segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A islamização da Europa

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domingo, 25 de janeiro de 2015


Um padre como deve ser

Ele não gostava mesmo de espanhóis...


Numa povoação pequena, mesmo junto à fronteira com Espanha, a Igreja fica cheia para a missa das dez com portugueses, espanhóis, o presidente da Junta, etc.

O padre começa o sermão:

— Irmãos estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus... Aquele povo desgraçado como esses espanhóis que estão aqui...

O maior tumulto tomou conta da Igreja. Os espanhóis ofenderam o padre, houve porrada no adro. O presidente da Junta levou as mãos à cabeça e, indignado, foi falar com o padre na sacristia:

— Sr. padre, vá devagar, os espanhóis vêm para este lado, gastam nas lojas, nos restaurantes, trazem euros para Portugal. Não faça mais provocações.

Durante a semana a conversa entre todos era a mesma: o padre e o sermão do domingo. Aquele zum-zum todo foi fazendo com que as pessoas ficassem curiosas e a querer saber mais sobre o que tinha acontecido.

Finalmente, chega o domingo. O presidente da Junta vai à sacristia e fala com o padre:

— Sr. padre, o senhor lembra-se da nossa conversa? Por favor, não arranje nenhum problema hoje, ok? Vem a missa e o padre começa o sermão:

— Irmãos... Estamos aqui reunidos, hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia: Maria Madalena. Aquela mulher, prostituta que tentou Jesus, como essas espanholas que estão aqui...

Caldeirada: pancadaria na Igreja, partiram velas nos corredores, chapadas, socos e alguns internamentos no hospital mais próximo que, por acaso, ficava em Espanha. O presidente da Junta foi novamente ter com o padre:

— Sr. padre, eu não lhe disse para ir com mais calma? Se o senhor não amansar, vou escrever uma carta ao bispo e pedir a sua retirada imediata.

Naquela semana, as conversas sobre o sucedido abundavam mais. Ninguém iria perder a missa do próximo domingo, nem que a vaca tossisse...

Na manhã de domingo, o presidente da Junta entra na sacristia com o graduado da GNR e adverte o padre: Sr. padre, não provoque os espanhóis desta vez, senão acuso-o de provocação de tumulto e vai dentro!

A Igreja estava a abarrotar. Quase não se conseguia respirar de tanta gente.

Começa o sermão:

— Irmãos... Estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Jesus: a Santa Ceia.

(O presidente da Junta respirou aliviado...)

— Jesus, naquele momento, disse aos apóstolos: esta noite, um de vocês me trairá.

Então João pergunta:

— Mestre, sou eu?

E Jesus responde:

— Não, João, não serás tu.

Pedro pergunta:

— Mestre, sou eu?

E Jesus responde:

— Não, Pedro, não serás tu.

Então Judas pergunta:

— Mestre, soy  yo ?





















«Não compre produto judeu»

– Ruhollah Khomeini


O Irão e o então líder supremo aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tenha origem judaica; em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade do seu coração, ofereceu-se para ajudá-los no seu boicote da seguinte forma.

Qualquer muçulmano que tenha sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tenham gonorreia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque vão usar o método de um judeu chamado Neissner.

Um muçulmano que tenha uma doença cardíaca não deve usar digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube.

Se ele sofrer de uma dor de dentes, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil.

Se um muçulmano tiver diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu.

Se alguém tem uma dor de cabeça, deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque era um judeu Oscar Leibreich, que propôs o uso de hidrato de cloral.

Árabes devem fazer o mesmo com os seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu.

Se uma criança muçulmana apanhar difteria, ela deve abster-se de o «schick» reacção, que foi inventada pelo judeu, Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, trabalho de um judeu que ganhou o Prémio Nobel, Robert Baram.

Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina anti-pólio é judeu, Jonas Salk.

Os muçulmanos devem recusar-se a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal.

Médicos muçulmanos devem rejeitar todas as descobertas e melhorias pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e  muitas outras de renome mundial de cientistas judeus e médicos especialistas.

Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorreia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e terem orgulho em obedecer ao boicote islâmico.

Ah, e por falar nisso, não chame um médico pelo seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.

Enquanto isso eu pergunto, «que contribuições médicas os muçulmanos fizeram para o mundo?»

