quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Cidades europeias assimilam a Lei da Sharia



Giulio Meotti, Gatestoneinstitute, 20 de Agosto de 2017

Original em inglês: Europe's Cities Absorb Sharia Law

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, proibiu anúncios que promovam «expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres». Agora Berlim está a planear proibir imagens onde as mulheres são retratadas como «lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingénuas ou governadas pelas emoções». O escritor e jornalista do jornal Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a orientação «tenha sido incorporada do manifesto do Talibã».
  • A ironia é que esta onda de moralidade e «virtude» vem de cidades governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos fizeram campanha a favor da libertação sexual. Virou tema de discussão «feminista» defender a conduta da sharia.
  • Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres celebrarem a sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de estupefazer.
Dias após o Estado Islâmico ter conquistado a cidade de Sirte na Líbia há dois anos, apareceram gigantescos outdoors na fortaleza islamista, alertando as mulheres que deveriam usar hijabs para esconderem o corpo todo e nada de perfumes. Entre outras coisas esses «mandamentos da sharia em relação à hijab» incluíam o uso de tecido grosso e opaco e que a hijab não «lembrasse trajes de infiéis».

Dois anos mais tarde, as três cidades mais importantes da Europa – Londres, Paris e Berlim – estão a seguir a mesma moda da sharia.

Paris disse Au revoir aos anúncios «machistas» em outdoors. A Câmara Municipal de Paris anunciou a proibição depois que a prefeita socialista Anne Hidalgo salientou que a medida denotava que Paris estava «a mostrar o caminho» na luta contra o machismo. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também proibiu anúncios que promovam «expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres». Agora Berlim está a planear proibir imagens onde as mulheres são retratadas como «lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingénuas ou governadas pelas emoções». O escritor e jornalista do jornal Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a orientação «tenha sido incorporada do manifesto do Talibã».

A ironia é que esta onda de moralidade e «virtude» vem de cidades governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos fizeram campanha a favor da libertação sexual.

Há uma razão para esta campanha grotesca que proíbe essas imagens. Essas cidades possuem consideráveis populações muçulmanas e classe política – a mesma que promove freneticamente o multiculturalismo obrigatório – que deseja agradar ao «Islão». Virou tema de discussão «feminista» defender a conduta da sharia, como faz Linda Sarsour. A consequência é que hoje em dia pouquíssimas feministas se atrevem a criticar o Islão.

Isso está a acontecer em todos os lugares. Cidades holandesas estão «a orientar» as suas funcionárias a não usarem mini-saias. Foi implantado horários somente para mulheres nas piscinas públicas suecas. Escolas alemãs estão a enviar cartas aos pais pedindo que as crianças evitem usar «trajes vistosos».

O primeiro a sugerir a proibição de cartazes e propaganda que «reduzam mulheres ou homens a objectos sexuais» foi o ministro da Justiça da Alemanha Heiko Maas, social-democrata.

«A exigência de cobrir o corpo das mulheres ou domesticar os homens», enfatizou o líder do Partido Liberal Democrata Christian Lindner, «é algo comum nos círculos de líderes religiosos islâmicos radicais, mas não vindo do ministro da Justiça da Alemanha».

Em 1969 a Alemanha estava sufocada devido a uma celeuma sobre a introdução nas escolas do «Sexualkundeatlas», um «Atlas» sobre a ciência sexual. Agora, a meta é dessexualizar a sociedade alemã. O jornal Die Welt comenta:

«Graças ao ministro da Justiça, Heiko Maas, finalmente ficamos a saber porque, na passagem do Ano Novo, na Estação Central de Trens de Colónia, cerca de mil mulheres foram vítimas de violência sexual: por causa da publicidade machista. Muitas modelos erotizadas, muita pele nua nos nossos outdoors, muitas bocas eróticas, muitas mini-saias em revistas de moda, muitos traseiros rebolantes e seios volumosos na publicidade televisiva. Mais um passo na direcção da «submissão».

Em vez de mamilos e nádegas, Die Welt conclui: «devemos exortar o uso da burca ou do véu como faz a Sra. Erdogan»?

As mesmas elites alemãs que sugerem a proibição de outdoors «machistas» censuraram os detalhes aterrorizantes dos ataques sexuais em massa em Colónia. Enquanto isso, uma mesquita liberal em Berlim, que proibiu as burcas e abriu as portas aos homossexuais e às mulheres sem véus, encontra-se agora sob protecção da polícia devido às ameaças dos supremacistas muçulmanos.

As elites europeias estão a adoptar o padrão de dois pesos e duas medidas: orgulham-se em organizar uma exposição de um crucifixo cristão mergulhado em urina e rapidamente capitulam às demandas muçulmanas de censurar caricaturas do Profeta Maomé. As autoridades italianas fizeram esforços hercúleos a fim de evitar que o presidente do Irão, Hassan Rouhani, tivesse um vislumbre da nudez de esculturas milenares dos Museus Capitolinos de Roma.

