quarta-feira, 26 de agosto de 2015


Quando a autoridade está ao serviço

da impiedade


Padre Rodrigo Maria

À medida em que o relativismo revolucionário avança no mundo e dentro da Igreja podemos constatar o crescente distanciamento entre o que se prega em boa parte das nossas paróquias e dioceses e o que a Igreja sempre ensinou no seu magistério infalível.

A situação é verdadeiramente gritante, escandalosa, indignante…

É muito entristecedor ver leigos bons, que querem ser santos, que desejam viver a Verdade do Evangelho tal como ensina a santa Igreja, serem rechaçados, humilhados e isolados pelos seus padres ou bispos, tratados como excêntricos, exagerados, radicais, como gente a ser evitada…é indignante ver como muitos desses padres e bispos usurpam da sua autoridade para massacrar as suas ovelhas mais pequenas, execrando-as e pondo-as publicamente em ridículo pelo facto de estas quererem receber a SS Eucaristia (Santíssimo Sacramento da Eucaristia) de joelhos e/ou na boca.

Muitos destes senhores incham o peito e vociferam enraivecidos mandando que se levantem os que se ajoelham para receber a sagrada comunhão e/ou insistem que devem receber a sagrada hóstia na mão. Alguns apelam para o argumento da unidade com o resto da assembleia para justificar a atitude autoritária, outros acusam estes fiéis de estarem «querendo aparecer» como se fossem deuses que conhecem o íntimo dos corações… tem sido frequente muitas destas autoridades demonstrarem aversão e combater o uso do véu por parte das senhoras e jovens nas santas missas… mesmo a modéstia à qual tem aderido um número sempre maior de pessoas passou a ser alvo das críticas e oposições por parte de muitos pastores de almas. E assim tem sido com várias outras práticas de piedade às quais tem aderido o nosso povo, que cada vez mais tem rejeitado esse catolicismo superficial, desfigurado pelo relativismo reinante, que desorienta e causa confusão.

O que é desconcertante nestas autoridades que combatem a piedade é a atitude conivente, quando não incentivadora, de ideias e práticas completamente incompatíveis com a Verdade do Evangelho e com o ensinamento da Igreja.

Eles não aceitam um fiel comungar de joelhos e na boca, mas dão a comunhão a mulheres com vestes imorais e sensuais, com as pernas de fora, costas nuas, e parte dos peitos a aparecer… sem dizer das roupas coladas e transparentes…

São estes mesmos senhores que negam aos fiéis o direito de se ajoelharem para receber Jesus Eucarístico, mas que, desobedecendo à Doutrina católica, dão a comunhão a maçons, amantizados, bruxos, espíritas, e marxistas-comunistas, etc…

São estes que querem oprimir os fiéis sob o peso de uma autoridade esmagante para impor caprichos pessoais ou ideais contrárias ao ensinamento da Igreja, mas que não querem obedecer à mesma Igreja em matérias graves.

São estes valentes que a pretexto da «unidade» humilham e perseguem aqueles que querem ter uma vida cristã ancorada na rica Tradição católica, mas que evocando a «diversidade» defendem um ecumenismo sem pé e sem cabeça e relativizam a Doutrina católica, deturpando-a e reduzindo-a de tal forma que qualquer herege se sinta à vontade perto dela.


O povo católico que já possui ou está adquirindo um conhecimento básico da sua fé, vai percebendo a distância enorme entre a Verdadeira Doutrina católica ensinada pelo Magistério da Igreja e o que eles têm visto e ouvido em muitas das suas paróquias e dioceses.

Este povo tem-se sentido defraudado, negligenciado e muitas vezes combatido pelos seus próprios pastores. E na mesma proporção em que cresce neles o conhecimento da Verdadeira Doutrina católica cresce também o sentimento de desalento e profunda insatisfação com este estado de coisas… mas, a opressora «ditadura do relativismo» está tão generalizada dentro da Igreja, que parecem não terem a quem recorrer.

Os poucos padres e bispos que têm a coragem de pregar e defender a Verdadeira fé católica são logo estigmatizados e rotulados de radicais, rebeldes, desobedientes, etc…. pessoas contrárias à unidade. A sua honra e a sua moral são atacadas de todas as formas para que, uma vez desacreditados, a mensagem da qual são portadores possa também perder a credibilidade.

A situação actual é tão estranha que aqueles revolucionários horizontalistas que sempre desprezaram a hierarquia evocam agora com voz alta a força da obediência para submeter aqueles que sempre nela acreditaram. Muitas autoridades estão a usar a sua posição dentro da Igreja para implodir a Igreja bem como para calar a voz e paralisar a actuação daqueles que não se alinham a este projecto demolidor.

