quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O horror do vazio

Mário Crespo, DN 16.2.2009*

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nietzsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

(*Sublinhados nossos)

Hoje, 31 de Dezembro,
para terminar o ano em sacrifício,
fiz um esforço enorme.


Heduíno Gomes

Tendo recebido na carta electrónica «Povo» um artigo de José Manuel Fernandes do Público do dia 26 e intitulado «Não ser cristão no Natal, os minaretes e a placa de Auschwitz», resolvi lê-lo até ao fim!. Abordando logo três temas, 3 em 1, apesar de ter mais de 1100 palavras, era de aproveitar. Li todo.
Que fazer com os muçulmanos na Europa cristã? Os Suíços decidiram bem ou mal sobre os minaretes? Que coisa foi aquela do gamanço da placa de Auschwitz?
E cheguei ao fim e digo para comigo: -- Qual é a conclusão moral da história? Afinal não é 3 em 1 mas 0 em 1.
Jornalismo em forma de «langue de bois». Compare-se este «estilo» com o de Mário Crespo no artigo colocado a seguir a este...
Quando é que Belmiro de Azevedo fechará a torneira àquela «referência» chamada Público?



Antes que se torne obrigatório...

Enviado por Alfredo Pereira


Psiquiatras doidarrões


Nuno Serras Pereira



1. Quando os médicos do Colégio de Psiquiatria destrambelham e conseguem que o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos caucione o seu desvario é caso para profunda preocupação. A história tem-nos ensinado que quando esses profissionais tresloucam tornam-se inspiradores e cúmplices das maiores barbaridades através, por exemplo, da eutanásia, do aborto, da tortura, etc., – basta lembrar o papel que tiveram na perseguição demente que moveram aos dissidentes nos regimes comunistas com os consequentes internamentos e “tratamentos” forçados; as mortandades que provocaram em deficientes, eutanasiando-os, a invenção do gaseamento para as mortes maciças com a consecutiva aplicação nos campos de extermínio nazis; a descabeçada afirmação da gravidez como uma doença e a sucessiva elaboração de atestados para autorizar o aborto provocado, como se de uma terapia se tratasse.


A doidarraz posição dos delirantes membros do Colégio de Psiquiatria, hoje anunciada com grandes parangonas em tudo quanto é comunicação social, é patente, por exemplo, em asserções deste tipo: a) “ … não existe evidência científica que suporte uma intervenção que resulte na completa mudança de orientação sexual”. Trata-se obviamente de uma mentira colossal, contrariada pelos factos e por estudos credíveis de eminentes profissionais da saúde mental, publicitada com o propósito claro de induzir em erro as mentalidades, de modo a torná-las vulneráveis à investida da ideologia “gay”, agora consubstanciada na reivindicação do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, como uma fase decisiva na sua escalada pelo poder; b) “é generalizado o consenso entre os médicos psiquiatras de que não existe qualquer tratamento para a homossexualidade, pois esta designação não se refere a uma doença mas sim a uma variante do comportamento sexual”. Primeiro, o consenso não é generalizado; segundo, a afirmação de que não é uma patologia é ideológica e não médica; terceiro, dizer que não é uma doença porque é uma variante do comportamento sexual é tão desatinado como afirmar que a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade ou a necrofilia não são do foro patológico porque são variantes do comportamento sexual. Claro que são variantes, mas são variantes desvariadas, desvairadas, doentias.

Este parecer ao afirmar que “considerar a possibilidade de um tratamento da homossexualidade implicaria, nos tempos actuais, a violação de normas constitucionais e de direitos humanos” é claramente intimidatório para todos os terapeutas, em particular os psiquiatras, e subliminarmente insidioso para toda e qualquer pessoa de bom senso, inclusive pais, amigos familiares e Padres, que queira ajudar o ou a infeliz a reencontrar-se com a sua sexualidade natural, masculina ou feminina.

Por este andar dias virão em que a cleptomania deixará de ser considerada uma patologia para passar a ser uma variante do comportamento social e a piromania uma variante, sei lá, do comportamento rural.

2. Tenho vindo a insistir, ao que parece sem grande eco, nos textos que tenho escrito sobre este assunto, que o diabolicamente chamado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo (ou legalização das ditas “uniões”) implicará, tarde ou cedo, uma redução das nossas liberdades e direitos. De facto, a liberdade de expressão, a liberdade de consciência (não confundir com liberdade da), a liberdade religiosa, a liberdade de ensino e de educação, os direitos das crianças e os direitos ao trabalho, à saúde e mesmo ao uso livre da propriedade privada serão postos em causa, limitados ou mesmo, nalguns casos, aniquilados.

3. Acresce que considero que o combate à legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo perde muito da sua força e eficácia quando se renuncia à proclamação da verdade integral, e portanto também moral e antropológica, sobre este assunto. O calar, esconder, fingir, dissimular não são armas da Verdade. E o facto de apostar tudo no argumento, aliás de enorme peso, da adopção e da reprodução artificial como se tudo o resto não importasse não me parece suficientemente adequado.

