sexta-feira, 8 de novembro de 2013

As referências morais de certos católicos


José Lemos

Daniel Oliveira, um conhecido bloquista, politicamente estravagante, defensor do aborto, das feministas e dos invertidos e de tudo o que é a destruição da família, é mais uma referência moral do mui católico blog Povo, dirigido pelo igualmente mui católico Pedro Aguiar Pinto, do grupo Comunhão e Libertação, de que foi mentor o padre João Seabra (ver reprodução de artigo do bloquista no referido blog).

Esse mesmo grupo até já desempenhou um papel positivo contra o aborto e o chamado «casamento» entre sujeitos do mesmo sexo. «Coerências» que mostram bem como certos indivíduos e grupos se servem de uma boa causa para se servirem a eles.


Pedro Aguiar Pinto
P. João Seabra
Daniel Oliveira






quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Edite Estrela, a euro-deputada
que mais valia estar quieta


João Silveira

Edite Estrela é a autora dum relatório que, caso tivesse sido aprovado no hemiciclo do Parlamento Europeu, teria que ser levado à prática na União Europeia. As medidas passavam por:

– legalizar o aborto em todos os países (estariam sobre ataque cerrado os poucos países onde o aborto não é legal);

– acabar com a ideia de que os pais são os primeiros educadores e não o Estado;

– educação sexual obrigatória em todas as escolas (falar de masturbação a crianças dos 0 aos 4 anos, por exemplo);

– o fim da objecção de consciência por parte dos médicos, que passariam a ser obrigados, a bem ou a mal, a fazer abortos, mesmo sabendo que estavam a matar crianças indefesas.

Rapidamente surgiu uma movimentação de cidadãos europeus indignados com tudo isto (o que raramente acontece). O resultado foi o melhor possivel, e o estudo foi remetido à precedência.

Perante esta derrota, diz Edite (que quer ser uma estrela):

«Houve aqui uma grande mobilização das forças mais conservadoras, dentro e fora do Parlamento. Recorreram a todos os meios para que este relatório não fosse aprovado. É preciso saber que são forças que se estão a mobilizar: mobilizaram-se em França, e estão a mobilizar-se em vários países, para que haja retrocessos na legislação. Apelo aos cidadãos esclarecidos e progressistas que não se abstenham e que votem, porque o que se decide no Parlamento Europeu tem consequências ao nível da legislação nacional e da vida de cada pessoa.»

Nisto a euro-deputada tem toda a razão, o que eles decidem por lá afecta-nos por cá. Obrigado a todos os que ajudaram nesta vitória. Até breve!





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Negacionismo já não é o que era…



Agora vou viver para uma prisão...

Bem-vindos à França do século XXI, onde recusar oficializar um «casamento» entre pessoas do mesmo sexo por objecção de consciência o pode levar à cadeia.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=126869

Os bispos europeus pedem às Nações Unidas que protejam melhor as minorias religiosas no mundo.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=126921

A definição de «negacionismo» do holocausto foi alterada para se tornar mais abrangente. Dizer que o holocausto aconteceu mas que a culpa foi dos judeus passa a ser condenado também, e não só.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=126916

Por falar em Holocausto, Randall Smith convida-nos a pensar o que faríamos se alguém nos apontasse uma arma à cabeça e ordenasse a matar um judeu. Neste artigo do The Catholic Thing, Smith argumenta que a nossa resposta ajuda-nos a tornar o tipo de pessoa que gostaríamos de ser.

http://www.actualidadereligiosa.blogspot.pt/2013/10/quem-queres-ser.html

Por fim, não deixem de ler este obituário no The Daily Telegraph sobre uma freira com uma história de vida muito, muito invulgar!

http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/10399707/Mother-Antonia-Brenner.html





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A idiota útil e perigosa



EDITE ESTRELA pegou no «trabalho» da organização de origem americana «International Planned Parenthood Federation» (IPPF), delegação de Bruxelas, assumiu-o como se fosse dela e apresentou o chamado Relatório Estrela no parlamento europeu.

Entre outras aberrações ideológicas, o Relatório da IPPF plagiado por Edite Estrela pretendia proibir a objecção de consciência dos profissionais de saúde em relação ao aborto, como podemos verificar nesta passagem do relatório da IPPF, aka Relatório Edite Estrela:

«regulate and monitor the use of conscientious objection so as to ensure that reproductive health care is guaranteed as an individual’s right, while access to lawful services is ensured and appropriate and affordable referrals systems are in place».

