terça-feira, 19 de agosto de 2014


81 maçons «atacam»

cargos autárquicos em 43 municípios


Rui Pedro Antunes, Diário de Notícias, 17 de Setembro de 2013

Eleições. As duas maiores obediências maçónicas nacionais têm mais candidatos do que várias forças políticas inscritas no Tribunal Constitucional. Há 24 «candidatos irmãos» à presidência de autarquias, 20 a vereadores, 31 à assembleia municipal e 6 a juntas de freguesia.

Por muito que os grão-mestres insistam que a maçonaria não se intromete na política, o que é certo é que há forças políticas com menos candidatos às próximas eleições autárquicas do que as duas principais obediências nacionais. São mais de 80 os maçons que vão tentar conquistar cargos autárquicos em 43 autarquias um pouco por todo o País (incluindo ilhas) entre candidatos a presidentes de câmara, vereadores, deputados municipais e presidentes de junta. Há 24 maçons que concorrem mesmo à presidência de autarquias maioritariamente em listas do PS e do PSD, mas também como independentes. Existem igualmente casos em que «irmãos» da mesma loja se enfrentam em listas contrárias dos partidos do «centrão» e favoritas à vitória. Ou seja: PS e PSD podem não ter representantes na gestão da autarquia, mas é quase garantido que a loja maçónica local terá.

A solidariedade maçónica até já fez uma baixa, e logo ao mais alto nível, durante o período eleitoral: levou à demissão do presidente do Conselho Nacional de Eleições (CNE). Tudo começou com a tentativa de impugnação da candidatura de Francisco Moita Flores – que pertence à Loja Acácia do Grande Oriente Lusitano (GOL) – à Câmara Municipal de Oeiras. Os seus opositores alegavam que havia atingido o limite de mandatos e o caso foi – como muitos outros – parar a tribunal.

Até aqui tudo normal, não fosse Moita Flores contratar Nuno Godinho de Matos – advogado de profissão e «irmão» do GOL – para o defender, tendo este confidenciado ao DN que aceitou o pedido sem pensar duas vezes. O problema é que Godinho de Matos (Loja Liberdade e Justiça) era também presidente da CNE e, como não podia deixar de representar o seu amigo e cliente, demitiu-se da presidência da CNE. Godinho de Matos sofreu críticas do seu partido (o PS) por defender e pôr-se em xeque pelo candidato do PSD. Porém, a solidariedade maçónica e a amizade falaram mais forte. Ao DN, Godinho de Matos admite que «o facto de sermos os dois irmãos da maçonaria e sermos amigos há muitos anos pesou muito na minha decisão de o defender». Mas prontamente acrescenta: «A principal razão que me levou a representar Moita Flores foi ver que ele tinha carradas de razão e que alguém estava a querer ganhar eleições na secretaria. Achei incrível e reagi epidermicamente. Decidi defendê-lo sem pensar no problema ético que daí advinha.»

A candidatura à Câmara de Oeiras é, aliás, um campo de batalha entre as duas principais obediências nacionais, o GOL e a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP). Candidato do PSD, Moita Flores é do GOL e tem trocado tentativas de impugnação com a candidatura de Paulo Vistas (Isaltino Oeiras Mais à Frente), o delfim de Isaltino Morais, que é figura de proa da maçonaria regular e, embora detido, chegou ser indicado candidato à Assembleia Municipal (foi travado pelo Constitucional). A entourage da candidatura de Paulo Vistas conta até com um antigo adversário de Isaltino e «irmão» da GLLP: Emanuel Martins. O agora administrador de uma empresa municipal em Oeiras foi candidato do PS contra Isaltino, mas aliou-se ao adversário (e «irmão»), tendo perdido confiança dos socialistas.

O PS não fica, porém, sem maçons nas suas fileiras, equilibrando as contas com dois conceituados membros do GOL na disputa pela autarquia. O candidato do PS à Assembleia Municipal de Oeiras é nada mais nada menos que o antigo secretário-geral da UGT João Proença (Loja Montanha), e o mandatário da candidatura é o ex-ministro e figura de destaque do GOL Rui Pereira (Loja Luís Nunes de Almeida).

