segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O «patriota» e «historiador» esperto Madail

Na apresentação da candidatura iberista da bola, pretendendo realçar uma suposta grande proximidade entre Portugal e Castela (que protagoniza o Estado espanhol), exclama o parolo (pensando que é esperto) Gilberto Madail, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol: os nossos dois países estão «entrelaçados pela história».

A que laços que nos «entrelaçam» se referirá este historiador de meia-bola?
A Aljubarrota?
À ocupação filipina de 60 anos?
À Guerra da Restauração de 28 anos que deveriam envergonhar os abrilistas cansados de 14 anos de guerra suave?
À Guerra das laranjas do Godoy e da rainha espanhola sua amante?
À ocupação de Olivença desde 1801 e que recusam devolver apesar do Tratado de Viena de 1815?
À Guerra Peninsular ao lado de Napoleão visando esquartejar Portugal?
Ao apoio de Afonso XIII aos arruaceiros republicanos para desestabilizar Portugal?
Ao plano de Franco nos anos 20 do séc. XX para ocupar Lisboa?
Aos planos quer falangistas quer republicanos para anexarem Portugal, aqui pertinho no tempo, em 1936-1939, plano que Salazar sabiamente soube furar?
Ao desejo traumático de anexação que perdura nos castelhanos?

Madail só tem uma atenuante: é ignorante destas coisas, como, aliás, a maioria dos Portugueses o são. Por isso faz diplomacia paralela irresponsável e repete frases feitas, idiotas, que ouve a outros como ele.

Heduíno Gomes
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Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Peninsular e outros episódios da História de Portugal em Wikipédia.

Guerra Peninsular



Monumento aos heróis da Guerra Peninsular.

A chamada Guerra Peninsular sucedeu no início do século XIX, na Península Ibérica, integrando o evento mais amplo das Guerras Napoleónicas. Envolveu Portugal, Espanha, Grã-Bretanha e França, com repercussões além da Europa, na independência da América Latina.

A Guerra Peninsular entre 1807 e 1814, tem uma sequência de eventos envolvendo a península que remontam à Campanha do Rossilhão (1793-95), quando tropas de Portugal reforçam as da Espanha, integrando a primeira aliança liderada pela Inglaterra contra a França revolucionária.

A partir da ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder (1799), a Espanha alia-se à França para, por meio da invasão e da divisão de Portugal entre estes, atingir indirectamente os interesses comerciais do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda (Guerra das Laranjas, 1801).

Em Julho de 1807, com os acordos secretos de Tilsit, vai no entanto abrir-se um novo capítulo na guerra europeia. Em Agosto, enquanto Napoleão faz concentrar tropas em Baiona para a invasão de Portugal, os representantes da França e de Espanha em Lisboa entregaram ao príncipe regente de Portugal, dom João, os seus "pedidos": Portugal teria que se juntar no bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra; fechar os seus portos à navegação britânica; declarar a guerra aos ingleses; sequestrar os seus bens em Portugal, e prender todos os ingleses residentes.

Em 5 de Setembro de 1807, o general Andoche Junot está já em Baiona a cuidar dos últimos preparativos das tropas que irão invadir Portugal[1], antes de obter uma resposta definitiva do príncipe regente de Portugal, e antes mesmo de Napoleão assinar o Tratado de Fontainebleau com a Espanha (27 de outubro de 1807), no que parecia ser o projecto de uma repartição do território português em três novas unidades políticas:

Lusitânia Setentrional - território entre o rio Minho e o rio Douro, um principado a ser governado pelo soberano do extinto reino da Etrúria (então Maria Luísa, filha de Carlos IV de Espanha);

Algarves - região compreendida ao sul do Tejo, a ser governada por Manuel de Godoy, o Príncipe da Paz, primeiro-ministro de Carlos IV, com o título de rei; e

Resto de Portugal - território circunscrito entre o rio Douro e o rio Tejo, região estratégica pelos seus portos, a ser administrada directamente pela França até à paz geral.

Tornando aparente à Espanha querer cumprir o Tratado de Fontainebleau, Napoleão ordena a invasão de Portugal, iniciando o que se denomina por Guerra Peninsular (1807-1814), cuja primeira parte é conhecida como invasões francesas a Portugal.

Socialistas católicos consideram «aberrante» casamento homossexual




Propõe-se participar na recolha de 75 mil assinaturas para que seja realizado um referendo sobre o tema



Por «uma questão de justiça», um grupo de socialistas católicos quer um referendo sobre o «casamento» entre homossexuais. Para tal, propõe-se recolher 75 mil assinaturas.

De acordo o porta-voz deste grupo, Cláudio Anaia, citado pela agência Lusa, a realização de uma consulta popular faz sentido para que «todos os portugueses se possam pronunciar sobre esta matéria».

Estes socialistas católicos dizem-se abertos, inclusivamente, a uma plataforma multipartidária.

«A maioria dos portugueses é contra o 'casamento' homossexual», considera Claúdio Anaia, descrevendo como «aberrante» a proposta do PS para a sua legalização, por achar que tem como objectivo a adopção de crianças por casais do mesmo sexo.

Para estes socialistas católicos, o partido do poder está «ideologicamente baralhado» e por isso estão contra a prioridade dada ao tema, salientando que esta devia incidir no «combate à pobreza» e «ao desemprego».

Associação Juntos pela Vida patrocina processos contra o Estado

No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama (30 de Outubro) queremos recordar o seguinte:

1. Em 1986 uma equipa de cientistas escreveu que "o aborto provocado antes da primeira gravidez levada a termo aumenta o risco de cancro da mama". ("Induced abortion before first term pregnancy increases the risk of breast cancer." Lancet, 2/22/86, p. 436)

2. A descoberta acima abriu um novo campo de pesquisa científica e médica que suscitou um amplo debate público, alguma controvérsia e dolorosas consequências para quem foi deliberadamente privado do seu conhecimento.

3. Na verdade, a evidência científica reunida nos últimos 50 anos é clara: o aborto provocado é, entre os factores de risco evitáveis, o que tem maior impacto no aumento do cancro da mama. Independentemente da posição pessoal ou institucional no debate sobre o aborto diversas organizações médicas afirmam que o aborto aumenta o risco de cancro da mama.

4. O Estado português tem o dever de informar todas as mulheres: o aborto provocado agrava o risco de contrair cancro da mama. No entanto não o faz.

5. A nossa associação oferece-se para ajudar as mulheres que desejem pedir responsabilidades e eventual indemnização ao Estado por não terem sido informadas de que o aborto aumenta o risco de ter cancro da mama.

Lisboa, 30 de Outubro de 2009.

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Contacto para a Comunicação Social:

Dr. João Paulo Malta, médico ginecologista e obstetra, 919 993 732.


Para mais informação: http://www.abortionbreastcancer.com

http://www.juntospelavida.org

No 400.º aniversário de Galileu, o Papa insiste na harmonia entre a fé e a razão



Ao referir-se ao 400.º aniversário dos primeiros descobrimentos astronómicos de Galileu Galilei, O Papa Bento XVI reiterou que a fé e a razão devem conviver harmoniosamente.
Ao receber esta manhã aos participantes no diálogo promovido pelo Observatório Astronómico do Vaticano, por ocasião do Ano Internacional da Astronomia, o Santo Padre assinalou que «como sabem a história do Observatório está muito ligada à figura de Galileu, às controvérsias que a sua investigação desencadeou e à tentativa da Igreja de alcançar uma compreensão correcta e frutuosa da relação entre ciência e religião».

O Pontífice explicou que «se queremos responder ao desafio deste Ano - levantar o olhar ao céu para redescobrir nosso lugar no universo - como não recordar a maravilha expressa pelo Salmista há tanto tempo, que, contemplando o firmamento estrelado, dizia ao Senhor: 'Ao ver o céu, obra das tuas mãos, a lua e as estrelas que fixaste, o que é o homem para que dele te lembres, o filho do Adão para que dele cuides?'».

