Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Conferência Episcopal americana critica apoio de Obama
a «casamento» entre homosexuais


O Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América (USCCB) criticou o Presidente norte-americano Barack Obama, que esta quarta-feira assumiu uma posição pessoal favorável ao «casamento» entre pessoas do mesmo sexo.
Para o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque, as declarações de Obama são profundamente «entristecedoras».
«Não podemos calar-nos perante palavras ou acções que possam minar a instituição do casamento, a verdadeira pedra angular da nossa sociedade», assinala o cardeal, num depoimento publicado pelo site da USCCB.
D. Timothy Dolan revela não ter ficado surpreendido, acusando a administração de Obama de «ignorar o significado único do casamento» enquanto «união de um homem e uma mulher».
«Para mim, é importante dizer, a título pessoal, que penso que os casais do mesmo sexo devem poder casar-se», afirmou Barack Obama, em entrevista ao canal televisivo ABC.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

D. João II e Cristovão Colon

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Pode descarregar o convite em pdf aqui.

Convite para sessão de 16 de Maio na APH

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Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Se Camões fosse vivo escreveria assim...


                               I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

                                II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

                               III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

                             IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

Luiz Vaz Sem Tostões

Sábado, 5 de Maio de 2012

Pacheco Pereira já não faz saldos


Heduíno Gomes
Pacheco Pereira juntou a sua heróica voz ao batuque antidescontos Pingo Doce. Pacheco Pereira já não faz saldo do seu passe, que o Cavaco lhe comprou. Já não está em saldo. Já não gosta de saldos.
De facto, a esquerdalha, maquilhada ou não de bem-pensante, ficou enxofrada com a iniciativa comercial do Pingo Doce pela simples razão de ter sido no dia 1 de Maio, dia do «trabalhador». Porque se a data fosse o 13, dia de Nossa Senhora de Fátima, até aplaudia.

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Comemoração dos 30 anos da exortação apostólica «Familiaris Consortio»



Intervenção da Presidente da CNAF – Confederação Nacional das Associações de Família, Dr.ª Maria Teresa da Costa Macedo
Na Sessão de Abertura da Conferência «Família e Direito»
Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa 
17 de Abril de 2012

