segunda-feira, 30 de maio de 2011

A História de Portugal que não foi
porque o Homem morreu

Heduíno Gomes
Como está o PPD-PSD, todos sabemos.
Como seria com Carlos Mota Pinto, podemos ter uma ideia a partir do documento de 1985, abaixo apresentado, que fazia parte do plano de trabalho para dotar o PPD-PSD da orientação e instrumentos necessários a Portugal.
O Homem morreu e sucederam-lhe os pigmeus: Cavaco e seus clones. 
Passaram 26 anos.
Os problemas do PPD-PSD são os mesmos.
Os problemas de Portugal também.
E a solução também.


(Projecto)
O PAÍS, O PARTIDO, A MUDANÇA

Editorial do Presidente para o Povo Livre e a ser reeditado como manifesto para a mobilização da base.

O PAÍS

A situação do País é grave.
As empresas sentem dificuldades. O desemprego. A pobreza. A habitação. A assistência. A droga. O ensino. A identidade nacional.

As causas.
As utopias. O esbanjamento. A incompetência. O academismo. Os interesses egoistas dos grupos e a manipulação da sociedade.
As consequências previsíveis.
A bancarrota. A dependência económica e polltica em relação ao estrangeiro. A derrocada da democracia.

Mudar o rumo dos acontecimentos.
O povo português quer a mudança. Encontrar a perspectiva certa. Unir as forças construtivas. Abrir um novo capítulo na história de Portugal.

O PARTIDO

Para realizar a mudança é fundamental que o próprio Partido seja o motor.
Pela implantação popular de que desfruta e consequente expressão eleitoral de que dispõe. Por ser a expressão genuinamente popular e democrática da Nação. Por consubstanciar os interesses profundos de justiça e de progresso dos portugueses. Por possuir as forças internas necessárias à construção e à mudança.

O Partido não está, infelizmente, preparado para a mudança.
O Partido não tem um programa claro (tem um programa inútil, carregado de preconceitos ideológicos, irrealista, esquerdizante, socializante).
O Partido não possui uma organização sólida. O Partido não possui organismos sectoriais dinâmicos que apliquem a sua política.
O Partido não segue uma directriz clara. O Partido está dividido pela influência de interesses meramente pessoais e de grupos que o dilaceram no topo e se servem da base, que pacientemente tem assistido à sua utilização abusiva, a uma delapidação de energias do Partido e do País.

Vamos preparar o Partido para a mudança.
Vamos elaborar um programa claro, realista, que exprima as necessidades da Nação, do povo português.
Vamos dotar o Partido de uma sólida organização e de organismos que apliquem esse programa quer a nível nacional quer pontualmente.
Vamos clarificar o Partido. Que os interesses pessoais e de grupos fiquem à porta e que os militantes destacados para funções no Estado ou no Partido apliquem escrupulosamente a política do Partido, que queremos e procuramos que seja a política útil aos portugueses como pessoas, como famílias e como nação.
Quem assim não entende o Partido não entende a voz da sua base nem a voz dos portugueses. Essas pessoas devem tomar a iniciativa de ressituar-se a si próprios no quadro do Partido e mesmo em relação ao eleitorado junto do qual têm beneficiado da caução do Partido.
Queremos um partido com um programa claro. um partido construtivo. dinâmico. unido e forte para mudar Portugal [frase do Presidente para o poster previsto no Plano de Actividades no ponto 2.3 v)].
Desejo a unidade do Partido, mas a unidade assente no seu fortalecimento e clarificação. Apelo ao bom senso de todos. Mas lanço um apelo muito especial à base e aos quadros para que me ajudem nesta necessária e urgente tarefa.

(Clicar sobre as imagens para ver o original fac simile deste documento de 1985)



domingo, 29 de maio de 2011

A presença portuguesa em África

C O N V I T E
A Comissão Executiva do XVIII Encontro Nacional de Combatentes, a Revista Militar e a Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional têm a honra de convidar V.ª Ex.ª para a Conferência “A Presença Portuguesa em África”, que se realiza no dia 9 de Junho de 2011, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

AACDN

10H00 -Sessão de abertura
Professor Doutor Adriano Moreira; General Espírito Santo; Drª. Isabel Meirelles;TenGen. Vizela Cardoso

10H45 -1º Painel
“A estratégia de ocupação e o encontro civilizacional”;
Moderador -Almirante Vieira Matias
Prof. Dr. Rui Ramos
“Linhas de força da ocupação de posições em África pelos portugueses, na perspectiva estratégica e do desenvolvimento económico e humano, desde o século XVI ao fim da década de cinquenta do século XX. Conceito de espaço de interesse, face ao ambiente físico, social e político e às capacidades reais”.
Prof. Dr. José Carlos Oliveira
“Elementos históricos sobre as migrações africanas nos territórios do Ultramar Português”.
Prof. Dr. Pereira Neto
“Exemplos de interacção cultural. Relações dos portugueses com outros povos em África.
Encontros civilizacionais”.

