terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O homem de hoje é considerado apenas
na perspectiva biológica, alerta o Papa

Dos jornais

O Papa Bento XVI disse que o homem de hoje é considerado apenas em chave biológica, como se fosse um mero «capital humano» ou «recurso» de uma «engrenagem produtiva ou financeira» devido à indiferença à relação mais importante do ser humano: a relação com Deus.
Assim referiu o Santo Padre esta manhã no seu discurso aos participantes da assembleia plenária do Pontifício Conselho Justiça e Paz. Nele o Papa afirmou que «embora a defesa dos direitos tenha feito grandes progressos no nosso tempo, a cultura de hoje, caracterizada, entre outros, por um individualismo utilitarista e um economicismo tecnocrático, tende a desvalorizar a pessoa».
«Isto vem concebido como um ser ‘fluído’, sem consistência permanente. Apesar de estar imerso numa rede infinita de relações e de comunicações, o homem de hoje paradoxalmente parece sempre um ser isolado, porque indiferente a respeito da relação constitutiva do seu ser, que é a raiz de todos os outros relacionamentos, a relação com Deus».
O Papa denunciou logo que «o homem de hoje é considerado chave predominantemente biológica ou como ‘capital humano’, ‘recurso’, parte de um sistema produtivo e financeiro que o domina».
«Se, por um lado, se continua a proclamar a dignidade da pessoa humana, por outro, novas ideologias – como aquela hedonística e egoísta dos direitos sexuais e reprodutivos ou aquela de um capitalismo financeiro desregulado que prevalece na política e desconstrói a economia real – contribuem para considerar o trabalhador e o seu trabalho como bens ‘menores’ e a minar os fundamentos naturais da sociedade, especialmente a família».
O Santo Padre afirmou ademais que «na realidade, o ser humano, constitutivamente transcendente a respeito dos outros seres e bens terrenos, tem uma liderança real que o coloca como responsável de si mesmo e da criação. Concretamente, pelo Cristianismo, o trabalho é um bem fundamental para o homem em vista da sua personalização, da sua socialização, da formação de uma família, a contribuição para o bem comum e para a paz».
«Por isso mesmo, o objectivo do acesso ao trabalho para todos é sempre prioritário, também nos períodos de recessão económica», acrescentou.
«A partir de uma nova evangelização da sociedade pode derivar um novo humanismo e um renovado empenho cultural e projectivo. Esta ajuda a destronar os ídolos modernos, para substituir o individualismo, o consumismo materialista e a tecnocracia, com a cultura da fraternidade, da gratuidade e do amor solidário», disse.
«Jesus Cristo resumiu e cumpriu os preceitos de um novo mandamento: ‘Como eu vos amei, assim amais também vós uns aos outros»; aqui está o segredo de cada vida social plenamente humana e pacífica, e da renovação da política e das instituições nacionais e mundiais. O beato Papa João XXIII motivou o empenho para a construção de uma comunidade mundial, com uma correspondente autoridade, movendo-se pelo amor, e precisamente o amor para o bem comum da família humana», recordou o Pontífice.
«Assim lemos na Pacem in terris: ‘Existe uma relação entre os conteúdos históricos do bem comum de um lado e a configuração dos Poderes públicos do outro’. A ordem moral, isto é, como exige a autoridade pública na convivência para a implementação do bem comum, por consequência exige também que a autoridade para tal campo seja eficiente».
A Igreja, precisou o Papa Bento, «certamente não tem a tarefa de sugerir, do ponto de vista jurídico e político, a configuração concreta de uma tal ordem internacional, mas oferece a quem tem a responsabilidade por esses princípios de reflexão, critérios de julgamento e orientações práticas que possam garantir o quadro antropológico e ético em torno do bem comum».
«Na reflexão, no entanto, deve-se ter em mente que não se deve imaginar um superpoder, concentrado nas mãos de poucos, que dominaria sobre todos os povos, tirando proveito dos mais fracos, mas que toda a autoridade deve ser entendida, antes de tudo, como força moral, faculdade de influir segundo a razão, isto é, como autoridade de propriedade, limitada pela competência e pelo direito», concluiu o Pontífice.
 

Será que a «descolonização» chegou à Europa?


