sexta-feira, 18 de setembro de 2015


Protectorado


Vasco Pulido Valente, Público, 18 de Setembro de 2015

À esquerda e à direita anda por aí muita gente indignada por causa do protectorado de que Portugal sofreu e, segundo alguns patriotas sem mancha nem tumor, continua a sofrer. Isto deixa um indivíduo de boca aberta por duas razões.

Primeiro, porque de maneira geral foram esses mesmos patriotas que levaram Portugal ao protectorado de Bruxelas. Depois, pela total ignorância da história deste pobre país desde pelo menos o fim do século XVIII. Toda a gente se esqueceu que em 1807 a Inglaterra meteu D. João VI num barco e o despachou para o Brasil? Ou que Junot acabou corrido por um corpo expedicionário inglês? Ou que o embaixador de S. M. Britânica tinha assento de jure no Conselho de Regência que ostensivamente governava o Reino?

E ninguém se lembra que na guerra contra os franceses (que durou até 1814) o general Beresford comandava o exército português com a ajuda de umas dezenas de oficiais que trouxera de Inglaterra e que o nosso Tesouro pagava? E também ainda não é claro para a cabecinha nacional que o triunfo do liberalismo em 1834 não passou de uma conveniência da Inglaterra que ela, de resto, financiou e forçou as potências conservadoras, como por exemplo a Áustria, a engolir? E o progressismo indígena também se esqueceu que a guerra da «Patuleia» se resolveu com a intervenção da esquadra inglesa (ao largo do Porto e em Setúbal), por uma invasão de um exército espanhol assalariado por Londres e por um «protocolo» de Palmerston, que determinava quem podia, ou não podia, entrar no governo?

E a seguir desapareceu o protectorado? De maneira nenhuma. A Inglaterra e, com a autorização dela, a França continuaram a sustentar a maravilhosa paz da Regeneração; e a promover ou liquidar ministérios de acordo com o grau da sua subserviência e a mandar nos territórios de África de que Portugal, na sua ingenuidade, se julgava dono. E finalmente, em 1892-1893, não hesitaram em suspender os víveres de que a nossa miséria humildemente se alimentava. Os patriotas que hoje se arrepiam com o protectorado dos credores deviam pensar que o único período em que não houve protectorado algum em Portugal foi durante a Ditadura de Salazar, cujos benefícios não se distinguiram na história da Europa. Mas voltar a 1928 não parece uma política muito inteligente.





terça-feira, 15 de setembro de 2015


Diz-me com quem andas...


Porque será que gostam tanto dele,
desde Portugal às Filipinas, passando por Itália?...

Até poderia não estar filiado... mas o pensamento é igual...






domingo, 13 de setembro de 2015


Debate decisivo:

Passos Coelho é o vencedor!


João Lemos Esteves, Sol, 10 de Setembro de 2015

1. Os jornais de ontem deram, merecidamente, amplo destaque ao debate entre Passos Coelho e António Costa. Merecidamente, porque se tratou de um facto histórico: pela primeira vez, o debate foi conduzido por jornalistas das três estações de televisão generalistas, transmitido em simultâneo nas três estações (será, portanto, um êxito de audiências) e foi o único debate televisivo entre os dois candidatos a primeiro-ministro. A maioria esmagadora dos comentadores afirmava, então, que Pedro Passos Coelho partia em vantagem porque é o primeiro-ministro em exercício de funções: já António Costa partia em desvantagem pelo simples facto de que sobre ele recaía o ónus de mostrar que merece a confiança dos portugueses.

2. Pura mentira. Nada mais errado. O debate seria sempre muito mais fácil para António Costa do que para Pedro Passos Coelho. Porquê? Por uma razão muito simples: ser oposição é muito fácil – ser Governo é muito difícil. Ser oposição e ganhar eleições é fácil – são os Governos que perdem eleições e não as oposições que as ganham. O líder da oposição pode adoptar um discurso de frases cativantes, pomposas, dizer tudo e o seu contrário, criticar o que o Governo fez, branquear as suas responsabilidades na criação das dificuldades da Nação, como um todo, e de cada português individualmente considerado. Ora, um primeiro-ministro que sucedeu ao pior primeiro-ministro da História de Portugal – só comparável a Vasco Gonçalves – e teve de aplicar um programa de grande austeridade teria necessariamente de partir para o debate em desvantagem. Nós percebemos por que razão se deixou passar a ideia de que António Costa partia em desvantagem: descer as expectativas em relação a António Costa para o cenário de o debate lhe correr mal.

3. Dito isto, nós admitimos que ficamos perplexos quando ouvimos e lemos comentadores a declararem que António Costa ganhou claramente o debate. Claramente o debate? Das duas, uma: ou já tinham um guião pré-preparado para debitar, sucedesse o que sucedesse no debate; ou, como estamos fora de Portugal, porventura, a diferença de longitude impediu que o debate chegasse aqui, como chegou às casas dos portugueses. Talvez o debate chegou aqui à Alemanha adulterado pela distância geográfica… É a única explicação.

