terça-feira, 26 de maio de 2015


A crise da Igreja na Alemanha


Apesar da Conferência Episcopal Alemã ter virado contra a doutrina cristã, existem naturalmente bispos que se mantém fiéis. Seis destes acabam de se manifestar.

Ver pormenores no link:

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=24047





segunda-feira, 25 de maio de 2015


O efeito Bergoglio


É meia hora de discurso. Vale a pena.

https://www.youtube.com/watch?v=jy2hWggjtrg


Excelente palestra do P.e Linus Clovis (da Arquidiocese de Castries, Ilha de Santa Lúcia, Caribe) num seminário de líderes do Movimento Pró-Vida em Roma, em 8 de Maio de 2015.





domingo, 24 de maio de 2015


De televisão da Igreja Católica

a televisão da Carbonária


Helena Matos em Blasfémias

[Ver a nossa achega final]

Via Corta fitas cheguei a este video do telejornal da TVI apresentado do Museu dos Coches. A finalizar o dito bloco informativo José Alberto Carvalho mostrou o landau onde viajava D. Carlos no dia do regicídio. Aí começa uma singular peça jornalística de apologia do assassínio em nome da República.

Para começar o dia do regicídio é definido como «uma data considerada funesta  para os monárquicos». Já de si é estranho que se restrinja a condenação do assassínio de um chefe de Estado e de um dos seus filhos (já agora o dito chefe de Estado era bem mais tolerante e democrático do que aqueles que lhe sucederam nessas mesmas funções) apenas àqueles que apoiam esse tipo de regime, logo se se mata um rei isso perturba os monárquicos, se se mata um PR isso perturba os republicanos, se se mata um católico o crime é condenado pelos católicos…

Mas o mais extraordinário veio depois. José Alberto Carvalho começa a ler a carta-testamento do Buíça «Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos» para de seguida afirmar exclamativo e consternado: «Dois dias antes Manuel Buíça  antevia o que lhe podia acontecer» (Coisa extraordinária esta e de uma clarividência única: uma pessoa prepara-se para matar outra que por sinal até é chefe de Estado e supor que não sobrevive a tal intento é uma antevisão profética! Experimente o Zé Alberto armar-se em Buíça por exemplo ao pé de presidentes progressistas  como Hollande ou Obama isto para já não falar de Putin e provavelmente só lhe resta  apresentar o telejornal para os anjinhos.)

Mas o pior estava para chegar. Em modo televisão Carbonária  José Alberto Carvalho conclui «E ainda hoje curiosamente mais de um século  depois estes princípios republicanos ou de humanidade  são ainda objecto de debate. O que queremos e o que estamos dispostos a fazer pelos nossos jovens é o tema de um debate na TVI 24 (…)  Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança

A avaliar por esta peça da TVI o que podemos fazer pelos nossos jovens é ensiná-los a fazer bombas para em nome dos princípios de humanidade matarem aqueles que os progressistas identificam como maus. E depois poeticamente concluímos «Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança


A NOSSA ACHEGA FINAL

Desde já, os meus cumprimentos à autora de mais este excelente artigo, autora que aqui reproduzimos frequentemente dado que é daquelas pessoas que diz as coisas para que se entendam...

Em relação a este artigo, uma pequena correcção. Apenas no título. E só na primeira metade do título. De facto, «De televisão da Igreja Católica a televisão da Carbonária» encerra um erro na primeira metade porque a TVI nunca foi da Igreja Católica. Explico.

Eu fui daqueles crédulos que entraram com algum para a Igreja Católica ter uma voz na cultura e na informação. Concretamente, foram 102 mil escudos (número não redondo por razões aritméticas minhas...).

Quando soube que era esse Roberto Carneiro a dirigir a TVI, fiquei de pé atrás, pois já o topava das guerras do ensino. Chegado o dia da primeira emissão, estava atento.

O que vi eu logo no início da primeira emissão da televisão dita católica? Vi o kamarada Carlos Alberto Moniz (entretanto tendo vendido o passe à maçonaria, pois o PCP já não rendia), com outros kamaradas convidados, da área do entretenimento infantil, a «catequizar» a miudagem.