João J. Brandão Ferreira

Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, a URSS implodiu e, num curto espaço de tempo, teve que dar a independência (apesar de, nalguns casos, a mesma ser mais formal do que real) a várias «Repúblicas» do seu vasto império, agregadas a ferro e fogo, à medida que os eslavos russos foram cavalgando as estepes.
Durante muitas décadas o governo soviético andou a espalhar guerras pelo mundo, que apelidou de «libertação» na mira e em nome do «internacionalismo proletário» e na lógica da «Guerra Fria». Ao mesmo tempo que mantinha a sua bota imperialista sobre a Europa Oriental.
Nunca lhe ocorreu questionar – nem a muitos outros, nomeadamente os que atacavam Portugal – se o que faziam aos povos contíguos, não seria colonialismo, ou até pior!
Será que foi por eles terem ido a cavalo e os europeus de navio?
Livres dos russos e com o comunismo desacreditado logo rebentaram os nacionalismos na Jugoslávia. Esquecidos os europeus que os Balcãs são a região mais fracturada e fracturante do velho continente, logo as principais potências ajudaram ao desmembramento daquele país, sendo os objectivos díspares.
Nesta acção destacou-se a Alemanha que espoletou, verdadeiramente, a guerra por aquelas paragens ao reconhecer a Eslovénia, sem ter dado cavaco à UE e à NATO.
Os EUA escavacaram o resto sem querer saber das consequências para os europeus, muito menos para as populações da área.
Voltaram a arranjar um inimigo para a NATO – que estava num impasse sem saber que uso dar aos meios de que dispunha – e inventaram um Kosovo independente à revelia de qualquer senso político. Afinal aquilo é o «quintal das traseiras» da Europa, eles que se desengomem!...
A Espanha, na previsão do contágio que semelhante exemplo podia ter no mal-amanhado (mas muito democrático) xadrez autonómico, que engendraram, logo se apressou a não reconhecer tal independência.
A época pós Tejero Molina abandalhou muito a Espanha mas, em Madrid, ainda há quem se lembre que foi capital dos Habsburgo…
O exemplo frutificou: a seguir veio a Checoslováquia que se separou pacificamente pois não tinha razões para ser de outro modo, dado as duas partes serem homogéneas e equivalentes e estarem coladas com cuspo.
E começaram a afirmar-se nacionalismos na Escócia, Córsega, Norte de Itália e os já clássicos País Basco e Irlanda do Norte. Outros espreitam.
Isto claro, para já não falar na Bélgica que é um país artificial, que esteve, há pouco, mais de um ano sem governo e que, aparentemente, só se aguenta por ter no seu solo as sedes da NATO e da UE…
Reveja-se a evolução do mapa político europeu ao longo dos últimos mil anos e verão que a única fronteira que não mexe é a portuguesa, desde 1297, salvo os 741 km2 referentes a Olivença e seu termo, ilegalmente ocupadas por Espanha, desde 1807, seguramente, desde 1815. Coisa de somenos, certamente, já que não incomoda as almas lusas, à excepção de meia dúzia de «patriotas», termo que virou dos mais infamantes…
Mas até do outro lado do Atlântico pode vir a haver problemas.
Os norte-americanos depois de terem atravessado rapidamente o continente até ao Pacífico, chacinando os bisontes e os índios, fizeram um novo país, metendo os indígenas sobreviventes em reservas e conservando a mão-de-obra escrava vinda de África.
Quando se viram livres dos «Casacas Vermelhas» e retiveram os impostos só para si, decidiram que também não queriam mais soberanias europeias no «seu» continente e vá de ajudar a correr com eles.
Depois pensaram que aquelas terras por onde tinham colonizado portugueses e espanhóis, faziam jeito e logo promoveram a política da canhoneira, à mistura com a doutrina isolacionista de Monroe, de 1828. O ponto crucial desta estratégia ocorreu em 1898, com a guerra miserável que fizeram à Espanha, em Cuba e …… nas Filipinas.
O resto também é conhecido.
Na segunda metade do século XIX as coisas correram de tal modo mal, que degeneraram em guerra civil entre 1861–1865, entre o Norte industrializado e o Sul rural, que se queria separar da União e cuja fricção maior se deveu à emancipação dos escravos.
Esta guerra deixou marcas até hoje, que foram sendo esbatidas pelo tempo e pelo estatuto de superpotência entretanto conquistado.
Mas eis que, actualmente, os problemas económicos, financeiros e políticos são de tal monta, que estão a abrir brechas no todo, com petições a correrem em muitos estados contra o governo federal, algumas pedindo a independência.
A ficção pode sempre tornar-se realidade e, como diz o povo, cá se fazem cá se pagam…
*****
Vem tudo isto a propósito do que se vem passando na Catalunha.
A Catalunha pertenceu ao antigo Reino de Aragão, que foi uma média potência no século XV, e que se uniu a Castela através do casamento dos respectivos monarcas, Fernando e Isabel, em 1469. De seguida aqueles que viriam a ter o título de «Reis Católicos», juntaram forças para a conquista do Reino de Granada, formando-se deste modo a actual Espanha, em 1492.
E assim se tem mantido apesar da grande revolta entre 1640 e 1652, revolta esta que permitiu aos portugueses sacudirem o jugo Filipino e voltar a terem uma dinastia nacional, a partir do 1.º dia de Dezembro de 1640 – data que o actual governo, parceiros sociais e PR querem, estupidamente, anular da lista dos feriados nacionais, quiçá da memória colectiva.
As feridas voltaram a abrir-se durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), entretanto suturadas à força, pela Falange de Franco, mas não saradas.[1]
Os fantasmas da independência voltaram a surgir nos últimos anos e a crise financeira só os agudizou.
Vai ser um problema bicudo que os povos da Espanha vão ter que resolver, de preferência sem derramamento de sangue.
Sendo um problema interno espanhol, o mesmo pode internacionalizar-se num ápice, como acontece quando qualquer problema possa ferir interesses de outras potências, independentemente dos «belos» princípios do Direito Internacional, entretanto proclamados ao ímpeto dos «ventos da História», sempre soprados por quem goza do poder real, à época.
O que fere os sentidos, no caso vertente, é a impudicícia e o tom leviano e displicente como é tratado pela comunicação social e nos meios políticos, um tema dos mais relevantes, como é o caso da soberania das nações.
Dito de outro modo, discute-se, na praça pública, temas fundamentais da nossa existência como se estivéssemos a combinar uma ida ao cinema…
