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sábado, 26 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
O que foi realmente para Portugal o 25 A
Palavras proféticas de Marcello
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| Marcello Caetano |
«Em poucas décadas ...estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa.»
«Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República.»
...e aí estão eles!
Informação
O papa Francisco confirmou o cardeal italiano Gianfranco Ravasi como presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o bispo Carlos Azevedo como delegado do mesmo organismo, e o padre José Tolentino Mendonça enquanto consultor.
Pedrosos ou poderosos?
(Recordando o artigo de Hugo Franco no Expresso de 25.06.2011; veja-se no fim quem é o bicho João Pedroso)
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| Artigo do jornal Sol. |
Encomenda de ex-ministra «sem valor científico»
Uma obra de «interesse inferior», «sem originalidade» ou «sem valor académico-científico». Estes são alguns dos epítetos ao 'Manual de Direito da Educação', de 75 páginas, da autoria de um grupo de trabalho liderado por João Pedroso, pedido em 2005 pela então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, pelo qual foi pago € 266 000 e que a ministra pediu devolução de metade.
O parecer solicitado pelo Ministério Público (MP) é demolidor para com o trabalho de 75 páginas que, em tese, faria a compilação das leis da Educação. «Frequentemente encontram-se partes inacabadas, identificadas com o sinal de reticências». A análise do MP destaca a ausência inexplicável de matérias no manual, como o estatuto dos professores ou a organização do Ministério. E conclui que o trabalho do advogado e professor universitário João Pedroso «nas poucas vezes que resolve inovar, introduz ideias erradas».
Maria de Lurdes Rodrigues foi acusada pelo MP do crime de prevaricação, no início da semana. Em causa está a contratação de João Pedroso para consultor jurídico do Ministério da Educação entre 2005 e 2007. O advogado terá recebido €266 mil para elaborar a compilação da legislação dispersa sobre a Educação e criar o Manual de Direito da Educação. Uma verba que foi paga, apesar dos trabalhos não terem sido concluídos. O Ministério da Educação pediu ao jurista a devolução de metade do dinheiro que lhe tinha sido entregue (€133 mil).
O jurista João Pedroso, a ex-chefe de gabinete da ministra, Maria José Matos Morgado, e o antigo secretário-geral do Ministério, João da Silva Batista, foram acusados dos crimes de prevaricação de titular de cargo político, em co-autoria.
A investigação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa do MP, a que o Expresso teve acesso, relata o interrogatório feito à ex-ministra onde surgem algumas discrepâncias entre as suas declarações e as de Pedroso. Um exemplo: a actual presidente do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento negou ter sido ela quem indicou o nome do advogado para o projecto ou que tenha negociado directamente o contracto com o jurista. Pedroso admitiu que o seu nome foi indicado pela ex-ministra.
O MP conclui que o advogado não tinha qualificações suficientes na área da Educação. Tal como o resto da sua equipa. E sublinha que o contrato teve como único objectivo «favorecer patrimonialmente o arguido João Pedroso, com base em relações de proximidade pessoal, em detrimento dos interesses públicos».
Maria de Lurdes Rodrigues já disse que ficará provado «que a acusação é injusta e falsa.» João Pedroso não fez declarações.
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| Ao centro, o Paulinho e à direita, o Joãozinho. Os poderosos. |
E quem será este João Pedroso?
Nada mais, nada menos do que o irmãozinho do Paulinho Pedroso, aquele que apareceu várias vezes na televisão, todo indignado, credo, quando o irmãozinho Paulinho foi agarrado a propósito do caso de pedofilia na Casa Pia.
Pedrosos ou poderosos?
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Conferência sobre as Ilhas Selvagens
«50 anos de expedições: Estudos Científicos às Ilhas Selvagens»
Dr. Manuel Biscoito
Dia 29 de Abril — 18 horas — Auditório ONE02 do ISCTE-IUL,
Av. das Forças Armadas
A Pastoral da Cultura e o Pureza
Heduíno Gomes
Os exemplos são às dúzias. Vejamos este apenas: um anúncio na carta electrónica da «Pastoral da Cultura» (21.3.2014), dirigida pelo padre-poeta Tolentino, continuador da seita da Capela do Rato, a anunciar uma actividade com o bloquista, anti-ocidental, abortista e apoiante da agenda dos invertidos José Manuel Pureza.
São assim certos padres que organizam certas actividades, outros padres que lhes fazem a propaganda e bispos que os toleram. A chamada «cultura cristã» dirigida pelo padre-poeta Tolentino resume-se a essa propaganda anticristã.
Agenda para hoje
...
Cantanhede
Debate: Ser com os últimos — Leituras da «Evangelii gaudium»
do papa Francisco
Os «últimos» e a política: para uma cultura do serviço
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| José Manuel Pureza |
D. Manuel Linda, José Manuel Pureza
Auditório do Centro Paroquial
21h00
Entrada livre
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Um nojo de Freitas no 25 A
Heduíno Gomes
Numa «missa vermelha» abrilista que teve lugar em Lisboa, no D. Maria II, participou a fauna do costume. Com mais disparates ou mais lugares comuns, com mais ingenuidade ou mais desonestidade, com mais ignorância ou mais velhacaria, ao serviço de Moscovo objectiva ou subjectivamente quanto à questão geo-estratégica envolvente da questão do ultramar, lá satisfizeram os seus egos. Estamos perante a nova brigada do reumático.
