sábado, 14 de novembro de 2015


Begonha: «especialista em terrorismo»?


Luís Lemos

O general Rodolfo Begonha, dito «especialista em terrorismo», foi um dos comentadores da SIC na noite dos ataques terroristas de Paris.

Na linha politicamente correcta, diz o «especialista em terrorismo» que não se trata do islão mas de um certo islão.

Este general, pelos vistos, além de ser «especialista em terrorismo», é especialista em islamismo.

É gente desta que ocupa lugares-chave na nossa segurança, fazendo coro com os políticos e jornalistas que têm conduzido o Ocidente à catástrofe.







Iniciativa contra o acordo ortográfico





http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT78867









quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Diz-me com quem andas...


José António Saraiva, Sol, 9 de Novembro de 2015

Há vários Partidos Socialistas – como há vários Partidos Sociais Democratas e vários Cê-Dê-Esse...

O PS de Soares era um, o de Sampaio era outro, o de Guterres outro ainda, o de Sócrates também – e o de António Costa idem.

No tempo de Guterres, o PS – que se reclamava da «terceira via» – era um partido situado ao centro, rejeitando quaisquer entendimentos com o PCP.

Lembro-me de conversar com Guterres sobre este assunto na Versalhes, quando ele ainda estava na oposição; à minha pergunta sobre por que não fazia uma frente de esquerda com o PCP para ganhar as eleições, ele rejeitou vigorosamente a ideia, dizendo que isso seria fatal para o PS.

Nessa altura o PS era dirigido por pessoas dialogantes ao centro, que consideravam o Partido Comunista um partido antidemocrático.

No tempo de Sócrates as coisas mudaram.

Não ideologicamente, pois o PS continuou rigorosamente ao centro.

Aliás, Sócrates sempre elogiou Guterres, chegando a dizer-me que era «a pessoa mais inteligente» que ele conhecia.

A grande mudança no PS foi ao nível das pessoas que passaram a rodear o líder.

Armando Vara, José e Paulo Penedos, Rui Pedro Soares, Vítor Escária, etc., criaram um núcleo à volta de Sócrates que rapidamente estabeleceu relações de cumplicidade com empresários e banqueiros, facilitando os negócios.

Havia também uns ideólogos, como Augusto Santos Silva e Silva Pereira, mas o núcleo que verdadeiramente decidia era o outro, como é possível constatar pelas conversas telefónicas.

Aliás, Santos Silva ou Silva Pereira não deviam saber metade do que era discutido no círculo próximo do líder.

Agora, com a subida de António Costa ao poder, as pessoas voltaram a mudar no PS.

Já não são os moderados e dialogantes do tempo de Guterres.

Já não são os negociantes duvidosos do tempo de Sócrates.

São uns trauliteiros que não respeitam algumas regras elementares.

É inadmissível que António Costa não tenha estado na posse do novo Governo.

Para lá da guerra das palavras, há uma coisa que se chama «urbanidade» e regular relacionamento institucional.

As pessoas que hoje rodeiam Costa transmitem uma imagem que não se coaduna com a de um partido moderado.

Vejam-se as recorrentes tiradas de Carlos César, o presidente do partido, e comparem-se com o que dizia Almeida Santos ou mesmo Maria de Belém.

Veja-se a linguagem terrorista usada por João Galamba ou Capoulas Santos, e compare-se com a dos dirigentes do tempo de Guterres.

Vejam-se as intervenções de Ferro Rodrigues, que mesmo na posse como segunda figura do Estado não foi capaz de evitar uma postura agressiva e rezingona, totalmente contrária ao espírito da função, com indiretas ao Presidente da República.

Vejam-se as caras de todos à saída das reuniões com o Presidente da República: as expressões de António Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes, Ferro Rodrigues…

Friso mais soturno era impossível.

Não foi por acaso que um certo tipo de pessoas rodeou Guterres, outro tipo rodeou Sócrates e outro ainda rodeia Costa.

António Costa é o espelho daquelas pessoas que o rodeiam – ou vice-versa.

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

O grupo que acompanha Costa não engana ninguém.





domingo, 8 de novembro de 2015


Rui Marques

— o maior demagogo e mercenário de cá

na questão dos chamados «refugiados»


L. Lemos

Fixem as trombas deste traidor e oportunista, mercenário do plano de infiltração muçulmana e de destruição da Civilização ocidental. É convidado de vários programas de televisão, onde vai ladrar a favor do negócio montado. E até cita o Bergoglio como aliado. Não admira.






sábado, 7 de novembro de 2015


O casamento gay

matou a amizade masculina?