Além disso, o Relatório da IPPF plagiado pela Edite Estrela pretendia estabelecer o aborto como um «direito humano», na seguinte passagem do relatório:

«(…) as a human rights concern, abortion should be made legal, safe and accessible to all.»

Finalmente, o Relatório da IPPF, que Edite Estrela assumiu como seu, pretendia impor (coercivamente, através da força bruta do Estado) uma educação sexual, nas escolas e fora delas, de acordo com um relatório da OMS para a Europa, cujo conteúdo pode ser lido aqui. Um dos aspectos dessa «educação sexual» proposta pela OMS/Europa é o de impor o ensino da masturbação a crianças entre os zero e os quatro anos de idade.

A pessoa Edite Estrela deve merecer, dos portugueses, o mais profundo desprezo; deve inspirar uma vergonha inominável e repulsa. O problema, neste caso concreto, não é só as ideias de Edite Estrela: é também a pessoa que as representa: neste caso concreto, o argumento ad Hominem não pode ser considerado ilegítimo, porque não é possível separar estas ideias de merda da merda da pessoa que as detêm.

Também é importante saber até que ponto as ideias de Edite Estrela e da IPPF americana são partilhadas pelo Partido Socialista. Se pensarmos que a maioria dos dirigentes do Partido Socialista concorda com o Relatório da IPPF/Edite Estrela, temos de facto um grande problema em Portugal — porque não é possível um regime democrático quando se nega o princípio fundamental da democracia: o direito à vida.

Ao querer transformar o aborto em «direito humano», a deputada do Partido Socialista ao parlamento europeu pretendeu erradicar o direito à vida consagrado na Carta dos Direitos do Homem; pretendeu eliminar um dos princípios básicos da democracia que é o princípio da objecção de consciência (em relação ao aborto ou em relação a qualquer outro tipo de objecção).





domingo, 3 de novembro de 2013

O poder de Sócrates


José António Saraiva

Não sou nem nunca fui adepto de teorias da conspiração. Em 99% dos casos não passam de fantasias delirantes. Por isso, o leitor não inclua por favor a história que vou contar nessa categoria.

Quando o Governo nacionalizou o BPN, os accionistas da sociedade, por intermédio de Miguel Cadilhe (que não é propriamente uma pessoa sem credibilidade), tinham acabado de apresentar uma proposta de viabilização do banco.

O Governo recusou-a e partiu para a nacionalização, com o argumento de estar a defender as poupanças dos pequenos depositantes.

Sabe-se no que aquilo deu.

Assim, não é correcto atirar todas as culpas para os accionistas.

Estes propuseram-se salvar o banco, o Governo é que não os deixou.

Claro que podiam não o ter conseguido.

Mas, aí, a responsabilidade seria deles – e o Estado não se teria metido naquela alhada.

Recorde-se que, na altura em que o BPN foi nacionalizado, o Governo controlava a CGD (que é pública) e já dominava o BCP, através de Santos Ferreira e Armando Vara, ambos socialistas e próximos de Sócrates, que tinham vindo da Caixa para ali.

Simultaneamente, Sócrates mantinha óptimas relações com o BES, dada a sua conhecida boa relação com Ricardo Salgado, que sempre o defendeu (quebrando a distância que mantivera no passado em relação à política).

O Banif também era muito vulnerável às pressões governamentais, dada a sua precária situação financeira.

Pode pois dizer-se que, com a nacionalização do BPN, o primeiro-ministro passou a «controlar» boa parte da banca portuguesa: controlo directo da Caixa e do BPN, ascendente sobre o BCP, grande proximidade com o BES e neutralidade do Banif.

Só verdadeiramente o BPI, liderado pelo irreverente Fernando Ulrich, escapava ao controlo do Governo socialista.

E, mesmo assim, Sócrates namorou o chairman daquele banco, Artur Santos Silva, convidando-o para elevados cargos.

Vejamos, agora, o sector dos media.

Sócrates controlava directamente o grupo RTP, que é do Estado (e do qual faz parte a RDP).

Tinha também bastante influência na Controlinvest, mercê das dívidas deste grupo à banca, sendo do domínio público os telefonemas cúmplices entre José Sócrates e Joaquim Oliveira.

