quarta-feira, 6 de junho de 2012

Greves, controladores e cogitações avulsas


«Obrigar o Governo às cedências que rebaixam e às violências que revoltem».
Brito Camacho
                                                                                                     
João J. Brandão Ferreira







Tires, 09:30. Voo de instrução com saída para esta hora. Metereologia excelente, «cavok» (sem restrições de tecto e visibilidade).
Decorria uma greve, intermitente, dos controladores aéreos entre as 07:00-09:00 que continuava das 14:00-16:00 e das 21:00-23:00.
Plano de voo submetido (a horas) para o Espichel; durante o «briefing» fui avisado de que havia demora nas saídas, por causa do controle de Lisboa. Industriei o aluno para tentar coordenar o voo para se ir primeiro a Sintra. Além de proporcionar treino adicional permitia «contornar» a demora com a aproximação de Lisboa, dado que após a descolagem de Tires poderia passar directamente ao controle militar da Base Aérea 1.
Conseguida a autorização para pôr em marcha (eram 0940) e obtida a «clearence» para Sintra com a indicação de que apenas seriamos aceites até às 10:30.
Eram 09:50, dava tempo para uma aproximação por instrumentos, óptimo, continuou-se o «cheklist». 10:00, estávamos prontos para rolar, eis senão quando o controlador informou que Sintra deixou de autorizar a nossa ida, por ter tráfego (!). Estranha coisa esta mas, enfim, nada a que não estejamos habituados.
Deixámos, porém de estar autorizados a prosseguir, já que passámos a número dois para sair e passar ao controle de Lisboa, e não havia estima para quando tal evento se pudesse concretizar. Há mais de meia hora estávamos em número três. Um avião de 30 em 30 minutos, rica média…
Para mais, dado que tínhamos pedido para ir a Sintra e agora queríamos voltar ao plano de voo inicial, teríamos que submeter novo plano de voo. Lá se cortou o motor e se foi cumprir o requisito.
Fizeram-se mais umas poucas tentativas para retomar a marcha, a última das quais às 10:45, sem sucesso e sem previsão de melhores dias. Plano de voo cancelado, avião retornado à sua condição de «exposição estática», papelada feita, tudo arrumado, bom dia e muito obrigado.
Saldo da coisa: uns pecados por pensamentos, palavras e (vontade de) obras, por confessar; meia manhã perdida, para mim e para o aluno; gastos em deslocamentos e nenhum provento; prejuízo para a escola (que tinha reorganizado os seus horários, em função da greve); e este escrito.
O direito à greve (que passou a ser uma espécie de vaca sagrada) e sua regulamentação está consignado na Constituição da República (CR) e não é agora a altura de sobre tal arguir. E é deixado livre à opinião pública julgar da razoabilidade de greves efectuadas por grupos profissionais dos mais bem pagos e com melhores condições de trabalho, existentes na sociedade.
Afinal entre os «trabalhadores» há uns mais iguais do que outros, podendo-se vislumbrar autênticos «baronatos» que não hesitam em sobrepor os seus interesses aos direitos dos outros. Sem sequer ter em conta que os eventuais «culpados» das situações criadas andam de carro com condutor ou deslocam-se em jacto privado. O Zé é que se trama…
Creio que vem nos livros, que uma greve deve ser feita para resolver («in extremis») um problema laboral – e também seria curioso saber qual a posição da Camara de Cascais que é o «dono» do respectivo aeródromo – não se percebendo muito bem onde está o busílis da questão actual.
Fora do âmbito laboral resvala-se para a Política e aí as coisas ficam todas baralhadas (não se devia permitir, por ex., que os sindicatos fossem correias de transmissão de partidos políticos). A situação complica-se ainda mais quando se passa a invocar o «interesse nacional». Ora o interesse nacional é definido pelos órgãos de soberania, para tal mandatados. Os sindicatos não são órgãos de soberania.
Fazerem-se greves em altura de catástrofe financeira nacional e de perda acentuada de soberania, só tem paralelo na falta de responsabilização criminal de responsáveis que em tal, eventualmente, incorreram; na falta de exemplo dos representantes do Estado e na falta de vergonha de quase todos.
Acresce que o Governo, ao não tratar com equidade os cidadãos, abre o flanco a tudo, e ao não negociar com as diferentes entidades/grupos profissionais por bitola idêntica, dá azo à anarquia reivindicativa. Tal leva à lei da selva.
De facto se o Governo cede na TAP e na SATA, porque não há - de ceder na NAV ou na CP?
Isto não tem ponta por onde se pegue!
Ter uma lei da greve que permite paragens intermitentes – nomeadamente nos transportes – o que, na prática, permite estender o período da greve, e suas consequências, muito para além do fixado no pré-aviso, parece ser uma insensatez inaceitável. Trata-se de um resquício do «PREC» que a CR algo marxista e meio tola, anti nacional e, até, anti democrática, aprovada nos idos de 1976, respalda e que, passados 36 anos, ainda não foi corrigida nos seus aspectos fundamentais.
Como é tudo feito «democraticamente» como não nos cansam de dizer, isso vai-nos sossegando o espirito, mesmo que as prisões estejam a abarrotar – sem que os principais violadores da lei, por lá passem – e se tenha acumulado uma divida externa superior à soma de todas aquelas contraídas desde que Afonso, o primeiro, desembainhou a espada.
Dívida que agora todos temos que pagar, mesmo que não consigamos trabalhar como se vê pelo exemplo junto.
A cartilha republicano – carbonária de Brito Camacho voltou a estar em vigor.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Número 3 do Vaticano comenta Vatileaks


Amargura e pena pelo que aconteceu nos últimos dias no Vaticano, mas também determinação e confiança para enfrentar uma situação francamente difícil. Estes são os sentimentos que se percebem no Substituto da Secretaria de Estado, o arcebispo Angelo Becciu - que, por função, trabalha diariamente em estreita relação com o Pontífice - durante uma conversa com «L'Osservatore Romano» sobre o tema que centra a atenção de muitos meios de comunicação em todo o mundo, a detenção no passado dia 23 de Maio, de Paolo Gabriele, ajudante de câmara de Bento XVI, por ter na sua possa um grande número de documentos reservados pertencentes ao Papa.