14H30 -2º Painel
“A evolução da situação desde as vésperas do século XX”, Moderador -TenGen. Jesus Bispo
TenCor. José Brandão Ferreira
“Alterações nas condições de segurança no Ultramar Português na sequência do Congresso de Berlim de 1884/5; influência das forças europeias em presença. Papel das forças indígenas e de outros agentes do Estado ou de particulares na defesa da soberania nacional”.
Prof. Dr. Jaime Nogueira Pinto
“Evolução da posição da comunidade internacional quanto às idéiasde colonização e de descolonização. Efeitos práticos no terreno. Posição do regime português”.
Prof. Dr. AntonioJosé Telo,
“Processo de decisão política nacional para o início das operações militares em África no ano de 1961”.

17H00
Debate Final e Conclusões

+++++++++++++++++++++++++++++++

Introdução à conferência doTenCor. José Brandão Ferreira
A Comissão Executiva do XVIII Encontro Nacional dos Combatentes deci¬diu prestar homenagem a todos os portugueses, civis e militares, que em Á¬fri¬ca se sacrificaram pela sustentação do Império, promovendo uma confe¬rên¬cia, em con¬junto com a Direcção da Revista Militar e a Associação de An¬tigos Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, no dia 9 de Junho de 2011, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Para o efeito procedeu a convite a académicos eméritos para o tratamento dos temas que pareceram mais adequados aos fins em vista, e que irão pro¬por¬cionar a reflexão sobre os méritos do legado civilizacional deixado em Á¬fri¬ca pelos portugueses. Por razões evidentes da exiguidade do tempo foi da¬da¬ prioridade a Angola, Moçambique e Guiné, onde decorreram as últimas operações militares do Império, não esquecendo igualmente o preito de ho¬me¬nagem aos que defenderam a soberania naci¬onal noutros territórios ultra¬ma¬rinos.
A Conferência terá duas partes, sendo a primeira dedicada à ocupação dos ter¬ri¬tó-rios na senda das Descobertas, que custaram muitas vidas de cidadãos nacionais, especialmente provocadas por doenças, assim como ao alarga¬men¬to progressivo do espaço em conformidade com as capacidades nacio¬nais, sem prejuízo da manutenção das posições costeiras ameaçadas por for¬ças estrangeiras, em particular europeias. A presença portuguesa neste espaço fez vingar os direitos históricos reivindicados por Portugal quando os apeti¬tes das outras potências, muito mais poderosas, se tornaram ostensivos, prin¬ci¬pal¬mente a partir do Congresso de Berlim de 1884/5. A reacção nacional ao Ultimato inglês veio provar que a tarefa ciclópica de construção de um Im¬pério que aquela ocupação constituiu, de facto, um desígnio nacional.
Este andamento dos portugueses, funcionários, empresários, comerciantes, mi¬li¬ta-res e missionários, foi algumas vezes contemporâneo, noutras antece¬deu, as migrações dos povos africanos. O processo da conquista deu origem a cho¬ques, submissões, reconhecimento de direitos, típicos de processos se¬mel¬han¬tes ocorridos ao longo da História em todas as partes do Mundo.
Importa-nos uma descrição objectiva das situações então ocorridas de acordo com os valores do tempo histórico, desmascarando enfoques que não visam a verdade, mas que se verificam, muitas vezes para denegrir a importância da presença portuguesa, num jogo de poder invisível.
Interessa reflectir sobre os encontros ocorridos entre os portugueses e os a¬fri¬ca¬nos, traduzidos em negociações amigáveis, que constituíram verdadei¬ros encontros civilizacionais. O legado mais importante deixado por Portu¬gal foi o início da constituição de Nações nos territórios definidos à custa de vidas humanas e do reconhecimento internacional dos direitos históricos so¬bre esses territórios. E é o resultado daqueles encontros e deste legado que tor¬narão indestrutíveis os laços que actualmente unem Portugal a todos os paí¬ses onde se fala a língua portuguesa.
A segunda parte da Conferência trata do esforço militar realizado por portu¬gue¬ses e africanos, civis e militares, indígenas e forças expedicionárias, nas lutas pela definição dos limites territoriais e pela consolidação da soberania, a partir dos finais do século XIX e durante a primeira década do século XX, assim como os novos problemas políticos que conduziram à Guerra do Ultramar.

Os "boys" e a senhora Dona Zita Seabra

Heduíno Gomes
Com o título «Os ‘boys’», a senhora Dona Zita Seabra publicou hoje no JN (29.5.2011) um artigo que me entusiasmou pela sua oposição à corrupção no meio político. Trata-se, de início, de generalidades morais muito correctas. Pensei logo que, afinal, a senhora se teria convertido (à moral na política, na circunstância, bem entendido).
Vou por aí abaixo no artigo e começo a interrogar-me sobre o ponto a que a senhora Dona Zita quer chegar. É que a senhora Dona Zita começa a dar exemplos de imoralidades na política mas queda-se pelas pulhices humanas de um dos gangues. Sobre o gangue que lhe comprou o passe, moita-carrasco.