João Brandão Ferreira lança livro sobre a guerra do Ultramar



Três décadas após o fim da guerra colonial, no livro Em Nome da Pátria, Brandão Ferreira questiona se os portugueses travaram uma «Guerra justa» e se tinham o direito de a fazer e conclui que a descolonização enfraqueceu o País.
O livro, com quase 600 páginas, foi lançado na Academia Militar, em Lisboa, pela Publicações D. Quixote.

O tenente-coronel piloto-aviador Brandão Ferreira, 56 anos, é um militar de transição entre dois regimes políticos. Estava ainda na Academia Militar quando ocorreu o 25 de Abril de 1974 e seguiu depois para os Estados Unidos.

No entender do autor, impõe-se «conseguir um conjunto elaborado de conhecimento que permita que a nação portuguesa caminhe para um futuro assente em bases sólidas e verdadeiras e não sobre falsos postulados».

Os seus princípios parecem inabaláveis: «Por aquilo que é secundário, negoceia-se; pelo que é importante, combate-se; pelo que é fundamental, morre-se».

No seu entender, com a descolonização, os portugueses perderam liberdade estratégica e ficaram enfraquecidos e divididos como comunidade.

O militar culpa Marcelo Caetano («uma pessoa de bem», com «grandes qualidades intelectuais») de nada ter feito «para contrariar eficazmente» aqueles que então começaram a defender a independência das ex-colónias.

No livro, Brandão Ferreira rejeita que a guerra fosse insustentável, nomeadamente devido ao número de baixas portuguesas: «A verdade é que, por ano, morria mais gente nas estradas de Portugal Continental do que nas três frentes de luta em África».
«Será mais digno combater no Afeganistão que no Estado português da Índia? No Líbano que em Angola? Na Bósnia que na Guiné-Bissau? No Kosovo, que em Moçambique? São estes os novos ventos da história?»

Texto condensado da Lusa

Cristãos são os mais discriminados no mundo, denuncia Santa Sé na ONU

O observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, D. Celestino Migliore, denunciou na assembleia geral deste organismo que "se documentou com suficiência que o cristão é o grupo religioso principalmente discriminado" no mundo.

"Com o aumento da intolerância religiosa no mundo, documentou-se com suficiência que os cristãos são o principal grupo religioso discriminado. O seu número calcula-se em mais de 200 milhões, de diversas confissões, que se encontram em situações de dificuldade devido às estruturas legais e culturais que levam à sua discriminação", indicou Dom Migliore ao intervir na 64ª Assembléia Geral da ONU.

Dom Migliore constatou que o direito à liberdade religiosa, apesar das declarações da comunidade internacional assim como sua presença na constituição da maioria dos estados, continua violado.

Conforme informou a Rádio Vaticano, o Arcebispo explicou que "durante os últimos meses em alguns países asiáticos e do Oriente Médio viu-se comunidades cristãs atacadas, deixando muita destruição e morte. Igrejas e lares foram arrasados.

domingo, 1 de novembro de 2009

Coitadinhos dos ciganos do Alto do Lumiar

Quem não aceitar isto é racista e xenófobo...

Sem complexos nem preconceitos

CARTA DO CANADÁ SOBRE A PESSOA SARAMAGO

Sem complexos nem preconceitos

Fernanda Leitão


Seguramente, foi em 1959 que assentei arraiais na Brasileira do Chiado, no grupo pontificado por Tomaz de Figueiredo, Jorge Barradas, Abel Manta e Almada-Negreiros, onde fui dar pela mão de artistas plásticos cujo vasto atelier passou a ser, também, meu poiso habitual. Meu E de muitas outras pessoas.

Em tardes de Inverno, com a lareira acesa e tomando chá, por ali passava a dizer poemas Vasco Lima Couto e, a inundar o espaço com a sua voz inesquecível, Eunice Muñoz. Gente do teatro, do cinema, da música, das artes plásticas, do jornalismo, das letras, ali conviviam com serenidade e gosto.

A escritora Isabel da Nóbrega começou a ser habitual e depressa se tornou uma amiga dos donos do atelier. Senhora de bom berço e fino trato, inteligente e culta, bem instalada na vida, caiu numa cilada do demónio. Apaixonou-se por um zé-ninguém, nem sequer bonito, muito menos simpático e bem educado, que olhava tudo e todos de nariz empinado, numa pseudo-superioridade de quem tem contas a ajustar com a vida, quezilento e muito chato. Falava como um pregador de feira e era intragável. Mas, em atenção à Isabel, lá íamos aturando o José Saramago.

Para mim, que sou péssima, foi ponto assente: aquele não a ia fazer limpa, era um depósito de ódio recalcado. Foi por isso que não me admirei nada quando o vi director do Diário de Notícias, a mando do Partido Comunista, onde, da noite para o dia, lançou ao desemprego 24 jornalistas, dos da velha escola, dos que escrevem com pontos e vírgulas, deixando-os, e às famílias, sem pão. Também não fiquei minimamente surpreendida quando soube que abandonou Isabel da Nóbrega, que tanto fez por ele, para alvoroçadamente casar com uma espanhola que foi freira e tem vastos conhecimentos no mundo da política e das letras. Para mim, estava tudo a condizer com a figura.

Cá de longe soube que publicava livros e vendia muito. Não me aqueceu nem arrefeceu, porque nunca li nada escrito por ele nem tenciono perder tempo com isso. Não me apetece, e está tudo dito. Nem o Nobel que lhe deram me impressionou, porque já vi o Nobel ser dado sem critério algumas vezes. Acho mesmo que o prémio está a ficar muito por baixo.

E agora, o homenzinho da Golegã a chamar nomes a Deus, a insultar a Bíblia nuns raciocínios primários de operário em roda de tasca. Dizem que o fez por golpe publicitário. Talvez. Acho que é capaz disso e de muito mais. No entanto, creio que, no meio do aranzel, apenas houve uma pessoa que lhe fez o diagnóstico certo: António Lobo Antunes, numa magistral entrevista dada à RTP, há dias, respondeu a Judite de Sousa, que o interrogava sobre as tiradas de Saramago, que essas vociferações contra Deus lhe tinham feito medo. E adiantou: «tenho medo de chegar à idade dele assim, sem senso crítico». Está tudo dito. É mais um como há tantos anciãos de tino perdido em Portugal. É deixá-lo andar. A mim tanto se me dá.


Eu assumo!


Fisiologia discriminadora

Eu assumo!

O drama da diferença e da repressão de uma singularidade genética




Caracóis discriminados: dextros e canhotos

1. Peço que me desculpem os leitores mais conservadores, a quem esta minha confissão pública possa chocar.

Peço que se acolha esta minha declaração com tolerância, que é a virtude cívica que se define como indiferença ante o bem e o mal, e que, por isso, proíbe terminantemente qualquer imposição ou condenação em termos morais.

Peço para mim e para todos os que sentem na pele o estigma de uma excepção que nos foi imposta pela natureza, à revelia da nossa vontade, uma plena integração social, pondo assim termo à injusta discriminação a que fomos expostos e que continuamos a padecer.

Peço e exijo que, em nome da igualdade, se nos aceite como somos: iguais na diferença e diferentes na igualdade.


O abre-latas discriminador dos canhotos

2. Desde que tive consciência desta minha particularidade de género, experimentei a segregação a que todos os que partilhamos esta condição somos, por regra, expostos. Com efeito, qualquer tímida manifestação desta nossa anormalidade - que o é, convenhamos, em termos estatísticos - é logo censurada por severos olhares que, não obstante a sua mudez, nos gritam o drama da nossa reprimida singularidade genética.

Mas hoje, finalmente, graças à abertura e compreensão dos nossos governantes, que parecem não ter outra preocupação que não seja a de pôr termo a estas injustiças atávicas, tomei a decisão de me assumir publicamente: sim, sou canhoto! Afirmo-o pela primeira vez sem complexos, diria que com orgulho até, disposto mesmo a desfilar numa triunfal canhotos' pride parade!