E a Controlinvest inclui meios como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a Máxima e a TSF.

Sócrates mantinha também relações estreitas com a Ongoing, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, detentora do Diário Económico.

Entretanto, através da PT, o Governo montou uma operação para comprar o grupo TVI, mandando um emissário a Espanha (Rui Pedro Soares) para tratar do negócio.

Este grupo, além da TVI, detem meios como a Lux e a Rádio Comercial.

Só fugiam ao controlo do Governo o grupo Impresa, liderado por Balsemão, e o grupo Cofina, de Paulo Fernandes.

Mesmo assim, ainda houve uma tentativa de assalto à Impresa por parte da Ongoing.

Quanto à Cofina, o Governo conhecia bem a vocação «negociante» de Paulo Fernandes e nunca recearia muitos males vindos daí.

Finalmente, José Sócrates fez uma tentativa para fechar o SOL – através precisamente do BCP, que era accionista do jornal.

O SOL era um David ao pé de vários Golias, mas irritaria Sócrates precisamente por ser um dos poucos media que ele não controlava.

E – recorde-se – foi este jornal que denunciou o caso Freeport, o caso Face Oculta (compra da TVI e tentativa de controlo de outros media) e o caso Tagusparque (apoio eleitoral de Luís Figo).

Fica claro, portanto, que houve um momento em que José Sócrates esteve mesmo à beira de dominar ou ter o apoio de importantes meios de três sectores nevrálgicos:

– Banca, com a CGD, o BPN, o BCP e o BES;

– Comunicação social, com a RTP, a RDP, o DN, a TSF, o JN e a tentativa de compra da TVI;

– Poder político, através do domínio da máquina do Governo e do aparelho do partido, onde não se ouvia uma única voz dissonante.

Só hoje, quando olhamos para essa época, percebemos até que ponto estivemos à beira do abismo.

Como foi possível permitir que se concentrasse tanto poder nas mãos de um homem psicologicamente tão instável?

E como foi possível derrubá-lo?

O que derrotou Sócrates, primeiro, foram as contas públicas – que, contrariamente aos outros sectores, ele se revelou incapaz de controlar.

Tentou até à última esticar a corda e evitar um Resgate, mas a corda acabou por partir – e isso foi a sua primeira grande derrota.

Depois foi a derrota eleitoral.

E esta constitui uma homenagem à democracia.

A democracia mostrou a sua força ao conseguir apear um homem que, à escala do país, acumulou um enorme poder «de facto».

Ele julgar-se-ia quase invencível, mas as urnas derrubaram-no.

Por isso, é muito natural que, embora afirme o contrário, hoje odeie a democracia.


P.S. – Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado «o Vale e Azevedo da política». Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado.





sábado, 2 de novembro de 2013

O «acordo ortográfico» e os bispos prafentex


Luís Lemos

Porque será que a generalidade das publicações da Igreja portuguesa dependentes do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, então sob a direcção de D. Manuel Clemente, adoptou de pronto o famigerado «acordo ortográfico»? Tal e qual as publicações do grupo Balsemão...

Numa primeira explicação poderia dizer-se que os responsáveis são tolos. Mas o mal pode ser mais profundo. Se é o caso ou não, deixam-se as atitudes passadas, presentes e futuras desses responsáveis à observação de cada leitor. Entretanto, propomos aqui a leitura do artigo de Félix Maier sobre as manipulações do inimigo em linguística.

«Preconceito linguístico»

Félix Maier

O preconceito linguístico anda de mãos dadas com o politicamente correcto, que tem por objectivo deturpar a linguagem por meio do «marxismo cultural» ou «multiculturalismo», de modo a destruir a cultura ocidental e a religião cristã.

Preconceito linguístico é o nome de um livro do linguista de pau (que consiste em acreditar que se muda a realidade mudando a linguagem) Marcos Bagno, da Universidade de Brasília (UnB), que aconselha o ensino de uma «gramática diferenciada» nas escolas, do tipo «filma nóis aqui» visto em cartazes nas bancadas dos jogos de futebol. A mesma UnB divulga o conceito gramsciano pastoso de «o direito achado na rua», criado por Roberto Lyra Filho, que, suponho, pode ser localizado na secção de achados e perdidos da Faculdade de Direito daquela academia pauleira...

