sexta-feira, 19 de setembro de 2014
A resposta do meu pai...
Levei o meu pai a um supermercado outro dia para lhe comprar uns sapatos (ele está com 76 anos).
Decidimos comer qualquer coisa na zona dos restaurantes.
Reparei que ele estava a olhar fixamente para uma adolescente sentada perto dele.
A adolescente tinha pintado o cabelo de várias cores – verde, vermelho, cor-de-laranja e azul.
O meu pai continuava a olhar insistentemente para ela.
A rapariga ia olhando à volta de vez em quando e dava sempre com o meu pai a olhar fixamente para ela.
Quando se fartou de ser olhada pelo meu pai, perguntou sarcasticamente:
«Qual é o problema, avozinho, nunca fez nada bárbaro na sua vida?»
Conhecendo o meu pai, eu engoli a comida que tinha na boca à pressa, para não me engasgar com a resposta dele. Eu sabia que ele havia de ter uma das boas!
No seu estilo clássico, ele respondeu-lhe calmamente, sem sequer pestanejar:
«Uma vez fiquei pedrado e fiz sexo com uma arara. Por isso, estava para aqui a pensar se não serás minha filha»?!!!!!!!!
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Qual é o objectivo?
Anthony Esolen
Foi W. H. Auden quem disse que todos os críticos deviam mostrar as suas credenciais antes de escrever sobre literatura. Mas as credenciais a que se referia nada tinham a ver com a formação académica ou bibliografia. Auden dizia que eles deviam confessar aos seus leitores qual era a sua visão do paraíso.
Penso que este requisito devia aplicar-se também a todos os críticos sociais e a todos os que propõem alterações fundamentais às leis ou aos costumes. A todos os que se identificam como progressistas, a pergunta evidente é: «Para onde vamos? E porque é que queremos chegar aí?»
Deixemos de lado, por um momento, o facto de não ser possível um paraíso sobre a terra, pois isso implicaria a perfeição das virtudes entre homens decaídos. Nas palavras de Solzhenitsyn, no coração de cada homem trava-se uma batalha entre o bem e o mal.
Deixemos de lado aquela confiança vã de que podemos chegar à terra prometida se seguirmos a estrada mágica da «ciência» ou da «democracia», ou da «igualdade» ou da «liberdade sexual», e que tudo estará bem.
Deixemos de lado os meios para chegar a essa terra prometida. A questão que se coloca aos progressistas é: «Que terra é esta que nos prometem? Porque é que é esse o vosso destino? Como é que é? Como é que imaginam o paraíso?»
Para o verdadeiro conservador a questão é menos agressiva e urgente, uma vez que o verdadeiro conservador não acredita no paraíso sobre a terra. «Como é que seria um paraíso? Dadas as fragilidades da natureza humana, que pálido reflexo desse paraíso é que os nossos antepassados, ou nós mesmos, já garantimos? Se já perdemos parte dessa boa realidade, como é que a podemos reaver?»
Esta questão tem implicações sobre o grande debate do nosso tempo, o da chamada «libertação sexual». Por isso coloquemos aos progressistas esta questão: Qual é a vossa ideia de paraíso? Para onde nos estão a conduzir?
É uma terra em que a maioria das pessoas no auge das suas vidas são casadas? Pelo que os homens e as mulheres dedicam a maior parte do seu tempo a dedicar-se à disciplina edificante e unificadora da vida familiar?
É uma terra em que praticamente nenhum casamento termina em divórcio?
É uma terra em que praticamente não nascem crianças fora do porto seguro do casamento e de votos de estabilidade e perpetuidade?
É uma terra cuja cultura popular celebra aquilo que há de mais nobre na humanidade e não aquilo que é rude, ordinário e egoísta? Uma terra em que os rapazes e as raparigas aprendem que é errado levar uma vida de hedonismo?
É uma terra em que a pornografia é considerada lixo porque conspurca o corpo e a mente?
É uma terra em que os homens têm muita coisa boa para dizer sobre as mulheres e as mulheres muita coisa boa para dizer sobre os homens?