E antes que alguma alma imbecilizada pelo «politicamente correcto», possa ver nestas linhas qualquer expressão de rebeldia contra a hierarquia ou incentivo ao desrespeito ou desobediência é importante esclarecer que essas pessoas que querem viver um cristianismo autêntico são pela ordem e pela obediência e amam os seus pastores e a sua santa Igreja e por isso mesmo gostariam de ver os seus bispos usando a sua autoridade não para combater a piedade e a sadia Tradição, mas sim para fazer o que a Igreja lhes manda fazer, como por exemplo: acabar com a influência e infiltração maçónica nas suas dioceses e nas paróquias que as compõem; acabarem com as aberrações e abusos litúrgicos (missas shows, missas de cura, missas rústicas, missas crioulas, baterias e instrumentos de percussão nas missas, teatros, «danças litúrgicas», auto-comunhão, etc…), suspender ou corrigir os diversos padres que têm ensinado heresias, cometido escândalos comprovados e praticado abusos na sagrada liturgia; proibir bebidas alcoólicas e shows mundanos nas festas de padroeiros e outros eventos das Igrejas.

O povo que se vai esclarecendo gostaria imenso de ver os seus padres usarem a sua autoridade para pregar a Verdade integral do Evangelho, sem mutilação ou falsificação… gostariam de ver os seus sacerdotes usarem a sua autoridade para impor o respeito e o decoro na casa de Deus exigindo de mulheres e homens vestes e posturas decentes que condigam com a sacralidade da casa de Deus. Esse povo gostaria de ver e ouvir padres e bispos, que a exemplo de Cristo, falassem com autoridade, sem medo… que tivessem a coragem de pregar a Verdade e sofrer as consequências do seu profetismo.

O que esse povo quer ver são padres que os conduzam no estreito caminho da salvação, que antes de tudo procurem a glória de Deus e o bem eterno do rebanho que lhes foi confiado.

O que os verdadeiros católicos querem ver são bispos e padres que não se acovardem diante dos lobos que procuram devorar e destruir o rebanho; que levem as pessoas a viverem na graça de Deus e na santidade, que por amor ao rebanho denunciem o pecado e as situações de pecado. Que exortem as famílias a terem vida de oração, a viverem na graça, a rejeitarem as novelas imundas e pervertedoras, que denunciem os programas e ambientes que fazem perder a amizade e a comunhão com Deus.

Os verdadeiros católicos querem ver os seus pastores guiá-los na Verdadeira fé, ajudando-os a perceber a coerência entre o que se professa e o que se deve viver. Querem ver os seus padres e bispos lutando pela vida contra o aborto, pela família contra a ideologia gay e de género, contra o petismo-comunismo-marxismo, etc…. Os verdadeiros católicos querem o fim dessa absurda inversão de valores dentro da Igreja onde quem quer viver uma devota piedade e a sã Doutrina tem sofrido perseguição e execração e quem adere ao relativismo revolucionário é aplaudido e premiado.

Por fim resta-nos a esperança nas Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja.

Existem padres e bispos que querem ser fiéis à sua missão, mas na sua maior parte sentem-se muito encurralados, isolados e desamparados… são esses poucos padres e bispos que alimentam espiritual e doutrinariamente essas pequenas ovelhas de Deus, por isso é preciso rezar muito por estes e pedir para eles ao Espírito Santo o dom da fortaleza para que sejam sempre capazes de defender a Verdade e colocar os interesses de Deus acima de qualquer outro bem, e o dom da Sabedoria para saberem como agir de modo a redundar na maior Glória de Deus e no bem e salvação das ovelhas que custaram o sangue de Cristo.





sexta-feira, 14 de agosto de 2015


Petição



Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Queremos a nossa Força Aérea Portuguesa novamente no combate aos incêndios!» no endereço 
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70630

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.

                                                                  José Luis Cabral da Gama Lobo Salema


Esta mensagem foi-lhe enviada por José Luis Cabral da Gama Lobo Salema (
joseluissalema@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=P2013N70630







O elefante na sala do sínodo


«Como é estranho...

que um Sínodo Especial convocado pelo Papa precisamente para contrariar as forças negativas contemporâneas minando o casamento e a família...

pouco ou nada diga sobre o papel que a prática universal de contracepção tem virtualmente desempenhado como causa desta crise.»


LER EM:

http://www.catholicworldreport.com/Blog/4085/the_elephant_in_the_synod_hall.aspx








A verdade sobre o sínodo de Bergoglio:

um ataque a Veritatis splendor de João Paulo II


Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade) é uma encíclica do
Papa João Paulo II . Ela expressa a posição da Igreja católica sobre os fundamentos do papel da Igreja no ensino moral. A encíclica é um dos ensinamentos mais abrangentes e filosóficos da teologia moral na tradição católica. Foi promulgada em 6 de Agosto de 1993.

Agora, Bergoglio ataca-a. Ou, melhor, põe principalmente os seu batedores a atacá-la.

O «Instrumentum laboris 2015»: um ataque a Veritatis Splendor

Roberto de Mattei


Ler em:

http://www.corrispondenzaromana.it/l-instrumentum-laboris-2015-un-attacco-alla-veritatis-splendor/







Desgraça de entrevistador e entrevistada...


José Lemos

À «Grande Entrevista» da RTPI do dia 12 foi a filha de Marcelo Caetano. Que tristeza ouvir os mais incríveis disparates, quer do entrevistador, Vítor Gonçalves (deste já são habituais), quer da entrevistada.

