forças policiais e de segurança contra os cidadãos ucranianos, tendo já, vitimado cinco cidadãos», lamenta a comunidade ucraniana em Portugal.

«Devido a estes acontecimentos e havendo em Portugal uma grande Comunidade Ucraniana, partilhando não apenas o espaço geográfico comum mas, acima de tudo, uma pertença aos valores universais do Cristianismo, atendendo a esta comum partilha de fé em Cristo, é com extremo respeito que vimos pedir-lhe, em nome da Capelania e do povo ucraniano, alguma iniciativa de oração e comunhão com a Comunidade Ucraniana residente em Portugal, nestes dias que queremos que sejam de oração pela Paz na Ucrânia», refere o comunicado.

A Ucrânia tem sido palco desde há cerca de dois meses de manifestações, suscitadas pela decisão do seu presidente, Viktor Yanukovitch, de suspender os preparativos para a assinatura de um acordo com a União Europeia e optar por estreitar os laços comerciais com a vizinha Rússia.

Estas são as maiores manifestações antigoverno desde a revolução laranja em 2004. A praça da independência, no centro de Kiev, tornou-se o campo de batalha, onde os opositores de Viktor Yanukovich enfrentam a polícia. Cinco pessoas morreram esta quarta-feira, acusa a oposição. Duas vítimas mortais é a contabilidade oficial.

Paulo Sadokha, Presidente da Associação de Ucranianos em Portugal, diz que num quadro como este não há diplomacia possível e avisa que a Ucrânia vive um clima de pré-guerra civil.

«Infelizmente não acredito que haja saídas diplomáticas», lamenta.

Os protestos na Ucrânia arrastam-se há já dois meses, depois de o presidente ucraniano ter recusado um acordo de adesão à União Europeia, preferindo uma aproximação à Rússia, de Vladimir Putin.





A segunda desconstrução de Portugal:
O liberalismo


João J. Brandão Ferreira

Deve começar por dizer-se que não foi propriamente a doutrina liberal que desconstruiu o País, mas sim as ideologias e o desentendimento das forças que o enformaram e dominaram. E, também, porque o País não estava preparado para o aceitar.

É necessário elaborar um pouco sobre isto.

A organização que está na base da implantação do liberalismo (e, mais tarde, da República), é a maçonaria.

A maçonaria, conhecida como «especulativa» surge, oficialmente, com a criação da grande loja de Londres, em 1717. Rapidamente se expande por toda a Europa ocidental e, logo de seguida, para o «novo mundo», as américas.

Aparentemente, em Portugal, a 1.ª loja é estabelecida, em Lisboa, em 1734, mas apenas constituída por estrangeiros.

A acção e ideais da maçonaria entraram, rapidamente, em rota de colisão com a Igreja, tendo o Papa Clemente XII, através da encíclica «In Eminentis», de 1738, tornado incompatível o ser católico e mação, sob pena de excomunhão. Esta norma mantem-se em vigor.

Um dos grandes defensores da maçonaria, entre nós, foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o todo-poderoso ministro de El-Rei D. José I, que terá sido iniciado, enquanto embaixador na Corte austríaca.

Não é, seguramente, por acaso que o marquês tem a estátua mais imponente, existente em todo o País, que encima a avenida chamada da «Liberdade», encarnando ele a figura do «déspota esclarecido»….

Por via da influência que a Igreja tinha, em Portugal, nessa época, a maçonaria não teve grande expressão, sendo duramente combatida durante a «Viradeira» movimento que se seguiu à coroação de D. Maria I.

São as invasões francesas que implantam, definitivamente, as ideias maçónicas em Portugal, não só porque elas estavam ligadas à revolução francesa e eram transportadas na ponta das baionetas dos exércitos napoleónicos, mas também, por via dos oficiais ingleses que por cá foram ficando.

Foi o general Gomes Freire de Andrade, que combatera ao serviço do imperador francês, como 2.º comandante da Legião Portuguesa e, mais tarde grão-mestre da maçonaria, que foi tido como o cabecilha de um golpe de estado, em 1817, destinado a expulsar a «regência inglesa» de Beresford e obrigar ao regresso da família real, que se retirara para o Rio de Janeiro, em 1807, a fim de não ser capturada por Junot.