4. Felizmente tenho entre os melhores amigos excelentes médicos psiquiatras que se distinguem pela seriedade, pela competência, pela doação de si mesmos, e que não embarcam em fantasias alucinatórias que descambam na mais vil desumanidade.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Zapatero Gaspar

[para visualizar a apresentação clique na imagem]



Portugal é mesmo assim.
Espanta-me o tão justo que é,
ditosa Pátria que tais governantes tem.

Enviado por Alfredo Pereira

Vais ter relações sexuais? O governo dá-te preservativos!

Já tiveste? O governo dá-te a pílula do dia seguinte!

Engravidaste? O governo oferece o aborto!

Tiveste filhos? O governo dá-te o abono de família e, em breve, 200 euros!

Estás desempregado? O governo dá-te subsídio de desemprego!

Estas na escola e não aprendes nada? O governo dá-te novas oportunidades!

És viciado? O governo troca a seringa!

Detestas trabalhar? O governo dá-te o rendimento social de inserção.

Agora experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que acontece!

O Governo oferece-te uma carrada de impostos e responsabilidades.

Assim se vive à pala de quem trabalha.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pio XII - Entre a conivência e a salvação de judeus

[Para ver uma versão aumentada clique na imagem]

O processo Casa Pia e o PS

Pedro Namora denuncia o afastamento de Catalina Pestana e outras manobras de bastidores para encobrir pedófilos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Carta entreaberta ao Prof. Marcelo

João José Brandão Ferreira

Na sua prédica domingueira, do passado dia 13 de Dezembro, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), contemplou nas suas «escolhas» o meu mais recente livro Em Nome da Pátria. E neste acto de mostrar o livro é que a coisa passou a inusitada.
De facto MRS não se limitou a mostrar a capa do livro mas a tecer considerações que nunca o havíamos visto fazer a nenhuma das centenas de obras que já deu a conhecer.
Pese embora a falta de equidade para com os restantes autores - um pecadilho para a sua qualidade de jurista - eu só teria a agradecer a distinção se ela não fosse eivada de descortesia. Estamos, pois, em face de uma discriminação negativa que exige algum contraditório.
Que disse então MRS? Basicamente três coisas: que não concordava com o conteúdo do livro; apelida o autor de «radical de direita» e que, apesar de tudo, o livro também «tem lugar aqui, isto é um programa pluralista».
MRS é livre de ter as opiniões que entender e também de as dar a conhecer ou guardar para si. Ao contrário do que fez, porém, relativamente à esmagadora maioria dos livros que exibe, deste quis dizer que não concorda, o problema sendo, que toda a gente ficou sem saber com o quê, dado não ter referido sequer do que é que o livro trata. Ou seja, é uma recusa literal da obra.

Afirmar que o seu programa é pluralista (era suposto não ser?), parece um pleonasmo. Eu julgava, mesmo sem ser matemático, que tal era um axioma, isto é, não carecia de demonstração. Assim passou a carecer...


Não, o que MRS, lá no seu íntimo, quis dizer aos espectadores era que o livro era tão (?), que estaria nas barbas do pluralismo...
Teria sido mais honesto e menos ínvio, ignorar o livro, que nada o obrigava a trazer à colação.
Mais grave se apresenta a adjectivação de «radical de direita».
Não quero maçar ninguém com os diferentes significados que tem o termo «radical». É incontroverso que ele foi aplicado na sua vertente política o que me classifica entre os adeptos do «radicalismo». Ora o radicalismo em ciência política é o sistema político que "pretende reformas absolutas e profundas na organização social". Não parecendo ser isto,também, o que MRS quis dizer - ele o desmentirá se for o caso -- só resta a hipótese do comentador me querer remeter para aquilo que a vox populi entende por radical, isto é, extremista, fundamentalista, etc. Foi ou não foi, Professor?
Quanto ao termo «direita» (dextra) estou certo, também, que MRS não quis atribuir-me o epiteto de «pessoa recta», mas sim colocar-me entre as forças políticas, que se sentam à direita do presidente do parlamento (o que tem origem na Revolução Francesa).
Ou seja, MRS quis rotular-me como estando na extrema do leque partidário da AR (que por caso acaba ao centro...).

Julgo, porém, menos apropriado, que um distinto professor universitário, e proclamado democrata, venha dizer na televisão de uma pessoa que ele não conhece, que não tem filiação partidária, e não está presente para se defender, que ele é «radical de direita». E substituindo com isso a critica ao livro com um anátema sobre o autor...

Será que o título do livro, que nem sequer pronunciou, lhe queima os lábios? Será que algo no conteúdo lhe faz doer, nalgum lado?