Outra coisa que impressiona é ver que a maioria da argumentação pró e contra a independência ter a ver com a solução política que garanta um melhor nível de bens materiais.
Então uma Nação e uma Pátria esgotam-se nisso? Tudo se resume a uma página de um (mau) contabilista, do «deve e do haver»? E se a situação reverter, muda-se outra vez de camisola?
Tem sido baseado nisto, aliás, que muitas parvoíces têm sido ditas e feitas, entre nós, sobretudo relativamente à «Região Autónoma da Madeira», e à argumentação idiota de muitos compatriotas, ao exalarem da boca para fora que «não se importarem de serem espanhóis, pois lá vive-se melhor».
Já se esqueceram, certamente, que nos anos 40 e 50 do século XX, os «Manolos» andavam de alpergatas e com um cordel a fazer de cinto, e que o escudo valia duas pesetas até perto de 1974… Já deviam ter aprendido que os «fumos da Índia» são efémeros!
De facto as sociedades andam profundamente doentes e desequilibradas.
Substituir Cristo na Cruz, pelo cifrão da Wall Street, dá nisto. Como já tinha dado o deserto frio e árido do «Materialismo Dialético», e como continua a dar a tentativa de substituir todos os Deuses pelo «Supremo Arquiteto»…
Não estando em causa o princípio da «Autodeterminação dos Povos» (que, recorda-se, nenhum governo português, até hoje, pôs em causa) não se pode, também, negar à restante Espanha o direito de se opor aos desígnios catalães.
A situação está longe de ser simples e pacífica, e para qualquer lado para onde nos viremos só se vislumbra um enormíssimo «saco de gatos».
Em primeiro lugar a Espanha corre o risco de se partir toda, o que não é nada despiciendo de considerar. Depois temos que a Constituição Espanhola, naturalmente, proíbe separatismos. O Rei e os militares juraram a Constituição (presume-se que as cabeças dos restantes órgãos de soberania, idem).
O Rei «comanda» os militares (não é bem como cá); apesar de ser uma história (ainda) mal contada, foi Juan Carlos quem meteu os blindados de Milan del Bosch de novo nos quarteis.
É claro, que nos tempos que correm, já quase ninguém arrisca morrer por causas, mas estas coisas vão e voltam. Fiquemos por aqui.
Internacionalmente é igualmente complicada a situação. Em primeiro lugar a nível da NATO e da UE. A confusão seria mais que muita e, certamente, que a Espanha vetaria a entrada da «nova» Catalunha, nestas organizações.
A UE, por seu lado, tem muitas responsabilidades neste estado de coisas, por via do esbatimento de fronteiras, da tentativa de amalgamento das gentes, da «Europa das Regiões», das negociações directas com Bruxelas, etc.. A partir do Tratado de Maastricht e do «Euro», o «Politburo» europeu lançou os países aderentes num movimento uniformemente acelerado rumo ao desastre e á implosão!
E até pode acontecer que a Catalunha se transforme numa espécie de Covadonga ao contrário, isto é, local de início da reconquista muçulmana do «Al Andaluz».
De facto a Catalunha tem a 3.ª maior percentagem de emigrantes muçulmanos da Europa, depois da França e da Bélgica. E tem localidades onde essa percentagem sobe aos 40%. São já cerca de 450 000, ou seja 6% do total. E a maioria deles pertence ao ramo fundamentalista «Salafita» que defende essa reconquista, e apoia a independência…
Numa perspectiva mais alargada, convém lembrarmo-nos que o antigo Reino de Aragão não se confinava à Península Ibérica, entrava pelo sul de França (Aquitânia e Midi Pirenéus). Ora não estamos a ver a França, que já tem o problema do País Basco e da Córsega, teve três guerras com a Alemanha, com a questão da Alsácia Lorena sempre presente e tem outras potenciais zonas de fractura, a olhar para uma eventual independência da Catalunha de ânimo leve.
Do Reino de Aragão fizeram parte ainda as Baleares e a Comunidade Valenciana, hoje regiões autónomas (são 19…). Estas manter-se-ão assim ou quererão integrar um novo país?
Já agora, os antigos Reinos de Nápoles e das Duas Sicílias também foram Aragão durante muito tempo. Ficarão imunes? Aqui a questão será mais pacífica, mas o Estado Italiano, em pré bancarrota e com potenciais acções de secessão nas fronteiras do Norte, ficará tranquilo?
Quem aparenta estar tranquilo é o Estado Português, «no passa nada»!
Só tem olhos, ouvidos e narizes para a «Troika». Anda de trela curta.
A esmagadora maioria da população tem dificuldade em se aperceber o que se passa, habituada (e anestesiada) que está a espreitar a «casa dos segredos» e empenhada nos eventos futebolísticos, que de nacional já quase não têm nada a não ser as dívidas.
Começou agora a vir para a rua, em desespero, gritar que lhe estão a ir ao bolso, depois de três décadas em que lhes calaram a consciência com «subsídios» emprestados, férias e eletrodomésticos a cartão de plástico e muita demagogia, a troco de votos…
O Governo continua, alegremente, a desmantelar os pilares da Soberania, sobretudo o mais importante de todos que é a Instituição Militar (parou um pouco nas polícias pois tem as barbas a arder).
E o Senhor Ministro para a tropa, perdão, da Defesa, anda empolgado em fazer acordos de defesa com a Espanha (com ou sem a Catalunha?)…
Para além dos problemas económicos que daí advirão, existem dois grandes perigos para o nosso país resultantes de um conflito na Catalunha: evitar que os «cacos» venham parar ao lado de cá da fronteira (recorde-se novamente a Guerra Civil de Espanha); e precaver-nos contra uma eventual tentativa de cobrança compensatória, relativamente a Portugal, como já aconteceu noutras crises do passado – Olivença também foi vítima disso – nomeadamente na sequela da Guerra de 1898, já citada.
A questão do contágio do exemplo para o nosso país não parece crível – apesar de tudo, a atitude do Dr. Jardim e dos seus sequazes, não passa de uma chantagem barata e de mau gosto, mesmo assim, inadmissível.
Portugal é o Estado–Nação mais coeso e perfeito, em todo o mundo e sempre exportou o seu modo de ser para todo o mundo onde arribou e só se foi desintegrando por acções externas.
Mas, cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
O Mundo foi sempre um local perigoso.
E tem dias piores 
[1] Outros marcos que merecem referência são a perda completa da autonomia da Catalunha, em 1714, na sequência da Guerra da Sucessão de Espanha e o renascimento moderno da autonomia política, no final do século XIX através do «Movimento Renaixença», onde pontificou Francesc Cambó.
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Conservar o latim ajudará as futuras gerações
a conhecerem a fé — afirma autoridade vaticana