A população Islâmica é aproximadamente de 1 200 000 000; mil e duzentos milhões ou 20% da população do mundo.

Eles receberam os seguintes Prémios Nobel

Literatura:
1988 – Najib Mahfooz

Paz:
1978 – Mohamed Anwar El-Sadat
1990 – Elias James Corey
1994 – Yasser Arafat:
1999 – Ahmed Zewai

Economia:
(Zero)

Física:
(Zero)

Medicina:
1960 – Peter Brian Medawar
1998 – Mourad Ferid

TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo.

Eles receberam os seguintes Prémios Nobel:

Literatura:
1910 – Paul Heyse
1927 – Henri Bergson
1958 – Boris Pasternak
1966 – Shmuel Yosef Agnon
1966 – Nelly Sachs
1976 – Saul Bellow
1978 – Isaac Bashevis Singer
1981 – Elias Canetti
1987 – Joseph Brodsky
1991 – Nadine Gordimer Mundial

Paz:
1911 – Alfred Fried
1911 – Tobias Michael Carel Asser
1968 – René Cassin
1973 – Henry Kissinger
1978 – Menachem Begin
1986 – Elie Wiesel
1994 – Shimon Peres
1994 – Yitzhak Rabin

Física:
1905 – Adolf Von Baeyer
1906 – Henri Moissan
1907 – Albert Abraham Michelson
1908 – Gabriel Lippmann
1910 – Otto Wallach
1915 – Richard Willstaetter
1918 – Fritz Haber
1921 – Albert Einstein
1922 – Niels Bohr
1925 – James Franck
1925 – Gustav Hertz
1943 – Gustav Stern
1943 – George Charles de Hevesy
1944 – Isidor Isaac Rabi
1952 – Felix Bloch
1954 – Max Born
1958 – Igor Tamm1959 – Emilio Segre
1960 – Donald A. Glaser
1961 – Robert Hofstadter
1961 – Melvin Calvin
1962 – Lev Davidovich Landau
1962 – Max Ferdinand Perutz
1965 – Richard Phillips Feynman
1965 – Julian Schwinger
1969 – Murray Gell-Mann
1971 – Dennis Gabor
1972 – William Howard Stein
1973 – Brian David Josephson
1975 – Benjamin Mottleson
1976 – Burton Richter
1977 – Ilya Prigogine
1978 – Arno Penzias Allan
1978 – Peter L Kapitza
1979 – Stephen Weinberg
1979 – Sheldon Glashow
1979 – Herbert Charles Brown
1980 – Paul Berg
1980 – Walter Gilbert
1981 – Roald Hoffmann
1982 – Aaron Klug
1985 – Albert A. Hauptman
1985 – Jerome Karle
1986 – Dudley R. Herschbach
1988 – Robert Huber
1988 – Leon Lederman
1988 – Melvin Schwartz
1988 – Jack Steinberger
1989 – Sidney Altman
1990 – Jerome Friedman
1992 – Rudolph Marcus
1995 – Martin Perl
2000 – Alan J. Heeger

Economia:
1970 – Paul Anthony Samuelson
1971 – Simon Kuznets
1972 – Kenneth Joseph Arrow
1975 – Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 – Herbert A. Simon
1980 – Lawrence Robert Klein
1985 – Franco Modigliani
1987 – Robert M. Solow
1990 – Harry Markowitz
1990 – Merton Miller
1992 – Gary Becker
1993 – Robert Fogel

Medicina:
1908 – Elie Metchnikoff
1908 – Paul Erlich
1914 – Robert Barany
1922 – Otto Meyerhof
1930 – Karl Landsteiner
1931 – Otto Warburg
1936 – Otto Loewi
1944 – Joseph Erlanger
1944 – Herbert Spencer Gasser
1945 – Ernst Boris Cadeia
1946 – Hermann Joseph Muller
1950 – Tadeus Reichstein
1952 – Selman Abraham Waksman
1953 – Hans Krebs
1953 – Fritz Albert Lipmann
1958 – Joshua Lederberg
1959 – Arthur Kornberg
1964 – Konrad Bloch
1965 – François Jacob
1965 – Andre Lwoff
1967 – George Wald
1968 – Marshall W. Nirenberg
1969 – Salvador Luria
1970 – Julius Axelrod
1970 – Sir Bernard Katz
1972 – Gerald Maurice Edelman
1975 – Howard Martin Temin
1976 – Baruch Blumberg S.
1977 – Roselyn Sussman Yalow
1978 – Daniel Nathans
1980 – Baruj Benacerraf
1984 – Cesar Milstein
1985 – Michael Stuart Brown
1985 – Joseph L. Goldstein
1986 – Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 – Gertrude Elion
1989 – Harold Varmus
1991 – Erwin Neher
1991 – Bert Sakmann
1993 – Richard J. Roberts
1993 – Phillip Sharp
1994 – Alfred Gilman
1995 – Edward B. Lewis
1996 – Lu RoseIacovino