Alguma coisa será, de outro modo não me teria dispensado segundos preciosos do seu apertado tempo de antena.
Tudo somado e pela sua prestação, dou-lhe três valores, um por cada questão que levantou. Nos meus tempos de estudante, tal equivalia a um reprovativo «Mau».
14.12.2009
João José Brandão Ferreira

A vida voltou a sorrir a Aníbal Cavaco Silva

João Miguel Tavares, DN
Só mesmo o pandemónio em que está transformada a actual legislatura conseguiria fazer Cavaco Silva regressar tão rapidamente do reino dos mortos. Há três meses, ele estava enfiado até ao pescoço na maior trapalhada envolvendo um Presidente da República desde os tempos do PREC. Há dois meses, teve uma intervenção pública que bateu todos os recordes de atabalhoamento e infelicidade semântica. Há um mês, a sua popularidade caía a pique em todos os barómetros e metade da pátria jurava que a sua reeleição estava em risco. Actualmente, Cavaco até se dá ao luxo de renomear Fernando Lima para a sua Casa Civil sem que o País lhe desabe em cima - como, efectivamente, ele merecia.

Nada como uma boa crise, um défice galopante, um primeiro-ministro a braços com mais um «caso» e um Parlamento em delírio para Cavaco recuperar a sua pose professoral e o papel de guardião de um mínimo de sanidade política. A sua estratégia pós-Lima parecia óbvia: fechar as portas e as janelas do Palácio de Belém e aparecer apenas a picar o ponto em ocasiões protocolares e prestigiantes (tipo assinatura do Tratado de Lisboa). Dentro da boa tradição portuguesa, boca calada, popularidade assegurada, e Cavaco deixaria assim que a passagem do tempo tratasse de sarar as feridas abertas pelos encontros de Fernando Lima com a comunicação social nos cafés da Avenida de Roma. Mas a minoria do PS e tudo o que se lhe seguiu foram uma espécie de banho de mercurocromo sobre um corpo em chagas, do qual o Presidente da República está a sair milagrosamente cicatrizado.
Agora, até se chega à suprema ironia de ser o PS, que tanto apreciava o seu silêncio, vir a terreiro exigir que Cavaco desça da «torre de marfim» (palavras de António Vitorino) e faça ouvir a sua voz, para pôr ordem na Assembleia da República. Percebe--se o desespero: o único truque que Sócrates e o PS poderiam ter na manga - provocar eleições antecipadas na esperança de uma segunda maioria absoluta - esfumou-se por completo com o caso «Face Oculta» e os terríveis números do défice. Ainda que toda a oposição se unisse malvadamente para derrubar o Governo, ninguém hoje acredita que Sócrates conseguisse melhor resultado do que o de Setembro.
Donde, Cavaco passou subitamente a ser o único homem capaz de impor um mínimo de respeito, por mais fragilizada que fosse a sua anterior posição. É como ter uma pequena lanterna no bolso durante um apagão -- pode alumiar pouco, mas ainda assim é a única coisa que consegue apontar caminho. Não admira que Manuel Alegre tenha voltado a marcar jantares com os seus amigos. O papel reforçado de Cavaco é uma péssima notícia para si e uma machadada nos seus sonhos presidenciais.


A família segundo a malta de Hollywood


A cultural revista Notícias TV (20 de Novembro) informa-nos que
Artur Albarran viveu um romance fugaz no início da década de 80 com Maria Elisa...
Casou com Teresa P. L., de quem tem um filho, A., de 26 anos.
Em 1986 voltou a casar com Isabella J., de quem tem uma filha, C., de 20 anos.
De Paula C., ... tem uma filha, F., de 15 anos.
L., de 10 anos, e L., de 8, são filhas da ainda mulher, Lisa H., ...
M., de 5 anos, é fruto da sua relação com a sua actual companheira, Sandra N.

Baralhei ou esqueci-me de alguém? Desculpa lá, ó Artur!

Como é que aqueles que escolhem, programam e produzem programas para as televisões hão-de torná-las educativas para as famílias, para os jovens, para as crianças?

O que é a globalização?

Enviado por M. L. B. Castro
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A morte da Princesa Diana.
Pergunta: Porquê?
Resposta:
Uma princesa inglesa
com um amante egípcio,
que tem um acidente num túnel francês
dentro de um carro alemão
com motor holandês
funcionando com petróleo saudita
refinado na Áustria,
conduzido por um belga
bêbado de whisky escocês,
que era perseguido por paparazzis italianos
em motos japonesas,
tratada por um médico canadiano
que usou medicamentos brasileiros.
E isto é-te enviado por um português
a partir de um computador internacional Magalhães
usando tecnologia americana,
comprado a um membro de etnia cigana
por 5 euros.
E tu estás a ler num computador genérico
com certificado da União Europeia
e manual em inglês técnico traduzido pelo Sócrates,
que usa chips made in Taiwan,
e um monitor coreano
montado por trabalhadores de Bangladesh,
numa fábrica de Singapura
respeitando as emissões de CO2 de Copenhague,
transportado em camiões conduzidos por indianos,
roubados por indonésios,
descarregados por pescadores sicilianos,
reempacotados por espanhóis (é o que sabem fazer)
e, finalmente, vendido por chineses,
através de uma conexão russa.
Isto é, caros amigos,
a GLOBALIZAÇÃO !!!