Parece que o Ocidente está fascinado pelos véus islâmicos. Ismail Sacranie, fundador da Modestly Active, fabricante e designer de burquínis, disse ao jornal New York Times que 35% das suas clientes não são muçulmanas. Aheda Zanetti, libanesa que reside na Austrália, que inventou o burquíni, afirma que 40% das suas vendas são para mulheres não muçulmanas. O público ocidental, que romanceia o islão, está, ao que tudo indica, absorvendo a devoção à Lei Islâmica (Sharia). The Spectator disse que isso é «um novo puritanismo» e «o porquê de certas feministas serem solidárias com o Islão».

Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres celebrarem a sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de estupefazer.

A Europa poderá imediatamente ter que retratar-se diante da prefeita de Colónia, Henriette Reker. Ela foi duramente criticada — vituperada até — por aconselhar mulheres a «manterem distância» de estranhos para evitarem ataques sexuais.

Se o Ocidente continuar a trair os valores democráticos de liberdade individual no qual se baseia a civilização Ocidental, os fundamentalistas islâmicos, como aqueles que impuseram o uso de burcas às mulheres líbias, começarão a impô-las às mulheres do Ocidente. Eles podem até começar com as elites feministas que primeiramente fizeram a revolução sexual para emancipar as mulheres na década de 1960 e que agora estão apaixonadas por uma roupa obscurantista que esconde as mulheres numa prisão portátil.





terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ao contrário dos portugueses, como os espanhóis conquistaram e pilharam as Américas



CÃES ASSASSINOS: UMA DAS PRINCIPAIS «ARMAS»
DOS ESPANHÓIS NA CONQUISTA DA AMÉRICA

Cães da raça Alano eram verdadeiros assassinos no campo de batalha. Eram tão eficazes que alguns recebiam até salário como soldados.

A história da conquista das américas pelos espanhóis está repleta de batalhas sangrentas. Mais recentemente, o historiador Álvaro Van den Brule acrescentou novas cenas de terror a esses relatos.

Os cães da raça Alano, um cruzamento de buldogue com mastim, eram treinados para acompanhar as tropas no território americano. O resultado era a matança indiscriminada e truculenta, que incutiu o terror nos nativos.

Além das armas de fogo e cavalos, os cães também integravam o exército. Eles iam para a batalha cobertos por faixas de couro e fortes protecções de feltro sobre o corpo, o que os transformava numa arma implacável.

Álvaro Van den Brule detalha num artigo, recentemente publicado no site El Confidencial, que, embora os relatos da época tenham subestimado a importância dos cães guerreiros nas batalhas da conquista, vários dados fazem crer que o seu uso foi generalizado. Até 400 cachorros teriam participado na conquista do território mexicano, semeando um terror sem precedentes no seu caminho.

O mais famoso desses cães foi Becerillo, que acompanhava o conquistador Sancho de Aragão. A sua dedicação no campo de batalha rendeu-lhe até um salário.

O historiado Van den Brule explica: «eles foram responsáveis em grande parte pela matança indiscriminada que entrou para a História como uma das tácticas militares mais sangrentas de todos os tempos».


Fonte: RT 




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alemanha: Disseminação de doenças infecciosas à medida que migrantes se instalam


Joachim Gauck, o então presidente da Alemanha, conversa com médicos na enfermaria de um centro de acolhimento de imigrantes em 26 de Agosto de 2015 em Berlim-Wilmersdorf, Alemanha.
(Foto de Jesco Denzel/Bundesregierung da Getty Images)

Soeren Kern,
 Gatestoneinstitute, 3 de Agosto de 2017


Tradução: Joseph Skilnik

  • Um novo estudo que acaba de ser divulgado pelo Instituto Robert Koch (IRK), principal instituição do governo federal para o monitoramento e prevenção de doenças, confirma que houve um aumento generalizado de doenças desde 2015, quando a Alemanha acolheu um número jamais visto de migrantes.
  • Os médicos afirmam que o número de casos de tuberculose é muito maior do que indicam os números oficiais e acusam o IRK de minimizar a ameaça com o intuito de evitar deitar mais lenha na fogueira nos sentimentos anti-imigração.
  • «Foram enviados de 700 mil a 800 mil pedidos de asilo e 300 mil refugiados desapareceram. Eles foram verificados? Eles são de países de alto risco?» — Carsten Boos, cirurgião ortopedista, entrevistado pela revista Focus.
A um candidato a asilo do Iémen, que teve o visto negado, foi cedido abrigo numa igreja no norte da Alemanha para evitar que fosse deportado, ao que tudo indica, por ter infectado mais de 50 crianças alemãs com uma substância altamente contagiosa de tuberculose.

O homem, a quem foi dado abrigo numa igreja em Bünsdorf, entre Janeiro e Maio de 2017, tinha frequente contacto com as crianças, algumas com menos de três anos de idade, que frequentavam uma creche nas dependências do abrigo. Ele deu entrada num hospital em Rendsburg em Junho e posteriormente diagnosticado com tuberculose – uma doença que só recentemente chamou a atenção dos alemães.

As autoridades sanitárias locais dizem que, além das crianças, pais e professores, bem como paroquianos também estão a passar por exames para o diagnóstico da doença, que pode aparecer meses ou mesmo anos após a exposição. Ainda não está claro se o homem passou pelos devidos exames médicos assim que chegou à Alemanha ou se ele é uma das centenas de milhares de migrantes que entraram sorrateiramente.