Clique aqui para ler entrevista completa.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O absurdo de um mundo às avessas



maternidade
Médico que falha aborto é condenado a ajudar no sustento da criança até chegar aos 25 anos
Tudo começou, em Abril de 2010, quando uma mulher decidiu fazer um aborto numa clínica de Palma de Mallorca. Tudo indicava que a cirurgia tinha corrido bem. Inclusive, durante um exame ginecológico, feito duas semanas mais tarde, o médico assegurou-lhe que já não estava grávida.
Este facto foi desmentido três semanas mais tarde, quando a mulher voltou à mesma clínica por achar que estava de esperanças outra vez. Por surpresa, a jovem de 22 anos não só soube que estava à espera de bebé, como descobriu que se tratava do mesmo bebé que pensava ter tirado.
Entretanto, já se tinham passado 22 semanas e já não podia interromper a gravidez, uma vez que a lei espanhola só permite o aborto até à sétima semana de gestação. Resultado: o bebé acabou mesmo por nascer e tem, neste momento, pouco mais de ano e meio.
A mãe processou o médico e, numa sentença inédita, o tribunal de Palma de Mallorca condenou-o, assim como ao hospital e às seguradoras envolvidas, a indemnizar a jovem em 150 mil euros, por danos morais, e ainda a cuidar financeiramente da criança até que cumpra 25 anos de idade.
Com tudo isto, a mulher vai receber uma mensalidade de 978 euros para ter meios de cuidar do filho, durante um quarto de século.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A transparência do liberal Carlos Moedas


Os arautos da transparência, têm como adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que se veio agora a saber ter 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes tem a REN, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Nada obsceno para quem é adjunto de PPC !!!
E não é que o bom do Moedas até comprou as participações dos ex-sócios para «oferecer» o bolo inteiro à mulher???!!!! Diz ele à Sábado.
Não esquecer ainda que o Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalhar antes de vir para o Governo.
Também o António Borges é outro ex- dirigente do Goldman e que agora está a «orientar» as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.

A Agência Ecclesia e o sobreiro alentejano


M. Pereira
Em curiosa peça de 7 de Maio da agência Ecclesia, assinada JCP/OC (José Carlos Patrício e Octávio Carmo, dois dos «progressistas» da agência), podemos tomar conhecimento de um facto de grande impacto na vida dos católicos da Diocese de Beja e da Igreja: «Ministra da Agricultura apoia Diocese na defesa do sobreiro alentejano». É obra!
Reza a notícia, escrita em acordo ortografês:
«A ministra da Agricultura participou este domingo, em Grândola, numa ação de sensibilização para a defesa do sobreiro alentejano enquanto “símbolo nacional”, integrada na oitava edição do festival de música sacra ‘Terras Sem Sombra’, da Diocese de Beja.»
É pena é que a Ecclesia tenha passado ao lado da entrevista dada por esta ministra do grupo de Paulo Portas ao Expresso onde defende o chamado «casamento» entre invertidos.
Seria bem mais interessante que a Ecclesia defendesse a moral cristã nas devidas ocasiões e promovesse as «católicas sem sombra» em vez desta vergonha nacional. As «católicas sem sombra», sim, são dignas de ser símbolo nacional.

Atlético de Madrid ofereceu o título da Europa League
à Virgem da Almudena



O Atlético de Madrid ofereceu o título da Europa League, conquistado em Bucareste ao derrotar na final o Athletic de Bilbao por 3-0, à Virgem da Almudena, Padroeira da capital espanhola, marcando o início dos festejos pela conquista do troféu continental, o segundo do time espanhol nos últimos três anos.
O conjunto branco e vermelho aterrou em Madrid depois do meio-dia e deslocou-se a um restaurante para realizar um almoço de celebração, para que posteriormente os jogadores, a equipe técnica e a directiva saíssem a bordo de um autocarro descoberto pelas ruas da cidade.
Assim, recebendo o calor da torcida desde a sua chegada à cidade, dirigiram-se à Catedral da Almudena, para realizar o tradicional oferecimento do troféu à Padroeira de Madrid.
«Vamos à igreja de Madrid para dar graças a Deus por este grande título e oferecer a taça à padroeira, que é padroeira também do Atlético. Pedimos-lhe que siga intercedendo pela nossa grande família vermelho e branca, por isso estaremos muito agradecidos», assinalou o presidente do clube Enrique Cerezo no seu breve discurso.
Posteriormente, Enrique Cerezo, com o técnico Diego Pablo Simeone e os três capitães, Antonio López, Luis Amaranto Perea e Gabi, ofereceram o troféu conquistado e um ramo de flores à Virgem da Almudena.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Monarquia hereditária ou electiva?