Na qualidade de Presidente da Confederação Nacional das Associações de Família, uma das Instituições organizadoras desta Conferência Comemorativa do Trigésimo Aniversário da Exortação Apostólica «Familiaris Consortio», tenho a honra de começar esta minha intervenção de abertura por saudar três Personalidades de vulto da Igreja Católica Universal, pilares reconhecidos da Ciência e da Cultura, Suas Eminências o Senhor Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, meu Presidente, Sua Eminência o Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de S. Paulo e membro do Comité de Presidência deste Conselho Pontifício e Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, o nosso Bispo. Em nome da CNAF - Organização representante dos direitos e interesses, morais e materiais, das Famílias Portuguesas criada em 1977, dos seus Dirigentes, filiados e cooperantes, agradeço a relevante participação de Vossas Eminências nesta feliz iniciativa acolhida pela Universidade de Lisboa. Hoje abrem-se as portas a uma nova reflexão sobre a Família, o Direito e a Lei, tendo como enquadramento de fundo a Exortação Apostólica «Familiaris Consortio», documento da Igreja que marca significativamente o Pontificado de João Paulo II e, no presente, ao recordarmos a novidade pastoral da Sua palavra e do Seu escrito, continua a ser mensagem doutrinal de esperança para a sociedade contemporânea.
A Sua Eminência o Cardeal Ennio Antonelli Presidente do Conselho Pontifício para a Família endereço, ainda, um particular reconhecimento pela participação insigne nesta Conferência de Lisboa e por nos trazer não só a visão da Igreja sobre a Família, a Vida e o Direito, mas também o renovado apelo que tem dirigido à consciência dos legisladores, dos educadores, dos actores e protagonistas culturais, sociais e políticos responsáveis pelo aperfeiçoamento da sociedade, para que combatam “a conspiração do silêncio” e trabalhem para afirmar uma cultura de rigor moral e ético que não negligencie a obrigação do servir o conjunto da comunidade.
Agradeço, igualmente, a Sua Excelência Reverendíssima, Monsenhor Dom Fábio Fabbri, Prelado de Honra de Sua Santidade o Papa Bento XVI, a sua colaboração na realização deste Encontro em que celebramos a Magna Carta da Família.
Estendo este profundo reconhecimento a todos os notáveis oradores que iremos escutar atentamente todos os participantes, certa de que vamos enriquecer o nosso próprio conhecimento e aprofundar a nossa compreensão mútua.
Senhor Núncio Apostólico, Excelência, a quem saúdo reconhecida,
Senhor Secretário de Estado, Eng. Fernando Santo, em representação da Ministra da Justiça,
Senhor Presidente da Comissão Parlamentar da Educação, Ciência e Cultura, Dr. José Ribeiro e Castro,
Senhores Embaixadores,
Magníficos Reitores,
Ao Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, Prof. Doutor Sampaio da Nóvoa apresento um penhorado e reconhecido agradecimento por nos acolher nesta tão nobre Aula Magna,
Ao Magnifico Reitor da Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo, Prof. Doutor Dirceu de Mello, quero afirmar quanto nos honra com a sua presença,
Senhor Director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Prof. Doutor Eduardo Vera Cruz,
Ilustres Autoridades Académicas, Politicas, Civis e Militares,
Senhores Presidentes e Representantes das diferentes Confissões Religiosas, a quem a Confederação Nacional das Associações de Família agradece a sua presença fraterna e amiga,
Senhor Duque de Bragança,
Senhora Dra. Maria de Jesus Barroso Soares, Digma. Presidente da Fundação Pró-Dignitate,
Caros Dirigentes das Organizações Familiares e Sociais,
Caros Alunos,
Caros Amigos,
Se a primeira palavra foi de saudação e profundo agradecimento às Ilustres e Eminentes Personalidades que responderam a este convite da Universidade de Lisboa e, especialmente, da Faculdade de Direito, deslocando-se expressamente para participarem neste Encontro, a segunda é para sublinhar o notável papel do Ilustre Director desta Faculdade, Prof. Doutor Vera Cruz que, ao congregar tantos saberes, envolveu muitos nesta reflexão sobre a Família, o Direito e a Lei, procurando que, na diversidade que nos caracteriza, possamos encontrar novas formas de debater e partilhar o saber e de renovar os respectivos conceitos e aprendizagens.
Relevo, ainda, a importância do apelo feito à participação da sociedade civil porque sem ela, esta reflexão, ficava restrita ou ao pensamento doutrinal, ou ao pensamento académico, faltando a dimensão crítica fundamental da «civitas».
Bem-Haja, Prof. Doutor Vera Cruz, por ter proporcionado que esta dimensão transversal enforme o debate que se vai realizar neste espaço de formação de que a Faculdade de Direito é parte.
Hoje, e cada vez mais, o Direito da Família exige uma reflexão cientificamente fundamentada, de modo a que a necessária e competente reabilitação da Lei de que a Família é sujeito, se concretize pela sua efectiva protecção e na promoção do reconhecimento e salvaguarda dos seus direitos e responsabilidades, na sociedade e pelo Estado.
Este tem sido, afinal, o grande e ininterrupto combate da Confederação Nacional das Associações de Família pela valorização da Família e da Vida durante estes últimos trinta e cinco anos e que continuará enquanto persistirem as «sombras e as ameaças» à Família.
Não poderia terminar este agradecimento de abertura sem relevar três ideias chaves que, julgo, devem dimensionar a reflexão que ora iniciamos enquanto destinatários da Lei, mas especialmente como cidadãos conscientes dos seus direitos fundamentais e inalienáveis, cidadãos que pretendem assumir um protagonismo activo na construção de uma sociedade mais justa e mais livre, promotora da «Família, garantia do futuro da Humanidade», como bem nos lembrou João Paulo II, nos anos de 1980, afirmação que permanece plena de actualidade.
1.ª ideia: Se no princípio era a Família, melhor dizendo, o Homem integrado na primeira comunidade que criou, na sua mais natural e perene organização, ele é portador de uma dignidade ontológica que decorre da transmissão da vida na cadeia da Humanidade, exigindo, consequentemente, uma decisão politica e legislativa que modalize o capital humano que ele traz à sociedade. Por isso, os legisladores e os decisores políticos são responsáveis por garantir a dignidade da Pessoa e o Bem comum.
2.ª ideia: Se o Homem é origem do Direito, é-o, por extensão, a Família. Por isso, Homem e Família precedem o Direito o qual precede a Lei. Esta ideia pode ser sintetizada dizendo que a raiz da qual nascem os direitos da Família é a sua íntima união com a dimensão social da Família e com a dimensão familiar da sociedade.
Ideia que pressupõe, assim, a consciência de que a Família é muito mais que o produto de uma cultura, o resultado de uma evolução, um modo de vida comunitário ligado a uma certa organização social: ela é um instituto natural, anterior a qualquer organização politica ou jurídica, que a Lei deve reconhecer e salvaguardar.
3.ª ideia: Nestes tempos de mudança e conturbação, é necessário voltarmos a afirmar a essência dos valores e dos seus fundamentos. Esta é a inovadora proposta do n.º 46 da Familiaris Consortio, documento cada vez mais actual numa sociedade que precisa da Família para reabilitar a Pessoa e o seu Direito, bem como para a tornar mais humana e socializadora.
A Exortação Apostólica que, também, se dirige aos políticos e aos legisladores, encorajando-os a defender os valores da família no âmbito das instituições locais, regionais, nos Parlamentos e nas Escolas, continua a surgir como um apelo decisivo a que seja instaurado na sociedade, no Estado e em todas as nações, um verdadeiro e permanente diálogo formativo e informativo sobre as questões fundamentais do direito das famílias e do contributo que o Estado deve oferecer à valorização das funções e responsabilidades familiares, salvaguardando-se, em qualquer caso, o principio da subsidiariedade.
Por último, permitam-me que lembre e reafirme a urgência cultural de colocar a situação contemporânea da família e da vida numa «visão integral do homem e da sua vocação» através de uma antropologia autêntica.
E hoje, é aqui, justamente neste espaço da Academia, que podemos iniciar este novo tempo de reflexão que ajude a uma intervenção mais coerente e fundamentada em favor da Família, dos seus valores e responsabilidades.
Obrigada.

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Rabino judeu critica intolerância
do evolucionismo darwinista nos EUA


O rabino ortodoxo judeu Moshe Averick criticou duramente a intolerância do evolucionismo ateu e de um de seus principais promotores nos Estados Unidos, o Dr. Jerry Coyne, num artigo intitulado «Darwin é Deus e eu, Dr. Jerry Coyne, seu Profeta».
Averick denunciou, na sua coluna no jornal judeu Algemeiner Journal, que Coyne, biólogo evolucionista da Universidade de Chicago (Estados Unidos), «declarou a sua própria forma de jihad contra os fiéis que se recusem a mostrar a adequada lealdade à visão da realidade atei-científica e é obvio darwinista».
«Coyne vê o seu papel como um ser muito maior que um professor que ensina uma disciplina científica; ele pôs o manto da Ateologista' e está a levar a boa nova a todo lugar onde possa».
Conforme indica o rabino, o cientista estadunidense pediu que se fechem as portas do ensino universitário nos cursos de ciência a quem questione sequer «a validez da teoria evolucionista».
Coyne assinalou que pensar numa evolução em que tenha participado Deus (teoria do Desenho Inteligente) «não é científico, já que os biólogos vêem os humanos, como qualquer outra espécie, evolução por processos naturais».
Para Moshe Averick, os cientistas materialistas como Coyne, «no seu zelo ateu tentam silenciar a livre expressão e o aberto intercâmbio de ideias».
Depois de citar um fragmento da Constituição dos Estados Unidos, Averick assinalou que «os seres humanos estão dotados de direitos inalienáveis por seu Criador infinito, enquanto que a evolução darwinista não dota ninguém e nada com nenhum direito inerente no absoluto».
«Os Estados Unidos estão construídos sobre a noção de que somos responsáveis pelos nossos actos perante o Supremo Juiz. A evolução darwinista está construída sobre o princípio de que o ser humano é para um tubarão o que o tubarão é para uma barata, não há responsabilidade de poder superior que dirija a evolução».