4. Mais perplexos ficamos ainda quando começamos a consultar os tópicos de discussão, nos programas televisivos, e constatamos que o grande tema é discutir…as falhas de Pedro Passos Coelho! Não se discute o debate: discute-se somente as falhas de Pedro Passos Coelho! E então as falhas de António Costa? E as gafes de António Costa? E a relação entre António Costa e José Sócrates? A falta de coragem de António Costa em se demarcar do legado de José Sócrates? E o facto de António Costa não saber um número de cor daqueles que apresenta no cenário macroeconómico? E o facto de António Costa não explicar nada sobre o que propõe para o futuro de Portugal, remetendo todas as respostas para o cenário macroeconómico cujo autor foi Mário Centeno – nem foi António Costa? Parece que António Costa vai ter de se reunir muitas vezes com Mário Centeno nos próximos dias para aprender a lição: é que Costa ainda não estudou o que Mário Centeno (o candidato oficioso do PS a Primeiro-Ministro) lhe preparou.

5. E quais as gafes que António Costa cometeu? Uma flagrante, logo no início do debate: Costa apresentou um gráfico em que alegava que todos os Governos, excepto o de Passos Coelho, tinham alcançado um crescimento económico positivo. E destacou um: o Governo de José Sócrates que deixara um crescimento económico de 1,9%. Como? A primeira declaração de António Costa foi para defender o legado de José Sócrates. Ridículo. Ainda para mais, defender um Governo que deixou um crescimento económico de 1,9% – mas que levou Portugal à bancarrota. É normal que ninguém, de todas as ilustres figuras que já analisaram o debate, se tenha referido a esta gafe flagrante e ridícula? Elogiar o legado de José Sócrates porque Portugal cresceu 1,9%, mas com uma divida pública asfixiante, a caminho da bancarrota, é normal? É preciso seriedade na política. E há muita gente que não está a ser séria.

6. Mais: começar o debate elogiando o legado de José Sócrates mostra uma faceta de António Costa gravíssima – mostra que António Costa, como José António Saraiva já escreveu diversas vezes aqui no SOL, prefere agradar ao partido do que conquistar os portugueses. Entre o país e o partido, António Costa preferiu o partido. Entre os portugueses e os socialistas, António Costa prefere os socialistas. É incrível como nenhum comentador dedicou uma palavra a mais uma revelação desta faceta de António Costa. Quem prefere os seus camaradas – e o seu camarada Sócrates, que lançou o sofrimento em muitas famílias portuguesas e levou Portugal a uma situação de vexame, praticamente sem dinheiro para pagar aos funcionários públicos como afirmou Teixeira dos Santos, na altura criticado por António Costa, comentador da «Quadratura do Círculo» – aos portugueses, não merece ser primeiro-ministro. Não pode ser primeiro-ministro.

7. Segundo erro colossal de António Costa: a impreparação de António Costa quanto à matéria da segurança social – e quanto ao «seu» (leia-se de Mário Centeno) programa. Aliás, a irritação e o desconforto revelado na expressão de Costa mostram à exaustão o desconhecimento gritante que tem sobre esta matéria fundamental para o nosso futuro colectivo. Por exemplo: António Costa, confrontado com o argumento de Passos Coelho de que a sua proposta é um plafonamento vertical, refere que a redução da TSU é uma medida conjuntural que não pode ser confundida com uma reforma estrutural. Mas, no seu programa, esta medida é qualificada e inserida na parte dedicada à reforma da Segurança Social! O que leva a duas conclusões:

            1. António Costa quer seguir a velha fórmula socialista de aumentar impostos para manter um Estado clientelar, enorme, sempre à «caça» dos rendimentos honestos dos trabalhadores que fazem muito para merecer cada cêntimo do seu salário;

            2. António Costa tem escondida na manga, para apresentar uma vez eleito, uma reforma da Segurança Social que vai desagradar muito aos portugueses. António Costa está a esconder muita coisa…

8. Mas a frase foi dita por António Costa. Meu caro leitor, ouviu alguém, nos vários debates ao debate, a referi-la? Não: só se aludiu aos erros de Passos Coelho e à…sua falta de empatia! Veja-se ao que chegámos…

9. Terceiro erro colossal de António Costa: o Novo Banco. Confrontado com esta questão, Costa refere que o Governo prejudicou os portugueses e que os contribuintes vão pagar a resolução do Banco. Mas, habilidosamente, Costa desviou de imediato o assunto. Porquê? Porque não sabe o que dizer – e muito menos saberia o que fazer. Até porque António Costa foi um defensor fanático da nacionalização do BPN que é uma das causas do desequilíbrio das finanças públicas portuguesas. Um verdadeiro sorvedouro do dinheiro dos trabalhadores portugueses e das empresas portuguesas. Mesmo Clara de Sousa, em pleno debate, chamou a atenção para o facto de Costa não responder – este ainda tentou balbuciar uma resposta, mas calou-se de imediato.

10. Mas nem com o reparo de Clara de Sousa, os nossos doutos comentadores e brilhantes intelectuais da nossa praça acharam este momento infeliz de António Costa um facto relevante do debate. Ui, se fosse com Passos Coelho, imaginamos o que teria sido… Estes preferem alegremente proclamar que António Costa falou do futuro. De propostas concretas. Quais? Não dizem.

11. E qual foi o melhor momento de António Costa para estes ilustres comentadores? Pois bem, caríssimo leitor, foi…prepare-se…a farpa ao programa de incentivo de jovens emigrantes! Ui, que grande medida de futuro! Já podemos estar descansados: com esta medida, o nosso futuro é brilhante! Nota: futuro, em português, significa o que está para vir, o que virá. Não o que já aconteceu, como foi o caso do dito programa. Para isso, em português, temos uma palavra: passado ou, se preferirmos, um palavra mais erudita – pretérito.