É uma terra em que os casamentos são tão fortes que aqueles que sucumbem às tentações do mau comportamento podem contar com assistência pronta dos seus vizinhos e familiares?
É uma terra cujas igrejas se enchem ao domingo?
É uma terra cujas famílias são tão estáveis e tão presentes na vida local que os políticos, os professores e os homens de negócios precisam de contar com elas? Uma terra em que as famílias supervisionam as escolas e onde os professores são vistos como representantes dos pais, nomeados à sua discrição?
É uma terra cuja vida familiar é tão produtiva e vibrante que em vez de vermos entretenimento massificado a ser bombeado para dentro das casas, existe uma verdadeira cultura popular a florescer dentro de casa?
É uma terra em que se honram as virtudes que fortalecem e protegem as famílias? Uma terra em que a castidade não é desprezada por ser uma forma de puritanismo mas louvada como forma de autodisciplina que respeita a beleza da sexualidade e a santidade do casamento?
É uma terra em que a primeira prioridade da economia é o bem do lar? Uma terra em que as leis e os costumes fortalecem a vida familiar, aumentando as probabilidades de as crianças passarem a maior parte do tempo em casa na companhia de pelo menos um dos seus pais? Uma terra de vizinhança e não de mera proximidade, onde as famílias que vivem nos mesmos bairros se conhecem ao ponto de formar uma espécie de família alargada em que as crianças podem brincar à vontade, sempre debaixo do olhar de alguém de confiança?
É uma terra em que os Governos podem dedicar-se aos seus afazeres, porque quase todos os assuntos verdadeiramente importantes já são tratados pelos lares, os bairros e as paróquias?
É uma terra em que as crianças não são precocemente sexualizadas, tendo assim tempo para aprender a ser rapazes e raparigas antes de entrar na fase da puberdade? Uma terra em que alguém que expressasse a vontade de se insinuar sexualmente nos desejos sexuais de uma criança seria visto como monstruoso? Uma terra em que um pervertido sexual e uma fraude como Alfred Kinsey não seria celebrado?
Nesta terra poderíamos ter uma parada anual para festejar aqueles que celebram os 40 anos de casados, na companhia dos seus filhos e netos? Uma terra em que a palavra «puro» não é usada como gozo e «decadente» não é considerado um elogio?
A todos os que defendem o absurdo biológico de um homem se poder casar com outro homem, perguntamos: «Essa terra que nos propõem é uma onde seriam felizes? Vocês querem que acreditemos que vos podemos conceder esta coisa que desejam sem termos de abdicar de todas as outras coisas que as pessoas comuns sempre quiseram e das quais tantas vezes puderam gozar. Mas essa não é uma mentira? Não é antes verdade que não querem nenhuma dessas outras coisas?
Para onde nos querem levar? Porque é que havíamos de querer ir convosco?
(Publicado pela primeira vez na Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014
em The Catholic Thing). Tradução de Filipe d'Avillez)
domingo, 14 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Barbaridades contra a Língua Portuguesa
Brasil pretende acabar com o «h» no princípio das
palavras
e substituir o «ch» pelo «x»
e substituir o «ch» pelo «x»
António Justo
A actual discussão no Senado brasileiro sobre a
simplificação da ortografia revela-se contraprodutiva em relação ao acordo
ortográfico. A crença de Ernani Pimentel e do «Movimento Simplificando a
Ortografia» de que «a simplificação ortográfica é a porta para a eliminação do
analfabetismo», revela-se como despiste ou desorientação. A iniciativa
pretende inverter o desenvolvimento linguístico ao copulá-lo com a camada
social menos desenvolvida; enfim, uma posição decadente tendente a que as
árvores passem a ter a rama na terra e as raízes no céu.
Os Diálogos Lusófonos, tal como outros meios de
comunicação brasileiros têm vindo a referir que o senador Cyro Miranda,
presidente da Comissão de Educação, lidera um projecto da comissão conducente à
simplificação da ortografia da língua portuguesa. O projecto «propõe a extinção
da letra «h» no início das palavras e a troca de todas as expressões com «ch»
pelo «x», passando palavras, tais como «homem e hoje», a serem escritas com a
grafia «omem e oje» e palavras como «macho» a serem escritas «maxo». Exemplos
das intenções em vista: flecha flexa, analisar analizar, blusa bluza, exigente
ezigente, exame ezame, amassar amasar, açúcar asúcar, moço moso, deuses deuzes.