A ameaça de um surto de tuberculose dirigiu mais uma vez o holofote sobre a intensificação do risco de doenças infecciosas na Alemanha, desde que a chanceler Angela Merkel permitiu a entrada de cerca de dois milhões de migrantes de África, Ásia e Médio Oriente.

Um novo estudo que acaba de ser divulgado pelo Instituto Robert Koch (IRK), principal instituição do governo federal para o monitoramento e prevenção de doenças, confirma que houve um aumento generalizado da doença desde 2015, quando a Alemanha acolheu um número jamais visto de migrantes.

O Relatório Epidemiológico Anual de Doenças Infecciosas – publicado em 12 de Julho de 2017 apresenta dados sobre a situação das mais de 50 doenças infecciosas existentes na Alemanha em 2016 – proporciona o primeiro vislumbre sobre as consequências na saúde pública do gigantesco influxo de migrantes ocorrido no final de 2015.

O estudo revela uma alta na incidência da conjuntivite adenoviral, botulismo, varíola, cólera, criptosporidiose, dengue, equinococose, Escherichia coli enterohemorrágica, giardíase, hemofilia, influenza, hantavírus, hepatite, febre hemorrágica, HIV/AIDS, hanseníase, febre recorrente, malária, sarampo, doença meningocócica, meningoencefalite, caxumba, paratifoide, rubéola, disenteria bacteriana, sífilis, toxoplasmose, triquinose, tuberculose, tularemia, tifo e coqueluche.

A Alemanha − pelo menos até agora − desvencilhou-se do pior dos mundos: a maioria das doenças tropicais e exóticas trazidas para o país pelos migrantes foram contidas, não há registo de pandemias. As doenças mais comuns, no entanto, muitas das quais estão directamente ou indirectamente ligadas à migração em massa estão aumentando, de acordo com o estudo.

A incidência da hepatite B, por exemplo, saltou 300% nos últimos três anos, segundo o IRK. O número de casos registados na Alemanha foi de 3 006 em 2016, um salto dos 755 casos ocorridos em 2014. A maioria dos casos, segundo consta, limita-se a migrantes não vacinados do Afeganistão, do Iraque e da Síria. A incidência de sarampo na Alemanha saltou em mais de 450% entre 2014 e 2015, o número de casos de varíola, meningite, caxumba, rubéola e coqueluche também aumentou. Os migrantes também representaram pelo menos 40% dos novos casos de HIV/AIDS identificados na Alemanha desde 2015, de acordo com outro relatório do IRK.

É possível que as estatísticas do IRK revelem apenas a ponta do iceberg. O número de casos registados de tuberculose, por exemplo, foi de 5 915 em 2016, um salto dos 4 488 casos em relação a 2014, um aumento de mais de 30% naquele período. Há médicos, no entanto, que acreditam que o número de casos de tuberculose é muito maior e acusam o IRK de minimizar a ameaça, com o intuito de evitar deitar mais lenha na fogueira nos sentimentos anti-imigração.

Em entrevista concedida à revista Focus, Carsten Boos, cirurgião ortopedista, alertou que as autoridades alemãs desconhecem o paradeiro de centenas de milhares de migrantes que podem estar infectados. Acrescentou que 40% de todos os agentes patogénicos da tuberculose são resistentes a múltiplos fármacos e, portanto, inerentemente perigosos para a população em geral:

«Quando os candidatos a asilo vêm de países com alto risco de infecção pela tuberculose, o IRK, sendo o mais alto órgão alemão de protecção contra infecções, não deveria minimizar o perigo. Um instituto federal usa de correcção política para encobrir a desagradável realidade?

«Os média denunciam que em 2015 a polícia federal registou a entrada de cerca de 1,1 milhões de refugiados. Foram enviados de 700 mil a 800 mil pedidos de asilo e 300 mil refugiados desapareceram. Eles foram verificados? Eles são de países de alto risco?

«A impressão que se tem no IRK é que não há comunicação entre os departamentos».

Os jornais alemães publicaram uma série de artigos sobre a dimensão na crise da saúde pública em relação aos migrantes. Os artigos frequentemente citam profissionais da saúde com experiência em primeira mão no tratamento de migrantes. Muitos admitem que a migração em massa aumentou o risco de surgimento de doenças infecciosas na Alemanha. Algumas manchetes:

«Refugiados Muitas Vezes Trazem Doenças Desconhecidas ao País Anfitrião», «Refugiados Trazem Doenças Raras a Berlim», «Refugiados em Hesse: Volta de Doenças Raras», «Refugiados Muitas Vezes Trazem Doenças Desconhecidas para a Alemanha», «Especialistas: Refugiados Trazem Doenças 'Esquecidas'» «Triplica o Número de Casos de Hepatite B na Baviera», «Casos de Solitária na Alemanha Aumentam Mais de 30%», «Doenças Infecciosas: Refugiados Trazem Tuberculose», «Tuberculose na Alemanha em Ascensão Novamente, Principalmente nas Grandes Cidades: Causadas pela Migração e pela Pobreza», «Refugiados Trazem Tuberculose», «Mais Doenças na Alemanha: Tuberculose está de Volta», «Profissional da Saúde Teme Volta da Tuberculose Devido à Onda de Refugiados», «Acentuado Aumento de Tuberculose em Baden-Württemberg: Migrantes Frequentemente Afectados», «Especialista: Política de Refugiados Responsável pelo Surto de Sarampo», «Sarna em Alta na Região do Reno, Norte da Westphalia», «Doenças Quase Esquecidas como a Sarna Voltam à Bielefeld», «Você Entra em Contacto com Refugiados? Fique atento» e «Refugiados: Ampla Gama de Doenças». 