A bondade da tolerante tesoura para canhotos

3.
Cônscio de que a democracia está incompleta enquanto não nos forem dados os mesmos direitos que já usufruem os dextros, não posso deixar de fazer algumas reivindicações. A saber:

Exijo que o Estado financie as operações de mudanças de braços e mãos, pernas e pés, de todos os canhotos que queiram mudar de género!

Exijo que todas as cadeiras dos anfiteatros tenham igualmente amplos os apoios dos dois braços, e não apenas o direito, como pretende a maioria fascizante dos dextros!
Exijo que nós, os canhotos, tenhamos direito a carros com o travão de mão à esquerda e os pedais invertidos (com perdão!), pondo assim termo à imposição, por parte da indústria automóvel, de um único modelo comportamental!

Exijo que as autarquias reconheçam o nosso inalienável direito a circular pela esquerda, criando um itinerário alternativo canhoto (IAC)!

Exijo que seja despenalizada, para os canhotos, a condução em contra-mão e que sejam imediatamente amnistiados todos os esquerdinos que, por este motivo, já foram hipocritamente condenados por tribunais dominados pelos dextros!

Exijo que o trecho bíblico que coloca à esquerda de Deus os condenados e à sua direita os bem-aventurados, seja alterado, de modo que se não possa associar aos esquerdinos nenhuma humilhante inferioridade de género.

Exijo que a expressão «cruzes, canhoto!» e outras análogas sejam criminalizadas, pelo seu evidente cunho canhotofóbico.

E, claro, exijo também o direito à adopção de crianças dextras por casais esquerdinos!



Sem adaptar a posição das cordas, o canhoto desafina

4. Graças ao carácter fracturante desta minha proposta, que suponho também assumida por todos os outros cidadãos da mesma condição, quero crer que será acolhida favoravelmente por todos os partidos políticos que têm pugnado pela igualdade de género. Afinal de contas nós, os canhotos, também somos de esquerda, não é?

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Voz da Verdade, 21 de Junho de 2009


Só assim o canhoto pode saber que horas são



Não confundir o canhoto com Adriana Calcanhoto!


[ Ilustrações retiradas da net por Mais Lusitânia ]

Kechichian, crítico literário de «Le Monde», converte-se à fé católica

Patrick Kéchichian, chefe de redacção do suplemento «Le Monde des Livres» do jornal Le Monde, de 1985 a 2008, converte-se à fé católica.

O Sistema não tem Inimigos



Torna-se importante notar que, desde o Bloco de Esquerda até ao CDS, passando portanto pelo PCP, PSD e PS, não há qualquer posição que desafie o Sistema Político Instalado. Todos se dizem democratas e declaram aceitar as regras do jogo. Parece simples, mas não é.

Em 1974 e 1975, o PCP, como partido revolucionário, jogou para impor um Sistema diferente deste e semelhante ao que existia ao tempo na URSS. Vieram a perceber que não conseguiam e passaram a entrar no Sistema que os seu dirigentes só formalmente criticam como um lista previsível de acusações, todas elas feitas ao nível prático. Segundo esse relato, o Sistema não está aperfeiçoado porque não garante uma lista enorme de direitos dos trabalhadores. O discurso não tem substância porque não ataca o sistema directamente numa linha leninista ou mesmo marxista, como devia ser a matriz do dito partido vermelho da foice e do martelo.

O recém criado Bloco, formado pelos trânsfugas de três partidos de extrema esquerda, cujo triunvirato ainda se nota com a hegemonia do demagogo Francisco Louçã, não teve senão que aceitar o Sistema e lutar por votos segundo «as regras do jogo», Mas mais, vindos de um pensamento totalitário e claramente antidemocrata, passaram imediatamente ao acto de adoração latrêutica à democracia, que, segundo eles, está imperfeita.

O Partido Socialista, vindo dos exagerados excessos dos jovens exilados na Alemanha, como bem descreve Rui Mateus, perceberam desde cedo o significado da riqueza e o peso do dinheiro. E essa compreensão era incompatível com o marxismo que diziam professar. Por consequência tiveram que enfrentar num combate mortal a máquina treinada e subversiva do PCP que queria o poder em Portugal e julgava isso possível instrumentalizando o poder militar, e em seguida definir o Sistema em seu favor. Meteram o marxismo e até o socialismo na gaveta da secretária e banquetearam-se, quando no controle do Sistema, com os recursos do sistema. Definiram a exploração a seu favor, colocando-se no topo da cadeia alimentar. Foram anos em que o Sistema tomava forma e em que quem passava pelo círculo do poder ficava rico, como é hoje manifesto. A diferença de pecúlio entre o momento da chegada ao círculo e o momento de saída é verdadeiramente notável e não se explica pelos ordenados. Com vocação para o Sistema o PS ajudou fortemente a erguer o Sistema de que beneficia agora. É um defensor do Sistema.

O PSD fez uma longa caminhada com os mal vistos pelo Sistema. Forçou a entrada no Sistema contra o PS e o PCP e tratou de colaborar na adequação do Sistema às suas necessidades alimentares. Na realidade é um defensor do Sistema, porque o Sistema também uma criação sua. Também entende que o Sistema tem que ser melhorado, com menos corrupção, mais transparência, mais emprego, mais seriedade. É o discurso do costume. Os slogans são pobres nesta campanha e todos intrinsecamente falsos ou ambíguos. A sua máquina desatinada defende o sistema, só com alguns não alinhados a apontar o dedo ao sítio certo. São defensores do Sistema.

O CDS, depois de muitas mutações conseguiu sair de uns pequenos papéis colados nas bocas de metro da cidade de Lisboa e entrar no Sistema como parente pobre. Ensaiou na sua área de interesses todas as estratégias possíveis com Freitas do Amaral, Lucas Pires, Adriano Moreira, Ribeiro e Castro e Paulo Portas. Foi do Centro (de quê?), foi partido democrata-cristão fora de tempo, foi a direita possível no Sistema, foi conservador, foi neoliberal, tornou a ser cristão e de direita. Bom, mas é do Sistema. Propõe mudanças no Sistema, mas é democrata

Não se vê no espectro de partidos políticos com representação na Assembleia quem não seja do Sistema e esteja ali para derrubar o Sistema.

Isto significa o êxito da democracia em Portugal, mas não uma democracia de êxito, de sucesso. É o sucesso do Sistema, mas o Sistema não nos leva ao sucesso. É caro, inoperacional, pouco eficiente, facilmente corrompido e, acima de tudo, proporcionou a formação de uma oligarquia política que se alimenta do Estado e que desempenha essa função sem sentido de serviço a não ser o serviço que fazem a si mesmos.

A oligarquia existente tem mudado muito lentamente no tipo de pessoas, mas revela-se incapaz de se renovar verdadeiramente até pela presença de famílias, cujos descendentes parecem que herdam a faculdade de subir ao círculo do poderio político.

É interessante estudar o modo como a oligarquia reage a uma ameaça de expulsão ou de renovação. A primeira feita com sentido foi a do partido dito PRD que aproveitou a figura do General Eanes para se desenvolver e ganhar uma parte substancial da assembleia, preparando-se, como é lógico, para partilhar os bens disponíveis no Sistema. Todos os partidos (claro que queremos significar os dirigentes contentes dos partidos) identificaram o inimigo: os despojos do dia, o festim, estava ameaçado porque chegavam uns sujeitos esfomeados. Tocaram as trombetas e o partido, depois de umas manhosas habilidades desapareceu por onde veio, espalhando-se o pessoal dirigentes por uns tachos adequados para os manter longe da grande gamela, mas satisfeitos. A mais recente experiência é a sanha com que tratam a rapaziada pouco cristã, cabeça rapada, fatos pretos, correntes, do partido nacionalista. Crêem piamente que ali há nazismo, xenofobia, que os miúdos e as miúdas tem quartos que em fez de exibir cartazes dos Bandemónio, ou dos figurões do heavy metal, têm é o preocupante hábito de pintar suásticas nas paredes, talvez meter umas fotos do tio Adolfo em vez o sorumbático e doente Lenine, e para mais são capazes de ter escondido algumas cópias proibidas do Mein Kampf. É tão preocupante que todos querem eliminá-los e nem sequer os querem deixar ter acesso ao Kindergarten político. Isto já é maldade ou querer mostrar serviço, quando o serviço deveria consistir em prender os criminosos que infestam o país e que contra a opinião dos abalizados e indocumentados comentadores, no Sistema, na minha opinião só vai piorar.