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O merecido exílio dourado



Como prémio pela sua reconhecida competência, visível nas previsões acertadas que faz (sendo de destacar a "previsão" para "défice" orçamental de 2005 com precisão até à centésima da célebre Comissão Constâncio),  na diligente atenção com que evitou  abusos nas instituições bancárias que supervisiona, o Sr. Dr. Constâncio é candidato a vice-presidente do BCE.

Mais um motivo de "orgulho" para Portugal, a juntar ao José Manel, ao Sr. Dr. Lopes da Mota, ao Sr. Dr. Cunha Rodrigues, ao Sr. Eng. Ferro Rodrigues, só para mencionar alguns. Não é pois surpresa que haja uma percepção de Portugal no estrangeiro como país em que a «ética republicana» é Lei e a «fraternidade maçónica» a Regra.

O Sr. Prof. Silva não deixa de apoiar mais uma candidatura de uma pessoa "extremamente competente"[1] na órbita da maçonaria/PS. É a sempre presente «cooperação estratégica»...

João Louro

[1] - http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=400353

«(...)O Presidente da República classificou como "muito positiva" a candidatura do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Cavaco Silva fez este breve comentário no Hospital Conde Ferreira, Porto, depois de concluir o segundo e último dia da terceira jornada do Roteiro para a Juventude, em resposta a perguntas dos jornalistas.

"É extremamente competente", afirmou mais tarde, ao terminar uma visita ao Sea Life (Oceanário do Porto), quando os jornalistas lhe pediram que desenvolvesse o seu pensamento sobre o assunto.

"Espero bem que a decisão final vá no sentido da sua escolha", acrescentou, sublinhando o conhecimento que tem da personalidade do actual governador do Banco de Portugal, uma pessoa que, disse, tratar por "tu" e que conhece desde os tempos da faculdade.(...)»

A traição avança a Alta Velocidade



O tal comboio que nos vai ligar à Alta Velocidade Europeia, mas que não tem qualquer plano para ir a lado nenhum que não Madrid, já está a começar a drenar o pouco financiamento que Portugal ainda possa captar no estrangeiro. Para além do desastre do projecto em si, seja em termos geopolíticos, seja em termos económicos, seja em termos de finanças públicas, temos que somar o factor "eucalipto": Esse projecto vai encarecer todos os restantes financiamentos para outros projectos, públicos ou privados em Portugal. Castela sorri...

Que dizer da "capacidade" das empresas portuguesas que um administrador da RAVE[1] refere na defesa de mais um "investimento" público, que vai de uma vez por todas "modernizar" o país? Entre os participantes deste consórcio vencedor[2] está a Iridium Concesiones de Infraestructuras S.A. e a Dragados S.A., empresas genuinamente lusas e cuja participação nos lucros é desconhecida.

Mas o verdadeiramente curioso na notícia é a redução de custos. Menos 900 M€ em relação ao projecto inicial... deve ser esta a forma de vender esse desastre: É um mau negócio, não é barato, mas é mais barato do que anunciado previamente. E mesmo esta "prenda" é virtual: logo começarão as derrapagens do costume. A questão torna-se ainda mais premente quanto se constata que numa primeira fase o actual vencedor tinha a proposta mais cara[3].

Será que vale a pena falar dos milhares e milhares de postos de trabalho que supostamente serão criados por este "investimento"?
Certamente juntar-se-ão aos outros milhares criados com todas as autoestradas e outras obras públicas que têm sido feitas e que resultaram na taxa de desemprego superior a 10% que temos actualmente...

João Louro


[1] - http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=400349
«(...)Durante a cerimónia, Carlos Fernandes, administrador da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE), já tinha sublinhado que tanto a proposta da ELOS, que ganhou a concessão, como a outra finalista, do consórcio Altavia Alentejo, liderado pela Mota-Engil, eram "excelentes", dos pontos de vista "técnico e financeiro".

O mesmo administrador da RAVE elogiou ainda a "capacidade" demonstrada pelas empresas portuguesas no âmbito deste concurso do TGV.(...)

De acordo com os dados da RAVE, desde Dezembro de 2005 até Junho deste ano, foi possível reduzir em "cerca de 40 por cento" os custos estimados para a concessão do troço de AV Poceirão-Caia, numa extensão de 165 quilómetros.

Em 2005, o troço estava orçado em 2.260 milhões de euros, acabando por ser a sua concessão adjudicada por 1.359 milhões de euros, o que significa "menos 900 milhões de euros", disse o administrador Carlos Fernandes. (...)»