Estas guerras de forças vão-se repetindo por diversas câmaras. Estão em causa autarquias e lugares importantes. Se ganhassem a contenda, os maçons conseguiriam ter 24 presidentes de câmara, 20 vereadores (incluindo cinco «vices») e 31 deputados municipais (incluindo 10 presidentes). Só em Lisboa, os maçons do GOL e da GLLP tentam conquistar 12 lugares.

Viseu é um dos exemplos em que há dois «irmãos» da mesma loja em candidaturas distintas. Tanto o candidato do PSD à presidência da autarquia, Almeida Henriques, como o candidato do PS à Assembleia Municipal, Ribeiro de Carvalho pertencem à Alberto Sampaio, a loja maçónica do GOL instalada em terras de Viriato.

Na Figueira da Foz, a história das batalhas maçónicas repete-se. O candidato do PSD, Miguel Almeida (Loja Madrugada), enfrenta nas urnas Carlos Monteiro (Loja Coerência), que é o actual vice-presidente da autarquia e volta a ser o n.° 2 na lista do PS à autarquia. Os socialistas contam ainda com João Moura Portugal, que pertence à GLLP, e José Guedes Correia, do GOL, como candidatos a vereadores.


Além de Lisboa, existem ainda outras grandes autarquias «atacadas» por maçons. No Porto, Ricardo Almeida surge bem posicionado como candidato a vereador na lista de Luís Filipe Menezes, contando com o apoio do «irmão» de obediência e mandatário da candidatura: o ex-líder da JSD Pedro Duarte. Carlos Carreiras, em Cascais, João Nunes em Loures (GOL, Loja liberdade e Justiça), Manuel Machado, em Coimbra (GOL, Loja a Revolta), Almeida Henriques, em Viseu, Moita Flores, em Oeiras, Júlio Meirinhos (vice-grão-mestre da GLLP), em Bragança, Elísio Summavielle (GOL, Loja Sympatia e União), em Mafra, ou Fernando Anastácio (GOL, Loja Utopia) em Albufeira mostram que os candidatos da maçonaria concorrem em autarquias grandes e que, muitos deles, são os mais bem posicionados para vencer.

«Irmãos» concorrem a lugares na capital

São pelo menos 12 os maçons que concorrem a lugares autárquicos em Lisboa, que sempre teve uma tradição de ter «irmãos» na gestão. A cidade, que até já teve dois presidentes de câmara maçons (Aquilino Ribeiro Machado e João Soares), terá provavelmente agora pelo menos um vereador bem colocado. As candidaturas dos dois maiores partidos – António Costa, pelo PS, e Fernando Seara, pelo PSD – têm, curiosamente, maçons na mesma posição: o sexto lugar, que é perfeitamente elegível, pelo menos para quem vencer as eleições de 29 de Setembro.

Do lado da candidatura laranja trata-se de Cal Gonçalves, da Loja Prometeu (GLLP), que até já esteve na autarquia como chefe de gabinete de Carmona Rodrigues, que, embora «profano» (não-maçon), recebeu nessa altura uma distinção maçónica da maçonaria regular. Já do lado do PS, o «candidato da maçonaria» é Duarte Cordeiro, que, ao contrário da esmagadora maioria dos socialistas maçons, não é do GOL, pois pertence à mesma obediência de Cal Gonçalves: a GLLP.

Duarte Cordeiro é, aliás, da mesma loja de Rui Paulo Figueiredo, que é o venerável mestre da loja e vice-presidente da obediência, sendo também o primeiro nome do PS na lista à Assembleia Municipal de Lisboa (AML). Rui Paulo Figueiredo só fica atrás de Helena Roseta na lista à AML – primeira da lista que entra na «quota» da plataforma de cidadãos que a arquitecta dirige – tendo a companhia dos «irmãos» Diogo Campos Rodrigues, Manuel Lage, Miguel Teixeira, Ricardo Saldanha e José Manuel Rosa do Egipto, este último como suplente. O PSD aqui perde na contenda tendo apenas Rodrigo Gonçalves da Silva como candidato à AML, embora posicionado num relevante quarto lugar.