O entrevistador pensa que é perspicaz mas cai permanentemente em perguntas de resposta óbvia.

A entrevistada, com a sua superficialidade e complexos políticos, respondia como uma tontinha.

Que tristeza ver afinal um homem sério, correcto e inteligente ser representado — para todos os efeitos — por alguém assim. Já não é a primeira vez.

Filha de peixe não sabe nadar.

Ana Maria Caetano reconciliada com Otelo,
num outro programa de televisão,
onde fez outra triste figura como suposta representante
do Governo do seu pai.




630 anos da batalha de Aljubarrota



A independência de Portugal como terra livre de gente livre foi confirmada com sangue e sacrifício, pela força das armas, na batalha de Aljubarrota, na tarde de 14 de Agosto de 1385. Faz 630 anos, um momento decisivo da nossa história mostrou aquilo de que fomos capazes quando estávamos unidos por uma vontade comum e sabíamos escolher chefes capazes e dignos de confiança.

Desde a Fundação da nacionalidade, no século XII, até à expulsão dos mouros do nosso território com a conquista definitiva do Algarve por D. Afonso III, em 1249, a prioridade estratégica dos reis de Portugal foi a Reconquista. No entanto, as ameaças hegemónicas de Castela e a política de casamentos entre a família real portuguesa e as dos outros reinos cristãos da Península Ibérica (Castela, Leão, Aragão e Navarra), estiveram a ponto de levar o nosso país ao mesmo destino dos outros reinos peninsulares, absorvidos pela força centrípeta dos castelhanos. As derrotas de D. Fernando nas três guerras travadas contra Juan I saldaram-se pelo desastroso casamento da sua filha e herdeira, D. Beatriz, com o rei castelhano. Por morte de D. Fernando, em 1383, Juan I veio reclamar a herança da sua rainha: o trono de Portugal.

A viúva de D. Fernando, D. Leonor Teles, seguida pela maior parte da aristocracia lusitana, seguiu as regras próprias da época do feudalismo e reconheceu sua filha D. Beatriz como sucessora, conforme estipulava o Tratado de Salvaterra de Magos, assinado por D. Fernando.

Em Dezembro de 1383, o Mestre de Avis, D. João, filho natural do rei D. Pedro I e meio-irmão de D. Fernando, encabeçou uma revolução, com o apoio do povo da capital do reino, expulsou de Lisboa os partidários de D. Leonor, D. Beatriz e dos castelhanos, depois de assassinar, em pleno palácio real, o conde João Fernandes Andeiro, um nobre galego que se tornara amante e principal conselheiro da rainha viúva.

As notícias da revolução de Lisboa puseram o país em pé-de-guerra: de Norte a Sul, muitas cidades e castelos tomaram voz pelo Mestre de Avis, já nomeado Regedor e Defensor do Reino.

Rei por vontade do povo

Após uma prolongada resistência das forças patrióticas contra as pretensões de Juan I de Castela, que entretanto invadira Portugal e pusera cerco a Lisboa durante meses (1384), até ser obrigado a retirar por um surto de peste, reuniram-se Cortes em Coimbra para resolver o problema da sucessão.

Em Março de 1385, os representantes do clero, da nobreza e do povo dividiram-se em duas facções. Os partidários de D. Beatriz primaram pela ausência, preferindo defender os seus direitos pela força das armas, ao lado do rei de Castela. Dos presentes em Coimbra, uma facção, onde se destacavam membros da alta nobreza e do alto clero, declarou-se favorável aos infantes D. João e D. Dinis, filhos do rei D. Pedro e de D. Inês de Castro, sustentando que estes deviam ser considerados filhos legítimos, uma vez que os seus pais tinham chegado a casar-se, embora clandestinamente. O outro «partido», formado sobretudo por elementos da baixa nobreza e representantes dos concelhos, apoiava o Mestre de Avis, por quem se tinham manifestado em Lisboa e outras cidades e vilas.

Contra os opositores da causa do Mestre de Avis destacaram-se os argumentos do doutor João das Regras, apoiados sem papas na língua por Nuno Álvares Pereira (hoje venerado nos altares como S. Nuno de Santa Maria). Ao fim de um mês de debates, as Cortes deliberaram que o trono estava vago, sendo assim legítimo escolher um novo rei. Por unanimidade, os participantes aclamaram então o Mestre de Avis rei de Portugal, com o nome de D. João I.





quinta-feira, 30 de julho de 2015


Um eloquente caso de desinformação

da «honesta» esquerda


Carlos Peixoto

Peste grisalha

Alguma esquerda concertada conseguiu arrastar alguns cidadãos de bem para o coro de insultos que indignamente grassa pelas redes sociais contra o cabeça de lista do PSD/CDS no distrito da Guarda, eu próprio.

Para esses, aqui fica a nota de que expressões desinseridas do texto que lhes garante o seu sentido autêntico, são susceptíveis de originar gravíssimos erros na sua interpretação.