E a senhora Dona Zita termina magistralmente a sua prosa: «Mas vai dar muito trabalho ao PSD e a Pedro Passos Coelho fazer regressar à política a nobreza de quem quer apenas que esta volte a ser um mero serviço do bem comum e que a esperança regresse a Portugal.»
A senhora Dona Zita parece querer dizer que o gangue que lhe comprou o passe possui nobreza e se preocupa com o bem comum. Penso eu que se trata de um juízo moral sincero e não de uma graxazinha ao poder a que lhe possa cheirar.
E a senhora Dona Zita fala em regresso à nobreza na política. Regresso significa que já houve. Quando, depois do seu querido 25 de Abril, é que houve nobreza? Vá, diga lá quando, que é para ficarmos a saber que referências tem para a moral na política!
E depois cá estamos para concordar ou não. Sim, porque, na classe política de Abril, alguma pessoa séria haverá! Não são todos iguais! Precisamos é de saber quais são as referências aconselhadas pela senhora Dona Zita, para além dos compradores do seu passe.



Comentários ao cruel dilema Sócrates-Passos

Se o tipo não vai a primeiro-ministro, então quem é que vai? O Sócrates?
Abraço,
A.
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Caro amigo A.,
Eh pá, a curto prazo, isto está perdido com qualquer das «soluções». As moscas é que variam. E é preciso que sobre esse Passos Coelho não haja ilusões. O actual sistema não contém qualquer solução válida nem razoável. A ilusão só nos faz perder mais tempo. Os Portugueses andam a passar de ilusão em ilusão e assim não se sai disto. Eu nem votarei em qualquer desses tipos do sistema.
E nem Presidente da República à altura dos acontecimentos temos. Há 26 anos que ando a dizer o que é Sua Excelência, o pessoal não acreditava, a outros convinha-lhes fingir que não acreditavam, e agora parece que alguns começam a perceber que colocaram um carreirista em Belém. Entretanto…
Toda esta falta de pontaria dos Portugueses é consequência da visão imediatista da política. A massa tem desculpa porque é massa. Quem não tem desculpa são os comensais do sistema.
A solução só pode ser -- previamente -- dar a volta por dentro aos partidos modificáveis para bem, correndo com as camarilhas arranjistas que os governam (arranjistas, liberalóides, invertidas e etc.) e dotando-os de doutrina e programas reflectindo o interesse nacional, o bem comum e... a decência!!!
Não existe outra solução. Nem um golpe de Estado, pois já nem temos Forças Armadas para o fazer: temos «generais sentados», como dizia o americano. Algum oficial que pense decentemente, isto é, patrioticamente, está isolado.
Entretanto, tanto me faz que esteja lá o fabuloso Sócrates -- o do actual sistema de ensino miserável, do delapidar da economia, do «casamento» dos invertidos, do aborto e eutanásia, da porno nas televisões, da permissividade nas drogas, do «acordo ortográfico» e da «regionalização» -- como o patético Coelho -- com o seu Programa e corte de Catrogas do cavaquismo ou cavaquismo «crítico», o Coelho dos mesmos sistema de ensino miserável, do delapidar da economia, do «casamento» dos invertidos, do aborto e eutanásia, da porno nas televisões, da permissividade nas drogas, do «acordo ortográfico» e da «regionalização».
Vamos acabar com isto e encontrar uma solução para Portugal ou optar entre os dois baldes iguais com moscas diferentes?
Infelizmente, a questão é simplesmente esta…
Um abraço.
Heduíno


Sobre Valores e Legislativas

Rodrigo Faria de Castro
Quem garante que o PSD cumpriria o que o Passos Coelho hipotetizou sobre novo referendo ao aborto? Depois diriam que nem estava no programa de governo... Cuidado com os lobos vestidos de cordeiro!!
Quanto ao PP "CDS só aceita nova consulta popular quando passarem, pelo menos, dez anos sobre a anterior"
O PP tem 5 deputados por Lisboa.
Espera subir desta vez, com cabeça de lista pro aborto e pro "casamento" gay. http://www.ionline.pt/conteudo/65468-teresa-caeiro-nao-se-deve-fazer-experimentalismos-com-criancas-ponto-final
O 6.º deputado é pro "casamento" gay. Logo se o PP cresce em Lisboa- elege mais um deputado antifamília.
Vêm com a conversa que o PPV está a roubar deputados ou a dispersar os votos... Quem rouba são eles: Portugal é Pro Vida!
O 3.º por Lisboa (elegível) também é a favor do "casamento" gay
"Teresa Caeiro, João Rebelo e Assunção Cristas apresentaram declarações de voto, justificando o voto contra pela vinculação ao partido e pela manutenção de uma “posição homogénea” do grupo" http://ww2.publico.pt/Media/revolta-em-surdina-no-ps-no-dia-do-sim-ao-casamento-gay_1416948?p=1
Quem tem ouvidos para ouvir oiça.