No meio de tudo isto há uma estrela que se destaca: o Freitas. Qual Rosas, qual Pacheco, qual Soares, qual outro na plateia!
O Freitas, esse mesmo, o académico medíocre de notas altas que fez carreira à sombra de protecções do Estado Novo, nomeadamente de Marcello Caetano, o «fascista» da segunda volta das presidenciais de 1986, como lhe chamou Mário Soares e ao lado do qual esteve agora sentado na referida «missa».
Agora de cravinho vermelho no casaco, o indivíduo vomitou tanta mentira, tanto disparate e tanta ignorância que se ultrapassou a si próprio. Não tem ponta de vergonha.
Estava a ouvi-lo e uma dúvida assaltou-me: já terá dado o nó com a viúva? É que, se não deu, deve dar para ficar completamente reabilitado perante o sistema.
Assunção Esteves:
Falta de coluna vertebral, oportunismo...
Heduíno Gomes
Tendo tomado uma posição correcta em relação à pretenção de Vasco Lourenço e «Associação 25 A» ir falar à Assembleia, Assunção Esteves não aguentou as pressões do politicamente correcto e acabou por, humilhada, ir fazer mea culpa junto dos supostamente ofendidos.
Uma pessoa com tal falta de coluna vertebral, reflexo do seu oportunismo político, é a segunda pessoa mais importante na hierarquia do Estado. Claro, na III República.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Banco de Portugal ou deles?
Os
portugueses estão cansados de saber que a austeridade fica
à porta do Banco de Portugal (BdP), e que enquanto uns vivem à grande,
outros caem na miséria.
Recentemente
compraram mais uns carros de luxo, BMW´s adquiridos por esta instituição que teima em levar
uma vida de rico num país de pobres.
No
final de Fevereiro, o BdP lançou mais um concurso o concurso público para
«aquisição de mobiliário geral» pela módica quantia de 625
mil euros.
Como
é do conhecimento público e além fronteiras, as contas não são o ponto forte
desta casa (basta lembrar a supervisão (– não – feita) ao BPN e BPP, por
exemplo. Por isso ao chegar a Março lá, descobriram que se tinham esquecido de
comprar cadeiras, e eis que lançou o respectivo concurso público no valor
de 198
mil euros, em cadeiras... ah
pois.
Naturalmente,
na azáfama das compras ninguém tem tempo para pensar em muito mais ou fazer
trabalhos complexos e assim o BdP lá decidiu gastar mais 195 mil euros na aquisição de serviços de avaliação de
candidatos.
As
compras são viciantes, um BMW por 30.652,37
euros e outro BMW GT por uns módicos 32.381,65
euros. Já antes do Natal tínhamos assistido à
compra de oito veículos topo de gama.
Mercedes E 250 BlueEFFICIENCY
Classic (38.406,48 euros);
BMW
520 d Berlina (38.763,93
euros);
Mercedez
Benz E 220 CDI BlueEFFICIENCY (40.119,03 euros);
BMW 520 d Berlina (32.256,10 euros);
Mercedes 320 d Touring (40.851,22 euros);
BMW 320d EfficientDynamics
Touring (32.382,11 euros);
Lexus IS300h (40.218,86 euros);
BMW 320d Touring (38.382,12 euros).
Mas
a competência do Banco de Portugal merece todo o luxo.
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| Carlos Costa Presidente do Banco de Portugal |
Se
o BdP não cumprir o seu dever, quais as sanções que lhe são aplicadas? (ao
povo já sabemos as sanções que se aplicam quando o BdP não fiscaliza como deve
ser – «o povo
paga)».
Compete
especialmente ao Banco de Portugal «velar pela estabilidade do sistema
financeiro nacional, (...) Assim, o Banco exerce a supervisão prudencial das
instituições de crédito, das sociedades financeiras e das instituições de
pagamento.
O
Banco de Portugal exerce também a supervisão da actuação das instituições na
relação com os seus clientes – supervisão comportamental. Neste âmbito, o Banco
de Portugal intervém no domínio da oferta de produtos e serviços financeiros –
para que as instituições actuem com diligência, neutralidade, lealdade,
discrição e respeito no relacionamento com os clientes – e também ao nível da
procura de produtos e serviços – estimulando e difundindo informação junto dos
clientes bancários, promovendo uma avaliação cuidada dos compromissos que estes
assumem e dos riscos que tomam.
O
Banco de Portugal produz estudos e análises da economia portuguesa, da economia
da área do euro e do seu enquadramento internacional e dos mercados e sistemas
financeiros. Fonte
Basta
ver como trataram
do caso do BPN... para percebermos que
falharam e falham estranhamente, aos cidadãos, claro. O sistema financeiro do
País, se tem regulador, não se nota, pois anda muito desregulado.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Jardim Gonçalves:
o «cristão» abrilista e mão-leve prescrito
Luís Lemos
Em entrevista recente ao jornal i, Jardim Gonçalves faz uma série de declarações que só não são para rir porque o caso é sério para o bolso dos Portugueses.