China: Mais de 22 mil pessoas foram baptizadas na Páscoa


Três quartos dos novos católicos são adultos, adianta Serviço de Informação do Vaticano
O Serviço de Informação do Vaticano revelou que mais de 22 mil novos católicos receberam o baptismo no domingo de Páscoa, 8 de abril, 75% dos quais eram adultos.
Os dados foram recolhidos pelo «Study Center of Faith» (Centro de estudos da fé), da província chinesa do Hebei, e publicados pela Agência Fides, do Vaticano.
Os fiéis eram oriundos de 101 dioceses, com 3500 novos católicos em Hong Kong, onde existem 360 mil baptizados.
O VIS destaca que algumas dioceses não celebram todos os baptismos no dia de Páscoa, pelo que o número total deverá aumentar até final do ano.
O Vaticano acolhe até quarta-feira uma nova reunião da comissão criada por Bento XVI, em 2007, para debater as «questões de maior importância» para a Igreja Católica na China.
O encontro reúne os superiores de organismos da Cúria Romana e alguns representantes do episcopado chinês e congregações religiosas.
Na China existem entre oito a 12 milhões de católicos, segundo o Vaticano, divididos entre os que pertencem à Igreja «oficial» (Associação Patriótica Católica – APC, controlado por Pequim) e à «clandestina», fiel a Roma.
As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

A insustentabilidade da Segurança Social



Pi-Erre *

A propósito das notícias sobre as dificuldades da Segurança Social e que levou o Governo a suspender as Reformas antecipadas, é interessante relembrar o historial associado a esta matéria.
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%). O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser «mãos largas»! Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores). Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres(1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI. Os deputados também se autoincluiram neste pote mesmo sem o tempo de descontos exigidos aos beneficiários originais. E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados. Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo «assalto» àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Prof’s Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o «Livro Branco da Segurança Social».
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos «saques» que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a «sacar» e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o «Livro NEGRO da Segurança Social», para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos «saques» que continuaram de 1997 até hoje.
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS? Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões €!… Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!…
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!…
Para finalizar e quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

* Comentário de Pi-Erre em Blasfémias

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

«D. João II e Cristóvão Colon - que relação?»



A Associação Cristóvão Colon vai levar a efeito um Colóquio na vila de Cuba, no dia 19 de Maio, com início às 15,00h.
Tema: «D. João II e Cristóvão Colon - que relação?»
Oradora: Prof. Doutora Maria Manuela Mendonça - Presidente da Academia Portuguesa da História
Colaboração: Academia Portuguesa da História
Apoio: Câmara Municipal de Cuba
O programa será complementado, com início às 11,00h, por visitas acompanhadas ao Mural de S. Cristóvão, ao Portal do Paço e ao Centro Cristóvão Colon, promovidas pela ACC com apoio da CMC.
Agradecemos a v. divulgação junto de eventuais interessados.

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Concurso Miss Universo aceitará transexuais
como candidatos a partir do próximo ano


Os directores do concurso Miss Universo, o popular evento de beleza feminino mundial, decidiram trocar as regras para aceitar formalmente candidatos transexuais a partir da edição 2013 do concurso, depois da pressão dos grupos de invertidos nos meios de comunicação que obrigou a admitir na edição canadense do concurso a um jovem que trocou de sexo.
Jenna Talackova, novo nome de Walter Page Talackova, é um transexual de 23 anos que há quatro anos se submeteu a uma operação de mudança de sexo. Há dias ele conseguiu que os organizadores do Miss Universo do Canadá anulassem a regra que exigia que as aspirantes ao trono só podiam ser mulheres «de nascimento por natureza».

Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia



Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.
O novo asilo na cidade alemã de Bocholt, perto da fronteira com a Holanda, foi ao encontro do desejo de muitos holandeses temerosos de que a própria família autorize a antecipação de sua morte. Eles se sentem seguros na Alemanha, onde a eutanásia tornou-se tabu depois que os nazistas a praticaram em larga escala, na Segunda Guerra Mundial, contra deficientes físicos e mentais e outras pessoas que consideravam indignas de viver.
A Holanda, que foi ocupada pelas tropas nazistas, ao contrário, é pioneira em medidas liberais inimagináveis na maior parte do mundo, como a legalização de drogas, prostituição, aborto e eutanásia. O povo holandês foi o primeiro a ter o direito a morte abreviada e assistida por médicos. Mas o medo da eutanásia é grande entre muitos holandeses idosos.
Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça.
Os médicos justificaram como motivo principal de 60% dos casos de morte antecipada a falta de perspectiva de melhora dos pacientes, vindo em segundo lugar a incapacidade dos familiares de lidar com a situação (32%). A eutanásia activa é a causa da morte de quatro mil pessoas por ano na Holanda.
Margem para interpretação fatal – A liberalidade da lei holandesa deixa os médicos de mãos livres para praticar a eutanásia de acordo com a sua própria interpretação do texto legal, na opinião de Eugen Brysch, presidente do Movimento Alemão Hospice, que é voltado para assistência a pacientes em fase terminal, sem possibilidades terapêuticas. Para Brysch soa clara a regra pela qual um paciente só pode ser morto com ajuda médica se o seu sofrimento for insuportável e não existir tratamento para o seu caso. Mas na realidade, segundo ele, esta cláusula dá margem a uma interpretação mais liberal da lei.
Uma consequência imediata das interpretações permitidas foi uma grande perda de confiança de idosos da Holanda na medicina nacional. Por isso, eles procuram com maior frequência médicos alemães, segundo Inge Kunz, da associação alemã Omega, que também é voltada para assistência a pacientes terminais e suas respectivas famílias.
A lei determina que a eutanásia só pode ser permitida por uma comissão constituída por um jurista, um especialista em ética e um médico. Na falta de um tratamento para melhorar a situação do paciente, o médico é obrigado a pedir a opinião de um colega. Mas na prática a realidade é outra, segundo os críticos da eutanásia e o resultado da análise que a Universidade de Göttingen fez de sete mil casos de morte assistida na Holanda.