Os passos do Coelho sobre o aborto:
um passo à frente, dois passos atrás

Heduíno Gomes
Já estamos habituados a assistir a Passos Coelho mudar permanentemente de opinião. Agora as suas variações foram sobre o aborto.
Primeira impressão: dizendo e desdizendo, parece um tolinho que não sabe o que quer.
Segunda impressão: parece um oportunista à caça dos votos de quem defende a vida.
Terceira impressão: parece um trapalhão a meter os pés pelas mãos.
E gramaticalmente falando:
«Se houvessem cidadãos portugueses que quisessem a realização de um referendo…»

Se o tipo vai a PM, estamos feitos...

Texas:
Lei obriga a realização de ultra-sons antes do aborto

O governador do Texas, Rick Perry, assinou o Projecto de lei 15, para entrar em vigor em Setembro, que exige que uma mulher realize um ultra-sons antes de decidir praticar um aborto.
Perry afirmou que com "esta importante lei se assegurará que toda mulher no Texas que pretende realizar um aborto conheça os factores sobre a vida que leva e entenda o devastador impacto desta decisão".
A lei estipula que um médico realize um ultra-sons 24 horas antes de um aborto e mostre a imagem à mãe, para que ela escute os batimentos do coração do feto.

Cavaco: ganda lata!
(Já sabíamos…)

Heduíno Gomes
Num discurso no centenário do ISEG, critica os políticos por verem apenas o imediato e não se preocuparem com o futuro.
Ó pra ele quando PM!



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Colóquio na SEDES
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Suposto tema: a competitividade

Heduíno Gomes
Com Medina Carreira, Alexandre Relvas e António Carrapatoso, teve lugar na SEDES um colóquio sobre o suposto tema da competitividade. E se digo suposto tema é porque mal se falou do assunto. Falou-se, sim, da desgraça em que se encontra o País e do futuro negro que nos espera, com a verdade incómoda que Medina Carreira não permite esconder.
Em contrapartida, ouvimos o optimismo ideológico descabelado de Alexandre Relvas, aquele tecnocrata cavaquista habituado a chafurdar no chiqueiro da política, no caso no laranjal, sempre superficial, com ideias sobre tudo mas sobre nada, falando de números e de pobrezinhos que impressiona pela sabedoria e até comove pela bondade do seu coração. E ele cita mesmo a grande referência que é o «filósofo» bloquista e defensor de maus costumes José Gil a justificar o seu optimismo de princípio! Sim, de princípio! O seu leitmotiv é exportar, coisa que o Estado deve financiar. Pudera, ele exporta vinhos. Sistema de ensino? É tu cá, tu lá, com números e tudo. Assim tipo Deus Pinheiro, Roberto Carneiro, Grilo ou Cavaco. Problema demográfico? Com creches e transportes escolares e já está (vê-se bem nos países da Europa onde isso não falta). Enfim, é um crânio do Cavaquistão.
O outro vendedor de optimismo foi o tecnocrata e liberal confesso António Carrapatoso, sem partido mas a ajeitar-se a uma pasta de «independente». Como é seu costume, lá vociferou contra o Estado, pretendendo reduzi-lo a um faz de conta, entregando aos privados tudo o que compete a um estado moderno. E, fazendo história, pretendeu que «as coisas correram bem» entre 1985 e 1995, isto é, durante o cavaquismo, isto é, durante os governos daquele senhor que, dispondo de maioria absoluta para decidir livremente, criou o monstro, liquidou a agricultura e as pescas, e deu continuidade à burla do ensino que temos.
E são estas as alternativas que se apresentam ao fabuloso Sócrates. Se não se arranja solução, estamos feitos.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os sacrifícios de cada um na crise
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A múmia de Belém

Resumido de Daniel Bacelar
45 mil são os euros por dia para a Presidência da República, nas contas do Palácio de Belém.
Assim descobriu o DN que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores, bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros). É apenas ultrapassado pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy e pela Rainha Isabel de Inglaterra, que custa 46,6 milhões de euros anuais.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

João César das Neves:
Mais uma prova de bom gosto e … inteligência!

Heduíno Gomes
Com o título «Sobre-humano», publicou João César das Neves no DESTAK (11.05.2011) um comentário sobre situação nacional e Sócrates.
João César das Neves, como de costume, concentra as culpas da actual miséria em Sócrates, «esquecendo-se» de nomear aqueles co-responsáveis disto tudo que pertencem à sua tribo, e mais concretamente a cavaquista. O mesmo diremos em relação  à honestidade de Sócrates em comparação com a honestidade da restante classe política, nomeadamente a da sua tribo, e mais concretamente a cavaquista.
Já estamos habituados a esse sectarismo não muito cristão.
Mas o homem perde a cabeça e excede-se um tanto, o que certamente deveria ser objecto da sua próxima confissão. Referindo-se a Sócrates, termina ele o seu comentário desta forma sublime, elegante, de bom gosto, inteligente e cristã:
«Nada o afecta e ele segue tão confiante e desafiante como sempre. Ninguém mais conseguiria, após 6 anos de ataques, escândalos e fiascos, manter a pose impoluta do primeiro dia. Isto merecia ser estudado. Quando morrer, o senhor Primeiro-ministro devia doar o corpo à ciência
Comentários para quê? É um comentador cristão!