O que vi eu de significativo numa posterior emissão da televisão dita católica? Vi Júlio Isidro a promover os invertidos, entrevistando um deles, com aquele catálogo de «direitos» que hoje se tornou banal invocar mas em que a TVI, televisão dita católica, se tornava precursora.

O que vi mais na televisão dita católica? Vi a apresentação de filmes ironicamente designados por uma pessoa minha amiga como «semi-pornográficos».

O que vi eu no telejornal da RTP ou SIC? Vi, no aeroporto, Roberto Carneiro, presidente da TVI, à chegada a Lisboa, questionado por uma repórter sobre a adequação de tais «filmes ousados» a uma televisão católica, dando uma resposta sábia (como sempre), confessando-se assim publicamente: –– «Mas a TVI não é uma televisão seminarista!». Gostei!

Meus belos 102 contos! Tanto jeito me davam hoje!

                                                                                                       
                                                                                 Heduíno Gomes





terça-feira, 19 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015


Crime contra a Língua Pátria


Em próximas eleições, votar apenas em partidos que defendam a revogação da lei do aborto ortográfico engendrado por Santana Lopes quando Secretário de Estado de Cavaco, e depois confirmado pelos sucessivos politiqueiros.






quinta-feira, 14 de maio de 2015


Fiéis suplicam a Bergoglio

para que intervenha com clareza

no próximo Sínodo




COMENTÁRIO DA NOSSA REDACÇÃO:

É o mesmo que pedir ao incendiário para apagar o fogo...

Mas está certo pedir formalmente

para clarificar responsabilidades!


Gregorio Vivanco Lopes

Tendo em vista a convocação feita pelo Papa Francisco de um Sínodo sobre a família, para Outubro próximo, a Santa Sé elaborou um questionário-sondagem, intitulado Lineamenta, para conhecer a opinião dos fiéis a respeito de problemas referentes ao tema e enviou-o aos bispos do mundo todo para que colhessem sugestões.

Uma reunião sinodal prévia já foi realizada no Vaticano em 2014, provocando as maiores controvérsias entre aqueles bispos que desejavam manter a doutrina da Igreja, tal qual ela foi ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e os que, pelo contrário, em nome de uma pastoral «actualizada», desejavam facilitar a comunhão para casais vivendo em adultério e tinham opinião favorável ao acolhimento dos que se entregam a práticas homossexuais.

Centro Cultural Catolico Fe y Razón, associação privada de fieis com sede em Montevideo (Uruguai), elaborou uma resposta às questões levantadas pela Santa Sé, e publicou-a na sua revista online Fe y Razón.(1)

Dessa resposta, extraímos alguns pontos que nos pareceram especialmente convincentes para ajudar o leitor a dar-se conta dos graves problemas que se levantam em face do próximo Sínodo.


«A mudança fundamental que se faz necessária hoje na Igreja Católica nesta matéria [família] é um ajuste total da prática à doutrina. Ora, só pode haver esse ajuste se os fiéis católicos conhecerem a doutrina católica e nela crerem. Mas, como a conhecerão e crerão, se ela é tão pouco ensinada, ao menos em alguns dos seus aspectos fundamentais? Nisto os pastores têm uma grande responsabilidade».

É preciso «denunciar o pecado com uma linguagem clara e com um forte apelo à conversão».

«A principal causa da crise da família cristã é a crise da fé».

Há uma «frequente infidelidade à doutrina católica sobre o matrimónio na catequese e na pastoral. Este facto inscreve-se dentro da crise do pós-concílio».

«Durante essa crise, que persiste até hoje, floresceram e desenvolveram-se dentro da Igreja muitos erros, heresias e abusos, que afectaram todos os aspectos da vida cristã (doutrina, moral, culto etc.).»

«Certamente os erros mais ruidosos são aqueles referentes a questões de moral sexual ou matrimonial (aceitação da anticoncepção, o aborto, a homossexualidade activa, o novo ‘casamento’ dos divorciados etc.), mas na realidade eles derivam de erros doutrinários mais básicos e mais graves.»

«A ideologia de ‘género’, vinculada ao feminismo radical e a uma espécie de neomarxismo, transfere a dialética da luta de classes para dentro da família.»

