quinta-feira, 2 de julho de 2015


Grécia: a Europa é o dinheiro dos outros


Rui Ramos, Observador, 1 de Julho de 2015

O que os gregos poderão ajudar-nos a descobrir é que a Europa, como o socialismo, também acaba quando acaba o dinheiro dos outros

Não me peçam para adivinhar o fim desta história. Com os bancos fechados, um pagamento falhado ao FMI, a população em fila diante das caixas automáticas, e um confuso referendo marcado para domingo, vai a Grécia ficar no euro, ou sair? Ninguém sabe. Nem Juncker, nem Tsipras, nem Merkel, nem Obama. Ninguém, nos bastidores, está a puxar os cordelinhos. Ninguém tem um plano, ninguém percebe bem o que está a acontecer, ninguém sabe o que vai acontecer.

Talvez o «corralito» fosse fatal – até quando podia o BCE assistir os aforradores gregos em fuga? E talvez o referendo de Tsipras fosse previsível – já tinha sido o truque de Papandreou para ganhar tempo em 2011. Mas alguém estava à espera de ver o presidente da Comissão Europeia a apelar ao «sim», isto é, a concorrer às eleições gregas? A Comissão Europeia é agora um partido? Temos, neste momento, o duvidoso privilégio de assistir a algo de obviamente caótico.

Sim, o Syriza é parte grande do problema. Há quem, no Syriza, nunca tenha desistido de armar uma revolução à velha maneira. Esta foi a sua oportunidade. Resta saber se os gregos querem o socialismo. A crer nas sondagens, preferem o euro. Mas não nos fiquemos pelos restos mortais do leninismo de 1970. Porque antes do Syriza, houve Samaras, a antecipar a eleição do presidente da república. E antes de Samaras, Papandreou, o primeiro a inventar o referendo. Na Grécia, o facto é este: à esquerda e à direita, ao centro e nos extremos, ninguém ali acha que pode governar com a verdade.

O Syriza terá os seus comunistas. Mas se também teve todos os votos que arranjou na última eleição, não foi pela conversão marxista do eleitorado, mas porque, de facto, o Syriza é apenas a máscara radical da velha oligarquia e dos velhos interesses. A oligarquia e os interesses querem tudo, incluindo mais impostos, desde que não haja reformas, nem mudanças, nem, sobretudo, uma administração fiscal independente. É curioso como, nas últimas semanas, as posições se inverteram a respeito da austeridade: agora é o Syriza a propor aumentos de impostos, como em Portugal, e o FMI a dizer que não resulta. A única coisa que o Syriza não quer é o que já a direita grega não queria, nem a esquerda moderada: limitar as distribuições com que os partidos políticos mantêm as suas clientelas, ou remover os constrangimentos que geram rendas para os seus amigos.

O poder político na Grécia é um poder fundamentalmente deficitário, tolerante da evasão fiscal e das posições de renda, e que só foi viável até agora através da sua dependência da Europa. Não é uma herança levantina: é o que se desenvolveu na Grécia graças aos subsídios de Bruxelas e ao crédito barato do euro, e que ainda se mantém com os empréstimos dos seus parceiros europeus e do BCE.

A ironia desta história é que a Europa esperou mudar a Grécia, e mudou-a para pior, ao poupar os seus oligarcas à pressão mais efectiva, que não é aquela que consiste em sermões europeus, mas a que provém de contribuintes cansados, credores sem confiança, e empresários e trabalhadores frustrados. As propostas europeias das últimas semanas têm consistido em reformas graduais em troca de liquidez. O Syriza não pode aceitar. Por razões ideológicas? Sim, mas também pelas mesmas razões por que Samaras e Papandreou resistiram a propostas idênticas: porque receia perder poder, isto é, decepcionar aqueles a quem tem servido e enfrentar aqueles a quem mentiu. A oligarquia grega invoca as dificuldades sociais, a soberania nacional ou a democracia. São apenas véus para disfarçar a nudez do seu egoísmo.