12. Tudo isto dito e ponderado, façamos uma análise fria e racional. Quem ganhou o debate? Passos Coelho esteve muito bem na primeira parte, com António Costa francamente mal. António Costa equilibrou após o intervalo, com Passos Coelho ainda a liderar. No final, António Costa conseguiu um ligeiríssimo ascendente sobre Passos Coelho.

13. Ou seja: Passos Coelho venceu dois terços do debate – António Costa apenas um. Vitória de Pedro Passos Coelho, portanto. Os portugueses, como pessoas invulgarmente inteligentes e sensatas que são, saberão tirar as suas próprias conclusões, independentemente do politicamente correcto.







Ainda o debate


João Marques de Almeida, Observador, 11 de Setembro de 2015

Costa fez um debate cheio de truques e de piadas, daqueles que marcam pontos entre os seus militantes (e bem precisava disso para evitar a apatia do PS). Mas os indecisos são o oposto dos militantes.

Há dois objectivos óbvios num debate entre dois candidatos a primeiro-ministro: não perder votos e conquistar votos dos indecisos (ou convencer abstencionistas a votar no seu partido/coligação). No primeiro confronto, Costa ganhou, mas Passos não perdeu. Comportando-se de acordo com o habitual, o PM fez o necessário para conservar os eleitores da coligação. Não brilhou, mas não terá perdido um único voto. Com o PS em perda nas sondagens, era fundamental para Costa travar essa tendência e mobilizar o partido e o seu eleitorado. Costa conseguiu-o e esta foi a sua grande vitória. Os socialistas estão muito mais animados depois do debate, sobretudo depois de uma manhã em que acordaram com uma sondagem com o seu partido cinco pontos atrás da coligação. Costa animou as hostes com uma estratégia ofensiva, atacando o PM durante todo o debate. Foi eficaz e sobretudo fez o tipo de ataques e de comentários que entusiasmam os militantes. O primeiro objectivo de Costa foi claramente atingido: mobilizou o partido para a campanha.

Foi este sucesso que levou muitos comentadores a referirem-se imediatamente a uma «vitória de Costa», começando com o comentador mais popular da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa. Embora o diagnóstico de Rebelo de Sousa não seja inteiramente objectivo, porque Costa é o seu candidato a PM; tal como Marcelo é o verdadeiro candidato presidencial do líder do PS. Conhecem-se bem, foram educados na mesma escola (Faculdade de Direito de Lisboa) e partilham alguns valores sociais-democratas. Acima de tudo, fazem parte da oligarquia política de Lisboa, para quem Passos Coelho é um «outsider» (não frequentou as escolas certas nem tem as amizades políticas adequadas). Embora o debate não tenha tratado do tema, já se percebeu que a estratégia preferida de Marcelo e de Costa seria a construção de um bloco central entre os dois, um em Belém e outro em São Bento.

O segundo objectivo de Costa foi separar-se claramente de Sócrates e as várias referências do PM ao antigo líder socialista serviram a sua estratégia. Mas aqui alcançou apenas uma vitória parcial. No lado positivo, deve salientar-se o modo determinado como Costa está a cortar com o legado de Sócrates no PS. Uma tarefa muito difícil, mas mais uma vez Costa está a ser eficaz. Mas o corte com Sócrates não é completo. Situa-se mais ao nível das pessoas e da ética política (fundamental) do que das políticas económicas. Foi isso, de resto, que permitiu que Costa estivesse o debate todo a fugir de Sócrates e Passos todo o tempo a encosta-lo ao antigo PM socialista. E é engraçado assistir ao modo como Sócrates não deixa Costa fugir. As imagens do grupo de Sócrates e dos seus amigos a assistirem ao debate valem mais do que mil palavras.

Mas o modo como Costa não se descolou da política económica do último governo socialista (e afirmar que não vai construir TGVs e pontes é insuficiente) foi a sua derrota e foi a vitória de Passos. E aqui chegamos ao segundo objectivo do debate: convencer os indecisos e os abstencionistas. Há duas razões que explicam as indecisões: zanga com Passos e falta de confiança no PS. Para ganhar as eleições, Passos deve convencer todos aqueles que se enfureceram e cortaram com a coligação a regressarem. Para isso conta com duas coisas: a melhoria da economia e uma imagem de determinação, de confiança e de seriedade como PM. Por isso, Costa negou a recuperação económica e atacou a credibilidade e seriedade de Passos. Mas aqui Costa falhou por uma simples razão: tem a realidade contra ele. Insistiu assim no passado da troika, ignorando o presente do pós-troika. Ao fazê-lo, implicitamente reconheceu o sucesso do governo e a melhoria da economia. Costa está a fazer campanha como se a troika ainda estivesse em Portugal e como se estivéssemos em Abril de 2014. Mas estamos em Setembro de 2015.

Terão sido eficazes os ataques de Costa ao que o governo fez durante a troika, como baixa de salários, cortes de pensões e aumento de impostos? Duvido. Qual é o português que não sabe que isso aconteceu e que não o sentiu? Ninguém precisa que Costa nos recorde o passado. Os indecisos sabem isso tudo, sofreram com as medidas do governo, mas continuam indecisos. Há mais duas coisas que todos os indecisos sabem. Um governo do PS trouxe a troika para o nosso país. A coligação enviou-os de volta para Bruxelas e Washington. Julgo que a grande questão para os indecisos será: qual dos dois candidatos a PM continuará o caminho da recuperação e impede um novo desastre como o de 2011? Terá Costa conseguido a confiança dos indecisos, sobretudo daqueles que perderam a confiança do PS em 2011? Não me parece.