Com referência ao matrimónio e à família «conviria que o próximo Sínodo os apresente de modo mais abrangente (incluindo entre outras coisas uma rejeição explicita dos pecados contra a castidade) e que aprofunde a reflexão sobre como promover mais e melhor a castidade dos fiéis cristãos em todas as etapas da sua vida, e portanto também a virgindade das pessoas solteiras.»

«Conferências episcopais inteiras, cardeais, bispos e sacerdotes saem publicamente a contestar partes fundamentais da doutrina católica, sem que se saiba de nenhuma consequência ao nível disciplinar ou canónico.»

Em face dessa situação de grave confusão, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, juntamente com diversas outras associações de diferentes partes do mundo, está recolhendo assinaturas para uma filial súplica ao Papa Francisco, no sentido de que, no próximo Sínodo, ele intervenha com clareza em defesa da doutrina católica em matéria de família.(2)

_______________

Notas:

(1) http://www.revistafeyrazon.com/

(2) http://www.filialsuplica.org





quarta-feira, 13 de maio de 2015


Bergoglio na onda maçónica

do alarmismo ambientalista



Conferência do Vaticano apoia políticas de aborto



Está explicada a questão dos coelhos...

Uma conferência do Vaticano para promover a próxima encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente colocou os holofotes nos defensores do aborto.

Ban e Sachs, secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, e Jeffrey Sachs, director do Instituto Terra na Universidade de Colúmbia, reuniram-se com o Papa e seus assessores na semana passada.

Ban Ki-moon é defensor do aborto na ONU, chegando ao ponto de promovê-lo em áreas de conflito em que o aborto é ilegal. Sachs é outro abortista.

Ban Ki-moon fez propaganda da «encíclica» de Bergoglio que será lançada em Junho. Ele exortou os líderes religiosos a fazerem mais para assegurar o sucesso para uma muito antecipada conferência da ONU sobre mudança climática em Dezembro — um processo que não conseguiu chegar a um acordo até agora.

O secretário-geral da ONU e Jeffrey Sachs, da Universidade de Colúmbia, passaram boa parte da década passada opondo-se à Igreja Católica e promovendo o aborto e o controle populacional em todo o mundo. Contudo, agora são festejados no Vaticano por Bergoglio e seus principais assessores porque eles também defendem um dos maiores embustes políticos de todos os tempos, a tão chamada «mudança climática.»


(Texto resumido do Centro para a Família em https://c-fam.org/friday_fax/conferencia-do-vaticano-criticada-por-apoiar-politicas-de-aborto-e-controle-populacional/ fridayfaxportugais@c-fam.org)






Notas sobre o chamado «Acordo Ortográfico»


1 – Revisão ou não revisão da grafia não é uma questão de princípio. As coisas que porventura estejam mal devem ser corrigidas (este é que é um princípio geral de um ser racional).

2 – MAS, ao fazer-se uma correcção ou revisão, esta deve respeitar certos aspectos, como a etimologia. Não provocar o caos.

3 – E essa revisão só pode ser feita por gente competente e séria. Não por idiotas ou políticos populistas, ou neófilos, ou relativistas, ou multiculturalistas, ou «novos pedagogos», ou mercenários ao serviço da indústria do livro ou de países terceiros. Este tipo de pessoas só poderia produzir um aborto linguístico e político.

4 – A língua portuguesa é portuguesa. Dizer que é de todos é uma grande treta relativista, multiculturalista e internacionalista. Se outros quiserem escrever ou falar arremedos do português, fazem favor, ninguém os pode impedir, apenas aconselhá-los... Não devemos permitir que o relativismo, o multiculturalismo e o internacionalismo destruam o nosso património cultural e a nossa identidade.

5 – Uma revisão não tem de ser feita por acordo do Estado português com outros estados. Compete ao Estado português defender o que é nosso, a nossa identidade, a nossa cultura, sem abdicar de nada. Se outros quiserem dar pontapés na gramática, que dêem. A barbárie linguística é problema deles.





sábado, 2 de maio de 2015


Vergonha desta III República








Além Guadiana: cultura portuguesa em Olivença


A associação oliventina Além Guadiana está a desenvolver em Olivença um extraordinário trabalho de promoção da cultura e da língua portuguesas. Este trabalho não é, obviamente, bem visto por Madrid.

A associação promove cursos de português para crianças, noites de fado e outros saraus musicais, colóquios, etc.