TOTAL: 129!

Os judeus não estão a promover lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos.

Os judeus não sequestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fizeram explodir-se em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.

Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem tem líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis.

Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em paradigma culpando os judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos devem perguntar «o que eles podem contribuir para a humanidade», antes de exigir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e os seus vizinhos árabes, mesmo se acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo:

Se os árabes depuserem as armas hoje, não haverá violência nunca mais.

Se os judeus depuserem as armas hoje, não haverá mais Israel? Benjamin Netanyahu: 

General Eisenhower advertiu-nos. É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ordenou para se tirar todas as fotografias possíveis, que os alemães das cidades vizinhas fossem levados através dos campos e ainda mandou enterrar os mortos.

Ele fez isso e disse: «Tenham tudo acerca da documentação – obtenham os filmes – obtenham as testemunhas – porque nalgum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu.»

Recentemente, no Reino Unido debatem-se para remover o holocausto dos seus currículos escolares porque «ofende» a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu.

Ainda não foi removido. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e como facilmente cada país está contribuindo para isso.

Há mais de 65 anos que terminou a Segunda Guerra Mundial na Europa.

Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça.

Este e-mail destina-se a chegar a 400 milhões de pessoas. Que seja um elo na cadeia do memorial e ajude a distribuir isto por todo o mundo.

Quantos anos se irão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center «nunca aconteceu» porque ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos?

«Em Deus nós confiamos e somos uma nação sob Deus»





sábado, 24 de janeiro de 2015


Piada circulando na Alemanha


Um somali chega a Berlim, Alemanha, como um imigrante.

Ele dirige-se à primeira pessoa que vê na rua e diz:

— «Obrigado Sr. Alemão por me deixar ficar neste país, dando-me casa, dinheiro para comida, assistência médica grátis, educação grátis e nenhum imposto !»

A pessoa responde:

— «Você está enganado, eu sou afegão!»

O somali segue pela rua e encontra outra pessoa:

— «Obrigado por ter tão maravilhoso país aqui na Alemanha!»

A pessoa responde:

— «Eu não sou alemão, sou iraquiano!»

O recém chegado continua andando e na próxima pessoa que ele vê, estende a mão e diz:

— «Obrigado pela maravilhosa Alemanha!»

A pessoa aperta-lhe a mão e diz:

— «Eu sou do Paquistão, eu não sou da Alemanha!»

Finalmente vê uma simpática senhora e pergunta:

— «A senhora é alemã?»

Ela responde:

— «Não, sou da Índia!»

Confuso, ele pergunta-lhe:

— «Mas onde estão os alemães?»

A indiana olha para seu relógio e responde:

— «Provavelmente trabalhando...»





terça-feira, 20 de janeiro de 2015


Belgistão, a capital islâmica da Europa


Dizem eles que é uma questão de tempo...

E depois há gente a defender o multiculturalismo!



https://www.youtube.com/watch?v=lT4tFVi683g




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


O Real Madrid modifica o seu símbolo

por dinheiro dos muçulmanos!!!


Heduíno Gomes


Pelas conhecidas trafulhices franquistas no futebol espanhol a favor do Real Madrid, tudo numa perspectiva política centralisto-castelhana, incluindo Portugal, eu já detestava esse clube. Por isso, o meu íntimo desejo, jogo a jogo, já era que perdesse sempre 5-4 com 4 golos do Ronaldo. Para mim, seria sempre o resultado ideal! E perdendo por estes números com os clubes das nações anticastelhanas amarradas a Madrid, a minha alegria seria a dobrar!