Henrique Raposo, Expresso Diário, 5 de Novembro de 2015

Um grande amigo considera que o casamento gay matou a velha pureza da fraternidade masculina, nunca mais haverá bandos de irmãos como antigamente, nunca mais entraremos num balneário ou caserna da mesma forma, alguma coisa se quebrou, diz. Confesso-me dividido. Por um lado, uma certa agenda gay convocou uma absurda carga de cinismo para as proximidades de qualquer relação entre homens. Por exemplo, não é possível pesquisar artigos sobre «Moby Dick» sem encontrarmos lixo homoerótico que transforma Ishmael num amante de Queequeg. Então não era óbvio que eram gays? Em recônditos departamentos de menos recônditas universidades e jornais, encontramos este revisionismo gay que deturpa todas as personagens da Literatura ou da História. Tudo passa a ter uma leitura baseada no recalcamento gay. É como se não pudesse existir uma franca amizade sem a recompensa do sexo. Esta camada de cinismo pós-moderno coloca-nos a milhas da fórmula de Shakespeare. Hoje nenhum escritor colocaria Henrique V a dizer de forma sincera «we, band of brothers».

A amizade masculina quebrou ainda noutro ponto, menos teórico. Aposto que muitos já viveram a seguinte situação: marca-se um almoço ou jantar com um amigo em particular, mas ele não aparece sozinho, traz consigo outra malta; onde se esperava encontrar intimidade individual, encontra-se apenas pagode colectivo. Dois homens sozinhos à mesa é um cenário que deixa margem para dúvidas, logo muitos accionam mecanismos de controlo de reputação – até porque há sempre o empregado marialva que lança aquele olharzinho reprovador. Um mano a mano à mesa só mesmo para falar de negócios. Se não for para tratar do vil metal, não pode ser. Para resolver o assunto, ando a pensar num protocolo para impor a estes receosos amigos, a saber: entrar no restaurante acompanhado com as tailandesas das massagens (classe alta), passar por casa e trazer a empregada tailandesa que está clandestina (classe média), pedir um escarrador à saloon de cowboy, que deve ser colocado mesmo ao lado da mesa (classe baixa). Não podemos correr riscos, não é verdade?

Quer isto dizer que concordo com a tese? Sim e não. O clima, de facto, não é o mesmo. A sociedade que vê sexo entre Ishmael e Queequeg já está corrompida. A velha pureza já não é possível. Mas, por outro lado, tenho de dizer que tenho amigos gays – o que por si só invalida a tese. As conversas que mantenho com amigos gays são em tudo idênticas às conversas hetero, com uma óbvia excepção: mulheres. De resto, falamos de filmes, de livros, da vidinha, da pátria, da família que eu tenho e da família que eles querem construir. Moral da história? O problema mais uma vez está nos extremos. De um lado, temos uma ideologia gay que procura reescrever a História do mundo pelo ângulo do homoerotismo (com um pouco de esforço, ainda descobrem que Eva era afinal um homem). Do outro lado, temos a cautela defensiva da agenda que recusa encarar o gay como qualquer outro filho de Deus. Se calhar, tenho de combinar almoço a três.





quarta-feira, 4 de novembro de 2015


Resistir à javardice


Inês Teotónio Pereira, ionline, 31 de Outubro de 2015

Não tinha eu começado a jantar e já a minha página de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio, insultos e javardices.

«Nogenta» (o gê não é gralha), «fascista», «imbecil», «vómito», «cabra», «anormal», «gaja que devia estar na cozinha», «vê lá onde andas com os teus filhos...», «alguém devia tirar os filhos a esta gaja», «esta devia ser esmurrada no meio da rua», «dePUTAda», etc. E assim vai a extrema-esquerda.

Mas comecemos pelo princípio. Fui à Voz do Operário ao lançamento da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e quando cheguei a casa resolvi escrever a seguinte piadinha na minha página de Facebook: «Só o Prof. Marcelo para me levar a um sítio com operário no nome». Ou seja, e passo a explicar a piadinha, operário é um termo usado e abusado pela esquerda radical autoproclamada dona e defensora da classe operária.

Ora, sendo o prof. Marcelo de direita (digo eu), foi engraçado ter escolhido esta prestigiada instituição – com «operário» no nome – para lançar a candidatura. Fazendo uma interpretação alargada da minha ida, também é engraçado, sendo eu de direita, ter ido a um sítio com «operário» no nome – ligado à esquerda, portanto. Uma piadinha inocente – pois não ataco nem desprezo ninguém; no máximo sem graça, confesso – por ser inteligível a muitos, nomeadamente aos autoproclamados defensores da classe operária.