Em jeito de resumo: o Sistema só pode ter inimigos nas cabeças quentes dos miúdos enquadrados pelo partido declarado inimigo. Os dependentes do Sistema: são os desempregados com subsídio, ciganos financiados, emigrantes assaltantes, bandidos, funcionários da máquina, enfim, tudo pequena gente. O que consta é que as alternativas a este Sistema nem sequer foram enumeradas ou formulados ou enunciadas. Isto significa que a oligarquia política está satisfeita. Não luta entre si, entende-se. O povão vê o espectáculo mediático da luta política que parece um jogo de futebol morno e sem craques. A oligarquia depois da festa vai fazer o festim. O que é importante para a oligarquia é enganar sistematicamente o povão composto infelizmente por uma percentagem razoável de gente boa que ainda não passou à floresta. Só isso preocupará a oligarquia impávida e arrogante.

António Marques Bessa

A Turquia já não é um aliado do Ocidente



Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e da Síria encontraram-se em Aleppo, em Outubro de 2009.

«Não há dúvidas de que ele é nosso amigo», dizia o primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, referindo-se ao presidente do Irão Mahmoud Ahmadinejad. Estas declarações ultrajantes mostram a profunda mudança na orientação do governo turco, há seis décadas o maior aliado muçulmano do Ocidente, desde que o partido AK de Erdogan's subiu ao poder em 2002.

Vários eventos ao longo deste mês revelam a extensão desta mudança. O primeiro foi em 11 de Outubro com a notícia de que as forças armadas turcas - um antigo bastião do secularismo - limitaram a participação das forças da NATO em manobras.

Ministros dos governos turcos e sírios encontraram-se na cidade fronteiriça Öncüpinar e simbolicamente levantaram uma barra que divide os dois países, em 13 de Outubro.

Barry Rubin do Centro Interdisciplinar em Herzliya sustenta que as forças armadas da Turquia já não defendem a república secular e já não podem intervir quando o governo se tornar islâmico.

Dois dias depois, 13 de Outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria Walid al-Moallem anunciou que forças turcas e sírias acabaram «de realizar manobras perto de Ancara.»



Dez ministros turcos, liderados por Davutoglu, juntaram-se aos seus colegas sírios em 13 de outubro sob os auspícios do recém estabelecido «Conselho de Cooperação Estratégica de Alto Nível Turquia-Síria». Os ministros anunciaram terem assinado cerca de 40 acordos a serem implantados no prazo de 10 dias; que «será realizado um exercício militar terrestre maior e mais abrangente» do que o primeiro ocorrido em Abril e que os líderes dos dois países assinarão um acordo estratégico em Novembro.

Entretanto, círculos oficiais no Ocidente parecem praticamente alheios a esta monumental mudança na lealdade turca ou de suas implicações.

O preço pelos seus erros logo ficarão evidentes.

ANTES DA POSSE

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE

(Basta ler o mesmo texto DE BAIXO PARA CIMA )

Católicos latinos e europeus oferecem alternativa cristã para o Halloween

O jornal espanhol La Razón recolheu no dia de ontem as iniciativas que na Espanha, França e Chile permitem à comunidade católica ter uma alternativa "para testemunhar a fé e esperança cristãs ante a morte na véspera da festa de Todos os Santos".

Segundo o jornal europeu, "a festa do Halloween não é tão inocente como disfarçar-se de bruxa e levar abóboras iluminadas com inquietantes forma de rostos" embora essa seja a ideia que "vendem" as casas comerciais com "estantes de seus estabelecimentos repletas de trajes de zumbis, vampiros, fantasmas, druidas, esqueletos, diabos e até seres extraterrestres".

O Padre Joan María Canals, da Comissão Episcopal de liturgia da Conferência Episcopal Espanhola, explicou ao jornal que o problema do Halloween é "que tem um fundo de ocultismo e de anti-cristianismo" e por isso se pede os pais para "serem conscientes e retomar o sentido de festa para o bem e a beleza, em vez do terror, do medo e da própria morte".

Na diocese espanhola de Alcalá de Henares, a Comunidade Emmanuel realizará uma vigília este sábado a partir das dez da noite. "Música, adoração eucarística e dança em 'chave cristã' tratarão de encher a Praça das Santas crianças e a catedral da diocese madrilenha".

"Em Paris nasceu a iniciativa do Holywins, que joga com as palavras 'holy' (santo) e 'wins' («ganhar»). Algo assim como 'o santo ganha'. A própria arquidiocese organiza há vários anos a campanha, à qual acodem milhares de crianças e jovens todos os 31 de outubro.

"Nada de monstros, fantasmas e bruxas: todos os disfarces que levam as crianças e jovens são de anjos, princesas e até de Santos", adiciona e entrevista a uma comerciante que reconhece como mudou a demanda "nos últimos dez anos. Antes, os clientes só pediam trajes de terror. Agora levam de damas antigas, rainhas, cinderelas e anjos".

"O objectivo desta festa é trocar a morte e a escuridão pela vida; o terror e o medo pela alegria, e a violência pela paz", adiciona.

Halloween

Halloween provém da frase em inglês "All hallow's eve", que significa "véspera de todos os Santos" e é um costume que celebra aos mortos, as bruxas e os fantasmas.

Esta celebração pagã começou com os celtas que acreditavam que a alma, depois de sua morte, emigrava a outro corpo e na noite de 31 de Outubro, voltava para seu corpo original para exigir alimento aos seus parentes ou moradores.

Quando o povo celta se converteu ao cristianismo, alguns continuaram celebrando a morte em 31 de Outubro. Os imigrantes irlandeses levaram o costume aos Estados Unidos onde acrescentaram a crença em bruxas, duendes, vampiros e monstros.

Como tal, Halloween prejudica o sentido da festividade católica de Todos os Santos, ridiculariza a morte e a celebra sem o horizonte da ressurreição.

Em alguns países, alheios à tradição anglo-saxã, o Halloween converteu-se numa festa de consumo que às vezes foge do controle. Muitas crianças saem às ruas pedindo doces com a ameaça de danificar casas e propriedades alheias; e recebem a mensagem de que para divertir-se podem usar disfarces de seres relacionados com o mal e o ocultismo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Pepsi aumenta a parada ao serviço da promoção da homossexualidade

Do blog (União das Familias Portuguesas)

A Pepsi não se contenta em promover a homossexualidade dentro da própria empresa. Sente-se na obrigação de usar as chefias nas empresas para pressionar outras a seguir a sua política.

Em Outubro de 2009, na conferência realizada pela «Out and Equal Workplace Advocates» (organização dedicada à promoção da agenda homossexual no local de trabalho), o vice-presidente e CIO da Pepsi fez uma exposição a ensinar a empregados a «arte» de usar as relações de chefia e de patrocínio nas empresas para as levar a abraçar a homossexualidade. O seminário intitulava-se «Use 'em or lose'em» [Utilizá-los ou perdê-los?]

Na mesma acção, um gestor do Departamento de Patrocínios e Fundações da Pepsi serviu de juiz nos «Outie Awards» [Prémio Armário]. Estes galardões são atribuídos para premiar e distinguir as empresas e empregados que se destacam na promoção da causa homossexual no local de trabalho.

A Pepsi também doou dinheiro para este acontecimento como «patrocinador activista» e colocou um anúncio de meia página no programa da conferência.

Deverão as famílias consumir ou boicotar a marca Pepsi?

Por detrás das «amplas liberdades» abortistas, a selvajaria feminista

Selvajaria

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma farsa


Vasco Pulido Valente, Público, 23 de Outubro de 2009


[Sabemos quanto variável é a opinião de um liberal, e por cima muito especial. Mas muitas vezes, quando a análise não choca com os seus apetites, acerta. Aqui deixamos a sua certa opinião sobre o fenómeno Saramago, enriquecida com referências sociológicas e históricas, área esta de que é especialista.]