O professor Ivano Dionigi, designado pelo Papa Bento XVI como presidente da nova Pontifícia Academia de Latinidade, afirma que o seu trabalho servirá para dar respostas às gerações do futuro perante qualquer dúvida de fé. 
O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, e o Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, apresentaram no Palácio São Pio X, no Vaticano, a nova Academia de Latinidade. 
Para instituir o novo organismo, no dia 10 de Novembro, o Papa Bento XVI emitiu a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio «Latina Lingua». O seu objectivo é promover e valorizar a língua e a cultura latina. 
No dia 22 de Novembro, o Prof. Dionigi, Reitor da Alma Mater Studiorum (a Universidade de Bolonha), explicou em entrevista que, embora os textos clássicos sejam sempre os mesmos, cada época tem as suas próprias perguntas, e conhecer o latim ajudará a dar respostas à nossa fé, seja qual for a época. 
A Academia de Latinidade dependerá do Pontifício Conselho da Cultura e será formada por um máximo de 50 membros — académicos e estudiosos da matéria, nomeados pelo Secretário de Estado Vaticano, enquanto a nomeação do Presidente e do Secretário competirá ao Papa. 
Ao instituir a academia, Bento XVI disse que desde o Pentecostes, a Igreja falou e orou em todas as línguas dos homens, e, entretanto, as comunidades cristãs dos primeiros séculos usaram amplamente o grego e o latim para a comunicação universal no mundo em que viviam. Graças a isso, levaram assim às novas gerações a Palavra de Cristo. 
O Prof. Dionigi expressou que é importante que o latim seja profundamente conhecido, especialmente nas escolas e universidades religiosas, para assim poder «criar um laço entre estas disciplinas da história, das línguas modernas, com a língua latina». «O latim não é um fim, mas um meio para outras disciplinas», recorda. 
Para o Dr. Dionigi, o latim é uma língua em risco de desaparecer, uma língua de poucos, com o risco de parecer um fenómeno mais ideológico que cultural, como um símbolo dos conservadores, e portanto «é necessário dinamitar este preconceito».
Acima de tudo «é necessário restaurar esta língua nos institutos religiosos e nos seminários, porque é impensável que aqueles que chegam ao grau sacerdotal, para os estudos de ética, de teologia…», observou.
«O grande trabalho para esta academia pontifícia, será relacionar o Vaticano com o mundo laico, e em particular com as universidades», concluiu.
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Político católico derrota pressões do lobby gay
e vence eleição no Parlamento Europeu


Superando as fortes pressões do lobby gay e abortista contra a sua eleição, o político católico maltês Tonio Borg foi confirmado para a Comissão de Saúde e Consumo da União Europeia.

O Parlamento da União Europeia decidiu a vitória de Borg ontem, 21 de Novembro de 2012, por 386 votos a favor, 281 contra e 28 abstenções.