Assim sucedeu com a expressão «peste grisalha» que eu utilizei num artigo que em 2013 escrevi no Jornal «I» e que agora, foi recuperado com propósitos eleitoralistas e caluniosos.

Como disse Victor Hugo, «uma calúnia na imprensa é como relva num belo prado, cresce por si própria».

Quem me conhece sabe bem que respeito e lido educadamente com todos, seja qual for a raça, a origem, o sexo, a idade, os credos, o estatuto socio-económico e a ideologia politica de cada um.

Só coléricos desprovidos de juízo podem pensar ou presumir que tenho alguma coisa contra quem é grisalho ou quem tenha cabelos brancos. Tenho-os eu, os meus irmãos, os meus pais e, se Deus quiser, há-de tê-los o meu filho, todos aqueles a quem mais quero.

Qualquer pessoa de bem e de boa fé que lide comigo, sabe que não é o meu exemplo de vida denegrir ou atacar quem quer que seja.

A expressão de que se fala não é minha e, que eu saiba, nunca suscitou a ira de ninguém quando outros a usaram.

Aparece em vários livros e publicações portuguesas e estrangeiras e em diversos estudos académicos que se debruçam sobre questões relacionadas com a demografia, como são exemplo «O envelhecimento da sociedade portuguesa», Maria João Valente Rosa, Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde se escreve «O envelhecimento demográfico surge-nos como um processo que é urgente banir, uma «peste grisalha» como é por vezes referido, porventura mais grave para a sobrevivência das sociedades que outras pestes que devastaram populações no passado.» e «Jornalismo de Ciência, Universidade Nova de Lisboa, revistan.org, onde se escreve numa tese de mestrado «A verdadeira discussão de uma estratégia política ainda está por fazer. Apesar dos números, Portugal ainda não está preparado para dar importância à qualidade de vida de uma «peste grisalha» da população e limita-se a discutir uma política de velhice.»

Está bem de ver que esta expressão, de autoria alheia, foi usada apenas e tão só para caracterizar o fenómeno do envelhecimento populacional e os perigos que ele representa para as sociedades contemporâneas.

Nada tem de pessoal, não tem ninguém como destinatário e não tem conotação acintosa ou negativa.

Quem quer ser sério, sabe bem que é assim.

Quem quiser continuar a optar por um misto de ignorância, de malvadez e de oportunismo, continuará a vociferar contra a minha pessoa.

Como disse um dia Oscar Wilde, «O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao oferecer-nos a opinião dos deseducados, ele mantem-nos em dia com a ignorância da comunidade».

Haja, pois, decência, mesmo daqueles que apostam no assassínio do meu carácter.





segunda-feira, 27 de julho de 2015


Homenagem a António de Oliveira Salazar


https://www.youtube.com/watch?v=0D7_bhlvjvk&feature=youtu.be&t=24







Curso acelerado de História

da Grécia contemporânea na Europa


1985:
Quando a Grécia exigiu mais dinheiro
para aceitar Portugal na CEE

Em Março de 1985, Portugal e Espanha negociavam em Bruxelas a adesão à CEE, mas na altura contavam com um opositor de peso: a Grécia. Os Ibéricos entravam se os gregos recebessem mais fundos.

A manchete do Diário de Lisboa a 28 de Março de 1985 era clara: o acordo estava por um fio «Gregos mantêm veto contra alargamento». Era esta a manchete do Diário de Lisboa a 28 de Março de 1985, quando Portugal e Espanha discutiam em  Bruxelas a entrada na Comunidade Económica Europeia (CEE), antecessora da União Europeia.


Era a Europa dos 10, antes de se tornar o clube dos 12 em 1986.

Convencer os Gregos, contudo, não foi fácil: o então primeiro-ministro, Andreas Papandreou, exigia mais fundos europeus para a Grécia como moeda de troca para aceitar o alargamento.

O processo de adesão de Portugal e Espanha estava há muito em cima da mesa, mas os Gregos levantaram, desde o início, várias objecções, sobretudo em relação às dificuldades de competitividade económica que iriam enfrentar caso Portugal e Espanha entrassem na Comunidade.

Em finais de Março, as negociações continuavam difíceis: «A Grécia entende que a sua economia não poderá fazer face ao alargamento da Comunidade sem receber os subsídios propostos pela Comissão e não aprovados para desenvolver as regiões agrícolas mais atrasadas», escreveu o Diário de Lisboa na altura.

Um dia mais tarde, a 29 de Março, as principais divergências eram sanadas e o acordo celebrado com «tostas e vinho espanhol».

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Giulio Andreotti, que liderou as negociações, foi recebido com cânticos pelos jornalistas espanhóis quando entrou na sala para revelar a boa-nova:

«Tenho o prazer de vos anunciar que agora temos uma Europa dos ‘Doze'», disse Andreotti na conferência de imprensa, ladeado pelo seu homólogo espanhol, Fernando Môran, e pelo ministro das Finanças português, Ernâni Lopes.

O ministro português viria, depois, a afirmar que Portugal tinha conseguido «resultados de primeira grandeza que nos permitem encarar melhor o futuro da economia portuguesa a médio-prazo».