Este falso cristão já havia dito, há dois anos, em entrevista ao mesmo jornal: «Eu estou assustado e não foi para isto que aconteceu o 25 de Abril.»
Quer isto dizer duas coisas.
Quer dizer que o mão-leve prescrito tinha medo no tempo de Salazar. Provavelmente já ensaiava fazer o que fez com o BCP, só que... tinha medo de fazê-lo no Estado Novo. Concordamos!
De facto, enquanto Alves dos Reis é a coroa de glória da I República, o BPN mais o BCP são a coroa de glória da III República. Na II República é que não consta nada de semelhante. Não era que não houvesse.
Quer dizer que o mão-leve prescrito gostou do 25A. Quer dizer que o mão-leve prescrito esperava do 25A ainda mais permissividade, roubalheira, impunidade, indecência. Mas deixe lá, deixe lá, com uma prescriçãozita o problema resolveu-se!
Agora, na recente entrevista, o mão-leve prescrito diz: «Eu não sou político, mas penso que...» E toca a dar bitates políticos, politicamente correctos, como o fazem todos os da sua igualha.
Está a ver? É para coisas assim que existia a medonha censura: se aparecesse um mão-leve prescrito a mandar postas de pescada, o coronel dos serviços de censura sacava do lápis azul e tirava-lhe o pio. É que, de facto, um tipo destes a falar na praça pública é um mau exemplo. E ainda por cima indo à missa todos os dias! Duplo mau exemplo!
Não podiam excomungá-lo para não haver confusões entre este hipócrita e os crentes sérios?!
E ainda será membro da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores?
domingo, 20 de abril de 2014
Tolerância estilo FireFox
Filipe d' Avillez, Actualidade Religiosa...
Ao longo dos últimos meses tenho chamado atenção para o facto de os crentes estarem cada vez mais sujeitos a consequências por serem fiéis às suas consciências. Há quem ache que isto não passa de uma obsessão minha, mas por outro lado há casos como o de ontem, do recém-nomeado CEO da empresa Mozilla, que foi obrigado a demitir-se por ser opositor do casamento entre homossexuais.
Leram bem. A empresa emitiu um comunicado, que podem ler aqui, em inglês, com alguns comentários meus.
A listagem de casos de cristãos vítimas da marcha dos novos «direitos» dos homossexuais também foi actualizada com este novo caso...
sábado, 19 de abril de 2014
Guerra colonial portuguesa 1961-1974
Jonathan Llewellyn
Espero que perdoem a um estrangeiro intrometer-se neste grupo, mas é preciso que alguém diga certas verdades.
A insurreição nos territórios ultramarinos portugueses não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.
ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamente) pela CIA.
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos, só depois se virando para a URSS, tinha tantos problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído pelo José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos.
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.
MOÇAMBIQUE – A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído pelo Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas.
GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente cabo-verdianos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Konakry e do seu ditador Sékou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné portuguesa.
Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros. Segundo o direito internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na história contemporânea.
Então porque é que os portugueses parecem ter vergonha de se orgulharem do que conseguiram?
Publicado a 1 de Junho 2013 por Jonathan Llewellyn em «Publicações recentes de outras pessoas».
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Sumidades da nossa terra
Passos Coelho visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha. E às tantas, pergunta:
— Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?
Ela responde:
— É muito simples. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda funciona.
Passos Coelho, surpreendido:
— E como é que a senhora faz isso?
A rainha dá um exemplo. Pega no telefone e liga ao David Cameron:
— Bom dia, David. Tenho um pequeno teste para ti...
David, todo educado:
— Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste. Pode perguntar.
— Muito bem, David. O teste é o seguinte: — É filho do teu pai e da tua mãe, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
— Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
— Bravo, David. Como sempre, inteligente. Até à próxima.
Passos Coelho fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide pôr em prática a técnica que aprendeu com a rainha.
Telefona ao ministro da educação Nuno Crato e pergunta:
— Nuno, é o Passos Coelho, companheiro. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.
— Tudo bem, pergunta.
— É o seguinte. É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
— Ah, Passos Coelho, eu não esperava um teste assim, de repente. Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?
— Sem problemas. Até logo.
Ele de seguida liga para o Marcelo, já que ele tem fama de inteligente.
Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Marcelo responde:
— Ora bolas, Nuno, sou eu mesmo, como é óbvio!...
— Muito bem, perfeito, Marcelo! Obrigado.
E volta a ligar ao Passos Coelho:
— Passos Coelho, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
— Muito bem: É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
E o ministro da educação, vitorioso:
— Simples!!! É o Marcelo!!!
— NÃÂÂO, estúpido!!! Tens de treinar mais!!! É o David Cameron!!!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Um interessante trabalho sobre os membros do GOL
O blogue «Do Portugal Profundo» publicou um
interessasante trabalho sobre o Grande Oriente Lusitano (GOL), incluindo uma
extensa lista dos seus membros. Apresentamos aqui a introdução e o link do
blogue, onde pode ver as listas por lojas e por ordem alfabética.