Conforme assinala a plataforma espanhola pró-família HazteOir (HO), esta votação «vinha precedida de uma formidável polémica internacional, provocada pela agressão de determinados lobbys radicais – financiados pela própria União Europeia».

Entre estes grupos estão a Federação Humanista Europeia, a Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA) e a multinacional abortista Federação Internacional de Planeamento Familiar (IPPF), «quiseram impor o veto ao político maltês exclusivamente por convicções morais e religiosas».

Com o caso Borg, assinala HazteOir (HO), «o verdadeiro respeito por um dos valores indisputáveis da Europa – a liberdade de consciência – foi novamente posto à prova. E o resultado, defendido por milhares de cidadãos através do alerta da HazteOir (HO), não podia ter sido mais satisfatório: venceu a liberdade. Venceram os cidadãos».

O alerta do grupo espanhol HazteOir (HO) pedindo a nomeação de Borg passou de 21 mil assinaturas no dia 20 de Novembro a 37 526 (mais de 15 mil novas assinaturas) em menos de 24 horas.

Durante as últimas semanas Borg, ministro maltês de Assuntos Exteriores foi submetido ao escrutínio do Parlamento Europeu para comprovar a sua idoneidade para o cargo.

Como parte do processo de escrutínio do Parlamento da União Europeia, Borg respondeu por escrito a cinco perguntas dos deputados e respondeu às perguntas dos representantes de três comissões parlamentares numa audiência com cerca de três horas.

 

Bonecas para rapazes para
«evitar discriminação de género» na Suécia


Top Toy, a maior produtora de brinquedos da Suécia, encarregada da franquia Toys R Us nesse país, viu-se «obrigada» a publicar no seu catálogo publicitário imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de «discriminação de género».
Nos catálogos da Top Toy, uma menina foi apagada digitalmente de uma página com a figura da «Hello Kitty», a camiseta de outra menina, que originalmente era rosa, foi pintada de azul claro, e uma menina que tinha nos braços uma boneca de bebé foi substituída por um menino, entre outras modificações.
A loja de brinquedos sueca explicou à imprensa que tinha recebido «treinamento e guia» de uma agência auto-regulatoria de publicidade para que os seus anúncios fossem de «género neutro».
No passado, Top Toy foi repreendida pelos reguladores publicitários por «discriminação de género» num catálogo anterior, no qual aparecia um menino disfarçado de super-herói e uma menina vestida de princesa.
Em declarações recolhidas pelo jornal britânico The Daily Mail, o director de vendas da loja de brinquedos referiu que «ao longo de muitos anos, vemos que o debate de género se tornou tão forte no mercado sueco que tivemos que nos ajustar».
«Com o novo pensamento de género não há nada que seja correcto ou incorrecto. Não é uma coisa de menino ou menina, é um brinquedo para crianças», disse.
A Suécia viu-se envolvida na polémica em meados de 2011, quando foi apresentado na sua capital Estocolmo, o projecto do jardim de infância Egalia, que procurava educar os menores sem tratá-los como meninos ou meninas, para que cada um escolhesse desde pequeno a sua «orientação sexual».
Nessa ocasião, a médica psiquiatra Maíta García Trovato explicou ao grupo ACI que esta situação «além de ser absurda até poderia configurar uma forma de mau trato infantil» e sublinhou que «as crianças não são porquinho da Índia para serem submetidas a este tipo de experimentação social».
«A tentativa de introduzir a ideologia de género desde os primeiros anos de vida é uma das estratégias desenhadas pelos promotores da mesma. No afã de ‘lutar contra os estereótipos’ esquecem coisas tão óbvias como a diferença sexual que faz a complementariedade de duas pessoas e as leva a formar um bem que todas as sociedades protegem por ser o habitat do ser humano: a família», referiu.
A doutora García Trovato remarcou que «a identidade sexual é a íntima convicção que todos temos de pertencer a um determinado sexo e é uma das primeiras que se estabelecem na espécie humana».
«Porque desprezá-la? Porque despertar insegurança nas crianças neste aspecto tão importante para a sua vida? Com que propósito? Que sociedade se procura? Além disso, e não menos grave, é lícito utilizar os pequenos para experimentações sociais?», questionou.
A psiquiatra sublinhou que «as crianças têm direitos. Os adultos, têm deveres. Entre outros, o de velar pela sua segurança física, mental, emocional e moral».
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para acabar de vez com o equívoco (ou não)
da social-democracia e outros mitos