Veja aqui uma reportagem da TV da Extremadura espanhola sobre essas actividades:


https://www.youtube.com/watch?v=n429AqFSbpU





sexta-feira, 1 de maio de 2015


Greve dos pilotos da TAP


Luís Nobre

No dia 1 de Maio começará a greve mais censurável dos últimos 40 anos.

Os privilegiados usam de um direito dos trabalhadores para exigirem serem patrões.

Uma casta, a dos pilotos, uma verdadeira casta onde a forma mais normal de entrada é a cunha.

Quantos deles estão na TAP apenas porque os papás lá trabalharam?

Enfim, esta será a sua última greve.

Aproveitem-na bem e sejam felizes, pois com ela privatizada nem irão piar.

Falta pouco, ainda bem.






Comunista ou simplesmente oportunista?







domingo, 26 de abril de 2015


Eanes, o seu Conselho da Revolução

e a causa nacional de Olivença


Heduíno Gomes

Eanes e o seu Conselho da Revolução traíram a causa nacional de Olivença ao permitirem que a Espanha entrasse para a NATO, em Maio de 1982, sem previamente devolver a Portugal o seu território de Olivença.

Portugal, na NATO, como seu membro fundador, tinha direito de veto. Foi uma oportunidade de ouro perdida pelos DDT (donos disto tudo) entre 1974 e Setembro de 1982, data da extinção do CR.

O «grande estratega» de salão Loureiro dos Santos, com culpas no cartório, arranja uma versão surrealista para «a grande oportunidade» de Portugal reaver Olivença. Calcule-se que, para este «estratega», a grande oportunidade teria acontecido se os americanos, em vez de terem desembarcado na Normandia, tivessem desembarcado em Portugal... como se não houvesse Pirenéus! (Declaração proferida na apresentação de um livro de Paula Fitas sobre Olivença, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 28 de Fevereiro de 2008.)

Enfim, generalatos de aviário, fardas, ordenados e agora brutas reformas. A defesa de Portugal que se lixe. Militares de salão. Vulgares carreiristas.

O grande logro chamado Eanes.


O que festejam eles?





sábado, 25 de abril de 2015


Petição entrega de Olivença a Portugal



http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca

Para: Só permitido a cidadãos Portugueses

PETIÇÃO

Petição usando a internet.

O nome e o número do Bilhete de identidade ou Cartão de cidadão são obrigatórios.

Só podem assinar esta petição cidadãos Portugueses.

São necessários 4 000 assinaturas válidas.

Petição ao Governo da Republica Portuguesa.

Em particular, «ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros».

Objecto da petição: entrega de Olivença a Portugal.

Esta petição tem como base o artigo 5 da Constituição da República Portuguesa no seu n.º 3, – preceitua – «O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.»

Esta petição respeita o que está disposto na Lei n.º 43/90 de 10 de Agosto – Exercício do Direito de Petição, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 6/93, de 1 de Março e Lei n.º 15/2003, de 4 de Junho e Lei n.º 45/2007, de 24 de Agosto.

A Vila de Olivença foi conquistada pelos portugueses aos mouros, pela primeira vez em 1166. A sua posse definitiva foi reconhecida em 1297, no Tratado de Alcanices, quando foram fixadas as fronteiras entre Portugal e Castela. Durante mais de 600 anos a sua população bateu-se contra as investidas de Castela e depois da Espanha (a partir de 1492) para preservar a sua identidade nacional.

No dia 20 de Maio de 1801, o exército espanhol, tomou o Concelho de Olivença, usurpando 750 km2 do território de Portugal, incluindo uma das suas vilas mais importantes.

Esta usurpação ocorreu num momento particularmente dramático para Portugal, dado que vivia sob a ameaça de uma invasão pelo exército francês. A Espanha aproveitou-se desta fragilidade de Portugal, e declarou-lhe guerra pela força das armas, ocupando, em violação do direito internacional, um território que não lhe pertencia, subjugando uma população indefesa.

Em 1815, após inúmeras manobras negociais, a Espanha compromete-se a devolver aquilo que havia roubado a Portugal, mas acabou por nunca o fazer. Pelo contrário, iniciaram uma sistemática política de genocídio cultural de uma parte do povo português e de ocultação das marcas de um crime.

Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Para tentar provar que Olivença não é Portuguesa, recentemente a Igreja de Santa Maria Madalena, Manuelina, foi eleita por Espanha Monumento Espanhol. Mas o seu estilo, a sua arquitectura, as armas que ostenta, são indubitavelmente Portuguesas.

Exigimos a entrega imediata de Olivença a Portugal pela potência invasora.

Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca





quinta-feira, 23 de abril de 2015


Escrevo como aprendi,

porque aprendi com quem sabia


Nuno Fradique Vieira, Público, 27 de Março de 2015

Para a dra. Maria Alice não existia «um erro sem importância» — um erro era um erro e a dra. Maria Alice não tolerava erros.

1. A dra. Maria Alice era o terror do meu colégio. Quando a dra. Maria Alice assomava ao fundo do corredor, que o vagar do seu passo fazia interminável, a algazarra tornava-se murmúrio, o rebuliço serenidade fingida e ia-se a esperança de que aquele fosse enfim o dia da sua primeira «falta».

Na ponta oposta do corredor ficava a sala 1. A dra. Maria Alice dava aulas na sala 1 – mais ninguém dava aulas na sala 1 e ela não dava aulas em nenhuma outra. A sala 1 era «a sala da dra. Maria Alice» e a dra. Maria Alice era «a professora de Português».

A dra. Maria Alice era severa e carrancuda. As únicas paixões que lhe conheci foram o ensino, o rigor e a Língua Portuguesa. Para a dra. Maria Alice não existia «um erro sem importância» – um erro era um erro e a dra. Maria Alice não tolerava erros. Quando algum se apresentava, a punição imediata fazia com que não tornasse. Mas os bons resultados eram premiados com presentinhos – livros, claro – pagos pelo bolso próprio. Ainda guardo um.

Nos «pontos», a dra. Maria Alice usava uma escala de classificações peculiar que incluía «Óptimo», «Péssimo» e «Recuso-me a ler isto». Nas aulas, a dra. Maria Alice não se limitava a dizer «é assim» – a Dra. Maria Alice explicava porque é que era assim, ensinando-nos a génese de cada palavra a partir da sua raiz latina ou grega; e mais tarde isso facilitou sobremaneira a nossa aprendizagem de outras línguas. Ensinou-nos, também, que «parvo» vem do Latim, «ParvusParvaParvum», e significa – quem o diria! – pequeno. «Pequeno de espírito», costumava ela repetir pensando certamente em alguém, «pequeno de espírito».

A dra. Maria Alice não tinha idade; acho que foi sempre velha. Era velha quando me tornei seu aluno, assim ficou enquanto minha professora e velha permaneceu até morrer. A dra. Maria Alice nunca se casou e, como Brás Cubas, não teve filhos, não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. O que a dra. Maria Alice alcançou foi ensinar Português correcto a incontáveis gerações. Essa foi a sua herança.

2. Em prol da memória da dra. Maria Alice, agradeço ao PÚBLICO por não enveredar pelo caminho do «menor esforço» que está a conduzir à destruição da Língua Portuguesa e ao aumento da iliteracia – criando situações deploráveis onde escritores consagrados por um Nobel celebram «patos» com o diabo e sinais de trânsito proíbem a passagem «exeto» para (ironia das ironias) acesso à Faculdade de Letras e à Faculdade de Ciências.


Escusando-se a adoptar o «Acordo Ortográfico» de 1990, que não é «Acordo» (porque um acordo pressupõe a concordância de todas as partes) e não é «Ortográfico» (porque a palavra grega «orthós», como a dra. Maria Alice nos ensinou, significa «direito» – e este pseudo-acordo é uma ode à tortuosidade, à incoerência e à pequenez de espírito), o PÚBLICO está a preservar o legado de todos os professores e professoras que foram como a minha hoje querida dra. Maria Alice.

Bem hajam!


Nota – Junte-se a nós no Facebook; adira a «Cidadãos contra o 'Acordo Ortográfico' de 1990»





quarta-feira, 22 de abril de 2015


O rosto da Constituição de Abril


O Tribunal Constitucional – aquele órgão que nem deveria existir – foi auditado pela primeira vez: carros para uso pessoal, dinheiro recebido a mais pelos juízes, avaliação dos funcionários por fazer.