Primeiro, a forma. Costa fez um debate cheio de truques e de piadas, daqueles que marcam pontos entre os seus militantes (e já vimos que precisava disso para evitar a apatia do PS). Mas os indecisos são o oposto dos militantes. Não olham para um debate como um combate de boxe. São pragmáticos (por isso tanto votam no PSD como no PS), e querem um PM que inspire confiança; nesta altura, um líder partidário com bons truques de debate não chega.

Depois as contradições e as mentiras de Costa. Desvalorizou o actual crescimento económico, «porque é baseado no consumo»; mas afinal o seu programa de estímulo à economia é assente em mais consumo. Atacou a «precaridade», mas parece que a maioria dos empregos que quer criar para os jovens são precários. Criticou as privatizações, mas foi a privatização da ANA que permite sublinhar a sua credibilidade em termos de redução de despesa na Câmara de Lisboa. Pior do que estas contradições, mentiu aos portugueses quando disse, mais do que uma vez, que tinha sido o PSD a trazer a troika para Portugal (até os entrevistadores se viram obrigados a lembrar Costa que tinha sido o PS). Ainda se auto-elogiou de uma forma patética dizendo que ganhou três eleições autárquicas em Lisboa, «aumentando sempre os votos.» Se essa é uma boa qualificação para PM, então Alberto João Jardim seria o melhor candidato.

Costa cometeu ainda mais dois erros. Resistiu a qualquer tipo de entendimento com a coligação, o que mostra uma arrogância e um sectarismo que os indecisos pragmáticos não apreciam. Finalmente, foi incapaz de reconhecer um único mérito na governação dos últimos quatro anos. Julgo que teria marcado pontos entre os indecisos se dissesse, «é verdade os senhores estiverem bem aqui e ali e um governo por mim chefiado irá procurar melhorar a situação.» Ou se tivesse garantido, «o meu governo não repetirá certos erros do último governo socialista». Se o tivesse feito, teria conquistado alguns dos votos dos indecisos.

Quanto a Passos, julgo que cometeu dois erros. Não foi convincente a recusar a acusação de que a austeridade correspondeu a escolhas ideológicas e não a uma absoluta necessidade. Gostaria que alguém me conseguisse explicar qual é a ideologia que defende redução da despesa pública e simultaneamente um aumento de impostos. O segundo erro – talvez porque quis ser demasiado PM – foi não ter dito claramente que a aplicação do programa de Costa acabará com a troika de regresso a Portugal. Mas conseguiu uma vitória: com a sua estratégia de colar Costa a Sócrates, terá impedido que os indecisos voltassem a sentir confiança num líder socialista. E sem esses votos Costa não ganha. Mesmo que Sócrates diga que venceu o debate «por 8 a 2».





terça-feira, 8 de setembro de 2015


Rangel tenta emendar o soneto


Heduíno Gomes

Depois da calinada que deu ao afirmar publicamente e de forma implícita que as magistraturas estão às ordens dos executivos — o que corresponde, nas circunstâncias actuais, a dizer que o Sócrates é um prisioneiro político — o Rangel vem agora, em artigo no Observador, «explicar» o que toda a gente sabe, que existe uma influência do executivo na criação de um ambiente favorável ou desfavorável à acção da justiça.

A questão principal da calinada não é saber se isto tem ou não a sua ponta de verdade. A calinada consiste em estar a ajudar o Sócrates e a comprometer os magistrados que corajosamente têm trabalhado no processo. Será preciso ser muito inteligente para perceber isto?

Ao autor da calinada não faço apelo nenhum. Não vale a pena porque já demonstrou amiúde as suas capacidades, incluindo no referido artigo, como veremos. Aos laranjinhas que o defenderam é que eu aqui lanço o apelo para se libertarem do camisolismo e arrumarem a casa, entregando cargos políticos e a comunicação a gente com dois dedos de testa, para que o trabalho político não seja comprometido com calinadas destas e não se dêem argumentos ao inimigo.

Vejamos agora alguns aspectos do artigo de Rangel a tentar emendar o soneto. Não se pode dizer que a emenda seja pior do que o soneto. De facto, Rangel apenas tenta tapar o sol com uma peneira e omite o aspecto principal, que é o contexto das suas palavras calinóticas. O soneto nem melhorou nem piorou.

1 — Reduz os críticos da sua calinada ao PS e a comentadores. Como ele se engana!

2 — Atribui aos críticos o pecado de não terem lido Montesquieu, que inclui «o poder judicial no estudo do sistema de governo». Assim, Rangel tenta transportar a calinada política para o terreno da ciência política. Se alguém o critica é porque não leu Montesquieu... E quem leu Marx sobre a super-estrutura jurídica poderá criticar Rangel? E o senhor La Palisse?

3 — Escreve Rangel: «O abuso de menores sempre foi crime, mas, apesar de denúncias e indícios vários com décadas, nunca foi perseguido como agora.» Será verdade? Está a esquecer-se do caso Casa Pia ou a valorizar os pseudo-abusos de pais educarem os seus filhos por critérios diferentes das Manuelas Eanes?

4 — Hoje, existe na sociedade portuguesa uma maior consciência da corrupção e exigência de justiça. É um facto. A quem é que Rangel atribui o mérito desta realidade? Não é à imprensa que denunciou casos. Não é às redes sociais que ainda foram mais longe do que a imprensa. Calcule-se, é ao «programa de ajustamento»! Aqui não sabemos se estamos no reino do equívoco ou no da paranóia. Só adiantados mentais conseguem atingir!