Vai a Grécia obrigar-nos finalmente a reescrever a história da integração europeia? Para além dos ideais e das geopolíticas, a integração foi também o jogo sujo de burguesias predadoras, que tentaram usar o projecto da UE como um meio para extrair recursos a outros países. A enorme dívida da Grécia, que a economia grega nunca poderia ter gerado por si própria em condições de mercado, é apenas a medida do sucesso da oligarquia de Atenas em abusar dos seus parceiros europeus. Graças à guerra fria e aos equilíbrios franco-alemães, houve sempre razões na União Europeia para fechar os olhos a estas e outras golpadas (como a da Política Agrícola Comum, por exemplo).

Ainda hoje quase todos os cálculos políticos e exercícios analíticos consistem em tentativas de dramatizar este e aquele aspecto desta história, a fim de esconder o essencial. Somos convidados a recear um «passo atrás» na integração europeia, a tremer perante o «perigo de contágio», a desconfiar das manobras de Putin. Vale tudo, para não pensarmos naquilo que mais importa: a corrupção da integração europeia, que é também a corrupção da democracia, como se vê agora na Grécia, onde o Syriza e os seus aliados de extrema-direita tentam convencer os gregos de que se podem outorgar a si próprios, através do voto, o direito de exigir aos outros contribuintes europeus que continuem a pagar-lhes as despesas. O que os gregos poderão ajudar-nos a todos a descobrir é que a Europa, como o socialismo, também acaba quando acaba o dinheiro dos outros.





quarta-feira, 24 de junho de 2015


Vamos referendar o Acordo Ortográfico!


Heduíno Gomes

Em boa a verdade, a ortografia não é assunto que se referende por constituir matéria a ser tratada por especialistas — competentes e não por broncos ou vendidos a interesses —, no exercício da autoridade do Estado que defenda a identidade nacional — Estado que não temos.

Esta acção política do referendo não é propriamente para decidir da correcta ortografia mas apenas se destina a travar esse crime contra a língua portuguesa iniciado por Santana Lopes-Cavaco e continuado pelos sucessivos políticos medíocres que nos têm governado ao longo destes decénios.

Eis os elementos essenciais sobre a iniciativa.


Recolha de assinaturas está em marcha.

Personalidades das áreas da política, artes, cultura e académicos estão a recolher assinaturas para um referendo ao Acordo Ortográfico  (AO1990) e questionam sobre a matéria os candidatos a cargos políticos nas próximas eleições.

Finalmente, os cidadãos podem pronunciar-se sobre um assunto que sempre foi decidido e imposto sem lógica.

Da lista fazem parte escritores, professores e cientistas, políticos, comentadores, jornalistas, todos juntos numa iniciativa que nasceu em Abril passado num fórum realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com o título «Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao Acordo Ortográfico de 1990».

Além do referendo, os promotores querem também perguntar às forças políticas e aos candidatos presidenciais o que pensam sobre o Acordo, se o utilizarão no exercício do cargo caso sejam eleitos, de que forma Portugal se deve de desvincular (se for o caso) e em que sentido votarão a iniciativa de referendo na Assembleia da República.

A iniciativa tem 52 mandatários. O referendo, segundo a Constituição (artigo 115.º 2) pode resultar de iniciativa de cidadãos dirigida à Assembleia da República. São necessárias 75 mil assinaturas.


Onde Assino?

https://referendoao90.wordpress.com/documentos-para-recolha-de-assinaturas/

https://referendoao90.wordpress.com/





domingo, 21 de junho de 2015


A Igreja Católica infiltrada

por marxistas e homosexuais


Mais uma confirmação do que já é sabido há muito tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=MGcB8P4wHWk&feature=youtu.be

«Padre» Frederico, lembram-se?
Alguns dos Fredericos chegaram a bispos e mesmo a cardeais.
Aí estão eles a fazer doutrina nos sínodos «sobre a família»...






quinta-feira, 18 de junho de 2015


A propósito das boas almas que pretendem

que a Europa receba milhões de africanos


Heduíno Gomes

1 – Quando em menos de 6 meses deste ano chegam à Hungria 57 mil imigrantes clandestinos, como é que é? Somos todos uns gajos porreiros. Com um coração tamanho de África. Politicamente correctos. Multiculturalistas e tudo. Nações para o lixo. Estabilidade social, às urtigas. Economia dos países que se aguente. Venham todos, que nós acolhemos.