No auge da crise dos migrantes em Outubro de 2015, Michael Melter, médico-chefe do Hospital Universitário de Regensburg, relatou que estavam a chegar migrantes ao hospital com doenças que quase nunca foram vistas na Alemanha. «Algumas delas eu não via há 20 ou 25 anos», destacou, «muitos dos meus colegas mais novos nunca as viram».

Marc Schreiner, director de relações internacionais da Federação Alemã de Hospitais (Deutschen Krankenhausgesellschaft), repercutiu
 a inquietação de Melter:

«Nos postos de saúde é cada vez mais comum ver pacientes com doenças consideradas erradicadas na Alemanha, como por exemplo a sarna. Essas doenças devem ser diagnosticadas de forma confiável, o que é um desafio».

Christoph Lange, especialista em tuberculose do Centro de Pesquisa Borstel, afirmou que os médicos alemães não estavam familiarizados com inúmeras das doenças importadas pelos migrantes: «seria positivo se as doenças tropicais e outras doenças raras no nosso meio tivessem um papel mais importante na aprendizagem dos médicos».

A Sociedade Alemã de Gastroenterologia, Doenças Digestivas e Metabólicas realizou recentemente um congresso de cinco dias em Hamburgo para ajudar profissionais da saúde a diagnosticarem doenças raramente vistas na Alemanha. 
Entre elas encontram-se:
  • Febre Recorrente: no decorrer dos últimos dois anos, pelo menos 48 pessoas foram diagnosticadas com febre recorrente na Alemanha, doença desconhecida no país antes da crise migratória de 2015 de acordo com o relatório do IRK. A doença, que é transmitida por piolhos alojados no vestuário, é lugar comum nos migrantes da África Oriental que estavam a caminho há meses para aportarem na Alemanha com a mesma roupa no corpo. «Já tínhamos esquecido a febre recorrente», assinalou Hans Jäger, médico que trabalha em Munique. «A doença leva a óbito até 40% dos enfermos se não for diagnosticada e não for tratada com antibióticos. Os sintomas são parecidos com os da malária: febre, dor de cabeça, erupção cutânea».
  • Febre de Lassa: em Fevereiro de 2016 um paciente que a havia contraído no Togo, África Ocidental, foi tratado e faleceu na Alemanha. Após a sua morte, uma infecção pelo vírus de Lassa foi confirmada noutra pessoa que teve contacto profissional com o corpo do falecido. O paciente ficou de quarentena e sobreviveu. Esta foi a primeira transmissão documentada do vírus de Lassa na Alemanha.
  • Dengue: Quase mil pessoas foram diagnosticadas com dengue, doença tropical transmitida por um mosquito, na Alemanha em 2016. Isto constitui um salto de 25% desde 2014, quando 755 pessoas foram diagnosticadas com a doença.
  • Malária: o número de pessoas diagnosticadas com a malária subiu dramaticamente em 2014 (1 007) e 2015 (1 063), caindo ligeiramente em 2016 (970). A maioria dos infectados contraiu a doença em África, principalmente na República dos Camarões, Gana, Nigéria e no Togo.
  • Equinococose: entre 2014 e 2016, mais de 200 pessoas na Alemanha foram diagnosticadas com a Equinococose, uma verminose. Isso representa uma subida de cerca de 30%. Os enfermos contraíram a doença no Afeganistão, Bulgária, Grécia, Kosovo, Iraque, Macedónia, Marrocos, Síria ou Turquia.
  • Difteria: entre 2014 e 2016 mais de 30 pessoas foram diagnosticadas com difteria na Alemanha. Os infectados contraíram a doença na Etiópia, Eritreia, Líbia, Sri Lanka ou Tailândia.
  • Sarna: entre 2013 e 2016 o número de pessoas diagnosticadas com sarna na região do Reno, Norte da Westphalia subiu quase 3 000%.
Enquanto isso, a Alemanha está diante de um surto de sarampo que as autoridades sanitárias ligaram à imigração da Roménia. Cerca de 700 pessoas foram diagnosticadas com sarampo na Alemanha nos primeiros seis meses de 2017, em comparação com 323 casos em 2016, de acordo com o Instituto Robert Koch. O surto de sarampo espalhou-se em todos os 16 estados da federação alemã excepto em Mecklenburg-Vorpommern, este estado com uma população migrante extremamente reduzida.