Ora, não tinha eu começado a jantar e já a minha página de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio, insultos e javardices. Até deputados da nação da extrema-esquerda, como Miguel Tiago, do PCP, alinharam e alimentaram no Facebook o massacre a um direito constitucional que me assiste, que é o do bom nome. Alguns atreveram-se até a publicar fotografias dos meus filhos e a divagar sobre a minha família.

A javardice e a ordinarice chegou a tal ponto que até o representante da nação resolveu exercer autocensura e eliminar a javardice que provocou na sua própria página. Em nome da democracia, da decência? Tenho dúvidas.

Vai daí, dediquei várias horas do meu sábado a bloquear pessoas no Facebook, a denunciar insultos na internet e fiquei, confesso, sem vontade de voltar a escrever. «Tu vê lá... Tens filhos e esta gente é maluca,» avisaram-me amigos. «Não podes sujeitar os teus filhos a lerem coisas destas sobre a mãe, tens de ter cuidado.» A intimidação resultou. Retirei a piadinha do Facebook, bloqueei maníacos e fiquei na dúvida se voltaria a escrever mais uma linha onde quer que fosse.

Portugal é um país de brandos costumes, dizem. Mas não é.

Basta ver as caixas de comentários de qualquer colunista para se perceber que não é. Como diz Henrique Raposo, as caixas de comentários são as novas portas dos urinóis públicos: ali tudo é permitido, do vómito ao palavrão, das ameaças à intimidação. Mas não é só aí: em todo o lado, esta gente insulta, intimida e ameaça, e não precisa de uma razão, basta-lhes um nome. O insulto é um direito equivalente à liberdade de expressão e não precisam de uma ideia para despertar.

No meu caso, a coisa agrava-se e é flagrante. E não é pela minha influência (duvido que a tenha); o meu problema é fútil, tem a ver com um cliché que a extrema-esquerda odeia. E a ela basta-lhe o cliché. Ou seja, esta gente tolerava-me se eu fosse de direita mas ateia; permitiam a minha existência se eu renunciasse ao apelido do meu paizinho ou do meu marido; não me insultavam tanto se eu fosse, apesar de tudo, a favor da adopção por casais homossexuais, por exemplo. Mas não sou, desculpem. É tudo mau, portanto: católica, de direita, «parideira fascista» (outro mimo pelo número de filhos que tenho) e, ainda por cima, não renuncio a apelidos. Ou seja, o ódio que desperto tem fundamento na estupidez.

Tudo isto é grave porque revela que a liberdade de expressão e de opinião não é, e cada vez é menos, uma evidência: a sua tolerância depende do titular e o seu exercício é limitado pela intimidação. É apenas um direito condicionado à coragem de o exercer. No meu caso, os meus filhos são o meu principal argumento: é exercendo a minha liberdade que lhes ensino o seu real sentido. Com mais ou menos coragem, com mais ou menos insultos.





domingo, 1 de novembro de 2015


Opiniões de vários «direitistas»

contra um governo Costa-Jerónimo


Álvaro Beleza, membro da Comissão Política do PS:
«O Bloco e o PCP não aceitam a Europa em que nós estamos. São dois partidos que não defendem a economia de mercado. Nós somos sociais-democratas e aí há uma linha vermelha.»

Ana Gomes, eurodeputada do PS:
«Mais do que uma vitória da coligação há uma derrota do PS. O partido, mais do que nunca, tem que fazer uma análise nos órgãos próprios.»

António Galamba, ex-deputado e membro da Comissão Política do PS:
«Depois de quatro anos de vale-tudo à direita, a tentação de um vale-tudo à esquerda. Uma solução sem respeito pela vontade popular, ao arrepio dos valores republicanos e democráticos.»

Ascenso Simões, ex-membro do Secretariado Nacional do PS e ex-director de campanha de António Costa:
«Deve o PS assumir os riscos de uma gestão dificílima em que, sem qualquer linha de contacto à direita, se confrontaria, logo no primeiro orçamento, com o inevitável aumento da despesa e a circunstância previsível de incumprir as obrigações europeias? Que condições encontraria na concertação social perante uma UGT fragilizada e uma CGTP mais robustecida?»

Augusto Santos Silva, ex-ministro da Defesa, da Educação e dos Assuntos Parlamentares:
«A Constituição dá uma margem grande ao Presidente para interpretar os resultados eleitorais. O critério relevante deve ser o do grupo parlamentar mais numeroso. É este que deve assumir as responsabilidades de formar governo.»

Carlos Silva, secretário-geral da UGT:
«Não me parece que as forças à esquerda do Partido Socialista dêem garantias de estabilidade em relação ao futuro.»