O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.

A ideologia é descartável?

Há algum tempo, grandes mestres do pensamento ocidental anunciaram repetidamente que as ideologias estavam a morrer ou até já tinham morrido e nós não sabíamos desse fenómeno notável. Nesta carreira estiveram grandes pensadores que acharam que as ideologias eram um aborrecimento para a sua própria inteligência. E de facto eram excepções, que tinham superado essa fase de pensamento e se tinham inclinado para o pensamento científico, porque a ideologia, compreendiam, não salva ninguém e só serve um senhor - o seu amável dono.
Homens como o grande intelectual judeu conservador Raymond Aron gastou livros a provar a convergência inevitável entre comunismo e capitalismo em diversos ensaios sobre as tendências da sociedade industrial. Keneth Galbraith, para lá de se notabilizar como embaixador na Índia, ainda proclamou o fim das ideologias. Lá fica, para lá da sua análise geral da grande crise, o seu livro O Estado Industrial a exigir em todo o lado uma igual elite de tecnocratas eficientes como o profeta sociólogo Conte escreveu no seu Catecismo Positivista, séculos antes. Tudo iria para o mesmo sítio. Só se atreveu a contrariar esta corrente um grande amigo meu, Dom Gonzalo Fernandez de la Mora, em que falava do «crepúsculo das ideologias crepusculares».
Parece que não foi. Apesar das mudanças inesperadas promovidas pela tecnologia, importa saber se a ideologia ainda é importante ou se não interessa. Este é um problema central da ciência política e mesmo da prática política, hoje reduzida a um pobre marketing de promessas, que valem o que valem. Mas as promessas parecem estar assumidas por partidos que defendem uma ideologia que ninguém sabe qual é. Podemos hoje honestamente perguntar o seguinte: o que e em que consiste o socialismo português? É esta salganhada que temos visto misturada com enriquecimentos ou é outra coisa que não nos foi dita. O que é isso de social-democracia, termo que equivale a comunismo radical e que usavam os comunistas germânicos a tempos da velhota Rosa Luxemburgo, que desenvolveu o conceito. Terão noção os PSD que isto é assim? Ou pretendem rever a história e que repentinamente acordaram para uma nova realidade em que a velhota não está, nem escreveu sobre o assunto? Eles não percebem que devem ter lições sobre o pensamento dos seus pais fundadores, o seu mestre Bernstein, um judeu útil, para perceber a revolução adiada e o compromisso a prazo para a instalação da sociedade justa, que é pura ideologia? A ideologia morreu ou foi esquecida e utilizada de outro modo, em outras versões como avisou Vilfredo Pareto?
Observando com isenção os partidos, só se observa na arena política permitida (diz-se oligarquia de partido ou monopólio da política) o PCP com uma ideologia linear cujas raízes assentam no mais saudável estalinismo. Dispensam as dúvidas do próprio Lenin, porque a escrita é vasta e abarca vários volumes indigeríveis por humanos inteligentes e não inteligentes de modo que as coisas têm que se passar ao nível do slogan da propaganda bastarda. Aqui também ninguém tem capacidade para ler os seus fundadores. Têm manuais. Mas eles não explicam as controvérsias que fizeram evoluir a doutrina. Tenho saudades das vendas de livros na Amadora da Editorial Mir, de Moscovo. Barato e seguro. Lia-se o que era o pensamento autêntico dos velhos fósseis, mas conhecia-se o que pensavam. Pacheco Pereira poderia dar lições sobre estas matérias, em companhia de Guterres e de outros distintos senhores desta terra de dores e agonia. No tempo do chamado «Renegado Vilar» há histórias sobre as hesitações de toda esta gente de esquerda face a um partido marxista-leninista e que valeria a pena escrever, para vergonha dos senhores alçados com a ideologia e que depois virão dizer que ela significa pouco. Interessará sim a técnica e a produtividade no futuro utópico. Vindos donde vêm?
Dizia-se que quem não muda de ideias é como quem não muda de vestuário. Chega a um momento que cheira mal. Eles souberam manter o bom odor Pierre Cardin ou Kelvin Klein.
Se a finalidade não fosse abolir a política e excluir dela os chamados «não profissionais», compreenderia perfeitamente o problema. Mas a questão dos profissionais é que não têm consciência e foram descritos pelos especialistas como carreiristas impiedosos, do pior nível moral, medíocres de origem, pessoas que se dedicaram à política porque no fundo não sabiam fazer mais nada. As suas conquistas financeiras são o melhor enlevo. Vêm do «pé rapado» e isto é que melhor os define: então desfrutar dos bens do Estado como se fossem donos ou rendeiros poderosos é uma tentação incontornável. E andam eles, tontos e embriagados desse nevoeiro que só desvia os imbecis, e os puros ambiciosos sem ideologia.
Como desafiou Medina Carreira oportunamente: quem terá uma solução para o problema de Portugal? Ninguém a adiantou. Creio que o problema continua a ser ideológico e mesmo assim ainda não económico, porque este se submeterá à ideologia.
Antes de mais torna-se necessário entender que o problema do País é de ter ou não uma visão sobre si próprio. É o de não ter uma Weltanshauung, uma Világnézet, uma Medevastonum ou uma Mrovozzrenye como na Rússia. É o que leva um autor inteligente do Desenvolvimento Económico a entender que as coisas até vão bem no ambiente catastrófico que se vive, ainda que muito realista na escola que lhe cabe por herança. Todavia ninguém percebe que Portugal não passa de uma ideia histórica de que poucos participam activa e entusiasticamente. Não há Mundovisão e os partidos carecem de ideologia. Fica tudo dito.
Talvez o assunto esteja em reformulação e o revivalismo das ideologias ainda fecundem uma terra dura e um povo subjugado e como, pelos vistos, com um grande futuro no futuro da economia. Para que fique, o Professor Inving Kristol, dizendo que os seus amigos lamentavam a ideologização da política nos USA, escreveu entretanto este trecho: «Nesta época, os partidos conservadores devem desenvolver uma clara identidade ideológica», apesar de perceber que a sociedade de direita era adversa das ideologias. Torna-se claro que hoje se defronta o mesmo problema de há 40 anos quando Kristol escreveu o texto no Wall Street Journal.
Mas dirão todos: Quem era esse imbecil do Kristol? Era bom fazer uma busca sobre este grande ideólogo dos conservadores americanos.

António Marques Bessa

Pois é, sr. Vítor, é necessário contenção salarial...

É evidente que, lucidamente, é necessário haver contenção salarial...

Logo e obviamente, «se não houver realismo salarial, haverá mais desemprego». Etc., etc.

E para dar o exemplo à população, é necessário começar por fazer contenções salariais aos que usufruem de salários, mordomias e reformas excepcionais! Por isso, o Banco de Portugal deveria ser o primeiro a restringir os altos vencimentos, altas mordomias e reformas excepcionais da sua administração, tudo pago pelos contribuintes através do erário público, conforme é dito pelo próprio Vítor Constâncio, que faz precisamente o contrário. O Presidente do Banco de Portugal faz lembrar o frei Tomás ... faz o que eu digo e não faças o que eu faço...

Afonso Perdigão

A objectividade e síntese na crítica literária a Saramago

Sem pôr em causa a qualidade das críticas literárias a Saramago -- passadas, presentes e futuras -, a verdade é que nenhuma conseguiu nem conseguirá a objectividade e qualidade sintética da crítica de D. Duarte, há anos, àquela literatura que não é de cordel mas sim de cadeias de ferro soviéticas: «uma merda».

     Com cinco letrinhas apenas
     se escreve a palavra merda:
     D. Duarte viu bem a cena
     deste Nobel da esquerda.

Heduíno Gomes

O livro de estilo e o estilo de José Manuel Fernandes

No Livro de Estilo do jornal Público consta uma série de regras que os jornalistas devem seguir para parecerem isentos (como se isenção fosse coisa que existisse) e pessoas de bem (é verdade que há alguns!).