[2] - http://www.rave.pt/tabid/232/ItemID/271/View/Details/Default.aspx

«(...)Concorrente n.º 1 - Agrupamento "ELOS - Ligações de Alta Velocidade", constituído por: Brisa Auto-Estradas de Portugal S.A.; Soares da Costa Concessões SGPS, S.A.; Soares da Costa S.A.; Iridium Concesiones de Infraestructuras S.A.; Dragados S.A.; Lena Concessões e Serviços, SGPS, S.A.; Lena Engenharia e Construções, S.A.; Bento Pedroso Construções S.A.; Odebrecht, Investimentos em Concessões Ferroviárias, SGPS, S.A.; Edifer - Construções Pires Coelho & Fernandes, S.A.; Edifer - Desenvolvimento de Negócios, S.A.; Zagope - Construções e Engenharia, S.A.; Zagope SGPS, Lda.; Banco Millenium BCP Investimento, S.A.; Caixa Geral de Depósitos, S.A.(...)»

[3] - http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398628

«(...)Os três consórcios com propostas para construção do troço Lisboa/Poceirão da rede de Alta Velocidade apresentaram projectos com custos de construção entre 1870 milhões de euros, do consórcio liderado pela FCC, e os 2310 milhões de euros, do consórcio co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.(...)»

«Casamento» homossexual:
dez razões para um referendo

Pedro Pestana Bastos
Público, 14-12-2009
As sondagens efectuadas até hoje indicam que os portugueses
maioritariamente são a favor do referendo

1.Sabia que não existe um único país no mundo onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo tenha sido instituído sem que não esteja igualmente consagrado o acesso à adopção por casais homossexuais?

2. Sabia que um estudo da CESOP (Universidade Católica) revela que mais de 40 por cento dos eleitores que se consideram simpatizantes do PS declaram-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

3. Sabia que as sondagens efectuadas até hoje indicam que os portugueses maioritariamente são a favor de um referendo sobre a matéria e contra a redefinição do conceito de casamento?
4. Sabia que existem organizações de promoção de direitos dos homossexuais que não defendem a redefinição do conceito de casamento?
5. Sabia que as questões concretas que são reclamadas pelos homossexuais têm várias soluções jurídicas, maioritárias no mundo ocidental, e que não passam pela necessidade de redefinição do conceito de casamento?
6. Sabia que, nos estados americanos da Califórnia e do Maine, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi permitido no passado, tendo as normas jurídicas que permitiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo sido posteriormente revogadas?

7. Sabia que, já este mês, o Senado do Estado de Nova Iorque debateu e chumbou, por mais de 60 por cento dos votos, uma proposta de lei que tinha como objecto o alargamento do casamento a pessoas do mesmo sexo?
8. Sabia que, no Senado de Nova Iorque, os republicanos são uma minoria, e que, para além dos republicanos, também um em cada quatro dos senadores democratas votou contra a proposta que iria permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

9. Sabia que, nos EUA, já foram efectuados 31 referendos em diferentes estados, em que a população foi chamada a pronunciar-se sobre a redefinição do casamento entre pessoas do mesmo sexo?

10. Sabia que, nos 31 referendos realizados em todos eles, sem excepção, as populações rejeitaram a redefinição do conceito de casamento e a instituição do casamento homossexual?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Recolha de medula para o Afonso


O Afonso vai precisar de transplante de medula óssea e temos de encontrar um dador compatível.
Contacte a pessoa que centraliza a informação sobre a recolha.
email:
carlos88@macau.ctm.net

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Marina Rossell interpreta «Els segadors»

«Els segadors», canção tradicional catalã do século XVII que se tornou o seu Hino Nacional, apresenta-se em várias interpretações, oficiais ou de artistas. Apresentamos aqui uma delas, que consideramos particularmente conseguida, na voz de Marina Rossel. Para ouvir, carregue AQUI. Pode seguir a letra ou a tradução em português em artigo publicado anteriormente.

Sapatos Rotos

[clique na imagem para descarregar a apresentação]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O palhaço

Mário Crespo, Jornal de Notícias

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.


Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.

O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.

Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositates. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.

E quando se vê que roubu, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

A ideia de independência da Catalunha
conquista 94,71% dos catalães

Segundo a agência Lusa, a independência da Catalunha em relação ao Estado espanhol foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,71 %) que votaram em 166 municípios daquela região numa consulta não vinculativa.
Segundo a Coordenadora Nacional das consultas, os resultados justificam que o parlamento regional convoque um referendo vinculativo sobre o tema para 25 de Abril próximo.
A Coordenadora Nacional confirmou terem participado cerca de 30 por cento dos 700 mil eleitores que podiam votar nos locais onde foi realizada a consulta.
Essa Iniciativa Legislativa Popular teria como objectivo a convocatória para um referendo de auto-determinação, vinculativo e em toda a Catalunha, a realizar no próximo 25 de Abril.

Além da sociedade civil, as consultas de hoje contaram com o apoio formal de cinco partidos catalães (CDC, ERC, ICV, CUP e Reagrupament).
A cada um dos eleitores foi perguntado se «está de acordo que a nação catalã se converta num Estado de Direito independente, democrático e social integrado na União Europeia».
Em 7 de Junho comemora-se a revolta dos ceifeiros (Els segadors em catalão) ocorrida na Catalunha em 1640, contra a política de Filipe IV, III de Portugal. A independência formal da Catalunha só ocorrerá em Janeiro do ano seguinte, mas este dia marca a revolta que levará à secessão formal.