O epicentro da crise de sarampo encontra-se na região do Reno, Norte da Westphalia (NRW sigla em inglês), estado mais populoso da Alemanha e também o estado com o maior número de migrantes. Cerca de 500 pessoas foram diagnosticadas com sarampo na NRW nos primeiros seis meses de 2017. A maioria dos casos foi registada em Duisburg e Essen, onde uma mãe de 37 anos de idade, com três filhos faleceu em Maio, em consequência da doença. Surtos de sarampo também foram registados em Berlim, Colónia, Dresden, Hamburgo, Leipzig, Munique e Frankfurt, onde um bebé de nove meses foi diagnosticado com a doença.

No dia 1 de Junho de 2017, o Parlamento Alemão aprovou uma nova lei, polémica, exigindo que jardins de infância informem as autoridades alemãs caso os pais não apresentem provas que consultaram um médico acerca da vacinação dos seus filhos. Os pais que se recusarem a cumprir a lei estarão sujeitos a pagar uma multa de US$2 850. «Não podemos ser indiferentes ao facto das pessoas ainda estarem a morrer de sarampo» destacou o ministro da Saúde da Alemanha Hermann Gröhe. «É por isso que estamos a endurecer a regulamentação no tocante à vacinação».

Há quem diga que a nova lei não é suficientemente rigorosa. Há quem defenda que as vacinas devam ser obrigatórias para todos na Alemanha. Outros dizem que a lei está a ir longe demais e que infringe a privacidade garantida pela constituição alemã. Acrescentam que os pais, não o governo, devem decidir o que é melhor para os seus filhos. Persistem as consequências da política de portas abertas para a imigração da chanceler Merkel.





quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Denunciando a falsificação marxista da história sobre o papel das massas


OMELETES SEM OVOS. RÉPLICA A DOIS SÁBIOS

João Pedro Marques, Público, Agosto de 2017

A HISTÓRIA TEM TAMBÉM, OU SOBRETUDO, QUEM A ESTUDA
E QUEM A ESCREVE. O QUE NÃO DEVE TER É QUEM FALA DE COR.

1. O economista Nuno Teles admite que nunca leu nada do que eu escrevi na minha actividade de historiador, apenas três artigos meus no PÚBLICO. Apesar disso arrisca uma pequena omelete sem ovos e não se coíbe de fazer considerações sobre as minhas interpretações históricas — de que, como é óbvio, ignora a solidez — nem receia afirmar, como quem acusa um pecador, que eu sou «famoso internacionalmente por defender a irrelevância, senão mesmo o efeito negativo das revoltas de escravos no abolicionismo».

Eu penso, de facto, que a abolição da escravidão partiu e ficou essencialmente a cargo do Ocidente — sobretudo da Grã-Bretanha. Houve sempre quem procurasse diminuir o mérito das políticas abolicionistas, quem dissesse que a decisão de abolir tinha tido motivos económicos puramente egoístas. É uma forma simplista de olhar as coisas, mas isso seria assunto para outro artigo. Aqui, estou mais preocupado com a teoria, ultimamente em moda e de que Nuno Teles se fez eco, segundo a qual teriam sido os escravos revoltosos que, através da sua luta, teriam chegado à abolição da escravidão ou forçado os países coloniais a decretá-la.

O objectivo dessa teoria é o de atribuir um papel activo e, mais que isso, decisivo, às massas escravas na história da sua própria libertação. Percebe-se a intenção, marcadamente política, mas, excepção feita ao caso particular do Haiti — que já veremos —, essa teoria não é confirmada pelos factos. Aliás, as grandes revoltas de escravos foram menos frequentes do que se diz.

Nos 350 anos que vão desde o início do tráfico atlântico até à época do abolicionismo e da Revolução Francesa, houve nove revoltas dessas em todo o mundo colonial. Porém, elas não visavam acabar com a escravidão. Visavam apenas — e é importante que isso seja sublinhado — a libertação dos revoltosos, que, uma vez livres, escravizavam (ou pretendiam escravizar) outras pessoas. Os escravos que controlaram, por momentos, uma parte da Guiana, ou os que formaram o grande quilombo de Palmares, mantiveram a escravidão, e há muitos exemplos análogos. Ou seja, os rebeldes e fugitivos adquiriam a liberdade para si mesmos, mas tinham ou podiam ter escravos — não eram antiescravistas. O mesmo já havia acontecido, aliás, com os escravos revoltosos na Roma antiga ou no califado Abássida. Ao contrário do que em geral se pensa, revolta escrava e antiescravismo não são necessariamente sinónimos.

Foi só com o aparecimento do abolicionismo que as coisas mudaram de figura. Aumentou, desde logo, o número de revoltas nas Américas — 20, nos 43 anos que se seguiram ao eclodir da Revolução Francesa — e algumas delas já reivindicavam o fim da escravidão. Como é óbvio, foram o abolicionismo e o fermento da revolução que estimularam as revoltas, dando a algumas delas novas metas, e não o inverso. Isso é evidente no caso inglês e, até, na colónia francesa de São Domingos (depois, Haiti), onde, em 1804, pela primeira e única vez na história, os escravos erradicaram a escravidão através da sua luta.