Segundo as intenções dos mentores do projecto, este
poderia ser aplicado em 2016, após consulta aos países de língua portuguesa.
É estranho que o Brasil queira fazer equivaler a
língua escrita à língua oral quando escreve dia e pronuncia dʒja ou dja. A
língua não pode ser posta à disposição arbitrária de ideologias (socialismo
mal-entendido) nem de lógicas a que falta a supervisão racional abrangente. Sem
respeito pela linguística, atacam a ortografia, a etimologia, a conexão entre
palavras cognatas.
Depois do tão discutido acordo ortográfico da
língua portuguesa aprovado em 16 de Dezembro de 1990 que pretende criar uma
ortografia unificada e em vigor desde 2009 aparecem forças radicais a quererem
colocar-nos na fase antes dele; na realidade pretendem o desacordo agora
incentivado em nome de uma massa anónima «não consumidora de cultura».
Ainda o acordo ortográfico não se encontra aplicado
e já surgem novas propostas de tendências partidárias e nacionalistas a
pretender novas mudanças em nome de uma democracia que quer ver a inclusão
social dos seus povos à custa de simplificações arbitrárias e desaferidas, como
se a produção intelectual, artística e científica se devesse orientar, pelo
princípio do menor esforço, como parece pretender o «Movimento Simplificando a
Ortografia». Pretende um nível simplista que evite o analfabetismo e que reduza
o tempo de ensino da ortografia para impedir reprovações no currículo de
aprendizagem. Esquece que as suas razões de liberdade, igualdade e economia
teriam como consequência mais lógica a extinção da educação e das escolas ou a
emigração de grupos mais conscientes para o ensino particular. Na sequência
ter-se-ia de acabar com o estudo da História e de muitas coisas mais; sim, até
porque, na realidade, em termos imediatos cultura não enche barriga.
Querer motivar a mutilação do português, com
argumentos de que grande parte do povo brasileiro tem dificuldade em «escolher
a letra adequada entre x/ch, j/g, s/x/z, s/ç/c/ss/sc/sç/xc/xç,
presença/ausência de h inicial», seria desconhecer a história e a lógica da
língua e desqualificar o ensino brasileiro e a capacidade de aprendizagem de um
povo que é tão inteligente como outros países lusófonos que parecem ter menos
dificuldades com a ortografia da língua.
Por trás da problemática em torno da ortografia,
esconde-se também uma falta de sistemática na aprendizagem da língua e de um
ensino que domine os rudimentos da língua mãe (o latim).
Não é certamente por falta de tinta mas talvez por
protagonismo político de interesses ideológicos que se equivoca ao qualificar
rigor de qualidade intelectual com «alienação do povo». Por trás de uma
identificação com os interesses da pretensa massa popular esconde-se a atitude
paternalista de que o povo simples deve ser poupado de elucubrações complexas
querendo apresentar a língua como produto fácil e barato à altura do
porta-moedas de um mercado orientado pelo poder da oferta e do mais barato.
A questão da língua não pode ser equacionada em
perspectivas meramente políticas, geralmente de vistas reduzidas a mentalidades
condicionadas a períodos eleitorais quatrienais ou quinquenais e a ideologias
de massa anónima sem consideração pelos processos de individuação e
diferenciação inerentes à evolução individual e colectiva.
A evolução da língua também não pode ser abandonada
a pessoas, talvez de boa vontade mas que não têm a mínima ideia do assunto nem
o respeito advindo do conhecimento do evoluir da língua.
Para trás anda o caranguejo!