Há ainda quatro candidatos a presidentes de juntas de freguesia do concelho de Lisboa que são maçons. O social-democrata Nuno Jordão (Loja Nova Luz, da GLLP) é candidato a presidente da junta de freguesia da Ajuda. Por sua vez os golistas Miguel Coelho (Loja Liberdade e Cidadania) e Dimas Pestana (Loja Século XXI), candidatam-se às juntas de Santa Maria Maior e Santo António, respectivamente.

Também do Grande Oriente Lusitano é o músico Carlos Mendes, que, embora não seja candidato, é o mandatário da candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa, liderada por um dos líderes do partido: João Semedo. Independentemente de quem vença a corrida aos órgãos autárquicos na capital, é certo que haverá maçons nas sessões da assembleia e do executivo.






domingo, 17 de agosto de 2014


Quem trocou as voltas a quem


Heduíno Gomes

Diz o historiador norte-americano Robert Kagan, em artigo recentemente publicado no Público, a propósito da intervenção americana no mundo, «O mundo trocou as voltas a Obama». Isto quanto às cândidas propostas de Obama para governar os Estados Unidos ou até o mundo.

A questão é saber se não seria normal o mundo trocar as voltas a Obama dado que Obama é que pretendeu trocar as voltas ao mundo. Como diria Jean Commerson, «a realidade é o funeral das ilusões».






quinta-feira, 14 de agosto de 2014


A.J. Jardim, leviandades,

ou como não se deve fazer política em Portugal


João J. Brandão Ferreira Oficial Piloto Aviador

«Passámos a grande ilha da Madeira
Que do muito arvoredo assim se chama,
Das que nós povoámos a primeira,
Mais célebre por nome que por fama».

Camões, Canto V, 5.


O Dr. Alberto João Jardim (AJJ), usando da palavra na habitual «festa/comício» do Chão da Lagoa, no passado dia 30 de Julho, pariu uma catilinária contra o que ele definiu, sem explicar, de «Estado Português Unitário» e usou, mais uma vez, de demagogia barata sobre os «poderes» de Lisboa.[1]

Não demos conta que algum órgão do Estado ou força política lhe tenha respondido ou actuado e nenhum comentador, comentou…

Fazem-no, possivelmente, na esperança (vã) que ele se cale ou fique a falar sozinho. Outros porque julgarão que ele é tolo e não vale a pena gastar sebo com tão ruim defunto.

Fazem mal.

As razões são simples: há coisas por demais importantes que não devem ser deixadas passar em claro. É o caso, e AJJ também não é propriamente o 4.º secretário de uma agremiação de bairro.

Por outro lado AJJ está longe de ser tolo. Estamos até em crer, que mesmo debaixo da influência de umas quantas «ponchas», ele sabe perfeitamente o que diz e pensa o que diz.

A verdadeira razão porque não o criticam, porém, não é essa – note-se que a chamada «esquerda» está sempre na 1.ª fila do ataque a Jardim e sobre este âmbito aos costumes nada diz. A coisa é mais profunda e tem origem na herança «vinte cinco abrileira» e na agonia apóstata da «descolonização».

Até agora nenhum «filho d’algo» se demarcou publicamente do discurso oficial, nem tentou emendar o que mentirosamente vem escrito nos livros «oficiais», sobre os quais o Ministério da Educação (que nem instrução ministra…), obriga os nossos filhos e netos a fazer exame – só para referência claro!

De facto quando oficialmente está instituído que os povos das «colónias»[2]  tinham direito à autodeterminação (que nunca foi realizada) e à independência (que até hoje não lograram) – mesmo que soprada de fora – e a maioria dos portugueses que queriam manter a secular Nação incólume, não tinha o direito sequer a lutar por isso, está tudo dito!

Pior, quando alguns daqueles da «geração mais bem preparada» (deixa-me rir), que nos passaram a governar, ignoram por completo, ou fazem por ignorar, e confundem autodeterminação com substituição de soberanias e neocolonialismo, e não sabem destrinçar o termo «colonização» de «colonialismo», o que se pode esperar?

Como se podem opor a que um vicioso qualquer possa vir bolsar as baboseiras «jardínicas» quando a Madeira está na mesmíssima posição que S. Tomé e Príncipe antes da independência apenas com a diferença – para o caso irrelevante – de que a pigmentação da pele da maioria dos São Tomenses é substancialmente mais escura do que a dos conterrâneos do agora faltoso conselheiro de Estado (será que nem ao menos aí o criticam?).