O «preço» que os Gregos exigiram para não avançarem com o veto, uma decisão anunciada desde a cimeira de Dublin em 1984, seria conhecido na edição seguinte do jornal.

«Preço do veto grego fixado esta tarde» era o título da manchete do Diário de Lisboa. O jornal explicava que a «Grécia fez depender a retirada do seu anunciado veto do aumento da ajuda às suas regiões mais desfavorecidas através dos PIM [Programas Integrados do Mediterrâneo]».

Na prática, os gregos exigiram como contrapartida para aceitar a entrada de Portugal e de Espanha na CEE «um auxílio adicional no quadro das verbas para os PIM: dois mil milhões de dólares (cerca de 350 milhões de euros). Qualquer coisa como 1 750 milhões de euros, foi o preço do «sim» da Grécia.


Fonte: Diário de Lisboa





quinta-feira, 23 de julho de 2015


O grande e doloroso problema de consciência

de Rui Rio


Heduíno Gomes

Rui Rio finalizou a sua entrevista à RTPI (22.7.2015) expondo um grande e doloroso problema de consciência: acha que Sócrates é culpado mas dá por ele próprio a pensar se não estará a ser manipulado...

Esta é a parte da tragicomédia fluvial.

O grave é o ataque que fez à justiça, com questões laterais, como se a acusação fosse demorada não pela complexidade da investigação mas por... mau funcionamento e sabe-se lá o quê!...

O candidato do grupo cavaquista a Belém ataca pelos flancos a justiça que está a lutar contra a corrupção. Pretende assim condicioná-la, o que se traduz na prática na defesa objectiva daquilo que todos conhecemos.

Que nos poderia oferecer este Rio no cargo de «Supremo Magistrado da Nação» senão a reposição de impunidade para a ladroagem da classe política, que durou todo este tempo da III República e que uma nova geração de magistrados está a enfrentar?

Ó Socrates, desde o n.º 44, envia já o teu apoio à candidatura do Rio!






sábado, 11 de julho de 2015


E se Laura Ferreira fosse de esquerda?


Inês Teotónio Pereira, ionline, 11 de Julho de 2015

A mulher do primeiro-ministro deixou-se fotografar numa visita oficial sem peruca ou lenço para esconder os efeitos da quimioterapia a que tem sido sujeita, e a esquerda indignou-se, pasme-se!

A tolerância da esquerda com a diferença e a doença é comovente. Já sabíamos que são incontestável património da esquerda temas como pobreza, ambiente, cultura e grupos que tenham em comum serem minorias (desde que exóticas). Ser de esquerda, nos dias de hoje, é estar sentado num sofá, numa sala decorada ao estilo minimalista, a assistir ao «Borgen», a beber um gin tónico cheio de folhas e bolinhas lá dentro e, no intervalo da série, discursar com a companheira ou companheiro sobre cultura, ambiente, desigualdades sociais e minorias (exóticas). É assim desde que a esquerda é esquerda chique e, numa época mais recente, desde que o PSR inovou o espaço público – vulgo muros – com desenhos giros de carneiros para ilustrar o inimigo comum – vulgo os outros.

Têm sido tempos penosos, mas todos sobrevivemos ao crescimento desta esquerda mordaz, folclórica e vazia sem grandes indigestões. Até que a moda alastrou ao centro e hoje o PS, encalhado numa espécie de complexo social, se rendeu aos encantos desta forma de fazer política. Os comediantes e os espectáculos podem agora ser vistos em vários palcos que vão desde a blogosfera ao plenário da Assembleia da República. Sim, temos estoicamente sobrevivido a tudo isto sem grandes sobressaltos.

A indigestão deu-se esta semana. Esta semana, Laura Ferreira, mulher do primeiro-ministro da maioria de direita – o tal que vai todos os dias para casa magicar planos sádicos para roubar dinheiro às pessoas, tornar os pobres mais pobres, vender o país ao estrangeiro, expulsar portugueses e que, ainda por cima não tem ar de gostar de gin com folhas e bolinhas –, dizia eu que a mulher do primeiro-ministro se deixou fotografar numa visita oficial sem uma peruca ou um lenço para esconder os efeitos da quimioterapia a que tem sido sujeita. E, pasme-se, a esquerda indignou-se. Sim, a esquerda das minorias (exóticas, é verdade), dos desprotegidos, dos mais frágeis, acha – aliás, tem a convicção profunda – que Laura Ferreira só pode aparecer em público disfarçada, escondendo o cancro e sem aparentar qualquer vestígio de que está a fazer um tratamento doloroso. Porquê? Porque não escondendo está a provocar uma onda de sensibilização e isso não é mais do que um instrumento político para ajudar o marido a ganhar votos. Logo, o primeiro--ministro está a usar o cancro da mulher para ganhar votos. Sim, chegou o dia da indigestão. Do vómito, mesmo.