A iniciativa é absurda e prejudicial porque para
corresponder às necessidades imediatas de gente simples, opta por cortar os
ramos frondosos da árvore linguística pelo facto de se estar com o sentido na
sua madeira ou porque se quer fazer da árvore um arbusto para que qualquer
gaiato possa subir a ela sem o mínimo de esforço ou dificuldade. Deixem-na
continuar a ser uma grande árvore, uma casa grande onde todas as espécies de
pássaros, grandes e pequenos, possam fazer o seu ninho, segundo as suas
capacidades e potencialidades. Seria disparate cortar as asas às aves grandes
para que todas possam viver nos primeiros ramos da árvore. Se a natureza e o
desenvolvimento se deixassem reger apenas por princípios de massa ou
democráticos não teria produzido a humanidade, para nos manter na igualdade do
estádio das amebas ou das medusas.
A estratégia de comunicação anunciada pelo senador,
de tencionar chegar a acordo com os outros países lusófonos, através de
videoconferências, é testemunho de método manipulador de quem quer forçar a sua
ideia de legitimação dúbia fruto do arbitrário para evitar a discussão nas
legítimas instituições científicas competentes para a língua. Nestas coisas
precisa-se tempo, calma, independência e ponderação para se evitar confundir um
pirilampo com uma estrela. A iniciativa não passa de uma tentativa de
desorganização e de desinformação no sentido de desviar as energias do último
acordo ortográfico.
A reforma da língua é assunto para linguistas e
disciplinas afins atentas às massas e aos diferentes interesses dos países
lusófonos, longe de qualquer interesse hegemónico ou de estratégica particular.
O resto corresponde a uma perspectiva minimalista e míope de que sofre em
grande parte o nosso sistema democrático. O nivelamento da cultura por
baixo tem sido um facto tendente a desacreditar e banalizar a democracia (de
interesse comum a um capitalismo e a um socialismo radical); a democracia
não deveria merecer tal desconsideração. Imaginemos que, para acabar
com o racismo, os brasileiros determinavam manipular o gene da sua pele, de
modo a todos os brasileiros conseguirem uma cor neutra para os seus habitantes! A
intenção que se encontraria por trás do objectivo seria boa mas a estratégia e
os meios para o alcançar seria inadequada, indiferenciada e de consequências
catastróficos. A ideologia, por muito potente que seja, não deve
desprezar as leis da evolução nem a variedade da realidade integral. Para trás
anda o caranguejo!
A ignorância e a precaridade
não podem constituir motivo de desenvolvimento cultural e linguístico. Os
programas correctores de língua em via na internet serão um
grande serviço para aqueles que confundem o «ch» com o «x».
A língua portuguesa não existe isolada no mundo e,
também por isso, não deve ser avaliada por critérios proletários simplistas nem
pela dimensão populacional de uma nação! É óbvio que se mantenham os critérios
de qualidade. O seu desenvolvimento não pode ignorar a riqueza atingida pelas
línguas latinas nem o seu rico contexto. Tão-pouco poderá ser critério da
afirmação de identidade de um país a negação da História nem o estádio cultural
de um grupo social. Tal proposta, como o emprego de energia unilateral e exagerada
na integração do galego no mundo lusófono só complica e ajuda a desmotivar a
reflexão e a aplicação do acordo ortográfico.
O Português não é uma língua difícil. É uma língua
muito rica e como tal complexa, com moradas para todos os estados do desenvolvimento
social e intelectual até hoje possível e conseguido. Na riqueza de uma língua e
na sua complexidade se reflecte o desenvolvimento de um povo. Tentar
aniquilar as leis da evolução pode ser democrático mas não é natural nem
razoável. A existência de favelas e de casas sem jardim não pode ser o motivo
para se destruir os palácios e os jardins. O objectivo será construir acesso
aos jardins e aos palácios para todos.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Concurso da Canção Portuguesa em Goa
![]() |
| Os filhos da Nação Concurso da Canção Portuguesa, Pangim, Goa |
Em 2013 foi a Nadia Rebelo que ganhou o concurso. Tivemos a oportunidade de a ouvir cantar na nossa sardinhada (20 de Julho) e no almoço convívio (17 de Agosto) organizado pela Casa de Goa e a Paróquia de S. Francisco Xavier (Restelo).