Nuno Cardoso da Silva






A sucessão real
Numa Monarquia em que o Rei tenha poderes efectivos, dos quais dependa uma importante parte da estabilidade do regime e da eficácia do sistema, as qualidades pessoais do Rei e a sua preparação para o desempenho da função real adquirem uma importância muito maior do que nas Monarquias em que o Rei é apenas uma figura representativa do Estado, sem quaisquer poderes reais. A forma de designação do monarca assim como os mecanismos de sucessão passam portanto a ter uma importância decisiva para a realização do bem comum. 
Historicamente, a sucessão monárquica tanto pode ser electiva como hereditária, embora os casos de Monarquia electiva tenham sido bastante raros. Electiva era a Monarquia visigótica, da qual nasceram todas as Monarquias peninsulares, assim como o era a Monarquia polaca, em tempos bastante mais próximos. Igualmente electivo era o Sacro Império, embora este pouco mais fosse do que uma vaga confederação de estados. No entanto, o termo electivo pode induzir em erro, já que nem o colégio eleitoral era universal, nem os elegíveis eram multidão. No Sacro Império a eleição era realmente uma cooptação entre os príncipes alemães, na Polónia só os membros de três casas nobres podiam ascender ao Trono, e no Reino Visigótico só os membros da estirpe real podiam ser eleitos reis. O princípio destas eleições não era outro senão o que ainda hoje preside às eleições democráticas: a escolha do melhor para desempenhar certas funções governativas. E tal como acontece nas nossas democracias, a própria existência de escolha gerava o aparecimento de facções e de conflitos. Só que, nas Monarquias, o prémio era de tal forma apetecível que os conflitos rapidamente ganhavam proporções catastróficas para os países em questão. A Monarquia visigótica foi destruída pelos mouros na sequência de um tal conflito entre candidatos ao Trono - um dos quais não hesitou em chamar em seu auxílio os berberes do Norte de África. A Monarquia polaca foi não só vítima da ambição dos seus poderosos vizinhos - Rússia, Prússia e Áustria - como dos conflitos que o seu sistema monárquico eleitoral veio a gerar no seu seio. 
A hereditariedade como sistema de sucessão acabou por se afirmar exactamente como reacção aos conflitos que os sistemas eleitorais geravam, ou aos que se manifestavam quando a realeza era ocupada pelo nobre, ou pelo chefe de clã, que dispusesse de mais força. Frequentemente a sucessão transformava-se num longo período de lutas, em que o candidato mais forte eliminava os concorrentes, e até por vezes as suas famílias. 
Em Portugal, o princípio hereditário rapidamente se afirmou, apesar dos primeiros reis ainda sentirem a necessidade de designar os seus sucessores em testamento, tendo apenas sido mantido, como reminiscência do princípio eleitoral que vigorava na Monarquia visigótica, a cerimónia da aclamação do novo Rei, tradicionalmente ligada ao juramento do novo monarca de respeitar as liberdades, foros e privilégios dos seus povos, e de fazer justiça. 
Segundo a tradição, não há qualquer razão para que o princípio hereditário não seja mantido e respeitado, até porque é ele que melhores garantias dá da independência do Rei, que não fica a dever nada a quem quer que seja. Mas isso não significa que se não analisem alguns dos problemas que tal método pode trazer consigo, nomeadamente a possível incapacidade do herdeiro do Trono para desempenhar cabalmente a função régia. Com efeito, é esta possibilidade que tem servido de argumento principal aos que recusam a Monarquia. Ora, neste problema de incapacidade teremos de distinguir entre incapacidade absoluta - seja ela de origem física ou psíquica -, e incapacidade funcional, que se poderá traduzir por uma falta de competência para desempenhar a função régia de forma a garantir a defesa do bem comum, sem que ela seja devida a uma qualquer patologia física ou intelectual. Com efeito, o primeiro caso era susceptível de ser resolvido sem grande dificuldade, já que as patologias em causa eram objectivamente constatáveis. A incapacidade de D. Afonso VI ou a demência de D. Maria I foram institucionalmente resolvidas, embora o primeiro caso tivesse deixado algumas dúvidas nos espíritos da época. Mas já a incompetência era quase impossível de resolver sem recurso a fórmulas extra-institucionais. A extrema imprudência de D. Sebastião, que o levou a lançar-se pessoalmente numa expedição africana sem ter garantido a sucessão, suscitou, entre alguns dos nobres da época, a ideia de impedir pela força o Rei de sair do Reino. Mas não se sabe se tal intensão seria acompanhada de outras medidas mais radicais contra o Rei. Quanto a outro caso óbvio de incapacidade para governar, que não era acompanhada de qualquer patologia - ou seja, o de D. José I - nada havia que as instituições da época pudessem fazer para resolver a situação. O governo despótico do Marquês de Pombal - só possível porque o Rei abdicara das suas responsabilidades, e era demasiado fraco para intervir contra os excessos do seu Ministro - manteve o país numa situação de ilegitimidade institucional, até que a morte do Rei levou à substituição e exílio interno do odiado ministro. 
É evidente que a complexidade das sociedades modernas, e a correspondente complexidade dos problemas a resolver, exigem de um Rei com poderes de facto, um nível razoável de inteligência, de cultura, de conhecimentos, de interesse e de preparação, que seriam difíceis de reunir numa pessoa com capacidades intelectuais abaixo da média. Por outras palavras, a incapacidade para governar não se verificaria apenas em quem estivesse ferido de graves incapacidades físicas ou intelectuais. Assim sendo, haverá de acautelar, de forma institucional, a possibilidade do herdeiro presuntivo do Trono não ter condições para assumir as suas responsabilidades como Rei. Para resolver este problema sem abandonar o princípio hereditário, e sem recriar as condições de instabilidade que foram fatais às Monarquias electivas, pode-se recorrer a mecanismos envolvendo o Conselho de Estado. Com efeito, o Conselho de Estado podia ser responsável pelo acompanhamento da educação não só do herdeiro presuntivo como também dos outros Príncipes que estivessem a seguir na linha de sucessão, e estar institucionalmente encarregado de formalizar junto das Cortes a proposta de reconhecimento e juramento do Herdeiro do Trono, quando este chegasse à maioridade (18 anos). Se o Conselho de Estado chegasse à conclusão que o herdeiro presuntivo não possuía as qualidades necessárias ao bom desempenho da função régia, podia propor às Cortes o reconhecimento e juramento de um outro Príncipe, respeitando tanto quanto possível a ordem de sucessão. Uma vez que essa seria uma das funções do Conselho de Estado, a sua decisão, mesmo que desfavorável ao herdeiro presuntivo, não constituiria uma crise dinástica. Ou seja, a Monarquia continuaria a ser formalmente hereditária, mas com mecanismos correctivos institucionalizados. E dado que o Conselho de Estado é um órgão de dimensão restrita, gozando da confiança tanto do Rei como das Cortes, não haveria o perigo de se formarem facções no seu seio apenas com o intuito de elevar ao Trono o «seu» candidato. Estaria assim eliminado tanto o perigo de ver alguém menos qualificado a subir ao Trono, como o perigo de desencadear lutas de facções próprias das Monarquias electivas.