A esquerda tem o problema de achar que o mundo pensa como ela: através de um copo de gin. Esta esquerda gosta de falar das minorias (exóticas, é certo), da pobreza e da doença, mas na medida em que a pobreza, a doença e as minorias sejam conceitos e não pessoas. E Laura Ferreira, por ter casado com quem casou, está automaticamente excluída do conceito e não pode fazer parte do grupo de pessoas que comovem a nossa esquerda. Assim como o ministro das Finanças alemão, que por ser alemão, ser das Finanças e de direita, também não faz parte do grupo de pessoas com deficiência que comovem a esquerda e até pode ser satirizado com a sua cadeira de rodas, como fez António no «Expresso» da semana passada.

Laura Ferreira tem um cancro, tem um cancro e não tem medo, vaidade ou vergonha de mostrar que o tem. Quando a esquerda de Estrela Serrano, dos blogues e de outras personalidades de referência vê um asqueroso aproveitamento político onde só há coragem, isto não só revela o tamanho da sua hipocrisia, intolerância e incoerência, como, pior ainda, revela até onde pode chegar o pensamento estratégico desta gente. E se Passos Coelho fosse de esquerda, será que a sua mulher já podia aparecer sem lenço?






Laura Ferreira e a turba asquerosa


Ana Sá Lopes, Jornal i, 10 de Julho de 2015

A cabeça rapada de Laura Ferreira, sentada ao lado do marido, Pedro Passos Coelho, deu origem a uma miserável onda de asco na blogosfera e nas redes sociais, indigna de pessoas decentes.

Uma mulher absolutamente discreta tem um cancro. Passou, naturalmente, momentos pavorosos enquanto não viu luz ao fundo do túnel. Sobreviveu. Apareceu em público optando por não disfarçar uma sequela da quimioterapia, a queda de cabelo, com perucas ou lenços. A cabeça rapada de Laura Ferreira, sentada ao lado do marido, Pedro Passos Coelho, deu origem a uma miserável onda de asco na blogosfera e nas redes sociais, indigna de pessoas decentes. Toda a gente sabe que as redes sociais estão cheias de hooligans, mas desta vez a iniquidade estendeu-se a grandes especialistas em várias especialidades, a começar por Estrela Serrano, ex-assessora do Presidente da República Mário Soares e professora na Escola Superior de Comunicação Social, um centro de formação das novas gerações de jornalistas.

Tendo por base a fotografia da primeira página do «Correio da Manhã» de quarta-feira – absolutamente normal, um jornalista digno desse nome não deveria esconder a opção radical de Laura em expor a sua cabeça rapada –, a professora doutora que já foi membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social afirma que «a mediatização da doença de Laura Ferreira e o sentimento de compaixão que a sua imagem sem cabelo provoca prestam-se a uma leitura política, sobretudo em época pré-eleitoral, em que os políticos tentam aproximar-se das pessoas através de sinais de proximidade, emoção e humanidade».

Estrela Serrano acusa Passos Coelho de utilizar o cancro da mulher com fins políticos. Não é a primeira figura nacional com ligações ao PS que aparece em público a fazê-lo. Tendo em conta que Passos Coelho viveu o seu drama familiar na maior das discrições (sim, falou nisso na biografia, como é natural numa biografia), estas acusações de aproveitamento político de uma tragédia são de uma sordidez assustadora, reveladora do pior que existe no género humano. Discuta-se Passos no plano político: na minha opinião, é responsável pela degradação do país. Insinuar que utiliza a sua tragédia pessoal é injusto, miserável e revelador de uma falta de inteligência e de compaixão assinaláveis.





quinta-feira, 9 de julho de 2015


Adriano Moreira elogia Sampaio da Nóvoa...


Heduíno Gomes

Adriano Moreira elogia Sampaio da Nóvoa. Se dúvidas houvesse sobre o indivíduo, teríamos agora ficado esclarecidos.






terça-feira, 7 de julho de 2015


Patriotas & parasitas


Alberto GonçalvesDiário de Notícias, 5 de Julho de 2015

Na sexta-feira, os deputados do Bloco de Esquerda levantaram cartazes em que se lia «Solidariedade com a Grécia». Como se o gesto não fosse suficientemente engraçado, submeteram em simultâneo à Assembleia da República um voto com pedido semelhante. Dado que alguns parlamentares têm vergonha na cara, o voto acabou rejeitado. Mas ficou a divertidíssima intenção de condenar as «pressões indevidas que tentam condicionar a escolha livre e democrática do povo». Em português, isto significa que os gregos são livres de escolher a maneira de outros os sustentarem. Quanto à liberdade dos outros, o BE foi omisso. Para cúmulo, que se saiba nenhum dos deputados contribuiu para a campanha iniciada pelo britânico que, através de crowdfunding, procura ajudar a pagar os 1,6 mil milhões da dívida grega. Da última vez que vi, a recolha ia nos 1,6 milhões. Faltava um bocadinho, um bocadinho que, desconfio, não se alcança com cartazes e votos solidários. Nem com lirismo.