Estão aqui 28 vídeos filmados no salão do Instituto Meneses Bragança, em Pangim, Goa, durante as eliminatórias preliminares de grupos para o concurso da canção portuguesa.
De salientar que, 53 anos após a integração de Goa na Índia, a juventude ainda mostra interesse pela língua de Camões, utilizada pelos seus antepassados por mais de 460 anos!
É pena que a qualidade sonora não seja muito boa.
Veja e escute os vídeos acedendo a:
[1] https://www.youtube.com/watch?v=g1H_6dWhBFk
[2] https://www.youtube.com/watch?v=-O2IOaWZwb4
[3] https://www.youtube.com/watch?v=chZ0D91lU5g
[4] https://www.youtube.com/watch?v=dRV10eX0N0U
[5] https://www.youtube.com/watch?v=g7uK4ZKSC_k
[6] https://www.youtube.com/watch?v=PsV6qNUt8rM
[7] https://www.youtube.com/watch?v=cCEiZf4vNis
[8] https://www.youtube.com/watch?v=6ZIFy0OPXe0
[9] https://www.youtube.com/watch?v=A-Zdlz8okPo
[10] https://www.youtube.com/watch?v=GOXPYZDEDGE
[11] https://www.youtube.com/watch?v=OuDY-kjxp1A
[12] https://www.youtube.com/watch?v=wLLpJxX3uOc
[13] https://www.youtube.com/watch?v=yN53_feoif0
[14] https://www.youtube.com/watch?v=T1FjkWe8ON8
[15] https://www.youtube.com/watch?v=JKwozkRSLG8
[16] https://www.youtube.com/watch?v=ZfQBDqNB35Q
[17] https://www.youtube.com/watch?v=08X9rQT4atk
[18] https://www.youtube.com/watch?v=uPjlhyPJwQo
[19] https://www.youtube.com/watch?v=xW_wMMCfyqc
[20] https://www.youtube.com/watch?v=oWVbquHQIgw
[21] https://www.youtube.com/watch?v=45k1JFreNqw
[22] https://www.youtube.com/watch?v=WeiRmPT1SB0
[23] https://www.youtube.com/watch?v=-XSGrK_8VFQ
[24] https://www.youtube.com/watch?v=Fb9vp8glm28
[25] https://www.youtube.com/watch?v=BRbEOiUgNDU
[26] https://www.youtube.com/watch?v=pknWb9vwniU
[27] https://www.youtube.com/watch?v=30j_zp4Zp8c
[28] https://www.youtube.com/watch?v=qE_BXGkSdwA
sábado, 6 de setembro de 2014
O exemplo dado de cima
por José Sá Fernandes
Carlos Monteiro em http://tonibler.blogspot.pt/2008_10_01_archive.html
O exemplo tem que vir de cima
O Zé (Sá Fernandes) apareceu na televisão. E que veio ele dizer? «Lisboetas, andem mais de bicicleta». Espero que esse gordo disforme, depois de gastar o meu dinheiro em ciclovias que só vão dar jeito a hippies que não precisam de tomar banho antes de ir trabalhar, seja o primeiro a dar o exemplo e vá de «bicla» todos os dias para a Câmara em vez de no BMW que sempre ambicionou ter e que finalmente comprou com o dinheiro dos lisboetas.
Ele, e o monte de banhas do chefe dele! Tudo de bicicleta!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Cães
O Engenheiro ordenou ao seu cão:
– Projecto, mostra as tuas habilidades!
O cãozinho pegou num martelo, umas tábuas e num instante construiu uma casinha para cães. Todos admitiram que era uma façanha.
O Contabilista disse que o seu cão podia fazer algo melhor:
– Cash Flow, mostra as tuas habilidades!
O cão foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.
O químico disse que o seu cão podia fazer algo melhor:
– Óxido, mostra as tuas habilidades!
Óxido foi até ao frigorífico, pegou num litro de leite, umas bananas, colocou tudo no batedor e fez um batido. Todos aceitaram que era impressionante.