A Amnistia Internacional aproveita o Dia Internacional
da Família para apoiar o «matrimónio» entre pederastas


No Dia Internacional da Família, a Amnistia Internacional (AI) exprimiu o seu apoio ao «matrimónio» entre pederastas e instou os estados a promovê-lo como se fosse um «direito humano».
Tal significa que esta organização se encontra nas mãos da máfia pederasta.
Esta é a organização nascida de uma enorme mentira sobre Portugal dos anos 60: dois estudantes teriam sido presos por estarem num café a falar contra o Governo… na perspectiva da máquina de propaganda cunhalista-soviética de convencer o mundo de que a repressão da PIDE seria dirigida contra todos os opositores (como dois «estudantes»…) e não apenas contra os servidores do Pacto de Varsóvia.

O Vice-Primeiro-Ministro da Hungria em Fátima


O Vice-Primeiro-Ministro da Hungria, em Fátima, falou sobre a Constituição daquele país, que defende a vida desde a concepção e refere a identidade cristã da nação.
De passagem por Portugal para as cerimónias do 13 de Maio, conta porque um país que escapou do comunismo voltou a enraizar-se firme e constitucionalmente na tradição cristã.
«É uma Constituição que corresponde às tradições húngaras. E não aceitamos lições vindas de qualquer parte».
«Na questão da defesa da vida humana, a Constituição estabelece que o embrião é considerado vida humana. Como tal, a vida humana é protegida a partir do momento da concepção».
A Constituição da Hungria provocou polémica em Bruxelas junto da Comissão Europeia, mas Zsolt Semjen refere que o documento respeita, acima de tudo, as tradições cristãs do país.
«É o resultado da vontade na nação húngara e o resultado lógico da história da Hungria. A constituição começa com a palavra Deus, citando a primeira linha do Hino húngaro, que diz ‘Deus abençoa os húngaros’.»
O Vice-Primeiro-Ministro da Hungria sustenta também que a esquerda europeia, de raiz jacobina, não aceita a maioria absoluta da direita húngara. «O povo húngaro escolheu o Governo de centro-direita com uma maioria de dois terços. E essa mesma maioria fez uma constituição cristã».
«A esquerda europeia de origem jacobina não consegue aceitar o facto de que a direita possa ter uma maioria absoluta. Também não consegue aceitar o facto de um país que se libertou do comunismo volte às raízes cristãs e aos fundamentos cristãos.»

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Conferência Episcopal americana critica apoio de Obama
a «casamento» entre homosexuais


O Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América (USCCB) criticou o Presidente norte-americano Barack Obama, que esta quarta-feira assumiu uma posição pessoal favorável ao «casamento» entre pessoas do mesmo sexo.
Para o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque, as declarações de Obama são profundamente «entristecedoras».
«Não podemos calar-nos perante palavras ou acções que possam minar a instituição do casamento, a verdadeira pedra angular da nossa sociedade», assinala o cardeal, num depoimento publicado pelo site da USCCB.
D. Timothy Dolan revela não ter ficado surpreendido, acusando a administração de Obama de «ignorar o significado único do casamento» enquanto «união de um homem e uma mulher».
«Para mim, é importante dizer, a título pessoal, que penso que os casais do mesmo sexo devem poder casar-se», afirmou Barack Obama, em entrevista ao canal televisivo ABC.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

D. João II e Cristovão Colon

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Pode descarregar o convite em pdf aqui.

Convite para sessão de 16 de Maio na APH

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Se Camões fosse vivo escreveria assim...


                               I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

                                II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

                               III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

                             IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

Luiz Vaz Sem Tostões

sábado, 5 de maio de 2012

Pacheco Pereira já não faz saldos


Heduíno Gomes
Pacheco Pereira juntou a sua heróica voz ao batuque antidescontos Pingo Doce. Pacheco Pereira já não faz saldo do seu passe, que o Cavaco lhe comprou. Já não está em saldo. Já não gosta de saldos.
De facto, a esquerdalha, maquilhada ou não de bem-pensante, ficou enxofrada com a iniciativa comercial do Pingo Doce pela simples razão de ter sido no dia 1 de Maio, dia do «trabalhador». Porque se a data fosse o 13, dia de Nossa Senhora de Fátima, até aplaudia.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Comemoração dos 30 anos da exortação apostólica «Familiaris Consortio»



Intervenção da Presidente da CNAF – Confederação Nacional das Associações de Família, Dr.ª Maria Teresa da Costa Macedo
Na Sessão de Abertura da Conferência «Família e Direito»
Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa 
17 de Abril de 2012