O lirismo dominou o encontro «A crise europeia à luz da Grécia», debate também realizado na sexta-feira e abrilhantado pela ausência de divergências. O calibre dos nomes envolvidos explica o estilo e o consenso: Louçã, Pacheco Pereira, Manuel Alegre, o Prof. Freitas, um economista da CGTP e, claro, os imparáveis deputados do BE. A bem da síntese, eis o tom geral: a Europa é uma ditadura (valha-nos Deus); a Grécia simboliza a democracia (desde tempos imemoriais, para não falar do velho esclavagismo e da pedofilia clássica); os gregos resistem ao poder do dinheiro (excepto quando é dado); os gregos, à imagem dos jogadores da bola, levantam a cabeça (excepto para pedir); os gregos são dignos (na medida em que o parasitismo é um critério de dignidade); os gregos, em suma, são patriotas – já os alemães que preferem a Alemanha ou os portugueses que preferem Portugal são traidores. Seja em que país for, patriota é o sujeito que dá a vida ou, vá lá, levanta um cartaz pela Grécia.

A Grécia ou, diga-se em nome da exactidão, o Syriza, o que não é exactamente o mesmo. Há dias, o ministro Varoufakis disse preferir perder um braço a prejudicar a Grécia. Ora o homem não é maneta e, com uma perna às costas, nos intervalos das poses para retratos ao piano já transformou a situação que os gregos viviam há seis meses numa saudade. O pedaço que falta aos senhores do Syriza é uma cabeça em que caiba coisa diferente de ideologia, infantilidade, ressentimento, fanatismo e todos os ingredientes da toleima de que nos lembrarmos.

E é isso, não os «gregos» ou a «Grécia», que move os apoiantes do Syriza. Nos plenários excitados de Lisboa, Caracas ou Moscovo, é o currículo marxista e maoista do bando que seduz (por pudor, não menciono os neonazis da coligação). A retórica da «democracia» é, naturalmente, cosmética, quase irónica: gosta-se do Syriza porque o Syriza representa a enésima esperança de derrubar o «capitalismo», ou o «sistema», ou a «Europa», ou o que quer que defina o Ocidente que, afinal, se abomina. Os «gregos» são os «trabalhadores» ou o «povo» do costume: cobaias mais ou menos voluntárias de uma experiência que invariavelmente corre mal. O referendo, e a reacção dos «democratas» ao referendo, decidirá se corre ainda pior.





quinta-feira, 2 de julho de 2015


Grécia: a Europa é o dinheiro dos outros


Rui Ramos, Observador, 1 de Julho de 2015

O que os gregos poderão ajudar-nos a descobrir é que a Europa, como o socialismo, também acaba quando acaba o dinheiro dos outros

Não me peçam para adivinhar o fim desta história. Com os bancos fechados, um pagamento falhado ao FMI, a população em fila diante das caixas automáticas, e um confuso referendo marcado para domingo, vai a Grécia ficar no euro, ou sair? Ninguém sabe. Nem Juncker, nem Tsipras, nem Merkel, nem Obama. Ninguém, nos bastidores, está a puxar os cordelinhos. Ninguém tem um plano, ninguém percebe bem o que está a acontecer, ninguém sabe o que vai acontecer.

Talvez o «corralito» fosse fatal – até quando podia o BCE assistir os aforradores gregos em fuga? E talvez o referendo de Tsipras fosse previsível – já tinha sido o truque de Papandreou para ganhar tempo em 2011. Mas alguém estava à espera de ver o presidente da Comissão Europeia a apelar ao «sim», isto é, a concorrer às eleições gregas? A Comissão Europeia é agora um partido? Temos, neste momento, o duvidoso privilégio de assistir a algo de obviamente caótico.

Sim, o Syriza é parte grande do problema. Há quem, no Syriza, nunca tenha desistido de armar uma revolução à velha maneira. Esta foi a sua oportunidade. Resta saber se os gregos querem o socialismo. A crer nas sondagens, preferem o euro. Mas não nos fiquemos pelos restos mortais do leninismo de 1970. Porque antes do Syriza, houve Samaras, a antecipar a eleição do presidente da república. E antes de Samaras, Papandreou, o primeiro a inventar o referendo. Na Grécia, o facto é este: à esquerda e à direita, ao centro e nos extremos, ninguém ali acha que pode governar com a verdade.

O Syriza terá os seus comunistas. Mas se também teve todos os votos que arranjou na última eleição, não foi pela conversão marxista do eleitorado, mas porque, de facto, o Syriza é apenas a máscara radical da velha oligarquia e dos velhos interesses. A oligarquia e os interesses querem tudo, incluindo mais impostos, desde que não haja reformas, nem mudanças, nem, sobretudo, uma administração fiscal independente. É curioso como, nas últimas semanas, as posições se inverteram a respeito da austeridade: agora é o Syriza a propor aumentos de impostos, como em Portugal, e o FMI a dizer que não resulta. A única coisa que o Syriza não quer é o que já a direita grega não queria, nem a esquerda moderada: limitar as distribuições com que os partidos políticos mantêm as suas clientelas, ou remover os constrangimentos que geram rendas para os seus amigos.