5 — E Rangel descreve o cenário onde largou a calinada: «A Universidade de Verão é a iniciativa mais consistente de formação política existente em Portugal. Um mérito quase exclusivo de Carlos Coelho.» Estas frases deste fala-barato da classe política atestam bem a superficialidade e a mediocridade a que estão sujeitos os jovens do PSD. Facto evidente é nunca — mas mesmo nunca — o PSD nem qualquer outro partido do chamado arco da governabilidade ter dado qualquer formação aos seus membros. Se para Rangel a iniciativa de Coelho é a melhor...






Invasão da Europa


Pedro Rainho, Jornal i, 5 de Setembro de 2015

Serviços de informação não têm forma de controlar quem chega ao continente. Terroristas «vão aproveitar a onda» para entrar, diz especialista.

A Europa prepara-se para acolher centenas de milhares de refugiados. Vários países – e as suas autarquias, municípios, organizações e organismos públicos e privados – manifestaram, nos últimos dias, disponibilidade para dar o seu contributo e minorar a catástrofe humana que se foi avolumando na costa europeia, com a chegada de migrantes em sucessivas vagas. Esses braços europeus abertos são, ao mesmo tempo, uma carta-branca. Ao acolher os refugiados, a Europa escancara também as portas à ameaça do terrorismo.

No início desta semana, a estação de televisão búlgara NOVA TV deu conta da detenção de cinco supostos refugiados que tentavam cruzar a fronteira entre a Bulgária e a Macedónia. Para escapar a um controlo fronteiriço mais apertado, os homens, entre os 20 e os 24 anos, optaram por fazer a travessia na zona de Gyueshevo e, para isso, contaram com o apoio de um cúmplice que os foi buscar de carro a território macedónio.

Foram detidos por oficiais búlgaros e, nos telemóveis, traziam consigo propaganda do Estado Islâmico – entre o material havia rezas jihadistas e vídeos de decapitações realizados pelos membros do grupo extremista. A sensibilidade do caso obrigou a Agência Estatal Búlgara de Segurança Nacional a entrar em acção e a assumir a investigação.

Até ao momento, não passa de um caso isolado. Mas «é preciso que haja a máxima atenção a estas infiltrações», alerta José Manuel Anes. O especialista em terrorismo considera prioritário que se prossiga com a acção de apoio humanitário aos refugiados que continuam a chegar a território europeu, mas não esconde que as células terroristas a operar em África «vão aproveitar esta onda para entrar na Europa».

Esse é um perigo real. Para já, os Serviços de Informação da República (SIRP) são contidos nas considerações. Fonte oficial das secretas diz ao i que «é prematuro falar sobre a situação num momento em que a operação tem um cariz humanitário». «Nesta fase, não nos devemos pronunciar» sobre as eventuais consequências da entrada de cidadãos estrangeiros em Portugal, sobretudo nas condições em que os refugiados (sírios, na maioria) deverão chegar.

A situação está a ser gerida com as habituais pinças políticas, mas a verdade é que a forma como o processo está a ser politicamente conduzido ao nível da União Europeia suscita fortes preocupações a quem acompanha as questões de segurança interna. Há dois anos que os barcos se aventuram Mediterrâneo adentro, rumo à costa norte do mar. Chegam muitas vezes sem documentos e sem um historial, um «perfil» que os serviços de inteligência possam ter em conta e que lhes permita fazer uma triagem entre quem representa um perigo e quem vem realmente para salvar a própria vida e a dos familiares. «Alguns escaparão ao controlo das autoridades», admite José Manuel Anes.

E, neste momento, a forma de actuação de grupos extremistas como o Estado Islâmico – o «terrorismo individual», como refere Anes – dispensa a existência de um grupo para pôr em prática ataques. «Basta um». O especialista em questões de terrorismo diz, por isso, que «é fundamental a partilha de informação entre os diversos países europeus e entre estes e os países do norte de África».

Aí entra a segunda parte do problema: não existem redes de comunicação sólidas e seguras com muitos dos países de proveniência dos refugiados. Com meio milhão de refugiados em território europeu, sem documentos que os identifiquem e sem serviços de informação do outro lado para dar o devido contexto sobre os focos de perigo, os serviços de informação estão de mãos e braços atados. Em Portugal, o princípio é o de esperar para ver. O número mais elevado em cima da mesa é de três mil refugiados a acolher – onde, como, por quanto tempo são questões ainda sem resposta. A segurança interna só entrará efectivamente em acção quando os refugiados chegarem a território nacional.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015


Pelo fim imediato da entrada

de refugiados em Portugal



Para: Assembleia da República Portuguesa

CONSIDERANDO QUE:

– Portugal tem mais de 2 milhões de pessoas quase no absoluto limiar da pobreza;

– Portugal tem mais de 150 00 crianças com fome;

– Portugal tem uma taxa de desemprego superior a 20%, entre os quais mais
de 70 000 licenciados;

– Portugal está na cauda da Europa no que diz respeito ao rendimento familiar.

– Portugal apresenta uma taxa enorme, de pessoas conhecidas como «Sem abrigo».