A lista de membros do Grande Oriente
Lusitano
Este poste foi refeito, em 3-9-2012, após a publicação da lista de 1950 membros do GOL (de «A» a «Z»), pelos
LuzlSecPortugal. Actualizo
a lista de membros por loja, a sua localização, e acrescento uma lista por
ordem alfabética – as listas
originais foram corrigidas nas gralhas e sobreposições.
No dia 1 de Agosto de 2012 um comentador intitulado «António José» publicou no
poste «A Maçonaria em Portugal – uma história de corrupção
e conspiração», no blogue Casa das Aranhas, de João Silva Jordão, uma lista
de 1438 nomes (desde os iniciados pela letra «A» até «Manuel Alfredo Aguiar de
Carvalho»), distribuídos por 60 lojas e 6 triângulos, de maçons do Grande Oriente Lusitano (GOL).
Em 1 de Setembro de 2012, o Tugaleaks cita, e linca, uma lista mais completa – de «A» a «Z» – de 1950 membros («irmãos») do Grande Oriente Lusitano, em ordem
alfabética, que foi divulgada pelo «colectivo LulzSecPortugal» na manhã
de 1 de Setembro. Este grupo refere que a lista teve origem num mail anónimo, cujo
conteúdo e remetente publicaram para justificar que não houve hackerismo informático,
mas o blogue afirma ter-lhe sido enviada anonimamente, e que transformou numa
lista por loja). Os LulzSecPortugal dizem transcrever um mail com
o assunto «Lista de nomes pertencentes a lojas maçónicas do GOL», que lhes
terá sido enviado em 25 de Junho de 2012 e que, nessa altura, consideraram
«irrelevante». O comentário com 3/4 da lista que foi publicado na Casa das
Aranhas é de 1 de Agosto.
A lista publicada pelos LulzSecPortugal, e Tugaleaks, tem algumas gralhas e
sobreposições, que, creio, entretanto ter resolvido – mas peço aos leitores que
confirmem. Há presumivelmente duas gralhas de origem em duas linhas: a primeira
aparece na linha «Eugénio Maria da Cruz Azevedo – Cândido de Azevedo» da
Loja «José Estêvão» que penso serem dois nomes na mesma linha, devido à
repetição dos «Azevedos», mas se assim for, não se pode saber em que loja
milita «Cândido de Azevedo» (pode tratar-se do jornalista Cândido de Azevedo);
e a segunda dúvida é na linha «José Manuel Carlos Saraiva Saraiva dos Santos»
que parece também truncagem de nomes devido à repetição de «Saraiva».
Para ser mais fácil a consulta, e googlar cada nome, para verificar a relação
com os membros da loja e da obediência e conhecer o seu trajecto pessoal,
profissional e político, publico no final do poste essa lista de
maçons, reorganizada por lojas e triângulos, com indicação
geográfica (que peço aos leitores que completem e corrijam), em vez da
ordem alfabética geral que aparece na Casa
das Aranhas, e noutros blogues que entretanto a republicaram para que não
seja apagada. Neste poste, abordo a lista incompleta, a data da lista, a origem
da lista, a desinformação, o motivo da publicação; e personalidades
de maior relevo da lista. Peço aos leitores que na caixa de comentários do
blogue me ajudem a completar e corrigir informação sobre este assunto.
Lista incompleta
A lista está incompleta, pois faltam nomes de personalidades que reconheceram
publicamente pertencer ao Grande Oriente Lusitano, os nomes de outras que não o
desmentiram. E os nomes de quem pertence secretamente e de quem se desvinculou
formalmente embora continue fiel à organização. Assim: este trovão não equivale
à publicação em Itália dos nomes da Loja Propagande Due (P2). Aceitando o número de membros indicado em 15 de Junho de
2009, ao sítio Maçonaria em Portugal, pelo na altura grão-mestre do Grande
Oriente Lusitano, António Reis – «perto de dois mil» – e apesar
da lista conter nomes de alguns maçons já falecidos, ficariam a faltar
possivelmente cerca de quinhentos nomes. O DN, de
31-8-2012, esclarece:
Portanto, ao todo, a lista completa teria 1950 nomes dos maçons do Grande
Oriente Lusitano – se é que não foram retirados alguns nomes da listagem
(além de outros maçons que conseguiram que o seu nome jamais fosse escrito em
qualquer lista). A estes todos somam aqueles que passaram pela organização
e obtiveram o oportuno quitte placet.