É assim, não é? Digam lá não só os «amigos do povo» (a que Lenin se referia) mas os amigos de todos os povos! (Isto é uma laracha especial para os antigos ditos leninistas.)

2 – Um burocrata do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados diz que pedir asilo é um direito inalienável, não é? Diz pedir, não é? Ainda bem! Não diz ter direito a exigir, pois não? Safa!

Pedir foi o que eu fiz na Bélgica, em 1966. Obtive o asilo político porque a Bélgica me concedeu. Porque me concedeu.  Então? E agora, como é que é a regra?

(Esta é dedicada à manipulação de palavras do burocrata da ONU e da competência do jornalista do Público e dos seus colegas da Agência France Presse e da Reuters que compuseram a peça na mesma onda do burocrata da ONU.)

3 – Asilo, por que razão? Afinal, asilo ou imigração económica mascarada de asilo? Outra questão pertinente para quem pretende governar o mundo – ou mandar uns bitates sobre a governação do mundo – meditar. Principalmente para o Guterres, Sampaio e todos os candidatos a Madres Teresas de Calcutá. Quem sabe se o Bergoglio os vai canonizar a todos mesmo em vida?!

Eu fico triste comigo próprio. Como é que há gente tão boazinha e eu tenho um coração tão duro?!

4 – A ONU. Diz isto e aquilo. Amanhã, até pode dizer coisas ainda mais disparatadas do que aquelas que já disse no passado e do que as que diz hoje, tão do agrado do Freitas e do Adriano Moreira. Mas as declarações da ONU farão prova de verdade? O pensamento resultante da salada sovieto-maçónica-terceiro-mundista é a verdade?






A lógica causa-efeito segundo Bergoglio


Heduíno Gomes

Numa conversa privada com o bispo austríaco Andreas Laun, no início deste ano, segundo o próprio bispo num artigo, Bergoglio condenou duramente a «ideologia de género».

Não entendo! Então não podíamos julgar os invertidos e podemos julgar a «ideologia do género»? Não se pode julgar o efeito mas pode julgar-se a causa?...






quarta-feira, 17 de junho de 2015


Redacção – Declaração de Amor

à Língua Portuguesa


Teolinda Gersão, Junho, 2012

Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles.

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia «ele está em casa», «em casa» era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito. «O Quim está na retrete»: «na retrete» é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos «ela é bonita». Bonita é uma característica dela, mas «na retrete» é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um «complemento oblíquo». Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo «complemento oblíquo», já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, «algumas» é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.

No ano passado se disséssemos «O Zé não foi ao Porto», era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.

No ano passado, se disséssemos «A rapariga entrou em casa. Abriu a janela», o sujeito de «abriu a janela» era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

A professora também anda aflita. Pelos vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12.º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em «ampa», isso mesmo, claro).

Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.

E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação. O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impor a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.

E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8.º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).





domingo, 14 de junho de 2015


Uma grande chafurda e muitos chafurdeiros


Padre Nuno Serras Pereira

As sentenças fétidas, nauseabundas e repugnantes que alguns bispos e cardeais têm expectorado convulsivamente desde que Francisco desenfreou os gnóstico-racionalistas capitaneados pelo tanto-diz-como-desdiz, Kasper de seu nome (conhecido, entre outras enormidades, por rebelar-se contra a Dominus Jesus, síntese do essencial da Fé, não só têm provocado uma enorme confusão mas também um enormíssimo escândalo – no sentido próprio deste termo, a saber, influenciar e conduzir os outros ao pecado e, acrescente-se, grandíssimo pecado, corrompendo a Fé, os Sacramentos, a Lei Divina e a Moral Natural. E, gigantesca e tristíssima ironia, tudo isto se passa no governo (reparar bem que escrevi governo e não Magistério) de um Papa que sistematicamente ruge contra a corrupção, sendo que a mais grave entre todas é a da Fé, da recta Doutrina, ou seja da Verdade critério único da Caridade e da Misericórdia.

O mal diluviano que se tem abatido cruelmente sobre os católicos e demais humanidade por estes vómitos diabólicos perdurará durante muitas décadas senão mesmo alguns séculos sobre o povo de Deus e todos aqueles a quem este é vocacionalmente enviado em missão, independentemente do resultado do próximo Sínodo sobre a Família e daquilo que o Santo Padre venha a dizer ou decidir.