O estudo da linguagem popular ou sociolinguística é válido para um estudante de Letras, de Pedagogia ou de Sociologia, nunca para um aluno analfabeto, cujo primeiro dever da escola é ensinar o estudante a falar e escrever correctamente a Língua Portuguesa. Não é por acaso que o Programa Internacional de Avaliação dos Alunos 2009 (Pisa), da OCDE, colocou o Brasil na 53.ª posição entre 65 países que fizeram o exame.

Esse desastre também pode ser visto na elaboração das nossas leis, que contêm erros grosseiros, como a frase fixada ao lado das portas dos elevadores: «Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar». A jornalista e professora de Português Dad Squarisi, na sua coluna no Correio Braziliense, corrigiu a ignorância dos deputados: «Antes de entrar, verifique se o elevador se encontra parado neste andar». Na internet, corre a história de que finalmente se descobriu quem é «o deputado»: o fantasma do elevador...

O preconceito linguístico anda de mãos dadas com o politicamente correcto, que tem por objectivo deturpar a linguagem através do «marxismo cultural» ou «multiculturalismo», de modo a destruir a cultura ocidental e a religião cristã. Destruindo a linguagem, destrói-se o pensamento e as crenças da nossa civilização, moldada na tradição judaico-cristã. Essa desconstrução cultural teve a contribuição importante de Georg Lukacs («terrorismo cultural»), de Antonio Gramsci («longa marcha nas instituições», ou seja, o domínio das escolas, media, até igrejas, para influenciar a cultura) e dos membros da «teoria crítica» da Escola de Frankfurt, que foi inicialmente chamada de «Instituto para o Marxismo»: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Eric Fromm, Wilhelm Reich e Herbert Marcuse.

A Escola de Frankfurt foi «erguida com o dinheiro de Hermann Weil, capitalista e explorador do trigo (e da mão-de-obra barata) argentino. Da cátedra da Escola, os seus membros mais notáveis (alguns deles filhos de banqueiros e milionários), diante da crescente supremacia do capitalismo, atiram sofisticados petardos contra o que julgam ser a ‘estrutura dominante’ da sociedade industrial contemporânea. Um dos seus mais destacados mentores, Theodor Adorno (1903-1969) – que morreu de enfarte após uma aluna ter ficado nua na sala de aula para testar o grau de sinceridade do mestre pelas liberdades individuais por ele proclamadas –, era taxativo em afirmar (Dialéctica Negativa, 1966), por meio da ‘ênfase dramática’, que o mundo e as consciências viviam alienados e não tinham mais salvação, apontando a concentração do capital, o planeamento burocrático e a máquina ‘reificadora’ da cultura de massas como forças destruidoras das liberdades individuais (vindo daí, naturalmente, todo o arsenal crítico mais pretensioso contra Hollywood)» (PONTES, 2003: 42).

«A linguagem, segundo Marcuse, deve permanecer 'antagónica’. A contradição é o instrumento ordinário que ela emprega para tirar a clareza ‘semântica ou lógica’. Em termos simples, faz questão de não ser claro para que a linguagem revele, por duplicidade, uma tensão entre o significado aparente e o significado oculto. A dialéctica é estabelecida dentro do vocábulo. (...) O significado claro da sua vasta argumentação é, pois, a sociedade não repressiva. O sentido que ele ‘esconde e exclui’ no universo da locução é a criação de uma sociedade marxista» (VASCONCELOS, 1970: 26).

«A correcção política é a carrancuda vingança do rancoroso, intolerante e mal-intencionado idiota sobre tudo aquilo que tem vida no mundo. Não é nada mais do que o recurso não sincero e desprovido de humor de mentes tão medíocres, que, para eles, o ressurgimento do stalinismo é preferível à dor de um vislumbre do Ser – é o último vestígio da besta que Nietzsche identificava como ‘ressentimento’. Tais mentes tiram a sua melancólica noção de prazer – como as fantasiosas erecções de eunucos centenários – mascarando o pouco que desejam conhecer da História para pessoas que parecem não se conformar com os padrões artificiais dos mais inaptos governos do século XX» (SEYMOUR-SMITH, 2002: 84-5).

Até o Exército Brasileiro se rendeu à língua do politicamente correcto: não se realizam mais grupos de trabalho para tratar de Recursos Humanos, mas de «Talentos Humanos».

A crítica abrangente ao pensamento ocidental foi abraçada com vigor pela esquerda, por feministas e minorias para «fazer crítica social».