As eleições e os defeitos humanos na política

Pedro Afonso, Médico Psiquiatra
Mesmo para quem faz do estudo e tratamento da insanidade humana o seu ofício, não pode deixar de ficar perplexo e espantado com a proliferação do destempero na vida política. Segundo o escritor Juan Manuel de Prada, quando os malvados e os tontos alcançam o poder democraticamente podemos afirmar, sem qualquer dúvida, que a sociedade alcançou o grau máximo de corrupção. Considerando que em breve iremos ter um novo governo, convém fazer uma reflexão sobre os defeitos humanos na política, exortando a escolha de políticos virtuosos.
Um dos defeitos humanos na política é o excesso de amor-próprio. É arriscado permitir que um narcisista alcance o poder, já que este, sobrevalorizando as suas reais capacidades, apenas se irá preocupar com fantasias de sucesso ilimitado. Demasiado ocupado com a admiração pública das suas qualidades singulares e com as suas obras grandiosas, este perfil de governante despreza os outros, tornando-se impaciente e arrogante quando as pessoas falam dos seus próprios problemas e preocupações.
A compulsão para a mentira é outro defeito perigoso. Os homens habituados a mentir publicamente com o tempo acabam por mentir em privado, chegando ao ponto de mentirem a si próprios. É desta forma simples e eficaz que se mantêm no exercício do poder, ainda que os resultados da sua incompetência sejam inequívocos. Trata-se de um mecanismo primário de defesa: em vez da verdade dolorosa, escolhe-se a mentira consolatória.
Os distúrbios de memória, convenientemente selectivos, utilizados para fugir às responsabilidades, correspondem a outra imperfeição humana. Esta situação torna-se evidente quando o político num dia promete uma coisa e no dia seguinte, com naturalidade, faz exactamente o contrário, sem que se dê conta de tamanha incongruência. As promessas costumam ser feitas com a mesma convicção de um vendedor de banha da cobra, surgindo invariavelmente a garantia de resolver todos os problemas de uma vez para sempre com base num plano grandioso, seja ele qual for.
A imaturidade intelectual na vida adulta pode revelar-se um defeito pernicioso. Estas pessoas têm um desejo irreprimível de impor aos outros a ideia errada de que “progredir é regredir”. A crença de que somos todos profundamente carentes de direitos, e que estamos dispensados de responsabilidades, tem consequências nefastas. Desta forma fomenta-se a regressão, desvaloriza-se o esforço e promove-se o ócio; constituindo o mecanismo mais rápido para fragilizar uma economia e empobrecer um povo.
A ignorância (e a falta de consciência da mesma) revela-se uma imperfeição humana terrível na política. Tudo se complica quando se associa o desejo de fazer obra e mudar o mundo, característica que é tanto mais perigosa quando se tem parcos conhecimentos do mesmo. Quando um político ignorante, com um profundo desconhecimento da realidade, alcança o poder e tem uma ideia política o mais provável é acontecer um desastre, abrindo-se um caminho inexorável para a tirania; tendo em conta que a tirania é acima de tudo “uma ideia pessoal sobre a realidade”.
A falta de seriedade intelectual e a dissimulação têm-se tornado frequentes como estratégia de aproximação ao poder. Os aduladores, que constituem uma espécie de corte em torno do líder, representam bem este defeito humano tão antigo. Estes indivíduos, desprovidos habitualmente de qualidades que os distingam dos seus semelhantes, fazem juras de fidelidade eterna a quem está no governo. Mas tudo isto é falso, já que estes nómadas da subserviência serão os primeiros a abandonar o líder mal ele caia em desgraça.
Evite-se, pois, escolher políticos com excesso de amor-próprio, mentirosos, sem palavra, imaturos, ignorantes e aduladores, uma vez que foram estes defeitos humanos que atormentaram os nossos antepassados e que tantas vezes levaram a catástrofes políticas, sociais e económicas.





domingo, 22 de maio de 2011

Mais filmes para os filandeses verem...
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FÁTIMA NO MUNDO»

O cariz universal da mensagem e a devoção a Nossa Senhora de Fátima

No arquivo do Santuário de Fátima há correspondência com uma paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima, perto do Pequim. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima encontra-se no pico do Evarest. Em Sidney, Austrália, existe um belo Santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima. Na fronteira entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, todos os anos, há uma peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Fátima que culmina com uma missa e que já juntou cerca de 100 mil pessoas. São cerca de 10.000 as manifestações dedicadas a Fátima por esse Mundo fora, que vão desde Santuários, cerca de 300, paróquias, igrejas, empresas, escolas, universidades, hospitais, etc… David Carollo, americano e membro do Apostolado Mundial de Fátima diz que o mistério das Aparições de Nossa Senhora em Fátima ultrapassa largamente a diáspora portuguesa. É este fenómeno da Universalidade de Fátima que se pretende dramatizar numa Série Documental de seis episódios, 50 minutos cada, a ser emitida na RTP. Série Documental dividida em 6 episódios: 1º - Fátima e a Europa a História 2º - Fátima e a Europa, Santuários, Procissões e Testemunhos. 3º – Fátima e a América do Sul 4º – Fátima e a América do Norte 5º - Fátima e a África 6º - Fátima e a Ásia e a Oceânia Através de cada episódio seremos envolvidos com as mais fantásticas histórias de como nasceram estes santuários e locais de devoção que tem a sua presença em países como o Líbano e se espalham pelo mundo fora. Também seremos confrontados com testemunhos de peregrinos e devotos de Nossa Senhora de Fátima, das mais diversas origens, que nos vão tocar profundamente. A história deste fenómeno contado por quem o vive de forma simples e autêntica.