Sim, sim, AJJ é conselheiro de Estado, mas acha que não tem direito a nada nem lhe ligamos nenhuma…

AJJ queixa-se da Constituição? Também eu e muitos mais. De facto a CR está errada e mal escrita, em muitos aspectos, mas naquilo de que agora se queixa o político há mais tempo em exercício, está até escorreita!


Bom, mas o coitado não quer pertencer a um estado unitário, quererá pertencer a quê, então?

A um estado «partido»? Um estado «fragmentado»? Um estado «assim-assim», ou apenas a um estado patético que é o estado da figura triste, apesar de florida, a que AJJ aparenta ter chegado?

Vejamos, o Estado é a Nação politicamente organizada; e unitário refere-se à unidade política de um país. Ora é evidente que AJJ ao dizer que não quer pertencer a um estado unitário está a dizer que não quer pertencer à mesma Nação.

Ou será que AJJ como presidente de um órgão que não serve em rigor para nada – a não ser para arranjar clientelas e esbanjar dinheiros públicos – quer simplesmente fazer o que lhe der na realíssima gana e não ter responsabilidades ou ser criticado; e que as consequências negativas do que faz sejam pagas pelos outros, leia-se Açorianos e Continentais?

Não lhe chega uma boa descentralização?

E o arquipélago da Madeira também quer ser unitário? Os de Porto Santo querem aturar o «colonialismo» dos «cubanos» da Madeira? E as Selvagens que estão quase tão longe do Funchal como Lisboa, também não terão direito a uma delegação da Assembleia Regional?

O que é que AJJ quererá fazer que o governo «unitário» não deixa? Quer que a gente lhe compre a banana a cinco euros e lhe revenda o gasóleo a 20 cêntimos?

Quer impedir a GNR de actuar na sua terra, por razões que só podemos imaginar?

Ou quer que seja o governo regional a mandar no central?

Diga-me Dr. AJJ, o que é que o faz pensar que tem mais direitos do que os habitantes do Minho?

Veja se atina!

Estamos cheios de aturar desconchavos políticos e também de iluminados muito democráticos que defendem que todas as opiniões são respeitáveis.

É mentira, muitas não o são – defender a pedofilia, por ex., não é respeitável (embora não esteja longe de vir a ser legal…) – e algumas merecem, quando não exigem, umas bengaladas!

AJJ já devia, há muito tempo, ter sido objecto de um processo, ao abrigo do artigo 308 do Código Penal. Mas parece que a PGR não está para aí virada.

Tão pouco os restantes órgãos do Estado com maiores responsabilidades.

O PR assiste a tudo assobiando para o lado – parece até ter medo do personagem; os governos, cheios de telhados de vidro e conivências de ofício partidário, evitam pisar-lhe os calos; os políticos de um modo geral são farinha do mesmo saco e da manjedoura comum; os chefes militares há muito que não existem e já nem as tropas os conhecem; os diplomatas andam escondidos no receio da própria sombra, alegando discrição; a Universidade virou negócio e campo de lutas ideológicas e de influência, onde a maioria dos alunos anda ao «Deus dará» tirocinando em muito álcool, sexo e rock e pouco estudo pelo meio (fora o que designam por «praxes»), etc..

Os comentadores esfregam as mãos, pois são casos destes que lhes mantêm o filão inesgotável e as notícias são sempre bem-vindas, pois ajudam ao negócio da venda de papel, som e imagem dos «média».

Assim vamos vivendo.

Parece restar apenas ser um cidadão ou grupo de cidadãos, a fazer queixa das atitudes antipatrióticas e seccionistas de AJJ.

A cena carnavalesca, também ocorrida no Funchal, com os encapuzados a imitarem a «ETA», é bem o retrato de como a vida política e social se degenerou no nosso país.

O João G. Zarco, o Tristão V. Teixeira e o Bartolomeu Perestrelo, descobridores e povoadores do arquipélago, que Camões cantou, bem mereciam melhores descendentes.

Dr. AJJ não vou ser tão radical como o seu colega de Partido (lá está outra coisa que não é unitária…) – e que rico Partido, sim senhor – que por um acaso do destino ocupa temporariamente o cargo de PM, e sugerir-lhe que emigre.