«Nicho de confessionalidade»

José Luís Vaz e Gala
No partido que alberga na sua sede o quarto do Padre Cruz, foi criada uma facção: à volta do quartinho do candidato a Venerável, homens e mulheres animam excursões cheias de uma bucólica piedade!
Se isto fosse verdade descansadas estariam as consciências relativistas que ao basbaquismo do Nicola parecem ceder agora ao relativismo ultra-montano do modernismo, desejosas como estão de que o pensamento democrata e cristão fique confinado à sacristia.
Perante esta moda que nos ameaça a todos de uma aversão contra as perguntas fundamentais da razão e sob a pena de assim deixarmos de ser actuais é ou não é verdade que a fé tem uma actualidade permanente e um grande bom senso? É ou não é verdade que o casamento e o matrimónio entre homem e mulher, que a família constituída por homem, mulher e filhos, são instituições que estão ligadas ao desenvolvimento da sociedade?
Sim, depois de fazermos da economia uma selva obscura, quando esta é a ciência que promove a variedade e a felicidade dos homens, depois de sujeitarmos a politica à plutocracia que gere a seu bel-prazer os interesses dos endinheirados aos interesses das nações, fossem verdade os ditames do relativismo e a única coisa que nos restaria – aos democratas e cristãos – era de facto terminarmos os nossos dias enfadados à volta do quartinho do Padre Cruz a tramar golpes de estado e quejandos, no meio de trejeitos de água benta.
Mas como acreditamos nas virtudes da democracia, vivemos no cansaço e na dor o júbilo de acreditarmos.

Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Dos feriados


    
José Luís Vaz e Gala
1. Sabemos que a política liberal de desregulamentar o que é certo, seguro e funciona bem em Portugal, para o substituir pelo que é incerto, inseguro e só funciona na base do lucro, a única motivação da plutocracia económica, assim transformada na mola real da nossa economia até ao desastre social e consequente perda da independência, é hoje a definição de coisa pública.
2. Bem pode o sistema, pela voz, acção e a parafernália de meios dos seus mais ilustres militantes, vociferar, ignorante, contra os atropelos do mesmo: o sistema agradece e reconhecendo os esforços heróicos de tão permitidos sequazes, lembra-lhes que a opinião que publicam é que os torna figuras públicas reconhecidas pelo próprio sistema.
3. A ignorância daqueles tem duas causas: uma primeira, a de terem esquecido que os interesses da Pátria deixaram há muito de estarem ligados aos interesses da Nação pela acção de um Estado que não tem nome; uma segunda, a de terem esquecido a boa doutrina cristã- que dá a César o que é de César-enfeudados como estão, quando estão, ao chamado absurdo de um catolicismo sem prática ou de uma prática piedosa sem catolicismo.
4. Erram e perturbam todos aqueles(as) que fazem da sua fé um modo de intervenção na sociedade e cuja autoridade lhes vem do seu trabalho e da sua vida de família, os que à conta do sistema afirmam e publicam coisas como : «Começar por atacar o 1.º de Dezembro entre os feriados civis, seria o mesmo que atingir os feriados da Páscoa ou do Natal entre os feriados da matriz e tradição católicas.»
5. Queremos dizer que se há-de haver reforma no sistema por mudança  dos feriados em causa, então que se avance com o 5 de Outubro de 1143, data que marca o início da nossa existência como Nação e Pátria.
6. O resto parece-nos ser o folclore que o sistema quer e permite e já agora e em relação aos feriados da nossa matriz, os católicos, a sua defesa está em boas mãos: o Papa Bento XVI, distraídos como andam os nossos bispos na criação de mais estruturas para isto e para aquilo, enquanto os lobos comodamente saltam o redil…

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

«Da pulhice do Homo Sapiens»

O livro de Humberto Delgado, que os herdeiros gostariam que não existisse!


Para descarregar a primeira parte do livro clique aqui.
Para descarregar a segunda parte do livro clique aqui.

Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

A gaja é presidente ou presidenta?


Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual:  
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta...Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República. Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer: «Presidenta!», retorquindo o comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da  sua afirmação...  A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho: Uma belíssima aula de português.  Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta. 
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um «BASTA» no assunto? No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por  exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é  pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é  mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo  do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..  Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação  que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante,  ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não «presidenta», independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela «ardenta»; diz-se estudante, e não «estudanta»;  diz-se adolescente, e não «adolescenta»; diz-se paciente, e não «pacienta». 
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:  «A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta  que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.  Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta  dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não  tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta»
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse esta informação...

Carta de membros do Conselho Nacional do CDS
a António Pires de Lima, Presidente do Conselho Nacional



O CDS do «fracturante» camuflado Paulo Portas e do liberalóide Pires de Lima…
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Nacional do CDS 
Dr. António Pires de Lima 
Largo Adelino Amaro da Costa, 5 
1149-063 LISBOA 
C/c ao Presidente do CDS Dr. Paulo Portas
Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Nacional
Nos últimos tempos temos assistido, com estupefacção, a comportamentos inexplicáveis de deputados do CDS a propósito de votações parlamentares em matérias ditas «fracturantes», sobre as quais, é bom lembrar, o Partido tem posição definida, sustentada na sua carta de princípios e no seu programa político...
Ler mais aqui.

Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

O CDS antifamília do «fracturante» camuflado Paulo Portas…e do liberalóide Pires de Lima



Proposta apresentada e rejeitada no Conselho Nacional do CDS…
Proposta apresentada e rejeitada no Conselho Nacional do CDS de 30 de Março em Leiria por doze conselheiros nacionais  subscritores da carta a propósito de votações parlamentares em matérias ditas «fracturantes», inéditas na história ao arrepio das posições definidas pelo partido, sustentada na sua carta de princípios e no seu programa político…
Ler mais aqui

O Real Madrid capitula perante o islão


O jornal desportivo Marca confirmou que o Real Madrid aceitou eliminar a pequena cruz que desde 1920 o clube de futebol exibe no seu emblema para evitar conflitos na multimilionária construção de um complexo turístico-desportivo na ilha de Ras Al Khaimah, uma das sete que formam os Emirados Árabes Unidos, onde o Islã é a religião oficial.
A decisão do Real Madrid despertou polémica entre seguidores e rivais. Nas redes sociais abundam os comentários contra a medida. Os usuários lamentam que o clube tenha cedido à pressão do mercado árabe e recordam que na Espanha os muçulmanos têm plena liberdade para usar e exibir seus símbolos religiosos. Alguns ironizam perguntando se o clube ia mudar de nome suas estrelas Cristiano (que em português significa Cristão) Ronaldo e Angel (Anjo em português) Di María.

Domingo, 1 de Abril de 2012

Cavaco, grande defensor das «liberdades»



Heduíno Gomes
Por ocasião dos distúrbios provocados pelos arruaceiros anarquistas, CGTP, PCP e BE, a polícia teve de intervir para repor a ordem. Na acção policial, foram atingidos alguns fotojornalistas não identificados como tal, o que é absolutamente natural.
A virgem Cavaco, que, nos seus governos, dava as normais instruções à polícia para repor a ordem, vem agora em defesa da desordem. O Supremo Magistrado da Nação, com aquele palavreado oportunista semi-defensor das instituições, semi-engraxador do «quarto poder», lamenta «profundamente» o que aconteceu e quer explicações! Vejam só!
Depois alguns bem-pensantes da nossa praça ainda têm a lata de falar em «tiro ao Cavaco»!

Sábado, 31 de Março de 2012

«Tiro ao Cavaco» ou crónica inesgotável?


Heduíno Gomes

Há pessoas que não param de lamentar as críticas ao Cavaco, tendo encontrado mesmo uma forma literária de contestá-la: tratar-se-ia de «tiro ao Cavaco».
De facto, não deixa de ser novidade a generalidade das pessoas, incluindo eleitores e membros do PSD, criticarem a personagem, em contraste com a situação anterior, onde só alguns se atreviam a criticar a intocável «Nossa Senhora de Boliqueime».
Mas esta mudança dever-se-á a alguma moda ditada por algum costureiro da politiquice ou resultará de matéria produzida pela personagem?
É óbvio que Cavaco conseguiu enganar muita gente durante muitos anos. Mas já lá diz o rifão que se apanha mais facilmente um mentiroso do que um coxo. E Cavaco tem feito tantas que as pessoas, mesmo as menos atentas, acabaram por lhe tirar o retrato. Por outro lado, a Presidência da República, ao invés dos governos cavaquistas, não dispõe de grande quantidade de favores para distribuir, o que também levou muitos dos seus apoiantes de outrora a demarcarem-se do sujeito.
Em resumo, criticar Cavaco não é uma moda mas sim um exercício mais frequente dado que a personagem fornece permanentemente matéria para uma crónica inesgotável.


Tão queridos que eles são… (os invertidos e seus apoiantes)


L. Lemos
O «Rei Ghob» acaba de ser condenado a 25 anos de prisão. Foi dado como provado que o invertido assassinou por ciúme.
No dia 27, o DN titula uma notícia: «Sexagenário degolado pelo companheiro».
No dia 31, a imprensa noticiou que uma fufa asfixiou a outra «namorada».
Há tempos, um «casamento» entre dois deles tinha a particularidade de uma das borboletas ser um chefão da JSD. Pouco depois, o enlace acabou à estalada.
Não há dúvida, tão queridos que eles são…
Tão queridos que se descrevem a si próprios, transpirando amor por todas as glândulas sebáceas e outras. A realidade está bem à vista.
É nesta realidade que um grupo de intelectuais resolveu fazer uma petição pública pondo em causa as investigações e portanto as condenações dos seus amigos (e colegas de alguns) do processo Casa Pia. Tudo boa gente, façam eles campanha por este ou por aquele partido, ou seja, prestem eles serviço neste ou naquele bordel!



O Ministro das Finanças meteu-se com Salazar!