Fátima e a Europa a História
Neste 1.º episódio da série Fátima e o Mundo, narra-se com ritmo, drama, mistério e fascínio a impressionante ligação de Fátima aos grandes acontecimentos do Sec.XX como: A 2.ª Guerra Mundial; A Guerra-Fria, o atentado ao Papa João Paulo II, a que se segue a queda do Muro de Berlim.
O episódio Fátima e a Europa, a História, testemunha também o nascimento de muitos locais de devoção e Santuários dedicados a Nossa Senhora de Fátima em países em que a palavra de Deus era proibida.

Autoria: Manuel Arouca


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Os candidatos de Passos Coelho
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Francisco José Viegas: intelectual burrinho
ou desonesto?

Heduíno Gomes
Passos Coelho comprou o passe do intelec Francisco José Viegas e colocou-o em cabeça de lista em Bragança. Vejamos as habilidades mentais do artista.
O intelec Francisco José Viegas, no programa da TVI em que é comentador, teve um daqueles raciocínios lógicos que daria para irremediavelmente chumbar em filosofia e em matemática.
O assunto era a pedofilia praticada por uns padres (e supostamente por outros). Então, pretendia o nosso intelec da III República (para quem não saiba, esta qualificação aqui utilizada é duplamente pejorativa) que, por esta razão, a Igreja perdeu a autoridade moral sobre a bandalheira sexual da modernidade.
Vejam-me bem essas premissas e a conclusão do primata! Apesar da moderadora do programa lhe chamar a atenção para a bronca lógica, o tipo insistiu na sua até ao fim.
Burrinho em lógica ou desonesto? Ou juiz em causa própria?
Não há dúvida, está à altura do detentor do seu passe.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Fernando Nogueira:
a explicação porque não teve os «tiques» no sítio

José Cruz
No post anterior, é levantado o problema de Fernando Nogueira não ter tido os «tiques» no sítio quando Cavaco o traiu. A explicação é simples.
Durante os 10 anos de governo cavaquista e presidência cavaquista do PPD, Fernando Nogueira era uma das peças mais influentes do patrão Cavaco, precisamente o seu braço direito.
Fernando Nogueira ainda não era colaborador de Jardim Gonçalves no BCP e não possuía a habilidade dos seus rivais Dias Loureiro, Duarte Lima, Ângelo Correia e outros para ganhar uns cobres fazendo valer as suas influências. Em 1986, tendo necessidade de comprar uma casa e faltando-lhe dinheiro, pediu-o emprestado ao Partido, tendo Cavaco concedido o empréstimo de 3500 contos sem juros e sem prazo.
A dívida era secreta mas o núcleo central cavaquista tinha conhecimento dela. E quando se desenvolvem as rivalidades no seu interior, os seus inimigos de dentro, em 1991, fornecem a informação ao jornal Independente.
Quando, em 1996, Fernando Nogueira pretende pagar o empréstimo, e insiste nisso, o documento tinha desaparecido do cofre do Partido e os seus dirigentes de então diziam que tudo estava saldado apesar da insistência do devedor em pagar.
E assim se percebe como Cavaco tirou a Nogueira os «tiques» do sítio apesar deste ter sido miseravelmente traído pelo sonso de Boliqueime.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os tiques dos caciques

Heduíno Gomes
Fernando Nogueira, que reapareceu em cheio, e a fantástica Paula Teixeira da Cruz, a da campanha abortista, resolveram mandar umas bocas sobre o Paulo Portas, dizendo que este tem um «tiques socráticos».
De facto o Portas tem uns tiques. Mas também é verdade que os dois acusadores de tiques não têm nada de substancial no plano político para acusar o Portas, que os deixa a léguas, apesar dos seus tiques.
E a propósito de tiques.
Dos tiques da abortista não vale a pena falar pois toda a gente os vê na televisão.
E dos «tiques» de Fernando Nogueira, só é pena que não os tenha tido no sítio quando o Cavaco, de quem foi capacho, o traiu indecentemente.


sábado, 14 de maio de 2011

Mais uma de um «antifascista» mentiroso compulsivo

Heduíno Gomes
TVI 24, 13 de Maio de 2011. Num programa supostamente cultural, é entrevistado Vitorino, cantor de Abril, que se nos apresenta com o seu artificialismo e narcisismo do costume.
Olhem só para a categoria
da minha pose!