Limito-me apenas a mandá-lo cavar semelhas para o Pico do Areeiro. Sempre lhe refrescava as ideias.



[1] Presume-se que se estivesse a querer referir ao artigo 6.º da Constituição.

[2] Que, por acaso, só se chamaram colónias entre 1920 a 1926 e entre 1930 a 1951, por modismo da época, tendo sido ao longo dos séculos conhecidos também, como «Praças», «Fortalezas», «Estabelecimentos», «Feitorias», «Presídios», «Capitanias», «Domínios», «Conquistas», «Províncias», «Estados» e até, «Reinos»…





quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Moreira Rato devia ser gestor do Novo Banco?


Pedro Tadeu, Diário de Notícias, 12 de Agosto de 2014

João Moreira Rato recebeu o beijo da morte do Wall Street Journal. Nomeado administrador financeiro do Novo Banco, que substitui o proscrito BES, o homem que desde Junho de 2012 geria com aparente brilhantismo a negociação de dívida pública do Estado é apontado a dedo pelo jornal norte-americano: entre 2008 e 2010 Rato era sócio gerente da Nau Capital, um fundo de investimento que criou com João Poppe graças a 200 milhões de euros emprestados pelo Banco Espírito Santo.

João Poppe é sobrinho de Ricardo Salgado e fora vice-presidente do BES entre 2001 e 2007.

Moreira Rato saiu da Nau Capital em 2010 para dirigir a Morgan Stanley. Poppe levaria, em 2011, o fundo da Nau Capital para a Eurofin, onde ganhou um lugar na direcção.

A Eurofin é uma firma com sede na Suíça que realizou várias operações de financiamento ao Grupo Espirito Santo (GES). Para a Eurofin trabalhava Francisco Machado da Cruz. Segundo a empresa, ele foi administrador não-executivo da Eurofin Holding SA até Março passado, mas não teve mandato da Eurofin Group em relação ao BES ou ao GES.

Acontece, porém, que este Machado da Cruz era contabilista da ESI, a «holding» de controlo do GES onde foram detectadas irregularidades nas contas de 2012 pois faltavam contar prejuízos no valor de 1,3 mil milhões de euros. Em entrevista ao Expresso, em Junho, o contabilista afirmou que «Ricardo Salgado sabia» que as contas da ESI não reflectiam a verdade.





domingo, 10 de agosto de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014


Conhece o tempo de decomposição

dos nossos resíduos?



Nunca foi tão importante reduzir, reutilizar e reciclar – os 3 «Rs» são fundamentais para se viver uma vida mais verde. Se esse argumento, por si só, não é mais do que suficiente para abraçar um estilo de vida mais amigo do ambiente, saiba quanto tempo demoram a decompor algumas das coisas mais vulgares que compõem o nosso dia-a-dia e que muitas vezes deitamos para o lixo sem pensar duas vezes.

  • Um jornal – 2 a 6 semanas
  • Um saco de papel – 1 mês
  • Uma caixa de cartão – 2 meses
  • Cascas de fruta – 3 meses
  • Um farrapo de algodão – 1 a 5 meses
  • Corda – 3 a 14 meses
  • Lã – 1 a 5 anos
  • Guardanapos de papel – 2 anos
  • Fósforos – 2 anos
  • Uma embalagem de leite – 5 anos
  • Pastilhas elásticas – 5 anos
  • Papel plastificado – 5 anos
  • Beatas de cigarros – 10 a 12 anos
  • Madeira – 10 a 15 anos
  • Sapatos de pele – 25 a 40 anos
  • Nylon – 30 a 40 anos
  • Pele – 50 anos
  • Sola de sapato de borracha – 50 a 80 anos
  • Recipientes em plástico – 50 a 80 anos
  • Uma lata de refrigerante – 80 a 200 anos
  • Pilhas – 100 a 500 anos
  • Embalagem de laca para o cabelo – 200 a 500 anos
  • Uma garrafa de plástico – 450 anos
  • Fraldas descartáveis – 450 anos
  • Pensos higiénicos – 500 a 800 anos
  • Linha de pesca – 800 anos
  • Um saco de plástico – 20 a 1 000 anos
  • Uma garrafa de vidro – 1 milhão de anos ou mais
  • Esferovite – 1 milhão de anos ou mais

(de http://umavidaverde.com/)





quarta-feira, 6 de agosto de 2014


Clube centenário de Lisboa

cobiçado pela maçonaria


O que está em causa: fazer negociatas com os terrenos onde está instalado o Clube em questão, deixando-o na penúria. Isto é, palmar os terrenos do Palmense.