Esta tentativa de golpe de estado marca a 1.ª intervenção dos militares na vida política nacional que se prolongou até à última, com o fim do Conselho da Revolução, em 1982.

Contudo, a revolução rebentou novamente no Porto, em 1820, e desta vez teve êxito.

Esta revolução marca a contemporaneidade portuguesa e foi com ela que a maçonaria, na prática, até 1926, tomou conta e marcou os destinos do nosso País.

Da Revolução de 1820, ou Vintista resultou:

— O regresso da Corte a Lisboa;

— A implantação do liberalismo durante 90 anos;

— A independência brasileira – também ela fundada na acção da maçonaria (onde pontuava o notável José Bonifácio de Andrade e Silva);

— A primeira constituição, em 1822;

— A divisão da família real, do exército e armada real e de toda a sociedade, entre adeptos do novo regime e do anterior.

Tudo isto veio a originar uma tremenda agitação política e social que fez o País passar mais de 100 anos em guerra civil, a «quente e a frio», que só estabilizou com a institucionalização do Estado Novo, em 1933.

De facto após a pior guerra civil que em Portugal já houve, e que terminou com a Convenção de Évora-Monte, de 1834, o País estava literalmente destruído e dilacerado.

Sem embargo a agitação continuou: o País partiu-se em «partidos» e a maçonaria dividiu-se em grupos e duas orientações distintas: a francesa e a inglesa.

Estes «Orientes» eram consubstanciados por pessoas de carne e osso, que foram deixando «descendentes».

A maçonaria «francesa» teve um dos seus pilares em Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real, 1.º Conde de Subserra e, depois, no Marechal Duque de Saldanha, João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun; na parte «inglesa brilhava D. Pedro de Sousa Holstein, 1.º Duque de Palmela.

Antecederam-lhes pela parte francesa, o 1.º Conde da Barca, António de Araújo e Azevedo e D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 1.º Conde de Linhares, pela inglesa.

Os sucessivos desentendimentos vieram a resultar em mais duas guerras civis, a Maria da Fonte, em 1846 e a Patuleia, no ano seguinte.

O País estava a saque!

Nem a relativa estabilidade política e social, e alguma recuperação económica fizeram serenar os ânimos.

Seguiu-se a questão do regime, e não se descansou enquanto não se deitou a monarquia abaixo. Tal ocorreu a 5 de Outubro de 1910.

Com a República o desnorte e os ódios político-sociais atingiram o cúmulo do estupor. Em tudo isto esteve subjacente a agitação vivida nas lojas maçónicas, entretanto ampliadas pela acção bombista da Carbonária.

A situação só começou a serenar depois de 1926, não pelo golpe de estado ocorrido a 28 de Maio – o qual pelo caminho que trilhava iria reverter tudo à antiga, mas porque «por inclinação das rodas celestes», como diria Zurara – foi trazido para a ribalta um homem que conseguiu pôr ordem nas finanças e no caos, e senso nas mentes.

Chamava-se António de Oliveira Salazar.

No cômputo geral desse terrível século, Portugal viu-se despojado da sua parcela territorial e económica mais importante, o Brasil; perdeu a coesão política e social; arranjou uma questão religiosa gravíssima; falhou a revolução industrial e chegou ao 1.º quartel do século XX em banca rota financeira, em desespero moral, com bombas nas ruas e completamente colonizado em termos culturais pela França, e economicamente, pela Inglaterra.

Portugal era um país desqualificado tanto interna como internacionalmente.

Estas as consequências da 2.ª desconstrução história levada a cabo por elites desnacionalizadas num povo crente e impreparado.


*****

A institucionalização do Estado Novo constituiu um interlúdio de quase 50 anos, em que se conseguiu descolonizar a Nação dos ingleses e franceses; se combateu vitoriosamente a criminosa ideologia comunista e se manteve fascismos vários e o capital apátrida em respeito e contido, nas fronteiras.

O País foi sendo governado sem pressas, em termos de sustentabilidade e mais-valias futuras. Devolveu-se ao povo o orgulho de ser português e voltou-se a ter arrimo de carácter de antanho e a recuperar matrizes e esteios fundamentais da Nação.

Pode-se até considerar que o corporativismo e a representação das chamadas «corporações», na Câmara Corporativa, constituíu uma espécie de regresso à representatividade das populações e ofícios, nas antigas Cortes Gerais.

