domingo, 13 de junho de 2010

A grave situação na Turquia, país da NATO

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A Turquia islamista foi longe demais

Daniel Pipes, National Review Online, 8 de Junho de 2010

Tal como o típico teatro islamista esquerdista com o intuito de retirar a legitimidade a Israel, a frota "Free Gaza" patrocinada pela Turquia no final de Maio foi aborrecidamente repetitiva. Como ilustração de que os israelitas não se dão conta do tipo de guerra que eles têm que travar, o resultado era tristemente previsível. Contudo, como exposição da política da Turquia e um presságio do futuro do movimento islamista, está repleta de novidades e de significado.

Alguns antecedentes: Após uns 150 anos de vacilantes esforços para a modernização, em 1923 o Império Otomano entrou finalmente em colapso, sendo substituído pela República da Turquia, dinâmica, com orientação pro-ocidental, fundada e governada pelo ex-general otomano Kemal Atatürk. No decorrer dos quinze anos seguintes, até à sua morte em 1938, Atatürk impôs um programa de ocidentalização tão rigoroso que em dado momento mandou substituir os tapetes nas mesquitas por assentos parecidos com os das igrejas. Embora a Turquia seja cem porcento muçulmana, ele insistiu num estado secular puro.

Os melhores amigos? Erdoğan (à esquerda) com Ahmadinejad.

Atatürk nunca conseguiu trazer para o seu lado a totalidade da população turca e, com o passar do tempo, a sua república laica teve de agradar a um número crescente de devotos muçulmanos. No entanto, o preceito de Atatürk persistiu pelos anos de 1990 protegido pelo oficialato das forças armadas, que tomou como prioridade manter viva a sua memória e o secularismo arraigado.

Os islamistas alcançaram a representação parlamentar pela primeira vez no início dos anos de 1970 quando seu líder, Necmettin Erbakan, já tinha servido três vezes como vice-primeiro-ministro. Enquanto os partidos políticos turcos inseridos na corrente predominante desperdiçavam a sua legitimidade com uma deplorável mistura de egoísmo e corrupção, Erbakan persistiu até se tornar primeiro ministro por um ano (1996-1997), até que as forças armadas o puseram para fora.

Alguns dos tenentes mais ágeis e ambiciosos de Erbakan, liderados por Recep Tayyip Erdoğan, formaram um novo partido político islamista em Agosto de 2001, o Adalet ve Kalkınma Partisi ou AKP. Cerca de um ano mais tarde, conquistou a impressionante percentagem de 34 porcento de maioria relativa e, devido às excentricidades do sistema eleitoral turco, passou a controlar o parlamento com 66 porcento dos lugares.

Erdoğan tornou-se primeiro-ministro e, em consequência de um bom governo, o AKP ganhou um aumento substancial de votos e a reeleição em 2007. Com o mandato renovado e com as forças armadas cada vez mais marginalizadas, ele prosseguiu de forma agressiva na elaboração de teorias conspiratórias falsas, multou um comentador político em 2,5 mil milhões de dólares, gravou em vídeo o líder da oposição numa situação sexual comprometedora e agora planeia alterar a constituição.

A política externa, nas mãos do ministro Ahmet Davutoğlu, que aspira que a Turquia recupere a antiga liderança no Proximo-Oriente, exagerou de modo ainda mais grosseiro. Ankara não só adoptou uma abordagem mais beligerante em relação a Chipre como também, de forma imprudente, se introduziu em assuntos delicados como a escalada nuclear iraniana e o conflito israelo-árabe. Mais surpreendente de tudo tem sido o seu apoio a IHH, uma "sociedade beneficente" turca com relações documentadas com a Al-Qaeda.

Embora o comportamento irresponsável de Ankara tenha implicações inquietantes em relação ao Proximo-Oriente e ao Islão, também tem um aspecto tranquilizador. Os turcos têm estado na vanguarda do desenvolvimento do que eu chamo de Islamismo 2.0, a versão popular, legítima e não violenta do que o Aiatolá Khomeini e Osama bin Laden tentaram alcançar de forma violenta através do Islamismo 1.0. Eu previ que a forma traiçoeira do islamismo de Erdoğan "poderia ameaçar mais ainda do que a brutalidade do 1.0 a vida civilizada".

Fethullah Gülen desaprova. Contudo, a sua desistência no que diz respeito à modéstia e à cautela anterior sugere que os islamistas não conseguem resistir, que a criminalização inerente ao islamismo necessita afinal emergir, que a variante 2.0 necessita de reverter às suas origens do 1.0. Conforme afirma Martin Kramer, "quanto mais afastados os islamistas estiverem do poder, mais comedidos serão, e o mesmo vale no sentido inverso". Isso significa que é possível que o islamismo é um inimigo menos assustador, por duas razões.