Carlos Zorrinho, ex-líder parlamentar e eurodeputado do PS:
«Os eleitores que confiaram no PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder. Esperarão, antes, o uso desses votos para concretizar melhorias concretas na vida do País e nas suas vidas.»

Eduardo Marçal Grilo, ex-ministro da Educação do governo Guterres:
«O País está entalado. Governo à esquerda será um enorme desastre.»

Eurico Brilhante Dias, deputado e ex-membro do Secretariado Nacional do PS:
«Quem perde as eleições deve ir para a oposição. Um governo minoritário do PS que substitua um governo minoritário da coligação, tendo esta ganho as eleições, é politicamente pouco sustentável e é um governo que começa politicamente fragilizado – se assim for. O mais razoável é que a coligação e o PS cheguem a um entendimento.»

Francisco Assis, ex-líder parlamentar e eurodeputado do PS:
«Quanto à perspectiva de se constituir uma maioria assente num apoio parlamentar dos partidos de esquerda, mantenho o cepticismo que sempre tive. Entendo que subsistem divergências de tal modo insanáveis que não vislumbro a possibilidade de se constituir um Governo de coligação – o que me parece absolutamente impensável.»

Francisco Seixas da Costa, ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus:
«Não tenho a menor confiança – e reivindico essa liberdade – de que seja possível garantir que o PCP e o BE sustentem, ao longo da legislatura, um apoio contínuo que, por exemplo, permita aprovar eventuais medidas, de natureza institucional ou em matéria de política financeira, que possam vir a ser indispensáveis para garantir a continuidade da nossa presença no euro.»

Helena Freitas, deputada e cabeça de lista do PS por Coimbra:
«Passos Coelho ganhou as eleições e tem todo o direito a governar. (...) Uma maioria que não se apresentou aos eleitores e portanto, para efeitos de governo, não existe, não é legítima.»

João Proença, ex-secretário-geral da UGT:
«O PS está a subverter os resultados eleitorais e isso é perigoso.»

José Lello, ex-ministro e deputado do PS:
«Esses indivíduos do BE e do PCP não estão a ser sérios. Há 15 dias diziam uma coisa totalmente diferente. Não vão aceitar o euro nem o Tratado Orçamental nem coisa nenhuma. Eles mudaram assim tanto?»

José Luís Carneiro, líder do PS/Porto, a maior distrital socialista:
«Quem ganha as eleições deve ter condições para governar.»

José Vera Jardim, ex-ministro da Justiça e membro da Comissão Política do PS:
«Vejo o diálogo com a coligação PSD/CDS. Com a esquerda não vejo capacidade nenhuma de diálogo.»

Luís Bernardo, ex-assessor de António Guterres e ex-director de comunicação de José Sócrates:
«O PS tem de virar a página. Terminar este seu ciclo santanista com uma liderança sustentada por uma elite que a todo o custo se quer perpetuar na política.»

Manuela Arcanjo, ex-ministra da Saúde e ex-secretária de Estado do Orçamento nos executivos de Guterres:
«O PR deverá começar por indigitar Passos Coelho mesmo que venha a existir uma moção de censura que chumbe o seu programa de governo. Alguns argumentam que tal seria uma perda de tempo. Pois que seja. Outros defendem que existe uma maioria absoluta à esquerda. Lamento, mas o que existe é uma maioria aritmética de deputados dos partidos que representam as diversas esquerdas.»

Rui Paulo Figueiredo, deputado do PS:
«Não acredito numa solução de entendimentos pontuais do PS com os partidos de esquerda.»

Sérgio Sousa Pinto, ex-líder da JS e membro do Secretariado Nacional do PS:
«Os comunistas não querem ir para o governo. Como também não o quer o Bloco. Não lhes interessa partilhar o fardo de governar. Querem um governo fraco do PS, para derrubarem quando for oportuno.»

Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças dos executivos Sócrates:
«Pelo maior alinhamento que existe nas questões europeias entre a coligação [Portugal à Frente] e o PS, diria que à partida um acordo que envolvesse estas forças políticas teria maior probabilidade de garantir estabilidade.»

Vasco Cordeiro, líder do PS-Açores e presidente do Governo Regional açoriano:
«Mais importante do que os resultados das construções técnico-jurídicas de transformação de votos em mandatos, é o respeito pela vontade popular. E a vontade do povo, da mesma forma que foi clara nos Açores, foi clara a nível nacional.»

Vital Moreira, constitucionalista e ex-deputado do PS:
«Trazer o PCP e o BE para a esfera do governo pode ser uma receita para o desastre.»