Na qualidade de Presidente da Confederação Nacional das Associações de Família, uma das Instituições organizadoras desta Conferência Comemorativa do Trigésimo Aniversário da Exortação Apostólica «Familiaris Consortio», tenho a honra de começar esta minha intervenção de abertura por saudar três Personalidades de vulto da Igreja Católica Universal, pilares reconhecidos da Ciência e da Cultura, Suas Eminências o Senhor Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, meu Presidente, Sua Eminência o Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de S. Paulo e membro do Comité de Presidência deste Conselho Pontifício e Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, o nosso Bispo. Em nome da CNAF - Organização representante dos direitos e interesses, morais e materiais, das Famílias Portuguesas criada em 1977, dos seus Dirigentes, filiados e cooperantes, agradeço a relevante participação de Vossas Eminências nesta feliz iniciativa acolhida pela Universidade de Lisboa. Hoje abrem-se as portas a uma nova reflexão sobre a Família, o Direito e a Lei, tendo como enquadramento de fundo a Exortação Apostólica «Familiaris Consortio», documento da Igreja que marca significativamente o Pontificado de João Paulo II e, no presente, ao recordarmos a novidade pastoral da Sua palavra e do Seu escrito, continua a ser mensagem doutrinal de esperança para a sociedade contemporânea.
A Sua Eminência o Cardeal Ennio Antonelli Presidente do Conselho Pontifício para a Família endereço, ainda, um particular reconhecimento pela participação insigne nesta Conferência de Lisboa e por nos trazer não só a visão da Igreja sobre a Família, a Vida e o Direito, mas também o renovado apelo que tem dirigido à consciência dos legisladores, dos educadores, dos actores e protagonistas culturais, sociais e políticos responsáveis pelo aperfeiçoamento da sociedade, para que combatam “a conspiração do silêncio” e trabalhem para afirmar uma cultura de rigor moral e ético que não negligencie a obrigação do servir o conjunto da comunidade.
Agradeço, igualmente, a Sua Excelência Reverendíssima, Monsenhor Dom Fábio Fabbri, Prelado de Honra de Sua Santidade o Papa Bento XVI, a sua colaboração na realização deste Encontro em que celebramos a Magna Carta da Família.
Estendo este profundo reconhecimento a todos os notáveis oradores que iremos escutar atentamente todos os participantes, certa de que vamos enriquecer o nosso próprio conhecimento e aprofundar a nossa compreensão mútua.
Senhor Núncio Apostólico, Excelência, a quem saúdo reconhecida,
Senhor Secretário de Estado, Eng. Fernando Santo, em representação da Ministra da Justiça,
Senhor Presidente da Comissão Parlamentar da Educação, Ciência e Cultura, Dr. José Ribeiro e Castro,
Senhores Embaixadores,
Magníficos Reitores,
Ao Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, Prof. Doutor Sampaio da Nóvoa apresento um penhorado e reconhecido agradecimento por nos acolher nesta tão nobre Aula Magna,
Ao Magnifico Reitor da Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo, Prof. Doutor Dirceu de Mello, quero afirmar quanto nos honra com a sua presença,
Senhor Director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Prof. Doutor Eduardo Vera Cruz,
Ilustres Autoridades Académicas, Politicas, Civis e Militares,
Senhores Presidentes e Representantes das diferentes Confissões Religiosas, a quem a Confederação Nacional das Associações de Família agradece a sua presença fraterna e amiga,
Senhor Duque de Bragança,
Senhora Dra. Maria de Jesus Barroso Soares, Digma. Presidente da Fundação Pró-Dignitate,
Caros Dirigentes das Organizações Familiares e Sociais,
Caros Alunos,
Caros Amigos,
Se a primeira palavra foi de saudação e profundo agradecimento às Ilustres e Eminentes Personalidades que responderam a este convite da Universidade de Lisboa e, especialmente, da Faculdade de Direito, deslocando-se expressamente para participarem neste Encontro, a segunda é para sublinhar o notável papel do Ilustre Director desta Faculdade, Prof. Doutor Vera Cruz que, ao congregar tantos saberes, envolveu muitos nesta reflexão sobre a Família, o Direito e a Lei, procurando que, na diversidade que nos caracteriza, possamos encontrar novas formas de debater e partilhar o saber e de renovar os respectivos conceitos e aprendizagens.
Relevo, ainda, a importância do apelo feito à participação da sociedade civil porque sem ela, esta reflexão, ficava restrita ou ao pensamento doutrinal, ou ao pensamento académico, faltando a dimensão crítica fundamental da «civitas».
Bem-Haja, Prof. Doutor Vera Cruz, por ter proporcionado que esta dimensão transversal enforme o debate que se vai realizar neste espaço de formação de que a Faculdade de Direito é parte.
Hoje, e cada vez mais, o Direito da Família exige uma reflexão cientificamente fundamentada, de modo a que a necessária e competente reabilitação da Lei de que a Família é sujeito, se concretize pela sua efectiva protecção e na promoção do reconhecimento e salvaguarda dos seus direitos e responsabilidades, na sociedade e pelo Estado.
Este tem sido, afinal, o grande e ininterrupto combate da Confederação Nacional das Associações de Família pela valorização da Família e da Vida durante estes últimos trinta e cinco anos e que continuará enquanto persistirem as «sombras e as ameaças» à Família.
Não poderia terminar este agradecimento de abertura sem relevar três ideias chaves que, julgo, devem dimensionar a reflexão que ora iniciamos enquanto destinatários da Lei, mas especialmente como cidadãos conscientes dos seus direitos fundamentais e inalienáveis, cidadãos que pretendem assumir um protagonismo activo na construção de uma sociedade mais justa e mais livre, promotora da «Família, garantia do futuro da Humanidade», como bem nos lembrou João Paulo II, nos anos de 1980, afirmação que permanece plena de actualidade.
1.ª ideia: Se no princípio era a Família, melhor dizendo, o Homem integrado na primeira comunidade que criou, na sua mais natural e perene organização, ele é portador de uma dignidade ontológica que decorre da transmissão da vida na cadeia da Humanidade, exigindo, consequentemente, uma decisão politica e legislativa que modalize o capital humano que ele traz à sociedade. Por isso, os legisladores e os decisores políticos são responsáveis por garantir a dignidade da Pessoa e o Bem comum.
2.ª ideia: Se o Homem é origem do Direito, é-o, por extensão, a Família. Por isso, Homem e Família precedem o Direito o qual precede a Lei. Esta ideia pode ser sintetizada dizendo que a raiz da qual nascem os direitos da Família é a sua íntima união com a dimensão social da Família e com a dimensão familiar da sociedade.
Ideia que pressupõe, assim, a consciência de que a Família é muito mais que o produto de uma cultura, o resultado de uma evolução, um modo de vida comunitário ligado a uma certa organização social: ela é um instituto natural, anterior a qualquer organização politica ou jurídica, que a Lei deve reconhecer e salvaguardar.
3.ª ideia: Nestes tempos de mudança e conturbação, é necessário voltarmos a afirmar a essência dos valores e dos seus fundamentos. Esta é a inovadora proposta do n.º 46 da Familiaris Consortio, documento cada vez mais actual numa sociedade que precisa da Família para reabilitar a Pessoa e o seu Direito, bem como para a tornar mais humana e socializadora.
A Exortação Apostólica que, também, se dirige aos políticos e aos legisladores, encorajando-os a defender os valores da família no âmbito das instituições locais, regionais, nos Parlamentos e nas Escolas, continua a surgir como um apelo decisivo a que seja instaurado na sociedade, no Estado e em todas as nações, um verdadeiro e permanente diálogo formativo e informativo sobre as questões fundamentais do direito das famílias e do contributo que o Estado deve oferecer à valorização das funções e responsabilidades familiares, salvaguardando-se, em qualquer caso, o principio da subsidiariedade.
Por último, permitam-me que lembre e reafirme a urgência cultural de colocar a situação contemporânea da família e da vida numa «visão integral do homem e da sua vocação» através de uma antropologia autêntica.
E hoje, é aqui, justamente neste espaço da Academia, que podemos iniciar este novo tempo de reflexão que ajude a uma intervenção mais coerente e fundamentada em favor da Família, dos seus valores e responsabilidades.
Obrigada.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Rabino judeu critica intolerância
do evolucionismo darwinista nos EUA