O exemplo do Haiti incentivou outros escravos a revoltarem-se. Todavia, essas revoltas foram facilmente esmagadas, como por norma acontecia, e não foi por essa via que se chegou à abolição da escravidão. Terá sido por via do medo que o risco de mais revoltas incutia nos países ocidentais? Importa dizer que, no Haiti, em 12 anos de confrontos no contexto da Revolução Francesa, da guerra contra inimigos exteriores e da revolta escrava, terão morrido 80 mil europeus e um número desconhecido mas certamente superior de negros. Esses factos provocaram horror nas sociedades escravocratas, mas tratou-se, como sempre, de um horror transitório.

A revolta do Haiti não impediu que os senhores continuassem a importar mais africanos e a praticar a escravidão. Ou seja, não foi o pavor de novos Haitis que levou à abolição em nenhum país ocidental. Essas abolições — incluindo a francesa que, após os ziguezagues da época revolucionária, só ocorreu em 1848 — foram decretadas pelos poderes políticos desses países e muito depois — cerca de 40 a 100 anos depois — da revolta de escravos haitiana. Não resultaram de rebeliões nem de medos, mas daquilo que, na época, Tocqueville designou por «iluminada vontade dos senhores», isto é, a vontade de que a escravidão acabasse por razões de justiça, de humanidade, de boa política e, sobretudo, por haver a convicção de que o trabalho livre e remunerado seria mais produtivo que o trabalho escravo.

Por isso, quando ouvirem dizer que foram os escravos rebeldes que provocaram a abolição, peçam, por favor, que vos mostrem onde e quando, nos anos imediatamente anteriores às decisões de abolir, terá havido revoltas dessas em colónias portuguesas, espanholas, dinamarquesas, suecas, holandesas, nos Estados Unidos, no Chile, etc. Não as houve. Não porque os escravos, geralmente falando, não fossem corajosos, mas porque sabiam que, a menos que os brancos entrassem em divergências e guerras uns com os outros, a luta armada contra a escravidão estava votada ao insucesso, dada a superioridade de armamento dos senhores. E mesmo em casos de luta fratricida entre brancos, era duvidoso que as revoltas pudessem triunfar se outros factores não interviessem — como acontecera no Haiti.

Pense-se no caso norte-americano. Em plena guerra civil, Lincoln fez uma espécie de apelo aos escravos para se revoltarem, o que ajudaria o Norte. Mas os cerca de quatro milhões de escravos que então existiam no Sul não corresponderam ao apelo, ainda que o momento lhes fosse favorável pois o alistamento da população masculina e a sua partida para a frente de batalha reduzira a sociedade branca sulista a mulheres, crianças e velhos. Mesmo assim, não houve revolta. Isto não significa que os escravos tenham tido um comportamento passivo, pois muitos arriscaram as suas vidas na fuga para se juntarem às tropas nortistas. Mas a ausência de revoltas no período da Guerra da Secessão significa que a luta dos escravos pela liberdade foi feita num quadro regular, ao lado dos soldados brancos, e não num quadro insurreccional. O mesmo sucedeu em vários países da América Latina e até, em certos períodos, no próprio Haiti.

A escravidão, volto a afirmá-lo, não acabou devido a revoltas escravas, mas graças aos brancos e, também, aos negros que combateram a seu lado em organizações abolicionistas ou nos exércitos, de forma conjugada, cooperando uns com os outros para pôr fim ao flagelo. Eu sei que esta afirmação vai contra a corrente e que não é aceite pelos que, como Nuno Teles, se guiam pela historiografia de inspiração marxista. Remeto-os, então, para o debate entre historiadores no livro Who Abolished Slavery? (2010) e deixo-os não com as minhas afirmações nesse debate — sei que santos de casa não fazem milagres —, mas com as conclusões de David B. Davis, uma das maiores autoridades na matéria, e que é taxativo: «Se não tivesse havido o movimento abolicionista, os sistemas escravistas nas Américas não teriam acabado no século XIX.»

2. Paulo Pinto dedicou-me um novo texto que nada de relevante acrescenta ao anterior nem ao assunto. Fica-se novamente pela estratosfera das ideias genéricas, receoso de descer ao terreno — desta vez nem sequer usou a palavra escravatura, não fosse escaldar-se —, e lá do alto dessas generalidades diz-nos, como La Palice, que, em História, pode haver várias interpretações. Verdade. Há umas melhores, outras piores, dependendo da sua lógica interna e da solidez da fundamentação. Mas para haver interpretações é preciso conhecer os factos, os documentos, a bibliografia especializada, senão são, outra vez, omeletes sem ovos, mera ideologia e conversa de embalar.

O meu contraditor afirma que «a História não tem sentinelas nem guardiões, apenas observadores críticos». É curto. A História tem também, ou sobretudo, quem a estuda e quem a escreve. O que não deve ter é quem fala de cor. Estará Paulo Pinto com vontade de propor interpretações diferentes das minhas? Se o está é bom que as apresente. Se não está, então talvez seja de mudar de rumo, não vá pensar-se que tem excesso de voluntarismo ou pior que isso. De qualquer modo, não fique em cuidado. As minhas interpretações sobre a história da escravatura foram e continuam a ser estudadas e escrutinadas, cá e lá fora. Passam pelo crivo da crítica, como é de boa norma. São sólidas. E as de Paulo Pinto? Existem? Poderemos lê-las?





quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Métodos da história antiportuguesa


Escola de Sagres: organizada por D. Henrique, desenvolveu técnicas de navegação
e a indústria marítima, porém a historiografia ignora a sua existência.