Vitalino Canas, deputado do PS:
«Não ouvi do BE ou do PCP uma única palavra da linha europeia. Esse é uma parte essencial do programa do PS. Vale a pena estabelecer linhas de actuação: o PS estabeleceu as suas, outros partidos não o fizeram.»

Vítor Ramalho, membro da Comissão Política do PS:
«A direita, tendo tido mais votos que o PS, deve governar.»






Da batota à chantagem política


Dinis de Abreu, Sol, 27 de Outubro de 2015

Na comédia de enganos, estreada a 4 de Outubro, António Costa decidiu vestir o fato de vencedor sabendo-se vencido, e teve  uma frase enigmática à boca de cena (após o prólogo  com as  esquerdas) que os jornais puxaram para  título,  como se fosse um  fait divers  sonante: «É como se estivéssemos a deitar abaixo o resto do muro de Berlim».

Nos bastidores, o PCP deve ter perguntado ao Bloco se a piada era com eles, porque nada do que têm dito ou publicado no Avante! legitimaria tal despautério. E o Bloco, recomposto graças à inépcia dos seus dissidentes, terá achado provavelmente o dito irrelevante, entretido como tem andado a mostrar-se disponível para tudo.

Para quem esbracejava o antes inconfessado desejo de um governo de esquerda, com comunistas inconvertíveis, o absurdo é bem revelador da propensão de Costa para a utopia, que faz desconfiar qualquer pessoa com um módico de lucidez. Ora, não se brinca com coisas sérias.

A queda do Muro de Berlim foi um dos mais formidáveis acontecimentos da história do século XX, ao reunificar um país, devolvendo a liberdade a milhões de cidadãos separados por quilómetros de arame farpado.

Quem hoje visite Berlim encontra ainda, em vários pontos do percurso do antigo Muro, os resquícios dessa afronta civilizacional, que custou a vida a muitos desesperados.

Um Muro que o PCP sempre defendeu, quando os seus dirigentes se passeavam com os antigos líderes da RDA, convidados habituais da Festa do Avante!

Num virtuoso passe de mágica, Costa quis passar um certificado de bom comportamento a Jerónimo e a Catarina, como se ambos tivessem renunciado aos dogmas que trazem colados à pele, onde a democracia não passa de fachada útil para alcançar o poder, fieis à ditadura do proletariado.

Disse-o, e bem, Jaime Gama, antigo dirigente socialista, num painel do Observador, onde explicou o «manual do PCP», no qual «tudo se justifica no terreno da táctica, mesmo o disfarce».

António Barreto, outro socialista, lembrou num pedagógico artigo no DN que «o PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo os não democratas».

Barreto não tem dúvidas de que, «a ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre».

O colapso do comunismo no Leste europeu, embora tenha varrido de cena os principais partidos que dele se reclamavam – em Espanha, Itália ou França – não beliscou o PCP, nem os seus satélites. Recobraram ânimo e arrogância.

O PCP não mudou, salvo no estilo, mais sofisticado. E o Bloco, descontados os sorrisos postiços, é tão trotskista e maoísta como no tempo de Louçã, que continua de batina a orientar a missa a partir da sacristia.

Ora, como pode António Costa invocar, com a ligeireza de um prestidigitador, o derrube do «resto do Muro de Berlim» ao negociar um governo – ou uma plataforma –, com quem não se desviou um milímetro da sua ortodoxia rígida?


Se tudo isto não fosse uma manifestação patética de mau perder e de falta de seriedade política, o delírio das negociações do PS com as esquerdas até poderia ser cómico. Infelizmente, é uma manipulação perigosa. O país não é um laboratório.

Até Manuela Ferreira Leite, ao despertar de um sono estranho, percebeu o logro em que caíra e declarou no seu espaço televisivo que o que António Costa «está a fazer é um verdadeiro golpe de Estado» sem «nenhum mandato para se aliar à esquerda». Ou seja, é uma «fraude para os eleitores».

A antiga líder do PSD tem estado bem acompanhada nos seus receios. Francisco Assis veio de propósito a Lisboa dizer quase o mesmo, num discurso de filigrana fina. E Sérgio Sousa Pinto não hesitou em bater com a porta no secretariado socialista, em aberta discordância com a deriva de Costa.

A fractura no interior do PS parece irreversível, caso se verifique o cenário da «maioria de esquerda», uma impostura após o simulacro negocial com o PSD e CDS.

Não se acredita que Cavaco caia na esparrela de viabilizar um enredo contranatura. Todavia, à saída de Belém, concertados, Costa e Catarina brandiram a «perda de tempo» se o Presidente indigitar Passos Coelho. E Jerónimo acolitou. Depois da batota, é a chantagem política.