Leiam este artigo de José António Cerejo no Público e depois digam que a maçonaria é boa gente, idealista, patriota e tal... (exceptuando sempre uns idealistas totós que por lá andam).

Sport Futebol Palmense



 José António Cerejo, Público

O que é que num clube de bairro, centenário mas endividado, pode interessar a um grão-mestre da maçonaria e a autarcas do PSD?

A pergunta anda há meses na cabeça de centenas de sócios do Sport Futebol Palmense, uma associação criada em 1910 na Palma de Baixo, entre a Estrada da Luz e a Universidade Católica de Lisboa. A resposta, contudo, não se lhes afigura fácil.

Na síntese de alguns velhos sócios, que alegam recear pala sua segurança para não dar o nome, o clube está a assistir desde há uns dois anos a «um assalto» protagonizado por pessoas acabadas de chegar e com intuitos que não compreendem.

O confronto entre a tradição Palmense e os novos sócios tem-se vindo a agudizar e na quarta-feira à noite chegou a haver gritos e seguranças privados em frente ao clube. Dezenas de novos sócios, com raros apoios entre os antigos, apareceram no local para promoverem uma candidatura aos órgão sociais, sem que os nomes dos candidatos sejam conhecidos. Mas os do bairro não estiveram pelos ajustes.

A sessão, que não chegou a realizar-se, tinha sido marcada pela direcção  — cujo presidente está a cumprir uma pena de prisão desde Março e da qual já se demitiu uma grande parte dos membros  — e a convocatória das eleições, a realizar na próxima segunda-feira, tinha sido feita pelo presidente da Assembleia Geral sem o conhecimento dos restantes elementos da mesa.

Entre os novos sócios presentes encontrava-se Rodrigo Gonçalves, anterior presidente da junta de freguesia local  — a de São Domingos de Benfica — e actual deputado municipal. O autarca, que é também vice-presidente do PSD de Lisboa e membro do Conselho Nacional do mesmo partido, está a ser julgado por agressão a um outro presidente de junta do PSD e foi recentemente acusado de corrupção passiva pelo Ministério Público. (ver o nosso texto http://moldaraterra.blogspot.pt/2014/07/ex-autarca-e-vice-presidente-do-psd.html)

Ricardo Crespo, o cabeça de lista pelo PSD à junta local nas eleições de Setembro, a cuja lista derrotada pertencia também o presidente do clube que está na cadeia, também lá se encontrava, garantem várias testemunhas.

Quem lá não estava era o presidente da Assembleia Geral, o advogado José Francisco Moreno, que ocupa desde 2010 o lugar de grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal e fez parte do gabinete de Manuela Ferreia Leite, quando esta era ministra.

Ontem mesmo os outros três membros da mesa da assembleia mandaram-lhe uma carta a pedir uma reunião urgente por não terem sido vistos nem achados na convocatória das eleições e para pedirem explicações sobre o processo de adesão de novos sócios, que tem sido conduzido por um colaborador de José Moreno não pertencente  aos órgãos sociais.

Para os que se consideram filhos do bairro, nados e criados no clube, a ofensa maior traduziu-se entretanto na convocação da assembleia geral eleitoral de segunda-feira. Esta não se fará na sede, como sempre, mas no Hotel Ibis, na Av. José Malhoa.

À porta da sala deverá haver agentes da PSP e só poderão entrar os sócios com quotas em dia. Nelson Martins, um dos membros da anterior direcção que está do lado de José Moreno e Rodrigo Gonçalves, disse ao PÚBLICO que a reunião se fará no hotel e terá polícia à porta «porque vai haver muita gente e há pessoas que têm atitudes menos próprias». Nelson Martins recusa motivações políticas na adesão dos novos sócios. Diz que «são cerca de 300 e alguns até são da oposição».