É um mistério o que vai no íntimo e no pensamento de Francisco. Até agora, quer como Arcebispo de Buenos Aires quer como Papa, é sentir comum que no seu Magistério nada há de heterodoxo. No entanto, não se pode ignorar que faz nomeações de bispos que publicamente advogam ensinamentos contrários aos do Magistério perene da Igreja. Por outro lado, deparamo-nos com bispos e cardeais que afirmam que o Papa lhes disse tal e tal coisa e outros que afirmam que Francisco lhes disse exactamente o contrário. De modo que nos é impossível saber se estes prelados mentem ou se o Papa (infelizmente, os Papas podem pecar; a infalibilidade nada tem a ver com impecabilidade) diz a cada um aquilo que acha que eles querem ouvir. Ou, talvez mais provavelmente tratar-se-á de um problema complicado de comunicação. O que a ser assim deveria rápida e profissionalmente ser resolvido.

Finalmente há as entrevistas e alguns improvisos que só vêm acrescentar perplexidades e confusões.

Quando, por exemplo, o Papa em conferência de imprensa, na viagem apostólica às Filipinas, afirma que «o povo nunca se engana», só podemos concluir que esta asserção é falsa. Ou então, por exemplo, concluiríamos que o povo na Irlanda ao votar sim ao falsamente denominado casamento entre pessoas do mesmo sexo, no referendo, tinha razão, pois o povo nunca se engana. Teria sido por isso que o Santo Padre tão loquaz em tantos assuntos se absteve de se pronunciar sobre o horror que ali se passou?


Como será possível que um Sumo Pontífice num encontro com deficientes e suas famílias diga que diante da crucifixão de Seu Filho Nossa Senhora terá pensado que o Anjo da Anunciação era um aldrabão?!?! Ele há coisas que eu não entendo, de todo.

O Povo de Deus, a Igreja, o Corpo Místico de Cristo não se deixe confundir. Essas aparentes novidades que querem introduzir na Igreja são erros e heresias muito velhas. A Sagrada Escritura, a Tradição da Igreja e o Magistério da mesma desde há muito que têm doutrina estabelecida e irreformável, infalível. Não há Papa, nem Concílio, nem muito menos um Sínodo que possa mudar o que é irreformável. Mesmo se este Papa o quisesse fazer, o que está por demonstrar, a Providência Divina encarregar-se-ia de o impedir.





terça-feira, 2 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015


Será que Francisco prega contra o Papa?


Padre Nuno Serras Pereira

Quem acompanhe com alguma regularidade as intervenções do Santo Padre logo se dará conta de que nelas são constantes, insistentes, invectivas tremendas, advertências desassombradas, exortações rigoristas, denúncias inflexíveis, rígidas ameaças escatológicas, terríveis vozes proféticas, grandes brados apocalípticos – botando pesadas e espantosas responsabilidades sobre os visados – contra a idolatria do dinheiro, a riqueza acumulada, a corrupção económico-política...

Quem acompanhe com alguma periodicidade as pregações do Papa Francisco de imediato reparará que nelas são sistemáticas, persistentes, as increpações formidáveis, as ásperas acusações, as exortações severas, as duras denúncias,  as advertências ríspidas contra os rigoristas, os inflexíveis, os rígidos, os que sobrecarregam os outros...

Para mim, certamente por limitação minha, isto constitui um grande enigma.





terça-feira, 26 de maio de 2015


A crise da Igreja na Alemanha


Apesar da Conferência Episcopal Alemã ter virado contra a doutrina cristã, existem naturalmente bispos que se mantém fiéis. Seis destes acabam de se manifestar.

Ver pormenores no link:

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=24047





segunda-feira, 25 de maio de 2015


O efeito Bergoglio


É meia hora de discurso. Vale a pena.

https://www.youtube.com/watch?v=jy2hWggjtrg


Excelente palestra do P.e Linus Clovis (da Arquidiocese de Castries, Ilha de Santa Lúcia, Caribe) num seminário de líderes do Movimento Pró-Vida em Roma, em 8 de Maio de 2015.





domingo, 24 de maio de 2015


De televisão da Igreja Católica

a televisão da Carbonária


Helena Matos em Blasfémias

[Ver a nossa achega final]

Via Corta fitas cheguei a este video do telejornal da TVI apresentado do Museu dos Coches. A finalizar o dito bloco informativo José Alberto Carvalho mostrou o landau onde viajava D. Carlos no dia do regicídio. Aí começa uma singular peça jornalística de apologia do assassínio em nome da República.