O rabino ortodoxo judeu Moshe Averick criticou duramente a intolerância do evolucionismo ateu e de um de seus principais promotores nos Estados Unidos, o Dr. Jerry Coyne, num artigo intitulado «Darwin é Deus e eu, Dr. Jerry Coyne, seu Profeta».
Averick denunciou, na sua coluna no jornal judeu Algemeiner Journal, que Coyne, biólogo evolucionista da Universidade de Chicago (Estados Unidos), «declarou a sua própria forma de jihad contra os fiéis que se recusem a mostrar a adequada lealdade à visão da realidade atei-científica e é obvio darwinista».
«Coyne vê o seu papel como um ser muito maior que um professor que ensina uma disciplina científica; ele pôs o manto da Ateologista' e está a levar a boa nova a todo lugar onde possa».
Conforme indica o rabino, o cientista estadunidense pediu que se fechem as portas do ensino universitário nos cursos de ciência a quem questione sequer «a validez da teoria evolucionista».
Coyne assinalou que pensar numa evolução em que tenha participado Deus (teoria do Desenho Inteligente) «não é científico, já que os biólogos vêem os humanos, como qualquer outra espécie, evolução por processos naturais».
Para Moshe Averick, os cientistas materialistas como Coyne, «no seu zelo ateu tentam silenciar a livre expressão e o aberto intercâmbio de ideias».
Depois de citar um fragmento da Constituição dos Estados Unidos, Averick assinalou que «os seres humanos estão dotados de direitos inalienáveis por seu Criador infinito, enquanto que a evolução darwinista não dota ninguém e nada com nenhum direito inerente no absoluto».
«Os Estados Unidos estão construídos sobre a noção de que somos responsáveis pelos nossos actos perante o Supremo Juiz. A evolução darwinista está construída sobre o princípio de que o ser humano é para um tubarão o que o tubarão é para uma barata, não há responsabilidade de poder superior que dirija a evolução».

China: Mais de 22 mil pessoas foram baptizadas na Páscoa


Três quartos dos novos católicos são adultos, adianta Serviço de Informação do Vaticano
O Serviço de Informação do Vaticano revelou que mais de 22 mil novos católicos receberam o baptismo no domingo de Páscoa, 8 de abril, 75% dos quais eram adultos.
Os dados foram recolhidos pelo «Study Center of Faith» (Centro de estudos da fé), da província chinesa do Hebei, e publicados pela Agência Fides, do Vaticano.
Os fiéis eram oriundos de 101 dioceses, com 3500 novos católicos em Hong Kong, onde existem 360 mil baptizados.
O VIS destaca que algumas dioceses não celebram todos os baptismos no dia de Páscoa, pelo que o número total deverá aumentar até final do ano.
O Vaticano acolhe até quarta-feira uma nova reunião da comissão criada por Bento XVI, em 2007, para debater as «questões de maior importância» para a Igreja Católica na China.
O encontro reúne os superiores de organismos da Cúria Romana e alguns representantes do episcopado chinês e congregações religiosas.
Na China existem entre oito a 12 milhões de católicos, segundo o Vaticano, divididos entre os que pertencem à Igreja «oficial» (Associação Patriótica Católica – APC, controlado por Pequim) e à «clandestina», fiel a Roma.
As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A insustentabilidade da Segurança Social



Pi-Erre *

A propósito das notícias sobre as dificuldades da Segurança Social e que levou o Governo a suspender as Reformas antecipadas, é interessante relembrar o historial associado a esta matéria.
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%). O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser «mãos largas»! Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores). Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres(1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI. Os deputados também se autoincluiram neste pote mesmo sem o tempo de descontos exigidos aos beneficiários originais. E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados. Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo «assalto» àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Prof’s Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o «Livro Branco da Segurança Social».
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos «saques» que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a «sacar» e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o «Livro NEGRO da Segurança Social», para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos «saques» que continuaram de 1997 até hoje.
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS? Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões €!… Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!…
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!…
Para finalizar e quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

* Comentário de Pi-Erre em Blasfémias

sexta-feira, 20 de abril de 2012

«D. João II e Cristóvão Colon - que relação?»