Carlos César – um carreirista açoriano sem emprego fora da politica que se lhe conheça – veio dizer na TVI que os termos do acordo com o PCP e o Bloco só serão mostrados após a indigitação de Costa. Um jogo escondido.

Entretanto, às escâncaras, os eurodeputados do PCP anunciaram que pretendem levar a debate no Parlamento Europeu a saída de Portugal do euro e a «renegociação da dívida».

É o jogo escondido… com o rabo de fora, numa novela de maus costumes.






Pedidos de esclarecimento

aos gabinetes do PSD e CDS

na Câmara Municipal de Lisboa


HEDUÍNO DOS SANTOS GOMES
Membro n.º 7210 do PSD

Ao Gabinete do PSD na Câmara Municipal de Lisboa

Assunto: Pedido de esclarecimento sobre votação na CML

Perante a notícia de aprovação da construção de mais uma mesquita em Lisboa, decisão que terá sido tomada por unanimidade no executivo da Câmara, solicito o esclarecimento sobre a presença ou ausência nessa votação dos três eleitos pelo PSD, especificamente Fernando Seara, Teresa Leal Coelho e António Prôa.

Mais, tendo cada um estado presente, solicito o esclarecimento sobre se tal sentido de voto foi decisão sua ou se foi directiva de órgão superior do PSD, especificamente da Comissão Política de Lisboa, Distrital ou Secretário-Geral.

Este meu pedido de esclarecimento tem como objectivo informar-me sobre a postura do PPD-PSD e seus representantes sobre a defesa da identidade nacional, da Civilização europeia e da segurança dentro das nossas fronteiras, da Europa e do Ocidente.


Atentamente,
Heduíno Gomes

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HEDUÍNO DOS SANTOS GOMES
Membro n.º 7210 do PSD

Ao Gabinete do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa

Assunto: Pedido de esclarecimento sobre votação na CML

Perante a notícia de aprovação da construção de mais uma mesquita em Lisboa, decisão que terá sido tomada por unanimidade no executivo da Câmara, solicito o esclarecimento sobre a presença ou ausência nessa votação do membro da coligação Sentir Lisboa João Gonçalves Pereira.

Este meu pedido de esclarecimento tem como objectivo informar-me sobre a natureza política dos partidos com os quais o partido no qual estou filiado estabelece alianças, especialmente no que diz respeito à defesa da identidade nacional, da Civilização europeia e da segurança dentro das nossas fronteiras, da Europa e do Ocidente.


Atentamente,
Heduíno Gomes





sexta-feira, 30 de outubro de 2015


Sínodo

Acabou a festa dos disfarces

dos «progressistas» de Bergoglio


P. Miguel Ángel Fuentes

En las últimas semanas hemos venido escuchando y leyendo propuestas doctrinales y morales que se oponen directamente a la enseñanza bíblica, o al magisterio, o a la tradición católica, o a los sanos principios filosóficos que la Iglesia católica ha hecho suyos en sus documentos oficiales, algunos de valor definitivo y otros, incluso, dogmáticos. Nada de extraño, salvo el hecho de haber sido pronunciados por “pastores católicos” de alto rango, algunos incluso príncipes de la Iglesia.



http://familiarisconsortio.ive.org/se-termina-la-fiesta-de-disfraces-p-miguel-angel-fuentes-ive/





quarta-feira, 28 de outubro de 2015


Palestra sobre Cristóvão Colon



O Clube da Associação da Força Aérea (AFAP) organiza na próxima quinta-feira, dia 29 com início às 11,15h uma palestra sobre a Vida e a Pátria de Cristóvão Colon, na qual intervém a Direcção da Associação Cristóvão Colon, seguida de debate.

Convidamo-los a participar.

Entrada livre.

Clube AFAP - Av. Almirante Gago Coutinho 129, Lisboa


Cumprimentos


Carlos Calado
(Presidente da direcção ACC)





terça-feira, 27 de outubro de 2015


Sínodo

A Conferência Episcopal Alemã,

aliada de Bergoglio,

manipula declarações do cardeal Müller



Lo que ocultaba la publicación de la Conferencia Episcopal Alemana, tal como han destapado Kath.net y Jeanne Smits es que los casos y el documento a que se refería Müller ya se conocen y así lo había hecho saber el Cardenal remitiendo a la Familiaris Consortio, n 84, un detalle, que como señala Jeanne es difícil creer que se deba a un «inocente error». El Cardenal Müller había citado expresamente el texto y las condiciones, igual que hizo el Cardenal Ërdo como relator al inicio del Sínodo: ‘Casos excepcionales’ en los que debe haber ‘compromiso de cumplir las condiciones de arrepentimiento y separación (o vida no marital)’, y eso no gustó a la web dependiente de los obispos alemanes.