Para começar o dia do regicídio é definido como «uma data considerada funesta  para os monárquicos». Já de si é estranho que se restrinja a condenação do assassínio de um chefe de Estado e de um dos seus filhos (já agora o dito chefe de Estado era bem mais tolerante e democrático do que aqueles que lhe sucederam nessas mesmas funções) apenas àqueles que apoiam esse tipo de regime, logo se se mata um rei isso perturba os monárquicos, se se mata um PR isso perturba os republicanos, se se mata um católico o crime é condenado pelos católicos…

Mas o mais extraordinário veio depois. José Alberto Carvalho começa a ler a carta-testamento do Buíça «Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos» para de seguida afirmar exclamativo e consternado: «Dois dias antes Manuel Buíça  antevia o que lhe podia acontecer» (Coisa extraordinária esta e de uma clarividência única: uma pessoa prepara-se para matar outra que por sinal até é chefe de Estado e supor que não sobrevive a tal intento é uma antevisão profética! Experimente o Zé Alberto armar-se em Buíça por exemplo ao pé de presidentes progressistas  como Hollande ou Obama isto para já não falar de Putin e provavelmente só lhe resta  apresentar o telejornal para os anjinhos.)

Mas o pior estava para chegar. Em modo televisão Carbonária  José Alberto Carvalho conclui «E ainda hoje curiosamente mais de um século  depois estes princípios republicanos ou de humanidade  são ainda objecto de debate. O que queremos e o que estamos dispostos a fazer pelos nossos jovens é o tema de um debate na TVI 24 (…)  Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança

A avaliar por esta peça da TVI o que podemos fazer pelos nossos jovens é ensiná-los a fazer bombas para em nome dos princípios de humanidade matarem aqueles que os progressistas identificam como maus. E depois poeticamente concluímos «Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança


A NOSSA ACHEGA FINAL

Desde já, os meus cumprimentos à autora de mais este excelente artigo, autora que aqui reproduzimos frequentemente dado que é daquelas pessoas que diz as coisas para que se entendam...

Em relação a este artigo, uma pequena correcção. Apenas no título. E só na primeira metade do título. De facto, «De televisão da Igreja Católica a televisão da Carbonária» encerra um erro na primeira metade porque a TVI nunca foi da Igreja Católica. Explico.

Eu fui daqueles crédulos que entraram com algum para a Igreja Católica ter uma voz na cultura e na informação. Concretamente, foram 102 mil escudos (número não redondo por razões aritméticas minhas...).

Quando soube que era esse Roberto Carneiro a dirigir a TVI, fiquei de pé atrás, pois já o topava das guerras do ensino. Chegado o dia da primeira emissão, estava atento.

O que vi eu logo no início da primeira emissão da televisão dita católica? Vi o kamarada Carlos Alberto Moniz (entretanto tendo vendido o passe à maçonaria, pois o PCP já não rendia), com outros kamaradas convidados, da área do entretenimento infantil, a «catequizar» a miudagem.

O que vi eu de significativo numa posterior emissão da televisão dita católica? Vi Júlio Isidro a promover os invertidos, entrevistando um deles, com aquele catálogo de «direitos» que hoje se tornou banal invocar mas em que a TVI, televisão dita católica, se tornava precursora.

O que vi mais na televisão dita católica? Vi a apresentação de filmes ironicamente designados por uma pessoa minha amiga como «semi-pornográficos».

O que vi eu no telejornal da RTP ou SIC? Vi, no aeroporto, Roberto Carneiro, presidente da TVI, à chegada a Lisboa, questionado por uma repórter sobre a adequação de tais «filmes ousados» a uma televisão católica, dando uma resposta sábia (como sempre), confessando-se assim publicamente: –– «Mas a TVI não é uma televisão seminarista!». Gostei!

Meus belos 102 contos! Tanto jeito me davam hoje!