Os nomes dos candidatos aos órgão sociais, explica, só serão conhecidos na assembleia «porque a oposição não quis que se fizesse a sessão de quarta-feira». Quanto à legalidade da convocação do acto eleitoral, Nelson Martins está confiante: «Eu não estou a ver o dr. Moreno a ser parvo. Ele sabe o que está a fazer. Ele não vai meter o pé na argola.»

Da parte dos adversários do grupo dos novos sócios, Carlos Gonçalves, um dos vice-presidentes que se demitiu logo no início do mandato «por ver o rumo ilegal que as coisas estavam a levar», é um dos que não entende o que está a acontecer no Palmense. «Isto é tudo muito estranho. Não percebo porque é que há um grupo de pessoas que nunca teve nada a ver com o clube e querer tomar o poder, custe o que custar», afirma.

O PÚBLICO tentou falar durante a tarde desta sexta-feira com Rodrigo Gonçalves e com José Moreno, mas não obteve resposta.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014


É esta a elite cavaquista

e da III República



Texto retirado de um despacho de Assunção Esteves, quando da sua passagem pelo Tribunal Constitucional:

«Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal como início do procedimento de requalificação no concreto e específico orgão ou serviço resulta de previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação»...

Desafia-se qualquer um a traduzir isto.

O mesmo desafio estende-se à frase por ela proferida em recente entrevista:

… «Houve um inconseguimento do soft power sagrado da Europa»...








Endereço electrónico de Ricardo Salgado


Para quem quiser reclamar o seu dinheiro, aqui deixamos

o endereço electrónico de Ricardo Salgado:


ricardo ponto salgado arromba bes e pt







sábado, 2 de agosto de 2014


A fraude


Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 2 de Agosto de 2014

O Estado tem de intervir, capitalizando ou separando o banco dos problemas. E depressa. Processem-me se quiserem: houve fraude. A justiça tem de agir

Já vamos aos polícias, já vamos aos ladrões, já vamos à ética, ao roubo, ao crime, já vamos aos culpados e aos inocentes, às vítimas, às fúrias e às lamúrias. Mas antes salvem o BES. Salvem-no já. Hoje é sábado, amanhã é domingo, chamem-lhe nacionalização ou capitalização, usem cocos ou socos, partam o banco em bom e mau, comprem-no, vendam-no, pintem o verde de laranja, azul ou encarnado, mas acabem com esta desgraça. O Estado tem de entrar em cena. Entrar já. E entrar com tudo.

Os resultados semestrais do banco revelam um crime. O da destruição de um banco; o da transmissão, deliberada e ocultada, do buraco do GES para o BES. Processem-me se quiserem: há fraude. Há burla. Há falsificação. A justiça tem de agir, investigar, condenar e absolver.

Até ao final de 2013, destruíram um grupo. Nos primeiros seis meses deste ano, passaram a destruição para o banco. Agora descobriu-se que o engano e a ilegalidade grassaram até ao último minuto.

Vai ser necessário usar dívida pública, recorrendo à linha da troika. Há interessados na parte boa do BES – incluindo a carteira de crédito a empresas. Mas há tantos problemas relacionados com a dívida do GES, e provavelmente na carteira de imobiliário, que não bastam os três mil milhões de euros de que se tem falado. É preciso mais. E é preciso anunciá-lo de modo tranquilizador. Dirão que os contribuintes não perderão dinheiro. É impossível. Pode não ser hoje nem este ano, mas parte do que é agora dívida será um dia défice. O BES não poderá gerar resultados para devolver no futuro a injecção de capital de que precisa. Nem de digerir os activos tóxicos sem perdas.

Perde-se um grande banco. A política vai incendiar-se. As contas públicas vão sofrer. As PME perderão o apoio do banco que mais as financia. A falência do GES arrastará fornecedores e trabalhadores.

Ricardo Salgado não pode ter feito tudo sozinho, mas liderou um grupo e um banco durante a maior fraude financeira da história económica portuguesa – e durante uma manipulação tão perturbadora que dará capítulos até de psicopatia, onde se listam exemplos de perversão narcísica. Salgado usou e abusou das pessoas que o rodeavam e até das pessoas que desconfiavam: o Banco de Portugal, que já não confiava desde Janeiro, foi enganado ainda em Junho. O mal produzido pelo Espírito Santo à economia e à sociedade é tão grave que a justiça deve investigar até a fortuna pessoal de Salgado, dos presentes de Angola às contas em Singapura.