A Associação Cristóvão Colon vai levar a efeito um Colóquio na vila de Cuba, no dia 19 de Maio, com início às 15,00h.
Tema: «D. João II e Cristóvão Colon - que relação?»
Oradora: Prof. Doutora Maria Manuela Mendonça - Presidente da Academia Portuguesa da História
Colaboração: Academia Portuguesa da História
Apoio: Câmara Municipal de Cuba
O programa será complementado, com início às 11,00h, por visitas acompanhadas ao Mural de S. Cristóvão, ao Portal do Paço e ao Centro Cristóvão Colon, promovidas pela ACC com apoio da CMC.
Agradecemos a v. divulgação junto de eventuais interessados.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Concurso Miss Universo aceitará transexuais
como candidatos a partir do próximo ano


Os directores do concurso Miss Universo, o popular evento de beleza feminino mundial, decidiram trocar as regras para aceitar formalmente candidatos transexuais a partir da edição 2013 do concurso, depois da pressão dos grupos de invertidos nos meios de comunicação que obrigou a admitir na edição canadense do concurso a um jovem que trocou de sexo.
Jenna Talackova, novo nome de Walter Page Talackova, é um transexual de 23 anos que há quatro anos se submeteu a uma operação de mudança de sexo. Há dias ele conseguiu que os organizadores do Miss Universo do Canadá anulassem a regra que exigia que as aspirantes ao trono só podiam ser mulheres «de nascimento por natureza».

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia



Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.
O novo asilo na cidade alemã de Bocholt, perto da fronteira com a Holanda, foi ao encontro do desejo de muitos holandeses temerosos de que a própria família autorize a antecipação de sua morte. Eles se sentem seguros na Alemanha, onde a eutanásia tornou-se tabu depois que os nazistas a praticaram em larga escala, na Segunda Guerra Mundial, contra deficientes físicos e mentais e outras pessoas que consideravam indignas de viver.
A Holanda, que foi ocupada pelas tropas nazistas, ao contrário, é pioneira em medidas liberais inimagináveis na maior parte do mundo, como a legalização de drogas, prostituição, aborto e eutanásia. O povo holandês foi o primeiro a ter o direito a morte abreviada e assistida por médicos. Mas o medo da eutanásia é grande entre muitos holandeses idosos.
Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça.
Os médicos justificaram como motivo principal de 60% dos casos de morte antecipada a falta de perspectiva de melhora dos pacientes, vindo em segundo lugar a incapacidade dos familiares de lidar com a situação (32%). A eutanásia activa é a causa da morte de quatro mil pessoas por ano na Holanda.
Margem para interpretação fatal – A liberalidade da lei holandesa deixa os médicos de mãos livres para praticar a eutanásia de acordo com a sua própria interpretação do texto legal, na opinião de Eugen Brysch, presidente do Movimento Alemão Hospice, que é voltado para assistência a pacientes em fase terminal, sem possibilidades terapêuticas. Para Brysch soa clara a regra pela qual um paciente só pode ser morto com ajuda médica se o seu sofrimento for insuportável e não existir tratamento para o seu caso. Mas na realidade, segundo ele, esta cláusula dá margem a uma interpretação mais liberal da lei.
Uma consequência imediata das interpretações permitidas foi uma grande perda de confiança de idosos da Holanda na medicina nacional. Por isso, eles procuram com maior frequência médicos alemães, segundo Inge Kunz, da associação alemã Omega, que também é voltada para assistência a pacientes terminais e suas respectivas famílias.
A lei determina que a eutanásia só pode ser permitida por uma comissão constituída por um jurista, um especialista em ética e um médico. Na falta de um tratamento para melhorar a situação do paciente, o médico é obrigado a pedir a opinião de um colega. Mas na prática a realidade é outra, segundo os críticos da eutanásia e o resultado da análise que a Universidade de Göttingen fez de sete mil casos de morte assistida na Holanda.

«Nicho de confessionalidade»

José Luís Vaz e Gala
No partido que alberga na sua sede o quarto do Padre Cruz, foi criada uma facção: à volta do quartinho do candidato a Venerável, homens e mulheres animam excursões cheias de uma bucólica piedade!
Se isto fosse verdade descansadas estariam as consciências relativistas que ao basbaquismo do Nicola parecem ceder agora ao relativismo ultra-montano do modernismo, desejosas como estão de que o pensamento democrata e cristão fique confinado à sacristia.
Perante esta moda que nos ameaça a todos de uma aversão contra as perguntas fundamentais da razão e sob a pena de assim deixarmos de ser actuais é ou não é verdade que a fé tem uma actualidade permanente e um grande bom senso? É ou não é verdade que o casamento e o matrimónio entre homem e mulher, que a família constituída por homem, mulher e filhos, são instituições que estão ligadas ao desenvolvimento da sociedade?
Sim, depois de fazermos da economia uma selva obscura, quando esta é a ciência que promove a variedade e a felicidade dos homens, depois de sujeitarmos a politica à plutocracia que gere a seu bel-prazer os interesses dos endinheirados aos interesses das nações, fossem verdade os ditames do relativismo e a única coisa que nos restaria – aos democratas e cristãos – era de facto terminarmos os nossos dias enfadados à volta do quartinho do Padre Cruz a tramar golpes de estado e quejandos, no meio de trejeitos de água benta.
Mas como acreditamos nas virtudes da democracia, vivemos no cansaço e na dor o júbilo de acreditarmos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dos feriados