                                                                                                       
                                                                                 Heduíno Gomes





terça-feira, 19 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015


Crime contra a Língua Pátria


Em próximas eleições, votar apenas em partidos que defendam a revogação da lei do aborto ortográfico engendrado por Santana Lopes quando Secretário de Estado de Cavaco, e depois confirmado pelos sucessivos politiqueiros.






quinta-feira, 14 de maio de 2015


Fiéis suplicam a Bergoglio

para que intervenha com clareza

no próximo Sínodo




COMENTÁRIO DA NOSSA REDACÇÃO:

É o mesmo que pedir ao incendiário para apagar o fogo...

Mas está certo pedir formalmente

para clarificar responsabilidades!


Gregorio Vivanco Lopes

Tendo em vista a convocação feita pelo Papa Francisco de um Sínodo sobre a família, para Outubro próximo, a Santa Sé elaborou um questionário-sondagem, intitulado Lineamenta, para conhecer a opinião dos fiéis a respeito de problemas referentes ao tema e enviou-o aos bispos do mundo todo para que colhessem sugestões.

Uma reunião sinodal prévia já foi realizada no Vaticano em 2014, provocando as maiores controvérsias entre aqueles bispos que desejavam manter a doutrina da Igreja, tal qual ela foi ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e os que, pelo contrário, em nome de uma pastoral «actualizada», desejavam facilitar a comunhão para casais vivendo em adultério e tinham opinião favorável ao acolhimento dos que se entregam a práticas homossexuais.

Centro Cultural Catolico Fe y Razón, associação privada de fieis com sede em Montevideo (Uruguai), elaborou uma resposta às questões levantadas pela Santa Sé, e publicou-a na sua revista online Fe y Razón.(1)

Dessa resposta, extraímos alguns pontos que nos pareceram especialmente convincentes para ajudar o leitor a dar-se conta dos graves problemas que se levantam em face do próximo Sínodo.


«A mudança fundamental que se faz necessária hoje na Igreja Católica nesta matéria [família] é um ajuste total da prática à doutrina. Ora, só pode haver esse ajuste se os fiéis católicos conhecerem a doutrina católica e nela crerem. Mas, como a conhecerão e crerão, se ela é tão pouco ensinada, ao menos em alguns dos seus aspectos fundamentais? Nisto os pastores têm uma grande responsabilidade».

É preciso «denunciar o pecado com uma linguagem clara e com um forte apelo à conversão».

«A principal causa da crise da família cristã é a crise da fé».

Há uma «frequente infidelidade à doutrina católica sobre o matrimónio na catequese e na pastoral. Este facto inscreve-se dentro da crise do pós-concílio».

«Durante essa crise, que persiste até hoje, floresceram e desenvolveram-se dentro da Igreja muitos erros, heresias e abusos, que afectaram todos os aspectos da vida cristã (doutrina, moral, culto etc.).»

«Certamente os erros mais ruidosos são aqueles referentes a questões de moral sexual ou matrimonial (aceitação da anticoncepção, o aborto, a homossexualidade activa, o novo ‘casamento’ dos divorciados etc.), mas na realidade eles derivam de erros doutrinários mais básicos e mais graves.»

«A ideologia de ‘género’, vinculada ao feminismo radical e a uma espécie de neomarxismo, transfere a dialética da luta de classes para dentro da família.»

Com referência ao matrimónio e à família «conviria que o próximo Sínodo os apresente de modo mais abrangente (incluindo entre outras coisas uma rejeição explicita dos pecados contra a castidade) e que aprofunde a reflexão sobre como promover mais e melhor a castidade dos fiéis cristãos em todas as etapas da sua vida, e portanto também a virgindade das pessoas solteiras.»

«Conferências episcopais inteiras, cardeais, bispos e sacerdotes saem publicamente a contestar partes fundamentais da doutrina católica, sem que se saiba de nenhuma consequência ao nível disciplinar ou canónico.»

Em face dessa situação de grave confusão, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, juntamente com diversas outras associações de diferentes partes do mundo, está recolhendo assinaturas para uma filial súplica ao Papa Francisco, no sentido de que, no próximo Sínodo, ele intervenha com clareza em defesa da doutrina católica em matéria de família.(2)

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Notas:

(1) http://www.revistafeyrazon.com/

(2) http://www.filialsuplica.org





quarta-feira, 13 de maio de 2015


Bergoglio na onda maçónica

do alarmismo ambientalista



Conferência do Vaticano apoia políticas de aborto



Está explicada a questão dos coelhos...