Mas agora esse castelhano Florentino Pérez deu-me mais uma razão para este meu profundo desejo. Com efeito, o safado Florentino Pérez vendeu-se aos muçulmanos do petróleo acedendo a retirar da coroa do emblema do clube a cruz.

Parafraseando Unamuno a propósito daquela República espanhola, acabem com essa monarquia de putas. (Pedindo as devidas desculpas às putas pela comparação com este estafermo, as quais, coitadas, ainda por cima, recebem um cachet muito inferior.)



Mais sobre o Florentino em:


http://www.canariculturacolor.com/foros/showthread.php?t=93252&page=817





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


Espanha pede à ONU território português


Nuno Escobar de Lima

A Espanha apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) um proposta para acrescentar quase 300 mil quilómetros quadrados ao seu território marítimo. Um plano que inclui o território português das Ilhas Selvagens – visitadas por Cavaco Silva em Julho de 2013 e que administrativamente pertencem a uma freguesia da Madeira – e uma aérea também reivindicada num semelhante pedido português de expansão territorial.

Diz este gajo que é amigo de Portugal!
Dizem uns palermas de cá que o gajo é amigo de Portugal!

«É a maior ampliação de soberania desde Cristóvão Colombo», disse ao El País Luis Somoza Losada, líder da equipa espanhola encarregada de redigir o plano apresentado à ONU a 17 de Dezembro. Madrid, à semelhança do que havia sido feito por Portugal em 2009, aproveita assim a norma da ONU sobre os Direitos do Mar para ampliar a sua zona económica exclusiva de 200 para 350 milhas desde as fronteiras terrestres.

Segundo o diário espanhol, são cerca de 10 mil os quilómetros quadrados incluídos no plano que também são reclamados por Portugal. Parte deles, as Ilhas Selvagens, já fazem parte do território português, mas o novo plano espanhol abre uma nova disputa, na zona marítima situada a Oeste da Madeira.

O responsável pelo plano espanhol antecipa que o problema será resolvido com negociações bilaterais, que poderão levar à divisão dos territórios disputados. Previsão semelhante à de uma investigadora portuguesa do Centro de Estudos Jurídicos Económicos e Ambientais citada no mesmo artigo do El País.

Os espanhóis assumem ainda que o plano tem como objectivo a «exploração dos recursos naturais» das áreas pretendidas. Somoza Losada diz que a existência de gás na região é certa, faltando saber se é «rentável extrai-lo». «Também pode haver petróleo», diz o coordenador de uma equipa de sete civis e seis militares formada pelo Governo espanhol para desenvolver o plano.





domingo, 11 de janeiro de 2015


Com Costa, mais panasquice e mais fufice no PS


J. Sousa

O PS vai apresentar um diploma para a legalização da adopção de crianças por parelhas de panascas ou fufas, juntando-se assim abertamente à esquerdalha do Bloco de Esquerda e dos Verdes.

Este é o verdadeiro PS!







sábado, 10 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


Patriarca de Lisboa satisfeito

por «colaborar ainda mais directamente

com o Papa»


Lusa, 4 Janeiro de 2015

Manuel Clemente a rasgar o Evangelho

O patriarca de Lisboa afirma que a nomeação como cardeal nada mudará no seu dia-a-dia e que só terá de ir mais vezes a Roma

O patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, reagiu à notícia da sua nomeação como cardeal, hoje anunciada pelo Papa Francisco, afirmando que será «um gosto colaborar ainda mais directamente com o Papa».

«Vi este anúncio como já estou habituado a ver as coisas da Igreja: elas acontecem de forma surpreendente, comprometem-nos sempre mais e, nesse sentido, para mim é um gosto colaborar ainda mais directamente com o Papa Francisco, com cujo pontificado e pensamento me identifico absolutamente», disse Manuel Clemente, em declarações à Rádio Renascença em Queluz, onde se preparava para celebrar missa.

Sublinhando que nada mudará no seu dia-a-dia e que só terá de ir mais vezes a Roma, o patriarca de Lisboa, um dos 20 prelados da Igreja Católica que se tornarão cardeais a 14 de Fevereiro, numa cerimónia a realizar no Vaticano – e um dos 15 que serão eleitores –, reiterou o seu compromisso perante os desafios colocados pelo Papa, com especial atenção aos mais pobres e às periferias, a avaliar pelas suas escolhas geográficas.