http://infocatolica.com/blog/delapsis.php/1510190638-inavajeo-en-el-sinodo-web-de





sábado, 24 de outubro de 2015


Sínodo

Intervenção da família Paloni censurada

pelos «progressistas» de Bergoglio



En el boletín de la Sala Stampa, órgano oficial de comunicación de la Santa Sede, se publicaron ayer las intervenciones de 15 auditores. No se encuentran todas las intervenciones. Curiosamente, faltan algunas de las más radicales en la fidelidad al magisterio. Hoy tampoco se han publicado. Una de las excluidas es la de la familia Paloni, conocida en los medios por asistir al sínodo con su bebé de cuatro meses.







quinta-feira, 22 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


Sínodo

El arzobispo de Denver se pregunta

si el martirio de Santo Tomás Moro

y San Juan Fisher fue en vano



Mons. Samuel Joseph Aquila, arzobispo de Denver (EE.UU), ha escrito una carta en la que se pregunta, ante la intención de algunos cardenales y obispos de dar la comunión a los divorciados vueltos a casar, si la muerte de Santo Tomás Moro y San Juan Fisher, mártires por defender la verdad sobre el matrimonio, fue en vano. El prelado norteamericano rebate también la tesis de que la Iglesia en Alemania pueda ir por libre, al margen del resto de la Iglesia, en esta materia.


http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=25121





quinta-feira, 15 de outubro de 2015


Prefeito recusa-se a retirar da escola

carne de porco do menu

das cantinas escolares – … explica porquê:



Os pais muçulmanos exigiram a abolição da carne de porco em todas as cantinas escolares de um subúrbio de Montreal. O prefeito do subúrbio de Montreal, de Dorval, recusou-se, e o secretário municipal enviou uma nota a todos os pais para explicar porquê ...
«Os muçulmanos devem entender que eles têm de se adaptar ao Canadá e Quebec, aos seus costumes, às suas tradições, ao seu modo de vida, porque é o lugar que escolheram para imigrar. «Devem entender que têm de se integrar e aprender a viver no Quebec.

«Devem entender que devem ser eles a mudar o seu estilo de vida, não os canadenses, que tão generosamente os acolheram.

«Devem entender que os canadenses não são nem racistas nem xenófobos. Aceitaram muitos imigrantes muçulmanos antes (ao passo que o inverso não é verdadeiro, em que os Estados muçulmanos não aceitam imigrantes não-muçulmanos). «Isto não é mais do que outras nações, os canadenses não estão dispostos a abrir mão da sua identidade, e da sua cultura. E se o Canadá é uma terra de acolhimento, não é o prefeito de Dorval que acolhe estrangeiros, mas o povo canadense-Quebecois como um todo.

«Finalmente, eles devem entender que, no Canadá (Quebec), com as suas raízes judaico-cristã, as árvores de Natal, igrejas e festas religiosas, e a religião deve permanecer no domínio privado. O município de Dorval tem o direito de recusar quaisquer concessões ao Islão e à Sharia.

«Para os muçulmanos que não concordam com o secularismo e não se sentem confortáveis no Canadá, há 57 belos países muçulmanos em todo o mundo, a maioria deles sob povoada e pronto para recebê-los de braços abertos halal, de acordo com a sharia. «Se deixou o seu país para vir para o Canadá, e não para outros países muçulmanos, é porque considera que a vida é melhor no Canadá do que noutros lugares. «Faça a si próprio a pergunta, apenas uma vez,» Porque é melhor aqui no Canadá do que de onde vêm?»





quarta-feira, 14 de outubro de 2015


Na origem da presente crise política


Heduíno Gomes

Houve eleições e os resultados são claros e nem foram produzidas tangentes.

Perante estes resultados, que se esperaria de alguém que estivesse na Presidência da República?

Clareza, afastando todas as ambiguidades e ambições ilegítimas.

Que vimos da parte de Sua Excelência?

Declarações de La Palisse, de quem diz ter estudado «todos os cenários». Silêncio que deixa o País em roda livre e os manobradores a brincar com o nosso bolso.

Porquê esta atitude de Cavaco? Porque deu espaço para mais esta confusão?

Porque o seu principal objectivo na vida sempre foi ficar bem na fotografia. O resto que se lixe. Neste momento, não está a pensar em Portugal e no seu dever mas como fica melhor na fotografia.

Vamos ver se ainda faz mais porcaria do que a que já fez com o seu «sábio» silêncio.