Sousa Ribeiro, o seu Presidente, «desgostoso», garante que vai emendar.

Entretanto, andou a usufruir dos nossos impostos – ele e os outros.

Mas isso ainda foi o menos. O pior foram as suas interferências políticas, mascaradas de defesa da Lei.







quinta-feira, 16 de abril de 2015


Cardeal Müller:

Defensores da mudança da doutrina
sobre o casamento

são heréticos – mesmo que sejam bispos



O Cardeal Walter Brandmüller tem sido uma das principais vozes críticas de propostas decorrentes do Sínodo do Vaticano sobre a família, que ameaça subverter a doutrina católica sobre os sacramentos e moralidade. Ele foi um dos cinco cardeais que contribuíram para o livro Permanecendo na Verdade de Cristo, que critica as propostas dissolutas do herético Cardeal Walter Kasper.

O Cardeal Walter Brandmüller afirma claramente:

«Quem [...] faz isso conscientemente, ou insistentemente o exige, é um herege — mesmo que use a púrpura romana.»





domingo, 12 de abril de 2015


A guerra do Ultramar estaria perdida?


Conferência na Sociedade Histórica.







quinta-feira, 9 de abril de 2015


Adriano Moreira e o seu «pluralismo político»

que «não julga»...


Heduíno Gomes

Num debate na TVI 24, no programa Política Mesmo (7.4.2015), assistimos a mais umas tiradas «sábias» de Adriano Moreira. E termina com uma máxima sobre a política certa para Portugal: «não julgo». E depois cita Bergoglio.

Sim, quem são eles para julgar?

Não se aguentam estas falinhas mansas subjectivistas de sabor maçónico!

Quando ele julgava,
embora mal na solução para o Ultramar e para o Ocidente,

razão pela qual o seu chefe teve de o despachar.





quinta-feira, 2 de abril de 2015


Quem elogia Bergoglio

«Eu cá nunca tinha visto nada disto»...


Heduíno Gomes

Circula na net um powerpoint com o título «Eu Nunca Vi», que constitui um grande elogio a Bergoglio, colocando-o num pedestal.

As razões do elogio são populistas, igualitaristas, relativistas religiosas, demagógicas... (e outras não poderiam ser!).

E, claro, esses «elogios» implicam críticas aos papas anteriores, esses que não foram populistas, não foram igualitaristas, não foram relativistas, não foram demagogos...

E quem é o autor do maravilhoso texto «socio-teológico» que tanto agrada aos modernistas e às baratas tontas?

Um brasileiro, de seu nome Cláudio Pfeil.

E quem é este Cláudio Pfeil?

Palavras para quê? Veja as imagens...

                                        V

                                        V
                                        
                                        V

                                        V

                                        V

                                        V

Claudio e Marcio: um casal em perfeita sintonia
http://www.foradoarmario.net/2014/02/diario-de-um-analisando-em-paris.html
[O Cláudio Pfeil é a bicha da direita]
http://revistaagitorio.com.br/rio-lifestyle-festival-a-1a-festa-gay-internacional-do-rio-de-janeiro/
[O Cláudio Pfeil é a bicha da esquerda, no 1.º Festival Gay do Rio de Janeiro, em 2014]

Conclusões morais da história:

1 – Esta coisa lá tem as suas razões para elogiar Bergoglio.

2 -- Eu, sendo papa ou não, preferiria que uma coisa destas não me elogiasse e, ao contrário, dissesse mal de mim!





quarta-feira, 1 de abril de 2015


O estado da Igreja

Mais um exemplo de inclusivismo na Igreja


Nuno Serras Pereira

Há bem mais exemplos que se poderiam indicar em outras dioceses e em universidades, em vários pontos do mundo. Este é tão só o mais recente que conheço. Uma professora de Teologia católica é despedida de uma escola católica por se opor no seu Facebook ao «casamento» homossexual.




Ler mais em:

http://moldaraterra.blogspot.pt/2015/03/o-estado-da-igreja-mais-um-exemplo-de.html





terça-feira, 31 de março de 2015


O cardeal Koch adverte

que a Igreja não pode adaptar-se aos tempos

como os «Deutsche Christen» ao nazismo


El cardenal Kurt Koch, presidente del Pontificio Consejo para la Promoción de la Unidad de los Cristianos, ha advertido a los obispos alemanes que la Iglesia no puede adaptarse a los tiempos de la manera en que los Deutsche Christen, organización de cristianos luteranos alemanes, lo hicieron para apoyar el nazismo.