Primeira, a Turquia hospeda o movimento islamista mais sofisticado do mundo, que inclui não apenas o AKP, mas também o movimento popular Fethullah Gülen, a máquina de propaganda Adnan Oktar, e muito mais. A nova belicosidade do AKP causou dissensão; Gülen, por exemplo, condenou publicamente a farça "Free Gaza", indicando que poderia ocorrer uma luta interna debilitante relativamente a tácticas.

Segundo, embora anteriormente apenas um pequeno grupo de analistas reconhecesse a abordagem islamista de Erdoğan, agora esse facto tornou-se claro e evidente para que o mundo inteiro pudesse ver. Erdoğan descartou gratuitamente a sua imagem cuidadosamente produzida de um "democrata muçulmano" pro-ocidental, tornando muito mais fácil tratá-lo como o aliado de Teerão-Damasco, o que realmente ele é.

Como quer Davutoğlu, a Turquia voltou ao centro do Proximo-Oriente e da uma nação no sentido árabe. Assim sendo, a Turquia já não merece ser membro integral da NATO e os partidos de oposição merecem apoio.


Original em inglês: Islamist Turkey Overreaches



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Asfixia sexual

Inês Teotónio Pereira, i-online, 12 de Junho de 2010

O Estado insiste em entrar por minha casa a dentro. E já nem bate à porta: tem chave. Qualquer dia instala-se, põe os pés em cima da mesa, monopoliza o comando, manda vir uma piza e dá ordens ao meu cão.

O Estado insiste em dar educação sexual aos meus filhos e encomendou o serviço a uma associação qualquer sem me perguntar se quero. Devem achar que não dou conta do recado, que não sei. Cheira-lhes. Ler mais:



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sábado, 12 de junho de 2010

A Associação Cultural Além-Guadiana
prossegue na defesa da cultura oliventina


Nascem as "Lusofonias" em Olivença

Hoje, sábado, 12 de Junho, levar-se-á a cabo em Olivença a primeira edição das "Lusofonias", espaço dedicado à cultura do âmbito dos países de língua portuguesa.

As "Lusofonias" nascem com a vocação de ser um ponto de encontro e difusão das mais diversas manifestações culturais das quais poder fruir, vitalizando as raízes portuguesas de Olivença e fomentando a aproximação a Portugal e aos países de herança lusa.

Organizado pela associação cultural "Além Guadiana" com a colaboração da Câmara Municipal de Olivença, a Aderco (Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença) e a Junta da Estremadura, terá lugar no Passeio Grande (antigo Terreiro do Chão Salgado) e contará com actividades de teatro, música, literatura e animação de rua, entre outras, que se desenvolverão durante todo o dia e até a meia-noite.

Paralelamente e ao longo de toda a jornada, haverá uma zona expositiva reservada a artesãos, à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem como trabalhos ao vivo e animação por parte de agrupações musicais de Portel.

Às 10:30 h proceder-se-á à inauguração das "Lusofonias" e a um simbólico acto de apresentação das placas em português das ruas mais antigas da localidade, cujos nomes ancestrais acabam de ser recuperados, um acto que vai contar com a presença do presidente das câmaras municipais de Olivença e Tálega, Manuel Cayado e Inmaculada Bonilla, de representantes políticos locais e do presidente da Junta de Extremadura Guillermo Fernández Vara.

A seguir, os gigantes e cabeçudos dos "Gigabombos do Imaginário" animarão as ruas da cidade antes de passar a um dos actos mais importantes da jornada, a Leitura Pública Contínua em Português, na qual participarão oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões.

A manhã será encerrada com o folclore de La Encina de Olivenca e das Cantadeiras de Granja.

À tarde, às 17:30 h, será projetada no Espacio para la Creación Joven o filme O Leão da Estrela, e haverá actividades de animação nas ruas, e às 19:30 h. uma actuação dos alunos de português da escola pública Francisco Ortiz.

As actividades continuarão com o conta-contos "Estória da Galinha e do Ovo" e, como encerramento, o concerto "O Canto dos Poetas", ambos interpretados pela associação eborense "Do Imaginário".

Criada há mais de dois anos para promover a cultura portuguesa em Olivença, nas suas aldeias e em Táliga, a associação Além Guadiana foi impulsionadora de diversas iniciativas no campo da língua, das tradições e, enfim, da cultura imaterial duma terra de rica história partilhada.

Realizadas só dois dias depois do Dia de Camões em Portugal, as Lusofonias, que apresentam na sua imagem promocional referências a ícones como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama, pretendem reivindicar que Olivença também pertence ao espaço cultural lusófono.

Associação Além Guadiana
Antigo Largo de Sto. António, 13
Olivença





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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Palavras da Senhora Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo
nas comemorações do Dia de Portugal



 
Esta foi a narrativa breve de um acto de sacrifício e coragem de um português que morreu, conscientemente, pelos seus valores.

Um homem que, além de fiel aos valores transcendentes que justificam desde tempos imemoriais «morrer pela pátria», era também filho, pai e marido.