O capítulo «Urbanidade e decência» do Livro de Estilo começa assim:

«Não são admissíveis as obscenidades, blasfémias, insultos ou qualquer tipo de calão, excepto quando são essenciais à fidelidade da notícia ou da reportagem - e após consulta ao editor».

Muito bem, senhor José Manuel Fernandes!

Então porque é que o jornal que dirige considera urbanidade e decência a sistemática apologia que faz da pornografia e pederastia?...

Sim, faz de uma forma subliminar, bem entendido, sob a capa de noticiar o que vai pelo mundo, ... tudo notícias, ... puras notícias.

Porque será este proselitismo, objectivamente ao serviço da agenda dos pederastas (tristes a que alguns chamam de alegres)? Quem puxará por isso dentro do jornal de que José Manuel Fernandes é responsável?

(à suivre)

[Quem tenha dúvidas sobre este facto, que folhei com atenção a colecção do Público.]

Heduíno Gomes

[Ilustração do blog Ecos da Falésia]

Os Estados Unidos - Uma nação que sabe honrar sem complexos as suas forças armadas

É anúncio para tv mas significa que pode ser feito
sem escandalizar a grande maioria dos cidadãos!

O vídeo da Acidigital mais visto

Disney promoveu a director dos estúdios um assumido e activista pederasta


As organizações americanas pro-família denunciaram que a Disney nomeou director dos seus estúdios Rich Ross, um assumido pederasta de 47 anos, grande activista do bando. Ele encontrava-se na direcção do Disney Channel e agora dirigirá toda a produção, distribuição e marketing da companhia.

Isto representa mais um passo no controlo dos meios de comunicação e cultura pelos pederastas à escala global.

As actividades de doutrinação das crianças através de mensagens subliminares e também explícitas, e sob a capa da poesia e do sonho, para arrastá-las para a homossexualidade não é nova. Uma reportagem do Dr. James Dopson no programa «Focus in the family» mostra o rato Mickey a apresentar o vídeo da Disney «Crescendo Homossexual», citando dois Mickeys homossexuais e duas Minnie lésbicas. Através deste vídeo, o porta-voz da Disney convida todos os adolescentes a explorar o «maravilhoso mundo da homossexualidade».

Existem também nas produções Disney inúmeras mensagens subliminares satânicas.

Os pais atentos devem simplesmente boicotar todos os produtos Disney, inclusivamente o canal televisivo dirigido às crianças.

Heduíno Gomes

Tem fé, ó Olivença

(Canção dos «Onda Choc», do álbum «Olha a Onda, está de volta!», 2006. Solista: Ana Alexandre Paulo. Letra: J. C. E. Vale. Música: popular alentejana)

Letra e Música

http://www.youtube.com/watch?v=JzfnmFgyb8A

TEM FÉ, Ó OLIVENÇA

Um dia os templários,
portugueses como nós,
fundaram Olivença,
terra de nossos avós.

D. Dinis lhe deu foral,
D. João lhe deu a torre,
aqui sempre foi Portugal,
e a sua história não morre.

Tem fé, ó Olivença!
Ó irmã secular!
Não podes cair numa descrença, (bis)
verás que um dia tu vais voltar (bis)

Ó praça forte e sempre atenta,
és sentinela do Guadiana!
Irá ter fim um dia a tormenta,
tu és lusa, não és castelhana.

Os bravos portugueses
enfrentaram os espanhóis,
aliados aos franceses
mais os Rochas e Godóys.

Mas ganhou a opressão
que esta terra usurpou
e com ferros, sangue e bastão
a nossa língua interditou.

Irá ter fim um dia a tormenta,
tu és lusa, não és castelhana.

sábado, 24 de outubro de 2009

Caim bolchevique

Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.

É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas, reconheça-se em abono da verdade, o criador desta mistificação, com laivos autobiográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia melhor personificar a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?

O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains - Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta - todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.

À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.

Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n'Ele não crêem, o queira...

Sem a Bíblia seríamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX - o fascismo, o nazismo e o comunismo - foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seríamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).

Gonçalo Portocarrero de Almada

Uma universidade (pouco) católica


A Universidade Católica Portuguesa, mais precisamente a Faculdade de Filosofia do Centro Regional de Braga, vai organizar um Congresso sobre sexualidade que terá lugar 6 E 7 DE NOVEMBRO DE 2009. Nada a apontar se não fosse o caso de alguns dos ilustres convidados serem figuras que publicamente assumiram posições sobre a sexualidade contrárias à doutrina da Igreja.
Neste caso, refiro-me a Júlio Machado Vaz, conhecido pelas suas posições liberais sobre sexualidade e feroz defensor do aborto. A outra ilustre figura, Eduardo Sá, é a mesma que orientou o recente estudo publicado no DN, no qual se defendia, com argumentos pouco científicos e muito ideológicos, a adopção de crianças por homossexuais.
Conhecidas as posições públicas destes oradores sobre a temática da sexualidade, em muitos casos contrárias às da doutrina da Igreja, é legítimo perguntar-se:

1) Porque dá a Universidade Católica tempo de antena a estas personagens?

2) Qual o objectivo evangelizador da iniciativa?

3) Que utilidade formativa tem um debate desta natureza organizado por uma universidade que se intitula de católica? A dúvida é reforçada pelo texto que se pode ler na carta de apresentação do referido congresso:
Este Congresso tem a ambição de reflectir sobre estas questões no quadro dos valores do humanismo de inspiração cristã. Repensar, em diálogo com a actualidade, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade.

Por fim, julgava que a Universidade Católica tinha por missão contribuir para a transmissão de conhecimento sob inspiração cristã. Através desta iniciativa, ficamos com a sensação de que a Universidade Católica capitula - e assume que precisamos todos de ser "modernos" - chamando para prelectores os sexólogos da moda que, obviamente, propagam uma sexualidade superficial e hedonista. Dito de outra maneira, conhecendo o pensamento destes oradores sobre a temática da sexualidade a sua inclusão neste congresso confunde os cristãos e transmite uma ideia perigosa: como não os podemos vencer, juntamo-nos a eles.
Como católico exprimo a minha indignação e lanço a pergunta: Não há ninguém que ponha ordem nisto?

[Do blog O Inimputável ]

Ortodoxos búlgaros relançam diálogo com o Vaticano

O bispo ortodoxo búlgaro Tichon visitou esta quarta-feira o Vaticano, onde se encontrou com Bento XVI.

«Devemos encontrar a unidade o quanto antes e celebrar finalmente juntos. As pessoas não entendem as nossas divisões e discussões», referiu este responsável, citado pelo jornal do Vaticano.

Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, considera «importante o diálogo teológico que está a ser levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar quanto antes o modo de celebrar juntos».

«Viemos ao Papa para expressar-lhe o nosso desejo de unidade».

O fim da Igreja de Inglaterra

O Papa Bento XVI é um Santo que é muito inteligente.
De uma penada, resolveu um imbróglio triste e difícil com mais de 400 anos.
A Igreja Anglicana (também denominada Igreja da Inglaterra, em inglês Church of England) era a Igreja cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra e o tronco principal da Comunhão Anglicana Mundial, também denominada Igreja Episcopal (principalmente nos Estados Unidos e na Austrália).
Relembre-se que no ano já longínquo de 1534, a Igreja de Inglaterra separara-se da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, valendo-se de uma questão pessoal e política deste com o Papa Clemente VII, relacionada com o pedido de anulação do seu casamento com Catarina de Aragão.
Segundo foi agora anunciado, e mediante uma Constituição Apostólica a publicar brevemente, o Papa e a Igreja Católica Romana abrirão as suas portas de par em par e acolhem na caridade fraterna os anglicanos que o pedirem, mantendo estes a sua herança litúrgica.
Quando a citada Constituição Apostólica entrar em vigor, entre 30 a 50 bispos anglicanos (note-se o número) e todos os fiéis que quiserem uma comunhão plena com Roma e denunciam, entre outros aspectos, a ordenação de mulheres e a celebração de casamentos entre homossexuais, vão integrar a Igreja Católica.
O escândalo histórico da separação das duas Igrejas cristãs desapareceu, na exacta medida do desaparecimento, enquanto tal, da Igreja de Inglaterra.
O que subsistiu é um puro equívoco.
Ou seja, nada.