«Teóricos como Roland Barthes, Pierre Macheray, Jacques Derrida e outros pos-estruturalistas propõem novas maneiras de ler os textos e empreender a crítica da ideologia. Segundo eles, os textos devem ser lidos como expressão de várias vozes, e não como enunciação de uma única voz ideológica, que precise então ser especificada e atacada. Desse modo, exigem leituras polivalentes e um conjunto de estratégias críticas ou textuais que desvendam as suas contradições, os seus elementos contestatários periféricos e os seus silêncios estruturados». (KELLNER, 2001: 148).

«Trata-se de uma estratégia ‘subversiva’ de leitura, que parte do princípio de que qualquer texto, por mais que ambicione à clareza e ao rigor, sempre contém pontos cegos ou nódulos de ambiguidade que, devidamente explorados, permitem desfazer as amarras lógicas do raciocínio, inverter as suas premissas e anular as suas hierarquias de ideias». O profeta da desconstrução», revista Veja n.º 1876, de 20/10/2004, pág. 154). Jacques Derrida foi «o doutor Frankenstein da filosofia contemporânea» (idem, pág. 154).

E no Brasil? Acompanhando o «preconceito linguístico» de Marcos Bagno, o MEC (Ministério da Educação) criou a famigerada «cartilha de erros», onde se inclui a obscenidade linguística «nós pega os peixe». O mesmo MEC, que já tentou distribuir o escandaloso Kit Gay, de modo a assediar sexualmente as crianças, também distribuiu o livro Capitalismo para Principiantes às bibliotecas das escolas públicas, de acordo com o PNBEM/2008 – Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio. Esse livro «didáctico» prega abertamente a luta de classes, condena o capitalismo e faz apologia ao socialismo. Ou seja, é um manual revolucionário, que defende o que existe de mais nefasto desde o século passado, o Comunismo – ainda que utilize outros termos, como Socialismo, para enganar os imbecis. Porque é que o MEC, em vez de criar aberrações no ensino, com incentivo à massificação da ignorância e da promiscuidade, não reedita livros como Organização Social e Política do Brasil, de Elizabeth Maria Araújo Loureiro, para ensinar a verdadeira cidadania aos jovens, e jogar o politicamente correcto no lixo?

No primeiro governo de Lula, «cabeças-chatas» (ignorantesna Secretaria de Direitos Humanos criaram uma cartilha politicamente correcta, que pretendia riscar do vocabulário nacional palavras julgadas «ofensivas». «Boiola» e «bicha» deveriam ser substituídos por «gay» ou «entendido». Millôr Fernandes sugeriu que «albino» fosse designado por «hipopigmentado». E negro, seria «hiperpigmentado»? Com críticas vindas de todos os lados, como as do escritor João Ubaldo Ribeiro, o dicionário do «stalinista puritano» foi guardado na gaveta, para possível apresentação no futuro próximo, já que foram impressos 5 000 exemplares. Como se sabe, o brasileiro (petista) partidário ou simpatizante do PT nunca desiste.

Em 2004, foi publicado um livro elucidativo sobre o assunto, Bourdieu e Preconceito Linguístico: duas refutações – na verdade, 2 livros em 1 –, em que Jeaninne Verdés-Leroux aborda o pensamento do francês Pierre Bourdieu, e Arthur Virmond Lacerda Neto, do brasileiro Marcos Bagno. Em França, o sociólogo Pierre Bourdieu, autor de La Misère du Monde, destaca-se entre os linguistas de pau, os nouveaux maitres à penser: «O sociólogo deve recorrer a termos novos, protegidos, por serem novos, pelo menos relativamente, contra as projecções ingénuas do senso comum» (Cfr. VERDÉS-LEROUX, 2004: 14).

«Quando se quer que alguém que não seja profissional da palavra diga coisas (e não é raro que digam coisas extraordinárias, que os profissionais da palavra, com todo o tempo do mundo, jamais pensariam), o que faz falta é um trabalho de assistência à fala (...) eu diria que essa é a missão socrática em todo o seu esplendor» (pág. 25). Em Homo Academicus, Bourdieu supera-se: «O retorno reflexivo implicado na objectivação do próprio universo e o questionamento radical imposto pela ‘historicização’ de uma instituição socialmente reconhecida como fundada para reivindicar a objectividade e a universalidade para as suas próprias objectivações» (pág. 33).