É nesta perspectiva que quero aqui, com a memória da minha história, dirigir-me às Famílias, sobretudo às Mães e Mulheres que, como eu, vêem a vida bruscamente, brutal e definitivamente mudada.

Somos as mulheres e as famílias dos que escolhem o ofício de servir o País pelas armas; as que temos que viver uma angústia diária, silenciosa e discreta quando eles partem para missões de risco. Eles contam connosco, pensam em nós, e também servem por nós.

Foi o exemplo de fidelidade e coerência aos valores espirituais, vividos até ao limite da vida a grande Herança que a nossa família aqui presente recebeu de um desses homens.

Esta é a nossa herança: crença nos valores espirituais, difícil e duradoura experiência, partilha tranquila de um sacrifício muito nosso e muito rico.

Uma herança que só faz sentido porque são os valores espirituais que fazem a diferença e a dignidade dos homens; e, porque acreditamos no futuro destes valores, sabemos que feitos como o do Jorge Oliveira e Carmo orgulham todos os portugueses e já fazem parte das páginas que honram a História de Portugal.

E é esta herança que queremos – a minha Família e eu aqui presentes – oferecer hoje à Nação, neste dia de Portugal, partilhando-a com todos os nossos compatriotas, especialmente com todas as Mulheres Portuguesas.

Que Deus nos abençoe a todos.

10 de Junho de 2010



Grande discurso no 10 de Junho!

Heduíno Gomes

Não, não foi o do Cavaco nem o do seu gochô contratado António Barreto. 



Grande discurso no 10 de Junho, nas genuínas comemorações do Dia de Portugal, em frente ao monumento aos combatentes do Ultramar, junto à Torre de Belém, foi o da viúva do herói Tenente Oliveira e Carmo, Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo. Uma livre e simples lição de respeito pelos valores patrióticos e morais, lição de responsabilidade, de dignidade e de consciência nacional, sobretudo vinda de quem sofreu na carne o preço da coerência.

Lição que merece ser lida por todas as mulheres de actuais militares e também por todas as flores de estufa, «do género» masculino e feminino, que por aí há a dominar os meios de comunicação ou que a eles têm acesso para debitar irresponsabilidades «humanistas» sobre defesa nacional. Só ouvimos essa gente evocar com lamechices os naturais horrores das guerras e pregar a capitulação da Civilização ocidental e da Nação portuguesa perante o inimigo. Essa gente nunca fala da defesa nacional sem sobrepor-lhe os dramas individuais ocorridos. O indivíduo acima da Nação, a comodidade acima do dever.

Reproduzimos aqui o texto na íntegra.





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Para que servirão as mulheres na tropa?

Afonso de Aguiar Perdigão

Nas verdadeiras comemorações do 10 de Junho, que foram em frente do monumento aos combatentes, junto à Torre de Belém, e não por onde anda o Cavaco a fazer campanha eleitoral, tivemos uma senhora tropa a cantar o Hino Nacional. Não quero dizer que a senhora estivesse particularmente desafinada. Mas canta mal. Muito mal. Pior ainda, não sabe o Hino – principalmente naquela parte ...nobre po-o-ovo ..., em que, aliás, muita gente descarrila. Para interpretação oficial, é grave.

E isto faz reflectir, se é que é preciso reflectir mais ainda, como se não fosse já óbvio: afinal, para que servem as mulheres na tropa, se nem para cantar servem?





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Grande biólogo taxologista!

Heduíno Gomes

Para a RTP1 (dia 10 à tarde), falava um barbudo das comunidades portuguesas no estrangeiro, de conversa claramente alinhada e de cujo nome e país não me apercebi. A propósito do 10 de Junho e da sua antiga denominação, de «Dia da Raça» – denominação obviamente simbólica a evocar a epopeia lusitana! –, dizia ele com ar de exalar ciência: raça só há uma, «a raça humana».
Grande biólogo taxologista! Academia das Ciências com o gajo, já!


terça-feira, 8 de junho de 2010

Pobres desgraçadas

Nuno Serras Pereira

Deparei, no dia de hoje, com grandes parangonas nos jornais on-line apregoando que se tinha “consumado o casamento” de duas pessoas do mesmo sexo. Quando a mentira toma o poder, se infiltra na lei, metamorfoseando-a, se publicita na comunicação social e entra no linguajar comum acaba por dominar o pensamento, manipular as consciências e introduzir-se nas crenças e costumes de um povo. Como consequência minará a coesão social, desagregará a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, perverterá infância e a juventude, aumentará a violência, provocará a perseguição, suscitará graves problemas de saúde pública.
A falsidade da notícia é dupla: Primeiro porque diz que houve casamento quando o que houve foi um emparelhamento. Os ladrões e malabaristas das palavras cuidam que por mudarem o nome às coisas lhes transformam o ser. Ora estas são o que são independentemente da nossa opinião ou decisão. A realidade está aí e é dotada de uma consistência própria que resiste às nossas manigâncias e se afirma não obstante as nossas prestidigitações mentais, escritas ou verbais; em segundo lugar, porque afirma que o “casamento” foi consumado quando isso é evidentemente totalmente impossível (e se fora possível seria caso para perguntar como é que os jornalistas o sabiam – seria o “acto” público?).
Compactuar quer pessoal, quer institucionalmente, com a quimera daquelas duas desgraçadas afigura-se-me um manifesto desfavor e um enorme desamor para com elas. Pois que, recorrendo a S. Paulo, esta gente entrega-se “à imundície” e a “paixões vergonhosas” desonrando “entre si os próprios corpos” cometendo “torpeza(s)” com “sentimentos depravados”[1].