(LSN/InfoCatólica) En una entrevista con el periódico católico alemán Die Tagespost, el cardenal suizo refuta las propuestas del cardenal Reinhard Marx y del obispo Franz-Josef Bode, ambos delegados de la Iglesia en Alemania para el próximo sinodo de la familia, en el sentido de que la Iglesia debería de adaptarse a las situaciones de las vidas de los católicos hoy en día y liberalizar su actitud hacia los divorciados vueltos a casar.

El cardenal Koch se refirió especialmente a las palabras Mons. Bode, diciendo que las mismas deberían de recordarnos una situación histórica similar: lo ocurrido durante en Tercer Reich, cuando los Deutsche Christen (luteranos) ajustaron su fe a la visión del mundo del nacionalsocialismo, especialmente en la cuestión racial y nacionalista:

«Pensemos en los Deutsche Christen durante la época del nacionalsocialistmo cuando, junto a las Sagradas Escrituras, ellos elevaron la Raza y la Nación a la categoría de fuentes de la Revelación, algo contra lo que protestó la Declaración teológica de Barmen (1934), que rechazó la sumisión de las iglesias protestantes al estado. Tenemos que saber diferenciar muy cuidadosamente aquí y ahora, y analizar con sensibilidad los signos de los tiempos, para ver qué espíritu está detrás de dichos signos: ¿Cuáles son signos del evangelio y cuáles no?»

El cardenal suizo, ha insistido en que es peligroso tomar la manera en que los cristianos viven la fe como una fuente de revelación:

«Ver cómo y de qué manera la gente está viviendo su fe hoy es desde luego importante y provechoso, de cara a reconocer los retos y deberes pastorales de la Iglesia. Sin embargo, esas «realidades existenciales» no pueden ser una tercera fueten de revelación junto con las Sagradas Escrituras y el Magisterio»


Deutsche Christen

El Deutsche Christen fue un movimiento religioso iniciado por un grupo de clérigos y feligreses de las iglesias protestantes luteranas de Alemania en 1931, que propusieron y difundieron una fusión de elementos del cristianismo y del nazismo para plegarse a la ideología del Tercer Reich. Tenían como lema: «La esvástica en nuestros pechos, la cruz en nuestros corazones»

Ejemplos del pensamiento de dicho movimiento:

«Para un alemán, la Iglesia es la comunidad de los creyentes que están obligados a luchar por una Alemania cristiana… El Estado de Adolfo Hitler apela a al Iglesia: la Iglesia debe responder a la llamada». (Resolución de la primera Conferencia Nacional del Movimiento de la Fe (luteranos) 3/4/1933)

«Hitler, el redentor de la historia de los alemanes… la ventana a través de la cual la luz se proyecta sobre la historia del cristianismo». (Del manifiesto de los Deutsche Christen de Turingia)

«Hitler y los nazis son regalo de Dios». (Del discurso de aceptación del título de obispo del Reich, recibido por el pastor Ludwig Muller de manos del propio Führer. Durante la misma ceremonia, el pastor Leutheuser cantó: «Cristo ha venido a nosotros a través de Adolfo Hitler… Hoy sabemos que el Salvador ha llegado… Tenemos una sola tarea, ser alemán, no ser cristiano»)

«La Iglesia evangélica alemana se compromete a afirmar unánimente su lealtad incondicional al Tercer Reich y a su jefe. Condenamos en los términos más enérgicos la intriga o la crítica contra el Estado, el pueblo o el movimiento [nazi], formas destinadas a amenazar al Tercer Reich. Sobre todo deploramos las actividades de la prensa extranjera que intenta falsamente representar las discusiones en el seno de la Iglesia como un conflicto contra el Estado». (Comunicado de 12 pastores luteranos tras haber sido recibidos oficialmente por Hitler en enero de 1934)

Algunos de los pastores luteranos que se negaron a aceptar semejante ideología sincretista con el nazismo fueron perseguidos, encarcelados e incluso martirizados. Entre ellos destaca con luz propia el pastor Dietrich Bonhoëffer.