    
José Luís Vaz e Gala
1. Sabemos que a política liberal de desregulamentar o que é certo, seguro e funciona bem em Portugal, para o substituir pelo que é incerto, inseguro e só funciona na base do lucro, a única motivação da plutocracia económica, assim transformada na mola real da nossa economia até ao desastre social e consequente perda da independência, é hoje a definição de coisa pública.
2. Bem pode o sistema, pela voz, acção e a parafernália de meios dos seus mais ilustres militantes, vociferar, ignorante, contra os atropelos do mesmo: o sistema agradece e reconhecendo os esforços heróicos de tão permitidos sequazes, lembra-lhes que a opinião que publicam é que os torna figuras públicas reconhecidas pelo próprio sistema.
3. A ignorância daqueles tem duas causas: uma primeira, a de terem esquecido que os interesses da Pátria deixaram há muito de estarem ligados aos interesses da Nação pela acção de um Estado que não tem nome; uma segunda, a de terem esquecido a boa doutrina cristã- que dá a César o que é de César-enfeudados como estão, quando estão, ao chamado absurdo de um catolicismo sem prática ou de uma prática piedosa sem catolicismo.
4. Erram e perturbam todos aqueles(as) que fazem da sua fé um modo de intervenção na sociedade e cuja autoridade lhes vem do seu trabalho e da sua vida de família, os que à conta do sistema afirmam e publicam coisas como : «Começar por atacar o 1.º de Dezembro entre os feriados civis, seria o mesmo que atingir os feriados da Páscoa ou do Natal entre os feriados da matriz e tradição católicas.»
5. Queremos dizer que se há-de haver reforma no sistema por mudança  dos feriados em causa, então que se avance com o 5 de Outubro de 1143, data que marca o início da nossa existência como Nação e Pátria.
6. O resto parece-nos ser o folclore que o sistema quer e permite e já agora e em relação aos feriados da nossa matriz, os católicos, a sua defesa está em boas mãos: o Papa Bento XVI, distraídos como andam os nossos bispos na criação de mais estruturas para isto e para aquilo, enquanto os lobos comodamente saltam o redil…

segunda-feira, 9 de abril de 2012

«Da pulhice do Homo Sapiens»

O livro de Humberto Delgado, que os herdeiros gostariam que não existisse!


Para descarregar a primeira parte do livro clique aqui.
Para descarregar a segunda parte do livro clique aqui.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A gaja é presidente ou presidenta?


Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual:  
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta...Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República. Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer: «Presidenta!», retorquindo o comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da  sua afirmação...  A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho: Uma belíssima aula de português.  Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta. 
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um «BASTA» no assunto? No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por  exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é  pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é  mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo  do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..  Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação  que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante,  ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não «presidenta», independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela «ardenta»; diz-se estudante, e não «estudanta»;  diz-se adolescente, e não «adolescenta»; diz-se paciente, e não «pacienta». 
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:  «A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta  que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.  Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta  dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não  tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta»
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse esta informação...

Carta de membros do Conselho Nacional do CDS
a António Pires de Lima, Presidente do Conselho Nacional



O CDS do «fracturante» camuflado Paulo Portas e do liberalóide Pires de Lima…
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Nacional do CDS 
Dr. António Pires de Lima 
Largo Adelino Amaro da Costa, 5 
1149-063 LISBOA 
C/c ao Presidente do CDS Dr. Paulo Portas
Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Nacional
Nos últimos tempos temos assistido, com estupefacção, a comportamentos inexplicáveis de deputados do CDS a propósito de votações parlamentares em matérias ditas «fracturantes», sobre as quais, é bom lembrar, o Partido tem posição definida, sustentada na sua carta de princípios e no seu programa político...
Ler mais aqui.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O CDS antifamília do «fracturante» camuflado Paulo Portas…e do liberalóide Pires de Lima



Proposta apresentada e rejeitada no Conselho Nacional do CDS…
Proposta apresentada e rejeitada no Conselho Nacional do CDS de 30 de Março em Leiria por doze conselheiros nacionais  subscritores da carta a propósito de votações parlamentares em matérias ditas «fracturantes», inéditas na história ao arrepio das posições definidas pelo partido, sustentada na sua carta de princípios e no seu programa político…
Ler mais aqui

O Real Madrid capitula perante o islão


O jornal desportivo Marca confirmou que o Real Madrid aceitou eliminar a pequena cruz que desde 1920 o clube de futebol exibe no seu emblema para evitar conflitos na multimilionária construção de um complexo turístico-desportivo na ilha de Ras Al Khaimah, uma das sete que formam os Emirados Árabes Unidos, onde o Islã é a religião oficial.
A decisão do Real Madrid despertou polémica entre seguidores e rivais. Nas redes sociais abundam os comentários contra a medida. Os usuários lamentam que o clube tenha cedido à pressão do mercado árabe e recordam que na Espanha os muçulmanos têm plena liberdade para usar e exibir seus símbolos religiosos. Alguns ironizam perguntando se o clube ia mudar de nome suas estrelas Cristiano (que em português significa Cristão) Ronaldo e Angel (Anjo em português) Di María.

domingo, 1 de abril de 2012

Cavaco, grande defensor das «liberdades»



Heduíno Gomes
Por ocasião dos distúrbios provocados pelos arruaceiros anarquistas, CGTP, PCP e BE, a polícia teve de intervir para repor a ordem. Na acção policial, foram atingidos alguns fotojornalistas não identificados como tal, o que é absolutamente natural.
A virgem Cavaco, que, nos seus governos, dava as normais instruções à polícia para repor a ordem, vem agora em defesa da desordem. O Supremo Magistrado da Nação, com aquele palavreado oportunista semi-defensor das instituições, semi-engraxador do «quarto poder», lamenta «profundamente» o que aconteceu e quer explicações! Vejam só!
Depois alguns bem-pensantes da nossa praça ainda têm a lata de falar em «tiro ao Cavaco»!