João Brandão Ferreira







O Dr. Victor Gaspar não tem sido lá grande coisa a explicar as linhas mestras da política financeira do governo, tirando a «austeridade» que, aliás, não precisa ser explicitada pois a gente sente-a…
E como fala a 33 RPM, as pessoas mudam de canal antes de ele conseguir chegar ao fim.
Talvez por isso tenha resolvido dar uma entrevista ao jornal «Sol» (23/3), em que disse isto:
«Salazar optou por uma estratégia de fecho do País sobre si próprio. Durante décadas prescindiu da possibilidade de se financiar nos mercados financeiros internacionais. A nossa opção é diametralmente oposta».
Bom, aqui o caso fia mais fino.
E não parece arriscado afirmar, que o Sr. Ministro não tem a mais pequena noção do que andou a dizer.
Convém lembrar ao agora Ministro das Finanças (MF), que a situação em 1928 tem pouco a ver com a actual. Lembramos alguns pontos cruciais:
Nos finais da Monarquia Constitucional, Portugal era um País profundamente doente em termos políticos, sociais, económicos, financeiros, etc.; porém, os desatinos indiscritíveis da I República transformaram o corpo (e a alma) do doente, em moribundo.
Em 1926 havia dois problemas que estavam à cabeça de todos os existentes: o problema da bancarrota e o problema da ordem pública (ou falta dela) – talvez o Sr. Ministro não tenha ideia, mas Lisboa assemelhava-se à Bagdad dos últimos anos.
A Ditadura Militar foi tratando da Ordem Pública (sem o que não se consegue fazer nada), mas foi incompetente para resolver o problema financeiro. E quando se tentou obter mais um empréstimo com o aval da Sociedade das Nações (uma «troika» da época), as condições eram de tal modo pesadas que foram tidas como atentatórios da dignidade nacional e recusadas. Não sei se esta coisa da «dignidade nacional» lhe diz alguma coisa, Senhor Ministro, aos seus colegas ou a quem vos antecedeu. V. Exª o dirá, senão por palavras, certamente por actos.
Todavia, recusado o empréstimo, o problema financeiro mantinha-se e agravava-se. Por isso foram buscar, novamente, o tal professor de Coimbra. O filho do caseiro humilde do Vimieiro tinha fama de competente mas, também, de pessoa séria, que é um título que os homens públicos hodiernos têm dificuldade em ostentar.
É certo que Salazar colocou condições para aceitar o cargo e veio a impor uma «ditadura financeira», que obteve um sucesso rápido e extraordinário, criando um «superavit» nas contas em menos de dois anos.
A mim, no entanto, parece-me que a ditadura dele foi mais benigna e lúcida do que a sua, já que no primeiro caso, tendo sido estabelecido um orçamento para cada ministério, os respectivos ministros tinham alguma autonomia para o gerirem no seu âmbito. O que já não acontece com o actual inquilino das Finanças que se arroga o direito, por ex., de autorizar ou não, a contratação ou promoção de pessoas, caso a caso ou a conta - gotas! Será que o seu ego anda a fazer concorrência ao «petit» Sarkozy?
Vejamos agora o estado do País quando o jovem Gaspar foi para a ribalta.
A seguir à loucura do «PREC» dessincronizou-se todos os aspectos da vida em Portugal e os sucessivos governos foram-se aguentando graças à «pesada herança» em ouro e divisas (deixada por aquele que agora critica), e a duas intervenções do FMI (1977 e 1983).
Depois da nossa entrada na CEE, em 1986 – de cabeça e de qualquer maneira – começaram a jorrar rios de dinheiro (aparentemente) fácil, das diferentes “ajudas” comunitárias, que foram utilizados com pouca parcimónia, muita aldrabice e nenhuma preocupação com o futuro.
Puseram-se em marcha políticas e estratégias muito erradas e outras apenas erradas. Digamos que a única verdadeira mais - valia que se conseguiu foi a melhoria da qualidade do vinho que, por sinal, já era boa! (o que deve explicar o estado de bebedeira colectiva em que mergulhámos).
E fizemos tudo isto depois de termos renegado o Ultramar e toda a nossa História dos últimos cinco séculos (à excepção da proclamação da República), quando poderíamos ter sido uma «CEE» sozinhos, onde mandávamos tudo enquanto agora não mandamos … nada.
Ou seja o regime político pós 1974/5 e os órgãos do Estado que o serviram, nada conseguiram fazer com mais – valias por si geradas, apenas conseguiram fazer coisas com o dinheiro de outros e a mando de outros. E o recurso aos mercados, que o MF tanto gaba, apenas serviu para, agora, termos uma dívida … colossal!
Belo saldo.
Resta acrescentar que, sendo a dívida actual, muito superior à de 1926, o País não foi afectado por nenhuma guerra, nos últimos 37 anos e que, à excepção de greves, tem gozado de paz social.
Mesmo assim os órgãos de soberania não encontraram melhor solução do que se rebaixarem a terem uns estranhos a tentar por ordem na nossa casa, segundo uma política que de nacional não tem nada.
Os senhores não têm mesmo vergonha na cara, pois não?
Não foi assim no final dos já longínquos anos 20.
Portugal teve que atravessar o «crash» financeiro da Wall Street, de 29, seguido da crise da libra (a que nós estávamos ligados), que se prolongou pelos anos 30; depois apanhámos em cheio com a Guerra Civil de Espanha, logo seguida pela IIGM. E sabe Sr. Ministro o País não deixou de progredir, passou por tudo sem perder nada de seu, reganhou dignidade e o respeito das grandes potências e logo, a partir de 1935, conseguiu reunir os fundos suficientes – «mesmo estando fechado sobre si mesmo» – para investir na economia que nunca mais parou de se desenvolver até atingir um crescimento de 6,9% ao ano, em 1973 (no Ultramar era ainda superior).
E tal foi conseguido apesar de só raramente se ter pedido dinheiro emprestado, que logo era pago a pronto e a horas.
Mesmo o Plano Marshall foi declinado, apenas se aproveitando alguma ajuda tardia a qual foi devolvida (apesar de ser a fundo perdido), em 1962, como bofetada ao governo americano depois da funesta política que a Administração Kennedy passou a ter para com o nosso País.
Mas eu compreendo que o Sr. MF não entenda nada destas coisas, pois ele formou-se em conceitos muito mais «modernaços e práfrentex».
Pois é, só que a política e opções seguidas que agora quer contrariar «diametralmente», puseram Portugal a salvo de especulações dos mercados, garantiu uma das moedas mais fortes e respeitados do mundo e nunca deu azo a que o capital apátrida ou quem o movimenta, pudessem beliscar a soberania dos portugueses.
O mesmo se poderá dizer do muito criticado «condicionalismo industrial» que, certamente não foi perfeito, mas harmonizava as necessidades com as capacidades e impedia as negociatas entre empórios e a promiscuidade entre empresários, financeiros e políticos.
Por isso não há notícias de naquele tempo haver Parcerias Público-Privadas, contratos com Lusopontes, esquemas de «scuts», derrapagens e mais um sem número de poucas vergonhas que hoje nos sufocam e diminuem!
Mas o que é que isto pode interessar aos «adiantados mentais» que nos governam? Eles andam muito à frente…
Salazar mesmo «voltado para dentro» nunca teve portas fechadas e resolveu os problemas. Agora o Sr. MF, e outros, voltam-se muito para fora e só levam com portas na cara. E quando conseguem algo é com juros leoninos e usurários…
O Sr. Dr. Gaspar já sabe, por acaso, qual é o buraco financeiro do País? Tem alguma esperança – seja honesto – de poder vir a pagar, não direi a dívida, mas os juros da mesma, nos próximos 100 anos (mesmo acabando com os feriados todos e exterminando até, o último militar)?
Tem alguma expectativa de quando vai ter um mínimo para investir na Economia, ou de quando pode dispensar a Troika?
É claro que não sabe nem tem esperança de saber. A única coisa que se sabe é que vamos a caminho de ter 10 milhões de desempregados e que o país vai parar e desintegrar-se aos bocadinhos. E se «alguém» nos emprestar dinheiro é para ficarmos escravos, modernos, mas escravos.
Nessa altura o Senhor estará, possivelmente, a salvo com um bom emprego num dessas organizações internacionalistas sem rosto que andam a destruir os Estados – Nação.
Finalmente, o mal-amado Salazar esteve 48 anos no poder (os actuais já vão em 35), mas sempre foi de uma integridade imaculada, deu o exemplo e não deixava que outros responsáveis pusessem o pé em ramo verde. Quando morreu viraram-lhe os bolsos do avesso e só descobriram cotão e meia dúzia de contos, que ele amealhara para os seus gastos pessoais.
Os senhores, agora, são ávidos de tudo e não dão o exemplo de nada. Por isso não conseguem por ordem seja no que for.
Um último alvitre: Salazar conseguiu colocar ao seu lado e ao lado das suas políticas a maior parte da Instituição Militar. Nas últimas décadas as FAs têm sido completamente alienadas pela classe política. Situação dificilmente reversível.
Por isso, Dr. Gaspar, quando balbuciar o nome do Estadista Salazar, comece por se por em sentido, depois ajoelhe e a seguir faça um acto de contrição. E fale só do que saiba.
Não se queira comportar como um rapazola. Um rapazola deslumbrado.