Presume-se que estejam naquela situação de quite, membros ocultos
chamados a altos cargos da magistratura (não apenas os referidos) e a cargos de partidos ou organizações,
nos quais a pertença à Maçonaria é mal vista. Há nomes que não constam –
porque não quisessem jamais constar e outros porque, eventualmente, podem
ter sido expurgados da lista pelo divulgador. Por isso, se
determinado nome não constar da lista, isso não significa que esse
indivíduo não seja maçon, nem que não fosse. Lembro que são os próprios maçons
que reconhecem que «once a Mason, always a Mason». No mesmo sentido, se pode ler no Portugal dos Pequeninos
em reacção crítica a esta divulgação: «embora (...) a «qualidade» maçónica nunca se perca» – note-se, em abono da verdade, que o João Gonçalves, que admite fazer parte da lista, já tinha
admitido antes ter pertencido à organização, de que reconhece estar
«adormecido». Mas nem todos os reconhecidos maçons estão na lista:
o director do DN expõe em editorial, de 31-8-2012, o Prof.
José Adelino Eufrásio de Campos Maltez, como membro do Grande Oriente Lusitano,
mas o seu nome não surge no rol.
A data da lista
A data da lista não é indicada. No DN, de 30-8-2012, o jornalista
Rui Pedro Antunes escreveu sobre este caso: «o DN sabe que a lista é anterior a 2004» (sic).
Este é o tipo de jornalismo que se faz em Portugal: para proteger uma
organização, o jornalista não escreve «uma fonte da organização declarou ao
nosso jornal que...», nem sequer «uma fonte garante que...», mas empenha o
próprio jornal atestando como verdadeiro o que a fonte lhe indica!... Analisou
o jornalista a lista dos membros do Grande Oriente Lusitano em 2004 e
confrontou-a com a de 2005, a de 2006, a de 2007, a de 2008, a de 2009, a
de 2010, a de 2011, e a de 2012?... Ou concluíu, a partir do argumento, que eventualmente
lhe pode ter sido apresentado, da morte do juiz do Tribunal Constitucional Luís Nunes de Almeida, em 6-9-2004 – ou da
alegada expulsão, por falta de pagamento de quotas, de António Vitorino daquela
obediência em 2006, por quotas em atraso? Ou, se confiou na eventual informação
do ex-grão-mestre António Reis de que a filtragem da lista pode ter resultado
de uma «’intrusão no sistema informático’ da obediência», acreditou que o alegado pirata foi buscar uma lista velha
de 2004 em vez da lista actual?...
O honrado comentador Floribundus, que também aqui participa na caixa deste
blogue, explicou no blogue do José que «soube que a lista foi elaborada para a comemoração da república»
e que «por essa razão constam obreiros falecidos como o GM Comandante Simões
Coimbra» – ou seja
manter-se-iam os nomes de maçons falecidos recentemente. A comemoração do
centenário da República ocorreu desde 2010, o que
traria a elaboração da lista pelo menos para 2009... O que é razoável pensar é
que os falecidos sejam abatidos ao efectivo como os cadernos eleitorais das
freguesias...
Note-se que na lista constam nomes de gente muito nova, por exemplo, na loja
«Lusíadas Renascida» (de Braga?) ou na loja «Luz e Harmonia» (de Lisboa?), que
dificilmente poderia ter entrado na organização em 2004. Se assim for, é uma
mentira grosseira a desculpa que a lista foi elaborada em 2004 (de António
Reis, uma das fontes que prestou declarações ao jornalista Rui Pedro Antunes
do DN, de 31-8-2012, página 8, ou de outra fonte da maçonaria
consultada, embora se saiba que é vulgar, em Portugal, a mesma fonte aparecer
no mesmo artigo identificada e sem identificação na parte mais delicada).
Note-se ainda que na revista Sábado, n.º 161, de 31-5-2007, numa reportagem
histórica de António José Vilela e Fernando Esteves, intitulada «As ligações
poderosas da Maçonaria», se noticia
que Carlos Zorrinho, do PS, «entrou há pouco para o GOL»...
Compreende-se o motivo do argumento da desactualização, que se junta ao
argumento da origem pidesca: são argumentos dos maçons e seus defensores para desvalorizar
e desacreditar a revelação. Mas é um absurdo utilizar a alegada desactualização
da lista para retirar a condição de maçom (uma vez maçon, sempre maçon)
aos que lá constam: a desactualização apenas indicaria que os novos recrutados
não constam, não que os mencionados não sejam ou fossem. Com base na
informação disponível, creio que a lista foi elaborada em 2009 ou 2010.