[1] Cf. Rom, 1, 24-29

Cristãos no Irão estão em perigo de extinção

A jornalista e observadora das igrejas do Próximo-Oriente Camille Eid considerou que os cristãos no Irão estão em perigo de extinção devido às severas limitações quotidianas e pressões políticas que sofrem.
Em declarações ao programa radial "WhereGodWeeps (Onde Deus chora)", produzido pelo Catholic Radio and Television Network (CRTN) da associação Ajuda à Igreja que Sofre, Eid explicou o problema do Irão é contar com um regime teocrático muçulmano que restringe a vida diária dos cristãos.
É difícil para os cristãos encontrarem trabalho na administração pública. Inclusive os directores das escolas cristãs são muçulmanos a não ser em alguns casos excepcionais. E os convertidos ao cristianismo sofrem perseguições.
No exército, há alguns anos, descobriram que um coronel se converteu ao cristianismo. Este foi processado e só pôde sair do Irão pela pressão internacional. É muito difícil para os cristãos trabalharem em postos governamentais.
Os convertidos ao cristianismo não podem tornar público este processo no país e costumam abandonar o Irão para viver sua fé. Dentro do Irão não podem expressar ou demonstrar sua fé, pois enfrentariam a morte.
Segundo Eid, embora a pressão política afecte não-muçulmanos e muçulmanos, os cristãos têm dupla pressão porque sentem que a sua liberdade está restringida. É por isso que existe esta fuga massiva e de facto existe um risco real do desaparecimento, de uma extinção do cristianismo no Irão.



Cavaco e Sócrates foram os padrinhos

Afonso Perdigão

Dia memorável para a liberdade em Portugal, só comparável ao 25A! Efectivamente, 7 de Junho é dia do casamento das duas queridas noivas. Como padrinhos tiveram Cavaco e Sócrates.
Como o jovem casal tem dificuldade em encontrar casa e emprego dadas os preconceitos da nossa sociedade, os padrinhos vão pedir ao Costa da Câmara de Lisboa que arranje uma habitação social, de preferência com bons acabamentos e sem ciganos e pretos por perto. Uma daquelas casas que a Câmara costuma arranjar para os amigos. E vão também empregá-las como assessoras de comunicação, em Belém e São Bento, respectivamente.
Dados os preconceitos da nossa sociedade, justifica-se plenamente essa discriminação positiva.
Entrevistado pela revista Papiro Rosa, que fez a cobertura do evento, Sócrates declarou não saber ainda qual o dia da sua própria felicidade.






segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mourinho, Portugal e o Real Madrid


Heduíno Gomes

Na sequência do artigo de L. Marques
( http://maislusitania.blogspot.com/2010/05/mourinho-e-deus.html ), tenho ainda uma coisa a acrescentar de bom a Mourinho: trata mal muitos jornalistas, que, na sua maioria, bem merecem. Mas ocorrem-me algumas ideias politico-futebolísticas, para mim mais importantes do que vitórias e guerras fúteis.
Em relação ao torcer por Mourinho por representar Portugal, para mim também não há dúvidas.
Contudo, vai agora colocar-se um grande problema: no Real Madrid, é verdade que representa Portugal mas também é verdade que o reforço deste clube castelhano-iberista tem aproveitamento político no contexto do Estado espanhol, e, por tabela, no contexto ibérico. Portanto, as vitórias de Mourinho podem contribuir agora para reforçar psicologicamente Madrid como centro daquilo a que se chama Espanha.
Quem tem dúvidas sobre esses aproveitamentos políticos, passados mas também presentes, que se informe sobre as manobras franquistas para fanar Di Stefano ao Barça, em 1953, e as suas motivações políticas, envolvendo pessoalmente Franco e o Ministro dos Desportos franquista, o general Moscardo.
Ora, o que eu mais desejo – porque convém a Portugal – é que o Estado espanhol se desfaça, coisa que, aliás, está a ser tratada por catalães, bascos, andaluzes e os nossos irmãos – não nuestros hermanos – galegos. Basta acabar a monarquia – que também há quem prepare – e o apito da desintegração se ouvirá.
Por isso, futebolisticamente falando, viva o Barça, viva o Corunha, vivam todos, excepto o castelhano-iberista!
Concretamente, desejo sempre ao Real Madrid os maiores investimentos financeiros, os maiores défices financeiros e as maiores derrotas em todos os campeonatos.
E o nosso Ronaldo? Que meta sempre golos mas que o adversário meta sempre pelo menos mais um do que o clube castelhano-iberista.
Relativamente ao Mourinho, esgotou-se, quanto a mim, o seu estado patriótico. Que mude de clube estrangeiro e voltará a ter o meu apoio como português.
Sei que há gente que vê apenas a bola a bater no poste ou a entrar na baliza e que acha tudo isto um exagero. Porém, não é o meu caso.