Miguel Alvim [O Inimputável]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O governo do ISCTE e da Maçonaria

O novo governo de José S.:

Ministro da Presidência: Pedro da Silva Pereira- ?
Ministro dos Assuntos Parlamentares (novo): Jorge Lacão- Maçonaria.
Ministro dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado- Maçonaria.
Ministro do Estado e das Finanças: Teixeira dos Santos-?
Ministro da Defesa (novo): Augusto Santos Silva- Maçonaria
Ministro da Administração Interna: Rui Pereira- Maçonaria
Ministro da Justiça (novo): Alberto Martins-Maçonaria
Ministro da Economia (novo): José Vieira da Silva-ISCTE
Ministro da Agricultura e Pescas (novo): António Manuel Serrano-ISCTE
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (novo): António Augusto Mendonça -ISEG...
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago-?
Ministro do Ambiente (novo): Dulce Fidalgo Pássaro- ISCTE
Ministro do Trabalho e Solidariedade Social (novo): Maria Helena Santos André-ISCTE
Ministro da Educação (novo): Isabel Alçada ( elogios à política de Educação do governo anterior...do ISCTE)
Ministro da Saúde: Ana Jorge.-?
Ministro da Cultura (novo): Maria Ferreira Canavilhas-ISCTE

[Do Blog «Porta da Loja»]

Picar Espanhóis - Miguel Rocha

Fátima: Estreia mundial do filme «O 13.º Dia»

O auditório do Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, acolheu a estreia mundial do filme inglês «O 13.º Dia», baseado nas memórias da Irmã Lúcia. O acontecimento teve o apoio do Santuário de Fátima.

http://www.tvfatima.com/portal/index.php?id=1702

Jornal católico português destacou condenações papais do nazismo

O jornal Novidades acompanhou com atenção as encíclicas de Pio XI e Pio XII sobre o Nacional-Socialismo e Comunismo e dá «um grande destaque aos esforços destes Papas para estabelecer a Paz na Europa» - referiu o historiador Guilherme Sampaio num colóquio sobre Poder Temporal e Poder Espiritual.

Fundado pelo jornalista e político do «Partido Progressista», Emídio Navarro, o jornal Novidades interrompeu a sua publicação em 1913. Foi comprado e refundado pela Igreja Portuguesa, em 1923, com o objectivo de criar um órgão oficioso do Episcopado. «Correspondia na prática a um jornal católico nacional que se propunha orientar a consciência pública à luz da Doutrina Católica» - sublinhou Guilherme Sampaio.

As encíclica «Mit Brennender Sorge» e «Divini Redemptoris» de Pio XI (1922 e 1939) foram publicadas no mês de Março de 1937 e o «curto intervalo em que foram publicadas não foi inocente, mas sim premeditado» - disse Guilherme Sampaio no Colóquio «Poder Espiritual-Poder Temporal - As relações Igreja-Estado no tempo da República (1910-2009).

Na encíclica sobre o Nacional-Socialismo, «Mit Brennender Sorge» Pio XI condena as violações da Concordata por parte da Alemanha. «Campanha contra as escolas confessionais e o ensino da religião católica nas escolas estatais que é uma forma de condicionar a formação da juventude católica" - salientou o orador. Pio XI define o Nacional-Socialismo como «estatolatria».

No jornal católico Novidades, estes dois documentos papais foram matéria de capa, mas a «Divini Redemptoris» (encíclica contra o comunismo) «mereceu maior enquadramento gráfico» - disse o historiador. O Novidades afirma que, «tanto o comunismo como o racismo perverteram a ordem criada por Deus». E acrescenta: «veda aos católicos alianças com comunistas e nazis».

Papa deixa conselhos a teólogos

Bento XVI alerta para exercícios intelectuais sem significado

Bento XVI pediu aos teólogos católicos de todo o mundo que não se limitem a enfrentar as grandes questões da humanidade de um ponto de vista racional, procurando lançar sobre elas o olhar da fé.

Falando numa audiência geral centrada em São Bernardo de Claraval (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o Papa disse que as grandes reflexões teológicas podem ser um «exercício intelectual vão» se não forem sustentadas por «uma relação íntima com o Senhor».

«A fé é sobretudo um encontro - íntimo e pessoal - com Jesus Cristo», sublinhou, perante cerca de 16 mil peregrinos congregados na Praça de São Pedro.

O Papa dedicou a sua catequese a «um dos maiores Padres da Igreja», considerando São Bernardo como um exemplo de vida monástica e mestre de teologia espiritual.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre as opiniões de Saramago

Bom remédio

Comecei a minha carreira de jornalista no Diário de Notícias.

Tinham passado ainda poucos anos da breve passagem de Saramago pela direcção do Jornal. Não deixara saudades.

Ficou a imagem de perseguidor feroz dos adversários numa passagem tristemente marcada pelo saneamento político de dezenas de jornalistas.

Viviam-se tempos difíceis de enorme tensão política e luta ideológica. Mas, então como agora, houve quem soubesse escolher o respeito pela liberdade de expressão dos "inimigos" e os que não resistiram à tentação de tentar, por todos os meios, e em nome de novas verdades absolutas, prolongar os tempos da censura.

A defesa da liberdade de expressão e crítica aberta não foi então a marca de água do escritor.

Não serve o argumento para coarctar a sua. Tem Saramago direito a propagar o seu jacobinismo e dizer o que pensa. Até de declarar guerra a Deus e às religiões embora o respeito pela liberdade dos outros aconselhasse, aqui como em tudo, a dispensa do insulto fácil.

Os que acreditam em Deus esperam que as dúvidas de Saramago sobre a Sua existência se dissipem, um dia, num encontro a dois. Onde, para espanto do escritor, em vez do juiz cruel que a sua imaginação produziu e a razão rejeita se encontrará com O Pai infinitamente bom. Capaz de compreender toda a arrogância e perdoar o insulto.

Aos crentes, incapazes da mesma atitude, resta: não comprar.

Graça Franco, Rádio Renancença

Decidir contra o povo

Pedro Vaz Patto, juiz, no Público, 2009.09.09

Quando foi sugerido que a questão da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse submetida a referendo, como expressão mais fiel da legitimidade democrática, partidários dessa legalização disseram que a questão teria de ser subtraída à vontade da maioria, por mais expressiva que esta fosse, uma vez que dizia respeito ao princípio constitucional básico da igualdade e da não-discriminação. A questão estaria já decidida a partir do momento em que a Constituição veio incluir a orientação sexual entre os factores explicitamente referidos como motivo de indiscriminações inadmissíveis. Parecia, até, que o assunto estava encerrado no plano da discussão da política legislativa, em nome da superioridade dos princípios constitucionais.

O recente acórdão do Tribunal Constitucional n.º 359/09 vem deitar por terra esta argumentação. De acordo com esse acórdão, o princípio da igualdade constitucionalmente consagrado não impõe a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fica, assim, aberto o campo de discussão no plano da política legislativa. É certo que não houve unanimidade entre os juízes (em cinco, dois votaram vencidos), mas o facto de se tratar de questão controversa só reforça a ideia de que não pode o argumento da inconstitucionalidade servir de barreira à discussão de política legislativa relativa a esta questão.

E não pode servir de barreira à possibilidade de submissão desta questão a referendo. A superior consideração da legitimidade democrática aconselha essa submissão. Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos. Ainda que seja incluída no programa eleitoral de um partido, não pode dizer-se que a generalidade dos eleitores desse partido a sufrague, uma vez que serão normalmente outras questões, que mais preenchem a agenda política, a pesar na sua opção de voto.

Numa matéria de tão grande significado ético, cultural e civilizacional, onde se joga o modelo de referência de família como núcleo social fundamental, onde se pretende alterar um modelo secular, seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens. Se é o povo que está supostamente "atrasado", pois que se aproveite o referendo para o "esclarecer". Mas que não se decida contra ele.