«Reparei na lista dos que ele escolheu agora para o Colégio Cardinalício: a grandíssima maioria não é da Europa, nem sequer do hemisfério Norte, e isso coincide com aquilo que está a ser o catolicismo mundial, não só o movimento da demografia mundial, mas também o movimento do catolicismo e do cristianismo mundiais», observou.

«Acho isto muito bem, muito coincidente com aquilo que é preciso fazer agora para que o Evangelho chegue a todos», defendeu.

O patriarca de Lisboa junta-se aos dois cardeais portugueses existentes, mas só ele será eleitor com assento no Conclave.

«É algo que eu não tenho pressa nenhuma em efectivar. Que o Papa Francisco viva muitos e bons anos, porque ele está a fazer muito bom trabalho e todos os dias nos leva para diante no sentido evangélico das coisas e, portanto, que lá esteja com muita saúde, com muita força e por muitos e bons anos», rematou.


Comentários de católicos no DN

José António dos Santos
Madeira
05.01.2015/17:06

Não passa de um carreirista, sem chama especial, não basta colar-se ao Papa, tem uma acção pastoral muito débil, bem entrosado com o actual poder!

Meixilhão
04.01.2015/21:56

Não merece o lugar que ocupa um bispo que põe trabalhadores do Norte contra os do Sul não é digno do lugar, e digo-o como católico, não presta…

Além de Bergoglio, outro amigo e anfitrião
de Manuel Clemente



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015


Cardeal Paolis critica com veemência

comunhão aos «divorciados recasados»





A PROPOSIÇÃO  N.º 52
DO SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA

                                                                      por Velasio De Paolis (Cardeal)

A questão do acesso aos sacramentos, especialmente à Eucaristia, por divorciados recasados foi objecto de reflexão no Sínodo Extraordinário dos Bispos de Outubro passado. Sobre este assunto refere-se a proposição n.º 52 da Relatio final, que diz:

«Reflectiu-se sobre a possibilidade de que os divorciados e recasados acedam aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Diversos Padres sinodais insistiram a favor da disciplina actualmente em vigor, em virtude da relação constitutiva entre a participação na Eucaristia e a comunhão com a Igreja e o seu ensinamento sobre o matrimónio indissolúvel. Outros manifestaram-se a favor de um acolhimento não generalizado na mesa eucarística, nalgumas situações particulares e em condições muito específicas, sobretudo quando se trata de casos irreversíveis e ligados a obrigações morais em relação aos filhos, que viriam a padecer sofrimentos injustos. O eventual acesso aos sacramentos deveria ser precedido por um caminho penitencial, sob a responsabilidade do bispo diocesano. Esta questão ainda deve ser aprofundada, tendo perfeitamente presente a distinção entre situação objectiva de pecado e circunstâncias atenuantes, uma vez que «a imputabilidade e a responsabilidade de um acto podem ser diminuídas, e até anuladas» por diversos «factores psíquicos ou sociais» (Catecismo da Igreja Católica, 1735).»

1. O sentido da proposição sinodal

O texto não tem recolhido um número suficiente de adesões, ou seja, o voto de dois terços, e é por isso que não foi aprovado pelo Sínodo; portanto, não deve ser considerado um texto sinodal. Impõe-se porém dizer que é difícil avaliar a importância do voto. O texto é composto por várias partes não homogéneas, algumas opondo-se, e até mesmo com motivos inadequados, ou não totalmente apropriados, ou pelo menos incompletos, na articulação com as fontes doutrinais.

Na verdade, a proposta começa com uma questão digna de crónica: reflectiu-se sobre o tema. Em seguida, é referida a existência de uma corrente de padres que apoiam a actual disciplina (da Igreja) e outra que é favorável à mudança. O texto prossegue com a explicação dos pontos que devem mudar no quadro actual, assinalando também qual seria a responsabilidade que deveria competir ao Bispo. Conclui com uma advertência e um convite a um estudo mais aprofundado, sugerindo alguns elementos para fazê-lo. Portanto, não se sabe bem a que se refere um eventual voto contrário ou de aprovação do texto.