sábado, 5 de junho de 2010

Teatro, música e dança sobre a vida
e obra lírica de Luís de Camões

«FOGO QUE ARDE SEM SE VER»

Espectáculo com texto e encenação de José Neto e guarda roupa e direcção coreográfica de «Danças com História». Os espectáculos de 10, 11 e 12 serão apresentados no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e integram-se nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

[Clique na imagem para visualizar uma versão ampliada]

Comemoração do Dia de Portugal


CONVITE

A Comissão Executiva do Encontro Nacional de Combatentes 2010 tem o prazer de convidar V. Exa., família e círculo de amigos a participarem nas comemorações do Dia de Portugal e na homenagem à memória de todos quantos, ao longo da nossa história, chamados um dia a Servir, tombaram no campo da honra, em qualquer época ou ponto do globo.
As cerimónias decorrerão na Igreja dos Jerónimos e junto ao Monumento aos Combatentes, em Belém, Lisboa, e serão marcadas pelo espírito de fraternidade lusófona e pela elevação e dignidade do único propósito que as enforma, que é celebrar a Pátria e honrar os nossos mortos.
                                                                                    O Presidente da Comissão,
                                                                                    Francisco Vidal Abreu
                                                                                    Almirante


PROGRAMA

MONUMENTO AOS COMBATENTES DO ULTRAMAR
IGREJA DOS JERÓNIMOS

10h15: Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria
11h30: Concentração junto ao Monumento
12h00: Abertura: Homenagem aos Combatentes
12h04: Palavras de exaltação ao herói Cte. Oliveira e Carmo proferidas pela sua viúva
             Sra. Dona Maria do Carmo Oliveira e Carmo
12h12: Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana)
12h20: Homenagem aos mortos e deposição de flores
12h40: Hino Nacional (salvas por navio da Marinha Portuguesa)
12h45: Sobrevoo por aeronaves da Força Aérea Portuguesa
12h50: Passagem final pelas lápides
13h10: Salto de Pára-quedistas
13h25: Almoço-convívio (pode ser adquirido no local).




HOMENAGEM AO TENENTE OLIVEIRA E CARMO

HISTÓRIA BREVE DE UM HERÓI

Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo nasceu em Santo Estêvão, Concelho de Alenquer, em Setembro de 1936.
Concluiu o curso secundário no Liceu Pedro Nunes em 1954, tendo ingressado na Escola do Exército em Outubro do mesmo ano para efectuar os estudos preparatórios ao ingresso na Escola Naval. Promovido a Guarda-marinha em 1 de Maio de 1958, embarcou em vários navios, tendo também prestado serviço na Superintendência dos Serviços da Armada e no Comando da Flotilha de Patrulhas. Foi promovido a Segundo-Tenente no último dia daquele ano.
Serviu a bordo dos patrulhas “Boavista” e “Porto Santo” e na fragata “Pêro Escobar”, onde o seu elevado brio, o seu inquestionável sentido das responsabilidades e do dever e o seu exemplar aprumo militar foram alvo dos maiores elogios.
Nomeado comandante da lancha de fiscalização “Vega”, a prestar serviço em Diu, para ali partiu no Verão de 1961.
Naquele território, à semelhança dos restantes que faziam parte da Índia Portuguesa, pairava desde há muito a ameaça de anexação pela poderosa União Indiana. A temida invasão acabaria por se concretizar, de forma esmagadora, na madrugada de 18 de Dezembro de 1961. O combate extremamente desigual que se desenrolou constituiu o ponto culminante da curta carreira de Oliveira e Carmo, que no seu abnegado heroísmo viria a escrever uma das mais gloriosas páginas da nossa História Naval.