Mas tudo se esfumou no depois de 25 de Abril de 1974, quando a Nação minada por uma guerra subversiva, que se estendeu à Metrópole e ao Terreiro do Paço, deixou de querer lutar na defesa do seu património e das suas gentes espalhadas por quatro continentes e outros tantos oceanos.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

IPC: Vice-Presidente contrata Presidente


Notícias de Coimbra Agosto 25, 2013


Paulo Sanches
Informação oficial. Paulo Sanches, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, acaba de contratar Rui Antunes, que é o presidente daquela escola pública, o que acontece um mês depois do líder do IPC lhe delegar competências….para o poder contratar.

Vem no Diário da República: Por despacho de 05.08.2013 do Senhor Vice Presidente do Instituto  Politécnico de Coimbra, no uso de competência delegada pelo Despacho  n.º 9674/2013, publicado no DR, 2.ª série, n.º 140, de 23 de julho de  2013, foi autorizada a contratação do Professor Doutor Rui Jorge da  Silva Antunes, em regime de contrato de trabalho  em funções públicas  por tempo indeterminado, na categoria de Professor Coordenador,  Sector de Psicologia e Ciências da Educação, área disciplinar de Psicologia Social, Sondagens e Estudos de Opinião, da Escola Superior  de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra, com a remuneração  correspondente ao escalão 2, índice 230, da tabela remuneratória do  pessoal docente do ensino superior politécnico, com efeitos a partir da data do despacho.

Rui Antunes

Resumindo: Rui Jorge da Silva Antunes delegou poderes em Paulo Alexandre Monteiro Gouveia Sanches para o mesmo Paulo Alexandre Monteiro Gouveia Sanches contratar o referido Rui  Jorge da Silva Antunes.





quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A primeira desconstrução de Portugal:
D. João III


João J. Brandão Ferreira

Consideramos que a 1.ª «desconstrução» desta matriz histórica de Portugal se deu no reinado de D. João III. Vamos apenas apontar uns tópicos e deixar umas pistas, já que cada «item» daria uma tese de doutoramento.

De facto o «Piedoso» continuou a concentração do poder Régio e mudou radicalmente a matriz religiosa nacional.

Até que ponto a mágoa com seu pai, por este lhe ter «roubado» a noiva (sua 3.ª esposa) e ter vindo a casar, em 1525, com a irmã de Carlos V, Catarina, de fortes convicções católicas, influenciou este desfecho, é objecto de controvérsia.

O seu reinado, onde Portugal atingiu a sua máxima expansão, foi marcado pelo estabelecimento da Inquisição, pelo ambiente da Contra-Reforma e pela reforma das ordens militares, sendo este último facto, ignorado pela quase totalidade da historiografia nacional.

A Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício foram introduzidos em Portugal, em 1536, por iniciativa do Rei (não da Igreja) e após ter vencido a oposição do próprio Papa – que estava preocupado com os excessos havidos em Espanha, com Torquemada. (Bula «Cum ad nihil magis», de 23 de Maio de 1536).

A Inquisição, que só foi extinta em 1821, esteve baseada em quatro cidades: Lisboa, Coimbra, Évora e Goa, sendo dominada pelos «dominicanos» (não os franciscanos…), de carácter mais fundamentalista.

A Inquisição tinha sido criada no fim do século XII, com o objectivo de combater as heresias dos Cátaros e ainda subsiste hoje com o nome de «Congregação para a Doutrina da Fé».

Em Portugal a sua face mais visível, destinou-se a combater o judaísmo. Arrastou, porém, na sua voragem o Culto do Espírito Santo que, como já se disse não obedecia a todos os cânones do catolicismo romano (lembra-se ainda, que os cristãos Coptas, do Prestes João das Índias e os do Rito S. Tomé, ou Nestorianos, que fomos procurar no Indostão, também não eram…).

É certo que a Inquisição manteve a unidade espiritual da Nação e evitou que o flagelo das guerras religiosas ocorridas por toda a Europa nos atingisse mas, a prazo (sobretudo no Século XVII), matou toda a florescente investigação científica e a explosão cultural do humanismo português, dos séculos XV e XVI, ao passo que eliminou ou expulsou do País numerosos cristãos-novos, que constituíam a classe empresarial e financeira mais dinâmica do País. E instituiu o flagelo moral do medo e da delação.