A origem da lista
A publicação da primeira lista (com 3/4 do efectivo filtrável, num comentário
da Casa das Aranhas, um blogue
português de confissão islâmica, sem notoriedade política, num poste sobre os malefícios da Maçonaria, parece ter
sido um trabalho meticuloso interno, de sapa, uma espécie de explosivo de
detonação programada para rebentar depois das férias de Agosto (a lista foi
publicada no dia 1-8-2012), eventualmente com chamada de aviso a alguém dos
jornais para notarem a lista e a colocarem na ventoinha para aquecer a rentrée. Parece poder ter
sido filtrada por alguém que queria atacar outros (de «A» a «M»), mas proteger,
por exemplo, um Manuel (a lista termina só há alguns nomes começados por Manuel
na lista e daí para a frente nada...) – o ionline, de Manuel Cruz contactou, em 30-8-2012, a fraterna
Procuradoria-Geral da República sobre
a «eventual abertura de um inquérito» (!?...), mas, segundo o jornal da edição
de hoje, esta respondeu que «não tem conhecimento oficial do teor da notícia»
e, portanto, «não se pode pronunciar»... O mesmo ionline, de 31-8-2012, cita uma fonte da organização (António Reis?) que elucida
que «só o grão-mestre» tem acesso à lista completa dos nomes do Grande Oriente
Lusitano, mas que a lista também é distribuída aos candidatos a grão-mestre,
aquando de eleições internas. Será uma bicada eventual com destinatário oculto,
apesar do disfarce, para disfarçar uma seta venenosa contra o próprio
grão-mestre Fernando Valadas Fernandes que tem a responsabilidade de
guardar o segredo dos nomes – e respectivo poder... (veja-se
a ameaça latente de divulgação de nomes contra um ataque de uma alegada Loja
Pátria na notícia «Maçons querem expulsar Relvas», Expresso,
1-9-2012 (clicar na notícia no linque temporário). Se
esta filtragem foi um ataque interno, pode ter como resposta a divulgação dos
outros 512 nomes que completam a lista, os quais foram proporcionados ao DN. Porém, o DN, através de Rui Pedro Antunes, em reportagem no DN, de
31-8-2012, na página 8 da edição impressa (não se encontra em linha), publica
que
«O DN tem a lista completa que vai até ao «Z» e onde figuram mais 512 maçons,
que incluem também políticos e figuras de destaque na sociedade.»
O facto de o jornalista Rui Pedro Antunes referir que viu a lista e escrever
que nos restantes 512 nomes há «políticos e figuras de destaque na sociedade»,
que não identifica, parece significar que o DN abafa
esses 512 nomes e os esconde do povo. Mas, se não for o DN que
publique, outro será, pois quem sofreu o ataque quererá responder com as demais
letras do alfabeto...
Já depois de ter publicado a primeira versão deste poste, obtive a notícia da
publicação da lista dita «completa», de «A» a «Z», pelos LulzSecPortugal, no
sábado 1-8-2012, referida no Tugaleaks, com 1950 nomes: ou seja com mais 512
nomes. Como disse, os LuzlSecPortugal afirmam ter recebido a lista em
25-7-2012, mas só a publicaram agora, depois da amplificação mediática de
30-8-2012. Porém, nesta era de net e meios variados, o autor do mail, se quisesse, poderia tê-lo
feito circular para outro sítio: não o fez porque não quis. E quando esse
alguém quis, alguém preveniu os média tradicionais e estes largaram a história
nas ondas e pespegaram-se no papel.
Não é provável a intrusão informática: os nomes da lista dos irmãos não haviam
de ser guardados, imprudentemente, num disco rígido de um computador com acesso
à internet...E, se assim fosse, os hackers obteriam todos os
nomes da lista/organização e não seriam selectivamente omitidos alguns.
É muito difícil interpretar uma organização opaca, por onde entram apenas as
frestas de luz que abrem os seus veneráveis, habilitados com mais informação –
desde logo o grão-mestre que a deve saber toda. As muito raras ocasiões em que
a luz perpassa as cortinas, isso deve-se a conflitos de poder interno, que o
lado aflito sente necessidade de exteriorizar para recuperar terreno, para
ameaçar a outra parte, para reclamar apoio e protecção. A vingança do perdedor
é rara porque é inútil: os movimentos fazem-se para obter resultados e quando
esses resultados não são possíveis, é vulgar a retirada em silêncio (conforme
me explicou um professor, em 1987, que faria Licio Gelli). Assim, a filtragem de nomes – que consta ser o maior
crime interno – acontece porque alguém de dentro a faz.
Tal como noutros casos, mais importante do que verificar quem está na
lista, é verificar quem não está. Quem não está na lista? Não está Miguel Relvas, nem Carlos Carreiras, nem António Nunes (da ASAE),
nem António Costa Pinto, da
Universalis (à qual pertence o grão-mestre Fernando Lima Valadas
Fernandes); nem Carlos Monjardino nem José Magalhães (ver António José Vilela, A Sábado mostra os segredos da Maçonaria,
Sábado, de 12-1-2012), nem Armando Vara (já
agora, não é crível que o seu amigo José Sócrates não tenha sido
iniciado nesta obediência, pois além disso foi genro de um
venerável maçon, José Manuel Silva Carvalho Fava,
mesmo se não é mencionado). Interpretar qual foi a facção que promoveu a
revelação dos nomes, daqueles nomes, neste contexto actual de guerra em
larga escala no poder político, que contaminou o reduto interno com provocações e ameaças, é trabalho de que só os veneráveis e espertos conseguirão polir.
Desinformação
Sem citar fonte, nem mesmo dizer que houve uma fonte, o jornalista Rui Pedro
Antunes, escreveu em 30-8-2012, «o DN sabe que a lista é anterior a 2004...». O jornalista não
diz que como é que «o DN» soube, se foi o director que lhe disse que
sabia, nem como confirmou o que afirma saber. É uma afirmação quase tão mal
apanhada como a do desinformador que assinou «Carlos Fernandes», que tentou
desacreditar a filiação maçónica daqueles 1438 nomes, com o ataque pessoal ao autor do blogue Casa das Aranhas:
«O autor deste blog, o Sr. João Silva Jordão foi agente da ex-PIDE/DGS em Benguela, Angola,
assim se compreendendo a lista pidesca de maçons que publica, a coberto do nome
ficticio de António José».