O COMBATE
Tendo saído de Diu em 17 de Dezembro, a “Vega” fundeou frente a Nagoá às 22H00 desse dia. Na madrugada do dia 18, por volta das 01H40, foram ouvidos tiros em terra pela praça de serviço. Alertado, o Comandante manda ocupar postos de combate e suspender*.
Dirigiu-se então a lancha na direcção de um contacto radar não identificado que navegava a cerca de 12 milhas da costa. Por volta das 04H00, esse navio, visualmente identificado como um cruzador, lançou granadas iluminantes e abriu fogo de metralhadora pesada sobre a “Vega”, que retirou para Diu e fundeou.
Ás 06H15 suspendeu e aproximou-se novamente do cruzador, onde foi vista, içada no mastro, a bandeira da União Indiana. A lancha regressou ao fundeadouro e Oliveira e Carmo fardou-se de branco para, segundo afirmou, morrer com mais honra.
Às 07H00 foram avistados aviões a jacto efectuando bombardeamento sobre terra. O Comandante reuniu a guarnição e leu-lhes as ordens do Estado-Maior da Armada, segundo as quais a lancha deveria combater até ao último cartucho.
Cerca das 07H30 aproximaram-se dois aviões para bombardear a Fortaleza e Oliveira e Carmo mandou abrir fogo sobre eles com a peça de 20 mm (um dos aparelhos acabaria por ser atingido e obrigado a aterrar). Estes, na turalmente, ripostaram. Agilmente manobrada pelo seu comandante, a “Vega” esquivou-se às primeiras rajadas.
No entanto, um novo ataque, desta vez com fogo cruzado, matou o marinheiro artilheiro António Ferreira e cortou pelas coxas as pernas de Oliveira e Carmo que, ainda com vida, retirou do bolso e beijou as fotografias da mulher e do filho pequeno. Deflagrara entretanto um violento incêndio, que rapidamente se propagou à casa da máquina e à ponte.
A peça foi abandonada, em virtude do seu reduto se ter tornado intransitável devido aos buracos causados pelos projécteis inimigos e pelo incêndio, que já grassava no convés.
A guarnição tentou então arriar o bote para evacuar o Comandante, mas um novo ataque aéreo feriu mortalmente Oliveira e Carmo, tendo também sido atingidos três marinheiros (um deles, marinheiro artilheiro Fernandes Jardino, com a perna esquerda cortada pela canela, viria a falecer no trânsito para terra).
Com o bote inutilizado e a lancha completamente tomada pelas chamas, viram-se os sobreviventes obrigados a nadar em direcção a terra, agarrando-se os feridos a uma balsa. Sacudida pelas explosões das suas próprias munições, a “Vega” acabaria por se afundar, arrastando consigo o corpo do seu heróico Comandante.
Oliveira e Carmo foi, a título póstumo, condecorado com a Medalha de Valor Militar com Palma, agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada e promovido por distinção ao posto de Capitão-Tenente.
Foi patrono do curso 1962/1967 da Escola Naval.
* Levantar o ferro


CONDECORAÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO
O. D. A. Nº172 de 3-2-1962

Ordem Militar da Torre e Espada

Considerando os excepcionais dotes de nobreza, de carácter e de bravura revelados pelo segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo no comando da lancha de fiscalização Vega nas águas de Diu, no dia 18 de Dezembro de 1961;
Considerando o exemplo que deu aos seus homens, mantendo a mais lúcida coragem, mesmo depois de ter as pernas cortadas por uma rajada inimiga, após uma acção brilhante nas proximidades do Castelo de Diu;
Considerando que a sua conduta honra as tradições heróicas da nossa história e é um exemplo para quantos têm por missão sagrada a defesa da nossa pátria;
Usando da faculdade que me confere o Decreto nº 16449, de 30 de Janeiro de 1929, nos termos do artigo nº 44 do Regulamento das Ordens Portuguesas e do artigo 1º do Decreto nº 21220, de 22 de Abril de 1932:
Hei por bem conceder, a título póstumo, o grau de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito, ao segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.


PROMOÇÃO A TÍTULO PÓSTUMO

Decreto-Lei nº 44972, de 11 de Abril O/A. Nº 9, de 17-4-1963
O segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, em 18 de Dezembro de 1961, nas águas do Estado da Índia Portuguesa, revelando acrisolado amor pátrio, alta consciência do dever e elevadas virtudes militares, crificou gloriosa e heroicamente a sua vida em defesa da pátria.
O Decreto-Lei nº 28210, de 23 de Novembro de 1937, apenas prevê que seja feita de grau em grau hierárquico a promoção por distinção dos oficiais da Armada; no entanto, a extraordinária e exemplar acção do segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo contra o inimigo externo, premiada com a comenda da Ordem Militar da Torre e Espada e a medalha de ouro de valor militar com palma, situa-se entre os mais edificantes feitos de armas que a nossa história regista e justifica, por isso, que a Nação o reconheça de forma excepcional. Nestes termos:
Usando da faculdade conferida pela 1ª parte do nº 2º do artigo 109º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo único. É promovido, por distinção, a título póstumo, ao posto de capitão-tenente o segundo-tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo.


QUANDO O GOVERNO DE PORTUGAL
HOMENAGIAVA OS SEUS HERÓIS
E NÃO OS SEUS TRAIDORES






sexta-feira, 4 de junho de 2010

Corrida de Canoa - O retrato do Regime

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conserve o seu emprego

560
Decore este número.
Não mande gente para o desemprego.


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terça-feira, 1 de junho de 2010

Carlos Cruz compara-se a Paulo Pedroso. Afinal...