Diz Lacerda Neto:

«O opúsculo intitulado ‘Preconceito Linguístico, da autoria do professor Marcos Bagno, pretende invalidar o que reputa oito mitos concernentes ao português no Brasil e proclama como forma pior de preconceito em termos de idioma, o conjunto de prescrições de que se constitui a gramática tradicional, que, segundo o seu autor, representa um instrumento ideológico de legitimização das classes dominantes no poder» (LACERDA NETO, 2004: 173).

«Tudo vale, ensina o livro. Logo, valem todas as simplificações, as perdas das preposições, a abolição dos plurais (‘as duas máquina está parada’, ‘veio muitas pessoa’), a confusão dos tempos verbais, as gírias, o desleixo, a lei do menor esforço, a preguiça, os modismos, os estrangeirismos» (pág. 174). «A tese em apreço revela já um traço permanente do livro: a sua completa indiferença pela instrução dos brasileiros. Afinal, se saber menos é tão meritório quanto saber mais, mal não há em que quem sabe menos, continue assim» (pág. 175).

«Lê-se na página 39: ‘Ora, não é a língua que tem armadilhas, mas sim a gramática normativa tradicional, que as inventa precisamente para justificar a sua existência e para nos convencer de que ela é indispensável’» (pág. 176).

«Na página 124 depara o leitor com a afirmação de que ‘a língua materna ... é adquirida pela criança desde o útero e é absorvida com o leite materno’» (pág. 181). «Se alguém suspeitar de que com isto se abriu o caminho à anarquia e aos guetos linguísticos, acertou em cheio: o professor Bagno confessa preferir a barbárie do cada um por si, ao regramento da norma culta» (pág. 182).

«Submetendo os professores os textos dos seus alunos ao questionário sugerido em ‘Preconceito Linguístico’, eles não os estariam educando, nem dando-lhes voz, nem encorajando-os a manifestarem-se, tampouco reconhecendo-lhes o direito à palavra: estariam a instituir o ‘escolarmente correcto’, o terrorismo pedagógico, a manipulação das mentes pela necessidade das boas notas» (pág. 187).

O positivista Arthur Virmond de Lacerda Neto, num e-mail do dia 15/10/2013, afirmou:

«No fundo, a psicologia das doutrinas de M. Bagno parecem-me consistir em ódio, o mesmo ódio que Carlos Marx pregava no Manifesto Comunista. Alguém disse que um traço mental do marxismo é o ódio pela cultura capitalista-burguesa; parece-me ser o caso de M. Bagno. O que ele diz é estúpido e frágil intelectualmente; só se justifica emocionalmente, como racionalização de hostilidade. As doutrinas dele são afectivas e não inteligentes, para usar o vocabulário Positivista».

Segundo William Lind, «o politicamente correcto é a SIDA intelectual. Tudo o que ela toca adoece e finalmente morre». Os pensadores marxistas, ao insistirem na filosofia da miséria, transformaram-se na miséria da filosofia.


BIBLIOGRAFIA:

KELLNER, Douglas. A cultura dos media – Estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. EDUSC, São Paulo, 2001 (Tradução de Ivone Castilho Benedetti).

PONTES, Ipojuca. Politicamente Correctíssimos. Topbooks, Rio, 2003.

SEYMOUR-SMITH, Martin. Os 100 livros que mais influenciaram a humanidade – A História do Pensamento dos Tempos Antigos à Actualidade. Difel, Rio, 2002 (3.ª edição – Tradução de Fausto Wolff).

VASCONCELOS, Perboyre. A volta ao mito – À margem da obra de Marcuse. Biblioteca do Exército e Laudes, Rio, 1970.

VERDÉS-LEROUX, Jeaninne; LACERDA NETO, Arthur Virmond de. Bourdieu e Preconceito Linguístico: duas refutações. Editora Vila do Príncipe, Curitiba, 2004.





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Maria João Ávila enviou-lhe
a seguinte Petição.





Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Demissão de Blatter» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N71205

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.
Maria João Ávila

Esta mensagem foi-lhe enviada por Maria João Ávila (avilamja@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=P2013N71205 





quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Interessante reflexão


Publicamos aqui um oportuno artigo de Elias Couto para reflectir. Incluindo em termos de causa e efeito.