CONSIDERANDO TAMBÉM QUE:

– Os Portugueses têm uma elevada taxa de crédito mal-parado devido à crise instalada o que levou a que:

– Fossem obrigados a entregar as suas habitações, automóveis e restante património aos bancos por falta de pagamentos das prestações ora assumidas;

– Entrassem em listas de incumprimento geridas pela actividade bancária e para-bancária o que:

– Limita-lhes a obtenção de qualquer tipo de empréstimo para refazerem a sua vida familiar e profissional.

LOGO:

Não é justo, sendo mesmo uma afronta aos Portugueses supra-citados (que vivem miseravelmente) e aos outros sobrecarregados de impostos vários que os refugiados tenham, entre outras benesses:

– Subsídio de «integração»;

– Habitação mobilada e equipada;

– Consumo de electricidade gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de água gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de gás gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de telecomunicações gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

A somar a isto tudo ainda:

– Formação profissional paga!

ASSIM PRETENDE ESTA PETIÇÃO:

Recolher assinaturas suficientes, no sentido de obrigar a Assembleia da República a proibir a entrada de refugiados em território português.

Os Peticionários:

Salvador Costa e todos os administradores do grupo no Facebook «Pelo fim imediato da entrada de refugiados em Portugal» com endereço em:


Contactos do criador da petição:

Correio electrónico: salvador.costa@gmail.com


Apoie esta Petição. Assine e divulgue.
O seu apoio é muito importante.






sexta-feira, 4 de setembro de 2015


Adriano, o mundialista...


Heduíno Gomes

O mito académico, hipócrita e proto-maçon (proto, no mínimo) Adriano Moreira continua a defender o mundialismo e a entrega total da soberania portuguesa a um governo mundial. Esta autoridade académica fá-lo sempre com grandes rodeios, envoltos em sábias considerações, de pantufas, como sempre o fez, para levar ao seu porto os desprevenidos.

Em artigo no DN, de 2.9.2015, apresenta a conversa do costume, cheia de ambiguidades mundialistas implícitas, para chegar ao seu objectivo, que é passar a mensagem do mundialismo. Para isso, recorre mesmo a referências cristãs, como o Padre António Vieira, ou aparentemente cristãs, como Bergoglio, que passa por Papa dos cristãos mas que, na realidade, como se torna mais claro em cada dia, é o papa do relativismo, da religião universal e do mundialismo — exactamente o pensamento do seu fã Moreira.

O mito Moreira tem mesmo a lata de escrever: «É aparente que cada um [país] quanto mais se integra internacionalmente mais inevitavelmente enfrenta complexidades, e que perde em soberania (...)». Para dizer uma coisa destas, é preciso ter uma lata só comparável à de Sócrates!

No mesmo artigo, Moreira também não se coíbe de repetir a sua cassette sobre a língua portuguesa, o que faz sempre na perspectiva de uma lusofonia mundialista, uma lusofonia cacofónica em que Portugal vai a reboque de terceiros. Afinal, Moreira não passa de um dos coniventes dos destruidores «técnicos» da língua portuguesa, que, com responsabilidades como Presidente da Academia das Ciências, dava uma no cravo e outra na ferradura sobre o «acordo ortográfico». Não admira que assim seja dada a sua incapacidade para pôr uma pontuação decente nos seus próprios escritos (nem isso aprendeu com o exemplar Salazar).





quarta-feira, 2 de setembro de 2015


Bergoglio e as suas confusões:

agora é a bênção à autora de livros

«a abençoar» pais invertidos...


Luís Lemos

Segundo a Ecclesia, «o Vaticano rejeitou que o Papa tenha abençoado livros infantis sobre pais homossexuais e conteúdos ligados à teoria do género, desmentindo notícias publicadas em vários órgãos de informação.»

O texto continua:

«O vice-director da sala de imprensa da Santa Sé, padre Ciro Benedettini, refere em comunicado que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta à escritora Francesca Pardi, autora das referidas obras, em resposta a uma missiva desta ao Papa, em tom ‘educado e respeitador’.

«A carta ‘queria ser uma resposta privada e, por isso, não se destinava à publicação’, ao contrário do que veio a acontecer.

«A carta da Secretaria de Estado não queria, de forma alguma, validar comportamentos e ensinamentos que não são conformes ao Evangelho, pelo contrário, deseja ‘uma actividade profícua, cada vez mais ao serviço das jovens gerações e da difusão dos autênticos valores humanos e cristãos’.

«A bênção do Papa que acompanhava a carta era dirigida ‘à pessoa’ (Francesca Pardi), ‘não a eventuais ensinamentos que não estão em linha com a doutrina da Igreja sobre a teoria do género’.»

Depois de todos estes desditos, nomeadamente da bênção ser para a autora da apologia da homossexualidade e não para a acção em si própria, questiono-me se Bergoglio não deveria também abençoar todos os que por aí há, desde o Sócrates ao Duarte Lima.

E depois, que é ele «para julgar» os invertidos?

Estamos fartos deste jogo de diz e desdiz.





sexta-feira, 28 de agosto de 2015


António Arnaut é o mandatário do PS

para as legislativas


Heduíno Gomes

António Arnaut é o mandatário do PS para as legislativas. Certamente o Costa pretende aproveitar a fama deste seu irmão de avental ter sido o pai do Sistema Nacional de Saúde.


Ora, a verdade é que o SNS iniciou a sua caminhada ainda bem antes do 25 de Abril, portanto durante o Estado Novo. O «pai do SNS» é mais um mito fabricado pela maçonaria a louvar os seus, é uma grande mentira como as outras que fabrica. Na verdade, ele apenas esteve na continuação da instalação do serviço. Para ser pai, só adoptivo.