Hino da Catalunha


Els Segadors --- Hino de Catalunha




Catalunya, triomfant,

tornarà a ser rica i plena!

Endarrera aquesta gent

tan ufana i tan superba!


Bon cop de falç!

Bon cop de falç, defensors de la terra!

Bon cop de falç!


Ara és hora, segadors!

Ara és hora d'estar alerta!

Per quan vingui un altre juny

esmolem ben bé les eines!


Bon cop de falç!

Bon cop de falç, defensors de la terra!

Bon cop de falç!


Que tremoli l'enemic
en veient la nostra ensenya:

com fem caure espigues d'or,

quan convé seguem cadenes!


Bon cop de falç!

Bon cop de falç, defensors de la terra!

Bon cop de falç!

(Tradução)


Catalunha, triunfante,

tornará a ser rica e plena!

Por detrás desta gente

tão ufana e tão soberba!


Bom golpe de foice!

Bom golpe de foice, defensores da terra!

Bom golpe de foice!


Agora é hora, segadores!

Agora é hora de estar alerta!

Para quando chegar o outro junho

amolem bem as ferramentas!

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Que trema o inimigo

mostraremos a nossa badeira:

como fazemos cair as espigas de ouro,

quando convém ceifamos correntes!

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sábado, 12 de dezembro de 2009

Cavaco às avessas com Camões

Heduíno Gomes
1) Nos seus tempos de Primeiro-Ministro, alguém da RTP 1 perguntou a Cavaco quantos cantos tem Os Lusíadas. O homem respondeu que tem nove cantos. Coisa que antigamente até na escola primária se aprendia.
2) No dia 10 de Junho 2007, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, teve lugar uma cerimónia em que personalidades da patagónia (não confundir com Portugal nem com o território homónimo argentino e chileno) leram algumas estrofes d'Os Lusíadas.
Coube ao Presidente da República da patagónia (não confundir com Portugal nem com o território homónimo argentino e chileno) ler a primeira estrofe, aquela que se sabia de cor nos tempos em que se aprendia alguma coisa:


As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

Ora bem! Cavaco leu Taprobana de uma maneira qualquer atabalhoada, que nem ele ficou a saber.
E «E entre gente remota edificaram», Cavaco leu «E entre gente remota identificaram».
Nem com papel à frente, o mais alto magistrado na nação da patagónia (não confundir com Portugal nem com o território homónimo argentino e chileno) acerta.

Pedro Passos Coelho,
o modernaço do Restelo

Heduíno Gomes
O Pedro Passos Coelho já deve ter apanhado a reforma Veiga Simão & continuadores e não estudou Os Lusíadas. Digo estudar pois, naquele tenebroso tempo do ensino salazarista, as pobres crianças (como agora são designados oficialmente os matulões e matulonas até aos 18 anos) tinham de estudar, no 2.º ciclo do liceu, de algumas obras dos clássicos portugueses, a interpretação do texto, a morfologia, a sintaxe e até a etimologia das palavras e sua evolução, passo a passo, para o português, com os nomes dos respectivos fenómenos. Que tirania fascista!

Mas o PPC, tal como o Cavaco – este, coitado, por outra razão –, não estudou Os Lusíadas. Ou, se os estudou, não percebeu o que representava o velho do Restelo – o que é natural dada a sua refinada profundidade intelectual. E então, vai daí, aplica a expressão fora do sentido, aquele com que Camões representa na sua obra um pessimismo de quem não acredita na empresa dos descobrimentos e se lamenta das tragédias marítimas que tal esforço acarreta (obrigado, Dr. Sales, pelas aulas no ano de 1958-1959, no 5.º ano liceal, no Nun'Álvares de Tomar!). A imagem literária do velho do Restelo passou a representar o pessimismo. E só isso. Alguns analistas literários afogados em ideologia marxista, já com muito materialismo dialéctico a ajudar, pretendem frequentemente colocar como sinónimo do pessimismo aquilo a que chamam conservadorismo e reaccionarismo... A dialéctica liga tudo...