(Assinalados nossos)


O Papa Francisco não tem culpa...



Elias Couto


Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa. E, portanto, é normal haver quem se entusiasme com o Papa Francisco e não visse nada de interessante no seu antecessor. Seria conveniente, no entanto, não cair na armadilha, potenciada pelas redes sociais, de, para louvar o Papa Francisco, denegrir Bento XVI. E menos ainda se deveria cair na armadilha de faltar à verdade. Afinal, na Igreja, como também ensinou Bento XVI, a única hermenêutica válida, porque a única capaz de a edificar, é a hermenêutica da continuidade, não a da ruptura.

1. Há coisas para as quais não tenho paciência. Uma delas é a falta de rigor com que tantos jornalistas usam as palavras do Papa Francisco para promover agendas alheias ao Papa. Outra, é o modo como os panegiristas do Papa Francisco cultivam uma espécie de populismo próprio de ditaduras terceiro-mundistas, mas muito pouco adequado a uma Igreja com quase dois mil anos de história e 266 papas, desde S. Pedro. O Papa Francisco não tem culpa, mas...

2. Não tenho paciência para o modo como muitos, mesmo católicos, nas aras de incenso elevadas em louvor do Papa Francisco,denigrem os seus antecessores, sobretudo Bento XVI e João Paulo II. Segundo alguns, dá a sensação de termos saído de um longo inverno eclesial, decadente e triste, para a luminosidade de uma primavera sem sombras nem nuvens. Ora, de facto, saímos de anos, alguns deles terríveis, marcados por um esforço titânico para restaurar os muros derrubados e o rosto sujo da Igreja de Cristo, esforço protagonizado, sobretudo, pelos imediatos antecessores do Papa Francisco. Só assim se tornou possível o ânimo com que, agora, tantos se lançam com alegria a viver de novo a aventura da fé, alentados pelo optimismo e pelas originalidades do Papa.

3. «Eu nunca vi, um Papa... estender a mão e tocar as pessoas; abraçar, em vez de dar a mão a beijar; afagar crianças com ternura sem ser para aparecer na foto; que não fala em pecado; dizer que os mais pobres são os que mais praticam a generosidade; dizer que a acção vale mais do que a palavra; dizer que a medida da grandeza de uma sociedade reside no modo como ela trata os mais pobres; dizer que é preciso ouvir os jovens; falar do humanismo desumano que estamos vivendo; dizer que é preciso defender uma realidade humana, valores éticos... antes do Papa Francisco».

4. Não é possível encontrar uma coisa destas espalhando-se pelas redes sociais sem perder a paciência. Basta uma pesquisa rápida na internet para encontrar tudo isto e muito mais nos ensinamentos da Igreja e, para não ir mais longe, nos de Bento XVI e João Paulo II. Dito com outro estilo, sem cair nas boas graças da comunicação social, mas dito, escrito, ensinado, vivido. E, afinal, se o Papa Francisco é o primeiro que «afaga crianças com ternura sem ser para aparecer na foto», o que está a dizer-se dos seus antecessores? Que eram uns hipócritas?

5. Dir-se-á, talvez, que este é o tipo de panegírico exagerado, próprio do calor do momento. Eu, nada adepto deste tipo de «entusiasmos», direi que não é bem assim, pois até em artigos e entrevistas encontro com facilidade a mesma estrutura – o Papa «bom» e os anteriores para esquecer – embora com maior elegância na forma e com mais background teológico nos conteúdos.

6. «Enfim, não é uma «outra Igreja» que tem de nascer. É uma «Igreja outra» que (já) está a surgir. No coração de muitas pessoas». Bastaram seis meses de pontificado?... É obra. «Aliás, o povo de Deus ‘quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado’». Bento XVI lá dizia, com aquele seu jeito humilde e descansado, que o sacerdote «não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade, para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer»: pronuncia as palavras da absolvição, as palavras da transubstanciação... «Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente «ofício», mas sacramento». E também, falando de Deus como «pastor» da humanidade: «O sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: «Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me». E explica: «conhecer» significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo». Claro, isto dá que pensar e não se transforma facilmente num slogan simpático, no qual se vê nascer uma «Igreja outra». Mas foi pensado, dito e redito pelo Papa Bento XVI, como antes por João Paulo II. E, no entanto...