O informático sabia que podia ganhar a todos:
– Megabyte, vamos lá !
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
Todos olharam para o político e disseram: – E o teu cão, o que pode fazer?
O político da III República chamou o seu cão e disse:
– Deputado, mostra as tuas habilidades! O Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, bebeu o batido, cagou na casinha, apagou todos os ficheiros do computador, tirou engenharia ao domingo, doutorou-se sem ir às aulas, armou a maior confusão com os outros cães, expulsou toda a gente exibindo um título falso de propriedade. Em seguida, alegou imunidade parlamentar.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Esquerdalha:
as bestas quadradas de sempre
Heduíno Gomes
O tal Zé do Bloco que ia salvar Lisboa, como se sabe, vendeu o passe ao PS. E assim ficou no poder na Câmara de Lisboa. E, claro, com aqueles óculos vermelhos e inteligência que o caracteriza, tem andado a fazer das suas.
O tal Zé Sá Fernandes pretende agora destruir os brasões do jardim frente aos Jerónimos, que constituem símbolos da nossa identidade e da nossa história, nomeadamente a marítima.
![]() |
| O Zé que faz falta à esquerdalha do Bloco. (com o apoio do «sábio» e «ponderado» António Barreto) |
Chamemos os bois pelos nomes: estes gajos da esquerdalha são umas bestas quadradas.
Não é que sejam bestas por não saberem o que estão a pretender fazer, que, no caso, é tentar apagar a história. São bestas, entre outras razões, porque acham que é uma boa coisa apagar a história e quadradas porque acreditam que conseguem apagá-la.
Com as suas engenharias, as bestas andam a destruir a identidade portuguesa e a chatear a molécula ao português normal.
Que respeito merece esta classe política que é a DDT (ou serviçal dos DDT)? Há que pará-la. Firmemente.
![]() |
| O Zé já com o passe vendido ao PS. |
Bem, e este profundo é o tal que, em 2007, pretendeu salvar as finanças da Câmara vendendo as amêijoas e as corvinas do Tejo! Está tudo dito!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Apelo a todos aqueles que querem preservar
o património histórico
Preservação
do jardim da Praça do Império
A
Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do Senhor Vereador
Sá Fernandes, resolveu eliminar os brasões relativos às ex-províncias ultramarinas,
desenhados nos buxos do jardim em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, na Praça do
Império, alegando que estão «ultrapassados» e que «não faz sentido mantê-los»,
pois são representativos do Ultramar e do colonialismo.
Não
se pode politizar nem mudar a História. Ao retirar os brasões, estarão a
descaracterizar um dos espaços mais visitados de Lisboa, que pertence ao povo
português e, em particular, aos munícipes da cidade.
![]() |
| Sá Fernandes, a visão do mundo do Bloco de Esquerda. |
Assine,
por favor, para mostrar que é contra a eliminação desses brasões e que estão
neste espaço desde 1940, como parte integrante do jardim.
sábado, 30 de agosto de 2014
Sociedade do cunhacimento
Fazem parte dos quadros da PT os filhos e filhas de:
– Teixeira dos Santos.
– António Guterres.
– Jorge Sampaio.
– Marcelo Rebelo de Sousa.
– Edite Estrela.
– Jorge Jardim Gonçalves.
– Otelo Saraiva de Carvalho.
– Irmão de Pedro Santana Lopes.
Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária MEO os filhos de:
– João de Deus Pinheiro.
– Briosa e Gala.
– Jaime Gama.
– José Lamego.
– Luís Todo Bom.
– Álvaro Amaro.
– Manuel Frexes.
– Isabel Damasceno.
Para efeitos de «pareceres jurídicos» a PT recorre habitualmente aos serviços de:
– Freitas do Amaral.
– Vasco Vieira de Almeida.
– Galvão Telles.
Assim não há lugar para os colegas da faculdade destes meninos, que terminaram os cursos com média superior e muitos estão ou a aguardar o primeiro emprego, ou no desemprego, ou a trabalhar numa área diferente da sua licenciatura.
E depois venham falar do Estado Novo!
Ah! Ah! Ah!
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