O ataque habitual de descredibilizar a mensagem com um ataque ao mensageiro. O
problema não é o argumento da Pide já ser velho e relho, é a resposta fulminante do autor (João Silva Jordão):
«Caro Sr. Não fui eu que publiquei a lista, tenho 24 anos, nunca fui a
Angola. Quando eu nasci já a PIDE não existia. João»...
E, já agora, ao contrário do que diz a reportagem do DN, de
31-8-2012, Relvas não consta da primeira lista porque esta esteja
desactualizada, mas só chega até parte dos Manuéis... Mas na segunda lista, de
«A» a «Z» Miguel Relvas também não está.
Motivo da publicação
Publico e escrutino a lista dos nomes associados a cada loja e
cada triângulo e procuro descobrir a sua localização (peço aos
leitores ajuda na localidade de cada uma e corrijam alguma informação
incorrecta). A indicação dos membros também é vantajosa para perceber a
localização de cada loja, pois rara é a que tem sítio da Internet, muito poucas
referências há a cada loja e menos ainda à localidade. Por exemplo, a loja Vitorino
Nemésio, atendendo aos nomes que a compõem, será dos Açores, como o nome
sugere. Essa triangulação geográfica dos nomes é útil para perceber redes de
influência e poder.
Faço-o por imperativo patriótico e porque a filiação maçónica se tornou, em
Portugal, um factor político de grande relevo na ocupação de lugares do Estado
e do poder, mas é escondida do povo, que finalmente percebe o comportamento de
clã e de preferência antidemocrática dos «irmãos» face aos demais indivíduos,
conforme estabelece a «obediência». O
escrutínio de figuras de relevo político e social é uma função democrática
indispensável na sociedade actual. Todo este trabalho era evitável se a
organização e os seus membros tornassem pública, voluntariamente, a sua
filiação maçónica, não a escondendo da comunidade humana que integram, nem
sequer daqueles que procuram representar. É por causa deste secretismo, que
numa sociedade livre só se compreende por causa de actividade de recrutamento
de pessoas influentes, de realização de negócios, de entronização em cargos e
de controlo opaco do poder, que é fundamental que se legisle a exigência
democrática o registo obrigatório de
interesses (incluindo a filiação em organizações
secretas) dos titulares e candidatos a cargos políticos e do Estado. Quem
não deve, não teme.
Como disse em poste passado, em Portugal, a Maçonaria é o próprio poder.
Da política aos média (agora até o diário i...), do Estado às empresas públicas e institutos públicos,
os tentáculos da Maçonaria são prevalecentes, como se percebe do apego
comum ao Estado, em lugares dirigentes ou bem remunerados, de uma grande parte
dos nomes da lista. A Maçonaria não é, nem nunca foi, na prática, um clube de
pensamento ou uma fraternidade de homens livres em busca da perfeição, mas uma
rede de favorecimento, de protecção, de controlo e de ramificação do poder,
para usar à disposição dos seus membros. É por causa disso que, para além
das pranchas e dos rituais,
valem os contactos, a cooptação, o conluio e a protecção de membros, muitos
antes do grito in extremis «A mim, filhos da viúva!»). A relação profissional muito frequente em cada loja, que
é observável da googlagem dos nomes – e mais denunciada na
agregação de jovens licenciados, que se organizam como candidatos a tachos do
poder, como se pode perceber em certas lojas –, dos cargos e contractos que
ocupam e dos que em rede vão ocupar na administração pública e em lugares de marajás, explica mais do motivo da adesão do que o
aperfeiçoamento pessoal ou a militância ateísta ou a fraternidade humana. Nem podem
ser reduzidos a clubes de jantares quinzenais porque fora das sessões a sua
influência e o seu alcance são tremendos. Contudo, não deve confundir-se a
natureza antidemocrática e elitista da organização, e a troca de favores e
protecção, com a generalidade dos seus membros. Nesta lista, há pessoas muito
sérias e honestas, cuja pertença há-de ter como motivo uma filosofia política e
a fraternidade, como seria mais frequente nas origens – mas esses, como se
percebe, estão em minoria e foram isolados.
A fraternidade maçónica que define políticas, garante protecção e proporciona
cargos e negócios não deve ser escondida do povo. E um homem não pode ser mais
do que outro homem só porque é maçon e tem o dever antisocial de preferir os
seus irmãos sobre o mérito dos outros, coitados, que desconhecem a organização.