Se Carlos Cruz se diz tão inocente como Paulo Poderoso e o Tribunal da Relação considera que os rapazes falaram verdade, pela boca morre o peixe...
(ver peça anterior)


Que saudades de Carlos Cruz!

Heduíno Gomes
Que saudades de ver Carlos Cruz na televisão!
Que saudades de tê-lo como director de programas bandalhos!
Que saudades de tê-lo a ele próprio como apresentador de alguns desses programas bandalhos!
Entrevistado por Henrique Garcia, eis que apareceu agora na TVI com a sua já conhecida vozinha pos-processo, cheia de tremeliques a inspirar piedade. Mas desta vez não chorou.
Henrique Garcia portou-se à altura. Apesar de ser comum entre jornalistas e pessoal das televisões o espírito corporativista (não se pode tocar em nenhuma dessas donzelas), Henrique Garcia, com perguntas fulminantes, arrumou o ex-colega (salvo-seja!) a um canto. Aquele tipo que, nesta terra sem ordem, fazia do serviço público o que lhe apetecia, como rei e senhor, revelou aí toda a sua fragilidade. Até se ficou a saber que se tentou agarrar a Eanes para se safar. No decurso da sua conversa fiada, ficámos igualmente a saber outras coisas interessantes. Vejamos algumas.
«Eu era uma pessoa credível.» Talvez. Mas no conceito de quem? Que credibilidade moral merecia realmente um director de programas bandalhos?
Aprecia os «valores». Que valores? Aqueles que Sócrates agora concretizou em lei, «casando» os invertidos? Este e outros tais, a propósito, também falam em «valores» e «civilização». Pois foi o senhor Carlos Cruz -- entre outros, como Soares Louro, Maria Elisa, Júlio Isidro ou Manuel Falcão -- que preparou o terreno ideológico para se chegar onde se chegou quanto a valores.
«O processo Casa Pia é uma grande mentira.» Ficamos sem saber se diz isso por ter réus a mais ou a menos. Será que alguns outros também deveriam lá estar sentados no banquinho? Parece que sim...
Teresa Costa Macedo «é uma mulher perigosa.» Pois é, para os pedófilos. Tendo o pelouro da Casa Pia enquanto Secretária de Estado, tratou de pespegar tudo na Polícia Judiciária. Mas, coitada, teve de esperar mais de 20 anos para ver alguns resultados (por acaso,eu, sabendo de alguns episódios desde 1984, esperei menos anos: só 19).
«O Paulo Pedroso não foi pronunciado e eu fui, acusado pelos mesmos rapazes.» Pois é, Carlinhos esperto, o Paulo Poderoso não foi incriminado não pela negação dos factos mas por erros técnicos processuais... Se assim é, é pena! Azar o nosso!
E a ex-mulher do gajo, Marluce, essa peça que tinha um negócio especial e fugiu para o Brasil por causa da injustiça portuguesa?!
E o secretário do gajo, Carlos Mota, «um senhor» segundo as suas próprias palavras, essa peça que também fugiu?!
Conclusão: o processo Casa Pia é uma tramóia, os polícias são todos uns incompetentes e mentirosos, os juizes uns sádicos e patetas, e a vítima é o gajo!
Enfim, apenas a assinalar, depois da indecente sabotagem do julgamento com a apresentação de milhares de testemunhas de nada, para empatar, a indecente pressão que os advogados de defesa têm vindo a exercer sobre o tribunal à medida que se aproxima o dia da leitura da sentença.
Pode ver toda a entrevista em:



Sócrates almoça em família

Heduíno Gomes


Sócrates almoçou em S. Bento com bichonas de vários países para festejar a publicação da sua e cavaquista lei.
Foi um almoço em família. O almoço foi servido pelo mesmo cuzinheiro do casamento do Zezinho com o Manel, descrito por Quim Barreiros em










segunda-feira, 31 de maio de 2010

Homem e mulher segundo Sócrates
Cavaco promulga = ordena que seja cumprido

[Clique na imagem para visualizar o video]