 Então tivemos a oportunidade de o ouvir falar mais uma vez do seu heroísmo de resistente «antifascista». Entre as várias que largou, a mais cómica foi dizer que a Comissão Pro-Associação da Escola de Belas-Artes de Lisboa era clandestina (na realidade, as comissões pro-associação de algumas escolas superiores, e liceus, eram na prática as associações de estudantes dessas escolas, actuando perfeitamente às claras, com eleições públicas, sendo reconhecidas pelas autoridades escolares, possuindo sedes cedidas pelas mesmas autoridades, afixando livremente propaganda nas suas escolas eventualmente com regras ambientais... –  e apenas se distinguindo das associações por não terem os seus estatutos aprovados pelo Ministério da Educação). 
É desta maneira, intoxicando com a mentira, que estes tipos pretendem escrever a história de Portugal na época do Estado Novo…
E como sobremesa lá tivemos num vídeo previamente gravado o artista abrilista, a cantar, desafinando como de costume, a eito, como de costume, e fora do tempo, como de costume. É que este artista abrilista, como não tem a mínima noção do tempo musical, nem um playback decente é capaz de fazer.
Aconteceu uma vez, nos anos 80, que, na gravação de um programa de televisão no Porto, um técnico da régie, comparando o desempenho desastroso do artista abrilista com o de um miúdo da primária que também participou nesse mesmo programa (miúdo que ainda por cima estava sonolento por já se encontrar doente com mononucleose, embora ainda não diagnosticada), comentou: – O gajo devia era aprender com o puto a fazer um playback
E vamos gramando estes tipos, artistas de terceira, heróis de opereta e pedras vivas da resistência «antifascista», a cantar mal e a ensinar às novas gerações como se vivia no Estado Novo!



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Olivença
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«Além Guadiana» apresentad​o em Lisboa

No dia 12 de Maio, pelas 11:00 horas, a associação cultural oliventina "Além Guadiana" apresentar-se-á pela primeira vez em Lisboa.
"Além Guadiana, três anos a promover a cultura portuguesa em Olivença" é a síntese de um movimento cultural nascido na primavera de 2008 com o compromisso de contribuir a recuperar, preservar e valorizar a herança linguística, monumental e etnográfica de raiz portuguesa em Olivença, bem como fomentar a aproximação cultural da Lusofonia. O acto, aberto a todos os interessados, celebrar-se-á na Casa do Alentejo (Portas de Santo Antão, 58) de Lisboa.

Acerca do filme sobre Portugal dedicado aos finlandeses

Heduíno Gomes
O filme sobre Portugal e dedicado aos finlandeses é globalmente positivo pois diz várias coisas que muito honram Portugal, puxando os Portugueses para cima. É bom que haja portugueses que tenham a coragem de falar assim de Portugal, coisa que, com a abrilada, caiu em desuso. Contudo, o filme apresenta alguns erros, que devemos assinalar.
A primeira nota é que parece que Cascais é o centro histórico ou a capital de Portugal. Esta visão de Portugal por parte dos meninos (ou senhores, como se queira) da linha não é exactamente a verdadeira. Esta visão cascaiscêntrica reflecte um pouco o que hoje se considera elite portuguesa e vai pela política. O facto de a iniciativa ser da Câmara de Cascais também não justifica a visão localista.
O filme induz em erro sobre o significado de hispânico. Saberá o guionista que D. João II se opôs a que aquele Estado centro-castelhano se chamasse Espanha? E depois o filme alimenta o mito estatístico de que a maioria dos americanos pensa que Portugal é uma província de Espanha, como se fosse ciência provada e, mesmo que fosse, como se a ignorância geográfica tivesse algum valor.
Finalmente, o filme embarca no mito Sousa Mendes (o Aristides, não o seu irmão gémeo César, Ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo de Salazar). Efectivamente, o filme apresenta o Aristides como herói salvador de judeus, quando o verdadeiro salvador dos judeus foi o próprio Salazar. O cônsul não passou de um irresponsável que colocou em perigo não apenas a segurança e independência de Portugal perante uma real ameaça alemã como também a segurança quer dos refugiados que ele supostamente teria salvo, quer das centenas de milhar a quem Portugal permitiu escapar da loucura nacional-socialista. De notar ainda que, segundo informações dos serviços ingleses (está documentado), o «benemérito» Aristides vendia generosamente os passaportes aos judeus. E o filme – que vai na onda das ideias fabricadas pela mitologia anti-salazarista – até promove o «herói» a embaixador quando foi apenas cônsul. Aliás, não foi só dessa vez que Aristides Sousa Mendes se comportou como irresponsável e indisciplinado. Não foi a primeira vez que foi alvo de um processo disciplinar por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Já o fora no tempo da I República. Enfim.
Que se façam muitos filmes patrióticos, mas, por favor, com mais rigor…



terça-feira, 10 de maio de 2011

Até o Otelo já reconhece!

Otelo: precisamos de um homem com a inteligência e a honestidade do Salazar para resolver a crise que Portugal atravessa.