Hugo Dantas, Nova Portugalidade, 6 de Agosto de 2017

A História querer-se-ia a investigação rigorosa da acção colectiva da Humanidade, ou das muitas humanidades que a compõem, completada com o prudente e desapaixonado juízo que discerne as causas próximas e remotas do devir histórico. Porém, é mais frequente, o que nos tenta a concluir que é natural, que se escreva a história a favor ou contra certas concepções, partidos ou ideologias. Os que escrevem a história antiportuguesa pretendem reduzir a intervenção do nosso povo no curso geral das coisas a um empreendimento terrorista, enfatizando este e aquele acto de violência, induzindo apressadamente a partir de certa infâmia, recortando do volumoso e riquíssimo manancial de quase seis séculos de actuação ultramarina dos Portugueses somente o trânsito negreiro no Atlântico, procurando apresentá-lo como a herança definitiva legada à posteridade humana da Expansão e do Império.

A história antiportuguesa redige-se, algumas vezes, com recurso à pura e simples mentira. Na grande maioria destes casos, o leitor ou o ouvinte consciencioso poderá desalojar um livro de historiografia séria da sua estante, ou da prateleira de qualquer biblioteca pública nas proximidades, e prevenir-se contra a fraude. Porém, a história antiportuguesa é quase sempre produzida por métodos mais subtis. Em breve, mas significativo ensaio, «Catholic Truth in History», Hilaire Belloc descreveu os modos pelos quais na Inglaterra protestante se forjavam tratados e manuais anticatólicos. Os métodos da historiografia anticatólica que Belloc examina são aplicáveis a qualquer pessoa ou colectividade cuja história, e identidade, se queira deformar para qualquer propósito, e também se encontram na historiografia antiportuguesa, o que qualquer escrutinador será capaz de fazer, uma vez apercebida a natureza de tais procedimentos.

A história antiportuguesa começa a gerar-se na selecção dos materiais. Qualquer narrativa impõe uma selecção dos factos a mencionar. As crónicas dos feitos humanos oferecem-nos um oceano de sucessos, personalidades e contextos, entre o qual é necessário peneirar o que se julga dever ficar registado. Assim, a selecção do material pode fazer-se de modo a que a verdade seja obnubilada, ainda que cada facto que se apresente seja verdadeiro. A história antiportuguesa selecciona somente entre os anais da Expansão e do Império aquilo que oferece um retrato escabroso do nosso empreendimento colectivo.

O tom do narrador é sempre elemento não desprezível de qualquer obra de historiografia. O tom antiportuguês empregará a ironia para com os nossos maiores feitos, usará das palavras mais fortes e emocionais para descrever os abusos verificados, introduzirá expressões de insinuadora ambiguidade em parágrafos onde competiria imperar o rigor descritivo.

Por fim, a proporção escolhida entre as diversas partes da narrativa concorre para completar um retrato mentiroso na historiografia antiportuguesa. Dois historiadores podem seleccionar o mesmo conjunto de factos a tratar nas suas obras. Mas a dimensão e a ênfase que conferem a cada um dos factos, a ordem em que estes são postos na narrativa, impressionam de forma diversa, mais favorável ou prejudicial, o leitor. O que história contra Portugal não hesitará em desamarrar a pensa, que navega à bolina do seu ódio, para relatar, com pormenores grotescos, o que de infame existir para ser publicado sobre o nosso passado imperial.

A história da expansão ultramarina de Portugal, como um todo, e nas suas partes, tem sido objecto destes múltiplos métodos de ocultar e deformar a verdade histórica. Mais recentemente, aproveitando o ímpeto projectado desde o estrangeiro, a historiografia antiportuguesa tem-se empenhado em reduzir a história da Expansão e do Império ao tráfico negreiro, aos abusos praticados sobre os nativos americanos e africanos, às razias e à guerra. Ainda que quaisquer alegações relacionadas com estes eventos, em si mesmas, sejam verdadeiras, e em muitos casos não o são, a exposição que com eles se constrói da história de Portugal é falsa. Excluídos ficam os decisivos contributos de Portugal para o progresso da Humanidade: a vitória sobre a distância, a fundação de um verdadeiro mercado mundial, a difusão de tecnologia, a revolução alimentar... Em sumário, o pioneirismo na globalização, a tomada da posse da Terra pela Humanidade, dos quais todos, hoje, em maior ou menor grau, gozamos os frutos, desconhecidos dos antigos durante milénios.

No próximo texto de história antiportuguesa que encontrar, o estimado leitor poderá, olhando à selecção, ao tom, à proporção usadas, apontar exactamente onde é que está a mentira.





domingo, 6 de agosto de 2017

Política turca conseguiu minimizar os cristãos de 20% para 0,2% em 100 anos


António Justo

Estado turco confisca património cultural cristão

O Estado turco acaba de confiscar, pelo menos, 50 conventos, igrejas e cemitérios, dos cristãos ortodoxos sírios (Arménios/sírios) transferindo a sua posse para a Repartição estatal da religião islâmica. À perseguição e discriminação dos cristãos vem juntar-se a expropriação do seu património cultural. Com esta medida o governo pode vender e transformar em mesquitas e museus o património dos cristãos.