Vaticano abre portas a anglicanos descontentes


Bento XVI vai publicar uma constituição apostólica para responder aos "numerosos pedidos" de grupos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam "entrar em comunhão plena e visível" com Roma.

Segundo anuncia o site oficial do Vaticano, numa nota informativa da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o novo documento introduz uma estrutura canónica que permite esse "regresso" à Igreja Católica através da instituição de "ordinariatos pessoais". Esta solução permite que os fiéis conservem "elementos do seu património espiritual e litúrgico" anglicano.

Numa declaração conjunta assinada pelo Arcebispo de Westminster (católico) e pelo Arcebispo da Cantuária (Primaz da Igreja Anglicana) refere-se que o anúncio desta constituição apostólica "termina um tempo de incerteza para os grupos que nutriam esperanças em novas formas de abraçar a unidade com a Igreja Católica".

A declaração assegura que ambas as partes estão empenhadas em prosseguir um "compromisso comum" e a reforçar a consulta sobre "estas e outras matérias".

"Esta cooperação irá continuar ao mesmo tempo que crescemos juntos na unidade e na missão, testemunhando o Evangelho no nosso país", referem católicos e anglicanos da Inglaterra.

Segundo o teor da Constituição Apostólica que o Papa irá publicar, a vigilância e a condução pastoral para os grupos de fiéis que peçam a entrada na Igreja Católica será assegurada por um ordinário próprio - aquele que é colocado à frente da comunidade -, por norma nomeado de entre o clero até então anglicano.

Este modelo prevê a ordenação de clérigos casados enquanto anglicanos como sacerdotes católicos. Por "razões históricas e ecuménicas", estes padres casados não poderão ser ordenados Bispos.

Para o Cardeal William Levada, prefeito da CDF, a intenção é ir ao encontro, "de modo unitário e justo, dos pedidos de uma plena união que foram submetidos da parte de fiéis anglicanos provenientes de várias partes do mundo, nos anos mais recentes".

Os ordinariatos pessoais serão instituídos "segundo as necessidades", com prévia consulta às Conferências Episcopais locais, e as suas estruturas serão de algum modo semelhantes às dos ordinariatos militares - uma "diocese" que não corresponde a limites territoriais, como é habitual na Igreja Católica, mas tem jurisdição sobre uma comunidade específica distribuída por vários territórios.

"Os anglicanos que fizeram contactos com a Santa Sé expressaram claramente o seu desejo de uma plena e visível comunhão na Igreja una, santa, católica e apostólica. Ao mesmo tempo, falaram da importância das suas tradições anglicanas relativas à espiritualidade e ao culto para o seu próprio caminho de fé", afirmou o Cardeal Levada.

Segundo o prefeito da CDF, Bento XVI espera que os clérigos e fiéis anglicanos desejosos de união com a Igreja Católica "encontrem nesta estrutura canónica a oportunidade de preservar as tradições anglicanas que lhes sejam preciosas e estejam em conformidade com a fé católica".

Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a independência em relação à autoridade do Papa, a Igreja da Inglaterra criou confissões doutrinais, usos litúrgicos e práticas pastorais próprias.

Desde o Concílio Vaticano II, as relações entre anglicanos e católicos criaram um clima de compreensão e cooperação mútua, mas o caminho ecuménico encontrou novas dificuldades quando alguns anglicanos começaram a admitir mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, segmentos da Comunhão Anglicana ordenaram clérigos homossexuais e abençoaram uniões entre pessoas do mesmo sexo, reforçando essas dificuldades e aumentando o descontentamento de alguns sectores do próprio mundo anglicano, que se podem agora virar para Roma.

Segundo o Cardeal Levada, entre 20 a 30 bispos anglicanos e centenas de grupos de fiéis estariam interessados em fazer parte da Igreja Católica.

Contra a candidatura ibérica, Viva a candidatura dos bifes!


Nós sabemos como, ao longo da história, os nossos parceiros da «mais antiga aliança do mundo» nos trataram. O último caso escandaloso foi em 1961, quando a União Indiana invadiu o Estado Português da Índia. E no fim do século XIX até nem faltou um ultimato!

Mas os castelhanos ainda são piores. Por isso, entre os dois, vivam os bifes!

E isto aplica-se também à bola. Então o esperto Madail vai arranjar uma candidatura ibérica para apresentar à FIFA! Tal coisa só poderia vir de uma cabeça com o conteúdo de uma bola! Que ganhem então os bifes a organização do campeonato do mundo e que lhes faça bom proveito. Portugal e Espanha unidos no quer que seja, é que não!

Já sabemos que os peseteros nos chamam saudosistas «do passado» (com pleonasmo e tudo). De facto temos saudades de um Portugal governado por portugueses, onde os peseteros amochem em vez de governar.

Heduíno Gomes

terça-feira, 20 de outubro de 2009

22 Maravilhas Portuguesas


22 Maravilhas Portuguesas

Quando Saramago fala de paz, amor e pobrezinhos...


Quando Saramago fala de paz, amor e pobrezinhos, e enquanto não se autocriticar do seu vermelho passado, há que lembrá-lo do apoio que deu à violência (até maior do que recomendava a prudência de Cunhal em 1975); lembrá-lo do seu ódio visceral (que, aliás, ainda manifesta e o consome - Ódio visceral, cumpre a tua missão!) que comungava com os defuntos camaradas soviéticos; e lembrá-lo do seu querido regime que mais miséria e sangue provocou no mundo durante o século XX.

E quando o animal falar de Portugal, há que mandá-lo para a Castela que o comprou (comprou em segunda mão porque já antes era propriedade soviética).

Agora é a vez da Bíblia. Esse livro miserável que ensina o ódio, a guerra, a inveja, o deboche, que dá cabo da humanidade. Os livros que fazem boas pessoas, paz, amor, amizade, e dão comida aos estômagos, são O Capital, o Manifesto do Partido Comunista, O Estado e a Revolução, A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky, e tantas outras obras saídas das cabeças albergando boas almas (almas, não, credo!) como a de Saramago.

(Nota: Não sei se o animal chegou a ler algum destes manuais de paz, amor, amizade e comida ou se aderiu só assim...; e o Lukács, terá lido?; e a gramática portuguesa, terá estudado?)

Heduíno Gomes

Saramago tratado em pura poesia


(Visto na net)

Me Cago en mi Puta Madre (olé!)

És um velho engraçado
Ó Saramago de Lanzarote
Miguel de Vasconcelos
dependurado num barrote

Hablaste bem, ó hidalgo
Puseste o Castanholas contente
É por gajos como tu
Que Portugal não vai pr'a frente

Olha o espanhol, sr. agente
Louça em Formoso de Vilar
Partiram-lhe a beiça e o dente
E sangue ficou a esguichar

Não respeitam o Galego,
O Catalão e o Basco
Mas a ti espanholito,
Ainda te têm mais asco

Botamos fogo ao teu manuscrito
Que desfeito em fumo subiu
Deixaste o Afonso aflito
Até sua mãe Dona Teresa
Vai prá pátria que te pariu
Que aqui não é de certeza

Mamede e Aljubarrota
Ainda vibram na minha pele
Mas a ti, Joselito El
só te gusta o Fidel

Botamos os Filipes
Daquí para fora a andar
Joselito não és digno
Da minha Língua falar

Livros, prémios, palhaçadas,
Recitais e Fundações
Miguel Vasconcelos
Com um tiro nos ...

E depois o Pacheco acha que é demagogia populista...

A corrupção dos parlamentares e governantes, isto é, da classe política, é conhecida. Por isso, chamar político a alguém é insultar a pessoa. Mas o Pacheco Pereira acha que citar a realidade é «demagogia populista»... A realidade é populista e demagoga!

Aqui vai este vídeo da TVI a ilustrar que o Pacheco tem razão! Afinal a classe política é séria, poupadinha e amiga dos portugueses.

Heduíno Gomes