Cavaco não é de confiança. Há 30 anos e 4 meses que o digo.







A pouca vergonha e falta de princípios

de certos bispos no sínodo


A divulgação de uma carta privada dirigida ao Papa foi comparada ao caso «Vatileaks» pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Thérèse Nyirabukeye, Moira McQueen e Jeremias Schröder
no briefing do sínodo 2015.

As questões do acesso aos sacramentos por parte das pessoas em uniões irregulares e a melhor forma de acolher os homossexuais continuam a marcar os trabalhos do sínodo sobre a família e esta terça-feira a variedade de opiniões existentes entre os presentes ficou muito clara na pessoa dos três convidados para a conferência de imprensa diária, cada um com uma opinião diferente.

Em primeiro lugar falou o abade beneditino Jeremias Schröder, afirmando que na sua Alemanha natal a opinião pública favorece uma maior abertura.

«Eu sou da Alemanha e parece-me, por exemplo, que a questão dos divorciados que casaram de novo, ou divorciados que vivem uma união estável com filhos, está fortemente presente entre os católicos alemães. Não é uma preocupação, como o é noutros lados, por isso, penso que se poderia encarar, para este caso, uma pastoral regional», afirmou, defendendo que em vez de se procurar uma solução uniforme para toda a Igreja, cada conferência episcopal seja livre de procurar o rumo que melhor serve a sua realidade.

«Também me parece que a compreensão da homossexualidade e a aceitação social da homossexualidade, culturalmente, também é muito diversificada. Por isso, obviamente, também me parece que nesta questão as conferências episcopais deviam ser autorizadas a formular respostas pastorais em sintonia com o que pode ser anunciado e vivido em determinado contexto», reafirmou.

Opinião diametralmente oposta foi manifestada, logo de seguida, por Thérese Nyirabukeye, uma consagrada do Ruanda que trabalha para a Federação Africana de Acção Familiar e é especialista em métodos naturais de planeamento familiar, que manifestou o medo de uma fragmentação da Igreja.

«Espero que os aspectos doutrinais sejam bem conservados e que a aplicação pastoral de um ou outro caso seja sempre feita com referência a uma doutrina e a critérios doutrinais que podem orientar uma opção. Porque também há o risco de se fazer o que se quiser com a Igreja e, assim, se criar um fenómeno de seitas no seio da Igreja Católica. Os padres sinodais devem examinar e ter tempo para estudar bem as consequências e as implicações concretas, relativamente à estrutura e à própria natureza da Igreja», afirmou.

Por fim, com uma opinião de meio-termo, a canadiana Moira McQueen, especialista em Teologia Moral, disse existirem vantagens e desvantagens em ambas as abordagens.

«Há, de facto, um movimento favorável a que algumas questões serem melhor, ou mais facilmente, resolvidas a nível local ou regional. Posso ver nisso algumas vantagens, mas, ao mesmo tempo, ainda nada disto aconteceu ou foi votado. E francamente, apesar de eu ver vantagens, também vejo desvantagens e penso que a Igreja, com a sua sabedoria, terá naturalmente de considerar os dois lados.»

Um novo «Vatileaks»?

A questão da carta endereçada ao Papa, assinada por 13 cardeais que se mostraram preocupados com o rumo e o modo de funcionamento do sínodo, voltou a ser notícia esta terça-feira.

Na segunda-feira, o cardeal Pell, primeiro signatário da carta, tinha confirmado a sua existência mas disse que a versão que chegou à imprensa contém incorrecções tanto no texto como na lista de signatários.

O director da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou, na abertura da conferência de imprensa, que este assunto nunca devia ter vindo a público. «O cardeal Pell declarou que foi entregue uma carta reservada ao Papa e devia permanecer reservada. E que aquilo que publicaram não corresponde ao texto nem aos signatários que assinaram a carta ao Papa. Por isso, quem – passados tantos dias – deu este texto e esta lista de nomes para publicação, cumpriu um acto de distúrbio, alheio à vontade dos signatários. É preciso, pois, não se deixar condicionar.»

«Que possa haver observações sobre a nova metodologia do sínodo, não surpreende. Mas, uma vez estabelecida, todos se empenham a realizá-la da melhor maneira. O clima geral da Assembleia é, sem dúvida, positivo», concluiu o padre Federico Lombardi.

Também o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Müller, criticou em entrevista à imprensa italiana esta terça-feira a divulgação da carta, afirmando que esta pode ser comparada a um novo «vatileaks» e dizendo que quem divulgou a carta apenas pode ter intenção de criar discórdia e um clima de suspeição entre os colaboradores do Papa Francisco.