Olivença é território de Portugal

A Espanha deve tirar as patas de Portugal.
Nobre e adequada Intervenção do deputado Prof. Bacelar Gouveia
na Assembleia da República quanto à questão de Olivença
José Maria Martins
Esta semana o Deputado Prof. Dr. Bacelar Gouveia levou a questão de Olivença, da ocupação ilegal e criminosa de Olivença, à Assembleia da República.
Olivença foi ocupada ilegalmente por Espanha, a soldo de Napoleão, em 1801. Numa invasão cobarde , protegido pelos exércitos de Napoleão.
Olivença foi mandada entregar a Portugal depois da derrota de Napoleão , derrota em 1815.
Portugal ficou obrigado a entregar a França a Guiana Francesa - situada ao Norte do Brasil e que D. João VI conquistou logo que chegou ao Brasil - e entregar territórios a Espanha.
Portugal cumpriu mas Espanha não.
Espanha continua com a patas em terra Portuguesa, em Olivença e seu termo.
Os cobardes espanhóis de 1801 a 1812 depois viram o seu Rei ser destituído pelos franceses e colocado com o Rei de Espanha um irmão de Napoleão.
Ao mesmo tempo que o seu Rei era preso pelos franceses, quando ia a fugir através do porto de Cadiz em direcção à Argentina!!!
Os políticos portugueses sempre tiveram medo de exigir, de forma persistente, a entrega de Olivença, mas já Espanha - mesmo Zapatero foi logo a Londres depois de eleito exigir a entrega de Gibraltar - tem exigido a entrega de Gibraltar, perdida para o Reino Unido muito antes de 1801.
Em Espanha há unidade nacional em torno da questão de Gibraltar.
Já os portugueses inventam sempre histórias da carochinha para não afrontarem Espanha.
Mas eis que na Assembleia da República o deputado do PSD, Prof. Dr. Bacelar Gouveia exigiu ao Governo resposta sobre a questão de Olivença.
Veja-se aqui o excelente , responsável e patriótico requerimento do Prof. Bacelar Gouveia: http://www.psd.parlamento.pt/libraria/images/perguntasereq/olivenca-%20bacelar%20gouveia.pdf
Aconselho vivamente a leitura do requerimento, feito por um prestigiadissimo Prof. de Direito Constitucional , com vasta obra publicada e que é , sem dúvida, um académico de enorme prestígio. Um deputado que honra o cargo.
Já toda uma quantidade de amorfos prefere antes calar, ir antes caçar a Espanha, curvar-se perante Espanha.
Ao mesmo tempo que deixam Espanha dominar toda a nossa economia, a comunicação social e actuar na União Europeia contra os interesses estratégicos de Portugal.
Daqui endereço ao Prof. Dr. Bacelar Gouveia todo o meu apreço, eu que tenho lutado - outros têm lutado muitissimo mais, como os Amigos de Olivença, o Prof. Luna e Outros - em defesa dos nossos direitos históricos sobre Olivença.

OLIVENÇAPORTUGAL




 

A Associação Cultural Além-Guadiana
prossegue na defesa da cultura oliventina


Olivença recupera as suas ruas
A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de Olivença um projeto pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com unânime aceitação.
O projeto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos atuais, mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de um simbólico ato inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.
A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra, da Carreira, etc.
Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da “Vila”, como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção popular ou à fisionomia das ruas, entre outros aspetos. A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de João da Gama” são alguns exemplos.
Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia, contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar visível em cada recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença. Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam as pessoas mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o presente uma parte do passado oliventino.

OLIVENÇAPORTUGAL



Cavaco Silva «ganhava as eleições»
se tivesse vetado a lei do casamento homossexual»

D. José Policarpo

  
«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», defende Cardeal Patriarca.
O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.









«Salvem o Museu de Marinha»

  

Petição Pública «Salvem o Museu de Marinha»

Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2153  e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado.
MUSEU DA MARINHA
Esta mensagem é do MUSEU DA MARINHA ( museudamarinha@gmail.com ), através do serviço http://www.peticaopublica.com/  em relação à Petição http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2153




O superior interesse de Portugal. A eleição

Nuno Serras Pereira

 
Hoje, ou terá sido ontem?, ficámos a saber, por alguém que se diz católico praticante, que a liberalização do homicídio/aborto, o genocídio de pessoas na sua etapa embrionária, a clonagem, o divórcio sem culpa (unilateral), a perversão sexual de crianças nas escolas e o pseudo-casamento entre pessoas homossexuais são do superior interesse de Portugal. De facto, todas estas determinações/promulgações são da responsabilidade do presidente cujas decisões, segundo o próprio, são feitas sempre nesse sentido.

O inteligente

Heduíno Gomes



Tendo o Cardeal-Patriarca lamentado e não compreendido a promulgação da lei que permite o casamento entre pederastas e fressureiras em nome dos superiores interesses da Nação, diz o inteligente Cavaco – espumando como sempre que é contrariado – que basta ler o seu site, que está lá clarinho, que quem quer perceber percebe.
O que o inteligente não percebe é que, quando as pessoas dizem que não percebem, não é propriamente por não perceberem, por serem mais burras do que ele mas por discordarem do seu gesto. O inteligente não percebe que se trata de uma maneira soft de falar. Maneira que eu não uso para qualificar um certo tipo que, há 25 anos, foi à Figueira fazer a rodagem do carro, um tecnocrata, amoral e eleitoralista tosco como foi denotando ao longo do seu governo.
E, a propósito de inteligência, como disse o Cardeal-Patriarca, se o inteligente tivesse vetado a lei, seria reeleito à primeira volta para Belém. Simples questão de inteligência. E também de hipocrisia.

Parabéns pela declaração, D. José Policarpo!