Do ponto de vista filosófico, António Arnaut afina, obviamente, pelo diapasão filosófico da maçonaria, que é o subjectivismo e o relativismo. Assim, certa vez na televisão, o senhor doutor diz que maçonaria e cristianismo são compatíveis e também que maçonaria e marxismo são compatíveis.

O operário Jerónimo de Sousa é que desmentiu, também na televisão, na mesma altura, o senhor doutor, demonstrando assim saber mais filosofia do que o letrado.

Da parte dos doutores da Igreja é que não vimos nenhum desmentido filosófico.

(Antes pelo contrário. Quando ainda não tinha sido despachado para a discrição dos corredores do Vaticano, por certas razões escabrosas, e tendo ido para lá ajudar o cripto-maçon (no mínimo...) cardeal Ravasi, o bispo Carlos Azevedo afirmou em entrevista a uma televisão que, entre Igreja e maçonaria, o que havia era mal-entendidos e que as guerras eram do passado... Pacífico, bonito, profundo e filosoficamente cristão!)

Carlos Azevedo





quarta-feira, 26 de agosto de 2015


Quando a autoridade está ao serviço

da impiedade


Padre Rodrigo Maria

À medida em que o relativismo revolucionário avança no mundo e dentro da Igreja podemos constatar o crescente distanciamento entre o que se prega em boa parte das nossas paróquias e dioceses e o que a Igreja sempre ensinou no seu magistério infalível.

A situação é verdadeiramente gritante, escandalosa, indignante…

É muito entristecedor ver leigos bons, que querem ser santos, que desejam viver a Verdade do Evangelho tal como ensina a santa Igreja, serem rechaçados, humilhados e isolados pelos seus padres ou bispos, tratados como excêntricos, exagerados, radicais, como gente a ser evitada…é indignante ver como muitos desses padres e bispos usurpam da sua autoridade para massacrar as suas ovelhas mais pequenas, execrando-as e pondo-as publicamente em ridículo pelo facto de estas quererem receber a SS Eucaristia (Santíssimo Sacramento da Eucaristia) de joelhos e/ou na boca.

Muitos destes senhores incham o peito e vociferam enraivecidos mandando que se levantem os que se ajoelham para receber a sagrada comunhão e/ou insistem que devem receber a sagrada hóstia na mão. Alguns apelam para o argumento da unidade com o resto da assembleia para justificar a atitude autoritária, outros acusam estes fiéis de estarem «querendo aparecer» como se fossem deuses que conhecem o íntimo dos corações… tem sido frequente muitas destas autoridades demonstrarem aversão e combater o uso do véu por parte das senhoras e jovens nas santas missas… mesmo a modéstia à qual tem aderido um número sempre maior de pessoas passou a ser alvo das críticas e oposições por parte de muitos pastores de almas. E assim tem sido com várias outras práticas de piedade às quais tem aderido o nosso povo, que cada vez mais tem rejeitado esse catolicismo superficial, desfigurado pelo relativismo reinante, que desorienta e causa confusão.

O que é desconcertante nestas autoridades que combatem a piedade é a atitude conivente, quando não incentivadora, de ideias e práticas completamente incompatíveis com a Verdade do Evangelho e com o ensinamento da Igreja.

Eles não aceitam um fiel comungar de joelhos e na boca, mas dão a comunhão a mulheres com vestes imorais e sensuais, com as pernas de fora, costas nuas, e parte dos peitos a aparecer… sem dizer das roupas coladas e transparentes…

São estes mesmos senhores que negam aos fiéis o direito de se ajoelharem para receber Jesus Eucarístico, mas que, desobedecendo à Doutrina católica, dão a comunhão a maçons, amantizados, bruxos, espíritas, e marxistas-comunistas, etc…

São estes que querem oprimir os fiéis sob o peso de uma autoridade esmagante para impor caprichos pessoais ou ideais contrárias ao ensinamento da Igreja, mas que não querem obedecer à mesma Igreja em matérias graves.

São estes valentes que a pretexto da «unidade» humilham e perseguem aqueles que querem ter uma vida cristã ancorada na rica Tradição católica, mas que evocando a «diversidade» defendem um ecumenismo sem pé e sem cabeça e relativizam a Doutrina católica, deturpando-a e reduzindo-a de tal forma que qualquer herege se sinta à vontade perto dela.


O povo católico que já possui ou está adquirindo um conhecimento básico da sua fé, vai percebendo a distância enorme entre a Verdadeira Doutrina católica ensinada pelo Magistério da Igreja e o que eles têm visto e ouvido em muitas das suas paróquias e dioceses.

Este povo tem-se sentido defraudado, negligenciado e muitas vezes combatido pelos seus próprios pastores. E na mesma proporção em que cresce neles o conhecimento da Verdadeira Doutrina católica cresce também o sentimento de desalento e profunda insatisfação com este estado de coisas… mas, a opressora «ditadura do relativismo» está tão generalizada dentro da Igreja, que parecem não terem a quem recorrer.

Os poucos padres e bispos que têm a coragem de pregar e defender a Verdadeira fé católica são logo estigmatizados e rotulados de radicais, rebeldes, desobedientes, etc…. pessoas contrárias à unidade. A sua honra e a sua moral são atacadas de todas as formas para que, uma vez desacreditados, a mensagem da qual são portadores possa também perder a credibilidade.