Coisas de feriados


João Brandão Ferreira







Corre por aí alguma confusão sobre os dois feriados civis nacionais mais importantes, o 10 de Junho (de 1580) e o 1.º de Dezembro (de 1640).
Esta confusão ou discussão existe, fundamentalmente, por causa de saber qual deles deve representar o dia da Independência de Portugal.
Como se sabe, apesar de Portugal ser dos países mais antigos do mundo, de constituir o Estado – Nação mais perfeito da Humanidade (o Japão é um arquipélago e só ficou unido, em 1603), e de ter as fronteiras estáveis mais antigas (Tratado de Alcanizes, de 1297 – perturbado por causa da ocupação ilegal de Olivença, por parte de Espanha), nunca foi estabelecido uma data em que se comemorasse, especificamente, a sua Independência.
Possivelmente porque tal nunca foi preciso dada a fortaleza da nossa individualidade e identidade.
Também não era fácil estabelecer essa efeméride.
De facto se quisermos destacar o acto autonómico primordial, teremos que nos reportar ao dia 24 de Junho de 1128, data do combate de S. Mamede em que o Infante Afonso se rebelou, contra os barões galegos e a suserania leonesa.
Pode, pois, considerar-se essa data como «de facto», mas não «de jure». Esse reconhecimento demorou 51 anos a ser conseguido.
Começou com a elevação de Afonso Henriques a Rei, alçado a essa dignidade pelos seus guerreiros após a batalha de Ourique, em 25 de Julho de 1139; mas o primeiro documento existente em que Afonso I se assina como Rei é de 1140.
De seguida devemos considerar o dia 5 de Outubro de 1143, em que foi assinado o Tratado de Zamora, no qual O Rei de Leão, Afonso VII, reconheceu a independência do Condado Portucalense.
Este tratado era, porém, um tratado regional, faltava o reconhecimento internacional e esse só poderia ser concedido pelo Papa.
Tal reconhecimento obrigou a negociações morosas e complexas e só veio a acontecer através da Bula Manifestis Probatum, de 14 de Maio de 1179.
Esta Independência veio a ser interrompida, em 1580, com a ocupação militar de Lisboa pelo Duque D’Alba e o Marquês de Santa Cruz. Tal ocupação militar, teve o seu epílogo político nas Cortes de Tomar, de 16 de Abril de 1581, onde Filipe foi aclamado rei de Portugal (sem embargo dos Açores só terem sido subjugados em 1583).
É preciso dizer que, teoricamente, Portugal não perdia a sua individualidade, já que Filipe apenas cingia a coroa portuguesa à espanhola (a coroa dual), segundo os ditames sucessórios da época, ao passo que o consignado nas Cortes de Tomar estipulava a mais ampla autonomia e manutenção dos foros próprios dos portugueses. Só quase faltou a Filipe ter mudado a capital para Lisboa…
Porém esta nova situação encerrava uma questão dramática e insolúvel e que era esta: Portugal, como tal, estava impossibilitado de ter política externa própria e herdou automaticamente todos os inimigos da Espanha. Daqui resultava o seguinte paradoxo: Filipe, como rei de Espanha, não podia estar em guerra e, como rei de Portugal, gozar a paz…
Resultado: os portugueses passaram a ser atacados em todo o lado pelos inimigos da Espanha.
Com os sucessores de Filipe I, a nação portuguesa passou a ficar esmagada com impostos e requisições militares ao passo que se deixava de cumprir o estipulado em Tomar. A tirania atingiu o auge com o Conde-Duque Olivares e, aproveitando uma revolta na Catalunha, os três braços do reino (Clero, Nobreza e Povo), novamente unidos, revoltaram-se nessa luminosa manhã de 1 de Dezembro de 1640 e correram com os representantes de Madrid e com os traidores, voltando a colocar no trono português um português.
A assunção dos destinos portugueses por eles mesmos originou uma duríssima campanha política, diplomática e militar que durou 28 anos e se espalhou por quatro continentes e outros tantos mares e que envolveu não só a Espanha mas numerosas outras potências e potentados. No fim os portugueses saíram vitoriosos, apesar das imensas perdas em vidas e cabedais, e bem se pode considerar tal vitória um verdadeiro milagre!
A santa Sé só reconheceu a independência nacional dois anos após o tratado de paz que celebrámos com a Espanha…
Pois é esta gloriosa gesta – que não tem paralelo na História mundial – que um governo que se diz português, mas repleto de portugueses pequeninos – quer apagar da memória Pátria, acabando com a dignidade do feriado concedido há muito (e sempre foi comemorado no País antes de o ser), ao dia primeiro da Restauração.
Este termo também se pode prestar a confusões, já que para uns quer dizer a restauração da independência e, para outros, refere-se à restauração de uma dinastia portuguesa. Aliás, a «Restauração» começou por ser chamada de «Aclamação» (de D. João IV). E cremos que é mais neste sentido que o termo é usado até porque nunca verdadeiramente perdemos a independência (pelo que atrás dissemos).
Independentemente destas semânticas, não há dúvidas de que o 1.º de Dezembro é um grito de liberdade, de individualidade e de querer o retorno da soberania plena, que faz todo o sentido comemorar e, até, estabelecer como símbolo da nossa independência.
O 10 de Junho é diferente.
Nunca ninguém tinha ligado a morte de Camões à independência de Portugal, ou de algum modo a relacioná-lo com uma festa nacional até que o Partido Republicano resolveu aproveitar o tricentenário da sua morte, em 1880, para retirar dividendos políticos.
Desse modo fizeram de Camões, o vate que tinha exaltado e cantado em verso as glórias do apogeu nacional, confrontando-as com a decadência da época – o que, obviamente, se devia ao regime ser monárquico…
Quando ocorreu a tragédia do 5 de Outubro de 1910 (de facto de uma tragédia se trata), o novo governo, por decreto de 12 do mesmo mês, estabeleceu os feriados nacionais, onde constava o 1.º de Dezembro (já proposto, do anterior, pela Sociedade Histórica para a Independência Nacional – fundada em 1861) e, naturalmente, o 5 de Outubro, entre outros.
Mas não proclamou o 10 de Junho feriado nacional, ficando apenas como feriado municipal de Lisboa (na esperança que o mesmo destronasse o 13, dia de Santo António…). 
Foi verdadeiramente o Estado Novo que, a partir de 1933, tornou o 10 de Junho feriado nacional, promovendo comemorações em todo o País, chamando-lhe «Dia de Portugal e da Raça, ou dos portugueses».
Desde 1963 e por via das últimas campanhas ultramarinas, passou-se a homenagear os combatentes e as Forças Armadas, nessa data.
Depois do 25 de Abril de 1974, o feriado do 10 de Junho só voltou a ser comemorado em 1978, sendo rebaptizado como «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas». Porém, os novos poderes retiraram, inexplicavelmente, as FAs de todas as comemorações, o que só veio a ser emendado (!) no primeiro ano de Cavaco Silva como PR.
Uma humilhação funesta para com a FAs e todos os combatentes de todos os tempos, à qual a Instituição Militar não reagiu e a população – de cérebro lavado – nem deu conta…
Assim se passam as coisas no nosso País: ora quando somos Portugal, ora quando somos… portugalinho.