O poder político na Grécia é um poder fundamentalmente deficitário, tolerante da evasão fiscal e das posições de renda, e que só foi viável até agora através da sua dependência da Europa. Não é uma herança levantina: é o que se desenvolveu na Grécia graças aos subsídios de Bruxelas e ao crédito barato do euro, e que ainda se mantém com os empréstimos dos seus parceiros europeus e do BCE.

A ironia desta história é que a Europa esperou mudar a Grécia, e mudou-a para pior, ao poupar os seus oligarcas à pressão mais efectiva, que não é aquela que consiste em sermões europeus, mas a que provém de contribuintes cansados, credores sem confiança, e empresários e trabalhadores frustrados. As propostas europeias das últimas semanas têm consistido em reformas graduais em troca de liquidez. O Syriza não pode aceitar. Por razões ideológicas? Sim, mas também pelas mesmas razões por que Samaras e Papandreou resistiram a propostas idênticas: porque receia perder poder, isto é, decepcionar aqueles a quem tem servido e enfrentar aqueles a quem mentiu. A oligarquia grega invoca as dificuldades sociais, a soberania nacional ou a democracia. São apenas véus para disfarçar a nudez do seu egoísmo.

Vai a Grécia obrigar-nos finalmente a reescrever a história da integração europeia? Para além dos ideais e das geopolíticas, a integração foi também o jogo sujo de burguesias predadoras, que tentaram usar o projecto da UE como um meio para extrair recursos a outros países. A enorme dívida da Grécia, que a economia grega nunca poderia ter gerado por si própria em condições de mercado, é apenas a medida do sucesso da oligarquia de Atenas em abusar dos seus parceiros europeus. Graças à guerra fria e aos equilíbrios franco-alemães, houve sempre razões na União Europeia para fechar os olhos a estas e outras golpadas (como a da Política Agrícola Comum, por exemplo).

Ainda hoje quase todos os cálculos políticos e exercícios analíticos consistem em tentativas de dramatizar este e aquele aspecto desta história, a fim de esconder o essencial. Somos convidados a recear um «passo atrás» na integração europeia, a tremer perante o «perigo de contágio», a desconfiar das manobras de Putin. Vale tudo, para não pensarmos naquilo que mais importa: a corrupção da integração europeia, que é também a corrupção da democracia, como se vê agora na Grécia, onde o Syriza e os seus aliados de extrema-direita tentam convencer os gregos de que se podem outorgar a si próprios, através do voto, o direito de exigir aos outros contribuintes europeus que continuem a pagar-lhes as despesas. O que os gregos poderão ajudar-nos a todos a descobrir é que a Europa, como o socialismo, também acaba quando acaba o dinheiro dos outros.





quarta-feira, 24 de junho de 2015


Vamos referendar o Acordo Ortográfico!


Heduíno Gomes

Em boa a verdade, a ortografia não é assunto que se referende por constituir matéria a ser tratada por especialistas — competentes e não por broncos ou vendidos a interesses —, no exercício da autoridade do Estado que defenda a identidade nacional — Estado que não temos.

Esta acção política do referendo não é propriamente para decidir da correcta ortografia mas apenas se destina a travar esse crime contra a língua portuguesa iniciado por Santana Lopes-Cavaco e continuado pelos sucessivos políticos medíocres que nos têm governado ao longo destes decénios.

Eis os elementos essenciais sobre a iniciativa.


Recolha de assinaturas está em marcha.

Personalidades das áreas da política, artes, cultura e académicos estão a recolher assinaturas para um referendo ao Acordo Ortográfico  (AO1990) e questionam sobre a matéria os candidatos a cargos políticos nas próximas eleições.

Finalmente, os cidadãos podem pronunciar-se sobre um assunto que sempre foi decidido e imposto sem lógica.

Da lista fazem parte escritores, professores e cientistas, políticos, comentadores, jornalistas, todos juntos numa iniciativa que nasceu em Abril passado num fórum realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com o título «Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao Acordo Ortográfico de 1990».

Além do referendo, os promotores querem também perguntar às forças políticas e aos candidatos presidenciais o que pensam sobre o Acordo, se o utilizarão no exercício do cargo caso sejam eleitos, de que forma Portugal se deve de desvincular (se for o caso) e em que sentido votarão a iniciativa de referendo na Assembleia da República.

A iniciativa tem 52 mandatários. O referendo, segundo a Constituição (artigo 115.º 2) pode resultar de iniciativa de cidadãos dirigida à Assembleia da República. São necessárias 75 mil assinaturas.


Onde Assino?

https://referendoao90.wordpress.com/documentos-para-recolha-de-assinaturas/

https://referendoao90.wordpress.com/





domingo, 21 de junho de 2015


A Igreja Católica infiltrada

por marxistas e homosexuais


Mais uma confirmação do que já é sabido há muito tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=MGcB8P4wHWk&feature=youtu.be

«Padre» Frederico, lembram-se?
Alguns dos Fredericos chegaram a bispos e mesmo a cardeais.
Aí estão eles a fazer doutrina nos sínodos «sobre a família»...