Heduíno Gomes

1 — Historicamente, a expressão social-democracia tem origem em França, em Fevereiro de 1849. Depois de derrotados na Revolução de 1848, os grupos revolucionários agrupam-se no Partido Democrata-Socialista ou Social-Democrata, sendo esta forma abreviada (social=socialista) a mais comum.
Mais tarde, nos anos 60 do século XIX, na Alemanha, surge a revista Der Sozialdemokrat, que contribuiu também para baptizar assim e organizar o movimento socialista.
Nem Marx nem Engels gostavam da expressão, que toleravam mas qualificavam de «elástica». Contudo, dada a sua popularidade, acabaram por aceitá-la na I Internacional. E, dada a influência de Marx e Engels no movimento socialista, nos anos 80 social-democrata já era sinónimo de marxista.
Lenin utilizou igualmente a designação desde o início da sua actividade política nos anos 90 e só a abandonou em Abril de 1917, rebaptizando o seu partido, o Partido Operário Social-Democrata da Rússia, entretanto adjectivado de bolchevique, em Partido Comunista da Rússia, adjectivado do mesmo modo. A sinonímia entre social-democracia e comunismo haveria de acabar definitivamente apenas com a fundação da III Internacional, ou Internacional Comunista, ou Komintern, em 1920.
Depois disto, os partidos não comunistas que vinham da II Internacional (1889) não se livraram inteiramente do marxismo, permanecendo neles conceitos marxistas sobre a sociedade, excepto a via revolucionária para atingir os objectivos.
Quando da fundação da Internacional Socialista, em 1951, as referências ao marxismo e toda a confusão ideológica com o marxismo ainda não haviam sido eliminadas. Apenas em 1959 essas referências ao marxismo haveriam de desaparecer.
Contudo, com referências ou sem referências ao marxismo, a verdade é que os macacos continuaram no sótão dos socialistas. A visão da maioria dos problemas da sociedade por socialistas — chamem-se eles sociais-democratas ou trabalhistas —, continuou inquinada pela ideologia marxista e variantes submarxistas, estatistas e colectivistas.
Por mais voltas que lhe sejam dadas, isto é que é realmente o socialismo democrático ou social-democracia. Não há disfarce possível.
2 — O partido que, entre nós, se chamava «Partido Popular Democrático» passou a chamar-se, em 1977, «Partido Social Democrata», aparecendo umas vezes grafado com hífen, outras vezes sem ele, o que são coisas bem diferentes. Mas a verdade é que os autores que assim escrevem, na maioria dos casos, nem se apercebem da diferença.
3 — A designação do partido com hífen, como vimos, significa socialista. Sem hífen, significa que o partido é social e também democrata, não necessariamente social-democrata. Portanto, a designação sem hífen presta-se ao equívoco. Esta nuance é demasiada areia para a camioneta dos aprendizes de ideólogos que pontuaram no PPD e PSD.
Alguns deles tentam forçar as palavras a seu jeito, adocicando-as (para se dizerem não socialistas) ou carregando-as (para se dizerem não liberais).
Pura manipulação das palavras, eventualmente com uma forte dose de ignorância.
4 — O mais grave dentro do PSD não é o equívoco linguístico. O mais grave é mesmo algumas pessoas terem conceitos marxistas, adocicados ou não, quer no estilo revisionista Bernstein, quer no estilo Marx original (o tecnocrata Cavaco diz que é bernsteiniano). Estes camaradas não são os 99,9% das pessoas do partido nem do seu eleitorado.
Se querem ignorar o significado das palavras, que ignorem. Se querem ser os continuadores da manipulação da linguagem, que continuem. Mas não esperem qualquer contemplação no esclarecimento ideológico e no confronto político.
5 — Segundo rezam as crónicas, o Partido Popular Democrático foi assim designado em 1974 porque, nos primeiros dias de Maio desse ano, um outro partido designado social-democrata,o efémero Partido Cristão Social Democrata, se antecipou de 48 horas na sua apresentação pública.
Como diz o ditado, há males que vêm por bem.
6 — O Programa de 1974 do Partido Popular Democrático é um inacreditável tratado de esquerdismo socialista. Na linguagem, com socialismo por todo o lado, alternado com social-democracia (o objectivo era o socialismo e a via para lá chegar seria então a social-democracia!?...), na referência ao marxismo, nos conceitos, nas políticas socializantes (economia, educação, cultura, etc.), o Programa, comparado ao «moderno» socialismo de 1959 da Internacional Socialista, é um dinossauro.
7 — Em Sá Carneiro, mesmo considerando as suas limitações de cultura política, social-democracia não era apenas um equívoco: ele era realmente socialista nos conceitos e políticas.
Mais ainda, Sá Carneiro pretendeu que o PPD se integrasse na Internacional Socialista. Só não o conseguiu porque Mário Soares já era da casa e tinha naturalmente preferência.
Mais uma vez, há males que vêm por bem.
8 — No PPD, os complexos de direita eram tais que foi colocado no Programa um ponto gravíssimo no que respeita à defesa de Portugal e do Ocidente: em plena guerra-fria, com o imperialismo soviético em expansão (Vietnam, Laos, Cambodja, África — aqui graças ao MFA) e o PCP de garras afiadas, era preconizada a saída de Portugal da NATO...
Mas que grande consciência geoestratégica!
9 — Tendo sido convidado a integrar o Partido Socialista, Sá Carneiro não aceitou, apesar do seu Programa, na essência, pouco ou nada diferir do Programa do PS — excepto na linguagem deste, mais carregada de marxismo, e, em contrapartida, na saída de Portugal da NATO por parte do PPD. Contudo, Sá Carneiro queria que o Partido integrasse a Internacional Socialista.
Fica ao cuidado dos psicólogos a tarefa de descortinar os porquês da não adesão de Sá Carneiro ao PS e, entretanto, pretender que o Partido aderisse à Internacional Socialista.
10 — Na realidade, as pessoas que aderiam ao PPD, e depois ao PSD, faziam-no fugindo ao socialismo do PS. Hoje, o fenómeno permanece. E isto acontece porque ignoram a doutrina oficial (ou oficiosa, nem se sabe) do PSD. A estas pessoas nada há a apontar. A quem há que apontar o dedo é aos mentores desta ideologia analfabeta e aos que pretendem prolongar a fraude da social-democracia.
Existe, pois, uma grande diferença entre a base do PSD e os profissionais, ou candidatos a sê-lo, dessa social-democracia ou socialismo.
11 — Ao longo dos anos, dentro do PPD e PSD, o sector com mais complexos de direita, snob ou sindicalista, alimentou a ideia de que o Partido teria de ser –– ou dizer-se… –– social-democrata. Aqueles que, no seu interior, não fossem –– ou não se dissessem… –– sociais-democratas não seriam bondosos nem amigos dos pobrezinhos.
12 — Neste labirinto ideológico laranja, também a puxar pela social-democracia, surgem os chamados «católicos progressistas», influenciados pela confusa ideologia personalista de Mounier e por alguns textos irrealistas provenientes de certos sectores «avançados» da Igreja nos anos 60.
13 — Um dos aspectos da manipulação operada pelos camaradas sociais-democratas é oporem o liberalismo à social-democracia — isto é, ao socialismo —, como se não houvesse alternativa, como se não existisse outra concepção do Estado e das políticas, na economia, na educação, na saúde, na assistência, na justiça, etc. Ou és social-democrata, ou és liberal — o que é uma estrondosa mentira!
A verdade é que a defesa da Civilização e do bem comum no mundo nada devem nem à social-democracia nem ao liberalismo. Antes pelo contrário!
14 — Curiosamente, os «herdeiros» de Sá Carneiro, dos quais Santana Lopes sempre foi o campeão, levantam a bandeira do ícone para defender supostas posições de direita (?!) — o que demonstra mais uma vez que a ideologia política no PPD e PSD sempre foi uma mentira, um monte de slogans, superficialidades e incongruências a serem utilizadas segundo as conveniências de cada barão em cada momento de luta pelo poleiro.
15 — Conclusão: dado que a designação do partido com hífen significa socialista e sem hífen se presta, no mínimo, ao equívoco, o partido deve regressar à sua primitiva designação PPD, limpar da sua linguagem a expressão social-democracia, com ou sem hífen, e repudiar tal conceito como socialista, quer de ontem, quer de hoje.
16 — Outra conclusão: o antídoto para toda esta manipulação e confusão é a formação política séria dentro do Partido. A isso todos os «grandes líderes» têm fugido. Porque será?... Sim, porque será que tantos professores universitários têm mantido o seu partido ao nível da primária?
Uma honrosa excepção: Carlos da Mota Pinto. Ele tinha um programa de reformulação do Partido contemplando a formação dos seus membros. Morreu e com ele o projecto.
Seguiram-se o Cavaco e os outros, e com eles se manteve a confusão, o obscurantismo e os poleiros.
Hoje, finalmente, os «grandes líderes» vão nus. É a boa ocasião para reactivar o projecto Mota Pinto.
 