A situação actual é tão estranha que aqueles revolucionários horizontalistas que sempre desprezaram a hierarquia evocam agora com voz alta a força da obediência para submeter aqueles que sempre nela acreditaram. Muitas autoridades estão a usar a sua posição dentro da Igreja para implodir a Igreja bem como para calar a voz e paralisar a actuação daqueles que não se alinham a este projecto demolidor.

E antes que alguma alma imbecilizada pelo «politicamente correcto», possa ver nestas linhas qualquer expressão de rebeldia contra a hierarquia ou incentivo ao desrespeito ou desobediência é importante esclarecer que essas pessoas que querem viver um cristianismo autêntico são pela ordem e pela obediência e amam os seus pastores e a sua santa Igreja e por isso mesmo gostariam de ver os seus bispos usando a sua autoridade não para combater a piedade e a sadia Tradição, mas sim para fazer o que a Igreja lhes manda fazer, como por exemplo: acabar com a influência e infiltração maçónica nas suas dioceses e nas paróquias que as compõem; acabarem com as aberrações e abusos litúrgicos (missas shows, missas de cura, missas rústicas, missas crioulas, baterias e instrumentos de percussão nas missas, teatros, «danças litúrgicas», auto-comunhão, etc…), suspender ou corrigir os diversos padres que têm ensinado heresias, cometido escândalos comprovados e praticado abusos na sagrada liturgia; proibir bebidas alcoólicas e shows mundanos nas festas de padroeiros e outros eventos das Igrejas.

O povo que se vai esclarecendo gostaria imenso de ver os seus padres usarem a sua autoridade para pregar a Verdade integral do Evangelho, sem mutilação ou falsificação… gostariam de ver os seus sacerdotes usarem a sua autoridade para impor o respeito e o decoro na casa de Deus exigindo de mulheres e homens vestes e posturas decentes que condigam com a sacralidade da casa de Deus. Esse povo gostaria de ver e ouvir padres e bispos, que a exemplo de Cristo, falassem com autoridade, sem medo… que tivessem a coragem de pregar a Verdade e sofrer as consequências do seu profetismo.

O que esse povo quer ver são padres que os conduzam no estreito caminho da salvação, que antes de tudo procurem a glória de Deus e o bem eterno do rebanho que lhes foi confiado.

O que os verdadeiros católicos querem ver são bispos e padres que não se acovardem diante dos lobos que procuram devorar e destruir o rebanho; que levem as pessoas a viverem na graça de Deus e na santidade, que por amor ao rebanho denunciem o pecado e as situações de pecado. Que exortem as famílias a terem vida de oração, a viverem na graça, a rejeitarem as novelas imundas e pervertedoras, que denunciem os programas e ambientes que fazem perder a amizade e a comunhão com Deus.

Os verdadeiros católicos querem ver os seus pastores guiá-los na Verdadeira fé, ajudando-os a perceber a coerência entre o que se professa e o que se deve viver. Querem ver os seus padres e bispos lutando pela vida contra o aborto, pela família contra a ideologia gay e de género, contra o petismo-comunismo-marxismo, etc…. Os verdadeiros católicos querem o fim dessa absurda inversão de valores dentro da Igreja onde quem quer viver uma devota piedade e a sã Doutrina tem sofrido perseguição e execração e quem adere ao relativismo revolucionário é aplaudido e premiado.

Por fim resta-nos a esperança nas Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja.

Existem padres e bispos que querem ser fiéis à sua missão, mas na sua maior parte sentem-se muito encurralados, isolados e desamparados… são esses poucos padres e bispos que alimentam espiritual e doutrinariamente essas pequenas ovelhas de Deus, por isso é preciso rezar muito por estes e pedir para eles ao Espírito Santo o dom da fortaleza para que sejam sempre capazes de defender a Verdade e colocar os interesses de Deus acima de qualquer outro bem, e o dom da Sabedoria para saberem como agir de modo a redundar na maior Glória de Deus e no bem e salvação das ovelhas que custaram o sangue de Cristo.





sexta-feira, 14 de agosto de 2015


Petição



Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Queremos a nossa Força Aérea Portuguesa novamente no combate aos incêndios!» no endereço 
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70630

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.

                                                                  José Luis Cabral da Gama Lobo Salema


Esta mensagem foi-lhe enviada por José Luis Cabral da Gama Lobo Salema (
joseluissalema@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=P2013N70630







O elefante na sala do sínodo


«Como é estranho...

que um Sínodo Especial convocado pelo Papa precisamente para contrariar as forças negativas contemporâneas minando o casamento e a família...

pouco ou nada diga sobre o papel que a prática universal de contracepção tem virtualmente desempenhado como causa desta crise.»


LER EM:

http://www.catholicworldreport.com/Blog/4085/the_elephant_in_the_synod_hall.aspx








A verdade sobre o sínodo de Bergoglio:

um ataque a Veritatis splendor de João Paulo II


Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade) é uma encíclica do
Papa João Paulo II . Ela expressa a posição da Igreja católica sobre os fundamentos do papel da Igreja no ensino moral. A encíclica é um dos ensinamentos mais abrangentes e filosóficos da teologia moral na tradição católica. Foi promulgada em 6 de Agosto de 1993.

Agora, Bergoglio ataca-a. Ou, melhor, põe principalmente os seu batedores a atacá-la.

O «Instrumentum laboris 2015»: um ataque a Veritatis Splendor

Roberto de Mattei


Ler em:

http://www.corrispondenzaromana.it/l-instrumentum-laboris-2015-un-attacco-alla-veritatis-splendor/