2. Limites da proposição

A proposta (ou «proposição»?) é apresentada com uma formulação limitada. Refere-se a uma categoria limitada de pessoas que vivem em situação de união irregular: os divorciados recasados. Está em causa uma categoria que merece, de acordo com a proposta, uma atenção particular e excepcional, motivada por circunstâncias especiais dignas da consideração que esta categoria possa ter, como o texto realmente explica de seguida.

Não é difícil encontrar nestas palavras alguns significativos elementos da proposta do cardeal Kasper. Porém já tivemos oportunidade de estudar esta proposta e de verificar que não é sustentada por algum argumento válido. Além de que a proposta era já conhecida pela autoridade competente, que a tinha estudado e rejeitado, não encontrando nela os elementos que poderiam subtrair uma avaliação segundo os princípios doutrinais dos documentos da Igreja. Portanto, a hipótese avançada na proposta sinodal já tinha sido estudada e avaliada de forma explícita e já se tinha chegado à conclusão de que não implicava princípios excepcionais, mas antes se enquadrava na categoria de princípios gerais, uma vez que, do ponto de vista da gravidade moral em ordem ao acesso à Eucaristia, a hipótese avançada na proposta constitui em todos os casos uma violação grave da moral conjugal e da disciplina da Igreja, que não pode permitir o acesso à Eucaristia. Por esta razão, os documentos da Igreja nunca fazem uma distinção entre as diferentes categorias de pessoas que vivem em uniões irregulares: as várias tipologias de pessoas que vivem irregularmente não diferem no que diz respeito à vida conjugal e ao acesso à Eucaristia.

Além disso, as condições em virtudes das quais se pretenderia uma consideração especial para os divorciados recasados podem verificar-se em todos aqueles que se encontram em situação irregular. E, em alguns casos, a situação pode até agravar-se: poderia parecer um prémio e um convite a estabelecer novos laços.

Podemos ainda fazer uma análise mais aprofundada. A proposta, ao restringir a hipótese a uma categoria específica, reconhece o valor doutrinal e normativo dos documentos da Igreja que regulam a matéria. E, visto que a proposta convida a um estudo, evidencia-se uma certa perplexidade com a própria proposta. Em que pode consistir este aprofundamento? Não sobre o valor doutrinal e normativo dos documentos, mas sobre a possível excepção contida na proposta. E de onde pode surgir a dúvida se não do facto que a proposta contém em si mesma uma excepção para as duas condições essenciais no acesso à eucaristia, uma vez que existe uma grave violação da lei moral natural e uma situação pessoal inadequada (não idónea?) para o aceder Eucaristia?

Com efeito, mesmo nesta categoria dos divorciados recasados estão presentes as duas condições que impedem o acesso à eucaristia, levando (condicionando?) as autoridades da Igreja a não poderem agir de outra forma, dado que a autoridade eclesiástica não pode dispor do direito natural e divino: respeitar a lei natural do matrimónio e a necessidade da graça santificante.

As situações descritas poderiam não permitir a separação das duas pessoas que vivem juntas em uma união irregular, mas não requerem necessariamente a vida em comum «more uxório» e a situação de permanente pecado.

3. Disciplina, doutrina ou magistério?

Observa-se que a elaboração do texto da proposta gera mal-entendidos. Fala-se de «disciplina actual» e de uma possível mudança da mesma, mas isto suscita algumas dúvidas, que exigem um aprofundamento. Na verdade, a legislação vigente não é apenas uma «disciplina actual», como se estivesse em causa uma norma puramente eclesiástica e não normas divinas, sancionadas pelo Magistério, com motivações doutrinais e magisteriais que põe em causa os próprios fundamentos da vida cristã, a moral conjugal, no respeito da eucaristia e da validade do sacramento da penitência. Estamos diante de uma disciplina fundada no direito divino. Não se sublinha o suficiente que os documentos da Igreja nesta matéria não impõe obrigações por parte da autoridade, mas antes afirmam que a autoridade eclesiástica não pode agir de outra forma, porque esta «disciplina» não pode ser alterada nos seus elementos essenciais. A Igreja não pode agir de outra forma. Não é possível alterar nem a lei natural, nem o que diz respeito à natureza da eucaristia, porque está em causa a vontade divina.