Mais. A situação de membros proeminentes da Maçonaria, especialmente a maçonaria irregular de
pendor antireligioso do Grande Oriente Lusitano, representarem partidos cujos
valores de matriz cristã e eleitorado, como os do PSD e CDS-PP, se opõem a uma
condição que ocultam, mentem ou disfarçam, é uma aberração não só moral
como política. Por exemplo maior, é insustentável que o PSD e o
Governo sejam nesta altura dominados por uma obediência secreta, nas costas do
povo português que abomina a condição antidemocrática e anticristã da Maçonaria. Qualquer homem é livre de seguir a filosofia e militar na
organização que entender, mas é moral e politicamente inadmissível que usurpe
uma representação social, prosseguindo secretamente valores e formas de
exercício do poder, intrinsecamente contrários ao eleitorado que o suportou.
Personalidades de maior relevo
da
lista de 1950 nomes do Grande Oriente Lusitano
Na lista, abundam as personalidades de grande relevo político e social. Destaco
(e peço aos leitores que me ajudem no radar, indicando na caixa de comentários
do blogue, outras personalidades importantes):
- PS: António Almeida Santos, António Arnault, João Soares (o pai foi iniciado no Grand Orient de France), Jorge Coelho, António Vitorino, João Cravinho, Carlos Zorrinho, Jorge Lacão, Capoulas Santos, Alberto Martins, José Conde Rodrigues, António Castro Guerra, Edmundo Pedro, Luís Parreirão, Elísio Summavielle, José Miguel Boquinhas, José Lamego, Torres Couto, João Proença, Vitalino Canas, Rui Carlos Pereira, Vítor Ramalho, Vasco Franco (a Câmara Municipal de Lisboa é um viveiro...), Rui Oliveira e Costa (Eurosondagem), Rui Cunha – e José Almeida Ribeiro (que não é do PS mas que foi a eminência parda do socratismo).
- PSD: Almeida Henriques (secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional e presidente da Câmara da católica Viseu…), Emídio Guerreiro, Luís Campos Ferreira, Rui Gomes da Silva, Luís Fontoura, José Vieira de Castro, Fernando Condesso, Francisco Moita Flores.
- CDS-PP: Abel Pinheiro (além de Nuno Magalhães, salvo pelo gongo do «N»...).
- magistrados: Alberto Fernandes Brás (presidente da secção regional da Madeira do Tribunal de Contas), Mário Belo Morgado, Ricardo Cardoso e outros referidos noutro poste do José da Porta da Loja (além dos outros guardados da vista dos profanos).
- militares: muitos, mas entre os de maior relevo, Vasco Lourenço, Costa Braz, Rodrigo Sousa e Castro, Costa Neves, Carlos (Alberto Idães Soares) Fabião, Campos de Andrada, Sanches Osório, e ainda o contra-almirante Silva Ribeiro e o coronel Luís Alves de Fraga. E polícias como o ex-director da PSP Oliveira Pereira, além do juiz Mário Belo Morgado que também chefiou esta polícia.
- imprensa: Emídio Rangel, Henrique Monteiro, António Ribeiro Ferreira, Afonso Camões, António Borga, Orlando Raimundo, Rui Romano, António Valdemar.
- finança e empresas: destaquem-se o grão-mestre do GOL Fernando Manuel Lima Valadas Fernandes (da Galilei, Abrantina, etc.), Fernando Dias Nogueira (presidente do ISP), Francisco Cardoso dos Reis, Maldonado Gonelha, Francisco Bandeira, José Penedos.
- diplomacia: José Fernandes Fafe, Fernando Reino, Américo Rodrigues Madeira Bárbara.
- universidade: muitos, entre eles, e além do falecido A. H. Oliveira Marques, Manuel de Almeida Damásio (líder da universidade Lusófona), Luís Reto (do ISCTE), Jorge de Sá (da Aximage), António Montenegro Fiúza (Lusófona), Manuel Van Hoof Ribeiro (professor de Sócrates no ISEL, a quem deu 18 valores), José Jorge Letria, Moisés Espírito Santo e José Faria e Costa (ex-presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação da República).
- advocacia: muitos, entre eles, Ricardo Sá Fernandes, Nuno Godinho de Matos, Rodrigo Santiago, António Pinto Pereira, Diamantino Lopes. José António Barreiros, cuja coragem é de louvar, não consta da lista porque já não pertence à organização.
- médicos: Lesseps dos Reis, Santana Maia, Salvador Massano Cardoso – e não consta José Germano Rego de Sousa, que o Público, de 12-11-2001, dizia que «pertence ao Grande Oriente Lusitano».
- outros: o ex-presidente timorense José Ramos Horta, Estêvão José Pedro Kachiungo (ex-candidato à presidência da Unita), Vitorino Hossi (ex-Unita e actual ministro luandense), Vidal de Oliveira, José Nuno Martins, Mário Zambujal, Alfredo Tropa, os cantores Carlos Mendes e Fausto, Paulo Sargento, José Troufa Real (o arquitecto da Igreja-Mesquita do Restelo) e António Boronha, dirigente desportivo que se notabilizou na defesa de Carlos Cruz.
Segue a lista dos 1950 nomes.
http://doportugalprofundo.blogspot.pt/2012/09/a-lista-incompleta-de-membros-do-grande.html
http://doportugalprofundo.blogspot.pt/2012/09/a-lista-incompleta-de-membros-do-grande.html
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