Pretendendo botar figura com conhecimentos literários que não possui, como qualquer papagaio que repete frases feitas sem conhecer o seu sentido, em entrevista ao Jornal de Notícias (6.12.2009), PPC fala de velhos do Restelo no sentido de simplesmente velhos, para designar aqueles que estão há mais tempo do que ele na chefia do PSD. E ele, em oposição, representando a nova geração. Velhos contra novos – é isso que ele quer utilizar para recrutar na jota e recentemente reformados da jota.
Quando faleceu, em plena actividade, com 66 anos, considerando a esperança de vida na época, seria o Infante «velho do Restelo»? Lá velho era. Mas «do Restelo»...
E se Camões, em vez de no velho do Restelo, tem personificado a imagem de pessimismo numa outra personagem, como, por exemplo, no puto (pessimista) do Restelo ou no JSD (pessimista) do Restelo? É que podia!
PPC ignora que o que identifica o sentido (que é de pessimismo) da expressão é o lugar (o Restelo) onde o pessimista se encontrava e pregava, de onde partiam as caravelas, e não o ser velho. Que confusão vai naquela cabecinha! Temos em PPC mais um candidato a Cavaco com os seus nove cantos d'Os Lusíadas e a bronca da recitação da sua primeira estrofe (VER AQUI). Ou candidato a Santana Lopes com os violinos do Chopin. Tudo gente apta para dirigir decentemente uma nação. 
O que faz não ter tido o Dr. Sales ou outro equivalente como professor de português e não ter seguido o programa «fascista» do ensino liceal! (Como diria o PPC, estou mesmo um «velho do Restelo».)
Adiante. PPC pensa que representa todos os novos. Mas não. Nem toda a juventude está podre. PPC representa bem é aquela parte decadente das novas e das velhas gerações, os ignorantes e rascas de todas as gerações! Ele representa tanto a «geração» PPC como a «geração» de qualquer velho a favor dos «casamentos» de pederastas e de fufas.
Não desanimem os seus seguidores pois em relação à adopção de crianças por esses «casais», o modernaço do Restelo tinha dúvidas. Pode ser que evolua neste ponto crucial para a igualdade plena de direitos entre os «géneros»...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Com tipos destes na «direita» não seria preciso nem PS nem BE

Heduíno Gomes
S ó   m a i s   u m   a c r e s c e n t o   a o   p o s t   a b a i x o
Apenas para ilustrar o que Nuno Serras Pereira diz sobre os tais «de inspiração cristã», dou 2 exemplos: Aguiar Branco, do PSD, e Filipe Diogo d´Ávila, do PP.
Parvos, a servir a estratégia dos pederastas, ou convictos da sua esperteza parola? Não sei. O tempo mostrará. Para já, não são de confiança.
Com tipos destes na «direita» não seria preciso nem Partido Socialista nem Bloco de Esquerda.


«Casamento ou união civil?»

Nuno Serras Pereira

A parvalheira das propostas dos partidos que se reclamam de raiz personalista e cristã, e que se propõem a cativar o voto dos católicos, é absolutamente inacreditável. A não ser que não se trate de idiotia mas sim de malignidade sinistra. Tem sido assim nas questões relativas à vida humana, à família e à sexualidade.

A propósito do insensatamente denominado «casamento» entre pessoas do mesmo sexo a imbecilidade ou perversidade emerge de novo com surpreendente esperteza saloia. Querem eles, segundo os órgãos de comunicação social, contrapor à decisão do governo de «legalizar» o «casamento» entre sodomitas (aqueles que praticam actos sexuais com pessoas do mesmo sexo) a união civil dos ditos, como se não fora dar ao mesmo.

Uma vez que nos dias de hoje quem diz desassombradamente a verdade não tem pinga de credibilidade, ainda para mais se for católico – e com a agravante de ser Padre! (coisa horrorosa!!!!) -, socorrer-me-ei das supostas “vítimas”, os ideólogos sodomitas, que têm adquirido um estatuto e uma cobertura (mediática, entenda-se) incompreensíveis para qualquer mente sã. Como as suas palavras e reivindicações, nos tempos que correm, adquiriram o estatuto de Dogmas indiscutíveis e imperativos recolho-me à minha insignificância e concedo a palavra a John Corvino, membro do Independent Gay Forum, que após as derrotas sucessivas, para uma redefinição imediata do casamento, no ciclo eleitoral de 2004, nos USA, propõe que se aposte primeiro nas uniões civis:

«Uma legislação das uniões civis devidamente gizada poderá garantir TODAS as prerrogativas do casamento (apesar do nome diferente) … A nossa melhor estratégia (na maioria dos estados) para garantir as importantíssimas prerrogativas legais é lutar por elas em nome de 'uniões civis. A nossa melhor estratégia para assegurar a aprovação social (isto é, casamento sob o nome de 'casamento') consiste em garantir primeiro as prerrogativas legais. Então as pessoas olharão para as nossas uniões civis, perceberão que elas são virtualmente indistinguíveis dos casamentos, começarão a chamar-lhes casamentos, e gradualmente esquecerão as suas anteriores objecções. Foi isso que sucedeu na Escandinávia, e que está acontecendo em outros lugares da Europa.» [1]
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[1] John Corvino, «Civil Discourse on Civil Unions», Betwween the Lines, January 19, 2005, http://www.pridesource.com/article.html?article=10939

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O islão é 2 + 2 ...

[Para descarregar o vídeo clique na imagem]

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como o boi olha para o palácio...