7. Aos católicos não se exige que gostem de cada Papa. E, portanto, é normal haver quem se entusiasme com o Papa Francisco e não visse nada de interessante no seu antecessor. Seria conveniente, no entanto, não cair na armadilha, potenciada pelas redes sociais, de, para louvar o Papa Francisco, denegrir Bento XVI. E menos ainda se deveria cair na armadilha de faltar à verdade. Afinal, na Igreja, como também ensinou Bento XVI, a única hermenêutica válida, porque a única capaz de a edificar, é a hermenêutica da continuidade, não a da ruptura.

8. O Papa Francisco não tem culpa. Tem um estilo muito próprio – como cada papa antes dele. E com o seu modo de ser, com as suas palavras e os seus gestos está a fazer muito bem a imensos fiéis, à Igreja e a tanta gente há muito afastada da Igreja. O problema não é o Papa Francisco, mas aqueles que, «à boleia» do Papa Francisco, procuram a ruptura na Igreja. Podem até fazê-lo por amor à Igreja e ao Papa, mas é um amor equivocado. E, deste modo, em vez de potenciarem a acção do Santo Padre, acabam por reduzi-la a uma caricatura populista que o Santo Padre certamente não deseja e apenas serve para abrir novas feridas na já de si tão abalada unidade da Igreja.





Estados Unidos estão a deixar de ser
um país de maioria protestante



Os Estados Unidos deixarão de contar dentro de alguns anos com uma maioria absoluta de protestantes, segundo revela um estudo do Centro de Pesquisa de Opinião Nacional da Universidade de Chicago.

A instituição constata no seu relatório, publicado em 20 de Julho, que este fenómeno deve-se principalmente à queda do número de fiéis em muitas religiões cristãs, sobretudo entre adolescentes e adultos, e ao aumento de imigrantes de outras religiões.

De acordo com a pesquisa, entre 1993 e 2002 os americanos que se consideravam protestantes caíram de 63% para 52%, depois de durante anos este número se ter mantido estável.

Ao mesmo tempo, os norte-americanos que disseram não pertencer a nenhuma religião aumentaram de 9% para quase 14%. Segundo o estudo, muitas destas pessoas tinham sido protestantes.

A população católica manteve-se estável nos Estados Unidos nos últimos anos. Actualmente, constitui cerca de 25% dos habitantes do país, segundo esta fonte.

Por outro lado, as pessoas que disseram pertencer a outras religiões, incluindo o islão, igrejas ortodoxas ou religiões orientais, passaram de 3% para 7% entre 1993 e 2002. Os judeus constituem menos de 2% sem que houvesse alterações.





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

João Paulo II sobre a «obsessão»
de defender a vida


João Paulo II uma vez concedeu uma entrevista ao respeitado jornalista Vittorio Messori, que lhe perguntou se ele não seria porventura «obsessivo» na sua pregação contra o aborto. O Santo Padre retorquiu-lhe:

«A legalização da terminação da gravidez é apenas a autorização dada a um adulto, com a aprovação de uma lei estabelecida, de tirar a vida a crianças ainda não nascidas e por isso incapazes de se defenderem. É difícil conceber uma situação mais injusta, e é muito difícil falar de obsessão nesta matéria, pois trata-se de um imperativo fundamental de toda a consciência recta – a defesa do direito à vida de um ser humano inocente e indefeso».

(Em Atravessando o Limiar da Esperança, 1994, livro-entrevista baseado nas perguntas de Vittorio Messori)





terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quem é o Governo? Quem é a oposição?
(incluindo a oposição interna oficial dos partidos)








Dra. Damares Alves aborda a perversão
das crianças no Brasil


Dra. Damares Alves
O vídeo da Dra. Damares descreve com provas indiscutíveis, a perversão que o Governo de Lula aplicou e o de Dilma que impõe hoje às nossas inocentes crianças escolares, com o objectivo frio e premeditado de destruir os valores que lhes são incutidos pelos pais, e de confundi-las para assim induzi-las a aceitar desde já, as formas de sexo que oferecem e determinadas aberrações sexuais que existem na sociedade. Destaca também a naturalidade e complacência com que o Governo trata a figura execrável do pedófilo. Ataca por fim com veemência o actual Governo na sua tendência infame de procurar, a todo custo, aprovar o aborto.


Ver vídeo em
http://www.youtube.com/watch?v=r_2uktcM3cI&noredirect=1