Por seu lado a Contra-Reforma, destinada a combater a revolta de Lutero, Calvino e outros – motivadas mais por questões de corrupção de costumes no Vaticano, do que por razões teológicas, dividiu a cristandade irremediavelmente, até hoje – foi conduzida, sobretudo, por teólogos portugueses e espanhóis.

Em Espanha surgiu a Companhia de Jesus, destinada a ser o «ariete» da Igreja neste combate.

A sua primeira «província» foi, justamente, Portugal, onde se estabeleceram, em 1540. A sua sede situava-se no Convento do Coleginho, na Mouraria, onde hoje se encontra novamente, após as duas expulsões de que foram alvo (em 1759 e 1910).

Os jesuítas tornaram-se a principal ordem religiosa no País e passaram a ser preponderantes na evangelização ultramarina.

Para tal actuaram fundamentalmente em dois âmbitos: no ensino, ao criarem colégios de que se destaca o de Santo Antão, em Lisboa – hoje Hospital de S. José – e uma nova universidade em Évora; e campo da influência espiritual (e nas «informações») ao tornarem-se os confessores da casa Real e das mais importantes casas Nobres.

D. João III também reformou a Universidade de Coimbra, em 1537, em função das ideias vigentes na época.

A reforma das ordens militares – as mais importantes das quais eram por ordem crescente, as de Avis, Santiago e Cristo – começou em 1529 e não se sabe exactamente o que levou o Rei a fazê-la. Não se andará, todavia, longe da verdade se a relacionarmos com a centralização do poder Real e a conformidade com a ortodoxia católica.

Deve recordar-se que as principais elites nacionais saíam destas Ordens.

Da reforma foi encarregue um frade jeromita conhecido por Frei António de Lisboa, o qual enclausurou as Ordens, tornando-as monacais. Para se assegurar que tal se tornaria efectivo (nenhum dos membros queria acatar a reforma), passou a viver no Convento de Cristo, em Tomar…

A decadência do País acentuou-se e quando D. Sebastião intentou reverter a situação, já não encontrou meios para o conseguir. O seu desaparecimento prematuro, em Alcácer-Quibir, deitou tudo a perder.

Daqui resultaram 60 longos anos de cativeiro ibérico, de onde saímos algo «purificados» pela dor e sofrimento.

O País, porém, nunca mais foi o mesmo e as «capelas imperfeitas» do Mosteiro da Batalha – cuja construção foi suspensa por D. João III, por razões ditas, financeiras – aí estão, como as deixaram, a atestar o que digo.

Ficou-nos ainda, o sebastianismo e a saudade do V Império. Que não é mais do que a «saudade do futuro» que nos foi tirado…


*****

«Eu não sirvo a El-Rei D. António por interesse…
Mas sirvo-o com a pureza da minha obrigação de
que resulta não me moverem mercês prometidas,
que foy o laço em que cahio Portugal; porque fora
do que devo, nenhuma couza me poderá mover
a troco de vender a honra e lealdade que não
tem preço nem que eu tanto estimo; lição que a
muitos fidalgos esqueceu».

Cyprião de Figueiredo de Vasconcelos
Governador da Ilha Terceira
In «Carta a El-Rei Filipe I»

Até ao momento da segunda desconstrução histórica, não podemos deixar de assinalar um facto, que consideramos um erro maior, e foi a base que a justificou: o fim das Cortes Gerais e subsequente concentração e afunilamento do Poder na figura do soberano e, ou, de um dos seus ministros, até o tornar «absoluto». O absolutismo: outra ideia importada.

Foi no reinado de D. Pedro II, o 3.º Rei da nova Dinastia de Bragança, que se reuniram as Cortes do Reino – que tão importantes tinham sido na aclamação de D. João IV – pela última vez. Estávamos em 1698.

Consideramos este facto como erro trágico, pois abriu brechas na coesão da sociedade, na ligação da coroa com os seus súbditos, sobretudo o Povo que deixava de ter representantes que pudessem fazer chegar os seus anseios e preocupações e a ter uma palavra a dizer no seu futuro.

Não deixa de ser curioso notar, como este erro foi percepcionado por D. Miguel I, quando intentou reunir Cortes «à moda antiga», a fim de se legitimar como Rei, em 1828.