domingo, 25 de novembro de 2012

Portugal - Tempo de Todos os Perigos

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sábado, 24 de novembro de 2012

Mar de gente na França diz sim
ao matrimónio autêntico
e não às uniões invertidas


Uma maré humana de 250 mil pessoas saiu às ruas na França para expressar o seu apoio ao autêntico matrimónio, formado por um homem e uma mulher, e manifestar o seu repúdio ao projecto de uniões invertidas que actualmente está em debate nesse país.

As centenas de milhares de franceses que saíram às ruas de Paris, Toulouse (10 mil), Lyon (27 mil), Marselle (8 mil), Nantes (4 500) e Rennes (2 500) entre outras cidades francesas como Metz, Dijon e Bordeaux, expressaram o seu absoluto repúdio à proposta do presidente da França, François Hollande, de equiparar as uniões invertidas ao matrimónio.

A jornada em defesa do matrimónio e da família realizou-se no dia 17 de Novembro. Pessoas de distintos credos e sem distinção de afinidade política, levando balões azuis, brancos e cor-de-rosa, reuniram-se para recordar que as crianças têm direito a ter um pai e uma mãe.

Entre os distintos lemas que foram observados nos cartazes estiveram: «Não há nada melhor para uma criança que ter pai e mãe», «Nem progenitor A nem B: pai e mãe são iguais e complementares», «As crianças nascem com direito a ter pai e mãe», «Não ao projecto do matrimónio dos invertidos», entre outros.

Uma das manifestantes, que participou na marcha em Paris, referiu que «o matrimónio é a união entre um homem e uma mulher. Essa é a base da sociedade».

Em Lyon marcharam juntos o arcebispo local, cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da mesquita muçulmana da cidade, Kamel Kabtane, que assinalou: «compartilhamos os mesmos valores fundamentais e devemos defendê-los juntos».