A Turquia considera-se exemplar, na tradição do holocausto aos cristãos arménios e da política muçulmana de estabelecer uma monocultura no exterior através de guetos e de procriação e no interior através da discriminação e da negação ao direito de cristãos se organizarem como personalidade jurídica; isto corresponde à negação da existência pública a grupos não muçulmanos; deste modo, outros estão expostos às arbitrariedades de um estado hegemónico já com 99% de muçulmanos, quando em 1914 os cristãos constituíam, na região, ainda 20% da população. Hoje são apenas 0,2% (125 000). A diminuição deve-se ao genocídio (mais de um milhão foram mortos 1915-1917), à expulsão e à discriminação sistemática por um Estado que se quer monocultura.

Também milhares de arménios tinham já sido expropriados pelo Estado turco nos últimos 15 anos (HNA, 4.07) na região do sudeste da Anatólia. O convento Mor Gabriel na região Midyat que data do ano 397 ainda é sede do bispado.

Os arménios são dos mais antigos povos cristãos a viver na região, já desde o tempo dos apóstolos. Os arménios também são oprimidos e expulsos das suas residências pelos partidos de conflito entre o Estado turco e os curdos. Em Tur Abdin já só vivem 2 000 arménios, o resto pediu asilo na Europa.

A Igreja evangélica na Alemanha já protestou contra as expropriações, considerando tal prática um «acto consciente de destruição da cultura» na região Tur Abdin.

O islamista Recep Tayyip Erdogan implementa consequentemente a monocultura islâmica na sociedade turca.  Conta com a indiferença dos países ocidentais apenas interessados no negócio e sabe que, devido à densidade cultural histórica no país, atrairá sempre o turismo internacional, podendo-se permitir não suportar senão referências ao Islão e ter todas de minorias sob controlo na perspectiva islâmica. Na Turquia é possível identificar-se um cristão através de um número do Bilhete de identidade. Assim o Estado e instituições têm mais facilidade em discriminar os seus cidadãos porque só confia em muçulmanos nas altas hierarquias e instituições.

A Turquia, um exemplo de país muçulmano moderno, é um bom exemplo de como o Islão mais avançado realiza o seu futuro. A cegueira da humanidade é tanta que, a poder de tanta ideologia na cabeça, já não consegue ver nem interpretar a realidade dos factos; nega-se a discutir factores culturais da própria identidade para fomentar a expansão da alheia, sem haver reciprocidade de atitudes e comportamentos. Enfim, a irresponsabilidade europeia ajuda a esperteza dos outros. É sintomático o facto de só a Igreja evangélica protestar contra a arbitrariedade turca.





sábado, 5 de agosto de 2017

A nova e moderna língua portuguesa



Helena Sacadura Cabral

HOJE NÃO SE FALA PORTUGUÊS... LINGUAREJA-SE!

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos negros de «afro-americanos», com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! As criadas dos anos 70 passaram a «empregadas domésticas» e preparam-se agora para receber a menção de «auxiliares de apoio doméstico».

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os «contínuos» que passaram todos a «auxiliares da acção educativa» e agora são «assistentes operacionais».

Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por «delegados de informação médica».

E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em «técnicos de vendas» ou «comerciais».

O aborto eufemizou-se em «interrupção voluntária da gravidez».

Os gangs étnicos são «grupos de jovens».

Os operários fizeram-se de repente «colaboradores».

As fábricas, essas, vistas de dentro são «unidades produtivas» e vistas de exterior são «centros de decisão nacionais».

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à «iliteracia» galopante. Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes «Conforto» e «Turística».

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...»; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» – eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um «comportamento disfuncional hiperactivo». Do mesmo modo, e para felicidade dos «encarregados de educação» , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, «crianças de desenvolvimento instável».

Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado «invisual». (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos – mas o «politicamente correcto» marimba-se para as regras gramaticais...)

As p.... passaram a ser «senhoras de alterne».

Quando a vida corre bem é «bué de fixe».

À mentira passou a chamar-se de inverdade.

Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em «implementações», «posturas pró-activas», «políticas fracturantes» e outros barbarismos da linguagem. E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

Estamos «tramados» com este «novo português»; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma «politicamente correcta».





quarta-feira, 2 de agosto de 2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quando as lições de moral com o desporto chegam a isto, porque não com a política?...


Quando um indivíduo destes, ou Pintos da Costa, ou Roquetes, ou Santanas Lopes, ou Valentins Loureiros — cada um nas suas especialidades... — presidem a grandes clubes e, pelo exemplo, ensinam a sua moral aos seus sócios e simpatizantes, onde parará a «mens sana»?

Eles infectam grande parte da sociedade.

E os políticos do sistema da III República fazem o resto do trabalho.


Ver a notícia em: http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/luis-filipe-vieira-nunca-soube-que-o-benfica-tinha-claques.html