Desgraçada sorte. Há uns anos, Salgado disse que «o capitalismo é amoral». Nós continuámos a admirá-lo. Mas, no fundo, ele avisou.





quinta-feira, 31 de julho de 2014


Está esclarecido porque as Catarinas Marcelinos

apoiam o «Acordo Ortográfico»...


Catarina Marcelino, deputada do Partido Socialista, doutora não-sei-quê, escreveu no seu facebook:






quarta-feira, 30 de julho de 2014


Toda a malta de Abril e conexa ao Panteão!

(Já, não, coitados!

Quando passarem ao Oriente Eterno...)


Heduíno Gomes

A ida da poetiza Sofia Andresen (ela e as feministas que desculpem eu chamar-lhe poetiza; ela é tanto poeta como a Dilma é presidenta) para o «Panteão Nacional» trouxe de novo à tona a questão de saber quem deve ir para o pé de figuras como 
Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque ou Camões. Agora que a excitação da demagogia e do sentimentalismo barato passou, já se pode reflectir.



De facto, não deixa de ser ofensivo para a dignidade nacional que qualquer pessoa, mesmo que ilustre, seja equiparada aos realmente gigantes da nossa história.

Já estão naquilo a que hoje se chama Panteão Nacional políticos rascas, políticos desequilibrados, um bombista, uma fadista (não desfazendo da sua linda voz), e agora uma poetiza. E já é reclamada a estadia de um futebolista (também não desfazendo).

É claro que todos os membros da classe política, intelectual e mediática, na esperança de lá virem a ser distinguidos como «barões assinalados», defendem a banalização do conceito de Panteão Nacional.

Esta gente que nos desgraça a nós e a Portugal ao pé dos nossos maiores?!!!

Os Braganças têm o seu panteão (mas D. João IV, pelo que representa, mereceria estar num autêntico Panteão Nacional). O pessoal do sistema quer um panteão? Então façam-no. Mas, por favor, não lhe chamem Nacional. Chamem-lhe, por exemplo, Panteão de Abril, dos Cravos, Laico e Republicano… como queiram. E até, em vez da cruz, podem lá colocar triângulos. E levem para lá o Manuel d'Arriaga, o Aquilino Ribeiro e o Humberto Delgado – entre outros cromos da história contemporânea!

Alves dos Reis ao panteão, já !!!!!!!!!!





terça-feira, 29 de julho de 2014


Boicote estas marcas !



Quem financia o declínio da Civilização ocidental?

A cadeia da McDonalds está no topo da lista das empresas que mais patrocinam programas de televisão sexualmente decadentes.

As empresas da lista aqui apresentada são os piores criminosos em cada categoria, e McDonalds, YUM! Brands, e Toyota Motor Sales Inc., em particular, têm sido os principais financiadores de estações americanas promovendo a decadência moral.

Particularmente chocante é a publicidade da McDonalds, centrada na criança.

O último relatório do Watchdog TV, lançado em Maio, destaca as empresas que anunciam em programas que incluem brincar sobre o incesto, estupro, pedofilia, glorificação do adultério, palavrões, a violência brutal, incluindo o canibalismo, e carnificina de feitiçaria.

A lista foi elaborada por associações de família americanas.

Apresentamos aqui as marcas operando em Portugal.

McDonalds
YUM!
Mars
Colgate Palmolive
Virgin
Time Warner
Sony
Toyota
Samsung
Red Bull
Unilever
AT & T
Microsoft
L'Oreal
Hyundai





segunda-feira, 28 de julho de 2014


O verdadeiro comunista...



– Se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?

– Sim – respondeu o militante.


– E se tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?

– Sim – respondeu, novamente, o valoroso militante.


– E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?

– É claro que doaria – respondeu o orgulhoso camarada.


– E se tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?

– Não – respondeu o camarada.


– Mas porque doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois, 500 mil se tivesse um milhão e não doaria uma galinha se tivesse duas?

– Porque duas galinhas tenho eu, porra!