Heduíno Gomes

Maria da Graça Carvalho, deputada europeia pelo PSD, aqui na foto eleitoral a irradiar luz como se fosse uma santa ou um pirilampo, manifestou na televisão (7.12.2009) o seu apreço por aquela sujeita inglesa, Catherine Ashton, feita Ministra dos Negócios Estrangeiros da Europa pela nomenklatura de Bruxelas, tendo declarado, entre outras tiradas, que ela é «extremamente trabalhadora» e «muito inteligente».
Acontece que a inteligência da sujeita ainda está para ser notada. É assim que o boi olha para o palácio. Só pode.
Acrescente-se que a sujeita inglesa foi considerada «Político do Ano» pela principal organização britânica dos «Gays», a Stonewall Awards, pelo «que fez com impacto positivo nas vidas dos LGBT britânicos». (ver a nossa ligação http://maislusitania.blogspot.com/2009/11/donde-caiu-de-para-quedas-ministra-dos.html ).

É claro que a anarco-liberal Edite Estrela subscreveu de imediato as elogiosas palavras da deputada laranja. Todas de acordo.
Quem não subscreve essas tiradas oportunistas (na melhor das hipóteses) de papagaio do sistema da Europa corrupta é o militante laranja número 7210. Pode a Maria da Graça contar com a oposição deste militante a apoios ou elogios a gente desse quilate, sejam eles feitos em Bruxelas, na televisão, na Salvada ou na Cabeça Gorda. Ou pensará que os militantes do seu partido, que lhe fizeram de escadote para trepar na vida, possuem os seus critérios de avaliação política e moral e vão ficar calados? Está enganadinha.
Já basta o seu comportamento oportunista como ministra relacionada com o ensino, pactuando no Governo do fugitivo Barroso com a política cavaquista de conservar o desgraçado sistema de ensino. Agora vir bater palmas a uma querida e protectora dos pederastas, alto lá!
É claro que as duas mulheres têm pelo menos uma coisa em comum: foram ambas lançadas para ministras em pára-quedas dos respectivos baronatos. Talvez daí a simpatia.
Isto é Bruxelas e as suas misérias.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

D. Carlos Azevedo e o salário mínimo de Sócrates


Carlos Santos

D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, no encerramento do Conselho Geral da Caritas, na Igreja da Santíssima Trindade, proferiu uma homilia que deixa estarrecido qualquer católico empresário ou empresário católico.

O tema da homilia era «Caridade crescente abre caminho à salvação», relacionado com economia, nomeadamente com o salário mínimo, como é sabido recentemente utilizado pelo Governo do Partido Socialista como bandeira demagógica. Simples coincidência.

Claro que as subjacentes «teses económicas» do Partido Socialista eram embrulhadas em abundantes recitações bíblicas pescadas em abono da fantasia, como a circunstância impunha. E endossa D. Carlos Azevedo a solução do problema a «alguns»: «O crescimento do ordenado mínimo é um passo essencial. Se cria problemas a alguns, é a sua vez de os resolver (...).» (sic). Assim proclama do alto do púlpito Sua Excelência Reverendíssima.

Já nem discutimos aqui da equidade e função económica do salário mínimo. Aceitemos de bandeja o conceito. Ora, se uma coisa é crescente e não se lhe põe limite, irá matematicamente parar ao infinito. Daí a evidência do sentido sistemático que Sua Excelência Reverendíssima atribui à sua reivindicação. E também a evidência da sua irresponsabilidade na matéria. Efectivamente, Sua Excelência Reverendíssima não coloca limites à reivindicação da «caridade crescente»...

Aqui, e por caridade para com Sua Excelência Reverendíssima, colocamos a hipótese de, ingenuamente como qualquer tecnocrata, acreditar no desenvolvimento ilimitado, que permitiria esse tal salário mínimo (e não mínimo) sempre crescente. Se acredita, então terá de ir estudar um pouquito de economia, nomeadamente recursos naturais. Mas se não acredita é pior porque apenas pretenderá entrar em concorrência com o Carvalho da Silva da CGTP e ficar bem na fotografia social. E aí o Altíssimo é que não deve ficar muito satisfeito com as motivações de Sua Excelência Reverendíssima.


D. Carlos Azevedo, na sua sabedoria temporal, justifica com «ciência económica» a reivindicação afirmando que o aumento do salário mínimo, «Se cria problemas a alguns, é a sua vez de os resolver». E pronto! Por outras palavras, ele diz aos empresários: Desenrasquem-se!

É caso para os empresários irem ter com ele e dizerem-lhe: Faça o milagre económico, já! Se precisar, vá falar com Deus, já que é nosso intermediário! Desenrasque-se!

Os pressupostos económicos de D. Carlos Azevedo não têm, em geral, o mínimo de sustentabilidade. E, no momento actual, de profundo estrangulamento das empresas e de falências em série, apregoar tais teses anti-económicas torna-se ainda mais grave. E em consonância aberta com o Partido Socialista, pior. E apregoá-las do púlpito, ainda pior.


Para terminar, apenas umas sugestões a Sua Excelência Reverendíssima. Porque não aproveita o púlpito para denunciar sistematicamente a acção do Governo do Partido Socialista contra os valores cristãos do casamento, da família e da moral? Porque não apela aos crentes para se mobilizarem pelo referendo que derrotaria o chamado «casamento» entre pessoas do mesmo sexo?