A proposta, na medida que prevê a possibilidade de admitir divorciados recasados à comunhão eucarística é, de facto, uma mudança doutrinal. E isso é contrário ao facto de que se afirma de não querer mudar a doutrina. Por outro lado, a doutrina, pela sua própria natureza, não pode ser modificada se é o objecto do Magistério autêntico da Igreja. Antes de se falar e lidar com uma eventual revisão da disciplina vigente, é necessário reflectir sobre a natureza desta disciplina. Ao lidar com este assunto dever-se-ia, em primeiro lugar, reflectir sobre esta doutrina e o seu grau de firmeza; é preciso estudar bem aquilo que pode ser modificado e o que não pode ser modificado. A dúvida foi insinuada na mesma proposta quando pede um aprofundamento, que deve ser doutrinal e prévio a qualquer decisão.

Podemos também perguntar se é da competência de um Sínodo de Bispos tratar de um assunto como este: o valor da doutrina e da disciplina vigente na Igreja, que se foi formando ao longo dos séculos e sancionado com intervenções do Magistério supremo da Igreja. Além disso, quem é competente (é capaz/tem competência?) de mudar o Magistério de outros papas? Este seria um precedente perigoso. Por outro lado, a novidade que se introduziria caso o texto da proposta fosse aprovado seria (constituiria) uma gravidade sem precedentes:

a) a possibilidade de admitir à comunhão eucarística, com a aprovação explícita da Igreja, uma pessoa em estado de pecado mortal, com (levanta) o perigo de sacrilégio e de profanação da eucaristia;

b) ao fazer assim, questiona-se o princípio geral da necessidade de o estado de graça santificante para receber a Sagrada Comunhão, especialmente numa época em que se introduziu, ou está sendo introduzida, na Igreja uma prática geral de aceder à Eucaristia sem confissão sacramental, mesmo quando consciente de se encontrar em pecado grave, com todas as consequências nefastas que esta prática acarreta;

c) a admissão à comunhão eucarística dos fiéis que vivem «more uxorio» (como marido e mulher) significaria pôr em causa a própria moral sexual, particularmente fundada no Sexto Mandamento;

d) além disso, desta forma dar-se-ia relevo (relevância?) à convivência ou a outros vínculos, enfraquecendo, de facto, o princípio da indissolubilidade do matrimónio.

4. Razões para conservar a disciplina vigente

A esse respeito, a proposta estabelece o seguinte: «Diversos Padres sinodais insistiram a favor da disciplina actualmente em vigor, em virtude da relação constitutiva entre a participação na Eucaristia e a comunhão com a Igreja e o seu ensinamento sobre o matrimónio indissolúvel

O texto não é muito claro e, em qualquer caso, é insuficiente porque incide sobre a problemática em causa. Em causa não estão apenas razões disciplinares para decidir de acordo com a maioria, mas antes uma doutrina e um Magistério (neste caso talvez seja «ensino») disponível, o que certamente vai além das competências de um Sínodo Extraordinário dos Bispos. Na verdade, neste problema estão implicadas questões doutrinais de extrema importância, às quais já nos referimos. Deve-se («é preciso»?) especificar que a razão para a exclusão da Eucaristia é, simplesmente, a condição em que se encontra um divorciado que vive maritalmente com outra pessoa: um estado de pecado grave objectivo. O facto de que esta condição seja causada pelo divórcio ou por um eventual novo vínculo civil não tem relevância (relevo?) sobre a condição moral que excluí a eucaristia: encontrar-se num estado permanente de violação da lei moral da Igreja.

5. Aprofundamentos

A proposta sustenta ainda: «Esta questão ainda deve ser aprofundada, tendo perfeitamente presente a distinção entre situação objectiva de pecado e circunstâncias atenuantes, uma vez que «a imputabilidade e a responsabilidade de um acto podem ser diminuídas, e até anuladas» por diversos «factores psíquicos ou sociais» (Catecismo da Igreja Católica, 1735).»

O texto afirma a necessidade de um aprofundamento somente de um ponto de vista, muito fraco. Na verdade, cita-se o Catecismo da Igreja Católica, com o qual não é possível discordar. O problema reside no facto de saber quanto incide este parágrafo do Catecismo da Igreja Católica na problemática aqui tratada. A primeira fonte de moralidade é aquela objectiva. E é da moralidade objectiva que aqui se trata.