Uma conferência do Vaticano para promover a próxima encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente colocou os holofotes nos defensores do aborto.

Ban e Sachs, secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, e Jeffrey Sachs, director do Instituto Terra na Universidade de Colúmbia, reuniram-se com o Papa e seus assessores na semana passada.

Ban Ki-moon é defensor do aborto na ONU, chegando ao ponto de promovê-lo em áreas de conflito em que o aborto é ilegal. Sachs é outro abortista.

Ban Ki-moon fez propaganda da «encíclica» de Bergoglio que será lançada em Junho. Ele exortou os líderes religiosos a fazerem mais para assegurar o sucesso para uma muito antecipada conferência da ONU sobre mudança climática em Dezembro — um processo que não conseguiu chegar a um acordo até agora.

O secretário-geral da ONU e Jeffrey Sachs, da Universidade de Colúmbia, passaram boa parte da década passada opondo-se à Igreja Católica e promovendo o aborto e o controle populacional em todo o mundo. Contudo, agora são festejados no Vaticano por Bergoglio e seus principais assessores porque eles também defendem um dos maiores embustes políticos de todos os tempos, a tão chamada «mudança climática.»


(Texto resumido do Centro para a Família em https://c-fam.org/friday_fax/conferencia-do-vaticano-criticada-por-apoiar-politicas-de-aborto-e-controle-populacional/ fridayfaxportugais@c-fam.org)






Notas sobre o chamado «Acordo Ortográfico»


1 – Revisão ou não revisão da grafia não é uma questão de princípio. As coisas que porventura estejam mal devem ser corrigidas (este é que é um princípio geral de um ser racional).

2 – MAS, ao fazer-se uma correcção ou revisão, esta deve respeitar certos aspectos, como a etimologia. Não provocar o caos.

3 – E essa revisão só pode ser feita por gente competente e séria. Não por idiotas ou políticos populistas, ou neófilos, ou relativistas, ou multiculturalistas, ou «novos pedagogos», ou mercenários ao serviço da indústria do livro ou de países terceiros. Este tipo de pessoas só poderia produzir um aborto linguístico e político.

4 – A língua portuguesa é portuguesa. Dizer que é de todos é uma grande treta relativista, multiculturalista e internacionalista. Se outros quiserem escrever ou falar arremedos do português, fazem favor, ninguém os pode impedir, apenas aconselhá-los... Não devemos permitir que o relativismo, o multiculturalismo e o internacionalismo destruam o nosso património cultural e a nossa identidade.

5 – Uma revisão não tem de ser feita por acordo do Estado português com outros estados. Compete ao Estado português defender o que é nosso, a nossa identidade, a nossa cultura, sem abdicar de nada. Se outros quiserem dar pontapés na gramática, que dêem. A barbárie linguística é problema deles.





sábado, 2 de maio de 2015


Vergonha desta III República








Além Guadiana: cultura portuguesa em Olivença


A associação oliventina Além Guadiana está a desenvolver em Olivença um extraordinário trabalho de promoção da cultura e da língua portuguesas. Este trabalho não é, obviamente, bem visto por Madrid.

A associação promove cursos de português para crianças, noites de fado e outros saraus musicais, colóquios, etc.

Veja aqui uma reportagem da TV da Extremadura espanhola sobre essas actividades:


https://www.youtube.com/watch?v=n429AqFSbpU





sexta-feira, 1 de maio de 2015


Greve dos pilotos da TAP


Luís Nobre

No dia 1 de Maio começará a greve mais censurável dos últimos 40 anos.

Os privilegiados usam de um direito dos trabalhadores para exigirem serem patrões.

Uma casta, a dos pilotos, uma verdadeira casta onde a forma mais normal de entrada é a cunha.

Quantos deles estão na TAP apenas porque os papás lá trabalharam?

Enfim, esta será a sua última greve.

Aproveitem-na bem e sejam felizes, pois com ela privatizada nem irão piar.

Falta pouco, ainda bem.