O Catroga em directo

Heduíno Gomes
O Catroga em directo nos «Prós e Contras» (9.5.2011).
O Catroga do cavaquismo, co-responsável por aquilo a que chegámos, inclusivamente pelo célebre monstro, passava por ser o inteligente visível do grupo por que Passos Coelho dá a cara. Mas será verdadeiramente inteligente quem mente tão descaradamente e deixa transparecer tão infantilmente as suas aldrabices?
A história do diz e desdiz acerca da privatização ou não da CGD é o exemplo acabado das aldrabicezinhas deste cavaquista, académico de meia tigela e criado de certos interesses antinacionais.
Outra brilhante dele.
«Eu até não sou membro do PSD» -- diz ele. Então já não é? Mas era, não?... Então o que fazia na primeira fila em reuniões do PSD (!!!), exclusivas de militantes (!!!) a fazer campanha, em pleno cavaquismo, a favor de outro cavaquista para as eleições da Distrital de Lisboa? (só não me lembro se era na campanha do Duarte Lima, se na do Pacheco; só me lembro que lhe dei nas orelhas)
É gente desta que compõe a «elite» do Passos Coelho.

Catroga:
Olha o exemplo de virtude!

Francisco Pereira da Silva
Catroga recebe 9693 euros de pensão -- Correio da Manhã datado de 20-03-2007.
 
Antigo ministro das Finanças e professor catedrático convidado do ISEG, Eduardo Catroga vai aposentar-se no mês de Abril com uma pensão mensal de 9693,54 euros, de acordo com a listagem publicada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) para o próximo mês. Em conversa com o Correio da Manhã, o economista explicou que o valor é a soma das pensões a que tem direito pelos seus descontos como funcionário público e como trabalhador privado.
“Tenho uma carreira de vinte anos como funcionário público e de quarenta como funcionário privado”, explicou o ex-ministro, que prometeu e cumpriu a retoma económica portuguesa nos anos de 1990, adiantando que contribuiu tanto para o regime geral da Segurança Social como para a CGA.“Fiz em paralelo as duas carreiras e agora, por questões de simplicidade e por ser mais prático, as duas pensões são unificadas numa única prestação”, revelou o antigo ministro das Finanças. A pensão é paga pela CGA que “posteriormente é ressarcida da componente privada” pelo regime geral. Professor catedrático no ISEG e administrador de várias empresas, Catroga escusou-se porém a revelar se se vai retirar da vida activa no próximo mês. Apesar de ser o valor mais alto da lista dos aposentados e reformados cuja pensão é paga pela CGA a partir do mês de Abril, a reforma de Catroga não é a única a ultrapassar o limite dos 12 salários mínimos nacionais (4836 euros) impostos no sector privado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Luas nos olhos de João César das Neves

Heduíno Gomes
A propósito da onda de contestação que percorre o mundo muçulmano, João César das Neves não podia deixar de escrever qualquer coisa sobre isso na sua habitual rubrica no DN. Além das coisas ditas e reditas, João César das Neves desenvolve sobre a relação entre religião e política e faz um paralelismo histórico:
«Aquilo que Constantino fez ao cristianismo nasceu no islão com o próprio Maomé, que foi chefe militar.»
Ficamos assim a saber pelo teólogo, sociólogo, político, economista, esteta, humorista e também historiador João César das Neves que a adopção do cristianismo como religião de Estado por Roma (aliás, como mais tarde a católica França, o católico Portugal, etc.) é comparável ao facto do assaltante de caravanas Maomé ter submetido pela espada – no sentido mais literal – os povos que encontrava pelo caminho, impondo-lhes a adesão à religião por si fabricada.
Opiniões. O que espanta é o destaque que alguns dão a estas patacoadas que se inserem, ainda que involuntariamente, num conjunto de ideias relativistas e historicistas sobre a religião e o cristianismo.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

O buda sindical João Proença é cego, surdo, mudo e...
esquecido

José Cruz

Neste 1.º de Maio, dia da demagogia em defesa «dos trabalhadores», repetiram-se as habituais promessas de utopias, não vão os sindicalizados deixar de pagar quotas e de justificar a «representativa» chulice dos delegados sindicais.
Vindas da parte do Carvalho da Silva da CGTP, já nem merecem comentários. Mas vindas de uma central sindical supostamente «ponderada», dirigida pelo «ponderado» João Proença, temos de fazer um reparo.


Na crise que vivemos, de irremediável apertar do cinto, vem o buda sindical Proença com o seu cardápio de «conquistas dos trabalhadores», «direitos adquiridos»,etc., precisamente aquelas maravilhas que bloqueiam a economia. Pois que diga, que o FMI lhe vai fazer a vontade.
Mas o Proença não ficou por aqui. Ele decide fazer referências «históricas» negativas àqueles que mais desenvolveram a economia portuguesa, com ela sempre a subir ao longo de décadas, os economistas do Estado Novo.
Conversa da treta de um buda sindical.

 .

domingo, 1 de maio de 2011

Perita em neurociências
assegura que oração
ajuda a desenvolver o cérebro


A neurorradiologista italiana Adriana Gini afirmou que a prece é benéfica para o desenvolvimento do cérebro, ao participar num fórum sobre os jovens e a comunicação na era digital celebrado em Roma.