Nesta cidade os que apoiam o mal chamado «matrimónio» invertido organizaram uma violenta contra-manifestação que teve que ser controlada pela polícia, que prendeu 50 pessoas identificadas como simpatizantes de organizações pró-invertidas.

Também algumas activistas do grupo feminista «Fem» tentaram boicotar a manifestação a favor do matrimónio. Marcharam seminuas, com véus à maneira de religiosas católicas e com mensagens contrárias à Igreja pintadas no tórax.

O presidente François Hollande prometeu na sua campanha eleitoral apoiar o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo e no dia 7 de novembro apresentou o polémico projecto no conselho de ministros, que ganha cada vez mais oposição por parte do povo da França.

A religião católica não aprova o mal chamado «matrimónio» invertido porque atenta contra a natureza, sentido e significado do verdadeiro matrimónio, constituído pela união entre um homem e uma mulher, sobre a qual se forma a família.

A Santa Sé e os bispos em diversos países do mundo denunciaram que as legislações que pretendem apresentar «modelos alternativos» de vida familiar e conjugal atentam contra a célula fundamental da sociedade.
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Amnistia Internacional é questionada
por não defender os seus empregados



A organização abortista Amnistia Internacional (AI) enfrenta um dos momentos mais críticos na sua história, ao sofrer paralisações e protestos dos seus trabalhadores em todo o mundo. Eles questionam a capacidade da organização para defender os direitos humanos já que é incapaz de velar pelos direitos dos seus próprios empregados.
Conforme informa o jornal britânico The Independent, depois de um processo de reorganização estrutural, que inclui dezenas de demissões, a AI enfrenta protestos dos seus funcionários nas suas sedes de todo o mundo, de forma particular nos escritórios de Senegal, Paris (França), Uganda, Beirute (Líbano), Nova Iorque (Estados Unidos), Hong Kong (China) e Johannesburgo (África do Sul).
Entretanto, refere o jornal britânico, o problema poderia ser tão profundo como uma «luta pela alma» da organização.
A Amnistia Internacional foi fundada em Londres (Reino Unido) em 1961, pelo advogado católico Peter Benenson, como uma instituição defensora dos direitos humanos, particularmente dos prisioneiros por objecção de consciência e dos que foram presos por causa da fé, sob regimes autoritários.
Com o seu trabalho neste campo, a organização recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1977.
Depois dos ataques da Al Qaeda às torres gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, a AI decidiu modificar o seu enfoque a direitos económicos, sociais e culturais.
Poucos anos depois, em 2007, a Amnistia Internacional decidiu apoiar a legalização do aborto como um direito em todo o mundo, o que levou a que a Igreja Católica deixasse de ajudá-la.
Nessa ocasião, o então presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Renato Martino, assegurou que «a Igreja Católica deixará de financiar a Amnistia Internacional (AI), devido à sua mudança de posição».
Depois deste anúncio, muitas organizações católicas do mundo inteiro deixaram de colaborar com o organismo abortista.
A Amnistia Internacional também acrescentou à sua lista de direitos humanos a promoção do mal chamado «matrimónio» homossexual. 
Alan Scott, um trabalhador sindicalizado da AI citado pelo The Independent, descreveu a organização abortista como «um dos empregadores mais mentirosos» que conheceu.
Scott advertiu que a «Amnistia Internacional não pode ser uma organização defensora dos direitos humanos confiável se não respeitar os direitos dos seus trabalhadores».
The Independent assinalou que no meio da confusão interna que se vive na Amnistia Internacional, alguns estão denunciando que a organização procura «construir a marca Amnistia» para recrutar mais membros e conseguir mais dinheiro.
Um informador do jornal britânico, que está por dentro da Amnistia, advertiu que a organização «poderia interessar-se mais em ajudar as pessoas do que usá-las como emblemas de problemas que precisam de ser abordados, do que pedir-lhes que assinem um documento para que possamos publicar a sua história para conseguir recursos».
«Actualmente estamos mais preocupados em ter um escritório na Índia, e conseguir recursos locais, do que fazer um trabalho pelos direitos humanos básicos», denunciou.
A fonte interna do jornal britânico criticou que a AI lançou uma campanha na defesa do grupo Pussy Riot, que protestou na catedral cristã ortodoxa de Moscovo contra o presidente da Rússia, «porque está na moda, procurar o imediatismo e saltar de um tema para o outro».


Saiba como deve responder ao fisco!


O Diário de Notícias cometeu a ousadia de perguntar ao gabinete de Pedro Passos Coelho se o senhor primeiro-ministro se dera ao cuidado de pedir factura do aluguer da sua casa no Algarve. Visto que o aluguer sazonal de habitações de Verão é uma das formas habituais de fuga ao fisco, o DN achou a pergunta pertinente. Mas Pedro Passos Coelho considerou-a uma evidente violação do «foro privado», porque «não estão em causa dinheiros públicos».
Da próxima vez que um inspector das finanças lhe perguntar se negociou as obras de casa ou o arranjo do carro sem factura e sem IVA, já sabe o que deve responder.