A história da Ponte Salazar

Pode descarregar aqui um pouco da história e alguns aspectos técnicos da  "Ponte Salazar", ou Ponte 25 de Abril, ou Ponte sobre o Tejo, caracterizada por algo muitíssimo estranho e incomum:

Foi construída dentro do prazo e dentro do orçamento. Ou, melhor dizendo, não custou três vezes mais do que previsto e não demorou o dobro do tempo.

Com a sua construção ninguém enriqueceu, nem subitamente foram feitos depósitos nas Bahamas.

O ministro das obras públicas da altura, quando saiu do governo, não foi para presidente do concelho de administração da empresa da ponte. Tempos estranhos de facto!!

Para descarregar um pdf com a história da Ponte Salazar clique aqui.

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Duas frases irretocáveis


«Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe...
Hoje, estão bebendo igual ao pai!»


«Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos».

Sábado, 24 de Março de 2012

25 de Março
Dia da criança por nascer


A 25 de Março de 1995, há 17 anos, portanto, o Papa João Paulo II, assinava a Carta Encíclica «Evangelium vitae» (O Evangelho da vida), sobre o sempre oportuno e actualíssimo tema da vida humana, seu valor e carácter inviolável que «há-de ser fiel e corajosamente anunciado como boa nova aos homens de todos os tempos e culturas» (cf. P.c.nº 1).
O Beato João Paulo II, Magno, dedicou inúmeros documentos; discursos e homilias aos temas que Lhe eram particularmente queridos: a vida humana e a Família. Deixou-nos, também neste âmbito, uma herança riquíssima e inesgotável. Infelizmente pouco divulgada, conhecida, amada e defendida como seria expectável e…necessário.
«Depois da minha morte gostaria de ser recordado como o Papa da Família e da Vida», assim desabafa ao Cardeal Carlo Cafarra, quando este presidia o Pontifício Instituto «João Paulo II» para o estudo do matrimónio e família.
De facto, o desejo deste grande Papa concretiza-se hoje já que um dos seus legados mais significativos continua a ser precisamente a vida e a família. Num tempo desfavorável à vida e à Família, é um imperativo estar alerta e disponível para, como diz S.Paulo, «a tempo e a contra-tempo» defender, apoiar e promover aqueles valores civilizantes e naturais, cuja perda arrastará o declínio da humanidade. Um dos modos de estar presente neste imenso campo de batalha, de duríssimos combates, é rezar. Pedir ao Deus rico em misericórdia que alente os que pugnam pelos direitos da Família e pelo Direito á Vida.
Sabemos que entre os direitos mais ameaçadas está o direito à vida das crianças por nascer a quem é negado o direito de nascer, crescer e serem amadas. Em Portugal, legalmente, são eliminados 53 bebés por dia, uma verdadeira razia. Uma hecatombe demográfica. E não se contabilizam os abortos químicos, pois não há possibilidade real e efectiva de os contar.
Pelo 5.º ano consecutivo, celebramos o  Dia da Criança por Nascer no dia 25 de Março, início da vida terrena de Jesus. Porém, como este ano é um Domingo, a solenidade da Anunciação passa para o dia 26, razão pela qual iremos reunir-nos na Igreja da Senhora-a-Branca, em Braga, para a Missa das 19 horas e onde teremos presentes todas as crianças que deveriam nascer mas foram eliminadas de nascer.

Militia Sanctae Mariae
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4710-298 Braga
Tlf./Fax. 253 611609